quarta-feira, 12 de setembro de 2012

COMO CORDEIROS PARA O MATADOURO POR ANTAGONICES

«Todas as pessoas que conheço se queixam do mesmo – ainda não se ouviu, em declaração nenhuma, de que forma vai o Estado contribuir para esta crise. Em conversa com um amigo que trabalha há vinte anos numa câmara municipal e que receia dar a cara, fiquei a saber que quando ele entrou para lá existiam dois diretores. Hoje existem dezanove. Todos de carro, chofer e gasolina a rodos. 
Talvez estas palavras soem a frouxo já. Soem a vulgar. A queixinhas, mariquinhas pede salsa. Mas é que o cansaço mina e os braços tendem a deixar-se cair. Cada medida que sai cá para fora para enterrar ainda mais a maioria de nós, a partir de um determinado momento só nos enfraquece, só nos anestesia ainda mais, estrebuchamos no momento, dizemos umas asneiras, manifestamos fantasias de morte por afogamento, tiro ou explosão, mas no dia a seguir, ou nos sentimos um bocadinho mais fracos, ou regressamos àquele lugar de crença, ou ambos. E tal como os judeus seguimos como cordeiros para o matadoiro.

No entanto, podemos dormir descansados. Penso que, para já, não nos cremarão. Limitar-se-ão a tirar-nos, primeiro, o pão da boca.»

O ANTI PATRIOTA GASPAR E RAJOY

Até Rajoy percebe o erro de Gaspar e Passos.

«Espanha não quer ir pelo caminho de Portugal para combater o défice. A garantia foi deixada pelo primeiro-ministro do país vizinho, Mariano Rajoy, que disse esta terça-feira que não vai tocar nas pensões ou alterar impostos e contribuições sobre o trabalho em 2013.

«A minha primeira prioridade e a primeira indicação que dei ao ministro das Finanças que está a trabalhar estes assuntos é que as pessoas que não devem ser prejudicadas de nenhuma maneira são os pensionistas», assegurou em entrevista à TVE.

Os cofres públicos de Espanha precisam de dinheiro mas Rajoy explicou que não vai aceitar que lhe ditem políticas concretas onde Espanha terá de cortar para receber ajuda externa.»

UMA FRAUDE CHAMADA VÍTOR GASPAR

Um ministro que diz isto só pode ser uma fraude: «vão ter lá uma continha para guardar o que ganham com a TSU.»
Quem é que este arrogante, perú e incompetente funcionário comunitário julga que engana?
Recomendo-lhe uma actualização em Economia de Empresa.  

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Exmo. Srº. Presidente da República
Já uma vez este cidadão português, gestor, economista, empreendedor, escritor, ... anos de idade, ... por efeito das rendas excessivas e dos custos de contexto, lhe endereçou uma mensagem mostrando a indignação de um cidadão com formação em economia, gestão, estudos europeus e uma enorme experiência prática na gestão de PME’s nacionais.
Conhecedor do tecido económico português sabia o efeito que iam ter as medidas de aumento do IVA na procura interna, onde se debatem mais de 90% do nosso tecido empresarial e do emprego deste país.
Na altura juntei a minha voz a todos aqueles que anteviam a catástrofe para a receita pública do aumento do IVA em sectores que trabalham exclusivamente para o mercado interno e cuja actividade económica não tem efeito negativo nos dois maiores desequilíbrios nacionais (antes pelo contrário): o défice orçamental, o défice externo.
Qualquer economista de empresa sabe que um dos maiores problemas nacionais está na falta de concorrência interna nos sectores protegidos e concentrados como a energia, os combustíveis e a própria distribuição, para não falar na dificuldade do estado de autoconter na despesa os seus agentes e prevenir abusos como os das PPP, fundações e do “estado” partidário. 
Nem a restauração, nem uma mole enorme de serviços como os ligados à actividade física, serviços de apoio ao ensino, serviços de saúde… tem efeito nestes dois desequilíbrios, mas são obviamente dependentes da procura interna.
Todos sabemos o estado em que foram deixadas as contas públicas pelo governo anterior.
Mas todos sabemos também que se o ajustamento é necessário para o reganho da credibilidade externa, este combate-se com confiança e motivação aos portugueses.
O Sr. Presidente da República avisou já, quem o queria ouvir, que há limites às medidas de austeridade, para além da qual se rasga irreversivelmente o contrato com os cidadãos, condenando-os à morte: «não se mata um cidadão apenas com um tiro!» e nunca os portugueses chegaram tão perto da miséria física.
Medidas anteriores de austeridade foram estóica e silenciosamente suportadas pelos portugueses, com muitos a não compreenderem medidas que sabiam iam ter uma influência negativa nos equilíbrios orçamentais.
As actuais medidas congeminadas em sede da equipa do actual responsável pelas finanças são, no entanto, incompreensíveis e revelam um enorme logro.
Não combatem o desemprego, antes o agravam brutalmente já que retiram a possibilidade dos portugueses terem acesso a bens essenciais como a cultura, a saúde, o vestuário, a própria alimentação… bens construídos no mercado interno que criam receitas e empregos.
Desde logo, logro na avaliação de impactos, de eventuais modelos econométricos desfasados da realidade e que revelam do experimentalismo de medidas desfasadas do conhecimento da realidade concreta e que em vez da combaterem inteligentemente, a agravam.
Estas medidas deixam a quase totalidade dos portugueses sem saída e na miséria material mais substantiva, sem possibilidade de acederem a bens essenciais como a habitação, alimentação, o vestuário, a saúde… e sujeitos ao esbulho fiscal dos seus parcos bens (quantos serão esbulhados das suas casas pelo trade – off que terão de fazer entre alimentarem-se e pagarem todos os impostos – como o IMI-  que desgraçam a sociedade portuguesa?
O apelo que lhe faço, senhor presidente da república, é que trave a medida iníqua, profundamente recessiva e, paradoxo dos paradoxos, potenciadora da falta de concorrência através do aparente fortalecimento dos denominados sectores rentistas (medida incompreensível no quadro do ganho competitivo que se apregoa, que irá fazer a economia portuguesa cair numa espiral recessiva sem fim à vista).
Como cidadão, como gestor e economista, peço-lhe que assuma as suas responsabilidades com coragem e determinação e não permita um acréscimo de austeridade já impossível de cumprir pela cidadania e que não permite esperança aos cidadãos.
Não o gostaria de o ver na história como conivente por acção ou omissão com soluções que parecem plasmadas de uma solução final de um holocausto.

Não se esqueça que «não se mata uma população só com um tiro, mata-se tirando-se-lhe a dignidade e os instrumentos mínimos de recuperação da sua vida» 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

POR CADA 100 QUE RECEBEMOS 80 FICAM NO ESTADO, PPP, FUNDAÇÕES, BARÕES

«Por cada 100€ que recebemos Estado fica com mais de 80»
Tiago Caiado Guerreiro diz que 99% do povo português está a pagar os juros da dívida»

A DESTRUIÇÃO DE PORTUGAL...AUMENTO DO IMI, IRS, TSU...

ESTÁ UM LOUCO NO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

DEMISSÃO JÁ DE VITOR GASPAR

IMPOSTOS, IMPOSTOS, IMPOSTOS! QUANTO MAIS MENOS ECONOMIA! ÉS UMA FRAUDE!

Impostos, impostos, impostos!

VÍTOR GASPAR: ARRASTADAMENTE INCOMPETENTE

Ouve-se tudo lentamente, menos a afirmação do erro do aumento do IVA nos pequenos negócios. 
Medidas com impacto orçamental equivalente para aumentar a competitividade externa. 
Será que este incompetente não entende que vai destruir mais ainda o mercado interno?
Verdadeiramente o maior bluff, um economista de pacotilha e de secretária!
Fala no desemprego, mais vai aumentá-lo! Acreditamos, questão de fé? 
Desconhecimento total da realidade empresarial portuguesa!

RUA! 

ESTE HOMEM COMEÇA A SER PERIGOSO PARA O BOM FUNCIONAMENTO DA SOCIEDADE

«O expediente anunciado para a baixa da TSU para os patrões e a subida desta para os trabalhadores é simplesmente escandaloso.Este homem começa a ser perigoso para o bom funcionamento da sociedade.»
Isto diz Medeiros Ferreira sobre Passos. 
Com muita razão!
Porque medidas que destroem mais um milhão de empregos e toda a esperança de sairmos deste atoleiro estão nas mãos de um burro teimoso. 
A dignidade já se foi para milhões e antes desta sabemos nós que já só falta a vida.

ATÉ BELMIRO DE AZEVEDO ESTÁ CONTRA O AUMENTO DA TSU

«Portugal não tem uma estrutura estatística nem de avaliação dos impactos. Quando se faz uma coisa, o que é que altera no outro lado? E esse é que é o problema. Nós verificamos que há erros permanentes», respondeu.

O presidente do conselho de administração da Sonae questionou o que é que acontece com a economia «quando se sobe uma taxa ou se desce uma taxa», afirmando, por exemplo, que «quando se tira dinheiro ao povo falta dinheiro para comprar coisas, quer seja na economia quer seja nas empresas».

«Isso depois tem um impacto tremendamente negativo para a atividade económica, que desaparece. Nós não temos instrumentos de estudo em Portugal como muitos países têm. É tudo navegação à vista. Faz, não dá certo, corrige porque não há informação», sublinhou.»

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ENSINAMENTOS AOS GABINETES MINISTERIAIS: NEM SABEM A DIFERENÇA ENTRE IMPOSTO E TAXA!





 

PASSOS, GOVERNAS PARA QUEM? MIGUEL DE VASCONCELOS!

CARTA ABERTA A PASSOS DE EUGÉNIO LISBOA

CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito  —  todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes  termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.


De V. Exa., atentamente,

Eugénio Lisboa

PASSOS: O APRENDIZ DE SÓCRATES!

«"É inaceitável sujeitar o país ao experimentalismo social - isto é fazer experiências com a economia nacional - a mando da ‘troika' o que se traduz num profundo desrespeito pelos portugueses. É também preocupante o impacto destas decisões em termos sociais", disse Alexandre Relvas durante uma entrevista à Renascença em que pede ao primeiro-ministro que repense as medidas anunciadas e defende mais um ano para alcançar as metas do défice.
"As decisões de redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas e o aumento para os trabalhadores para promover a competitividade só podem resultar de um enorme desconhecimento da realidade empresarial. Quem conheça o mundo das empresas sabe que estas medidas não terão impacto estrutural, nem sobre emprego nem sobre as exportações. O número de empregos criado será marginal, assim como será marginal o aumento das exportações", argumentou o gestor da Logoplaste na mesma entrevista.»
 EDP, BCP e Sonae vão pagar menos 50 milhões de euros por ano à Segurança Social com a redução da TSU anunciada por Passos Coelho.
"As companhias que estão melhor posicionadas para beneficiar desta medida são aquelas que têm mais capacidade instalada em Portugal, mais mão-de-obra e endividamento mais elevado, uma vez que a poupança de custos terá maior impacto a nível do ‘bottom-line'", lê-se num estudo do BESI sobre a redução, anunciada sexta-feira por Passos Coelho para 2013, em 5,75 pontos percentuais da Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas.
Segundo as contas do banco de investimento, em termos de percentagem do lucro líquido, Mota-Engil e Sonae são as cotadas do PSI 20 que mais poupam com a redução da TSU.
"De acordo com as nossas estimativas, a Ibersol, a Sonae e a Mota-Engil deverão beneficiar mais em termos de resultados, com as nossas previsões a apontarem para poupanças antes de impostos que deverão representar, respectivamente, 50%, 28% e 12% das estimativas de lucro líquido para 2013", refere no mesmo documento citado pela agência Reuters.
Em milhões isso significa uma poupança, só em 2013, de 20 milhões de euros para a Sonae, 4,9 milhões para a construtora e 1,6 milhões no caso da Ibersol.
Seguindo o mesmo raciocínio, na banca o BPI poupará 6,9 milhões de euros e o BCP 18,9 milhões com a redução da TSU.
Nas maiores cotadas do PSI 20, a EDP deverá reter cerca de 10,5 milhões de euros, enquanto Portugal Telecom e Jerónimo Martins pagarão menos 6,7 e 8,8 milhões, respectivamente, à Segurança Social.
Deste modo, EDP, BCP e Sonae, três gigantes nos respectivos sectores, vão pagar menos 49,4 milhões de euros por ano.
O BESI alerta contudo que esta poupança com a TSU "deverá ser em parte mitigada pelo impacto negativo das novas medidas de austeridade na procura doméstica, que deverá ser bastante significativa, bem como pelo potencial aumento dos impostos para as grandes empresas".
«A confederação das micro, pequenas e médias empresas diz que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro não vão ajudar os empresários.

Em declarações à rádio TSF, João Pedro Soares lembra que «97 por cento das empresas em Portugal são micro ou pequenas» e que estão ligadas ao mercado interno. Um mercado que vai voltar a ser castigado com uma quebra do consumo das famílias.

«Se estamos a retirar verbas a este circuito económico interno nacional e estamos a retirar essa verba do bolso das pessoas e dos consumidores, naturalmente que isso vai fazer que o valor de baixa da Taxa Social Única não vá compensar a falta de mercado», adiantou.

E, depois, estas medidas «farão com que algumas grandes empresas, que têm muitos empregados, vão encaixar valores que nem conseguimos contabilizar».

A TAP E AS CONCLUSÕES DE SANTOS PEREIRA

«A TAP é uma grande empresa que tem produtos que poucas outras empresas aéreas têm», disse o governante, ao salientar que o «hub de Lisboa e Portugal tem uma valência enorme, principalmente no mundo da lusofonia».

Com 70 voos semanais para o Brasil, Álvaro Santos Pereira destacou que a companhia portuguesa tem uma quota de mercado de 24% nos voos entre a Europa e aquele país sul-americano e que a TAP tem ainda mais 70 voos de Portugal para África, ligações que também considerou de grande valor estratégico.

«O hub de Lisboa e a centralidade de Portugal no mundo da lusofonia jogam a favor de termos uma empresa que é fundamental e estratégica para o país e também para o desenvolvimento da chamada lusofonia económica», concluiu o ministro.»
Face ao que o próprio ministro diz a conclusão é: PRIVATIZE-SE!

O ERRO DE PASSOS E GASPAR

Um dos aspectos mais lamentáveis no modo de fazer economia no governo de Passos Coelho é a sua total incompetência e do bluff (pelo desconhecimento do país que produz) que é Vítor Gaspar.
Portugal não deve entrar em deflação para tentar cumprir o défice público ou fiscal. Se Passos quiser alterar a situação de uma espiral recessiva sem fim à vista deve fazer o inverso. E não se esquecer como "economista" que as expectativas e a fidúcia são um dos mais importantes instrumentos do crescimento económico. Sem ele, não há economia!
Não mais despesa pública, mas tentar preservar os sectores dos pequenos negócios que não tem nem influência no défice público, nem no défice externo.
Esses sectores são os serviços às pessoas feitos por pessoas nacionais que contribuirão via IVA e IRS para contrariar o défice público, como: a formação, os serviços culturais, a restauração, ...ectam os dois mais importantes desequilíbrios nacionais: o défice público e o défice externo. Há serviços que têm uma enorme capacidade de manutenção de emprego e que não af


São, no entanto, muito sensíveis ao aumento dos impostos; quando Passos aumentou o IVA deste serviços deu um tiro no pé das receitas fiscais e no rendimento nacional.

ERRO CRASSO! AVISÁMO-LO!

Mas só alguns tem capacidade de ouvir mais do que se querer fazer ouvido!

domingo, 9 de setembro de 2012

O CORTE DE 4000M€ E O EFEITO MULTIPLICADOR NA DESTRUIÇÂO ECONÓMICA: PASSOS ESTUDOU ECONOMIA? DUVIDO!

O corte de 4000M€ no rendimento disponível dos Portugueses vai ter um efeito multiplicador muito superior sobre a economia.
Cortar ao rendimento interno este montante significará muito menos emprego e apenas mais lucros para as grandes empresas. 
O mais dramático, no entanto, irá ser aumentar de forma exponencial a incapacidade dos portugueses solverem os seus compromissos, nomeadamente os resultantes dos impostos: IMI, IRS, ... Face a isto centenas de milhar serão esbulhados de parte substancial do que já pagaram à banca! Um modo inteligente de roubo por parte de um governo com criminosos dentro e em conluio com alguns banqueiros!
Em consequência proponho que todos os portugueses dêem um prazo de duas semanas ao governo para repensar estas medidas, nomeadamente o assalto da taxa de segurança social (quando sabemos que na Suíça esta prestação está plafonada por reformas de 2000€), sob pena de se tal não verificar retirarmos todo o dinheiro do sistema bancário fazendo-o implodir.
O direito constitucional à defesa da democracia permite-nos contrariar o esbulho da representatividade do poder pela mentira! 

sábado, 8 de setembro de 2012

ESTA MENSAGEM É PARA OS EMPREGADOS: MEDITE!

SÃO PASSOS E PORTAS TRAIDORES A PORTUGAL?

Empresários, trabalhadores, economistas, todos criticam as medidas de Passos que irão destruir a economia Portuguesa.

A mexida na TSU vai derrubar mais o mercado interno e todas as 90% de empresas que trabalham voltadas para ele e que mantêm o equilíbrio da economia a nível do emprego.

Em contrapartida facilita a vida às grandes empresas, sem resultados apreciáveis senão a preparação de Passos para saltar para um conselho de administração das empresas a privatizar.

Com estas medidas Passos e Portas assumem-se como traidores a Portugal, continuando a cavar cada vez mais a implosão de Portugal!
É esse o objectivo de Passos? 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PASSOS: BURRO, BURRO, BURRO! ÀS ARMAS!

O aumento de 11 para 18% significará menos mercado interno, menos dinheiro para as pessoas que já não o têm para pagar IMI. 
Ficarão sem casa e sem dinheiro para alimentar os filhos, as empresas cairão na mesma!

O ESPECIAL CONTEXTO DE INTERSUBJECTIVIDADE MATERIALMENTE RELEVANTE

«A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela, nesta sexta-feira, no seu site, que o inquérito foi arquivado porque «não foi possível extrair qualquer elemento fático que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo».

«Pese os elementos objectivos apurados, não foi possível extrair qualquer elemento fáctico que permita afirmar a existência de condutas empreendidas com a intenção de obter benefício ilegítimo ou de causar prejuízo, nomeadamente por não se ter detectado qualquer especial contexto de intersubjectividade materialmente relevante - seja com a magistrada em questão, seja com os demais intervenientes no procedimento nos Serviços do Ministério da Justiça -, indiciador de tal atitude interna», refere a PGDL.»

PASSOS, O COVEIRO DE PORTUGAL

IMI a mais, Penhoras a mais, Confiança a menos.
Num ambiente já deprimido como vivemos, Passos prepara-se para dar o golpe de misericórdia em Portugal.
No PSD já o deu! Centenas de milhar de Portugueses que sempre deram o voto ao PSD, ao PSD nas autárquicas dirão nada!
No país darão agora, um país onde pais de classe média já não conseguem alimentar os filhos e vêem-se na contingência de ficar sem casa. 
Mais 40.000 professores serão atirados para a rua com a insensibilidade deste novo carniceiro e incompetente que dá a mão ao seu irmão Relvas. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

NÃO NOS TROIKEN POR MST

«A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
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Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
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O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
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O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
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NÃO PODE DE SE DEIXAR A PERGUNTA... Se há pessoas que abertamente acusam os antigos governantes, não só de má gestão, mas enriquecimento ilícito, qual a razão que leva este novo governo a não trazer à justiça todos aqueles que, colocaram o povo?!! português na situação de pedintes.

Não Nos Troiken»

É mentira?
Não! É verdade!
E é por isso que os portugueses honestos deviam exigir (sim, exigir!) um livro negro dos últimos anos da democracia e o julgamento imediato dos criminosos e traidores do nosso povo!

OS FABULOSOS ASSESSORES: PARA QUANDO CONCURSOS PELO MÉRITO, PELA NOTA?

«O fabuloso destino dos jovens assessores do Governo Passos»

O AJUSTAMENTO EXTERNO POR MENOS ECONOMIA

” (…) Sendo indiscutível que o ajustamento externo registado na economia portuguesa é impressionante, há razões para olhar com cautela para o que está a acontecer.
 Por um lado, metade do ajustamento comercial deve-se à queda das importações (carros dão um contributo importante, mas menos maquinaria e investimento produtivo foram também decisivos). Por outro, Portugal está a pagar muito menos rendimentos ao exterior, em grande parte porque está em recessão, remunerando menos os investimento dos estrangeiro, o que está longe de ser animador.
 Estas são dinâmicas com efeitos potencialmente perversos para o futuro da economia e que apontam um elevado risco de insustentabilidade a médio prazo da correcção do défice externo que Governo e troika tanto elogiam. Notícias sobre a morte do défice externo são, neste momento, claramente exageradas. “
Desde logo se percebia que o ajustamento externo sendo positivo, principalmente do lado das exportações, só é positivo na medida em que se pense um portugal muito, muito pequenino.
Esta dinâmica é alimentada por níveis económicos de um país muito pobre, sem capacidade de importar bens reprodutivos. Uma anemia destas só é possível com um país de poucos milhões de habitantes, empobrecidos e envelhecidos. 

DECRETAR EMPREENDEDORISMO PÚBLICO

O empreendedorismo não se decreta!
O público muito menos.
É incrível, pois, ver como uma franja da sociedade portugal ainda não percebeu que não pode a todo o custo manter privilégios que são impossíveis de manter num país com pouca criação de riqueza, ou cuja riqueza cada vez se concentra mais e foge para locais mais aprazíveis. 
A privatização de empresas rentáveis é pois outro erro, só perceptível numa perspectiva de saque do que é público.
A manutenção de prejuízos nas outras deriva de má gestão pública, que não é inevitável.
A crise actual deriva de excessos do estado em ordenados como os dos magistrados de 4000€, impossíveis de pagar num estado sem iniciativa privada e que não renova gerações - antes fá-las emigrar.
Daí a perspectiva em 2050 de um Portugal a 8.000.000 de habitantes! 
Daí só nos esperar o empobrecimento contínuo, mesmo que jorre petróleo em Alcobaça.

VENDER AS LUCRATIVAS, MANTER AS DO PREJUÍZO

A estratégia das privatizações é do mais estranho que há. 
Vender as empresas que dão lucro ficando com as que dão prejuízo não lembra ao diabo... ou talvez seja mesmo aos diabos que lembre! Cândida acha que não há corrupção em Portugal!

domingo, 2 de setembro de 2012

MOTA SOARES, O NOVO ESCLAVAGISTA

O partido 6% teve a hipótese de tomar a medida mais mesquinha e esclavagista que ver se vê.
Em vez de combater a fraude em quem quer acumular trabalho com RSI, faz dos beneficiários desta prestação de última instância um instrumento de trabalho escravo.
Como tal e à luz da Constituição da República Portuguesa, não passa de um criminoso, de um esclavagista dos tempos modernos.
Daqueles que a Constituição diz que nos devemos defender por todos os meios.
Antes de ser governo o Mota Soares, licenciado na Independente com 11, era muito simpático nas injustiças do anterior desgoverno.

Portugal precisa de uma vassourada destes políticos das Universidades de Verão!

«GOVERNO PROMOVE TRABALHO ESCRAVO COMO NA ANTIGUIDADE!
É isso mesmo, tal como no tempo da escravatura. Esta noite comprovei tal prática de trabalho escravo por uma pessoa que o vai exercer, no pólo de Silves do Instituto de Emprego e Formação Profissional - dar formação e trabalhar na jardinagem durante 14 meses. Este verdadeiro escravo vai receber por mês 146,00 € de RSI, a que acresce 4,17 € de
subsídio de refeição por dia. Como trabalha 20 dias mensais (o valor dos subsídios de refeição atinge 83,40 €) a importância a receber no fim do mês totaliza 229,40 €. Como trabalha 35 h por semana, ou seja 140 h por mês, o preço a pagar por hora de trabalho dá 1,64 € (por arredondamento). O que é isto senão trabalho escravo?
Vejamos melhor: ao fim de 7 h diárias de trabalho, o escravo recebe 11,48 € e que tem de dar para o pequeno-almoço, almoço e jantar! Com esta importância diária só pode passar fome. Na Antiguidade os escravos nada recebiam, a não ser a alimentação, cujo valor da mesma até seria em muitos casos superior a 11,48 €, descontando as diferenças do tempo, claro.
Então qual a diferença entre os tempos da escravatura praticada, por exemplo, pelo antigos egípcios ou pelo Império Romano, ou mesmo praticada pelos impérios coloniais da Europa sobre os escravos negros durante os Descobrimentos, ou mesmo a praticada pelo regime nazi, e a escravatura praticada pelo governo do PSD/CDS? A diferença reside apenas nos maus tratos, na tortura e na morte dos escravos. Mesmo assim, os escravos deste governo que "tem tanta sensibilidade social" (que não passa de uma cambada de patifes e de novos esclavagistas contemporâneos), também estão sujeitos a todo o tipo de violência psicológica, pois para sobreviverem têm de sujeitar-se a esta nova escravatura.
Já vai sendo tempo - antes que seja tarde demais - para os cidadãos de boa vontade deste país, dos democratas, dos jovens, dos desempregados, dos precários, dos novos escravos, se unirem e expulsarem do poder os esclavagistas contemporâneos!
João Vasconcelos»