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sexta-feira, 25 de maio de 2012

AS LEITURAS DE ESCRITORES

Nas horas extraordinárias que passamos a ler de Maria do Rosário Pedreira há um artigo interrogativo sobre o que lêem os escritores que nos interroga.

Um das primeiras observações que o Rodrigo ... me fez, quando comecei a escrever num dos títulos da empresa Jornal de Notícias, foi «jornalismo não é literatura!». Nessa altura vinha muito cheio de mim, com o assombramento próprio dos jovens quase pós universitários, porque entrava num lugar onde a relação entre chefe de redacção e colaboradores media-se por uma hierarquia quase militar. Além desse diploma de quase economista que me granjeava alguma superioridade mental, arrogava-me também o facto de ser um leitor voraz de clássicos e não clássicos que me recheava a estante filial, para além de uma cadência diária de mudança de terras e lugares que confirmava aquilo que o nosso autor dizia da nossa pátria ser a língua Portuguesa. Mas a minha era já muito mais que isso. Era o chão que pisava, os colegas novos que se faziam e desfaziam quase ao passar do calendário e uma estranha devoção às letras e às artes mas também às ciências.
Mas nada disto seria suficiente, pensava, não fosse uma relação de prazer com a escrita que me foi sempre fazendo atirar originais para o baú. Já nessa altura, desportista, que era, percebia que havia poucos desportistas e muitos treinadores de bancada. Relação de prazer e insatisfação permanente que marcou, claramente, a arca de Noé que todos temos em nós. Ao longo dos anos mudei de lugares e empregos, invadi por prazer outras áreas de formação que me iam dando novas visões dos pontos, tornando-me um actor multifacetado do meu destino, sempre vergado à relatividade das coisas.
Quando escrevia, era essa arca de Noé que transportava. Era eu e todas as coisas que tinham vindo dar à costa que transportava. E como é bom emocionarmo-nos e aos outros através de uma síntese daquilo que somos e daquilo que gostaríamos de ser. E é por isso que saber se é a leitura que faz o escritor ou o escritor que faz a leitura é desafiador e eventualmente nada despiciendo. Mas será que tem resposta universal?
 
O que sei é que, quando colaborei num título especializado da mesma empresa, o Rodrigo tinha antecipado a pergunta, «o menino não lê jornais desportivos?».

quarta-feira, 25 de abril de 2012

MIGUEL PORTAS

Não o conheci pessoalmente mas tenho memória de um homem bom e sério, PREOCUPADO COM O SEU SEMELHANTE e com as injstiças que são o primeiro dos combates que merecem a nossa vida.
Também não me espanta vindo de uma magnífica Portuguesa como Helena Sacadura Cabral a quem, sem conhecer pessoalmente, endereço aquilo que posso dar num momento dramático para uma mãe: um grande abraço solidário para uma mãe cujo filho se orgulharia dela.    

Porque é que são sempre os homens bons os primeiros a deixarem-nos?


 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JÁ NÃO BASTA FALAR, É PRECISO NÃO NOS CONTRADIZERMOS NA OBRA

(Sobre a diversificação das geografias do comércio externo e o seu aumento quantitativo).
É interessante verificar como as crises e o instinto de sobrevivência trás à tona novas forças até agora aparentemente adormecidas (não se percebia realmente como muitas das nossas empresas, com produtos e serviços de excelência pareciam temer, ou estavam acomodados à globalização).
Falo dos agentes económicos, não dos políticos profissionais ou à procura de profissionalização em exercício, que estes parecem continuar estranhamente adormecidos nas suas cátedras de medidas incongruentes, muitas vezes contraditórias na prática e no discurso. 
Nesse aspecto Passos que têm virtudes e defeitos diferentes do senhor anterior (esperemos que o saldo esteja a seu favor, mas esse só o veremos pela resultante final do índice de felicidade Português) devia pelo menos assumir para si uma (das poucas?) virtudes (públicas) do senhor anterior: a sua capacidade para agregar e peneirar com uma pequena task force todas as medidas, de molde a evitar-se contradições de medidas incongruentes com o discurso.

É que custa muito ouvir Passos falar nos rentistas e depois ver que estes continuam incólumes, enquanto os atomizados vão dando à costa afogados pela maré de um estado cada vez mais castrador e que resolve todos os problemas com aumentos e proibições. 
É que a libertação da sociedade civil que Passos propõe através de um novo paradigma de "economia mecânica", não pode ter como consequência uma sociedade só liberta do Estado no topo e cada vez mais estrangulada na base.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

NÃO SE GANHA UM PAÍS SEM SE GANHAR UM POVO

Não é com jactância e arrogância que se ganha um povo.
É com humildade e escutar! Escutar muito!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

OS NOVOS INQUISIDORES

Como muitos já tinham avisado, o crescimento do desemprego está a provocar mais despesa social e menos receita contributiva. 1.200.000 inactivos causam uma pressão adicional a um estado que não motiva à natalidade, não atrai a imigração, antes a empurra de mão dada com a expulsão dos "novos cristão novos" que é a geração mais qualificada de sempre. Bem avisou o Padre António Vieira, como o poderia avisar agora sem ser ouvido, mas a nossa mesquinhez inquisitiva estava plasmada mais do que na cobardia do rei, no ADN de um povo desunido, individualista, intolerante, conservador.    

Ao contrário do que se ouve muitas vezes por aí, o cumprimento nos moldes efectuados do memorando da Troika não era imperativo. Como a própria Troika sublinhou o que interessava eram os resultados, não o modo de lá chegar.

A estratégia delineada pelo actual governo da destruição criativa a todo o custo (do fazer todo o mal agora com os olhos postos no calendário, eterno crime do poder) é, assim, a responsável (no seguimento de políticas irresponsáveis com muitos anos e sem cor política definida) pelo estado do país - por nunca ter compreendido que os equilíbrios da nossa economia eram frágeis.

O problema da situação Portuguesa não é puramente ideológico, mas uma questão de ética de valores e de gestão (má gestão, atrever-me-ia eu a dizer, "acompanhado" pela lata incomensurável da irresponsabilidade. Como é possível ver hoje a comunicação social a tecer loas a Teixeira dos Santos sendo ele, por acção ou omissão, de seguidismo de Yes man, ou no plano da gestão individualista de carreira, ou da mera cobardia política, co-responsável do estado miserável das contas nacionais?

Que me desculpem os economistas financeiros porque, como dizia ontem Luís Nazaré no trio do economix, moderado por João Adelino faria, o que me interessa é a economia real a tal que vive paredes meias com as pessoas e que resolvendo problemas individuais resolve problemas colectivos.

(A resolução dos problemas económicos devia ater-se mais à dialéctica do indutivo versus o dedutivo, da resolução  dos problemas da base para o topo, do que da resolução por decreto generalista e abstracto - é também o caso da escola pública, igual para todos. Um novo paradigma  do indutivo devia ser o futuro da governação, o excesso de poder do ministério das finanças, trás muito piores resultados do que a generalização do topo para a base, o centralismo é o inimigo - o estado sou eu!, sempre dizeram os locupletadores da política - os agentes económicos são meras peças de um puzzle que um governo centralista nunca sabe montar. 
Nesse aspecto, o bom liberalismo como o bom colesterol não existe, só fica o mau liberalismo do salve-se quem puder, que entope o circuito económico de que são vítimas de excesso de AVC's e de enfartes do miocárdio os agentes económicos).

Em maré de Padre António Vieira (e basta o ler para perceber o Portugal, que pouco mudou) quando o Império Português estava a ser acossado pelo Batardo Holandês, para se perceber como já nessa altura ao padre António Vieira entristecia reconhecer a superioridade de carácter do Holandês: mais unido, comunitário, tolerante e liberal (é que mesmo no liberalismo somos mais inquisidores do que tolerantes com os novos cristão novos que podiam apartar novos cabedais para Portugal!).   
 

A DEMOCRACIA DAS TREVAS

Um dos aspectos mais exasperantes na política nacional é uma grande parte das medidas tomadas pelos governos serem sempre sentidas como indo pelo pior caminho para o equilíbrio das coisas.
A sensação que fica a todos nós é que a felicidade dos povos se faria melhor pela ausência de governos.
Ou talvez esta ausência tenha a haver com a ausência de sociedades ainda completamente irrepresentadas como governo do povo e reflexo de maiorias. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

TRANSFORMAÇÃO DAS PRÁTICAS DOCENTES, UMA NECESSIDADE URGENTE

«A OCDE diz que Portugal deve reduzir a excessiva atenção dada às notas dos alunos.
A OCDE diz que Portugal deve melhorar as práticas educativas e reduzir a excessiva atenção dada às notas dos alunos - a avaliação sumativa. Isto porque existe actualmente no sistema educativo um "problemático actual uso excessivo do ‘chumbo' e a desmesurada atenção às notas". Esta é uma das recomendações que vêm no último relatório da OCDE sobre educação "Reviews of Evaluation and Assessment in Education" que analisa as políticas de avaliação no sistema de ensino português e faz uma série de recomendações para melhorar a eficácia dessas políticas.
Assim, a OCDE entende que o aluno deve ser o elemento central das políticas de avaliação no sistema de ensino, deve ser tida em conta a sua contribuição para a sua avaliação e deve ter uma atenção individualizada para as suas necessidades e sistemas de apoio em caso de dificuldades específicas. Receita que a OCDE considera como ferramenta para combater os níveis de reprovação.
Assim, o refere que uma das prioridades para o sistema educativo português passa pela transformação das práticas docentes, consideradas como sendo ainda muito tradicionais, e de encorajar, na aprendizagem diária na aula, uma maior interacção e um retorno individualizado sobre o desempenho.
A OCDE sublinha ainda que o sector educativo tem sido afectado pelas medidas de austeridade, incluindo cortes nos salários dos professores e uma redução do apoio administrativo e de gestão das escolas e que o sistema de avaliação de desempenho dos professores deve contar com uma maior participação da direcção das escolas.»
Infelizmente o actual ministro apesar da sua boa vontade é demasiado tradicionalista, demasiado arreigado à avaliação como se a avaliação fosse a solução para os problemas da escola Portuguesa.
Um dos maiores problemas da escola Portuguesa continua a ser comungar de um dos maiores problemas da sociedade Portuguesa: a falta de democraticidade, flexibilidade e abertura. Há alunos que não progridem em ambientes normalizados, por questões variadas. 

Criem-se mais apoios, currículos mais adequados aos interesses dos alunos, mais diversificados, formas mais versáteis de dar as matérias e unidades curriculares com mais aulas práticas. 

Ao contrário do que pensa o actual ministro mais do que ensinar matérias estandardizadas, que o ambiente fora da escola veicula melhor que a escola, é preciso educar para o interesse, para a autoaprendizagem e a avaliação não pode rotular, segregar, excluir.

Mas tudo isto só é possível numa escola do século XXI que não seja segregadora, não sendo possível numa escola do século XIX que devia poder estabelecer currículos próprios e corpos docentes próprios - com experiência actualizada do que melhor se faz nas empresas.

Atenção devia o actual ministro tomar às Universidades com professores ultrapassados, acomodados, incapazes de pedagogia e mudança.   

segunda-feira, 9 de abril de 2012

CIDADÃO MULTIPARTIDÁRIO

Se me perguntarem em que quadrante partidário me encontro só posso responder.
Sou comunista quando concordo com os comunistas quando dizem da necessidade de revitalizar o tecido do transaccionável. 
Sou Verde na necessidade de criar uma sociedade mais sustentável.
Sou bloquista quando o bloco fala na necessidade de acabar com os recibos verdes.
Sou socialista quando dizem que há vida para  além do deficit.
Sou social democrata quando o PSD fala na necessidade de flexibilizar a economia, libertá-la do estado, torná-la um sítio mais concorrencial.
Sou centrista quando o PP falava na necessidade de dar mais competitividade à economia através da diminuição de impostos.
Sou monárquico quando Cavaco não tem um atitude mais actuante na sociedade Portuguesa.
Sendo tudo isto só posso afirmar que sou um cidadão multipartidário, cujo único objectivo é criar um País mais feliz, mais sustentável, mais produtivo e muito menos desequilibrado.

terça-feira, 3 de abril de 2012

RUI TAVARES E A SOCIEDADE DE ANTIGO REGIME



E não, não é preciso ser-se um adepto do Bloco de esquerda ou da esquerda radical ou de qualquer rótulo ideológico dos pobres de espírito da política.

OS DONOS DAS NOTÍCIAS...COM DEFICIT

«China cresceu 8,4% num só trimestre.
PIB abranda em relação ao final de 2011, mas está acima da meta para conjunto do ano de 2012».
Quando vi esta notícia com dois parágrafos contraditórios tive que tomar o sentido pelo previsível. Um crescimento a rondar os 32% ANUALIZADO seria o de um país tomado por um tsunami de empreendedorismo onde restaria pouca terra a ser remexida.
A realidade é que é extremamente injusto deitar todo o odioso para a chamada classe política, quando há uma classe cada vez mais proletarizada e infeliz (pelo que é explorada, manipulada para a manipulação e pelo que revela de impreparada) dos doninhos da notícia - doninhos, porque os donos é outra coisa!

domingo, 1 de abril de 2012

O POVO SAIU À RUA

O sofrimento silencioso de uma parte deste povo que merecia uma elite do poder mais desprendida e solidária, está bem plasmado neste post da Suzana Toscano - mas também no "estar sentado é perigoso para a saúde" e no "resistir" de Massano Cardoso- e infelizmente não é caso único (Sampaio falava há pouco na enorme dignidade de um povo que sofre! - infelizmente um sofrimento imposto muito do qual não da sua responsabilidade).

Portugal tem esta coisa estranha de conviver com o melhor em várias "artes e disciplinas", como é hoje o caso da medicina dentária, com uma parte de um povo etnograficamente de uma extraordinária riqueza que o tem feito sobreviver à indecência de uma nobreza de corte - como o que se mostrou ontem contra a morte das freguesias por decreto - desprovido e excluído do acesso a um rendimento mínimo de dignidade e sustentabilidade (basta cruzar o PIB per capita com a distância entre o seu ponto mínimo e máximo). 

Em consequência, sofre o povo e sofre o país, enquanto se enganam do seu "vazio interior" uns poucos, por um país desequilibrado a várias velocidades. Que se alterasse esse desequilíbrio com mais justiça de partida e solidariedade, conseguiria o país só por essa via "ganhar" muitos pontos a acrescer ao PIB, ajustando-se até no seu ratio orçamental e reganhando novos sorrisos, em muitas das poucas faces desta população sistematicamente amargurada, desesperançada e  triste.

sábado, 31 de março de 2012

RSI UM ALVO A ABATER NA INVERSA DA PEQUENA CRIMINALIDADE A AUMENTAR

«Ficamos todos muito satisfeitos que a criminalidade mais violenta tenha diminuído, mas a pequena criminalidade está numa escalada que não sabe onde irá parar», afirmou à Lusa o vice-presidente da ASPP/PSP, Manuel Morais, quando questionado sobre os dados do Relatório Anual de Segurança Interna 2011.

Para este responsável, era previsível que «o desenvolvimento da criminalidade se desse nestes moldes», tendo em conta «o desemprego» que grassa no país.

«As pessoas deixam de poder pagar e de ter uma vida digna», lamentou, acrescentando: «Não é preciso ser especialista para ver isto, mas suponho que todos os observadores esperavam que as coisas acontecessem desta maneira».
Já todos esperavam que o airbag que afastava os da fronteira da pobreza da pequena criminalidade, esvaziado e desligado, resultasse nisto.
Para Portas o RSI sempre pareceu ser um alvo a abater, como se a sua extinção permitisse resolver alguma situação.
Para os defensores do assistencialismo de século XVIII, está aqui o resultado. 
É que não se come desemprego, no desespero! 

O CONTRAFOGO DA CRISE

«Crise: rendimentos encolhem 1% e impostos disparam 10%
Taxa de poupança das famílias cai para 9,7%»

Para qualquer bombeiro não passa pela cabeça atirar material incendiário para uma enorme fogueira. 
O contrafogo  colocado pelos actuais bombeiros de Portugal, no actual estado do Portugal, tímido no corte de despesa mas sem pejo no aumento da carga fiscal, parece na actual situação material combustível atirado numa fogueira da teimosia e vaidade.
O contrafogo, usado a torto e a direito, em nome de um caminho de fé, atiçou o fogo e está a tornar Portugal um cemitério de armas queimadas e "solos" abandonados.
E enquanto a classe média arde nesta fogueira, outros aproveitam o material incendiário para se afirmarem no Portugal do sucesso. 

72.000 DETENÇÕES EM 2011: CUSTE O QUE CUSTAR!

«Polícias fizeram quase 72 mil detenções em 2011
Dados avançados pelo Relatório de Segurança Interna (RASI), divulgado esta sexta-feira»

Este número para  além da constatação de que nos afirmamos novamente como um estado policial, revela a fraqueza do nosso tecido social. 
Uma economia a definhar, uma sociedade política que opta por fechar os olhos a centenas de milhar já com fome e sem qualquer tipo de rede que não a da caridadezinha e do assistencialismo mais rafeiro (não no esforço quase inglório dos voluntários que  fazem o que podem para travar o abandono do estado da esfera da solidariedade).

Hoje a óptica da segurança da antes apregoada flexisegurança morre nas mãos dos números do estado Português e do primeiro PM que de tanto apregoar a verdade e a verticalidade nas palavras, "borrifa-se" para o restante:

as pessoas mais frágeis, que são o seu povo e que são cada vez mais, com a destruição a favor do cumprimento do deficit, a imagem do custe o que custar! 

quinta-feira, 29 de março de 2012

NÃO VENDO ILUSÕES! APENAS DESILUSÕES!

«Não vendo ilusões, só não dou más notícias evitáveis»
Primeiro-ministro recusa o pessimismo e cenários negativos, garantindo mesmo que não vê necessidade de mais austeridade. Mas manteve-se prudente»
O que é verdadeiramente impressionante na política é a rapidez como a humildade se torna em soberba e arrogância, como se o poder transformasse os homens em gigantescos Deuses que nunca têm dúvidas e raramente se enganam.

E é aí nesse momento que a ilusão se transforma em desilusão.

quarta-feira, 28 de março de 2012

ATIREI O PAU AO GATO: FORMATADOS PARA A INOCUIDADE!

nUM mOMENTO eM qUE oS pORTUGUESES sE vÊEM dESPOJADOS dA sUA lIBERDADE, cOMO cIDADÃOS a cRÉDITO, nUMA iNVERSÃO dA rEALIDADE, Agora sim resolvida, nesta altura verificamos como Portugal é um Homem doente, doente nas opções e doente nas manifestações e nos interesses que comandam a vida.

O Atirei o pau ao gato, que extravasa os relvados e adorna o soturno dos dias, da clubite execerbada, de demónios que foram entranhados neste corpo doente a necessitar de exorcismo, exorcismo dos demónios que nos carregam, a clubite execerbada, a clubite idiota, sem nexo, de corpos incapazes de gesto, doença que arrasta milhões de Portugueses, pobres e ricos, velhos e novos, ignorantes e letrados, empregados e desempregados, alienados da realidade pobrezinha e mesquinha dos seus dias.
"Contra o Benfica não, contra o clubismo exacerbado". É desta forma que se justifica em declarações ao Relvado o pai portista que se queixou da versão "Vai- te embora pulga maldita / batata frita / viva o Benfica" da canção infantil "Atirei o pau ao gato". Eduardo Mascarenhas provocou a polémica depois de denunciar e de contestar o facto de a cantilena ser cantada no jardim de infância que a sua filha frequentava, em Mafra.

"Se não batessem na minha filha, não me chateava tanto", ressalva, denotando que tinha conhecimento da situação desde o início do ano lectivo, mas realçando que só agiu depois de a mulher ter reparado que o caso "começou a criar conflitos na sala de aula". Eduardo Mascarenhas revela ao Relvado que "aquilo começou a trazer problemas" e justifica assim que tudo isto se transformou numa "causa" pedagógica, garantindo que não está particularmente interessado na questão clubística.

terça-feira, 27 de março de 2012

NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM! MAS CONVÊM NÃO EXAGERAR! A PARTIR DE HOJE, OS DESEMPREGADOS COMERÃO CULTURA!

A partir de hoje os desempregados comerão cultura!

PAI, PERDOA-LHES QUE NÃO SABEM O QUE FAZEM!


«Pois a mim não me choca assim tanto. Tenho para mim que as cargas policiais, para além de terem a função imediata de repor a ordem, têm também a de servir de exemplo e dissuassor de pantominas futuras. Daí que... quando há disturbios, só se perdem as que caem no chão.


Simultaneamente não ponho, de todo, ao mesmo nivel a violencia exercida pelas forças policias e a dos manifestantes, em absoluto. A violência é monopólio do Estado, disse Max Weber, e eu concordo plenamente tanto com o enunciado como com o desenvolvimento que Weber fez sobre o tema. E as forças policiais são representantes da autoridade do Estado. Portanto, numa carga policial não são policias a bater em cidadãos mas sim o Estado a exercer a sua autoridade contra uns quantos arruaceiros que atentam contra a liberdade individual e os direitos da sociedade, incluindo contra o direito de manifestação pacífica. Desde onde vejo a coisa, atirar uma chávena que seja contra um polícia justifica só por si que o que a atirou leve automaticamente uma belissima sova até se lhe acalmarem os nervos. É que ele não atira essa chávena contra um Polícia. Atira-a contra o Estado»
O Estado tem o monopólio da violência?! Zuricher não se afasta muito da visão de quem alimentou o Estado Novo e o Estado Totalitário Hitleriano. Também este tinha o monopólio totalitário da ordem pública e do direito  a abafar o direito à indignação e ao pensamento diferente.

Está explicado porque dificilmente teremos uma democracia ao estilo das sociais democracias, que colocam o homem no topo das preocupações. Sá Carneiro, que foi um dos nossos melhores, não ia gostar do que viu e do caminho por onde anda a sua social - democracia!

Há ainda há muitas reminiscências do Estado Novo, hoje corporizadas numa "elite", ontem "contada" no Prós e Contras em 40-50.000 almas, que já não se distingue pela formação, pela virtude ou pela decência, que vive na ilusão e ilude, apenas pelo sequestro do Estado trauliteiro, que vive de enganos e más contas.

Deve o Estado defender a maioria? Deve, mas dentro dos limites da decência, da proporcionalidade, não jogando com as mesmas armas de quem tem comportamentos desviantes ou frustrações sentidas.

Zuricher, pessoa com certeza de bem, só podia mesmo estar a ironizar!

PRECISAMOS DE UMA MADRE TERESA DE CALCUTÁ NA POLÍTICA!

Excelente o Prós e Contras desta semana. 
Porquê? 
Porque se libertou da dimensão exclusiva da política, de uma dimensão limitada e parcelar da vida, mesmo que a vida e a tecnocracia seja uma dimensão política.

Precisamos de um novo olhar sobre nós próprios?
De uma nova ética?
De um olhar mais desprendido sobre a vida, mais do ser e menos do ter e parecer, mais minimalista do material e mais arrojado até na espiritualidade?
Precisamos com certeza!

Mesmo que isso não nos faça esquecer que precisamos de um regresso às raízes do sistema, de um sistema político mais baseado na participação activa e no seu universalismo, no uninominal que nos dá um rosto humano, no desprendimento de nós próprios e na aspersão do colectivo.
 

segunda-feira, 26 de março de 2012

ZECA AFONSO , O PSD E O ESPÍRITO DE PASSOS

Passos tinha tudo para se ter tornado uma espécie de salvador de Portugal, depois do delírio fantasista e criminoso do senhor anterior.
Mas Passos já revelou nestes primeiros meses de homem do leme, que lhe sobra em teimosia aquilo que lhe falta em visão de futuro e sensibilidade para governar um povo.

Zeca do alto do seu pedestal, lutador de causas e lutador por povos, até já fez por certo as pazes com Sá Carneiro, não podendo obviamente ser tomado como um dos de Passos, um homem que tem demonstrado na prática ao leme ser tudo menos um verdadeiro social democrata em espírito.