sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma longa viagem, começa por um passo

Como este ditado original Chinês, 一个漫长的旅途 始于足下”, de Lao Tsé[1], traduz, “uma longa viagem, começa por um passo”. Um “passo” no geral feito de obstáculos de “ideogramas e saudade”, atalhando as desigualdades expressas no índice de desenvolvimento humano, esse ranking compósito indicativo de riqueza, educação e esperança média de vida. Para o ex - estudante de sociologia das migrações, o desdobramento das teorias do porquê das migrações encontra-se ainda fresco numa multiplicidade de modelos, desde as perspectivas de equilíbrio, até às do capital humano, histórico – estruturais, dualistas e à NDIT[2], entre outras. O condicionamento das desigualdades reporta-se assim, em última instância, a essa amálgama de vontades particulares, constrangimentos e restrições e a um primeiro passo. Como diz o relatório do PNUD (Ultrapassar Barreiras: mobilidade e desenvolvimento humanos, 2009) a solidão, a hostilização, o desemprego, a doença, são factores de risco de mudança passíveis na origem e no destino. Para além destes os mais humanos e menos geográficos actuais obstáculos à deslocação, como os restritivos, os administrativos, os repressivos e a oposta liberdade de mudar.
A clareza da síntese do RDH 2009, dá-nos uma visão clara de como a mobilidade planetária é muito mais interna do que o franquear das cada vez mais anacrónicas fronteiras externas. A desigualdade constante de um mundo ainda soberanamente desigual, estranhamente marcado ainda na desigualdade dentro de portas, aliada aos conflitos e insegurança franqueia, no entanto, as barreiras invisíveis, mais ainda que as visíveis que se acolitam e protegem no argumentário da criminalidade, na sobrecarga infra-estrutural, no medo da disrupção e da coesão social e cultural. O argumentário dos países “fortaleza”, muitos com uma tendência escorreita para uma deriva de pensamento quase neo-clássico quedam-se, bastas vezes, na hipocrisia da prevaricação do paradoxo do equilíbrio da mão invisível, escamoteando o haver, que não o deve, da produtividade económica e da sustentabilidade dos próprios sistemas securitários sociais. Neste domínio, as resistências dos Estados de vistas curtas acabarão derrubadas, como todas as barreiras visíveis e invisíveis que só protelam o inevitável. O mundo global derrubará estas barreiras que se quedam no domínio do medo, do desconhecimento “do Outro”, na medida da reversão da tendência maioritária ou da sua própria aculturação. Brevemente, “O outro”, num mundo de crescentes e geométricas interdependências, direitos de terceira geração – e nos de 3ª avançados, os culturais da nova cidadania global, descendentes avançados terceiros dos humanos e políticos de 1ª e dos sociais de 2ª geração - desenvolvimentos e demografias assimétricas, “nortes no sul", seremos… nós! A actual resiliência por parte dos BRICS e novos países em desenvolvimento faz dos desenvolvidos, neste momentum linear de mão livre e de insanidade desregulatória dos mercados, os novos figurantes da crise. As desigualdades, possivelmente, manter-se-ão, com fronteiras menos visíveis. Como na “peça” em que polícias e manifestantes mudam de posições, poderemos enunciar: os pontos de vista, cada vez mais, não serão mais que a vista de um ponto!  
O direito ao desenvolvimento como liberdade, anunciado por Amartya Sen, configura um ius cogens mais presente e alargado nos catálogos da condição humana. O mundo, em entorse de sustentabilidade humana e ambiental transnacional, regurgita de movimentos cívicos e novas entidades, que já deixaram o Estado soberano em estado de anomia. As novas lealdades, cada vez mais transatlânticas, até sorriram, empertigando-se os mísseis balísticos, ao ver os aprumados soldadinhos de “cioccolato” Ingleses, Franceses e Americanos, a desfilar perante os olhos vivos dos veteranos soviéticos do último grande conflito universal e do ameno “tête - à – têteVladimir - Ângela. Como diz Lapalacianamente” Maria da Glória Gohn, no seu (Cidadania e Direitos Culturais, Gohn, 2005, p.18): “O consenso vai sendo obtido a partir do dissenso”, acrescentando eu - emanharados os direitos nos interesses globais! A lembrança de matérias passadas reconduz-me aos tecnópolos do crescimento, descentralização e regionalização Francesa do século transacto, aos efeitos nefastos da polarização e à causalidade circular cumulativa de Myrdal. Como fonte de recomposição dos tecidos recursivos e humanos, o direito ao desenvolvimento está à mão de migrações e de recomposições de equilíbrio e de reordenamento  “direccionadas” pelos poderes públicos. A resolução 41/128 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 4 de Dezembro de 1986, afirma a não inalienabilidade deste novo direito humano fundamental ao desenvolvimento, direito em crescendo, no passado dos mais desprezados, num quadro de um mundo de recursos escassos, de desconfiança e desconhecimento do outro, de restrições à mobilidade, e de ganâncias abundantes e múltiplas. Os direitos humanos fundamentais, estendidos e fartamente bafejados na carta dos direitos humanos da União Europeia, de mão dada com o conceito de cidadania Europeia, estenderam um “chapéu de chuva” de direitos até ao uso da própria cidadania de terceiros. As migrações e a selectividade dos migrantes quebram barreiras e afirmam direitos, que adquirirão por essa via instrumental de mobilidade e de remoção paulatina das restrições, cada vez maior universalidade.
 O IDH expressa, assim, o condicionamento de um mundo pouco igualitário cuja mobilidade ainda está algo limitada à relação de pares, olhando de soslaio as franjas que inquietam e percepcionam como intrusas no ranking de paridades e na notação dos interesses.
Efeitos niveladores da migração na convergência salarial, deslocações ao longo da história, remessas e migrações de regresso, obstáculos legais e administrativos, preços dos transportes e comunicações, curva da migração e a “parábola” dos ricos e pobres - menos móveis em termos migratórios - soberanias e integralidades territoriais, MIPEX como pensamento estratégico da igualdade e da mobilidade, liberdade no mundo, restrições às saídas, corrupção, tendências demográficas, alterações climáticas, factores ambientais, crises económicas, tudo factores de configuração e reconfiguração das migrações humanas.
A dialéctica dos contrários num mundo cada vez mais complexo, interdependente e em movimento acentuado trará à luz particularismos e universalismos. “No entretanto” as políticas continuarão a corrigir padrões demográficos desequilibrados, com propostas abreviadas e enunciadas nos RDH (RDH, 2009) como a dos seis pilares impactantes: a liberalização e simplificação dos canais como forma de evitar a segmentação; a garantia de direitos aos migrantes; a diminuição dos custos de mobilidade; o equilíbrio dos pólos origem – destino; os benefícios da mobilidade interna; a mobilidade como estratégia de desenvolvimento soberano. Certo, certo, é que a mobilidade mesmo em ambientes económicos incertos potenciará os recursos. A racional alocação dos recursos humanos, aproveitando-os, recentrará o mundo e rasgará definitivamente o termo periferia.     
 As múltiplas identidades em que nos vamos desdobrando darão ao homem, na minha visão optimista e num tempo de muita espiritualidade, uma expressão cultural final global que fará com que no fim, mercê da mobilidade visível e invisível, sejamos só “um”. A barreira invisível estará, então, definitivamente quebrada!

Bibliografia

André, J. M. (2006). Obtido de Identidades. multiculturalismo e globalização: http://www.apfilosofia.org/documentos/pdf/JMAndreIdentidade%28s%29_Multiculturalismo.pdf
Cabral, F. S. (02-12-2006). Tradição cultural e liberdade pessoal. Diário de Notícias .
Carmo, H. (2001). Problemas Sociais Contemporâneos. Lisboa: Uab.
Castells, M. (2003). Capítulo 1: Paraísos comunais. In M. Castells, O Poder da Identidade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Council, B. (s.d.). MIPEX: migrant integration policy index. Obtido de MIPEX: http://www.integrationindex.eu/
Declaração do Milénio . (s.d.). Obtido de http://www.objectivo2015.org/pdf/millenniumdec.pdf
Desenvolvimento, P.-P. N. (2004). Relatório do Desenvolvimento Humano. Obtido de http://hdr.undp.org/en/media/hdr04_po_complete.pdf
Desenvolvimento, P.-P. N. (2004). Relatório do Desenvolvimento Humano: liberdade cultural num mundo diversificado. Obtido de http://hdr.undp.org/en/media/hdr04_po_complete.pdf
Desenvolvimento, P.-P. N. (2009). Ultrapassar Barreiras: mobilidade e desenvolvimento humanos. Obtido de http://hdr.undp.org/en/media/HDR_2009_PT_Complete_rev.pdf
Fortunato, C., & Silva, A. S. (2001). Cap. 11: A cidade do lado da cultura:espacialidades sociais e modalidades de intermediação cultural. In S. S. (org.), Globalização: fatalidade ou utopia? Afrontamento.
Gohn, M. d. (2005). Cidadania e Direitos Culturais. Obtido de http://www.google.pt/webhp?client=firefox-a&rls=org.mozilla:pt-PT:official&channel=s&hl=pt-PT&btnG=Pesquisa+do+Google#hl=pt-PT&client=firefox-a&channel=s&rls=org.mozilla%3Apt-PT%3Aofficial&q=cidadania+e+direitos+culturais+gloria&meta=&aq=f&aqi=&aql=&oq=ci
Mendes, J. M. (2001). Capítulo 13. O desafio das Identidades . In B. Sousa Santos, Globalização.Fatalidade ou Utopia? Porto: Afrontamemto.
Org.: Sousa Santos, B. (2001). Globalização Fatalidade ou Utopia? Porto: Afrontamento.
Touraine, A. (2005). Capítulo 2: Os Direitos Culturais. In Um Novo Paradigma. Para compreender o mundo de hoje. Lisboa: Instituto Piaget.
Trindade, M. B. (1995). Sociologia das Migrações. Lisboa: Aberta.
Unesco. (2002). Programa Universal sobre a Diversidade Cultural. Obtido de http://www.unesco.pt/cgi-bin/cultura/temas/cul_tema.php?t=17
Wikipédia. (s.d.). PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Obtido de Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_o_Desenvolvimento



[1] Indicado como um filósofo Chinês da Velha China!
[2] Nova Divisão Internacional do Trabalho.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ÁLVARO SANTOS PEREIRA: A INGENUIDADE?

«Passos Coelho vai a Angola resolver impasse na Galp Energia»
A política e os negócios parecem continuar com este governo de mão dada. 
Quem leu o livro de Álvaro Santos Pereira fica com a sensação que o Álvaro será cilindrado pelos aparelhos. 

domingo, 11 de setembro de 2011

ISTO NÃO, SEGURO!

«Assumo com orgulho todo o passado do PS. Tenho muito orgulho em tudo o que fizeram os ex-líderes, incluindo o meu camarada José Sócrates», afirmou aos jornalistas.»

Nestes dias em que alguma comunicação social fala em 160 M € da família de Sócrates rumada a paraísos fiscais, meter a mão no fogo por Sócrates é que não, Seguro!

PORTAGENS MILIONÁRIAS

«Auto-estrada A1 custa 73 mil euros por dia

Conta com tráfego médio diário de 31.700 veículos»

Esta notícia posta sob a óptica dos custos é genial na percepção de como Portugal é um país de rendas (e rendeiros à custa dos cidadãos).

É que se multiplicarmos por 365 dias o tráfego médio diário e lhe aplicarmos uma média de 10 €, temos a bonita soma de arrecadação de receita anual de 116 M de €. 

Como os custos de manutenção orçam por 27 M €, o lucro é fenomenal.

Se é importante começar a fazer pagar os utilizadores nas Scuts, porque não se baixam os preços das portagens para metade ou um terço. Agradecia o país e os utilizadores.

sábado, 10 de setembro de 2011

OS FÓRUNS, A UNIVERSIDADE E A EXISTÊNCIA

Há poucos dias li um artigo que alvitrava que os fóruns eram, na sua maioria, espaços de vaidade onde nos cruzávamos no espaço público, como antigamente a burguesia cínica Lisboeta de chapéu na mão e sinalética educada, mas de exclusivo bom tom,  de bom dia.

Não concordo em absoluto, porque podem também ser espaços de diálogo mas também de abano das consciências de um país que gosta de surfar as ondas mas não de as enfrentar  - os procedimentos estão errados, mas não faças ondas porque te prejudicas; isto está errado, mas o chefe é que manda; não há justiça, como já muito deixou de haver polícia na rua, mas de quem é a responsabilidade? o Presidente disse uma enorme calinada, mas saiu-te da boca um enorme sorriso alarve subserviente à espera de "prebendas"; aquele tipo é corrupto, mas isso não é contigo, é um problema da justiça -  e por aí adiante.

Todos sabemos que o nosso país necessita de reformas profundas, reformas que não se podem situar apenas nas instituições mas necessitam se alargar à própria sociedade. Uma sociedade solidária, enxuta, moderna, educada, respeitadora, não elitista e inclusiva de todos e de todos os argumentos. Uma sociedade que saiba calar-se,  ouvir e efectivar trabalho - mais do que falar.

E é por isso que concordo com FRoxo, Quelhas da Mota e PMP. As coisas são tão sérias, os vícios tão "ruins", que exigem não a inação da palavra mansa, mas palavras duras e acção.

Podemos continuar a viver, como a quase generalidade de nós fez,  num país faz de conta. Faz de conta que não nos estamos a endividar de mais; faz de conta que vivemos num país de repartição justa; faz de conta que aquilo que "vencemos" equivale ao que produzimos; faz de conta que somos solidários uns com os outros; faz de conta que já não estão os diagnósticos todos feitos; faz de conta que há uma enorme qualidade nas nossas instituições e que não vivemos da falta de mérito, da cunhazinha, do compadrio, do tráfico de favores e influências. Faz de conta que não há responsáveis pelo estado a que chegámos; faz de conta que não há nas nossas instituições gente que rouba, que mata, que desvia, que manipula, que se aproveita em causa própria, que legisla em causa própria, que não merece comendas. Faz de conta que muitos dos nossos grandes empresários não enriqueceram à conta dos pequenos e esforçados empresários e accionistas; faz de conta que o nosso problema não é de concorrência e monopólio; faz de conta que o regulador, regula e não está sujeito a sequestro de regulador, ...

Olhando para este rol de faz de conta, percebemos que não é de educação formal que necessitamos, mas de educação pelos valores, pela ética, pela cidadania, pelo desprendimento (muito me rio quando alguns alvitram a necessidade de os melhores serem chamados à vida pública apenas por melhores remunerações. O mercenarismo não faz parte, pela certa, do catálogo do perfil de desinteresse do servidor do bem público. Quem quer mais vencimento não tem obviamente o perfil!).

O mérito no acesso ao cargo público, ao cargo dirigente, à Universidade, é uma palavra erradicada há muito do nosso vocabulário.

Como todos os faz de conta e das generalizações há, obviamente, excelentes excepções ao faz de conta. O negativismo também tem de se combater, mas possivelmente é necessários destilá-lo todo para começar a positivar.

E o que faz a maior parte da nossa elite, conivente há muito com este estado de coisas? Desfolha da esquerda à direita o catálogo das boas intenções, do comodismo ao oportunismo, do deixa andar ao "virão melhores dias".

A Universidade só sairá do marasmo quando se abrir à sociedade (exigência de estudo e sentido crítico sem o retorno ao mérito do papagueanço - que parece a nova moda de quem não sabe em que século está, que não sabe que a educação é para a vida sem término à vista), quando a rotatividade permitir os melhores em cada momento (actualização), quando passarmos da análise mais ou menos inócua à prática da mudança.

A Universidade (com as necessárias excepções de boas práticas e de excelência) hoje é um corpo que se auto-sustenta. Podia-lhe falar de algumas, como a Universidade de Letras de Lisboa, onde aparenta morar a inacção, a desmotivação e a incompetência.

Mas a Universidade é o espelho do país. Um país sem esperança regressado às práticas do assistencialismo, é um país sem futuro, sem "existencialismo" e sem sentido crítico.

De resto, com a atenção que me merecem todas as críticas e observações, concordo consigo. A crítica pela crítica não contribui para o desenvolvimento do tema, mas quem quer daqui a 20 anos estar a repisar vezes sem conta as mesmas debilidades e os mesmos argumentos?

Mereceremos mesmo existir e ser "notados" como país ou continuaremos raquíticos nos nossos espaços de conforto a ter o medo de existir identificado por Gil?

CONTINUAM A BRINCAR ÀS FUNDAÇÕES?

«CM: «Sousa Cintra finta fisco» Governo autoriza instituição do empresário. Ex-presidente do Sporting inclui moradia de luxo e quinta nos bens da nova fundação»

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

GESTÃO DE TALENTOS

No mundo kafkiano Português em que vivemos a Universidade é na generalidade dos casos um "corpse" que se arrasta, indiferente às solicitações dos estudantes e da sociedade. Muitos cursos são feitos à imagem dos disponíveis com pouca massa participativa e crítica e pasme-se, no nível superior do nosso ensino a avaliação é inexistente.
A agenda estratégia de Sezões era brilhante não fosse a astenia de uma geração que olha sempre e cada vez mais incrédula para uma elite do poder que entretém e retém a nossa ousadia e a nossa energia.
Medíocre but arrogante (MBA) é a condição da nossa elite de cidade, do país mais corporativo "zangado" e de pedra.
Nós Portugueses, merecíamos mais, ao contrário dos outros, os mouros, que não são cidadãos de qualquer espaço geográfico, mas indolentes pedreiros livres que vivem entre o monopólio da bondade e a mesquinhez mais pequenina que abate na conspiração mais atrevida as Rosalinas deste mundo.
Silvas, Limas, Sousas, Coelhos, Costas, Vieiras, Loureiros e tantos outros mouros estabelecem na penache da comunicação que nos afoga em asco, estabelecendo o padrão de benchmark das boas práticas.
Afinal, Deus é Português, mas também um enorme sabujo quando desce ao rectângulo, das Às23 de betão, outrora florido e à beira mar engalanado. 
Somos tão talentosamente inócuos, mas graciosos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PROIBIR O DEFICIT E LIMITAR O ENDIVIDAMENTO

Medidas claramente antipolítico a favor dos cidadãos.
Não cumprem? 
Demissão imediata de todos os RESPONSÁVEIS PELOS órgãos E SERVIÇOS directamente responsáveis. Governos nacionais, regionais, autarquias!

FAST FOOD? BASTONÁRIO NÃO QUER CAMPANHA, QUER IMPOSTOS!

A medida do bastonário é significativa da "inteligentsia" nacional.
Quando lhe aumentam o IRS gritam contra os impostos. Quando nas suas cadeiras do poder não promovem cortes nas ineficiências gritam, por mais um imposto!

Com este tipo de gente, Portugal decididamente tem o futuro da história trágico marítima: no naufrágio, os remadores dos botes utilizavam-nos não para salvar os seus compatriotas, mas para os eliminarem como perigosos para a sua segurança... à paulada.

SIC: JOSÉ GOMES FERREIRA, TIAGO CAIADO GUERREIRO...

Ontem disseram-se na SIC Notícias as coisas mais inteligentes que ouvi em Portugal. Cuidado com a privatização da TAP que estrategicamente vai matar a nossa economia de turismo (porque não se despedem as centenas que não permitem o regresso aos lucros da TAP?). 

Já algum inteligente deste estado de partidos parou para pensar que o sector da aviação é o mais concorrencial de todos e que se empresas como a Portugália e a AirLuxor não sobreviveram, é porque este sector nunca terá concorrência de interesse nacional em mercado liberalizado. Quando Ibéria, ou outras fizerem, à TAP, o que foi feito à SAAB (tomarem-lhe os mercados e extinguirem-na aos pedaços, para  além de obrigarem os Portugueses a deslocarem-se aos seus próprios Hub's) estaremos aqui para criminalizar e perseguir os autores de tamanha façanha antipatriótica e criminosa.

E o que dizer das águas? Privatizar vai ser igual a aumentar os preços!

Tiago Caiado Guerreiro colocou o dedo na ferida do problema nacional ao falar na distribuição que mantêm reféns pequenas e médias empresas e toda a elite parasitária que domina sectores monopólicos como a electricidade, o gás, os combustíveis, ... um verdadeiro feudalismo à Portuguesa que se mantêm há quinhentos anos!

Subir impostos, por outro lado, significa matar mais concorrência e é por isso que a Troika mais inteligente e séria que a partidocracia nacional chancelou o problema maior nacional: a concorrência, ou melhor a falta dela nos sectores que dominam as PME's (essas sujeitas a uma concorrência criminosa aduzida dos custos de contexto ruinosos do estado português). Alguém sabe nos partidos do poder (fora do poder parecem que sabiam) o que significa IVA's acrescidos, aumentos de IMI's ou outros no contexto nacional? O actual ministro das finanças não ouviu a Troika que não quer ouvir falar em aumentos de impostos, mas em aumento da competitividade/concorrência?

Mas srs. políticos: concorrência não é sinónimo de privatizar, mas afastar os entraves à concorrência. Isto faz-se com reguladores não sequestrados por partidos ou interesses monopolistas, não por privatizações - mesmo que impostas pela nossa condição de devedores.

Como gestor de PME's com um MBA que não significa "medíocre but arrogant", não percebo como se tomam medidas sem perceber/estudar o seu impacto.  É que muitos destes aumentos de impostos vão ter consequências no nível mais baixo de impostos a médio/longo  prazo pela destruição do tecido nacional. A sustentabilidade não se constrói, senão nos manuais, e muito menos num mundo rápido e de necessidade de massa crítica, por uma hipotética destruição criativa.

Será que se quer mostrar serviço imediato não querendo saber das consequências a médio/longo prazo?

AJUSTAMENTO PELO LADO DA RECEITA? NÃO!

Portagens, cinema e futebol podem pagar mais iva (TVNet)

Quem é eleito com base na mentira só tem um caminho. Demitir-se!

VÍTOR GASPAR: CONFUSO E DEMASIADO SURDO

O técnico Vítor Gaspar, ministro temporário da economia, tem de ter cuidado e não passar no fim do mandato por um ministro tipo Jaime Silva - que destruiu a agricultura Portuguesa.

Soares tem razão, porque é indubitavelmente um dos políticos com maior visão em Portugal. A hora é da política, não da tecnicidade QUE ESQUECE O PROBLEMA POLÍTICO FUNDAMENTAL QUE É A NECESSIDADE DE AJUSTAR UM - NALGUMAS MATÉRIAS - UM PROGRAMA que reforça a crise. A Europa e Portugal não precisam de austeridade pela austeridade mas austeridade transformadora. Lagarde veio ontem reforçar que mais do que o ajustamento é necessário evitar a recessão. E Lagarde é hoje a cara do FMI!
«[O ministro das Finanças] é um técnico de economia. Penso que é um bom técnico. Mas é um político ocasional. Acho que neste momento precisamos de políticos», afirmou Mário Soares.
Defendeu a necessidade das medidas de austeridades terem «alguns limites», dando o exemplo do sector da saúde, que reputou de fundamental.
«Não se pode entregar o serviço nacional de saúde a um bom contabilista que diz «vamos cortar, cortar, cortar». Então e os doentes?»

ESMAGADOS PELOS IMPOSTOS


«O Governo está a subir impostos de 9 em 9 dias. Em apenas três meses, cada português já perdeu 840 euros» FONTE: SÁBADO.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

BCE: "A GRANDE FRAUDE" DO INÍCIO DO SÉCULO?

Vindo do Fio de Prumo de Helena Sacadura Cabral esta obra de arte com a devida vénia e agradecimento: 

«Esta é a explicação para crianças do que é o BCE, ou Banco Central Europeu, que me foi enviada por um amigo. Vejamos então:

O que é o BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

E donde veio o dinheiro do BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.

E é muito, esse dinheiro?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas.
- Não, não pode.

Porquê?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE.
- Pois.

Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

Agora não percebi!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.


Isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem parte do 13º mês.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos que são donos do BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.


Mas então eles não estão lá eleitos por nós?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá.
Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E onde o foram buscar?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

Mas meteram os responsáveis na cadeia?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E então como é? Comemos e calamos?
- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...


Algum adulto estranha a explicação?! :))

HSC



domingo, 4 de setembro de 2011

AS CRÍTICAS DE LEITE E MARQUES MENDES À ACTUAL GOVERNAÇÃO DE DESTRUIÇÃO TOTAL

Estou com Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes nas críticas ao governo que apoiei de Passos.
Desde logo achei que a solução teria sido a diminuição em 30% das remunerações dos funcionários públicos com vencimentos acima dos 1500 €. 
A economia não pode estar refém do funcionalismo público. 

Com aumentos de impostos destrói-se O POUCO QUE RESTA. E o pouco que resta fará Portugal entrar numa espiral negativa de insustentabilidade do deficit/destruição de economia.

ONDE É QUE JÁ OUVIMOS ISTO?

«Governo: Primeiro-ministro diz que aceita críticas mas não vira a cara às dificuldades. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que aceita as críticas que possam ser dirigidas à sua governação, reiterando que não vira a cara às dificuldades.»

Com as dificuldades dos outros podemos nós bem! (políticos portugueses chegados ao poder).

AINDA A ASAE

Se em vez de ter "atacado" ontem com coimas o festival de Vilar de Perdizes, fosse à procura dos ladrões de metais a ASAE ainda podia ser útil.

De outro modo era um das gorduras do Estado que a economia agradecia que fosse extirpada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

GASPAR, O GRANDE TEÓRICO

A ilacção tirada do debate a decorrer é que Gaspar está à espera de uma alteração substancial do padrão da economia Portuguesa.
Essa alteração para Vítor Gaspar assume-se na destruição... que espera criativa!

Unidade?

POLÍTICOS PORTUGUESES VENDEM PORTUGAL POR CINCO DINHEIROS

«Passos Coelho afirmou em entrevista a um jornal alemão que a privatização da TAP pode ser um "bom investimento" para a Lufthansa.»

Pensei de Passos que fosse o estadista que Portugal precisava.
Hoje vejo que não é mais do que um politico pequenino  sem visão estratégica e sem sentido do que é importante para os Portugueses.

Sempre pensei que Passos apostasse na regeneração Portuguesa através da diminuição dos preços e custos, mesmo que fosse preciso baixar os ordenados no estado em 50%.
Isso dava competitividade à economia Portuguesa, mantendo os interesses em Portugal.

Vender as nossas melhores empresas significa numa zona monetária permitir que os interesses estratégicos Portugueses façam de nós um país completamente irrelevante.
A venda da TAP, instrumento diplomático em África e Brasil, será seguida do aproveitamento dos interesses e da polarização cada vez maior dos grandes países como a Alemanha.
A falta de grandeza de estado destes políticos é impressionante.

O que é um bom investimento para os outros é para nós um mau investimento. 

Passos não percebe que o mundo hoje é dos interesses e que os pequenos para se defenderem deles têm de ter inteligência arguta e sentido de estado. 

O que a TAP precisa é de boa gestão, não de ser vendida a interesses estrangeiros para acomodar imagens virtuais e subserviências de políticos.

GESTORES PRECISAM-SE!

Vítor Gaspar vai definitivamente ser o defunto da economia Portuguesa. 
Porque ao contrário do que pensa o ultra liberal e lento Vítor a economia desfaz-se aos poucos. 

Pequenas empresas nacionais morrem todos os dias, destruídas pelos aumentos de impostos e pela diminuição do consumo. Os teóricos macroeconomistas não sabem gerir países.

Economistas de empresas, preferencialmente de PME's precisam-se com urgência.
Má sorte ter nascido no meio de tal gente!

Um exemplo: 

um jovem agricultor investiu na zona de Abrantes 2.000.000 euros num olival e num lagar.
A primeira coisa que teve foi os produtivos ASAE's com fatos à prova de bala e caçadeiras de canos serrados. Começou a produzir com uma determinada expectativa de custos de produção. Todos os dias aumentavam, entretanto. Impostos, combustíveis, electricidade! Ou o senhor Vítor Gaspar acha que se produz sem inputs?
Face a um SWOT e um PESTEL cada vez mais ameaçador, e com pontos fracos a agravarem-se, o nosso agricultor começou a ter de pedir empréstimos à banca. A despedir funcionários. A pedir ajuda no trabalho à família. Mas os custos de produção, de rega, de electricidade, de distribuição (combustíveis e autoestradas incluídas) aumentaram todos os dias. O azeite do seu olival  deixou de ser competitivo em preço com o azeite Espanhol, de maior escala, custos de contexto de produção e distribuição mais baixos e dumping. 
O que fazer? Nada!

A insolvência está à porta e o fim da agricultura Portuguesa também. 
Pobres Portugueses nas mãos desta classe política e para-política criminosa que nos mata a todos um pouco todos os dias!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SÓCRATES REUNIU COM MERKEL E ZAPATERO?

«Sócrates reuniu com Merkel e Zapatero na semana passada»

Esta notícia se verdadeira é verdadeiramente preocupante e demonstra uma Europa de clique a necessitar de ser expurgada a bem da democracia.

Quem é verdadeiramente Sócrates? 

domingo, 14 de agosto de 2011

INVESTIR EM PORTUGAL? PORQUÊ? PARA QUÊ?

Ricardo Saramago no blog SEDES pergunta: 

Porquê investir em Portugal?
O Investimento que temos tido ou é público(de rentabilidade negativa), ou forçado pelas alterações regulamentares e pela pressão das fiscalizações (rentabilidade duvidosa), ou ainda destinado a deitar a mão aos subsídios públicos, camarários e comunitários.
A verdade é que quem tIver ideias, projectos e iniciativa, fará melhor em rumar a outras partes onde o ambiente seja mais fértil, a fiscalidade previsível e a administração colaborante.
A maioria das empresas, mais do que projectar investir, luta para não morrer às mãos do fisco, das Asaes, dos caloteiros e da concorrência(muitas vezes desleal).
Se pudessem muitos desinvestiriam em vez de investir.
Restará por aí algum investimento residual ditado pelas regras de mercado e destinado exclusivamente a obter rendimentos em concorrência?
Expliquem-me como é que os modelos econométricos reflectem estas realidades.
E Quelhas da Mota:

Estou plenamente de acordo com Ricardo Saramago e Pedro Pinheiro.
É impressionante o «emaranhado» em que o Estado colocou este país. Des-«emaranhar» isto tudo é um bico-dobra. De facto, a questão nem se deverá colocar ao nível de cativar novos investimentos, mas de evitar que as empresas não descapitalizem como forma prévia de preparar a sua saída do país.
As únicas actividades que parecem interessar são as protegidas pelo Estado, praticando preços de quase-monopólio, para já não referir que o País está cheio de empresas fictícias, que só existem porque se criaram Leis para que pudessem existir, como a empresa do «Magalhães», as empresa de montagens de painéis solares subsidiados, as empresas de certificação – pois, por tudo e por nada têm-se de estar certificado -, as empresas de inspecção automóvel, empresas «associadas à asea» – que prestam serviços especiais para que os padrões da asea se cumpram -, etc. Simultaneamente, criaram-se taxas para tudo e para todos, desde para um furo e, depois, ter autorização para utilizar a água encontrada até uma licença para fazer uma fogueira para queimar os detritos e limpezas dos campos agrícolas. As próprias multas e coimas passaram a «impostos», já que os seus montantes são escandalosos – até os polícias são avaliados pelo volume de multas que trazem para «casa».
O peso dos impostos, taxas e coimas, preços monopolistas, custos (obrigatórios) de serviços sem ou de duvidoso interesse nacional, etc. associados à inexistência de Justiça, de Educação, etc. tornam excepcionalmente difícil mudar uma situação que, apesar de tudo, tem os seus «ganhadores».
Ou seja, para além daquilo que disseram, o País parece está «armadilhado» por todo o lado, nos mais pequenos «pormenores» daquilo que poderia constituir algum espaço de Liberdade e Iniciativa fora do Estado. Só um incauto investe aqui, a não ser que o seu investimento seja um PIN, e, como tal, subsidiado pelos contribuintes-líquidos portugueses – afinal, para que lhes arranjem aí algum emprego ao salário mínimo.
Sinceramente que gostaria de ver aparecer algum «Nacionalismo» por esta terra.»


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MEDIDAS ERRADAS DE UM GOVERNO QUE CADA VEZ MAIS SE PARECE COM UMA COMISSÃO LIQUIDATÁRIA

Sempre desconfiei de PPP, embora tivesse esperança numa réstea de inteligência. Nesse sentido votei com esperança.

Inteligência para perceber que a situação de Portugal sempre foi de tal modo complexa, que não resiste a clichés ou a experimentalismos de quem pensa que medidas mais liberais alavanca o crescimento.

Puro engano! Puro desconhecimento da realidade. Não haverá solução para Portugal fora do quadro de crescimento e aumento da competitividade. E a competitividade não se ganha com aumentos!

E é por isso que sempre pensei que a solução melhor teria sido SACRIFICAR do lado da receita o 13 e 14 mês, sem quaisquer outros aumentos de taxas ou impostos e com uma forte compressão das despesas - orçamento zero, já! Ganhava o país em competitividade, agradeciam os mais frágeis, os desempregados não serem mortos aos pedaços, agradecia a inteligência.

Mas de um homem que fala aquele ritmo preguiçoso e arrastado não há muito a esperar. Este mito de competência de homens de Academia deixa muito a desejar! 

Os homens da Troika, aplaudem? 
Pudera, que o objectivo deles é defender os credores sem querer saber do médio e longo prazo da nação portuguesa!

ÓI, Ò GASPAR, OUVE O HOMEM DA CIP, JÁ QUE NÃO ACREDITAS NOS TEUS COMPANHEIROS DE BANCO DE ESCOLA!

«Grão a grão esvazia a galinha o papo». CIP diz que tardam os cortes na despesa. O presidente da Confederação Empresarial Portuguesa (CIP) ficou «frustrado» com o anúncio do ministro das Finanças, considerando que o aumento do IVA sobre a electricidade e o gás natural vai penalizar a tesouraria das empresas que vivem uma situação dramática.»

Ouvir os empresários? Para quê? 
Somos políticos e raramente nos enganamos, mau grado Portugal afundar-se há muitos anos!

SHORT SELLING: ACORDARAM!

«Alemanha quer short selling proibido em toda a EuropaO governo alemão defendeu esta sexta-fera a proibição a nível europeu das operações denominadas de vendas a descoberto (short selling), transacções especulativas na bolsa que apostam na queda das acções, que acabam de ser proibidas provisoriamente em Espanha, França, Itália e Bélgica. 

O governo alemão já tem o problema das vendas a descoberto na mira e já as proibiu em 2010», disse hoje, em Berlim, um porta-voz do ministério das Finanças, citado pela Lusa. No entanto, o Executivo de Angela Merkel considera que só uma ampla proibição das referidas operações à escala europeia «pode travar a destrutiva especulação» com títulos bolsistas.»

RESISTIR A MEDIDAS CRIMINOSAS

Quando se aumenta preços da forma brutal como se está a aumentar, esquecem-se que empresas também necessitam de gás e electricidade. 

Que infantilidade, que falta de conhecimento da realidade, que homem de grandes "ideias" demonstra ser este ministro das finanças.

GANHAR COMPETITIVIDADE AUMENTANDO OS PREÇOS?

Ainda no seguimento do post anterior gostaria de reafirmar não entender como se resolve o problema mais sério da economia Portuguesa, o reganhar competitividade, com aumentos de preços.

Definitivamente os meus colegas economistas e gestores andaram em estranhas escolas! 

Este é o problema de termos economistas que nunca passaram pela gestão de PME's e que estão sempre com um olho nas empresas reguladas com mordomias obscenas.

O INFERNO SOBRE OS PORTUGUESES

O aumento sobre o IVA e o Gás será mais uma machadada na competitividade nacional. Quando a Europa fala em aumentar a competitividade, o governo Português cumprindo uma medida que só agrava o panorama da vida nacional aumenta o IVA sobre serviços mais que essenciais numa economia moderna. Aos Portugueses pedem-se sacrifícios desastrosos, enquanto se não corta nas mordomias da despesa.

Tendo uma costela social democrata digo: PPP não só é igual ao sr. Sócrates, como é pior, porque embrulha a sua incompetência num embrulho de boa pessoa e bom pai  de família. A falta de imaginação nas medidas só demonstra que o problema Português está nos partidos e numa classe política miserável e incompetente de Jotas.
Deus queira que lhe não caia brevemente uma situação como a de Londres em cima. Soares que é mais doutro campeonato que o meu, muita razão tem (porque tem, quando quer, muito mais sentido de Estado) em afirmar que a política deste governo, incluindo as privatizações, demonstra uma total falta de visão estratégica e um empobrecimento definitivo de Portugal. 
E não se pense que quem assim pensa não votou neste partido de governo.

Urge recriar a democracia!

MERKEL INTELIGENCE

«Mas até lá a nota AAA da França pode estar em risco», afirma Soros, defendendo, por sua vez, a introdução de eurobonds, títulos da dívida pública suportados em conjunto pelos países da moeda única.
Esta solução, que permitiria obter empréstimos a juros mais baixos nos mercados financeiros, tem sido recusada, no entanto, pela Alemanha e pela Holanda, Nomeadamente.
Na opinião de Soros, porém, se Berlim e os outros países da moeda única que têm rating AAA, a nota máxima, continuarem a opor-se aos eurobonds, «o euro desmoronar-se-á».

PORQUE OS PORTUGUESES NÃO ACREDITAM NO APERTO

«Portugal não vai precisar de outro programa de ajuda mas os portugueses vão.
Porque não cortam mais nas despesas do estado em vez de sobrecarregar mais os Portugueses? Façam como os Nórdicos: dispensem as ajudas de custo, tlms, carros e motoristas. Os políticos e administradores públicos que passem a viver só dos seus salários (com plafond máximo igual ao do PR) sem mordomias. Acabem com fundações e certas empresas publicas, taxem os bancos ... acho que só não vê quem não quer ...»