Já começou a caça ao regimes de excepção.
Durante quanto tempo mais aguentaremos este gentinha?
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
«Quando Sócrates decidiu cortar nos rendimentos à alta burguesia da Administração Pública, considerando como tal todos os que ganhem mais de 1.500 euros brutos, uma autêntica fortuna nos tempos que correm, o primeiro-ministro não deu grandes explicações, exibindo grande sofrimento explicou que esta era a última das medidas que ele decidiria.
Mas, Teixeira dos Santos, um economista reconhecido pelo seus dotes para as contas e previsões económicas, decidiu melhorar a sua imagem e transformou a excepção em exemplo. Afinal, o corte nos vencimentos não foi a última das medidas, como explicou Sócrates com um ar pesaroso, Teixeira dos Santos considerou-a como uma política de exemplo, um exemplo dado pelo Estado para que o sector privado lhe siga o exemplo, assegurando a contenção salarial.
Enfim, Teixeira dos Santos vingou-se de Vieira da Silva, o ministro da Economia deu o dito pelo não dito quanto a ir à pedincha do FMI e o Teixeira dos Santos vingou-se, decidiu entrar pela política salarial sugerindo aos patrões que façam como ele, cortem nos vencimentos dos seus empregados sem lhes dar explicações, mais ainda, aplicando cortes de forma discricionária e sem qualquer negociação.
É este o exemplo miserável que um Teixeira dos Santos desesperado pela queda da sua imagem decidiu dar ao sector privado, um exemplo de desrespeito pelas mais elementares regras da negociação laboral... em Câmara dos Comuns»
«Dívida da Câmara de Lisboa acima dos 2 mil milhões
Derrapagem de 275 milhões só este ano
A Câmara Municipal de Lisboa deverá encerrar este ano com um passivo acumulado de cerca de 2,2 mil milhões de euros, avança o «Público».
Só este ano, o passivo anual deverá ser de 353,2 milhões de euros, mais 275 milhões do que o orçamentado para 2010, que não ia além de 77,9 milhões de euros. Este era o valor inscrito na proposta de Orçamento de 2010, que não chegou a ser aprovada.
O jornal escreve ainda que, no final do ano, o capital em dívida às instituições financeiras rondará os 464,7 milhões de euros, menos de 20 milhões do que no início de 2010.»
«Sócrates diz que há quem deseje o FMI, mas garante Portugal não precisa»
«« O deputado socialista António José Seguro defendeu, hoje, na Trofa "uma estratégia que distribua os sacrifícios de modo proporcional aos rendimentos, com a consciência de que muitos dos nossos concidadãos já não têm mais furos para apertar no cinto"."Portugal precisa de uma estratégia que tenha uma profunda dimensão ética e adopte medidas concretas no combate às desigualdades salariais e à distribuição dos rendimentos, particularmente nas empresas com capitais públicos", afirmou, frisando que "os exemplos têm de vir de cima, pelo que não pode haver lugar a decisões com sinais contrários".»
Trabalhadores da EMEL também aderem à greve geral
«Keith Wade: 'É perigoso cortar salários'». Economista-chefe da Schroders critica a lógica do Governo: «Cortar salários numa altura de fraco crescimento económico é perigoso e pode criar desemprego e défice estruturais»Depende obviamente dos salários que se cortarem!
«O verdadeiro político socretino é aquele que, quando já começa a ver luz ao fundo do túnel... compra mais túnel !!!!!!!»
| INFORMAÇÃO DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS |
Conforme tem sido noticiado por diversos meios de comunicação social, bem como através da exposição enviada ao Senhor Ministro das Finanças, manifestamos a nossa profunda discordância com a proposta de adição de um novo n.º 11 ao artigo 52.º do Código do Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, nos termos da qual, o direito à dedução dos prejuízos fiscais ficará condicionado à certificação legal das contas por um Revisor Oficial de Contas. Não se vislumbra qualquer justificação para esta norma, pois confunde mera acidentalidade de exploração com eventuais situações crónicas de apresentação de prejuízos. Porque posterior à formação dos factos e situações concorrentes para a formação do resultado contabilístico, de onde emerge o resultado fiscal, a mencionada certificação legal limitar-se-á à constatação dos factos, não lhe acrescentando qualquer mais-valia. Por outro lado, indiscutivelmente, coloca o profissional da certificação numa situação complexa, pois não tem as mesmas condições objectivas e eficazes para, em tempo útil, agir em diligência no que concerne aos sinais de alerta, colocando em crise a responsabilidade prevista no n.º 2 do artigo 24.º da Lei Geral Tributária. A medida, a ser aprovada, conflitua directamente com disposições estabelecidas no Código das Sociedades Comerciais e coloca em crise um conjunto muito significativo de princípios de doutrina tributária, acabando por desestabilizar todo o edifício da tributação, na medida em que transforma em letra morta o disposto no n.º 1 do artigo 75.º da Lei Geral Tributária. Ou seja, a boa-fé e verdade tributária que aquele artigo atribui às declarações dos contribuintes pode ser agora colocado em causa, não subsistindo, consequentemente, qualquer declaração dos sujeitos passivos. Mas, independentemente do descrito, a medida colide directamente com as responsabilidades por lei definidas para os profissionais através dos respectivos estatutos, invadindo competências que o legislador atribuiu a uma classe profissional, responsabilizando-a pelo seu cumprimento. Para além do descrédito de uma forma injustificada e insustentada, esta proposta demoniza uma profissão, endeusando outra. É esta situação que nos faz seriamente questionar sobre as razões que poderão ter estado na base desta norma: 1) Não tem preocupações de justiça tributária, pois, conforme verificamos, a certificação legal das contas limita-se à constatação de factos, não tendo os ROC competência para alterar o resultado contabilístico, visto ser essa uma competência da DGCI, através dos seus serviços de Inspecção e Prevenção Tributária; 2) É arbitrária e contrária à verdade tributária, uma vez que não procura enquadrar as situações de facto que conduziram ao resultado fiscal negativo, conceptualizando da mesma maneira eventuais situações crónicas que podem indiciar comportamentos fraudulentos e situações de verdadeira acidentalidade, acabando por penalizar, quem por força da má sorte já foi suficientemente castigado com as situações que conduziram ao resultado negativo; 3) Exterioriza um estado de espírito sobre a definição das pequenas e médias empresas num contexto de incumprimento, dando delas uma imagem incoerente, não observando o importante papel que as PME desempenham na estabilidade social e na substituição da protecção governamental, através da criação e manutenção dos postos de trabalho. Pelos motivos apontados e muitos outros que por razões de espaço não se evidenciam, a Ordem tem vindo a encetar esforços e contactos, com vista a sensibilizar quem de direito para que a mencionada norma não ganhe a forma de lei. Realizámos reuniões com os grupos parlamentares do PS, PSD e CDS/PP, os restantes não responderam em tempo útil à nossa solicitação - no sentido de os sensibilizar para as questões em apreço, bem como dos efeitos negativos que advirão para todos os sujeitos passivos com rendimentos da categoria B, por consequência da remissão prevista no artigo 32.º do CIRS. Sabemos que nem sempre os resultados são directamente proporcionais ao esforço despendido, pelo que, independentemente do dever cumprido pela Ordem, a mobilização, neste domínio, revela-se também muito importante, pelo que sugerimos a todos os colegas que através de fax, e-mail ou outros meios que julguem adequados, façam chegar ao Primeiro-Ministro, ao Ministro de Estado e das Finanças e aos grupos parlamentares da Assembleia da República, a sua firme repulsa pela implementação desta medida. Finalmente gostaria de esclarecer que nada nos move contra os Revisores Oficiais de Contas. Não são pessoas ou profissões que estão em discussão, são medidas que não têm qualquer justificação ou sustentabilidade. Movem-nos princípios. Na expectativa de que os colegas façam chegar àquelas entidades a vossa discordância com a medida apresentada, apresento as melhores saudações associativas. Lisboa, 16 de Novembro de 2010 O Bastonário (A. Domingues Azevedo) |
«De nada! Ainda estou para ver um político a andar a pé, a prescindir de (quase) todas as mordomias, ou a limita-las (como os telemóveis), a emagrecer gabinetes, a prescindir de cartão de crédito, etc. O mesmo quanto a outras figuras, como gestores públicos e presidentes de organismos, ou institutos estatais. Noutros países, este tipo de comportamentos faz parte da ética política. Na Suíça, aqui há uns tempos, uma ministra, por ter utilizado o helicóptero para a transportar a casa, acabou por ter de se demitir. O aparelho servira, exclusivamente, para a transportar para uma cerimónia oficial. Uma vez concluída e terminado o dia de trabalho, era suposto regressar a casa pelos seus próprios meios. Ao ter enveredado pela “boleia” de helicóptero, caiu-lhe “o Carmo e a Trindade” em cima, ou seja, o clamor do público…contribuinte, sempre muito exigente por aquelas paragens. Em Portugal, tal seria impensável e nem mesmo o público se importaria, tão distanciado está de determinadas condutas e procedimentos éticos dos seus governantes. Que até acha normal! E há muitos mais exemplos. O monarca norueguês anda, muita das vezes, de bicicleta, e os ministros britânicos aceitaram perder muitas das suas mordomias, como a viatura, na maior parte dos casos.Nem todos por certo caiem neste epíteto pouco agradável.
Enfim, são estas as diferenças, estas as indiferenças, estas as atitudes que nos distinguem de outros povos, de outras democracias, que nutrem um profundo respeito pelo erário público…e por quem para ele contribui! Como a autora deste Blogue uma vez referi - e bem! há comportamentos que se deveriam reger por uma “coisa simples”: Ética. Acima de tudo em política! Esta ausência de ética, todavia, é, infelizmente, transversal na Política do nosso país.
P.Rufino»
«O Orçamento para 2011 prevê cortes salariais para toda a administração pública, incluindo o sector empresarial do Estado e entidades independentes, como é o caso do Banco de Portugal.
As reduções serão aplicadas a 1 de Janeiro de 2011 e afectam vencimentos superiores a 1.500 euros brutos.
As reduções serão de 3,5% para salários até 2 mil euros e a partir daí é aplicada uma taxa progressiva que vai até 10%. Esta taxa máxima será aplicada a salários superiores a 4.165 euros. O que significaria que se o corte defendido pelo Governo fosse aplicado ao Banco de Portugal, Carlos Costa, que recebe 243 mil euros anuais (cerca de 17,3 mil euros por mês brutos), teria um corte salarial de mais de 1.700 euros.
Outra das medidas que afecta o sector público é o congelamento das admissões em toda a administração pública. O Governo admite contratações excepcionais mas só com autorização prévia do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Também as promoções e progressões na carreira estão travadas desde Outubro na administração central. E o Governo já garantiu que em Janeiro de 2011 a regra será alargada às restantes administrações. Estas medidas de austeridade para o sector público são consideradas fundamentais pelo Governo para reduzir o défice para 4,6% em 2011.»
«Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos.Pergunta de Anjo. Será isto verdade?Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450 CDI no valor de 140.876 euros. A "explicação" dada, foi pelo "custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares".Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz ? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenadaDIVULGUEM E REVOLTEM-SE CONTRA ESTA CORJA DE L..!!»
«Quanto mais cedo se aperceberem que terão de reduzir os níveis de vida, mais fácil será». O aviso é de Hans-Werner Sinn, presidente do instituto IFO, e um dos mais importantes economistas alemães, que esta segunda-feira, numa entrevista ao «Jornal de Negócios» lamenta que países como Portugal, Irlanda e Grécia tenham vivido «um longo período de tempo acima das suas possibilidades, financiando parte do se uconsumo com fundos privados e públicos emprestados».
Portugal cresceu 0,4% entre Julho e Setembro, face aos três meses anteriores, e 1,5 por cento face ao terceiro trimestre do ano passado.
Subscreve-se!"Os líderes políticos que pensam que, porque ganham eleições, representam toda a sociedade e têm um mandato que podem executar de qualquer modo vivem num mundo que já desapareceu há muito, e acabam, mais tarde ou mais cedo, por pagar duramente essa ilusão", sublinha, advertindo para a "necessidade de se compreender que liderar não é, de todo, impor-se à sociedade".
Até porque "liderar é compreender, explicar e convencer", diz Carrilho, citando Nelson Mandela quando, no seu recente Arquivo Íntimo, escreve que "é um erro grave para qualquer líder ser excessivamente sensível às críticas, conduzir discussões como se fosse um professor a falar para alunos menos informados e inexperientes. Um líder deve incentivar e acolher um intercâmbio de pontos de vista livre e sem restrições".
E deixa um recado:"Portugal precisa de um governo empenhado. E empenhado em todas as áreas da governação, capaz de aglutinar as ideias e as forças que consigam contribuir para elaborar um plano contra o cerco em que vivemos", conclui.»
«bordalo pinheiro , manta rota | 10/11/10 08:01
Uma selvejaria é o que este antigo sindicalista propõe. Não está em causa a legitimidade do despejo, mas dar apenas um mês para a pessoa resolver o problema que está na origem do incumprimento ou mudar-se juntamente com a família para outro local é uma selvejaria. Este tipo, que na cabeça só deve ter uma máquina registadora, lembra um ditado dos nossos avós: não peças a quem pediu, não sirvas a quem serviu.»
«Tal como a maioria dos trabalhadores da fábrica da Anglex no Barreiro, Júlia, 47 anos, pouco mais sabe fazer. A funcionária disse à TSF que a partir de agora a vida «vai ser difícil», sobretudo tendo em conta a sua idade.
Lídia, com 65 anos, vai directa para a reforma, enquanto Mendes, de 60 anos, vai para o fundo de desemprego e a partir daí pensa ir para a reforma. «Trabalho de certeza que não vou ter com esta idade», confessou.
Criada em 1991, a Anglex tem tido prejuízo há mais de dois anos. «A área da comercialização está muito mal, já apareceram novos concorrentes no mercado e não temos capacidade para aguentar mais», disse à TSF o porta-voz da administração.
Juan Gonzalez acrescentou que em 21 anos de casa nunca houve ajudas do Estado para nada.
«O Ministério da Economia devia ter um telefone de emergência para o empresário (...) Nunca tivemos ajuda do Estado porque não temos a consciência de ser subsidiodependentes, nem temos experiência em angariar subsídios em jantares ou almoços, nós gostamos é de trabalhar», afirmou.
Perante este cenário, o encerramento da fábrica é a única solução. Os 15 funcionários vão ser indemnizados e até ao final do ano toda a produção vai para stock em Espanha.»
" As pessoas colocam-se a elas próprias acima de tudo. É o processo incessante da busca da felicidade pela felicidade".
"Inside Job" era um título muito adequado: em calão americano significa um roubo cometido por alguém dentro da instituição, que é o que aconteceu neste caso.
A história e os impactos da crise de 2008Chuck Prince, CEO do Citigroup até final de 2007, disse um dia: "temos de dançar até a música parar". Na verdade, "a música já tinha parado quando ele disse isso". A observação, feita por George Soros no documentário de Charles Ferguson, mostra como a indústria financeira norte-americana viveu até ao colapso, no último trimestre de 2008. Filmado nos Estados Unidos, Islândia, Inglaterra, França, Singapura e China, "Inside Job" põe a nu as "relações corrosivas que corromperam a política, a regulação e a academia", como refere a sinopse do filme, e a "progressiva desregulação do sistema financeiro desde 1980". Narrado por Matt Damon, o documentário de Ferguson tem um "elenco" de luxo, com 42 personalidades: Dominique Strauss-Kahn (director do FMI), Christine Lagarde (ministra francesa das Finanças), Paul Volcker (antigo presidente da Fed e actual presidente do Economic Recovery Advisory Board), Eliot Spitzer (ex-procurador geral do Estado de Nova Iorque), os economistas Kenneth Rogoff e Nouriel Roubini, assim como académicos, consultores, escritores e conselheiros, e até Kristin Davis, a "Madam" que angariava prostitutas para os banqueiros; muitos outros recusaram participar. Dividido por fases históricas, o filme começa por mostrar como a Islândia passou de um país próspero a nação em falência e do papel da evolução do sector financeiro nesse processo. A indústria, que começou a ruir nos EUA, teve no anúncio de falência da Lehman Brothers o primeiro grande alerta ao mundo. "Estávamos a ver um ‘tsunami' a aproximar-se", diz Lagarde no filme.»