quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PARQUE ESCOLAR: O MUNDO A SEUS PÉS

«Curiosamente, para realizar o negócio apenas com as empresas escolhidas, invoca-se o Artigo 24.º, n.º 1, alínea e) do Código dos Contratos Públicos, que diz o seguinte: “e) Por motivos técnicos, artísticos ou relacionados com a protecção de direitos exclusivos, a prestação objecto do contrato só possa ser confiada a uma entidade determinada;”
Ou seja, deve haver um ilustre consultor jurídico que entende que para prestação de serviços de gestão e fiscalização de empreitadas há lugar a direitos de autor ou que apenas aquelas duas entidades associadas conseguem, no mundo, realizar aqueles trabalhos.
P.S. – Ontem ouvi Guilherme Oliveira Martins falar na televisão sobre corrupção e transparência. Será que não há nenhum jornalista que tenha a coragem de lhe perguntar o que é feito do relatório da auditoria da Parque Escolar realizado em 2010?»

PROPOSTA DE AUGUSTO MATEUS


A proposta de fundo de Augusto Mateus é uma proposta inovadora de outro dos grandes pensadores e economistas Portugueses.
Há de facto alguns ex-ministros que marcam pela qualidade e intervenção o que é ser-se Português, contrariamente a outros que usaram os gabinetes ministeriais como trampolim para outros fins menos claros e públicos.

Assim Augusto Mateus junta-se a Silva Peneda e a outros que não criticam apenas, mas apresentam soluções desempoeiradas e isentas do q.b. da ideologia. 

Este megafundo mataria dois coelhos de uma só cajadada: alimentava a banca com capitais tão necessários à economia e antecipar-se-ia à hecatombe anunciada da entrega das casas de centenas de milhar de inquilinos à banca. 

«O megafundo público serviria para comprar imóveis cujos donos não pagam à banca. A criação de um megafundo imobiliário de oito mil milhões de euros, com dinheiro do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia (CE), é uma das propostas do economista Augusto Mateus...»

A ECONOMIA ESTÁ A TORNAR-SE SOMBRIA SEM A VISÃO SOCIOLÓGICA DOS FACTOS

Para todos os que andaram bastos e reluzentes anos na universidade, a universidade da net começa a ser uma alternativa válida de aprendizagem e reflexão para a vida.
A ciência econômica, no ultimo século, se entregou totalmente ao positivismo científico, ao utilitarismo; e, com a avalanche keynesiana, virou uma completa conversa de loucos travestida de ciência. Um amontoado de equações (há quem diga que a economia hoje é apenas um braço da matemática) que não querem dizer coisa alguma, e que servem apenas para apresentar um verniz científico para respaldar políticos que querem gastar cada vez mais e mais. No meio acadêmico, produz-se em massa teses que ninguém lê e que pessoas comuns jamais entenderiam. Ciência Sombria? Ciência feliz!
Esta tirada, "tirada" da Ciência Sombria reflecte uma posição também ela sombria sobre a denominada ciência económica. Numa das minhas aulas de sociologia, nunca mais me esqueço do estudo da biografia de Talcott Parsons, o sociólogo Americano que foi inicialmente economista e que se desgostou com ela ao perceber que não dava verdadeiramente resposta às questões do homem. E, assim, Talcott Parsons decretou que a economia não era senão uma excrescência das ciências sociais e da sociologia em particular.   

SOARES DOS SANTOS: OS GESTORES QUE NOS TROUXERAM ATÉ O ESTADO A QUE CHEGAMOS NÃO TÊM CONDIÇÕES DE NOS TIRAR DELE

Soares dos Santos acusa a medida dos tectos salariais para gestores públicos como convite à mediocridade. Será que tem razão ou é uma visão distorcida de quem associa o vil metal à boa gestão - como se não houvesse bons gestores preparados para gerir melhor por menos dinheiro. No último congresso do PS pró Sócrates, Rómulo Machado, militante socialista e advogado,  corajosamente como é seu timbre,  atirou à carneirada socialista de momento: "o PM que nos trouxe até este estado de bancarrota não tem condições para nos tirar dele!". 

Façamos então uma pequena investigação "sobre" os comentários colocados na peça que deu origem a este post. 

De Kurrusivo, HG, ez, Guitoo, daholanda, Rafa, mm, Mario e Bravo extrai-se o seguinte:


  • Os gestores públicos municipais e de empresas municipais são incompetentes e responsáveis independentemente do que ganhavam

  • Salários à medida do país e salários baixos que temos

  • Princípio dos ricos Portugueses: provocar miséria (salários baixos), pregar caridade para os preparar para os levar para o céu

  • Na Holanda o governo está a fazer o mesmo: chama-se adequação e justiça social

  • A corrupção e a promiscuidade existe apesar dos salários: a questão não é de mais ou menos, é de ética

  • Salários altos gestores públicos = lugares para boys partidários

  • Porque só são ouvidos os grandes empresários que “dormem” na cama com o poder político

  • Até aqui pelos altos salários só temos tido competentes?

  • Excelência e mérito: já alguém ouviu falar para ocupar cargos?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

BYE, BYE BERLUSCONI

Com a Itália a ser fortemente pressionada pelo duo a que parece estar votada a UE, pode perguntar-se.

Estaremos perto de um plano para criação de uma  moeda, duas paridades? 

O Euro forte e o Euro fraco, resolvia o problema da Alemanha. A alergia à criação de moeda via BCE com a consequente desvalorização cambial que não é do interesse das suas fortes e crescentes exportações.

NORTE, SUL E OS IMPOSTOS

Enquanto os países do Sul são convidados a subir impostos para destruir a sua economia e colocarem as empresas mais apetecíveis nas mãos dos grandes gananciosos do Norte, a srª Merkel quer baixar os impostos. Impostos que servem para os outros não para os Alemães.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

RIO QUER CORTE PARA TODOS

«Orçamento
Rio defende corte de salários para todos os trabalhadores»

Já se esperava que a trupe daqueles que vivem do estado fossem em perseguição do sector privado.
Continua em Portugal a não se perceber para que serve o estado. 

O estado serve para servir as empresas e as famílias não para se servir delas - as empresa privadas que criam riqueza.

Sem empresas privadas o estado é não existente.

Querer não colocar o estado à dimensão da economia é nada querer mudar e continuar a manter um modelo que não cria riqueza.

À ATENÇÃO DE PASSOS II: VILMA

«A crise que afecta especialmente a Europa e os Estados Unidos não se resolve com medidas que geram desemprego ou com a flexibilização da legislação laboral, mas com decisões de estímulo ao crescimento, afirmou a Presidente brasileira.

Dilma Rousseff fez estas declarações durante o seu programa semanal de rádio, «Café da Manhã com a Presidente».

IGUARIVARIUS

NIF: 509541119 CAE: 46390 Início de Actividade: 19-07-2010 Empregados: 1 Estado: Activa
Entidade: Iguarivarius Lda
Nome Comercial: Iguarivarius Lda
Morada: R. de Pedrouços, 111, Bl. A, Fracção 3
Localidade: Lisboa
Código Postal: 1400-288 LISBOA
Distrito: Lisboa Concelho: Lisboa Freguesia: Santa Maria de Belém
Página Web:
Facebook:
Twitter:
Actividade: Comércio por Grosso e a Retalho
Categoria: Comércio por Grosso Não Especializado de Produtos Alimentares, Bebidas e Tabaco
Apresentação: Indústria e Comércio de Produtos Alimentares
Produtos e Serviços:
Marcas: 

Na NET esta empresa de pernil de porco aberta em 2010 aparece com UM (LERAM BEM, UM) funcionário.

Um deles ou pelo menos o seu representante já sabemos que é Mário Lino, o Jamais.

As conclusões e as elocubrações ficam a vosso cargo, jamais a meu cargo.

CERTEZAS E INCERTEZAS

Do blog SEDES chega-nos a preocupação sob forma de questionamento e reflexão: 

«Certezas

Publicado por Filipe Rocha da Silva a 10:22 em Artigos Gerais
Certamente acho muito preocupante a ambivalência contemporânea mas ainda mais com as CERTEZAS perversas que se vão formando na opinião pública e que frequentemente não são testadas nem questionadas.
Exemplos:
- As disciplinas essenciais no Ensino Secundário: o nosso novo Ministro sabe perfeitamente quais são e quais não são. Essenciais no entanto porquê e para que fim? Corre-se o risco de culpar as disciplinas consideradas não essenciais pela ignorância em matemática, no entanto se calhar o tempo que é gasto em matemática é mal utilizado… É sempre mais fácil e rápido encontrar bodes expiatórios…
- Uma nota do CRUP ( Conselho de Reitores) de 7/06/2011 indica que “em 2010 se verificaram 1600 novos doutoramentos sendo metade na área de ciência e tecnologia”. Em que áreas não científicas e tecnológicas foram os outros? Serão tais áreas de doutoramento exteriores à FCT ( Fundação para a Ciência e Tecnologia)? Serão esta últimas áreas, num momento de crise, fúteis, inúteis ou não essenciais, e portanto devem ser reduzidas?
- Neste próprio fórum de opinião existiu muitas vezes um foco na distinção entre bens transaccionáveis e não transaccionáveis, o que me dá um pouco que pensar. No meu dicionário T. é aquilo que se consegue vender a outros. Há serviços que são facilmente vendáveis, por exemplo no turismo e nas indústrias culturais, e bens industriais que se tornam invendáveis. Compreendo que neste momento é importante que o que se produz em Portugal seja transaccionável, mas este conceito não aponta necessariamente para uns sectores de actividade em prejuízo dos outros. Em todos os sectores há bens T. e bens Não – T.
É importante definir o que significam palavras como essencial, ciência e tecnologia, transaccionável, visto que, como diz Lakoff: “Language always comes with what is called ‘framing’. Every word is defined relative to a conceptual framework.”»

...que exige tradução e permite reflexão.

O que Filipe Rocha quer dizer é que nem tudo foi mal no reino de Portugal. Estes doutoramentos, mesmo que em áreas aparentemente não transaccionáveis são o que de melhor pode acontecer a Portugal. Porque elevam o espírito nacional, reproduzem e alimentam a criatividade, promovem a diferenciação de bens culturais transaccionáveis. Pretender que só a área da ciência merece uma aposta, é esquecer que a ciência precisa em grande medida de tradução na prática e que só há ciência com o devaneio do pensamento (tenho até para mim que o grande problema dos políticos é a falta de tempo de reflexão de qualidade. Menos leis com mais tempo de ponderação e ascultação à massa da sua população traduzir-se-iam num país bem melhor e respirável).
Entretanto, que indústria Portuguesa suporta a nossa investigação? Quanto do nosso investimento em formação vai directo para a produção noutros espaços? Que lugar hoje na interrelação dos conteúdos e das matérias?

Duas resposta vindas de fora: a primeira, a necessidade urgente de Portugal apostar em produtos de valor acrescentado elevado, produtos só possíveis em nichos de mercado e diferenciados. A segunda, a necessidade de Portugal apostar na sua imensa cultura como factor vendável de produtos e serviços.

A aposta na formação, mesmo se cara e muitas vezes aparentemente pouco perceptível (pouco transaccionável?), é um dos melhores argumentos para o futuro. A tecnologia, como diz Filipe R. da Silva, não é o Magalhães, nem o transaccionável o lençol normalizado saído das extintas fábricas do têxtil, ou o inenarrável portal das finanças nos cada vez mais recorrentes casos de cobranças pelas finanças de multas totalmente desproporcionadas com factor 10 de multas e penalidades sobre portagens não passadas ou mal lidas. Esta, sim, a formação essencial, a da cidadania, da proporção, do antiestado que cresce num governo dito liberal, sob pena de brevemente estarmos sitiados por uma mancha antidemocrática e totalitária que estrangula até o mais despreocupado. 


Ah, só acrescentar: foi assim que começaram os governos autocráticos e totalitários. E tocam a todos: aos ditos liberais e até aos socialistas que se tornaram nacional socialistas. No fim da história (e ao interesse humano) só resta a liberdade. E a certeza que até a  linguagem dita de simplificação e liberdade para vencer (liberal)  pode até ser poluída e contraditada pelo framework conceptual.

E é isso que acontece em Portugal actualmente. Queremos mais simplicidade e complicamos, queremos mais liberdade para produzir e criar e penalizamos e esmagamos. Pela constante perda de direitos dos cidadãos contribuintes, pelo cutelo constante de uma máquina que nos destrói e paralisa até o sonho.

D.DUARTE A CONSCIÊNCIA DA NAÇÃO

«D.Duarte não perdoa «fortunas que abençoaram alguns políticos»
Pretendente ao trono português defende que políticos sejam responsabilizados»

Não conheço D. Duarte. Mas tenho que as suas intervenções têm sido caracterizadas por um sentido de estado e de pátria desprovida do mal partidário.
 
Entre uma república vinda do seio partidário e uma monarquia apenas simbólica e com sentido pátrio, optava já pela segunda.
 
A república está podre!

domingo, 6 de novembro de 2011

O CONFORTO DE MESTRE: ESTADO DE DIREITO V

MESTRE OU INDIGENTE?
CADA VEZ MAIS NOS PERGUNTAMOS PORQUE SÓ VAI PARA A POLÍTICA GENTE DESTE CALIBRE!

COPIAR A ARGENTINA: ESTADO DE DIREITO IV

«A Argentina transformou-se num Big Brother coletivo. Em todos os casos, rejeitados ou aprovados, a pessoa passa a estar sob a lupa das Finanças, orgão que tem sido usado pelo Governo para perseguir e intimidar empresários, jornalistas ou qualquer voz crítica ao Governo.
"Perante o problema de fuga de capitais, existiam até agora duas opções: a ortodoxia económica usada por países como Brasil, que consiste em desvalorizar a moeda, ou a heterodoxia usada por países como a Venezuela, que impõe o controlo de câmbios e o mercado paralelo", ensina o analista Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nova Maioria.
"A Argentina acaba de inventar uma terceira variante: a coerção fática, a intimidação por fora das regras", completa Fraga.»

ESTADO DE DIREITO III

"Portugal
é hoje um paraíso fiscal, onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar todos os dias, recebendo por isso dinheiro, que depois lhe é ROUBADO por criminosos e ajuda a pagar ordenados de iluminados que bolsam certas leis" Barra da Costa, criminologista»

ESTADO DE DIREITO II: SERÁ VERDADE?

«ACHAM QUE A ELECTRICIDADE ESTÁ CARA?....
ESTE EMAIL DEVE SER REPASSADO AO MÁXIMO PARA TODA A GENTE FICAR A CONHECER O ROUBO QUE NOS É FEITO NA FACTURA DA EDP !!!
O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE....
Caros amigos:
Vocês por acaso sabem o que pagam na factura da electricidade?
Eu também fiz a mesma pergunta antes de saber o que andamos a pagar.
Vejam, neste exemplo duma factura de cerca de 66,50 €.
O que se paga:
- 3,8 €, correspondentes a 6% do IVA (vamos passar a pagar 23%);
- 4,5 €, correspondente a 7% de Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabrieis, Catarinas Furtados e outras p... e p... possam receber 17.000 e mais €/mês;
- 35,6 €, para subsídios vários, que correspondem a 53% do total da factura (em 2011 estes subsídios vários já atingiram 2.500 M€. Para não se perderem são dois mil milhões de Euros)
- 22,6 € correspondente realmente ao EFECTIVO consumo efectuado, ou seja 34% do total da factura. Desta forma, apenas consumimos 22,6 € de electricidade, mas pagamos no total 66,50 €.
Mas agora vamos ver o que são os subsídios vários, ou seja, os 53% do total da factura que pagamos, e que este ano já vão em 2.500 M€.
Permaneçam sentados para não caírem de cu:
- 3% são a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, e um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade, dos madeirenses e açorianos, para que estes tenham electricidade mais barata. Isto é, NÓS já pagamos durante 2011, 75 M€ para aqueles ilhéus terem a electricidade mais barata!!!!!!!!!!!!!!!
«- 10% para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m**** vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP (TODOS NÓS) pagamos aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagamos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.
- 30% para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagamos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.
- 50% para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns 1.250 M€.
- 7% de outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.

Estão esclarecidos? Isto é uma vergonha. NÓS TODOS pagamos tudo!
Pagamos para os açorianos e madeirenses terem electricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas... somos sugados, chupados, dissecados...»

ESTADO DE DIREITO?

«Os impostos mal cobrados deixam de ser devolvidos automaticamente a partir de Janeiro do próximo ano. Esta alteração está na proposta orçamental.

Quem pagou a mais só será ressarcido se reclamar nos 120 dias seguintes. Esgotado o prazo, perde o direito, diz o "Diário de Notícias".

Os prazos para avançar com este pedido de restituição do imposto são apertados e uma vez esgotados perde-se o direito de receber o dinheiro em causa.

Até agora quando se apercebia do engano, era a Administração Fiscal que tomava a iniciativa de acertar as contas com os contribuintes , dispondo do de um prazo de quatro anos para o fazer.

Os erros mais comuns aconteciam no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMT) e Imposto de Selo»

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

IRA E DESMOTIVAÇÃO

Segundo João Salgueiro em sintonia com o que se diz na rua é que este orçamento só vai causar ira e desmotivação... porque lhe falta a componente mais importante, a componente de futuro.

PASSOS, O PRECIPITADO

«Este é um Orçamento "de risco"
Passos Coelho alerta que o Orçamento do Estado para 2012 é "de risco", porque não inclui "'almofadas'"

O povo Português já percebeu que Passos é muito precipitado e tem uma enorme falta de experiência política.

Agora já fala, e bem, de orçamento de risco. Muitos economistas e gestores tem-o alertado que com estas medidas vai ser sempre a descer.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O AUMENTO INSUPORTÁVEL DO IMI

Se o aumento do IMI for para a frente é bom que os políticos Portugueses façam as malas. 

É que como diz Cavaco Silva passando além do suportável para o esbulho, a classe média (mesmo a que votou enganada neste governo) sairá à rua e pedirá a imediata demissão deste governo.

OUVE PASSOS ANTES QUE SEJA TARDE DE MAIS

«Não pretendo com isto apelar ao consumo desmedido nem ao desperdício. Mas sim ao equilíbrio.
Porém, o governo tem como slogan. "poupar... Poupar..."
Mas por outro lado vem com outro slogam "Produzir... Produzir...". Talvez apenas para exportar, porque por aqui já não viverão já muitos Portugueses. Talvez uns tantos burgueses e uma larga maioria de escravizados...
Já não é a primeira vez que se alerta que é necessário manter o consumo interno, pois há uma larga franja de empresários e trabalhadores que vivem deste sector.
Com todos estes cortes e aumentos de impostos está a se adivinhar a catástrofe. É impressionante ver como o ministro da economia e outros afirmam que temos todos de trabalhar mais. Como? Daqui a pouco estaremos todos no desemprego e a estender a mão à caridadezinha...
Mais me parece que o Primeiro ministro e sua equipa tem dificuldade de uma visão ampla e global dos problemas. Parecem aprendizes a resolver um problema de cada vez.
Assim, enquanto pensam estar a resolver uma componente, já a outra se desequilibrou piorando a situação.
Continuo a afirmar. Estes senhores estão muito longe de nos motivarem. Estão a nos excluir da solução do problema atacando-nos com impostos injustos, medidas injustas e erros crassos.
O líder não é aquele que manda, mas aquele que sabe motivar...»
ANÓNIMO 

Rodeado de meninos que não sabem o que é trabalhar, Passos e seus meninos levam-nos para o descalabro depois do desgoverno do maior ilusionista da história de Portugal.
Quando será que a sociedade civil se levanta e dá umas palmadas pedagógicas nestas crianças dos partidos?
Convido Passos a fazer um MBA numa Universidade pública para variar, para não se tornar "medíocre but arrogante".

A EUROPA E A SOLIDARIEDADE

O problema da UE é tão só a percepção que os povos fizeram da União: um espaço onde podiam enriquecer, seja por excesso de produção ou por deficit de produção à custa do vizinho (que nunca deixou de ser vizinho e não irmão e amigo). Merkel e Sakorzy agudizaram o problema do lado da oferta ao reiterar internamente e marcar a diferença dos povos. Papandreou na incapacidade de explicar ao seu povo que o seu nível de vida não era consentâneo com o seu esforço produtivo. Passos na incapacidade de explicar ao seu povo que um povo capaz em qualquer acto da vida de "fanar" lençóis de Santa Maria, não é um povo que se possa elevar à condição de parceiro credível numa europa um pouco mais virtuosa. Eliminar
A Europa é uma construção baseada na solidariedade. Sem solidariedade é impossível haver europa unida. Depois de períodos de guerra os povos estão mais disponíveis para a solidariedade. No ambiente de excessiva competitividade e egoísmo as fracturas acentuam-se. O tempo é de egoísmos, só a guerra e a descarga dessa tensões parecem possibilitar o regresso a um estado de natureza menos agressivo.

AS GORDURAS DO ESTADO

«A Terra não tem forçosamente de ser quadrada
Existe sim uma alternativa , cortar nas famosas gorduras do estado , nas tais 13 mil e tais entidades que dependem do orçamento , institutos , fundações , empresas municipais , PPPs , etc ...
Este governo continua a não tocar nessa área , nesses privilégios , está só no processo de extinguir ou fundir , pouco mais de cem entidades , dessas , ou seja , perto de 1% , ou seja muito pouco.
Realmente é difícil a este governo mexer nos interesses , até o João César das Neves , confirma isso ao dizer que este governo ainda não tocou nas gorduras do estado :
http://goo.gl/XsQVN
Se o governo cortasse a sério por aí , não precisaria de aumentar estes impostos todos , de cortar vergonhosamente tanto em salários e a economia certamente estaria muito melhor , com o dinheiro desses cortes nas gorduras , a servir para incentivar a economia. » Anónimo
Cortar nas famosas gorduras do estado parece um processo impossível de fazer pelos partidos políticos.
Talvez até por eles serem a causa das gorduras do estado. ASSIM É PREFERÍVEL PARA O ESTADO DE PASSOS fazer o que todos os partidos até agora no poder fizeram. Aumentar sempre mais e mais impostos, taxas e penalidades a caminho do estado totalitário. Não há assim em Portugal verdadeiros liberais. O que há, é verdadeiros agentes de estado que empobrecem todos os dias Portugal através da contracção do seu mercado interno e da motivação dos Portugueses.

À ATENÇÃO DOS POLÍTICOS E GESTORES POLÍTICOS PORTUGUESES

«Empresas chinesas e russas são as mais disponíveis para pagar subornos»

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FERREIRA DO AMARAL: VOZ SÁBIA

«Elevar o horário de trabalho em duas horas e meia por semana «não tem efeitos significativos na economia, do meu ponto de vista», disse Ferreira do Amaral à imprensa, à margem da conferência «O valor da poupança e o rigor das Finanças Públicas», promovida pelo Tribunal de Contas em Lisboa.

«Talvez [o governo] nem se tenha apercebido da gravidade» desta medida, disse Ferreira do Amaral, que acrescentou: «O que me mete mais impressão é que estas medidas sejam anunciadas sem haver um estudo do impacto que elas [terão] na realidade».

Há muito que não se via em Portugal um governo que não estuda o impacto das medidas e baseia as suas medidas num voluntarismo pouco profissional.
Elevar o horário de trabalho numa altura de grande desemprego vai aumentar ainda mais a dificuldade das famílias e arrastar o desemprego para os vinte por cento.

Pudesse Deus dar a Passos um sinal de maior temperança não o colocando ao nível de Sakorzy ou Merkel. Desilusão é a palavra!

A JUSTIÇA É LENTA MAS VALE A PENA

Há uns anos Isaltino, o modelo, o exemplar (esse mesmo), voltava-se para mim e atirava: "Oeiras, vale a pena!".

Eu, um ingénuo cidadão do Portugal verdadeiramente democrático, fiquei siderado, estático, estupefacto pelo alcance escondido putrefacto daquela frase. Eu, um gestor de pequena monta, sem ambições mais austeras que prover a minha função e a minha subsistência dividindo com os demais, um filho de meu pai, militar austero, filho e neto de outros militares austeros, era brindado com essa frase enigmática vinda de um filho, risonho e próspero na extensão do seu charuto, de Trás os Montes. Eu que acreditava no mérito, nos negócios a contento para as partes, nos compêndios e manuais das boas práticas. 
Talvez por Oeiras não ter extraído o potencial que continha, Oeiras valeu a mim e a Oeiras - não aos seus cidadãos - muito pouco a pena. Passado uns anos largos, folgo por concluir que se Oeiras vale a pena, muito mais vale a pena esperar pacientemente pela justiça deste país: a justiça é lenta, mas vale definitivamente a pena! 

A GUERRA CIVIL ESPANHOLA DE ANTHONY BEEVOR

A leitura finalizada da guerra civil Espanhola, da autoria do grande historiador que é Beevor, faz-nos perceber como horrendas são as guerras civis onde a inocência é uma palavra ausente.

Há muito menos de um século milhões de Espanhóis foram apanhados nas malhas de pais contra filhos, irmãos contra irmãos, ricos contra pobres, patrões contra empregados, anarquistas contra falangistas, republicanos contra nacionalistas, católicos contra ateus e mais uma enorme plêiade de extremismos e de diferenças.

Na génese dessa guerra esteve a inevitável injustiça, a desigualdade, a pobreza. Tudo ingredientes que se conjugam no novo milénio e no novo século, tudo condimentos que só esperam pelos rastilhos do costume. E, como de costume, com a classe política a acender e a lançar acendalhas que os consumirão no futuro.   

RETRATO DO PORTUGAL CONTEMPORÂNEO

«Como serão um dia retratados por um historiador de mérito, estes tempos?
Do século XIX, temos um livro precioso de Vasco Pulido Valente: "Os devoristas".
Esgotados os políticos dos primeiros anos do regime, afinal formados nas suas anti democráticas universidades, tinha de surgir o homem novo português.
O último destes moicanos, emigrou para a cidade luz em peregrinação interior.
Rezemos para o ver de regresso com o seu amigo "porreiro pá".
A bem do Regime.»
Bmonteiro
O problema da realidade histórica é que há sempre uns senhores que arranjam maneira de acoplar uns carros vassoura que limpam e dão um polido à imagem (talvez por isso esta coisa tão portuguesa da pedra mármore).  Quantos terão hoje o seu nome nos anais da história de Portugal, depois de terem "isaltinado", nova forma e termo verbal, com i pequeno, que brevemente poderá adornar os dicionários pós acordo ortográfico?

O QUE O GOVERNO PORTUGUÊS TEM PARA OFERECER AOS JOVENS PORTUGUESES! EMIGREM!

«Os jovens portugueses desempregados devem emigrar, em vez de ficarem na sua «zona de conforto», disse no sábado o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre.
«Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras», disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros, citado pela Lusa.
Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da «fuga de cérebros».
Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá «dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem».
Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante «regressará depois de conhecer as boas práticas» do outro país e poderá «replicar o que viu» no sentido de «dinamizar, inovar e empreender».
Teve ao menos o bom senso de não pedir o envio do dinheiro para Portugal!

Um governo, no entanto, que toma tal atitude - a de empurrar os jovens para emigração - é apenas uma comissão liquidatária sem imaginação e capacidade de dar volta à  crise.

IMPOSTO SOBRE MOTORIZADAS, FACTURAS PARA OS CRIMINOSOS DOS CONSUMIDORES, FORTUNA DO DUARTE LIMA E O INEFÁVEL ISALTINO

Ficámos a saber hoje que as motorizadas a partir de 124 cc. começam a pagar Imposto de circulação.

No afã de colocar os Portugueses no total desespero  e sem alternativa à própria sobrevivência a máquina estatal e fiscal continua a ultrapassar todos os limites, disparando sob todo o que mexe, tentando fazer de Portugal um local fantasma, onde o esbulho estatal já merece ser elevado a património mundial da banditagem.

Mas nesse mesmo dia soubemos da fortuna de Duarte Lima, dos seus empréstimos ao BPN para comprar arte (o tal que nos estão a fazer pagar embora esteja nas mãos, contas, dos apaniguados do regime) de mais corrupção na casa de Isaltino, de como o estado pretende penalizar agora já não só a fuga à receita mas o esquecimento de factura pelo lado da despesa  e de como Portugal se tornou em poucas dezenas de anos num local de autênticas máfias organizadas que parasitam o aparelho de estado e o tornam um verdadeiro estado totalitário.

Há quem pense que Portugal não tem futuro neste quadro actual de estado de partidos. Cada vez penso mais que Portugal terá de ser sujeito a uma profunda lavagem dos responsáveis de alguns anos, sob pena de futuramente confundir-se Portugal com uma jangada de piratas.