sábado, 8 de setembro de 2012

ESTA MENSAGEM É PARA OS EMPREGADOS: MEDITE!

SÃO PASSOS E PORTAS TRAIDORES A PORTUGAL?

Empresários, trabalhadores, economistas, todos criticam as medidas de Passos que irão destruir a economia Portuguesa.

A mexida na TSU vai derrubar mais o mercado interno e todas as 90% de empresas que trabalham voltadas para ele e que mantêm o equilíbrio da economia a nível do emprego.

Em contrapartida facilita a vida às grandes empresas, sem resultados apreciáveis senão a preparação de Passos para saltar para um conselho de administração das empresas a privatizar.

Com estas medidas Passos e Portas assumem-se como traidores a Portugal, continuando a cavar cada vez mais a implosão de Portugal!
É esse o objectivo de Passos? 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PASSOS: BURRO, BURRO, BURRO! ÀS ARMAS!

O aumento de 11 para 18% significará menos mercado interno, menos dinheiro para as pessoas que já não o têm para pagar IMI. 
Ficarão sem casa e sem dinheiro para alimentar os filhos, as empresas cairão na mesma!

O ESPECIAL CONTEXTO DE INTERSUBJECTIVIDADE MATERIALMENTE RELEVANTE

«A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela, nesta sexta-feira, no seu site, que o inquérito foi arquivado porque «não foi possível extrair qualquer elemento fático que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo».

«Pese os elementos objectivos apurados, não foi possível extrair qualquer elemento fáctico que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo, nomeadamente por não se ter detectado qualquer especial contexto de intersubjectividade materialmente relevante - seja com a magistrada em questão, seja com os demais intervenientes no procedimento nos Serviços do Ministério da Justiça -, indiciador de tal atitude interna», refere a PGDL.»

PASSOS, O COVEIRO DE PORTUGAL

IMI a mais, Penhoras a mais, Confiança a menos.
Num ambiente já deprimido como vivemos, Passos prepara-se para dar o golpe de misericórdia em Portugal.
No PSD já o deu! Centenas de milhar de Portugueses que sempre deram o voto ao PSD, ao PSD nas autárquicas dirão nada!
No país darão agora, um país onde pais de classe média já não conseguem alimentar os filhos e vêem-se na contingência de ficar sem casa. 
Mais 40.000 professores serão atirados para a rua com a insensibilidade deste novo carniceiro e incompetente que dá a mão ao seu irmão Relvas. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

NÃO NOS TROIKEN POR MST

«A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
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Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
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O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
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O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
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NÃO PODE DE SE DEIXAR A PERGUNTA... Se há pessoas que abertamente acusam os antigos governantes, não só de má gestão, mas enriquecimento ilícito, qual a razão que leva este novo governo a não trazer à justiça todos aqueles que, colocaram o povo?!! português na situação de pedintes.

Não Nos Troiken»

É mentira?
Não! É verdade!
E é por isso que os portugueses honestos deviam exigir (sim, exigir!) um livro negro dos últimos anos da democracia e o julgamento imediato dos criminosos e traidores do nosso povo!

OS FABULOSOS ASSESSORES: PARA QUANDO CONCURSOS PELO MÉRITO, PELA NOTA?

«O fabuloso destino dos jovens assessores do Governo Passos»

O AJUSTAMENTO EXTERNO POR MENOS ECONOMIA

” (…) Sendo indiscutível que o ajustamento externo registado na economia portuguesa é impressionante, há razões para olhar com cautela para o que está a acontecer.
 Por um lado, metade do ajustamento comercial deve-se à queda das importações (carros dão um contributo importante, mas menos maquinaria e investimento produtivo foram também decisivos). Por outro, Portugal está a pagar muito menos rendimentos ao exterior, em grande parte porque está em recessão, remunerando menos os investimento dos estrangeiro, o que está longe de ser animador.
 Estas são dinâmicas com efeitos potencialmente perversos para o futuro da economia e que apontam um elevado risco de insustentabilidade a médio prazo da correcção do défice externo que Governo e troika tanto elogiam. Notícias sobre a morte do défice externo são, neste momento, claramente exageradas. “
Desde logo se percebia que o ajustamento externo sendo positivo, principalmente do lado das exportações, só é positivo na medida em que se pense um portugal muito, muito pequenino.
Esta dinâmica é alimentada por níveis económicos de um país muito pobre, sem capacidade de importar bens reprodutivos. Uma anemia destas só é possível com um país de poucos milhões de habitantes, empobrecidos e envelhecidos. 

DECRETAR EMPREENDEDORISMO PÚBLICO

O empreendedorismo não se decreta!
O público muito menos.
É incrível, pois, ver como uma franja da sociedade portugal ainda não percebeu que não pode a todo o custo manter privilégios que são impossíveis de manter num país com pouca criação de riqueza, ou cuja riqueza cada vez se concentra mais e foge para locais mais aprazíveis. 
A privatização de empresas rentáveis é pois outro erro, só perceptível numa perspectiva de saque do que é público.
A manutenção de prejuízos nas outras deriva de má gestão pública, que não é inevitável.
A crise actual deriva de excessos do estado em ordenados como os dos magistrados de 4000€, impossíveis de pagar num estado sem iniciativa privada e que não renova gerações - antes fá-las emigrar.
Daí a perspectiva em 2050 de um Portugal a 8.000.000 de habitantes! 
Daí só nos esperar o empobrecimento contínuo, mesmo que jorre petróleo em Alcobaça.

VENDER AS LUCRATIVAS, MANTER AS DO PREJUÍZO

A estratégia das privatizações é do mais estranho que há. 
Vender as empresas que dão lucro ficando com as que dão prejuízo não lembra ao diabo... ou talvez seja mesmo aos diabos que lembre! Cândida acha que não há corrupção em Portugal!

domingo, 2 de setembro de 2012

MOTA SOARES, O NOVO ESCLAVAGISTA

O partido 6% teve a hipótese de tomar a medida mais mesquinha e esclavagista que ver se vê.
Em vez de combater a fraude em quem quer acumular trabalho com RSI, faz dos beneficiários desta prestação de última instância um instrumento de trabalho escravo.
Como tal e à luz da Constituição da República Portuguesa, não passa de um criminoso, de um esclavagista dos tempos modernos.
Daqueles que a Constituição diz que nos devemos defender por todos os meios.
Antes de ser governo o Mota Soares, licenciado na Independente com 11, era muito simpático nas injustiças do anterior desgoverno.

Portugal precisa de uma vassourada destes políticos das Universidades de Verão!

«GOVERNO PROMOVE TRABALHO ESCRAVO COMO NA ANTIGUIDADE!
É isso mesmo, tal como no tempo da escravatura. Esta noite comprovei tal prática de trabalho escravo por uma pessoa que o vai exercer, no pólo de Silves do Instituto de Emprego e Formação Profissional - dar formação e trabalhar na jardinagem durante 14 meses. Este verdadeiro escravo vai receber por mês 146,00 € de RSI, a que acresce 4,17 € de
subsídio de refeição por dia. Como trabalha 20 dias mensais (o valor dos subsídios de refeição atinge 83,40 €) a importância a receber no fim do mês totaliza 229,40 €. Como trabalha 35 h por semana, ou seja 140 h por mês, o preço a pagar por hora de trabalho dá 1,64 € (por arredondamento). O que é isto senão trabalho escravo?
Vejamos melhor: ao fim de 7 h diárias de trabalho, o escravo recebe 11,48 € e que tem de dar para o pequeno-almoço, almoço e jantar! Com esta importância diária só pode passar fome. Na Antiguidade os escravos nada recebiam, a não ser a alimentação, cujo valor da mesma até seria em muitos casos superior a 11,48 €, descontando as diferenças do tempo, claro.
Então qual a diferença entre os tempos da escravatura praticada, por exemplo, pelo antigos egípcios ou pelo Império Romano, ou mesmo praticada pelos impérios coloniais da Europa sobre os escravos negros durante os Descobrimentos, ou mesmo a praticada pelo regime nazi, e a escravatura praticada pelo governo do PSD/CDS? A diferença reside apenas nos maus tratos, na tortura e na morte dos escravos. Mesmo assim, os escravos deste governo que "tem tanta sensibilidade social" (que não passa de uma cambada de patifes e de novos esclavagistas contemporâneos), também estão sujeitos a todo o tipo de violência psicológica, pois para sobreviverem têm de sujeitar-se a esta nova escravatura.
Já vai sendo tempo - antes que seja tarde demais - para os cidadãos de boa vontade deste país, dos democratas, dos jovens, dos desempregados, dos precários, dos novos escravos, se unirem e expulsarem do poder os esclavagistas contemporâneos!
João Vasconcelos»

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A PERDA DE IDENTIDADE PELA FRACA ATENÇÃO DADA À HISTÓRIA E ARTES

«NÓVOA Há um pensamento notável de Olivier Reboul, filósofo francês (1925-1992). Ele diz que deve ser ensinado na escola tudo o que une e tudo o que liberta. O que une é aquilo que integra cada indivíduo num espaço de cultura, em determinada comunidade: a Língua, as Artes Plásticas, a Música, a História etc. Já o que liberta é o que promove a aquisição do conhecimento, o despertar do espírito científico, a capacidade de julgamento próprio. Estão nessa categoria a Matemática, as Ciências, a Filosofia etc. Com base nesse princípio, podemos selecionar o que é mais importante e o que é acessório na Educação das crianças.»

Hoje cada vez mais se percebe a necessidade da transmissão daquilo que une, para o país que é portugal.
A pouca atenção dada às artes e à história não cimenta um país já pouco solidário consigo próprio! 

UM CANO PELO CÚ POR JUAN JOSÉ MILLAS


Juan José Millás. 
«Se percebemos bem – e não é fácil, porque somos um bocado tontos –, a economia financeira está para a economia real como o senhor feudal está para o servo, o amo para o escravo, a metrópole para a colónia, o capitalista manchesteriano para o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo de classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental o faz com o corpo de uma criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de ter sido semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tomes conhecimento da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que no decorrer desse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer. Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas – e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra, em geral, é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita de verdade à meia-noite. Um país que, na perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional, a do tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para um concurso. Nada disso conta para a economia financeira nem para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país – este, ao acaso –, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública – onde estas ainda existirem – os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, em termos mais simples, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto estás a ler estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, nem justo nem legítimo, são-no num movimento especulativo incentivado por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro. Tu e eu, com a nossa febre, com os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, com o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Já somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr debaixo do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou chamada juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que ficam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até as ganham, e porque atrás deles há importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos todos regulares. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam os gráficos.
Estão a alterar o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém dê solução; mais, enviando as forças da ordem contra quem tenta dar soluções. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um burla autorizada, um produto financeiro, quer dizer, um objeto irreal no qual tu investiste, provavelmente, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumo, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que já são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, é preciso semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, é preciso colhê-la, claro, e embalá-la e distribui-la e faturá-la a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora estão a reduzir porque a economia financeira tropeçou e é preciso tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está dedicada a sugá-lo, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millasé um escritor espanhol. Alcançou a consagração literária com a obra "El desorden de tu nombre". Em 1990 obteve o prémio Nadal com "La soledad era esto". Atualmente alterna a sua dedicação literária com numerosas colaborações na imprensa. É professor da Escuela de Letras de Madrid desde a sua fundação.
Publicado no El País

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O BOM EXEMPLO

Hospital vende viaturas para formar pessoal

Caso registou-se no Centro Hospitalar de Guimarães

terça-feira, 28 de agosto de 2012

IGCP: GANDA PASSOS! ENGANA PORTUGAL!

O governo optou por converter o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) em empresa pública. Ontem foram publicados os respectivos estatutos, os quais determinam o direito à média de vencimentos que os três gestores auferiram nos últimos três anos. Resultado: mais uma excepção ao tecto salarial dos gestores públicos, o qual corresponde - na letra- ao salário do primeiro-ministro.

IEFP: FAZER PELA VIDA!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

1% DOS AFORRADORES DETÉM UMA MÉDIA DE 1.625.000€

Muitos dos ligados ao actual governo (como muitos anteriormente ligados ao anterior) continuam a afirmar que a situação a que chegámos se deve a um consumo excessivo por parte da população em geral.

Dados hoje saídos afirmam, entretanto, que só 1% dos que têm poupanças nos bancos representam cerca de  65.000 M€, sendo que aos restantes depositantes se devem 93.000 M€.

Ora se pensarmos que este número é baseado em cerca de 4.000.000 de depositantes, rapidamente chegamos ao maior problema de todos (nomeadamente o que extravasa a própria distribuição por meios lícitos).  

É que 1% são 40.000, o que significa uma média de 1.625.000 € para cada um destes aforradores. 

Ao invés os restantes 3.960.000, detém uma média de 23.485€.


PAULO MORAIS: PARA MAIS TARDE RECORDAR!


Paulo Morais deixa-nos este testemunho bem realista, desvendando como o dinheiro dos nossos impostos, está desde sempre, condenado e com destino marcado, na mão de gananciosos sem escrúpulos e sem lei. 

"Armando Vara ou Dias Loureiro concluem as suas carreiras como empresários de sucesso. E ricos.
Porque será que tantos políticos se dedicam à vida empresarial? E o que irão eles fazer para as empresas? Negócios com o Estado, claro está. Quase sempre. Negócios de milhões. Os lugares dourados em empresas do regime são, aliás, o destino final das carreiras políticas dos mais habilidosos.
Armando Vara ou Dias Loureiro (e muitos de igual jaez) não teriam provavelmente sucesso em qualquer outro país. Mas por cá, graças à política, concluem as suas carreiras como empresários de sucesso. E ricos. Porque o regime compensa carreiras que são construídas de pernas para o ar e ao arrepio de toda a competência.
Na Europa ou nos Estados Unidos da América, os bons profissionais saem das universidades, vão trabalhar em empresas e instituições, criam riqueza. Depois de terem provado que sabem fazer alguma coisa de útil, alguns optam por disponibilizar os seus conhecimentos ao serviço da comunidade. E aí iniciam uma participação política. No final das suas carreiras, muitos vão para as universidades transmitir o saber que adquiriram ao longo da vida.
Em Portugal, o percurso é bem diverso. Concluída a formação universitária, os dirigentes partidários anseiam por um cargo político. Para o qual são nomeados por via do seu currículo partidário e jamais por qualquer competência académica ou profissional.
Empossados em funções públicas, a maioria logo esquece o povo e até a lei. Exerce o seu lugar ao serviço da teia perversa de negócios em que os partidos estão envolvidos. Ao fim de alguns anos, instala-se comodamente num qualquer "tacho" duma empresa privada, auferindo milhões.
Poderiam eles ser administradores em empresas de referência de países desenvolvidos? Obviamente que não. Apenas obtêm estes lugares porque no exercício das suas funções públicas favoreceram os grupos privados, que agora os gratificam. E que os recompensam pelo prejuízo que provocaram ao Estado português. Prejuízo que continuarão, aliás, a causar, obtendo favores do Estado para os grupos dos quais agora são assalariados. E para os quais afinal sempre trabalharam, mesmo enquanto políticos." CM

IGCP DE IP PARA EP: QUAL O SIGNIFICADO DESTA "OPERAÇÃO"?




IGCP torna-se numa empresa pública

Já a partir do próximo sábado, dia 1 de setembro

domingo, 26 de agosto de 2012

O POLVO!

Carta do Canadá: Portugal desamparado

«Com a lentidão meditativa  a que obrigam as informações importantes,  acabo de ler  uma obra de Marc Roche que, nestes tempos incertos de Pátria e Europa,  todos devíamos ler:  O BANCO – Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo. Ficamos a saber que, de forma secreta, praticamente de seita, laboriosamente,  persistentemente, ao longo dos anos, o Banco Goldman Sachs adquiriu a configuração de um polvo monstruoso, cujos tentáculos, sob a forma de homens de mão, está infiltrado em toda a parte. Objectivo: empobrecer países mal governados e passar o seu património para o capital selvagem e sem pátria.  Tudo isto o autor denuncia com grande pormenor e acervo de provas.
Na União Europeia, os homens principais do Goldman Sachs são Mario Draghi (presidente do BCE) e Mario Monti (primeiro ministro de Itália). O autor descreve, ao pormenor, as golpadas do banco sobre a Grécia, com a colaboração de governos da direita e da esquerda, para grande proveito e regozijo dos banqueiros alemães.
Em Portugal, segundo Marc Roche, os tentáculos do Goldman Sachs são António Borges, Carlos Moedas e, de forma sonsa, Victor Gaspar. Todos os figurantes da coisa pública  que com eles colaboram servilmente, são a repetição gananciosa e sem escrúpulos dos que, em 1580, entregaram Portugal à Espanha a troco de fortunas e títulos. Toda uma elite negativa e traidora que,ontem como hoje, cabe no grito desesperado de Almada-Negreiros: “maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos / e vos amortalha infames”.
Percebem-se agora claramente as privatizações ao desbarato em que o actual governo se tem empenhado, com o precioso serviço dos nunca por demais louvados Mexias, Catrogas, Montezes  e quejandos. E é agora claro o porquê das declarações de António Borges, primeiro a preconizar a descida dos salários,  depois a anunciar o desmantelamento da RTP  e a sua entrega a capitais privados que, para além de passarem a viver (à grande) com subvenções  milionárias  pagas pelos contribuintes, teriam inteira liberdade para despedir quantos funcionários quisessem. Ainda por cima com o conforto de uma empresa que passou, com a administração actual, a dar lucro.
A ausência de Relvas, grande mainato do capital obsceno, tem uma leitura: percebeu que ninguém o quer ver, nem pintado.  A atrapalhada explicação de Aguiar Branco, como se um ministro da Defesa fosse chamado para este assunto, quando o que lhe incumbe são submarinos, imersos ou submersos num mar de cobardia, tem uma leitura: toda esta gentinha tem vivido na maior impunidade, com a Justiça em cadeira de rodas,  de boca fechada e venda nos olhos. Fica de pernas bambas, essa gentinha, quando percebe que o país não  está completamente adormecido. Ainda reage ao desaforo, para grande surpresa de um primeiro ministro a quem sobra em pesporrência o que lhe falta em idoneidade.
Todos os países do primeiro mundo têm a sua televisão e rádio estadual que, pelo facto de garantir o pluralismo informativo e o património cultural colectivo, tem de ser subsidiada para não ficar sujeita à chantagem do capital via publicidade. São meios de comunicação prestigiados e respeitados.  Todos os países do primeiro mundo têm por garantido que o chefe do estado é obrigado a defender o país dos maus governos. E em Portugal como é?  Como tem sido?  Um PR que se cala quando deve falar, que fala quando deve estar calado, que na maior parte dos casos diz banalidades ou defende o que nunca deveria defender.
Restamos nós, o povo.  E somos muitos. É tempo de reflectir numa afirmação recente do jornalista Joaquim Letria: “Há  mais do que motivos para a insurreição popular e intelectual”.»

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

FISCO, A CONTRADIÇÃO, O MUNDO DOS IDIOTAS

Recebida a reavaliação do imobiliário concluímos que vivemos no mundo da contradição.
Para efeitos de IMI o imobiliário tem um coeficiente devastador: o coeficiente de localização.
Para quem mora em Lisboa em bairros como Campo de Ourique, Campolide, bairros muitas vezes populares, o coeficiente significa não, 1, nem 2, nem 3... a diferença que vai entre uma avaliação final tripla: entre o IMI incidir (exemplo) num valor de 60.000 ou 180.000 €.

Ou seja, para o fisco viver numa cidade como Lisboa é um luxo, ao contrário do que nos diz a necessidade de reabilitação da cidade e da necessidade de atracção do factor suburbano que tanto pesa na economia.
Sejamos pois todos camponeses, pois então!
 
Há mais idiotas a governar para além destes? 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ACABOU-SE O FUTEBOL GRÁTIS! MARAVILHA!

Maravilha!
Vamos lá ler, ir ao cinema, fazer formação, ir a museus, teatros, escrever, pintar, tocar, fazer desporto em vez de o distilar, participar de actividades de cidadania e políticas, controlar os dinheiros públicos, ...
Maravilha, este fim do futebol grátis, desta alienação e estupidificação semanal e diária...

CLIENTE OU UTENTE, ENGANO OU PROPÓSITO?


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A ASAE E A LANDSHAUSE BUNGALOWS


Mais uma machadada da ASAE na economia nacional.
Para quando a extinção desta anormalidade institucional?

sábado, 11 de agosto de 2012

PHILIPP ROSLER: THE VIETNAMESE GERMAN, TOO BAD TO BE TRUE

Philipp Rösler (born 24 February 1973, A physician by profession, has been the Federal Minister of Economics and Technology. 
Only with 38 years what does he knows about economics and Europe?  
Very few! 
Is this the quality of european politics our days!
 




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

BCE: UMA INSTITUIÇÃO «COM MUITOS IDIOTAS» E ALGUNS CRIMINOSOS DENTRO?

Para aumentar a competitividade, o BCE considera «urgente» reduzir os «custos laborais e as margens de lucro excessivas», especialmente nos países com uma alta taxa de desemprego. Primeiro, o banco central sugere medidas como «reduzir o salário mínimo», «relaxar as leis de proteção laboral», «permitir o contrato individual de trabalho» e «abolir a correlação entre salários e inflação».

Mas reduzir os custos laborais não é suficiente para incrementar a produtividade «permanentemente». O BCE deixa como exemplos medidas adicionais, como privatizações, «inovação nos processos produtivos com a criação e invenção de novos produtos», «reforçar a formação da mão-de-obra» e «iniciativas para favorecer a criação de negócios».
Ao olhar para a receita do BCE chegamos à conclusão que este organismo desfocado de muitas realidades nacionais é tudo aquilo que lhe conseguirmos chamar.
Adriano Moreira já há muito avisava na sua teoria das relações internacionais sobre o perigo da informação globalizada, usada para fins pouco subsidiários. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A MÁFIA DAS PARCERIAS

ASAE: MAIS UMA POLÉMICA NO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO DE RIQUEZA NACIONAL

«Empreendimento tem espaço para autocaravanas sem qualquer licenciamento
O PÚBLICO tentou contactar a ASAE mas ainda não foi possível obter esclarecimentos. Durante a tarde, o proprietário, Manuel Brites, admitiu à Lusa que o empreendimento possui também um espaço para autocaravanismo sem qualquer licenciamento. “Nesse espaço é que o projecto ainda não deu entrada na Câmara [de Alcobaça], de resto está lá tudo”, disse Manuel Brites.
Segundo o administrador, a ASAE ordenou o encerramento das instalações até ao dia 14 de Agosto, mas Manuel Brites diz que vai recorrer da decisão. Neste momento já se pode falar em “milhares de euros de prejuízo”, porque, salientou, “depois da primeira ordem da ASAE foram enviados para o sul de Espanha 600 pessoas, através dos nossos operadores franceses”.
“Tudo temos feito para termos isto legal. Temos todos os projectos de especialidade aprovados, as vistorias da saúde, temos o presidente da região de turismo do Oeste a dizer que este é um projecto de interesse nacional e regional”, declarou. “Estamos a tratar da licença de utilização há dez anos”, destacou.
No interior do empreendimento vive-se o típico ambiente de férias e não há manifestações de preocupação por parte dos turistas, sobretudo franceses, mas também espanhóis.
Nos cinco minutos em que foi permitida à Lusa recolher imagens e falar com os utentes, pelo menos um grupo de quatro jovens franceses, oriundos de Paris, que estão integrados numa colónia de férias, expressou a sua surpresa sobre o possível encerramento do parque.
“Deixa-nos preocupados, claro, até porque não sabíamos de nada”, disse um dos jovens, que preferiu não revelar o seu nome. Já Pauline Grappin, outra jovem francesa que veio sozinha para um empreendimento aconselhado pelos pais, admitiu desconhecer a polémica.
“É verdade que ontem vi a polícia, mas julguei que fosse uma operação de rotina e eu continuei as...»

Basta isto para se perceber quais as entidades que são verdadeiros organismos de destruição de riqueza nacional.
As verdadeiras reformas passam pela extinção, ou pelo menos, retirada de competências a instituições como a ASAE: o liberalismo económico não se compadece com regras burocráticas demasiado estreitas que pouco mais fazem que ser potenciais geradores de corrupção.
O licenciamento, zero, que afasta os impedimentos e subdesenvolvimento, tarda!
Como também tarda a reforma do orçamento zero!
Bom senso exige-se aos agentes económicos, mas acima de tudo às corporações do regime, que impedem o desenvolvimento: esta a verdadeira reforma a fazer em Portugal!
Um governante inteligente fazia política sobre todos estes impedimentos que matam a motivação em portugal e criam corrupção e subdesenvolvimento: tudo o resto é palha e irrelevante!

sábado, 4 de agosto de 2012

OBRIGADO, PASSOS, PEDIRAM-ME PARA TE DIZER OS VELHOS DESTE PAÍS

«Mais de 41 mil idosos deixaram de comprar o passe

Número registado depois de deixaram de usufruir de desconto»

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DISCURSO CLARO, DEMOCRACIA CLARA

1) o problema do mundo actual é um problema de valores e de exemplos.
2) as elites, são elites, não para se apropriarem dos bens públicos, mas para ser um exemplo.
3) a alteração do conceito de elites para elites do poder, trouxe a Portugal não elites forjadas nas artes, ciências... mas nos partidos políticos - falsas elites no exemplo. Os seus exemplos de subida no elevador social através do poder, o tal que frodo sentiu pelo anel, foi confundido pelo ter e não pelo ser. O povo de que eles provinham, seguiu-o, enebriado, não frugalmente, confundindo valores. 
O povo que somos todos quis sentir-se inclusivo mas da pior forma, através do consumismo induzido para além eventualmente do que o país lhe podia dar. A formação foi vista não como um enriquecimento, mas como um botão para a próxima paragem do elevador social.
4) só que o povo manteve-se em patamares baixos de rendimento e consumo, perfeitamente compreensíveis, não indo muito para além do essencial numa sociedade contemporânea - com as devidas excepções (ter uma habitação condigna não é pela certa ambição desmedida: desmedido foi o mercado que pendeu para a oferta com as margens excessivas para alguma indústria).
5) no meio de tudo isto a fraca democracia que temos, pouco participativa e completamente fosca, fez o resto. Os abusos do costume à mesa do orçamento, com políticos, jornalistas, grandes empresários, fez o resto... que não é uma novidade mas uma réplica e a imagem da nossa história.
6) o ideal era um país com igualdade de oportunidades à partida, sem deixar ninguém para trás; com um sistema político transparente e participação dos cidadãos nas decisões (para que é que servem hoje as novas tecnologias senão para diluir a representatividade, indo à fonte da democracia?); com o fim de todas as mordomias (reformas em duplicado, vitalícias, uso de bens públicos, contratação pública completamente transparente, orçamentos de base zero e totalmente justificados, combate sem tréguas à corrupção,sistema de justiça à inglesa, sistema de justiça escrutinado ...)
Talvez, assim, a cidadania já não precisasse dos carolas, que mais não querem do que ser carolas pela justiça, equidade mínima e liberdade...