Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
CARTA ABERTA A PASSOS DE EUGÉNIO LISBOA
CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.
Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.
Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.
A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.
Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.
Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.
Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.
De V. Exa., atentamente,
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.
Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.
Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.
A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.
Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.
Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.
Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.
De V. Exa., atentamente,
Eugénio Lisboa
PASSOS: O APRENDIZ DE SÓCRATES!
«"É inaceitável sujeitar o país ao experimentalismo social - isto é fazer experiências com a economia nacional - a mando da ‘troika' o que se traduz num profundo desrespeito pelos portugueses. É também preocupante o impacto destas decisões em termos sociais", disse Alexandre Relvas durante uma entrevista à Renascença em que pede ao primeiro-ministro que repense as medidas anunciadas e defende mais um ano para alcançar as metas do défice."As decisões de redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas e o aumento para os trabalhadores para promover a competitividade só podem resultar de um enorme desconhecimento da realidade empresarial. Quem conheça o mundo das empresas sabe que estas medidas não terão impacto estrutural, nem sobre emprego nem sobre as exportações. O número de empregos criado será marginal, assim como será marginal o aumento das exportações", argumentou o gestor da Logoplaste na mesma entrevista.»
EDP, BCP e Sonae vão pagar menos 50 milhões de euros por ano à Segurança Social com a redução da TSU anunciada por Passos Coelho.
"As companhias que estão melhor posicionadas para beneficiar desta medida são aquelas que têm mais capacidade instalada em Portugal, mais mão-de-obra e endividamento mais elevado, uma vez que a poupança de custos terá maior impacto a nível do ‘bottom-line'", lê-se num estudo do BESI sobre a redução, anunciada sexta-feira por Passos Coelho para 2013, em 5,75 pontos percentuais da Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas.
Segundo as contas do banco de investimento, em termos de percentagem do lucro líquido, Mota-Engil e Sonae são as cotadas do PSI 20 que mais poupam com a redução da TSU.
"De acordo com as nossas estimativas, a Ibersol, a Sonae e a Mota-Engil deverão beneficiar mais em termos de resultados, com as nossas previsões a apontarem para poupanças antes de impostos que deverão representar, respectivamente, 50%, 28% e 12% das estimativas de lucro líquido para 2013", refere no mesmo documento citado pela agência Reuters.
Em milhões isso significa uma poupança, só em 2013, de 20 milhões de euros para a Sonae, 4,9 milhões para a construtora e 1,6 milhões no caso da Ibersol.
Seguindo o mesmo raciocínio, na banca o BPI poupará 6,9 milhões de euros e o BCP 18,9 milhões com a redução da TSU.
Nas maiores cotadas do PSI 20, a EDP deverá reter cerca de 10,5 milhões de euros, enquanto Portugal Telecom e Jerónimo Martins pagarão menos 6,7 e 8,8 milhões, respectivamente, à Segurança Social.
Deste modo, EDP, BCP e Sonae, três gigantes nos respectivos sectores, vão pagar menos 49,4 milhões de euros por ano.
O BESI alerta contudo que esta poupança com a TSU "deverá ser em parte mitigada pelo impacto negativo das novas medidas de austeridade na procura doméstica, que deverá ser bastante significativa, bem como pelo potencial aumento dos impostos para as grandes empresas".
«A confederação das micro, pequenas e médias empresas diz que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro não vão ajudar os empresários.
Em declarações à rádio TSF, João Pedro Soares lembra que «97 por cento das empresas em Portugal são micro ou pequenas» e que estão ligadas ao mercado interno. Um mercado que vai voltar a ser castigado com uma quebra do consumo das famílias.
«Se estamos a retirar verbas a este circuito económico interno nacional e estamos a retirar essa verba do bolso das pessoas e dos consumidores, naturalmente que isso vai fazer que o valor de baixa da Taxa Social Única não vá compensar a falta de mercado», adiantou.
E, depois, estas medidas «farão com que algumas grandes empresas, que têm muitos empregados, vão encaixar valores que nem conseguimos contabilizar».
A TAP E AS CONCLUSÕES DE SANTOS PEREIRA
Face ao que o próprio ministro diz a conclusão é: PRIVATIZE-SE!«A TAP é uma grande empresa que tem produtos que poucas outras empresas aéreas têm», disse o governante, ao salientar que o «hub de Lisboa e Portugal tem uma valência enorme, principalmente no mundo da lusofonia».
Com 70 voos semanais para o Brasil, Álvaro Santos Pereira destacou que a companhia portuguesa tem uma quota de mercado de 24% nos voos entre a Europa e aquele país sul-americano e que a TAP tem ainda mais 70 voos de Portugal para África, ligações que também considerou de grande valor estratégico.
«O hub de Lisboa e a centralidade de Portugal no mundo da lusofonia jogam a favor de termos uma empresa que é fundamental e estratégica para o país e também para o desenvolvimento da chamada lusofonia económica», concluiu o ministro.»
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Economia
O ERRO DE PASSOS E GASPAR
Um dos aspectos mais lamentáveis no modo de fazer economia no governo de Passos Coelho é a sua total incompetência e do bluff (pelo desconhecimento do país que produz) que é Vítor Gaspar.
Portugal não deve entrar em deflação para tentar cumprir o défice público ou fiscal. Se Passos quiser alterar a situação de uma espiral recessiva sem fim à vista deve fazer o inverso. E não se esquecer como "economista" que as expectativas e a fidúcia são um dos mais importantes instrumentos do crescimento económico. Sem ele, não há economia!
Não mais despesa pública, mas tentar preservar os sectores dos pequenos negócios que não tem nem influência no défice público, nem no défice externo.
Esses sectores são os serviços às pessoas feitos por pessoas nacionais que contribuirão via IVA e IRS para contrariar o défice público, como: a formação, os serviços culturais, a restauração, ...ectam os dois mais importantes desequilíbrios nacionais: o défice público e o défice externo. Há serviços que têm uma enorme capacidade de manutenção de emprego e que não af
São, no entanto, muito sensíveis ao aumento dos impostos; quando Passos aumentou o IVA deste serviços deu um tiro no pé das receitas fiscais e no rendimento nacional.
ERRO CRASSO! AVISÁMO-LO!
Mas só alguns tem capacidade de ouvir mais do que se querer fazer ouvido!
Portugal não deve entrar em deflação para tentar cumprir o défice público ou fiscal. Se Passos quiser alterar a situação de uma espiral recessiva sem fim à vista deve fazer o inverso. E não se esquecer como "economista" que as expectativas e a fidúcia são um dos mais importantes instrumentos do crescimento económico. Sem ele, não há economia!
Não mais despesa pública, mas tentar preservar os sectores dos pequenos negócios que não tem nem influência no défice público, nem no défice externo.
Esses sectores são os serviços às pessoas feitos por pessoas nacionais que contribuirão via IVA e IRS para contrariar o défice público, como: a formação, os serviços culturais, a restauração, ...ectam os dois mais importantes desequilíbrios nacionais: o défice público e o défice externo. Há serviços que têm uma enorme capacidade de manutenção de emprego e que não af
São, no entanto, muito sensíveis ao aumento dos impostos; quando Passos aumentou o IVA deste serviços deu um tiro no pé das receitas fiscais e no rendimento nacional.
ERRO CRASSO! AVISÁMO-LO!
Mas só alguns tem capacidade de ouvir mais do que se querer fazer ouvido!
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Política Nacional
domingo, 9 de setembro de 2012
O CORTE DE 4000M€ E O EFEITO MULTIPLICADOR NA DESTRUIÇÂO ECONÓMICA: PASSOS ESTUDOU ECONOMIA? DUVIDO!
O corte de 4000M€ no rendimento disponível dos Portugueses vai ter um efeito multiplicador muito superior sobre a economia.
Cortar ao rendimento interno este montante significará muito menos emprego e apenas mais lucros para as grandes empresas.
O mais dramático, no entanto, irá ser aumentar de forma exponencial a incapacidade dos portugueses solverem os seus compromissos, nomeadamente os resultantes dos impostos: IMI, IRS, ... Face a isto centenas de milhar serão esbulhados de parte substancial do que já pagaram à banca! Um modo inteligente de roubo por parte de um governo com criminosos dentro e em conluio com alguns banqueiros!
Em consequência proponho que todos os portugueses dêem um prazo de duas semanas ao governo para repensar estas medidas, nomeadamente o assalto da taxa de segurança social (quando sabemos que na Suíça esta prestação está plafonada por reformas de 2000€), sob pena de se tal não verificar retirarmos todo o dinheiro do sistema bancário fazendo-o implodir.
O direito constitucional à defesa da democracia permite-nos contrariar o esbulho da representatividade do poder pela mentira!
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Política Nacional
sábado, 8 de setembro de 2012
SÃO PASSOS E PORTAS TRAIDORES A PORTUGAL?
Empresários, trabalhadores, economistas, todos criticam as medidas de Passos que irão destruir a economia Portuguesa.
A mexida na TSU vai derrubar mais o mercado interno e todas as 90% de empresas que trabalham voltadas para ele e que mantêm o equilíbrio da economia a nível do emprego.
Em contrapartida facilita a vida às grandes empresas, sem resultados apreciáveis senão a preparação de Passos para saltar para um conselho de administração das empresas a privatizar.
Com estas medidas Passos e Portas assumem-se como traidores a Portugal, continuando a cavar cada vez mais a implosão de Portugal!
É esse o objectivo de Passos?
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Política Nacional
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
PASSOS: BURRO, BURRO, BURRO! ÀS ARMAS!
O aumento de 11 para 18% significará menos mercado interno, menos dinheiro para as pessoas que já não o têm para pagar IMI.
Ficarão sem casa e sem dinheiro para alimentar os filhos, as empresas cairão na mesma!
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Política Nacional
O ESPECIAL CONTEXTO DE INTERSUBJECTIVIDADE MATERIALMENTE RELEVANTE
«A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela, nesta sexta-feira, no seu site, que o inquérito foi arquivado porque «não foi possível extrair qualquer elemento fático que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo».
«Pese os elementos objectivos apurados, não foi possível extrair qualquer elemento fáctico que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo, nomeadamente por não se ter detectado qualquer especial contexto de intersubjectividade materialmente relevante - seja com a magistrada em questão, seja com os demais intervenientes no procedimento nos Serviços do Ministério da Justiça -, indiciador de tal atitude interna», refere a PGDL.»
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PASSOS, O COVEIRO DE PORTUGAL
IMI a mais, Penhoras a mais, Confiança a menos.
Num ambiente já deprimido como vivemos, Passos prepara-se para dar o golpe de misericórdia em Portugal.
No PSD já o deu! Centenas de milhar de Portugueses que sempre deram o voto ao PSD, ao PSD nas autárquicas dirão nada!
No país darão agora, um país onde pais de classe média já não conseguem alimentar os filhos e vêem-se na contingência de ficar sem casa.
Mais 40.000 professores serão atirados para a rua com a insensibilidade deste novo carniceiro e incompetente que dá a mão ao seu irmão Relvas.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
NÃO NOS TROIKEN POR MST
«A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
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Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
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O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
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O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
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NÃO PODE DE SE DEIXAR A PERGUNTA... Se há pessoas que abertamente acusam os antigos governantes, não só de má gestão, mas enriquecimento ilícito, qual a razão que leva este novo governo a não trazer à justiça todos aqueles que, colocaram o povo?!! português na situação de pedintes.
Não Nos Troiken»
É mentira?
Não! É verdade!
E é por isso que os portugueses honestos deviam exigir (sim, exigir!) um livro negro dos últimos anos da democracia e o julgamento imediato dos criminosos e traidores do nosso povo!
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O AJUSTAMENTO EXTERNO POR MENOS ECONOMIA
” (…) Sendo indiscutível que o ajustamento externo registado na economia portuguesa é impressionante, há razões para olhar com cautela para o que está a acontecer.Por um lado, metade do ajustamento comercial deve-se à queda das importações (carros dão um contributo importante, mas menos maquinaria e investimento produtivo foram também decisivos). Por outro, Portugal está a pagar muito menos rendimentos ao exterior, em grande parte porque está em recessão, remunerando menos os investimento dos estrangeiro, o que está longe de ser animador.Estas são dinâmicas com efeitos potencialmente perversos para o futuro da economia e que apontam um elevado risco de insustentabilidade a médio prazo da correcção do défice externo que Governo e troika tanto elogiam. Notícias sobre a morte do défice externo são, neste momento, claramente exageradas. “
Desde logo se percebia que o ajustamento externo sendo positivo, principalmente do lado das exportações, só é positivo na medida em que se pense um portugal muito, muito pequenino.
Esta dinâmica é alimentada por níveis económicos de um país muito pobre, sem capacidade de importar bens reprodutivos. Uma anemia destas só é possível com um país de poucos milhões de habitantes, empobrecidos e envelhecidos.
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Economia
DECRETAR EMPREENDEDORISMO PÚBLICO
O empreendedorismo não se decreta!
O público muito menos.
É incrível, pois, ver como uma franja da sociedade portugal ainda não percebeu que não pode a todo o custo manter privilégios que são impossíveis de manter num país com pouca criação de riqueza, ou cuja riqueza cada vez se concentra mais e foge para locais mais aprazíveis.
A privatização de empresas rentáveis é pois outro erro, só perceptível numa perspectiva de saque do que é público.
A manutenção de prejuízos nas outras deriva de má gestão pública, que não é inevitável.
A crise actual deriva de excessos do estado em ordenados como os dos magistrados de 4000€, impossíveis de pagar num estado sem iniciativa privada e que não renova gerações - antes fá-las emigrar.
Daí a perspectiva em 2050 de um Portugal a 8.000.000 de habitantes!
Daí só nos esperar o empobrecimento contínuo, mesmo que jorre petróleo em Alcobaça.
VENDER AS LUCRATIVAS, MANTER AS DO PREJUÍZO
A estratégia das privatizações é do mais estranho que há.
Vender as empresas que dão lucro ficando com as que dão prejuízo não lembra ao diabo... ou talvez seja mesmo aos diabos que lembre! Cândida acha que não há corrupção em Portugal!
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domingo, 2 de setembro de 2012
MOTA SOARES, O NOVO ESCLAVAGISTA
O partido 6% teve a hipótese de tomar a medida mais mesquinha e esclavagista que ver se vê.
Em vez de combater a fraude em quem quer acumular trabalho com RSI, faz dos beneficiários desta prestação de última instância um instrumento de trabalho escravo.
Como tal e à luz da Constituição da República Portuguesa, não passa de um criminoso, de um esclavagista dos tempos modernos.
Daqueles que a Constituição diz que nos devemos defender por todos os meios.
Antes de ser governo o Mota Soares, licenciado na Independente com 11, era muito simpático nas injustiças do anterior desgoverno.
Portugal precisa de uma vassourada destes políticos das Universidades de Verão!
«GOVERNO PROMOVE TRABALHO ESCRAVO COMO NA ANTIGUIDADE!
É isso mesmo, tal como no tempo da escravatura. Esta noite comprovei tal prática de trabalho escravo por uma pessoa que o vai exercer, no pólo de Silves do Instituto de Emprego e Formação Profissional - dar formação e trabalhar na jardinagem durante 14 meses. Este verdadeiro escravo vai receber por mês 146,00 € de RSI, a que acresce 4,17 € de
subsídio de refeição por dia. Como trabalha 20 dias mensais (o valor dos subsídios de refeição atinge 83,40 €) a importância a receber no fim do mês totaliza 229,40 €. Como trabalha 35 h por semana, ou seja 140 h por mês, o preço a pagar por hora de trabalho dá 1,64 € (por arredondamento). O que é isto senão trabalho escravo?
Vejamos melhor: ao fim de 7 h diárias de trabalho, o escravo recebe 11,48 € e que tem de dar para o pequeno-almoço, almoço e jantar! Com esta importância diária só pode passar fome. Na Antiguidade os escravos nada recebiam, a não ser a alimentação, cujo valor da mesma até seria em muitos casos superior a 11,48 €, descontando as diferenças do tempo, claro.
Então qual a diferença entre os tempos da escravatura praticada, por exemplo, pelo antigos egípcios ou pelo Império Romano, ou mesmo praticada pelos impérios coloniais da Europa sobre os escravos negros durante os Descobrimentos, ou mesmo a praticada pelo regime nazi, e a escravatura praticada pelo governo do PSD/CDS? A diferença reside apenas nos maus tratos, na tortura e na morte dos escravos. Mesmo assim, os escravos deste governo que "tem tanta sensibilidade social" (que não passa de uma cambada de patifes e de novos esclavagistas contemporâneos), também estão sujeitos a todo o tipo de violência psicológica, pois para sobreviverem têm de sujeitar-se a esta nova escravatura.
Já vai sendo tempo - antes que seja tarde demais - para os cidadãos de boa vontade deste país, dos democratas, dos jovens, dos desempregados, dos precários, dos novos escravos, se unirem e expulsarem do poder os esclavagistas contemporâneos!
João Vasconcelos»
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
A PERDA DE IDENTIDADE PELA FRACA ATENÇÃO DADA À HISTÓRIA E ARTES
«NÓVOA Há um pensamento notável de Olivier Reboul, filósofo francês (1925-1992). Ele diz que deve ser ensinado na escola tudo o que une e tudo o que liberta. O que une é aquilo que integra cada indivíduo num espaço de cultura, em determinada comunidade: a Língua, as Artes Plásticas, a Música, a História etc. Já o que liberta é o que promove a aquisição do conhecimento, o despertar do espírito científico, a capacidade de julgamento próprio. Estão nessa categoria a Matemática, as Ciências, a Filosofia etc. Com base nesse princípio, podemos selecionar o que é mais importante e o que é acessório na Educação das crianças.»
Hoje cada vez mais se percebe a necessidade da transmissão daquilo que une, para o país que é portugal.
A pouca atenção dada às artes e à história não cimenta um país já pouco solidário consigo próprio!
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UM CANO PELO CÚ POR JUAN JOSÉ MILLAS
Juan José Millás.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de ter sido semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tomes conhecimento da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que no decorrer desse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer. Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas – e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra, em geral, é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita de verdade à meia-noite. Um país que, na perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional, a do tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para um concurso. Nada disso conta para a economia financeira nem para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país – este, ao acaso –, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública – onde estas ainda existirem – os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, em termos mais simples, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto estás a ler estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, nem justo nem legítimo, são-no num movimento especulativo incentivado por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro. Tu e eu, com a nossa febre, com os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, com o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Já somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr debaixo do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou chamada juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que ficam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até as ganham, e porque atrás deles há importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos todos regulares. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam os gráficos.
Estão a alterar o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém dê solução; mais, enviando as forças da ordem contra quem tenta dar soluções. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um burla autorizada, um produto financeiro, quer dizer, um objeto irreal no qual tu investiste, provavelmente, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumo, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que já são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, é preciso semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, é preciso colhê-la, claro, e embalá-la e distribui-la e faturá-la a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora estão a reduzir porque a economia financeira tropeçou e é preciso tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está dedicada a sugá-lo, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millasé um escritor espanhol. Alcançou a consagração literária com a obra "El desorden de tu nombre". Em 1990 obteve o prémio Nadal com "La soledad era esto". Atualmente alterna a sua dedicação literária com numerosas colaborações na imprensa. É professor da Escuela de Letras de Madrid desde a sua fundação.
Publicado no El País.»
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
O BOM EXEMPLO
Hospital vende viaturas para formar pessoal
Caso registou-se no Centro Hospitalar de Guimarães
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
IGCP: GANDA PASSOS! ENGANA PORTUGAL!
O governo optou por converter o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) em empresa pública. Ontem foram publicados os respectivos estatutos, os quais determinam o direito à média de vencimentos que os três gestores auferiram nos últimos três anos. Resultado: mais uma excepção ao tecto salarial dos gestores públicos, o qual corresponde - na letra- ao salário do primeiro-ministro.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
1% DOS AFORRADORES DETÉM UMA MÉDIA DE 1.625.000€
Muitos dos ligados ao actual governo (como muitos anteriormente ligados ao anterior) continuam a afirmar que a situação a que chegámos se deve a um consumo excessivo por parte da população em geral.
Dados hoje saídos afirmam, entretanto, que só 1% dos que têm poupanças nos bancos representam cerca de 65.000 M€, sendo que aos restantes depositantes se devem 93.000 M€.
Ora se pensarmos que este número é baseado em cerca de 4.000.000 de depositantes, rapidamente chegamos ao maior problema de todos (nomeadamente o que extravasa a própria distribuição por meios lícitos).
É que 1% são 40.000, o que significa uma média de 1.625.000 € para cada um destes aforradores.
Ao invés os restantes 3.960.000, detém uma média de 23.485€.
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PAULO MORAIS: PARA MAIS TARDE RECORDAR!
Paulo Morais deixa-nos este testemunho bem realista, desvendando como o dinheiro dos nossos impostos, está desde sempre, condenado e com destino marcado, na mão de gananciosos sem escrúpulos e sem lei."Armando Vara ou Dias Loureiro concluem as suas carreiras como empresários de sucesso. E ricos.
Porque será que tantos políticos se dedicam à vida empresarial? E o que irão eles fazer para as empresas? Negócios com o Estado, claro está. Quase sempre. Negócios de milhões. Os lugares dourados em empresas do regime são, aliás, o destino final das carreiras políticas dos mais habilidosos.
Armando Vara ou Dias Loureiro (e muitos de igual jaez) não teriam provavelmente sucesso em qualquer outro país. Mas por cá, graças à política, concluem as suas carreiras como empresários de sucesso. E ricos. Porque o regime compensa carreiras que são construídas de pernas para o ar e ao arrepio de toda a competência.
Na Europa ou nos Estados Unidos da América, os bons profissionais saem das universidades, vão trabalhar em empresas e instituições, criam riqueza. Depois de terem provado que sabem fazer alguma coisa de útil, alguns optam por disponibilizar os seus conhecimentos ao serviço da comunidade. E aí iniciam uma participação política. No final das suas carreiras, muitos vão para as universidades transmitir o saber que adquiriram ao longo da vida.
Em Portugal, o percurso é bem diverso. Concluída a formação universitária, os dirigentes partidários anseiam por um cargo político. Para o qual são nomeados por via do seu currículo partidário e jamais por qualquer competência académica ou profissional.
Empossados em funções públicas, a maioria logo esquece o povo e até a lei. Exerce o seu lugar ao serviço da teia perversa de negócios em que os partidos estão envolvidos. Ao fim de alguns anos, instala-se comodamente num qualquer "tacho" duma empresa privada, auferindo milhões.
Poderiam eles ser administradores em empresas de referência de países desenvolvidos? Obviamente que não. Apenas obtêm estes lugares porque no exercício das suas funções públicas favoreceram os grupos privados, que agora os gratificam. E que os recompensam pelo prejuízo que provocaram ao Estado português. Prejuízo que continuarão, aliás, a causar, obtendo favores do Estado para os grupos dos quais agora são assalariados. E para os quais afinal sempre trabalharam, mesmo enquanto políticos." CM
Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/08/cadastro-e-curriculo-em-portugal-sim.html#ixzz24k8lYKnR
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IGCP DE IP PARA EP: QUAL O SIGNIFICADO DESTA "OPERAÇÃO"?
IGCP torna-se numa empresa pública
Já a partir do próximo sábado, dia 1 de setembro
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domingo, 26 de agosto de 2012
O POLVO!
Carta do Canadá: Portugal desamparado
«Com a lentidão meditativa a que obrigam as informações importantes, acabo de ler uma obra de Marc Roche que, nestes tempos incertos de Pátria e Europa, todos devíamos ler: O BANCO – Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo. Ficamos a saber que, de forma secreta, praticamente de seita, laboriosamente, persistentemente, ao longo dos anos, o Banco Goldman Sachs adquiriu a configuração de um polvo monstruoso, cujos tentáculos, sob a forma de homens de mão, está infiltrado em toda a parte. Objectivo: empobrecer países mal governados e passar o seu património para o capital selvagem e sem pátria. Tudo isto o autor denuncia com grande pormenor e acervo de provas.Na União Europeia, os homens principais do Goldman Sachs são Mario Draghi (presidente do BCE) e Mario Monti (primeiro ministro de Itália). O autor descreve, ao pormenor, as golpadas do banco sobre a Grécia, com a colaboração de governos da direita e da esquerda, para grande proveito e regozijo dos banqueiros alemães.
Em Portugal, segundo Marc Roche, os tentáculos do Goldman Sachs são António Borges, Carlos Moedas e, de forma sonsa, Victor Gaspar. Todos os figurantes da coisa pública que com eles colaboram servilmente, são a repetição gananciosa e sem escrúpulos dos que, em 1580, entregaram Portugal à Espanha a troco de fortunas e títulos. Toda uma elite negativa e traidora que,ontem como hoje, cabe no grito desesperado de Almada-Negreiros: “maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos / e vos amortalha infames”.
Percebem-se agora claramente as privatizações ao desbarato em que o actual governo se tem empenhado, com o precioso serviço dos nunca por demais louvados Mexias, Catrogas, Montezes e quejandos. E é agora claro o porquê das declarações de António Borges, primeiro a preconizar a descida dos salários, depois a anunciar o desmantelamento da RTP e a sua entrega a capitais privados que, para além de passarem a viver (à grande) com subvenções milionárias pagas pelos contribuintes, teriam inteira liberdade para despedir quantos funcionários quisessem. Ainda por cima com o conforto de uma empresa que passou, com a administração actual, a dar lucro.
A ausência de Relvas, grande mainato do capital obsceno, tem uma leitura: percebeu que ninguém o quer ver, nem pintado. A atrapalhada explicação de Aguiar Branco, como se um ministro da Defesa fosse chamado para este assunto, quando o que lhe incumbe são submarinos, imersos ou submersos num mar de cobardia, tem uma leitura: toda esta gentinha tem vivido na maior impunidade, com a Justiça em cadeira de rodas, de boca fechada e venda nos olhos. Fica de pernas bambas, essa gentinha, quando percebe que o país não está completamente adormecido. Ainda reage ao desaforo, para grande surpresa de um primeiro ministro a quem sobra em pesporrência o que lhe falta em idoneidade.
Todos os países do primeiro mundo têm a sua televisão e rádio estadual que, pelo facto de garantir o pluralismo informativo e o património cultural colectivo, tem de ser subsidiada para não ficar sujeita à chantagem do capital via publicidade. São meios de comunicação prestigiados e respeitados. Todos os países do primeiro mundo têm por garantido que o chefe do estado é obrigado a defender o país dos maus governos. E em Portugal como é? Como tem sido? Um PR que se cala quando deve falar, que fala quando deve estar calado, que na maior parte dos casos diz banalidades ou defende o que nunca deveria defender.
Restamos nós, o povo. E somos muitos. É tempo de reflectir numa afirmação recente do jornalista Joaquim Letria: “Há mais do que motivos para a insurreição popular e intelectual”.»
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
FISCO, A CONTRADIÇÃO, O MUNDO DOS IDIOTAS
Recebida a reavaliação do imobiliário concluímos que vivemos no mundo da contradição.
Para efeitos de IMI o imobiliário tem um coeficiente devastador: o coeficiente de localização.
Para quem mora em Lisboa em bairros como Campo de Ourique, Campolide, bairros muitas vezes populares, o coeficiente significa não, 1, nem 2, nem 3... a diferença que vai entre uma avaliação final tripla: entre o IMI incidir (exemplo) num valor de 60.000 ou 180.000 €.
Ou seja, para o fisco viver numa cidade como Lisboa é um luxo, ao contrário do que nos diz a necessidade de reabilitação da cidade e da necessidade de atracção do factor suburbano que tanto pesa na economia.
Sejamos pois todos camponeses, pois então!
Há mais idiotas a governar para além destes?
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Economia
terça-feira, 14 de agosto de 2012
ACABOU-SE O FUTEBOL GRÁTIS! MARAVILHA!
Maravilha!
Vamos lá ler, ir ao cinema, fazer formação, ir a museus, teatros, escrever, pintar, tocar, fazer desporto em vez de o distilar, participar de actividades de cidadania e políticas, controlar os dinheiros públicos, ...
Maravilha, este fim do futebol grátis, desta alienação e estupidificação semanal e diária...
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
A ASAE E A LANDSHAUSE BUNGALOWS
Mais uma machadada da ASAE na economia nacional.
Para quando a extinção desta anormalidade institucional?
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