quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BES FOGE DA RECAPITALIZAÇÃO DO ESTADO

«BES aumenta capital até 790 milhões e evita ajuda do Estado
Banco não prevê recorrer à linha de recapitalização do Estado»
 
Porque será?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SIM, POR FAVOR, REZA O OUTRO MACEDO, O PAULO

«Médicos ameaçam com saídas em massa do SNS»

AS TENDÊNCIAS TOTALITÁRIAS DE MACEDO

«O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta terça-feira que as manifestações que ponham em causa a ordem pública exigem do Estado «uma atenção redobrada», sendo por isso «imperioso contrariar as tendências de desajustamento social».

NUMA ALTURA EM QUE A FOME TENDE A REDOBRAR CHEGANDO HÁ POUCO ATÉ A CLASSES SOCIAIS INSUSPEITAS, O MINISTRO CONFUNDE JÁ DESAJUSTE SOCIAL COM REVOLTA SOCIAL PELAS ALEIVOSIAS QUE UMA PSEUDO ELITE POLÍTICA TEM PERPRETADO EM PORTUGAL - SEJA ATRAVÉS DOS BPN'S, CONTRATOS PÚBLICOS, ...

O espaço público, por outro lado, tem destas coisas. A leitura do modo como os homens públicos se movimentam no espaço público, permite-nos identificar aqueles cuja atitude é apenas totalmente democrática dos outros que tem uma estranha noção de democracia, loucos por utilizar o poder de estado e lançar a repressão sobre a população (principalmente a que vomita os privilégios inauditos que estão para além da ética e não se constroem na lei não geral e abstracta).

Macedo é um desses homens pouco confiáveis. A sua postura na política e o seu olhar não bom e confiável, demonstra não ser um homem com um espírito de tolerância e um enorme apego à democracia.

Não se esqueça Macedo do aviso de Vasco Gonçalves: é que o povo estará sempre com o MFA e o MFA com o povo.

Mesmo que alguns queiram usar o também povo em farda contra a populaça.

FUTUROS DESPEDIDOS DA FUNÇÃO PÚBLICA PAGARÃO AS INDEMNIZAÇÕES COM OS SEUS SUBSÍDIOS

Parece claro ao afirmar que é uma medida estrutural ou de efeitos estruturais que Gaspar prepara-se para fazer aquilo que está no título: 

fazer cada um dos despedidos antecipar o pagamento do seu próprio despedimento. Tétrico e cínico!

AEROGARE DO AEROPORTO DE FARO NOVAMENTE FECHADO

Que altura seria para tentar lançar o aeroporto de Beja. O tempo dos atrasos de voo seria idêntico ao transporte até Beja, as obras em Faro seriam mais rápidas e aproveitava-se para promover o aeroporto de Beja.

TODOS PERCEBEM QUE A IDEIA DE AUMENTAR IMPOSTOS É UMA IMBECILIDADE

«esta ideia é uma imbecilidade» BE

Todos percebem que aumentar impostos em ambiente já totalmente recessivo e pró-cíclico - numa altura destas - é uma imbecilidade. Todos, menos os estrangeirados que se comportam como Gauleses que não percebem que a sopa dos pobres a que cada vez mais Portugueses recorrem não é uma poção mágica.

Não é altura de pedir responsabilidades antecipadas ou criminalizar estas medidas por gestão danosa da coisa pública, quando daqui a um ano a economia Portuguesa estiver nas ruas da amargura?  

GOVERNAR POR PORTUGAL: GOVERNAR PARA A REVOLTA?

«Mas estes economistas da treta, só conhecem medidas destas?
Então há minas de ferro em Trás-os-Montes, vêm estrangeiros explorar.
E a nossa riqueza a ir embora, e nós a ficar com migalhas!
ouro no Alentejo, vêm estrangeiros explorar.E nós ficamos com 4%.
E a nossa riqueza a ir embora, e nós ficamos com migalhas!
gás natural ao largo, que dá para nós não dependermos dos outros durante pelo menos 10 anos. E vêm estrangeiros explorar (Repsol).
E a nossa riqueza a ir embora, e nós ficamos com migalhas!
MAS ALGUÉM PODE LEVAR ESTE GOVERNO A SÉRIO?
AS ÚNICAS MEDIDAS SÃO ROUBAR QUEM TRABALHA, ENQUANTO NOS MINISTÉRIOS SE CONTINUA A GASTAR AS VERBAS DESTE ANO, ANTES QUE O ANO TERMINE, EM OBRAS SEM SENTIDO!»
Comentário de anónimo

CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA: UM UNIVERSO DE VÓMITO

O executivo da Câmara Municipal de Lisboa discute hoje um aumento, em 2012, do imposto municipal sobre imóveis (IMI). 
 «Os Políticos só querem dinheiro, dinheiro e mais dinheiro, vão atirar as famílias à falência»

«Para a Maria: Mas é mesmo para não cortar nas mordomias que os desgraçados que se deram ao "luxo" de ter uma casa vão pagar mais, em Lisboa e no resto do país. Ainda por cima estão à mão de semear e se não pagarem roubam-lhes também as casas. E nas vilas mais pequenas nós até os conhecemos de gingeira.» 

 «AUMENTEM, QUANTO MAIS AUMENTAREM MAIS CASAS VÃO SER ENTREGUES AOS BANCOS POR FALÊNCIA DAS FAMÍLIAS!! AUMENTEM!!!!»
 

Quando os políticos só pensam em autosustentar-se à custa do desespero dos outros cidadãos tornam-se inimigos da democracia. 

Instituições que têm como fim último a manutenção da sustentabilidade de uma classe, mais do que servir o interesse público, não servem e são um "aborto" democrático.

O ajustamento proposto pela Troika atira os cidadãos para as ruas da amargura enquanto os políticos se eregem como uma classe à parte apoiados em instrumentos de causa própria.

Face às dificuldades que se apresentam às famílias (menores rendimentos, impostos mais altos, desemprego, ...) os políticos autárquicos pensam... neles e na manutenção dos seus privilégios.

Até quando?

Até quando vão os cidadãos permitir este estado de partidos não representativo?

À ATENÇÃO DA EUROPA

À ATENÇÃO DO SR.PASSOS




Para mais dados favor dirigir-se aqui.
Custa ver a social democracia a dar um tiro no pé que a afastará mais 15 anos do poder. Triste Passos.

COMUNICADOS PARA ANALISTAS

«assegurar os entendimentos que melhor sirvam os interesses do país, quer a estabilização financeira, quer o crescimento económico, a criação de emprego e a preservação da coesão social»

Aparentemente tudo coisas contrárias à política da destruição sem rede criativa de Passos, na lógica dos ciclos políticos. Como lembrou Fazenda na SIC notícias cuidado com as privatizações e os fenómenos de corrupção decorrentes. 

O sorriso trocista de Fazenda lia-se nos seus lábios, enquanto olhava para os representantes desta nova maioria. Hoje soube-se que a compra dos substitutos dos Aviocar custaram mais cem milhões de Euros. 

Para quando o povo Português indignar-se com não punho de renda?

CUIDADO, MUITO CUIDADO, COM OS BOYS DA ESCOLA DE CHICAGO

A destruição será inevitável e depois dos "gastadores" que levaram ao pedido de apoio vamos ter os destruidores que acreditam nos amanhãs que reconstroem.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SUPERNOGUEIRA

«Mentiroso..... Um homem trabalhador com dias de 48 horas e estão vocês a refilar por mais meia hora….os boys do PSD -Nogueira Leite. Então é isto um governo melhor que o outro todos queriam o tacho……

António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.
Actualmente já é:
- administrador executivo da CUF,
- administrador executivo da SEC,
- administrador executivo da José de Mello Saúde,
- administrador executivo da EFACEC Capital,
- administrador executivo da Comitur Imobiliária,
- administrador (não executivo) da Reditus,
- administrador (não executivo) da Brisa,
- administrador (não executivo) da Quimigal
- presidente do Conselho Geral da OPEX,
- membro do Conselho Nacional da CMVM,
- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,
- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,
- vogal da Direcção do IPRI.
É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.
Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, mesmo quando dizem que querem poupar e reduzir nas despesas, quando aumentam impostos, quando aumentam os transportes, a saúde e anunciam que ainda agora começaram os sacrifícios, não têm vergonha de aumentar o número de administradores da CGD de sete para onze. Há que haver lugares para todos e aos Barões não serve qualquer um. Têm de ser lugares de luxo e prestigio que são gente importante.»

SuperNogueira é um gestor com quem simpatizo.

Não simpatizo é com esta forma de fazer gestão enquanto dezenas de milhar de bons gestores (de PME) estão desempregados.

Bem sei que as PME´s "não têm as dificuldades das grandes" que vivem em mercado protegido!

GOVERNO NEGOCEIA COM EASYJET. E A NACIONAL TAP? ESTRANHO!

«O governante disse ainda que o ministério tem já um acordo de entendimento com a companhia aérea de baixo custo Easyjet para esta ter uma base em Lisboa o que deverá levar à «criação de 200 postos de trabalho».

AUREA

RUI TAVARES: FEDERAÇÃO OU CONFEDERAÇÃO?

Agora que Rui Tavares abandonou o Bloco (ou o Bloco o abandonou a ele) ninguém ouve uma das vozes mais certeiras da Europa dos deputados.
A solução de Rui é límpida e cristalina, como sabem todos os gestores e economistas que sabem que o problema é verdadeiramente político.

Querer ter uma federação ao preço de uma confederação é absurdo!

BAIXAR OS SALÁRIOS POR ANTÓNIO SARAIVA

O ex-sindicalista até podia ter razão se como espelhado neste comentário da blogoesfera:

«Até podia fazer sentido SE o custo de vida e a carga fiscal também baixassem....não sendo esse o caso, e a continuar isto, as pessoas vão viver de quê????»

PASSOS, SOCIAL DEMOCRATA?

Passos está a demonstrar ser um mentiroso maior que Sócrates. «Temos inevitavelmente que empobrecer» é uma falácia. »Mais empresas tem de fechar» é outra. 

Se o estado fizesse o seu ajustamento do lado da despesa cortando cerce todos os privilégios que se mantêm, todos os valores de duplicação de consultorias com estado, a economia privada aguentaria o impacto e Portugal voltaria a crescer absorvendo o desemprego. 

A economia e os Portugueses votaram em Passos porque ele falou em cortar despesa e gorduras que todos conhecem. Não aumentar impostos que foi o que fez Sócrates cair. 

Alguém já fez as contas ao que significa 1.000.000 de Portugueses sem emprego? O que isso significaria de produção e impostos?

O que Passos demonstra é que não é um social democrata mas o político mais à direita que Portugal já ousou ter. 

Um verdadeiro Cameron de pacotilha, UM ECONOMISTA QUE NÃO ESTUDOU BEM A CARTILHA!

UM ESTADO COM ORELHAS DE BURRO

Em Portugal o Estado combate o efeito perversos dos cortes e aumentos de impostos com um aumento absurdo das coimas e penalidades.

AS DESLOCALIZAÇÕES GERADAS PELAS PRIVATIZAÇÕES: A GRANDE CONTRADIÇÃO

Numa altura em que as empresas deslocalizam as suas sedes como quem muda de camisa, não se percebe como Passos tem este desejo tão profundo de privatizar (ainda por cima a interesses externos).

No futuro ficaremos com as empresas a dominarem o nosso mercado mas sem a contrapartida dos impostos na nossa praça - tudo agravado porque queremos privatizar aumentando impostos e não sendo atractivos. A não ser que Passos ache que a atracção SE FARÁ PELOS SALÁRIOS  sendo um tipo de exploração Chinesa.

RTP ESSE ENORME ABORTO DE UMA REFORMA DE COISA NENHUMA

A RTP reduzida a um canal e com continuação de publicidade paga é um novo aborto.

Uma verdadeira reforma exigiria que os 300 M€ que a RTP assegura do estado todos os anos fosse reduzida a no máximo 50 ou 100 M€ e a feitura de um verdadeiro canal de serviço público SEM PUBLICIDADE E com programas como: o Prós e Contras, programas sobre a realidade Portuguesa, Lusófona, repositório histórico do audiovisual, da história de Portugal contemporânea e não só, etc...

Seria obviamente possível fazer um canal de grande qualidade com pouco dinheiro e sem um salário médio de 40.000 € ano, adaptado à nova realidade dos media e dos utilizadores.

Houvesse vontade para isso e inteligência. Algo que em Portugal escasseia.

ANA, FARO E BEJA

Há quem não entenda e bem como a ANA não respondeu ao percalço de Faro com o desvio para o aeroporto de Beja.

Muita mediocridade existe nesta empresa.

À ATENÇÃO DO GOVERNO DE PORTUGAL

«1. Quando o Memorando de Entendimento nos foi ”imposto” em Maio/Junho deste ano, os cenários e as previsões macroeconómicas de crescimento conduziram a que o modelo adoptado nessas negociações para a economia portuguesa, aceite por todas as partes, devia assentar no crescimento das exportações. Infelizmente, foi o próprio FMI a reconhecer, passados poucos meses que as suas previsões de crescimento dos principais países, para onde exportamos, teriam quebras de cerca de 50% nas taxas de crescimento do seu PIB.
Seria pois natural e coerente, que se ajustasse o modelo e face a um cenário mais do que previsível de menor crescimento das exportações (4,8% contra 6,8 em 2011) se desse alguma relevância ao consumo interno. Não no sentido de o fazer crescer, mas de atenuação do seu ritmo de decrescimento, visando compensar a queda inevitável do crescimento das exportações.
Numa visão estática e perigosa, os nossos governantes esqueceram a realidade económica que os rodeia e elaboraram um orçamento potencialmente suicida. Primeiro, porque não têm agilidade política para negociar o que é evidente, segundo porque adoptaram medidas ainda mais gravosas do que a Troika nos impôs. Chama-se a isto em bom português “ meter a cabeça no cepo”. E quando daqui a cerca de um ano, de acordo com a sua estratégia, forem negociar melhoria de condições, apresentando os esperados resultados, correm o elevado risco ”de se lhe rirem na cara”, dada a elevada probabilidade de não os atingirem. E como Pilatos, dirão que não foram eles que defenderam tais medidas, muito antes pelo contrário.
2. Este orçamento não corta nas “gorduras” do Estado, mas pura e simplesmente no poder de compra da classe média. E corta de uma maneira violenta e desigual. Se o pretendido é um caminho recessivo não o podiam ter feito melhor.
Este governo empunhou como bandeira o corte das despesas excessivas do Estado e a reestruturação da Administração Pública. Perfeitamente de acordo. Mas, descobriu tarde demais que esse trabalho leva muito tempo até se verem resultados. É que é um trabalho de persistência e de método e não de fusões a eito. Como não há tempo para o fazer vá de cortar no que está à mão, com uma força desmedida para atingir um défice obsessivo.
E como grande parte das medidas tanto do lado da despesa como da receita (muitas delas mal balanceadas) vão ter um elevado impacto no crescimento interno, parece-nos perfeitamente irrealista contar com uma redução do PIB de apenas -2,8.
Voltando à receita, e essa matéria aprende-se nas Universidades, o crescimento dos impostos, para lá de um determinado limite tem efeitos perversos. Em matéria de IVA, parece muito optimista o montante orçamentado de receita, face à contracção prevista para o consumo privado, designadamente aos cortes dos subsídios dos funcionários públicos e aposentados. Espero, por exemplo, que alguém tenha feito uma previsão para a receita de IRS para 2013. Como são muito bons em cálculo, não me é permito duvidar.
Ainda do lado da receita, haveria muito mais a dizer, principalmente nos aumentos de IVA de determinados produtos transformados pela nossa industria, que sofrerão aumentos de tal ordem que os tornarão não concorrenciais, provocando efeitos perversos, pelo aumento das importações desses produtos pelas grandes cadeias de distribuição e pelo desaparecimento de mais empresas industriais nacionais e repercussão imediata nalguns sectores agrícolas, para já não falar do impacto a nível do emprego. Para quem tão insistentemente defende, que é preciso dar prioridade aos sectores de bens transaccionáveis, não se consegue entender esse tipo de aumentos, que se transformam em verdadeiros desincentivos.
Na fome da procura de receita, a qualquer custo, veio-se penalizar as poupanças de médio prazo. Num país que precisa de poupança estável, como pão para a boca, penaliza-se quem colocou as suas poupanças para um período longo e acredita numa perspectiva de médio prazo. Já há poucos incentivos a esse tipo de poupança e neste contexto esta medida é no mínimo perigosa e sem qualquer justificação possível.
3. Numa economia carente de financiamento, assusta a forma como não se desbloqueiam os problemas do financiamento bancário, vital para as nossas empresas investirem e exportarem. Há já muitos casos de empresas que têm encomendas firmes destinadas à exportação e não as concretizam por falta de financiamento. Duas medidas urgentes deviam ser tomadas: a) renegociar com a Troika o rácio de 120 (para o crédito concedido/depósitos) imposto à banca, procurando que esse rácio venha a ser atingido de forma mais progressiva e mais correcta; b) enquanto o estado não diminui as dívidas com as instituições financeiras, permitir que parte dos famosos 12 mil milhões autorizados pela Troika sejam autorizados como colaterais para os bancos financiarem as exportações e as empresas com novos investimentos produtivos que permitam um melhor equilíbrio da nossa balança comercial. Claro que para isso é necessário negociar, que parece não ser aptidão deste governo. E não se venha dizer que não é possível, porque o caso da não aplicação da redução da taxa social única é exemplo claro que se pode negociar.
4. Este Orçamento é uma não solução, porque não se socorre de todas as variáveis que tem ao seu alcance. Torna-se numa equação impossível porque não tem em conta a variável tempo. Venho defendendo, há muito, essa abordagem realista. Recentemente, vários comentadores políticos (e não só) deram especial relevo a esse facto. Precisamos de cerca de 6 anos para atingir os objectivos/ défices propostos no memorando de entendimento. Economias muito mais fortes (casos do Reino Unido e da Catalunha) do que a nossa adoptaram prazos semelhantes. É urgente negociar, tendo em conta a variável tempo. Com realismo e inteligência chegaremos a uma equação possível. Só nos podemos indignar senão houver essa inteligência.»
CARLOS OLIVEIRA CRUZ

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O PAÍS DE PASSOS COELHO

«Portugueses cortam na farmácia apesar das descidas dos preços dos remédios.
Os doentes portugueses estão a comprar menos medicamentos e nem mesmo as descidas de preço dos remédios conseguem evitar que os utentes escolham cortar na despesa da farmácia, reconhecem os médicos.
"Os médicos de família têm a perceção da dificuldade que as pessoas têm na aquisição dos medicamentos. E sentimos o mesmo noutras áreas, como no pagamento de taxas moderadoras, em que há quem tente evitar ou adiar exames ou meios complementares de diagnóstico", admite à agência Lusa o vice-presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG).
Segundo Rui Nogueira, muitos doentes crónicos não adquirem alguns dos medicamentos receitados ou tentam adiar a sua compra. É habitual, relata, pedirem o fracionamento das receitas para não terem de comprar todos os fármacos ao mesmo tempo.»

Passos vai bater o recorde de tempo em se tornar o mais odiado. 

É que as pessoas para Passos são efeitos colaterais do modo pouco inteligente como toma medidas.

SAKORZY, O POLACO E OS BRILHANTES POLÍTICOS DO NOSSO TEMPO

«Nós temos de gerir as consequências daqueles que fizeram entrar na Zona Euro um certo número de países que não estavam prontos e que enfraqueceram a disciplina» fiscal na moeda única europeia, disse o presidente francês, à margem das cimeiras de chefes de Estado e de Governo da União Europeia e da Zona Euro, que decorreram este fim-de-semana em Bruxelas.»

FIM DOS AJUSTES DIRECTOS, TODOS AOS CONCURSOS

E mudar a lei dos contratos públicos e exigir em todos os concursos públicos práticas de verdadeiros concursos, mesmo para comprar um lápis, evitando a todo o custo os ajuste directos da deficiente democracia.

ESTUDOS E PARECERES: O POTE PARA QUEM VIVE DELE!

A sopa das elites também se faz de estudos e pareceres, ou faz-se fundamentalmente deles.

ÉTICA E EXEMPLO DE GOVERNANTE

A ética é que deve guiar os políticos não a lei que beneficia, com chancela de legalidade, quantas vezes os infractores.

Assim é positivo a renúncia do secretário de estado e de Miguel Macedo a receber os 1400 € de subsídio de alojamento, que em casa de governantes significava umas semanas no RITZ - enquanto arejavam as suas casas Lisboetas.

Que se preparem entretanto os eleitores para ver uma subida substancial dos salários dos governantes: "é que tem de se pagar bem aos governantes para cortar bem nas classes baixas e médias, diferenciando a elite do poder do povo que o elege".

A EUROPA SEQUESTRADA DE MAUS LÍDERES EUROPEUS

As notícias sobre a cimeira para salvar o Euro demonstram uma Europa em desagregação. Conflitos e altercações entre Cameron e Sakorzy e o duo Sakorzy/Merkel demonstram que a Europa tem de caminhar para o sistema comunitário e alterar o Tratado de Lisboa - que permitiu ao intergovernamentalismo reforçar o directório.

Os verdadeiros mandantes da Europa têm de ser o presidente da comissão e não Merkel ou Sakorzy.

O tratado de Lisboa significou, ao contrário que o lírico Sócrates pensou e brandiu, uma diminuição e um retrocesso dos métodos comunitários.  

domingo, 23 de outubro de 2011

A GRANDE FRAUDE DA POLÍTICA

 «Gestores de topo com pensão vitalícia para ex-políticos»
Carlos Melancia. O antigo governador de Macau tem a pensão mais alta, ultrapassando 9 mil euros. 7,8 milhões. O Orçamento para 2012 inscreve esta verba para pagamento de mais 400 subvenções vitalícias.»
 
Não há legitimidade democrática reconhecível enquanto não se abolirem privilégios.