sábado, 30 de outubro de 2010

APELO ROTO E FORA DE TEMPO

Com todo o respeito que me merece o mais alto magistrado da nação há que dizer alto e bom som, que Cavaco já não serve.

Falta-lhe o capital da energia, a capacidade de cortar a direito. Não chega uma gestão direitinha, certinha, dos conflitos e dos tempos em cooptação bengala com a sua Maria Silva. 

Não chega avisar que já tinha avisado, ou autoelogiar-se em candidatura própria. Não chega, mesmo, cortar com outdoors de campanha. Afinal quem é que já não conhece Cavaco e a sua Presidência de família, Maria Cavaco incluída, num quadro idílico e bucólico, com Portugueses da classe média aos caixotes do fim do dia, e que tem mais de monarquia que de República?

Vivemos num regime republicano, não numa monarquia ou numa república de reformados. Já não basta a colecção de ex-presidentes reformados que sai cara aos país? Que país afinal é que queremos para Portugal? Um inclusivo onde tenham lugar jovens e menos jovens, ou um país onde só se vejam más contas do orçamento, corrupção e tráfico de influências?

Sim, sr. Presidente, não queira seguir os passos de Salazar e morrer de uma qualquer queda da cadeira. Afinal, seria mais útil aos seus netos que a um Portugal que tem sido corroído por aqueles que nos momentos difíceis vem dizer-se grandes patriotas!

Esses, são o problema, não a solução!

A FACTURA NA CONTINUIDADE

Hoje, 30 de Outubro de 2010, o PS chegou a acordo com o PSD para viabilizar o orçamento. Pela blogoesfera chovem críticas por parte da grande maioria do povo Português. 
Pacheco Pereira critica essas pessoas que não vêem que não há alternativa. O FMI? Seria muito pior, diz! 
Pior, pergunta o povo? Pior, para quem? Para quem já nada tem para meter à mesa, ou para os serviçais do banquete do orçamento, que são muitos? É que o FMI, quando mandasse cortar, cortava! E cortava nas gorduras, não nos pele e osso que sustentam o regime!

Mas não haveria alternativa se Portugal não tivesse sido espoliado por gente desta e aparentemente não por  fosse por tacticismo novamente beneficiar o infractor?
«Face Oculta: Lino pressionou Vitorino a abrir as portas da Refer. Segundo a acusação a que TVI teve acesso, o ministro considerava a empresa de Manuel Godinho «amiga do PS»
É para isto, perguntam os Portugueses, é para este tipo de aleivosias que nós estamos a ser atirados para a miséria? Venha o FMI!

Curiosamente, pressionando Passos que se deixou cair na esparrela do PS e dos seus correlegionários, que vivem do orçamento, e são muitos, os Barões, que fazem parte da mesma gamela que suga as energias e os capitais de Portugal.
No meio disto, o nosso aplauso para Louçã, e para quem votou o orçamento de base 0, com voto contra do PS, o mesmo que por pressão de altas e gradas figuras do regime, como os banqueiros e os senhores da distribuição - que no meio da crise vêem os seus bancos e grandes empresas com subidas abissais de lucros.

É que senhores, baixar custos salariais e cobrar impostos, com empresas monopolistas e oligopolistas é fácil, pois estas últimas não diminuirão os seus preços no mercado e conseguirão manter os seus lucros, à custa do empobrecimento geral dos salários da parte maioritária da população que trabalha e não especula.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SEM SAÍDA

Os Portugueses estão estupefactos, confusos, indignados. Não que o aumento exponencial dos lucros de empresas como a Portucel, o BCP, a Impresa, a Semapa, não seja positivo... porque o é!

Mas ficam confusos quando vêem que em ambiente de crise se lhes pedem sacrifícios inenarráveis em nome do orçamento do Estado, e que é sempre aos mais pobres que se exigem sacrifícios que já não podem suportar. 

O problema é esta coisa muito Portuguesa de não saber separar as águas. Uma coisa é o Estado consumidor dos recursos da sociedade, outra bem diferente são as empresas que apesar da crise do Estado aguentam-se à tona de água. 

Aqui nesta tribuna já há muito se diz que um Estado de 700.000 não pode exigir mais do que aquilo que lhe dão quase 4.000.000, sob pena de ano, após ano, não serem 4.000.000 mas 3.800.000, ou 3.600.000 e por aí adiante.

O Estado tem limites e tem de ter limites na sua desvairada sede e voracidade. O orçamento do Estado mudará esta realidade? Não, não mudará, porque Sócrates e Teixeira sabendo do descontrolo instalado já há muito deviam ter dados instruções para um orçamento de base 0, onde não subissem por exemplo exponencialmente as verbas para a publicidade e propaganda DOS GABINETES MINISTERIAIS!

PARADIGMA

E alertou que "ao falarem da possíbilidade da vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI), governantes e ex-governantes estão a dizer que acham que esta crise é igual às outras crises". Nada podia ser mais errado, considera João Salgueiro, para quem "esta crise é de mudança de paradigma"

SOLIDARIEDADE, DEMOCRACIA E RACIONALIDADE

Daniel Oliveira mete o dedo na ferida. Com substância, embora lhe falte às vezes alguma racionalidade ao querer defender intransigentemente a sua dama. 

O artigo de Daniel Oliveira no Expresso " peca" por colocar correctamente o dedo na ferida. Para um amante de Estudos Europeus, gestão e economia, a palavra omissa no campo é solidariedade. Solidariedade que é um princípio basilar dos tratados, mas que está esquecido nas gavetas dos Conselhos Europeus. 

Não se pode querer uma moeda única e um mercado único, sem uma solidariedade única.

Daniel diz que só dois países contam. Porque os outros deixam, e vergam, acrescentaria eu.

De qualquer modo, como Daniel diz, é a falta de democracia o causal principal. 

Obviamente que também ajuda muitos dos nossos opinion makers (ignorantes como são e alinhados como são, muitos, produtos mais das agências de comunicação que verdadeiros jornalistas, o que  não sendo o caso de Daniel, não é grave, pois demonstra alguma flexibilidade de consciência) esquecerem-se do essencial.

É que o homem é, quase sempre, um animal racional. Pelo menos quando colocado perante as suas preferências. É assim acima de tudo um homo economicus que reflecte a racionalidade das preferências. 

E é assim que só libertando a sociedade civil do estrangulamento dos aprendizes e capatazes, Portugal poderá voltar aos carris. Aos carris da sustentabilidade e da felicidade do seu povo. Que se quer trabalhador, seja na escola ou na fábrica.

Chega de paternalistas irracionais que querem controlar o mais simples da nossa vida. 

Que é sermos agentes económicos com racionalidade e preferências!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DOMINAÇÃO: A NOVA POTÊNCIA COLONIAL

«China está disponível para comprar dívida portuguesa (DE)

A China manifestou-se hoje disponível para "participar no esforço de recuperação económica e financeira" de Portugal.»

A China prepara-se para por atacado, comprar dois pelo preço de um: Portugal e as suas relações com a Lusofonia!  O mundo, aliás está a saldo e os Chineses do Império do meio, já se posicionam para a sua dominação.

De facto cada vez mais para evitar cem anos de submissão e abandono, era necessário para Portugal um novo salvador, um novo D. Sebastião. Há quem já pense mesmo que o nome Fado Português, regular descrença Portuguesa, está mal empregue e esconde por detrás um  ADN de Irresponsabilidade Individual. 

Assim, o Fado Português devia-se chamar mais comummente de Irresponsabilidade Portuguesa, um viver no fio da navalha primeiro despreocupada, depois doentia e paralisadamente preocupada. 

É por isso que parece já faltar na opinião dos jovens, uma espécie de novo Salazar,  um Financeiro com despojo, garra, visão e se possível com postura democrática. De outro modo a proletarização da classe média Portuguesa irá no sentido inverso da criação de uma grande classe média burguesa Chinesa, à procura de criadagem súbdita Ocidental.

DESPOJADOS

Como está enganado Teixeira dos Santos sobre o mercado. 
O que o mercado não quer não é os 4,6% do défice orçamental. 
O que o mercado não quer é uma economia que não crie recursos para pagar os seus empréstimos. 
E isso é exactamente o que Teixeira está a fazer à economia nacional: a despojá-la de recursos. 
É tão difícil perceber senhor mau economista? 
Cada vez mais me convenço que os economistas não deviam exercer sem antes terem passado pelo crivo da micro e pequena gestão.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SEIS ANOS DE ABASTANÇA


Seguir as pistas de Sócrates quando sair do governo é fundamental.
Na hora em que Sócrates, depois de ter destruído Portugal, se prepara para se reformar com alguma reforma dourada, seria bom saber se Sócrates não prepara a ida para uma qualquer caverna da Venezuela de Chavéz ou dos Ali da Líbia de Kadafi.

O AUTOELOGIO DO PRESIDENTE SILVA: O PRESIDENTE DA SUA FAMÍLIA!


Não, não serve esta página para fazer o elogio ou a elegia de Cavaco Silva.
Porque Cavaco não precisa de elogios. 
Ele fá-los sózinho numa magistratura que é muita própria: a sua e a da sua família! Bem pode Cavaco dizer que governa para Portugal, como se Portugal não tivesse já atingido o grau zero da decadência política e moral. E ele como agente político é tão responsável como os demais!
É pena é que Cavaco, que já teve o seu tempo, fique colado ao mais desastroso governo da República com uma magistratura que não se Vê, mas pior, não se Sente, no dia a dia dos Portugueses. É pena é que Cavaco, que tem olhos e vê, não tenha tido uma atitude de coragem perante um governo que governa contra os Portugueses, sem critério, sem esperança, sem mérito e pior, sem pingo ético.
Ou Cavaco, Presidente da sua família, pensa que o bom treinador é aquele que sofre mas nunca marca?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

UMA AVENTURA PELO PODER

A DESESPERANÇA

Quando esta senhora alegre, recta, inteligente e optimista que muito prezamos já escreve isto, é sinal evidente que a desesperança num futuro melhor já está instalada.
Portugal irá, sem dúvida, assistir a duas novas décadas de 60 e 70 da sua história.
A responsabilidade: a dos senhores que hoje tentam a tudo o custo, uns evitar mal maior, outros evitar mal menor.
Mas a responsabilidade do pântano é deles, porque fizeram trazer ao de cima tudo o que há de pior no povo Português! 
Caminhemos então alegremente para o hipermercado ao Domingo à tarde...

MANIPULAÇÃO COMPUTACIONAL

A bolsa já não é o que era. Terá sido alguma vez? A utilização de supercomputadores com algoritmos que se adiantam na tomada de posições é exacrável. 

Execrável porque do mesmo modo que se adianta aos mercados e os "motiva", os algoritmos são responsáveis pela certa por induzidas manipulações matemáticas dos mercados.
Quem salva o capitalismo da autofagia?

DEZ ANOS DE INGRATIDÃO

À deflação por efeito da diminuição dos salários responde o governo com aumento de preços. 

Aumento de preços da electricidade, dos transportes, da água, dos combustíveis.

Fenomenal e inverso da repulsividade de Brasileiros, Ucranianos e Portugueses!

Só as máfias Sicilianas parecem encontrar razões para aqui se instalarem!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

RICOS E MAL AGRADECIDOS

Com 30.6 juízes por 100.000, 3360 juízes com salários médios superiores aos outros países da Europa e uma remuneração 4 vezes superior à média nacional, começa-se a perceber as classes que dominam Portugal à mesa do orçamento.

Por uma questão de justiça a diminuição dos salários dos juízes em 1/3, adequaria os juízes à realidade do país e cortaria só por si, mais de 47.000.000€ à despesa nacional.

E ainda há quem pense que Portugal é um país solidário?

domingo, 24 de outubro de 2010

A CARTILHA AMERICANA OU A MINHA CARTILHA É MELHOR QUE ATUA

"Falta coragem" à Europa para "fazer o que estão a fazer os EUA" para combater o défice - embora "sem o dizerem" -, afirma o economista e antigo ministro brasileiro Luiz Carlos Bresser-Pereira, que falava à Agência Lusa, em Coimbra, onde se deslocou para participar num colóquio da Faculdade de Economia daquela cidade sobre o relançamento da política económica ('The revivel of political economy').

Para combaterem a dívida pública, os norte-americanos estão a recorrer ao chamado "quantitativo easy", isto é, à "facilitação quantitativa de mercado", imprimindo dinheiro.

"O banco central compra títulos do tesouro e enche o mercado de dinheiro", diminuindo, assim, a dívida pública, explicita o professor da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, e da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris.

"Isto também pode e devia ser feito na Europa", embora "seja mais complicado", reconhece Bresser-Pereira, defendendo, todavia, que o BCE poderia "comprar títulos nos mercados", segundo proporções relativas a cada um dos países que integram a moeda única europeia.

"Mas não há coragem" entre os responsáveis europeus para seguirem aquela estratégia. "Eles têm medo da inflação, que é um mal, sem dúvida", mas - adverte - "a deflação é uma desgraça".

"Enquanto houver ameaça de deflação, esta solução é possível", defende Bresser-Pereira, sublinhando que não está "a inventar nada - os EUA já estão a fazer isso".

O mercado é um "maravilhoso sistema de coordenação económica, desde que muito regulado - senão é uma desgraça", alerta, noutro plano, o ex-governante brasileiro, reconhecendo que "precisamos de mercado", mas "regulado".
A economia que hoje se ensina é uma mentira

Luiz Carlos Bresser-Pereira classifica, por outro lado, como "inaceitável" a "teoria económica que se ensina nas universidades". A economia que "hoje se ensina é uma impostura, é uma mentira muito violenta", afirma, apontando as contradições dessa teoria, que recorre ao "método matemático dedutivo" e ignora por completo "o método histórico ou experimentalista".

"Uma ciência é abstrata" mas não pode ignorar a realidade, advoga o especialista. E é precisamente por ter ignorado a realidade, por ter "usado um método errado, que a economia falhou".

No entanto, acrescenta, não falta quem insista na ideia de que "a teoria está certa" - portanto, se assim é, conclui, "foi a realidade que falhou".

Luiz Carlos Bresser-Pereira foi ministro da Fazenda do Brasil em 1987 (governo de José Sarney) e da Administração Federal e Reforma do Estado, entre 1995 e 98, e da Ciência e Tecnologia, em 1999 (mandatos de Fernando Henrique Cardoso).
Esta entrevista de B. Pereira vai de encontro ao que penso. 
A ortodoxia Alemã está a dar cabo da Europa e a matar o doente de uma cura a sangramento de sanguessuga. A deflação está aí com todas as consequências muito mais negativas que a inflação. Sorte a dos Brasileiros estudarem economia pelo seu vizinho do Norte!
Há quem pense, no entanto, que a economia é estática e muito positiva!

A ASTENIA DE CAVACO

«PR em campanha
De acordo com Louçã, o Presidente da República "está em candidatura ativa já há muito tempo".
"Está a fazer a sua campanha eleitoral, é o seu direito. Agora vai formalizá-la? É natural que assim seja", considerou o líder bloquista.
O líder do Bloco de Esquerda defendeu que Portugal precisa de um Presidente da República "com energia para olhar para os próximos cinco anos e para trazer uma economia que não piora de ano para ano, mas que se concentra na responsabilidade e investimento de qualidade, no emprego, serviços públicos e num Serviço Nacional de Saúde protegido".
Cavaco não serve, diz Louçã
"Precisamos de alguém que falasse pelos desempregados, que respondesse ao trabalhador precário, à desigualdade e a esta atrofia democrática que é um aumento de impostos ou uma redução de salários como única solução para a crise da economia portuguesa, mas esse candidato não é Cavaco Silva", frisou.
Na entrevista que Aníbal Cavaco Silva concedeu ao Expresso, o Chefe de Estado afirmou que "neste momento uma crise política seria extremamente grave" e que forneceu aos partidos "toda a informação sobre as consequências de uma crise".
"Sinto tristeza com a situação que vivemos", afirma também.»
Louçã tem razão! Isso faz de mim um bloquista? Numas coisas sim, noutras não! 

sábado, 23 de outubro de 2010

SELECÇÃO DE TODOS NÓS OU CLUBE DA NOSSA ILUSÃO?

A fractura social que Noronha em baixo promove com as suas palavras - se alguém o ouvisse! -  esbate-se nisto:

A questão do Portugal 2010, é muito simples: não podemos continuar a ter juízes com ordenados de 5000€ mês,generais a outro tanto, médicos a outro tanto,e por aí adiante.
Portugal não tem riqueza para tanto e os Portugueses que ainda produzem bens transaccionáveis nas poucas fábricas que nos restam, ou mesmo aqueles que produzem inteligência nos laboratórios...não produzem riqueza suficiente para sustentar este enorme exército de subempregados.
Se afectei alguém, peço desculpa, mas a crueza da realidade tem de ser assumida sem cada um querer fazer como no naufrágio do Sepúlveda. Ou salvamo-nos todos ou ninguém se salva!

Entretanto deixem-me continuar a ser egoísta e a pensar como os falsos liberais do recibo verde vão se poder sustentar com o esbulho de 20% de IRS, descontado à cabeça, e 30% para a segurança social para pagar governadores civis, freguesias, municípios, Edps, Galps, assessores, consultores e toda a parafernália de insubstituíveis...50%, do valor final, 500€ de média dos recibos verdes dará para pagar as fraldas do bebé, a renda de casa...?
Não me parece, mas neste país feito de 11.000.000 de países, quem se importa com o vizinho do lado?

NORONHA DE NASCIMENTO: A IGNORÂNCIA DE TOGA E A CALINADA DO ANO!

«Em entrevista à Antena 1, aqui citada pela Lusa, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, mostra-se preocupado com o orçamento atribuído ao Conselho Superior da Magistratura.
«Tem um orçamento tão restritivo que não dá para o ano inteiro. Esperamos que haja uma bolsa financeira do Governo que possa ser desbloqueada sob pena de o Conselho Superior de Magistratura paralisar», deixa o aviso.
O juiz conselheiro Noronha Nascimento antevê que as restrições orçamentais vão atrasar ainda mais o alargamento do mapa judiciário, cuja «factura se vai pagar mais tarde». Também se mostra preocupado com os juízes mais novos porque «são «os que ganham menos e que têm filhos pequenos» para educar. E alerta ainda para a possibilidade de surgirem «problemas muito complicados em termos de orgânica judiciária», numa altura em que «já há falta de funcionários».
No entanto, o juiz não está contra os cortes nos ordenados. «Se este conjunto de restrições é aplicável a quem trabalha para o Estado, toda a gente tem de ser abrangida», criticando que o sector privado fique de fora.»
As palavras de Noronha de Nascimento são aterradoras para um cidadão que cria riqueza, demonstrando uma ignorância e iliteracia do funcionamento de uma sociedade com uma economia de mercado, raiando uma espécie de regime neo-corporativo com laivos estalinistas.
Classe de regime, habituada a viver bem acima de todos os outros Portugueses, com um espírito medieval corporativo dá-se Noronha ao luxo de invectivar o sector privado, não percebendo duas coisas.

O sector privado rege-se pela produtividade, pelo mercado e eficácia dos seus agentes. Quando não é eficaz nos mercados, fecha! Não baixa normalmente salários, pura e simplesmente  sector privado que não é rentável, fecha! O sector privado é que permite que haja... sector público, sector que devia servir os agentes privados como agentes de criação de riqueza. Não há sector público sem sector privado e a inversa já não é verdadeira.
Com esta calinada monumental, mesquinha, de quem se julga acima de todos os outros cidadãos, os que lhe pagam o confortável salário e as mordomias,  só devia haver um caminho: reformem-no!
  
«Se este conjunto de restrições é aplicável a quem trabalha para o Estado, toda a gente tem de ser abrangida», criticando que o sector privado fique de fora.»

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

REVOLTA SOCIAL EM MARCHA

«Não é possível cortar mais despesas e precisamos de receitas.
Exmo. Sr. Ministro, A nossa família também não pode cortar mais despesas e precisa de mais receitas por isso declara junto de V. Exa. que não vai poder continuar a suportar os gastos do Estado. Se quiser venha cá a casa buscar tudo o que nos resta pois já só sobram os dedos porque os anéis já V.Exa. os tirou com este Orçamento. Melhores cumprimentos»
 O que o povo Português pensa dos medíocres e criminosos que nos desgovernam!|

RECIBOS VERDES: A MISÉRIA E A REVOLTA!

Recibos Verdes ainda mais penalizados

O Governo, através do novo Codigo Contributivo, pretende que as/os trabalhadoras/es a recibos verdes passem a pagar 29,5% dos seus rendimentos para a Seguranca Social, segundo hoje noticia o DN.


Assim, um/a trabalhador/a a recibos verdes que aufira 1000 euros brutos irá, na prática, receber 500 euros; visto que 29,5% ira para a Seguranca Social e 20% para o IRS.

Recorde-se que o FERVE esteve presente na discussao na especialidade do Código Contributivo sendo que as nossas propostas, que em nada convergem com estas, podem ser lidas e ouvidas aqui.
 
Ainda há alguém que ache que este governo é digno de existir?

DÁ-LHE CATROGA


Teixeira dos Santos é um economista completamente medíocre. Porque assenta a sua política não na investigação no concreto, nos efeitos, mas num fideísmo que ultrapassa qualquer modo de tomada de decisões.
Veja-se o caso do aumento do IVA dos ginásios, que parece-se mais com uma atitude voluntarista de  represália tipo “ora não baixaram os preços das mensalidades quando baixou o IVA, então tomem lá aumento agora. Esqueceu-se de perguntar aos interessados que jogam o jogo da sobrevivência do não fecho, porque o não fizeram. Talvez eles lhe tivessem respondido: porque as margens estão de tal modo esmagadas ao dependerem quase totalmente de sectores de bens não transaccionáveis como a EDP, as Águas, as Galp; porque o mercado nesta actividade, ao contrário dos monopólios naturais, funciona.
Mas ao aumentar o IVA para 23% comete esta barbaridade só própria de quem não pensa. Mantêm o IVA mínimo na actividade de bancada, o espectáculo desportivo – o eterno futebol que veneram e temem - e aumenta uma actividade essencialmente virada para a saúde, que vai liquidar adicionalmente com investimentos avultados e descartáveis como piscinas. Teixeira dos Santos, decididamente, deve ser pouco adepto da actividade física, preferindo destruir aqui numa actividade que cria riqueza para aumentar a despesa no SNS. Inteligente, como se prova!
Poderia também TS pensar que aumentar o IVA devia ser mais direccionado a  bens tangíveis, normalmente importados. Agradeceria a balança comercial. Mas não! Vai a serviços que têm graves implicações no emprego nacional, diminuindo produto e consequente receita fiscal. Destrói emprego interno reprodutivo, sem melhoria assinalável da receita bruta ou da balança comercial!
Os trabalhadores dos ginásios e afins entretanto irão ser atirados para a escravatura, trabalharão sem qualquer coisa no estômago: é que se os profissionais por conta de outrem descontam 11,5% para a segurança social, quer o governo pô-los a descontar 29,6% para a segurança social. Ou seja quase 30% da remuneração bruta, um aumento de 100% independentemente do aumento por via do IRS (justo apenas na medida da universalidade da medida e do descontrolo da despesa pública) para quem tem de ter por lei adicionalmente seguro de acidentes de trabalho e só recebe 11 prestações de trabalho, tantas como as efectivas e que em caso de doença não come durante um mês e que em caso de desemprego não come durante o período de desemprego – mesmo descontando!
Poderá o governo argumentar que isso são falsos recibos verdes - pois são, mas a precariedade actual desta e de muitas outras actividades, não permite que o governo faça de conta que mais de 30% dos Portugueses e uma percentagem assinalável dos jovens, muitos com uma formação académica superior à geração no poder, obriga num quadro de procura superior à oferta a "aceitar ou morrer”), ou que os 29.6% incidirão sobre 70% do rendimento bruto.  É verdade, mas mesmo assim aos “Precários” (e esta medida irá recair sobre centenas de milhar que ainda não tiverem tempo de a digerir), ser-lhes-à logo amputado no mínimo em sede de “insegurança social” 20% do rendimento,  criando  face à Constituição da República Portuguesa mais uma inconstitucionalidade baseada numa desigualdade de tratamento dos ditos Liberais versus os TPCO.
Se tudo isto não bastasse a pergunta que se põe a estes trabalhadores é: em nome de quê se liquida emprego produtivo? Em nome da manutenção de sectores do Estado não produtivo e da multiplicação ad infinitum de empregos improdutivos? Em nome de uma efectiva mudança no Estado de racionalização da despesa? Em nome da incompetência de quem nos colocou nesta situação, pela mesma ou por estar ao serviço de outros interesses individuais ou corporativos? Em nome do criminoso tráfego de influências e favores com dinheiros que são do público?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

UMA VOZ ISOLADA: ALGUÉM O QUER OUVIR?

« Parte do discurso de Nuno melo sobre a liberalização de produtos têxteis vindos do Paquistão: " - Não têm custos de protecção ambiental; - Não têm custos sociais com os trabalhadores; - Não têm restrições equivalentes no uso de matérias primas por razões de saúde pública. A Europa não pode exigir aos nossos países medidas violentíssimas para controle das contas públicas e contenção do défice, e ao mesmo tempo tomar decisões que atingem o seu coração produtivo, e a sua capacidade de criação de riqueza e de manutenção de postos de trabalho. A indústria têxtil e do vestuário representa 11% do total das exportações portuguesas, 22 % do emprego da industria transformadora e em alguns produtos, 80 % da produção europeia, é portuguesa. Há não obstante, consequências que lhes posso adiantar. Numa conjuntura já de si de grave crise, assegurarão o aumento de falências e do número de desempregados na Europa.»
A quem interessa isto? Aos grandes grupos que asseguraram a transferência para esses países de modo a conseguirem aumentar a taxa de lucro!
Afinal, mesmo para os não marxistas, parece que teremos neste início de século de ressuscitar Marx, não com um discurso radical mas com um discurso moderado. 
Quais as minorias que na Europa dessolidarizaram-se dos seus compatriotas ou mudaram a nacionalidade para trans-nacional?
Os grandes senhores sem rosto dos aglomerados sem rosto!  
Já não é uma questão de esquerda ou de direita, mas uma questão da sobrevivência de um mundo com regras.

O GOVERNO DOS CEGOS

«A APED vê com grande apreensão as medidas propostas pelo governo para o Orçamento de Estado 2011, principalmente, a subida do IVA de vários produtos de primeira necessidade, para a taxa normal de 23%».
As mudanças de escalão do IVA dos produtos alimentares traduzir-se-ão em cerca de 120 milhões de euros de receita acrescida, revelam cálculos da associação.
A associação diz que este valor corresponde «apenas a 12% do total de mil milhões de receita fiscal esperada, na sequência da globalidade das alterações a introduzir nas taxas de tributação deste imposto».
«Este aumento terá um impacto muito significativo, tanto quantitativo como qualitativo, nos padrões de consumo das famílias e, consequentemente, na actividade económica das empresas de distribuição e seus fornecedores, num momento que a economia do país atravessa momentos difíceis», escreve, considerando que «esta é uma solução apressada, aparentemente sem critério, porventura, um erro, estratégico, que recai sobre os produtos consumidos pelos portugueses dos escalões mais baixos, em termos de rendimento e de poder de compra, e que afastará, ainda mais, Portugal de Espanha, em termos de competitividade».
Todos vêem, menos o governo dos cegos e desorientados. 
Quando vejo Francisco Assis como porta voz governamental até me arrepio. 
Arrepio-me por o país parecer estar nas mãos destes senhores, aprendizes de tudo e nada, Filósofos de profissão, incapazes de perceber que o país diz basta e quer outras soluções.

Silva Pereira veio ontem, também, à SIC Notícias dizer que aceitam tudo menos mudar qualquer coisa, naquele orçamento que apenas vai protelar por uns meses a resolução da crise estrutural que ficou a descoberto com as más políticas dos último anos.
 
O facto de estarmos numa situação muito grave, não implica não se analisarem as alternativas numa óptica de custo de oportunidade, e não apenas solução imediata com implicações a médio, curto prazo.

Qualquer Português com conhecimentos mínimos de Inglês Técnico, vê que a solução passa apenas por cortes radicais de despesa, mais do que tentativas para manter tudo na mesma sobrecarregando os Portugueses em geral e diminuindo as condições de reversão e retoma. 

É preciso cortar-se mais nos salários dos sectores não transaccionáveis? Pois que se corte! Não se corte é na já pouca capacidade económica instalada, através do aumento do IVA e outros impostos e para-impostos, porque ela é a tábua de salvação de Portugal.

Portugal não é um lugar de experimentação ou aprendizagem para amadores pouco credenciados!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PORTUGUESES DESPORTISTAS DE BANCADA

O aumento do IVA previsto de 6% para 23% dos ginásios compara inteligentemente com a manutenção do IVA a 6% do espectáculo desportivo de bancada.

A palavra de ordem é agora: sentem-se e não se mexam, ou em alternativa vistam como o Primeiro, a T-Shirt e as sapatilhas de estrada.

RECIBOS VERDES: O ESBULHO MÉDIO DE 150 PARA 300€

Como os Portugueses funcionam a pouca acção pouca reacção, ainda estão para perceber, os chamados liberais dos recibos verdes, - que hoje são quase todos os jovens - o que este desgoverno se prepara para fazer: o aumento para 29,6% dos seus descontos para a segurança social. Tudo a bem da manutenção de muitas duplicações de reformas, de reformas sobre emprego, etc..

Confundindo com aquela ética que faz do PS persona não grata já para a grande maioria do povo Português e fazendo de conta que os liberais em Portugal são verdadeiras empresas e não desgraçados amarrados a recibos verdes como única opção tipo, ou isto ou o desemprego, preparam-se em ordenados médios de 1200 € para ser esbulhados e espoliados não dos actuais 150€ mas de 300€!

Organizem-se, pois, e digam não a este esbulho! 

O QUE OS ESPANHÓIS PENSAM DOS HOMENS DE IDEIAS DO PS

«Num artigo de opinião publicado domingo no Jornal de Galicia, o jornalista López Prado considera a implementação do novo sistema de portagens no Norte de Portugal «um autêntico assalto».
«O que aconteceu na sexta-feira nas suas [dos cidadãos portugueses] auto-estradas é algo que o senso comum rejeita em pleno século 21», afirma López Prado.»

terça-feira, 19 de outubro de 2010

QUEM NÃO QUER IMPLEMENTAR UM SISTEMA DE CONTABILIDADE PÚBLICA?

Se este governo julgava que com o estrangulamento das famílias Portuguesas tudo ficaria como dantes, enganou-se.
É que no estado actual de desvairo de grande parte das famílias, da classe média que corre o risco de começar a passar fome ou ver penhoradas as suas casas, o grau de exigência mudou.
Continuar a defender gastos sumptuários e consultadorias que deviam ser feitas no Estado só demonstra que o PS não quer mudar. 
Prefere matar o povo à fome do que mudar comportamentos.
Ou, então, pretende desenvolver um Estado dentro do Estado  à boa maneira Estalinista como já acontece em grande escala.
Entretanto o conselheiro do TC pede isto, algo que um governo de boa fé já há muito devia ter implementado.

«TC pede com urgência ao Governo para activar contabilidade pública Sistema de contabilidade pública começou a ser planeado em 1997. O conselheiro do Tribunal de Contas José Luís Pinto de Almeida defendeu esta terça-feira a urgência na activação do sistema de contabilidade pública, que controlará de forma sistemática todas as receitas e despesas do Estado, permitindo um maior controlo. «Temos insistido com o Governo na necessidade de colocar em funcionamento o sistema de contabilidade pública, que começou a ser planeado em 1997», revelou José Luís Pinto de Almeida. O responsável, que participou num colóquio dedicado à dívida, no Parlamento, destacou que é a altura para «avançar para as avaliações das despesas públicas». O grande objectivo é assegurar a «sustentabilidade das finanças públicas, que ultrapassa em muito o défice de um determinado ano».

UMA NOVA ESTRADA DA VIDA

Estradas de Portugal: gastos inexplicáveis de 350 mil euros

Quem dúvida que só uma nova geração de gestores públicos com orçamentos de base zero e um novo paradigma de 0 prejuízo poderá dar uma nova vida a Portugal?

 

PUXÃO DE ORELHAS DE LACÃO A JOÃO PROENÇA

Quem se dignou ver o Prós e Contras assinalou dois momentos: o momento em que Lacão assumiu que os cidadãos é que têm a palavra - e é por isso que o orçamento não devia passar, apesar das brutais pressões que vêm de todos os lados - e o momento do grande puxão de orelhas ao amigo Proença - amigo entre a espada e as benesses do Governo, e a parede da revolta da grande maioria dos Portugueses. 

Ao jovem professor de economia lhe digo: desapareça, não faça fretes que estamos em fim de ciclo, amadureça, e meta o rabo entre as pernas, não queira fazer a figura triste do seu companheiro Mendonça.

Lacão acabou dizendo que o mundo está perigoso e que a resposta teria de ser dada no âmbito da União Europeia. Pergunta-se: o que é que o governo e o primeiro -ministro fez nos  últimos seis anos de Conselhos Europeus. Anda a distribuir sorrisos, que não tem internamente, e a distribuir currículos? Primeiro teria obviamente que acabar o curso, cultivar-se e refazer o seu Inglês Técnico!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CULTURA EMPRESARIAL E OBRIGAÇÃO SOCIAL DOS GRUPOS MONOPOLISTAS ECONÓMICOS EM PORTUGAL

PT avisa: aumento do IVA vai fazer subir preços
Zeinal Bava diz que «é uma obrigação, é a lei»
Enquanto a lei dos ginásios, empresas atomizadas que dizem não ir fazer repercutir o aumento de 6 para 23% no preço final, a PT - essa empresa antigo monopólio do estado, actual monopólio privado diz depois de fazer uma mais valia gigantesca que dava para tapar o buraco do orçamento "é uma obrigação, é a lei".
Cuidado, sr. Bava, não vá a lei da procura e da oferta fazer cair o lucro no final. 
Será que ninguém tem a noção do que irá acontecer ao consumo no próximo ano com este choque brutal e que todos, mas mesmo todos, têm de se habituar a menores rendimentos e lucros? 
o Sr. Bava estava a precisar de um estágio de humildade e humanidade na Moçambique dos seus antepassados!