Como foi possível este homem em Portugal no início do século XXI, com Portugueses cada vez mais esclarecidos?
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
PS: A CAVERNA DOS ALI-BABÁS DO HOMEM BIPOLAR
O PS, partido que ainda tem uma pequena mão de homens sérios, está a mostrar ao país uma imagem de partido recheado de gente, que num país sério, com um Presidente que já não se confundisse pela omissão com gente desta, estaria MAIS ATRÁS DAS GRADES QUE ATRÁS DOS DESTINOS DOS SEUS CIDADÃOS.
Notícias vindas a público como estas,
«Estes aumentos são para Marques Mendes responsabilidade não só da tutela, mas também do ministro das Finanças. «Este homem que vai amanhã ao parlamento explicar que é preciso um brutal aumento de impostos, cortar nos salários da Função Pública, gostava que ele me explicasse como é que tem autoridade moral e política para fazer isto, quando acabou de fazer, em 2009, aumentos chorudos desta natureza».
bem como os de aliciamento para cargos em empresas do regime com ordenados chorudos, demonstram como o polvo Socratiano tomou conta do partido, destruindo qualquer credibilidade e réstea de força anímica, descrença total no regime com um governo de comportamento abjecto e criminoso e isto, sim, os mercados penalizam.
Enquanto pedem sacrifícios, para além do já possível pela população Portuguesa, o aparelho socialista locupleta-se através de aumentos chorudos, para manter as suas mordomias líquidas face aos aumentos de impostos.
Que são muito prejudicados financeiramente diz um seu parlamentar, enquanto os Portugueses já incapazes de suportar os custos de sobrevivência, vêem o Estado preparar-se para liquidar o que resta da economia nacional, cobrando mais impostos com subidas que os mercados penalizarão. Teixeira dos Santos e Sócrates ficarão nos anais da história do início do século XX, conjuntamente com Pina Moura e com o santo e autoexilado engenheiro Guterres - que se redime por fora - como os coveiros de Portugal.
A idiotice, a incompetência, a falta de seriedade e imaginação é tal, que Teixeira dos Santos é incapaz de perceber ou dizer, que os ataques do mercado continuarão, dada a percepção dos mesmos que as medidas são erradas, agravam a situação económica e sequencialmente a financeira a muito breve prazo - mesmo se no curto aparentemente parecerão melhorar.
A pressão dos banqueiros para a aprovação deste novo cataclismo que se abaterá sobre a economia Portuguesa, o orçamento que põe à frente a manutenção das mordomias do aparelho socialista à frente do País, é também algo estranha. Trocarão os banqueiros a capacidade imediata de se financiarem e financiarem a economia Portuguesa, por uma degradação posterior imediata da capacidade de poupança das famílias.
Tudo isto se resolveria de um modo mais fácil: 700.000 funcionários públicos ficariam sem o subsídio de natal (1500 ordenado médio x700000=1050 milhões de Euros), mais um imposto extraordinário sobre o 13 mês dos privados e reformados (750 de ordenado médiox 4.000.000=3000 milhões de Euros). Quatro mil milhões de Euros para baixar o défice orçamental já este anos para os 4% do PIB.
Com este esforço, que os Portugueses, compreenderiam - se se começasse desde já a cortar no Estado - os mercados acalmar-se-iam definitivamente e não ficaria afectada a economia, logo a sustentabilidade financeira futura.
Mas será que Sócrates e o aparelho, ditos socialistas e patriotas, permitiria?
O ESTADO DO INTERESSE SOCIAL PRÓPRIO: HIPÓCRITAS E MAL FORMADOS!
Se o aumento do IVA se concretizar, mais uma vez os pobres e os remediados irão sofrer as consequências de um governo incompetente e ineficaz.
Escondido atrás da crise internacional, o governo que se diz de consciência social, mostrará novamente desprezo pelo seu povo.
É fácil a Francisco Assis falar em populismo mas também será fácil à população Portuguesa de letrados, que não tiraram um curso de filosofia ou engenharia ao fim de semana, lembrar a Francisco Assis que antes de tirar aos pobre e de ir criar uma espiral de empobrecimento e de mais e mais impostos sem fim à vista, havia que cortar nas inúmeras clientelas e duplicação de estruturas que por todo o lado pululam.
Inquietam-se entretanto as estruturas de apoio do 1º ministro, recrutados no partido, duplicação e desperdício de dinheiros públicos na exacta medida das estruturas da função pública.
Passos Coelho tem razão!
E quem disser o contrário, é porque vive do orçamento e rapidamente mete no saco do seu interesse privado, a sua condição de defensor do Estado Social.
Portugal é já um feudo de clientelas!
Portugal é já um feudo de clientelas!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
GOVERNANTE PORTUGUÊS = BURRO?
«Scut deixam espanhóis «confusos»Os automobilistas espanhóis confessaram-se esta quinta-feira confusos em relação ao processo de pagamento das portagens nas SCUT, queixando-se de «total falta de informação» sobre os dispositivos a utilizar e os locais onde os podem adquirir, escreve a Lusa.
«É muita confusão. A gente não sabe como e onde adquirir os dispositivos. Ouvimos falar que estão à venda nas estações de serviço, mas nós estamos aqui numa e não há dispositivo nenhum», disse, à Lusa, Loreto Fernandez.»
Até os espanhóis desconfiam que os governantes Portugueses são burros como as portas!
ACÇÃO POPULAR CONTRA O GOVERNO DO DESPERDÍCIO E DA LOCUPLETAÇÃO DAS CLIENTELAS E AMIGOS, JÁ!
Para manter as clientelas, os desperdícios, os saques dos institutos e fundações o governo de Sócrates e Teixeira dos Santos vai liquidar Portugal.
A classe média começará a alimentar-se de pão e o país entrará em colapso. Classe média que hoje já não se distingue dos seus governantes na falta de formação, mas apenas na falta de um cartão de favores de influências - para ser meigo!
Aumenta a falta de competitividade externa tanto no comércio externo como no turismo, a emigração em massa e o mais que se verá em nome das não reformas e manutenção de um estado danoso para a economia!
E o que será dos desempregados sem tostão, dos doentes, idosos?
Aumentos de 10% em produtos alimentares essenciais à vida, para comprar submarinos, manter missões militares, andar de Falcon, comprar Mercedes para "" individualidades" , manter fundações privadas com dinheiros públicos, institutos públicos duplicados e discipiendos, manter milhares de freguesias, centenas de municípios, 230 deputados, assessores, gabinetes, consultores, duplicação de reformas, reformas vitalícias, cátedras em Universidades Americanas, governadores civis,...?
Demissão deste governo economicamente criminoso - para ser meigo - já!
Aumenta a falta de competitividade externa tanto no comércio externo como no turismo, a emigração em massa e o mais que se verá em nome das não reformas e manutenção de um estado danoso para a economia!
E o que será dos desempregados sem tostão, dos doentes, idosos?
Aumentos de 10% em produtos alimentares essenciais à vida, para comprar submarinos, manter missões militares, andar de Falcon, comprar Mercedes para "" individualidades" , manter fundações privadas com dinheiros públicos, institutos públicos duplicados e discipiendos, manter milhares de freguesias, centenas de municípios, 230 deputados, assessores, gabinetes, consultores, duplicação de reformas, reformas vitalícias, cátedras em Universidades Americanas, governadores civis,...?
Demissão deste governo economicamente criminoso - para ser meigo - já!
A nenhum cidadão pode ser retirado o seu direito inalienável de se autosustentar e alimentar!
Todos os cidadãos têm o direito inalienável de se defenderem da incompetência do Estado e dos seus representantes, ou de formas que indiciam abusos, omissões danosas, mentiras e parecem, parecem!, por recorrente falta de escrutínio e contas - afinal o país é apenas um imenso condomínio - locupletação e fraude de alto nível para com os condóminos.
Todos os cidadãos têm o direito inalienável de se defenderem da incompetência do Estado e dos seus representantes, ou de formas que indiciam abusos, omissões danosas, mentiras e parecem, parecem!, por recorrente falta de escrutínio e contas - afinal o país é apenas um imenso condomínio - locupletação e fraude de alto nível para com os condóminos.
Acção Popular, já!
Demissão deste desgoverno, já!
Governo de salvação Nacional, já!
Demissão deste desgoverno, já!
Governo de salvação Nacional, já!
«As alterações constam no Orçamento de 2011 e são vários os produtos que vão passar a pagar IVA de 23%.
- Conservas de carne
- Produtos taxados a 23% em vez de 13% (aumento de 10%)
- Peixe
- Produtos hortícolas
- Frutas
- Refrigerantes
- Sumos e néctares de fruto ou de produtos hortícolas, incluindo xaropes de sumos
- Bebidas concentradas de sumos e Produtos concentrados de sumos
- Óleos alimentares e Margarina
- Aperitivos
- Plantas ornamentais
- Leites vitaminados, achocolatados, aromatizados ou enriquecidos. Nesta categoria incluem-se, por exemplo, os leites especificamente criados para crianças, com aditivos de cálcio ou de vitaminas.
- Produtos taxados a 23% em vez de 6% (aumento de 17%)
- Bebidas e sobremesas lácteas
- Ginásios
- Publicações desportivas e Revistas recreativas»
O INÍCIO DA ESPIRAL DA INSUSTENTABILIDADE
«Quando os impostos sobem nunca mais descem»
Ao contrário do que alguns pensam os mercados financeiros estão à beira de cortar o crédito a Portugal, não pelo orçamento ter lá a medida do aumento de impostos, mas pela manutenção de altos índices de despesa. Marques Mendes apresentou um sem número de medidas que rapidamente fariam ganhar a confiança dos mercados, mais a mais se o governo exigi-se, já para este ano, um orçamento de base zero que cortasse a direito nas despesas de crescimento aritmético constante do Estado.
Passos tem, assim, razão ao contrário dos Lacões deste mundo.
Empurrar com a barriga tem sido a atitude deste desgoverno, campeão da desorçamentação e inepto na diminuição da despesa pública.
E, mais grave, fazer passar um orçamento que vai liquidar mais uma parte substancial do tecido empresarial, para manter as mordomias de um estado de clientelas e um para-estado nas Mota-Engil e Cªs, já não é só burrice, é crime económico e atentado nacional!
Estudou ao menos o governo o efeito que estas medidas têm no aumento actual exponencial da emigração e nas perdas consequentes para o erário público?
E, mais grave, fazer passar um orçamento que vai liquidar mais uma parte substancial do tecido empresarial, para manter as mordomias de um estado de clientelas e um para-estado nas Mota-Engil e Cªs, já não é só burrice, é crime económico e atentado nacional!
Estudou ao menos o governo o efeito que estas medidas têm no aumento actual exponencial da emigração e nas perdas consequentes para o erário público?
A alternativa que se coloca aos Portugueses é esta: é preferível a continuação deste governo, com um orçamento que matará por via do aumento brutal dos impostos o resto da energia privada e nos fará entrar num ciclo vicioso de diminuição de receita global e novos aumentos de impostos até à insustentabilidade total do Estado, ou é preferível a constituição de um governo de salvação nacional com outro líder do PS, capaz de entendimentos com o PSD no sentido de uma rápida reforma do Estado?
Em alternativa, travem lá qualquer alteração do IVA que o PSD dar-vos-à em troca a diminuição das deduções fiscais em sede de IRS.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O LADRÃO CÁ DENTRO
«Contratos de gastos do Estado em festas desapareceram»
Aquilo que está a acontecer já parece mais do foro da criminalidade económica que do foro da contratação pública.
Aprovar o orçamento, instrumento, suor e sangue dos Portugueses e colocá-lo mais uma vez nas mãos de gente desta?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
PREÇO A PAGAR OU FALTA DE CONSCIÊNCIA E CULTURA SOCIAL?
«Estamos muito confortáveis que os resultados da EDP, em 2010, sejam novamente recorde", disse hoje António Mexia durante uma conferência em Lisboa promovida pelo Jornal de Negócios, antevendo assim que o lucro líquido superará os 1.024 milhões de euros alcançados no ano passado.»
Já tínhamos dado por isso, pelo alto preço que a economia Portuguesa tem pago pela posição monopolista da Sua EDP.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
OS HEDONISTAS, OS ADAPTÁVEIS E OS ÉTICOS
As sete correntes sócio-culturais contemporâneas identificadas pelos investigadores da RISC - international research institute on social change - a do Desenvolvimento Pessoal, a do Hedonismo, a da adaptabilidade, a da vitalidade, a da conectividade, a da ética e a da pertença, tem em si tipologias com que mais nos identificamos.
Se eu sou um tipo cujo modus vivendi é o prazer pelo prazer enquanto objectivo de vida, privilegio a procura de emoções adquiridas através de experiências sensoriais.
Mas se sou um individuo que privilegio a preocupação da integridade e justiça social, apoiando-me numa autenticidade e significado dos actos da vida, já pertenço aos éticos.
Todos nós somos assim um mix deste tipo de tipologias, mas não tenho dúvidas que como farol da actividade política era o ético e não o adaptável - aquele que se apoia no oportunismo adaptativo de um ambiente em constante evolução - que me encheria as medidas.
RECEITAS VERSUS DESPESAS
Porque é que em Portugal há uma tendência mórbida para se falar de impostos e não na gestão e utilização racional desses impostos que liberte rendimento disponível aos contribuintes?
CÂMARAS DE VÍDEO VIGILÂNCIA E COMISSÃO NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS
Um exemplo de má legislação, daquela que ajuda o país a afundar-se na burocracia e no despesismo é a lei que regula a vídeo vigilância nos espaços públicos.
Que se acautele as câmaras de vídeo vigilância no espaço público ainda se percebe.
Que se obrigue a declarar as câmaras em espaços públicos de condomínios é outra história.
Afinal bastava que os condóminos a autorizassem em assembleia de condóminos.
Ganhava o enxaguamento da burocracia, ganhavam os bolsos do Contribuinte.
CONTRATO EMPRESARIAL
Desde há muito se percebe em Portugal ser necessário construir um novo contrato empresarial, dando aos pequenos e médios investidores algumas garantias de segurança no empreendedorismo.
O regresso às empresas de responsabilidade limitada com recurso ao limite da responsabilidade e sem recurso à responsabilização e reversão empresa-empresário seria um must ao regresso ao crescimento e desenvolvimento.
MARCEL, LE BELLE, OU QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU E DA PERDA DO ORÇAMENTO?
Mais do que a queda de um mau governo e a sua substituição por um governo que ataque o essencial da podridão de um Estado que mata à fome quem para si contribui financeiramente via impostos, pesam os interesses do país enfeudado ao orçamento.
De Moçambique, onde está ao serviço da sua Universidade, a Universidade Estatal da Faculdade de Direito de Lisboa, Marcelo inquieta-se com o país a duodécimos preferindo, assim, a manutenção da paz pobre que nos fez chegar ao estado de necessidade, ao corte abrupto e necessário desta lenta agonia.
O que virá com os mercados financeiros - a cortarem o crédito à República - será pior que a percepção desses mercados, que nunca por nunca em Portugal qualquer alteração virtuosa se fará sem intervenção e secagem exógena?
Afinal a queda da elite responsável pelo actual estado de coisas, cínica e calculista em interesse próprio, e que nunca se assume como tal, não renovaria a esperança mesmo se tivermos de atravessar em estertor o olho do cabo das Tormentas?
domingo, 10 de outubro de 2010
O CREPÚSCULO DAS INSTITUIÇÕES
A Lusa lançou no universo dos bitaites esta mensagem esclarecedora do sr. Ángel Gurría, responsável máximo da instituição, OCDE, que todos nós nos habituamos no passado a respeitar.
Plano de austeridade "tem de ser e parecer" credível, diz Ángel Gurría. Acrescenta Ángel tecendo comentários à credibilidade do parecer e ser da mulher de César.
Numa altura em que o niilismo das soluções, reforça-se na exacta medida das imparidades solidárias, podemo-nos perguntar: e uma instituição como a OCDE não devia não ser, mas parecer credivelmente não alinhada?
É curioso como cada vez mais, desde Daniel Oliveira e Louçã a Medina Carreira, se questiona cada vez mais a credibilidade das instituições. Basta olhar para uma UE com um zona Euro, onde os Estados Directores afastam a sua própria crise, emprestando a outros Estados a 5 ou 6 quando recebem a 2. Isto para não falar de um BCE, master voice de 2/15 avos de um apregoado projecto inclusivo Europeu, onde à internalidade do mercado não devia sobrar insolidariedade.
O QUE FAZ CORRER SÓCRATES?
Medina Carreira acusa o primeiro-ministro de «falta de estratégia». Em entrevista ao programa Gente que Conta, o fiscalista diz ainda que Sócrates foi uma «desgraça» para o país.
Quando se olha para um homem deve-se olhar para a íris do seu olho.
Lá está castanho, azul ou verde no branco o seu ADN de motivação, aquilo que transcrito da literatura titularíamos de, O QUE FAZ CORRER SAMMY?
Gerir um país não pode ser alicerçado em vaidades ou fés na nossa ambição de maioridade ou num qualquer arremedo de afirmação capital da nossa frustração ou modelo provinciano.
Gerir um país tem de ser um exercício da assumpção da nossa pequenez, um exercício constante de empatia com cada um dos seus habitantes, que não se coaduna com a miragem constante do nosso espelho.
A cara é, de facto, o espelho da alma, um veículo que nos pode levar a altos lugares ou à desgraça de um país.
Normalmente homens que vestem Armani, e amam demasiado em si a imagem, não são os mais indicados para serem o espelho e a alma do seu país.
sábado, 9 de outubro de 2010
A MANCHA CHINESA
Será que a ida da China à Grécia significará o fim da Civilização Ocidental como a conhecemos?
Será que depois do domínio Africano, a China prepara a entrada no Continente envelhecido, aberta a porta Grega?
Será que há muita gente distraída na Europa?
SOCIALISMO DE AVIÁRIO
«A Anacom, entidade a quem o Estado cometeu a função de regular as comunicações, resolveu comemorar o seu 20º Aniversário. Como os tempos são de austeridade, no evento entrou um jantarito, em que se autolimitou a gastar a insignificância de 147.000 euros, 147.000.
Pouca coisa, atendendo a que a pantagruélica lista de gastos se ateve ao mínimo indispensável, a saber:
• 61.000 euros para a “organização”, decoração, catering e animação
• 74.000 euros para o aluguer, montagem, decoração de tendas com equipamento audiovisual
• 12.000 euros, para os convites
Claro que a Anacom nada em dinheiro. As contas demonstram que, em 2009, tinha Depósitos em Bancos de 86,8 milhões de euros e teve lucros de 14,6 milhões (23,9 milhões, em 2008 e 20,6 milhões em 2007).
Por que cobra a Anacom tantas taxas, com prejuízo da economia, e para que quer tão elevado montante de depósitos? Claro, que para gastar. Para além da modesta refeição, a coberto da mudança de imagem, gastou mais 184.000 euros na compra de agendas e moleskines, produção de um filme, tapetes de rato e pen-drives.
Mas para quê tantos lucros, sem justificação para um organismo regulador? E para quê tal magnitude de depósitos? Não deveriam ser já transferidos para o Estado?
Pergunta que gera todas as dúvidas. É que o Estado rapidamente lhe daria idêntico ou pior uso.
E assim vamos indo. A austeridade é para os porcos. Mas, cuidado!...Eles, às vezes, triunfam.»
Há muito que o marketing estratégico e o operacional fazem parte do dicionário político Português, principalmente quando se trata de criar e colmatar fartas e esfamélicas necessidades à mesa do orçamento.
Há uns anos disse a um amigo: menos Estado e melhor Estado!
Ele olhou-me como quem olha um ave rara, saída do Triunfo dos Porcos.
- Mas tu, um humanista, um defensor do Estado Social, um defensor dos pobres e desvalidos, um socialista na forma que não no conteúdo!
Encolhi os ombros e respondi:
-Porque meu caro, quanto menos aves no galinheiro para rapinar, melhor e autêntico será o socialismo!
Ele olhou-me como quem olha um ave rara, saída do Triunfo dos Porcos.
- Mas tu, um humanista, um defensor do Estado Social, um defensor dos pobres e desvalidos, um socialista na forma que não no conteúdo!
Encolhi os ombros e respondi:
-Porque meu caro, quanto menos aves no galinheiro para rapinar, melhor e autêntico será o socialismo!
O CÃO, A RAPOSA E OS COIOTES DE JOÃO DUQUE
«O cão e a raposa
Por João Duque
ERA UMA VEZ, no tempo em que os animais falavam, um bosque muito bonito onde habitavam em perfeita harmonia todos os bichinhos da região: coelhos e coiotes, galinhas e raposas, perdizes e cães de caça.
Um dia, os lenhadores que por lá passaram, deixaram uma tabuleta pregada numa das árvores da periferia com o seguinte texto: "Estado Social". E os animais começaram a chamar ao bosque Estado Social. Um dia resolveram eleger um dos animais para dirigir os trabalhos de limpeza e manutenção da floresta. Candidataram-se ao cargo a raposa e o cão.
A raposa começou a campanha prometendo que a floresta ia ser limpa sem requerer qualquer esforço, porque o vento, ao soprar como de costume, se encarregaria de varrer o lixo não sendo pois necessário que qualquer animal tivesse de levantar uma pata ou morder um saco de plástico. Os animais, delirantes, apoiavam as atraentes ideias da raposa sublinhando com vivas e olés as delícias apresentadas. Entusiasmada, a raposa prometia mais: "- Garanto que podemos ter manjares com que nem sonham e iguarias inimagináveis no Estado Social!" A bicharada, encantada, rejubilava com mais olés e vivas.
O cão, acabrunhado, e pressentindo que não era possível manter tais promessas, repetia a sua receita: "- Se trabalharmos muito talvez se consiga o necessário para nos mantermos. O bosque encolhe todos os anos e nem sei se amanhã vamos todos manter o Estado Social, quero dizer, o bosque que temos hoje...". Fez-se a votação. Ganhou a raposa.
A cada novo dia que passava a raposa continuava a proclamar o bem que se vivia no Estado Social, embora todos os dias caísse mais uma árvore e se reduzisse o Estado Social. Passados uns meses, o cão, entristecido e preocupado com a redução do tamanho do bosque, voltou a falar aos animais: "- Eu não sei se vamos todos ter o espaço e as condições que temos hoje no Estado Social. Talvez devêssemos rever as regras do bosque e pedir aos animais mais poderosos para começarem a procurar comida e refúgio fora do Estado Social..."
Os coiotes, amigos da raposa, furiosos, começaram por insultar o cão acusando-o de uma infame campanha contra a vida no Estado Social. Ele, cão, deveria saber que os seus pais lhe deixaram em herança o Estado Social que deveria manter com fé. Passados dias, com a chegada do inverno, o frio atacou cortante e sem dó. Para responder à crise provocada pela intempérie, a raposa mandou cortar metade do Estado Social para mandar queimar as árvores e com a fogueira aquecer os animais enregelados. O cão ainda bradou que tinha previsto que isso ia suceder e que o Estado Social era agora metade do que já tinha sido. Mas a raposa e os seus amigos coiotes começaram a rosnar dizendo que os seus ruidosos protestos atrairiam os homens que lhe trariam a morte.
Final da história: a) o cão, a bem da bicharada, conteve a ira e calou-se; b) o cão, a bem da bicharada, mordeu ferozmente a raposa, e expulsou-a.
Como devo concluir a fábula?
Pede-nos João Duque a conclusão da fábula.
Como não encontramos a terceira hipótese excluída, aqui vai:
a raposa e os seus amigos coiotes atiraram-se a todos os bichinhos do bosque tosquiando-lhes o pêlo e apropriando-se da sua gordura - que enviavam satisfeitos para o certinho e Angélico bosque vizinho - enquanto expulsavam os mais destemidos do bosque encantado.
OS DONOS DA JUSTIÇA DAS RAINHAS DO GOLFO
Entre o poder da Rainha de Inglaterra e o poder de Khadafi ou Chavéz, há quem suspire pela cheiro agridoce do poder de monarca do Golfo.
Este senhor não irá decerto para o cemitério das Virgens.
Mais que umas prebendas do Poder, é o uso do carácter que nos levará para um mundo melhor.
«Denunciado pela prática dos crimes de denegação de justiça, abuso de poder, usurpação de funções e peculato de uso pelo procurador-geral adjunto Carlos Santos Monteiro» há muito que Pinto Monteiro já não consta do meu catálogo de Portugueses de bem!
MUDAR PORTUGAL
O recente escândalo dos gastos astronómicos das empresas públicas, muitas delas deficitárias, e a publicação dos valores obscenos percebidos por muitos dos seus gestores, trazem à colação um problema transversal aos diferentes partidos políticos: a distorção salarial em Portugal!
Sabendo nós que só a cultura do exemplo criará um Portugal motivado e com vontade de operar no mercado mundial, a manutenção destes estado de coisas é já não só um imperativo ético, mas também um imperativo nacional.
Sem o corte radical com esta realidade, não haverá saída para Portugal!
A ÉTICA DOS "PATRÕES" DOS GINÁSIOS
Todos estamos lembrados da polémica sobre a diminuição da taxa de IVA nos ginásios. Taxa de IVA, essa, que não foi repercutida na diminuição do valor das mensalidades dos ginásios, ou em aumentos dos seus funcionários.
Pois agora pasmamos quando nos dizem que, à eventual alteração do IVA reduzido para IVA normal, já os responsáveis dos ginásios afirmam: o aumento do IVA vai significar diminuição das remunerações aos funcionários.
É pena é alguns - os maus responsáveis - se esquecerem que a prestação de anos de muitos destes funcionários estão " isentas" de pagamento de período de férias, subsídio de natal e férias.
Fiscalize-se, pois, sem dó nem piedade!
INICIATIVA PARTIDÁRIA: CORTAR COM
Do Gabinete de Estudos do PSD foi recebida a seguinte mensagem:
«Cara(o) concidadã(o),
Gostaríamos de lhe agradecer a contribuição que deixou para que, nesta conjuntura difícil, consigamos encontrar caminhos alternativos no combate à crise que assola o nosso País.
O Gabinete de Estudos do PSD está consciente da confiança que nos foi testemunhada por quem contribuiu para o cortardespesas.com e da responsabilidade que daí nos advém.
Em resposta a esta verdadeira avalanche de ideias, mobilizámos uma equipa alargada para analisar as ideias de poupança, de racionalização de serviços e/ou exemplos de desperdícios a identificar e combater. O nosso objectivo é fazer com que a voz dos cidadãos que se exprime por via do cortardespesas.com seja ouvida no debate público, de modo a ter traduções práticas e concretas a breve prazo...»
Porque a questão da diminuição da despesa é um imperativo nacional, ficamos à espera da mesma abertura de outros partidos políticos para ouvir, promover e CORTAR COM a falsa cidadania.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
FREI FERNANDO VENTURA: A BARRACA COM UM SUBMARINO À PORTA
Atitude de serviço
Falta de líderes
Não há responsabilização política
Jogos de poder, jogos de influência
O sentido da coesão nacional
Desafios novos com soluções velhas
Os mesmo profissionais da política que nos trouxeram até aqui
Projecto de consciência comunitária da vida
Perderam vontade de energia
O fado ligado ao Sebastianismo
A catarse colectiva
Temos demasiado denunciadores, não temos anunciadores.
Classe política que desrespeita o país
Eu não posso fazer nada para mudar a meu respeito
Construir uma consciência cultural e social
Cultura do penacho, dos títulos, da fachada, do peneirismo nacional
Um barraca de um bairro da lata com um submarino à porta
Gente capaz de formar consciência
É tempo de mudar as estruturas podre que nos trouxeram até aqui
Excesso de garantismo, excesso de facilitismo
Sócrates no país das maravilhas
Estamos a deformar gerações, gente a crescer sem bases, sem valores, que esqueceu o ser, montada no ter
Criar gerações de monstros: sem história
As crianças não tem sequer pais
Não somos técnicos de coisa nenhuma
A fachada dos técnicos profissionais
Nós somos os limpadores do mundo
Deixar de discutir trocos e jogos de poder
Falta de liderança
Temos vergonha da nossa história, repetimos os nossos erros
Crescemos colectivamente sem memória
O destino é sermos comandados pela Srª Merkel
Nós somos gente com coração
O coração a bater na história
Não posso sonhar TGV com gente com fome nos caixotes de lixo
Acordem senhores,
Estamos numa barraca com um submarino à porta,
que vergonha!
LA GRANDE BOUFFE: IL FAUT MANGER, IL FAUT MANGER!
«Instituições do Estado gastam milhões em festas, brindes e consultores. Turismo dos Açores pagou mais de 1,5 milhões de euros para organizar a cerimónia das 7 Maravilhas de Portugal»
REPÚBLICA DOS BANANAS
Joel e os seus homens da Luta em resposta à nossa rosinha mais linda, a Maria de Belém Roseira.
«Todos somos responsáveis!» diz ela.
Joel e os Portugueses de mãos limpas e cabeça erguida, não parecem concordar com a nossa Roseira.
Afinal socializar os - desastrosos - resultados e a responsabilidade de yes men and women, enquanto se capitalizou as venturas, é de republicano e socialista das bananas.
E o povo, pá?
MATEMÁTICA DA CRISE
Com cerca de 400.000 funcionários públicos a verem cortados à sua remuneração uma média de 1000€ num ano, concluímos que estes 400.000.000 de Euros servirão na quase totalidade para pagar um - e só um - dos " Três dentes. " Não está em causa a necessidade destes equipamentos, mas sim a necessidade de revitalizar segmentos industriais de grande valor acrescentado. O que seria 400.000 funcionários públicos a construir submarinos? Teríamos pela certa uma flotilha de centenas destes cavalos marinhos do mar e estaríamos preparados para nos tornarmos numa temível jangada de pedra, qual nova Atlântida do fundo dos mares.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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Sempre pensei que a cidadania só existe quando somos chamados a pagar por ela. De outro modo a indiferença dos “da margem”, não tolhe as múltiplas aleivosias. A ciência económica desenraizada do palco social…não existe! São apenas inferências de algumas séries regulares que não se reproduzem igualmente em palcos com outros actores. Como diz César das Neves, o que importa são as margens.
Esta notícia dá uma cinzenta imagem do Portugal de hoje:
«Mais de metade das famílias não paga IRS
Crise económica que assolou Portugal faz com que menos contribuintes tenham IRS liquidado. Dezenas de milhares deixam de pagar imposto porque não têm rendimentos
O fisco lançou um novo alerta: mais de metade dos contribuintes com rendimentos declarados não paga IRS. Uma tendência que, de acordo com os fiscalistas, deverá acentuar-se nos próximos tempos.
Do «bolo» superior a 4,6 milhões de agregados com rendimento bruto declarado, em 2008, mais de 2,5 milhões não apresentam IRS liquidado. São mais 143 mil que não apresentam rendimentos suficientes para serem tributados, avança este sábado o «Diário Económico».
«Do total dos agregados com rendimento bruto declarado em 2008, cerca de 55% não têm IRS liquidado (2,5 milhões)», de acordo com os dados das Finanças. Em 2007, eram 2,4 milhões as famílias nesta situação (53%).
Em causa está o facto de não terem rendimentos superiores a 7.980 euros, considerado o mínimo de existência a partir do qual se é tributado.»
Um Portugal sem cidadania é assim um Portugal marginal.
E sem a crença do retorno à ética, garanto-lhe que as intenções do apelo à “boa economia” ficarão sempre pelo caminho.
A economia normativa, i.e. a da escolhas, não é boa nem má economia. É um exercício de preferências e, por isso mesmo, não é ciência, é política. Pela mesma razão, não é campo de acção de economistas, mas de políticos (mesmo que formados em Economia).
O papel da Economia, enquanto ciência (positiva), é o de informar das consequências mais prováveis das escolhas efectuadas ou a efectuar. Até como instrumento fundamental para permitir escolhas informadas. E este, sim, é o papel dos economistas. E aqui também não há boa nem má economia: há “economia” certa ou errada. E é precisamente neste campo que muitos que frequentaram os cursos de Economia - alguns mesmo doutorados (e catedráticos) em Vulgaridades Económicas - não aprenderam nada. E/ou então são intelectualmente desonestos.
Dou-lhe só alguns exemplos: a) Em 2009 e por razões exclusivamente eleitorais, o Governo decidiu aumentar os funcionários públicos em 3% (apesar de uma inflação negativa, de condições económicas recessivas e de uma economia não competitiva (por os custos salariais terem evoluído sem ter em conta a evolução da produtividade), qualquer economista tinha obrigação de alertar (como muitos “desengajados” fizeram) que isso iria ser contraproducente e que se iria ter que se pagar com juros. O que fizeram os economistas “engajados”?! E agora qual é a consequência? Vão tirar 5% do rendimento aos funcionários públicos, mais parte da ADSE e da Caixa Geral de Aposentações, etc.. Ou seja, vão tirar mais do que lhes deram. Mas, entretanto, conseguiram os votos dos incautos (que agora o vão pagar com língua de palmo).
b) Sobre os grandes projectos, os economistas (i.e. os verdadeiros economistas) sempre disseram que não estava em causa a sua bondade e que a sua escolha seria uma questão de preferência política; mas que escolher avançar com eles numa conjuntura economicamente adversa, com o País financeiramente esgotado, com crédito a escassear, com uma economia não competitiva (a precisar de investimento produtivo e incrementador da produtividade), iria ser altamente contraproducente, porque: i) iria consumir recursos financeiros que iriam faltar para o investimento produtivo; ii) dada a baixíssima eficiência desses investimentos, não iriam aumentar o potencial produtivo imediato, mas iriam aumentar o défice externo e constranger ainda mais as condições de funcionamento da economia, etc. O que fizeram os “economistas” engajados?! Assinaram dois manifestos políticos, de que qualquer verdadeiro cientista se envergonharia, a incentivar a aposta, iludindo todas as consequências cientificamente comprováveis. O resultado está à vista e vamos te que o pagar com língua de palmo!!!
Quanto à importância da margens, tem toda a razão. A democracia prática - isto é, a democracia eleitoral - assenta praticamente toda na importância das margens - que decidem marginalmente os resultados eleitorais - e na desconsideração do core da sociedade. É uma das perversões da Democracia.
Se assim não fosse, não teríamos andado a discutir casamentos gays e outras “causas fracturantes”, enquanto à nossa frente se elevava o maior tsunami económico e financeiro da nossa história e que vai arrasar muito do core da sociedade.
É por isso mesmo que um pouco mais de razão e um pouco menos de fé, da parte de muita gente honesta que se tornou cúmplice do descalabro em que estamos metidos, teria sido muito útil para o core da nossa sociedade.
Eu sei que é muito tentador tirar ilações políticas do que digo acima, mas, por favor, não siga essa via. É-me positivamente indiferente quem governa - dentro dos que partilham o quadro essencial dos valores da democracia liberal - desde que governe razoavelmente bem e com sentido do bem comum.
Por fim e sobre a questão da ética. Isso daria oportunidade para um texto muito mais longo, do que um breve comentário. Mas, sinteticamente, pode ser muito ilusório, e perigoso, querermos basear um programa de governação num “manifesto” ético. Tanto mais que a história prova que nunca houve nada de mais terrível do que os governos de “santos”. O que uma Democracia republicana deve assegurar, como princípio fundamental da governação, são instituições que limitem seriamente as possibilidades de estragos por parte de governantes mal formados ou mal intencionados. E a exigência destas instituições (que impediriam, por exemplo, que se mentisse sobre a verdadeira situação das finanças públicas) deveria ser a principal exigência dos democratas empenhados numa sociedade boa.
Com amizade.
” E aqui também não há boa nem má economia: há “economia” certa ou errada. E é precisamente neste campo que muitos que frequentaram os cursos de Economia - alguns mesmo doutorados (e catedráticos) em Vulgaridades Económicas - não aprenderam nada. E/ou então são intelectualmente desonestos.
Muito Bem!!!!
Na introdução aos seus princípios de economia política César das Neves dedica-os “À minha e nossa mãe, a Imaculada Conceição, rainha de Portugal há 350 anos”. Uma questão de fé, portanto! Curiosa e estranhamente, e sendo um ponto de vista apenas a vista de um ponto, concordo consigo quase integralmente, independentemente da sua fé inabalável na positividade da ciência económica!
A ciência económica, parafraseando CN, parte do pressuposto da racionalidade dos agentes e do equilíbrio dos sistemas. A utilização destes princípios permite a obtenção de teorias simples, plausíveis.
Afinal todos concordamos que L=R-D e podíamos, e devíamos, adoptar esta igualdade adsituação - evitaríamos pelo menos o cancro de Portugal: o eterno défice público que mata a economia. Mas as teorias simples dão apenas possibilidades de resposta. Lembra CN sobre Marshall: “as leis da economia devem ser comparadas com as leis das marés, e não com as leis simples e exactas da gravitação. Pois as acções dos homens são tão variadas e incertas que a melhor afirmação de tendências, que podemos fazer numa ciência da conduta humana, deve ser inexacta e defeituosa”. Acrescenta CN o valor ético das leis económicas para contrapor a mão invisível de Adam Smith, o pai da Economia fascinado com a ordenação automática do sistema.
O exemplo do autocarro de CN, que invoca a eficiência do carácter simplista da solução económica, atem - se entretanto à colocação assimétrica das portas do autocarro, ao comportamento correcto das pessoas na confrontação com a distorção dos incentivos.
A complexidade do sistema exige, assim, três instrumentos essenciais na óptica de CN - que é a vista de um ponto - tradição, autoridade, mercado. Na miscigenação dos princípios fundamentais da economia, a racionalidade e o equilíbrio, e as formas do enfrentamento dos problemas económicos - T.A.M.
Concordo também com a sua afirmação dos governos de santos em mundo de pecadores. Não concordo já com a sua fé nas instituições reguladoras, pois essas já moram, viciosas ou viciadas ou tementes, tão pecadoras como as demais. E é por isso que penso que à excepção de umas igualdades e de umas evidências assertivas, a economia é uma espécie de seiva contaminada pela massa dos homens - a que chamo pouco rigorosamente, ética, e esse é o drama dos nossos tempos: a renegação da tábua de Moisés em detrimento da má percepção da utilidade - valor de cada coisa.
Assim e porque não há uma má e uma boa economia, nem a economia é uma aritmética de soma certa, mas um tabuleiro onde se alimentam utilidades, o mais certo era termos o homem perfeito, justo, humilde, trabalhador, desprendido… para não termos de fazer da economia, essa seiva incerta, com laivos de racionalidade, política!
Duplico a amizade,
porque ela se cimenta nos homens e verdadeiros democratas, e humanistas, espero, de boas intenções.
A minha fé na economia positiva é menos inabalável do que pode parecer do meu último comentário. Mas há duas ou três coisas que, pelo menos por enquanto, tenho como certas. Uma, é que a Economia, não sendo uma ciência exacta, é, pelo menos, uma “ciência aproximada”. E, nesse sentido, é mais útil do que a sua ausência, pois que o que explica ou prediz é, em geral, mais útil e acertado do que a incerteza absoluta que resultaria da sua ausência.
Outra, é que a razão por que a Economia é inexacta é porque o Homem é um ser livre (por outras palavras, a Economia seria tão mais exacta, quanto menos livre, e mais mecanicista, o homem fosse). Os resultados da Economia são o resultado de muitos milhões de interacções entre muitos milhões de homens e agrupamentos sociais, mais ou menos livres, mas o suficiente para que as suas decisões não possam ser integralmente previsíveis, o que afectará necessariamente o seu resultado global.
Outra, é que, sempre que se quer intervir na economia, o número de variáveis que não se controlam é muito maior (muitíssimo, geralmente) do que as que se controlam, pelo que os resultados alcançados tendem a ser mais dominados por “unintended consequences” do que pelos objectivos desejados.
Outra ainda, é que a ética (ou a moralidade) está fora da Economia (e não dentro), e que o maior ou menor sucesso das teorias económicas depende da sua maior ou menor incorporação da moralidade social dominante no universo social contemplado (porque é esta que influencia decisivamente os comportamentos dos homens, com reflexos económicos).
Enfim, matérias muito complexas para tratar num comentário ou mesmo num post. Tenho sobre elas cerca de 10 mil palavras escritas num texto integrado, mas que ainda precisa de outras tantas para poder ver a luz da publicação…
Todavia e tendo dito isto, não tenho dúvidas de que a Economia já dispõe de um conjunto de certezas razoáveis e aproximadas, suficiente para poder fazer algumas previsões fidedignas. Algumas delas, nem precisam de muito mais do que a compreensão de certas identidades que definem a restrição dos recursos disponíveis para a satisfação das ilimitadas necessidades ou desejos. E era basicamente sobre o papel dessas que me referia no último comentário. E que todos os que se intitulam de economistas têm obrigação de saber. Tanto mais que, para muitas delas, basta a intuição de uma boa dona de casa para as perceber. E que, portanto, tentar ignorá-las ou desvalorizá-las é, ou ignorância pura e dura, ou desonestidade intelectual.
E um dos conhecimentos básicos que qualquer economista mediano tem obrigação de saber é a distinção entre as restrições aplicáveis a uma economia (predominantemente) fechada e a uma economia (predominantemente) aberta. Mas, acredite, há muitos catedráticos de Vulgaridades Económicas que não sabem! Mas são catedráticos…
Concordo na íntegra com este seu último post e subscrevia-o na totalidade.
Veja lá, caro VB, como o diálogo tem este estranho condão de chamar à colação a relatividade das coisas e de pôr a nú a aproximação às diferenças.
Não leve a mal algum contraditório, até porque não me sobram dúvidas sobre o empenho de alguns meus compatriotas para a construção de um país melhor… para todos! O segredo da receita parece estar na dose! Como muito bem diz e não sendo um indefectível de Lula, a realidade é que Lula mostrou a intuição de uma boa dona de casa da classe média. Uns usam mais condimentos económicos para gerar um melhor cidadão; outros acham que melhores cidadãos apaladarão uma melhor economia!
Um abraço