sábado, 29 de setembro de 2012

PASSOS E CIA: POLITICAMENTE ABJECTOS!

«...esta cambada de “governo de extrema direita”, tendo em conta os desmandos fiscais, sociais, económicos, políticos, etc que vem praticando. Concordo plenamente com esta designação.
Nunca fomos antes governados por gente politicamente tão abjecta!
Não têm um pingo de pudor social! São obscenos! Os cortes na Saúde são aviltantes da dignidade humana. Na Educação são escandalosos. O que se passa na Justiça é lamentável. A Agricultura está entregue a uma impreparada menina da Linha. A Economia na mão de um pobre diabo vindo do planeta dos macacos. As Finanças sob o mando “diáfano” de um incompetente, que nada sabe do mundo real e mesmo de finanças, basta ver o resultado calamitoso das medidas que tem tomado (não há crescimento económico, a receita fiscal caiu a pique, o desemprego aumentou, as falências sucedem-se, o PIB foi-se, o consumo baixou, etc, etc), a Segurança social está nas mãos de um tolo que “metodicamente” a vai destruindo. E por aí!
E a tudo isto Passos e Portas, que subscreve inteiramente todo este criminoso abismo para que caminhamos, não só assistem impávidos, como procuram agora agudizar ainda mais (com o novo pacote de austeridade que aí vem). Como se não bastasse o que já existe e foi feito. E tudo, com o silencioso consentimento de Belém!
E não há vozes, por mais lúcidas (como por exemplo a do Bastonário da Ordem dos Médicos e diversos comentadores de economia) que consigam travar o desastre em que nos encontramos. Este governo é repelente! Mete asco!
Tem uma ausência de sentido social que choca! E a sua gritante incapacidade de ver que as medidas que defendem não recuperam a economia, que sem consumo não há economia, que sem empresas não há riqueza e emprego, impressiona! Além de incompetentes, são estúpidos! E são gente má, porque quem espolia os mais debilitados economicamente, privilegia os mais ricos, não se compadece com quem é doente (terminal e outros), com quem tem fome, com quem não tem dinheiro para comprar medicamentos, livros escolares, pagar a casa, a alimentação, até os transportes (!), etc, é gente que merece desprezo, merece asco.
Sinto uma revolta imensa, como nunca antes senti!
P.Rufino»

«Nem de propósito hoje Pedro Santos Guerreiro escrevia no Jornal de Negócios um interessante artigo com o título 'O Orçamento que não queremos querer'. Transcrevo esse lúcido artigo, com o qual concordo, quase na totalidade:
Saberemos todos o que pedimos, quando pedimos que cortem a despesa?

O pedido é justo. A troika diz que é obrigatório. E nós acrescentamos que o Governo falhou nisso. Quando acordou do sonho das gorduras, encontrou músculos e ossos. Quais deles vai rasgar e amputar agora?

Os impostos estão a matar a economia. Nem é necessário explicar porquê. Basta ver que um terço da austeridade prevista para o próximo ano decorre da recessão que a própria austeridade provoca ou agrava. E isto é admitindo que o PIB só cai 1% em 2013, o que já parece optimista. Não é preciso esperar por relatório nenhum para adivinhar que a actividade económica travou em Setembro, imediatamente após o anúncio de novas medidas de austeridade. 

A redução do défice prevista para os próximos dois anos é tão dramática que exige cortes como nunca se fez. Cortes que se somarão à redução de pensões e de salários da função pública. Como vai o Governo cortar quatro mil milhões de euros nos próximos dois anos? Como vai o Governo fazer o que não fez, baixar de modo permanente o custo do Estado? Só assim será possível baixar impostos. E sem baixar impostos a economia não cresce, consome-se - some-se.

Baixar a despesa do Estado tem de ser mais do que cortar salários à Função Pública e pensões. Se a troika nos baixasse os juros, como aqui se tem defendido, seria mais fácil. Mas mesmo assim, é preciso reduzir a despesa primária. Por muito moralizador e importante que seja eliminar meia dúzia de fundações do Estado, isso pesa pouco na conta final. 

"Cortar despesa" é desmamar muitas clientelas políticas. Reformar a administração local a sério é muito mais do que fundir freguesias, é desempregar muitos políticos. Baixar os custos do Estado é fechar institutos que não servem para nada senão para pagar os salários de quem lá anda. 

Reestruturar empresas públicas a sério é muito mais que antecipar as reformas a duas mil pessoas e aumentar brutalmente as tarifas. Mesmo assim, esta é a parte fácil de exigir.

A parte difícil é outra. É perceber que "cortar despesa" além das reduções temporárias de salários significa fazer reduções brutais como provavelmente só o Ministério da Saúde fez este ano. E com esse custo social. Nem despedir todos os políticos parasitas bastaria. "Cortar despesa" é reduzir serviços nos hospitais, nas escolas, nos tribunais, sítios onde já há falta de meios. "Cortar despesa" é tirar dinheiro a muita gente, médicos, professores, militares ou polícias. "Cortar despesa" é fechar partes de empresas públicas e organismos do Estado. "Cortar despesa" é abrir um programa de rescisões entre os funcionários públicos, o que nunca foi feito - e que numa economia em recessão é dramático.

É isso que o próximo Orçamento do Estado vai trazer. Mais impostos. Cortes na despesa. E isso é, em qualquer caso, fazer das tripas de outros o coração da reestruturação do Estado. É obrigatório mudar a equação do Estado, tornando-o suportável e deixando os agentes económicos respirar dos impostos que agora os asfixiam. O que poucos assumem é o odioso do que quer dizer "cortar despesa". É amputar corpos. É isso que andamos a querer. É nisso que não queremos crer.


É aqui que queremos chegar, Ministro Paulo Portas?

<>
O Governo, com o Orçamento de 2013, prepara-se para ir ao osso dos portugueses, para amputar corpos, para lançar a miséria indiscriminadamente, para lançar a indignidade sobre a nossa vida, para nos roubar o futuro de forma irreversível. 
Não há alternativas, dizem. Ora não há nada de mais errado. Há sempre alternativas.

É este o modelo que queremos, Presidente Cavaco Silva?
Sei o que são fazer modelos. Posso até dizer que comecei a minha vida profissional a fazê-los e, justamente, a fazer modelos sob orientação do Banco Mundial. A minha formação académica andou à volta de números. Mas, felizmente, porque não sou estúpida, sei que os números são uma abstracção para representar a realidade, sei que os modelos são a forma analítica de representar a realidade, de a encenar, de a manipular. Tenho dito aqui, por vezes, que não fui grande estudante. Mas quando o digo, digo no sentido de nunca ter feito uma directa para estudar para um exame, de não perder muito tempo a 'marrar', de privilegiar o tempo de namoro ao de estudo. Mas o facto de não precisar de estudar, não significa que não tenha sido uma boa aluna. Acabei o meu curso com média de 16 numa escola a sério em que a exigência era grande. Depois da licenciatura fiz pós-graduações e vários outros cursos de formação profissional. Tenho tantos anos de vida profissional que nem me atrevo aqui a dizer. Não estou a falar nisto para me gabar do que quer que seja. Digo-o apenas para vos dizer que sei do que falo quando opino sobre algumas matérias. Não falo de cor, não papagueio, não falo do que não sei.
Quando digo que há alternativas não o digo apenas por convicção pessoal ou referindo-me a aspectos do ponto de vista social, político ou, até, filosófico: digo-o também do ponto de vista da elaboração de modelos, os célebres modelos que neste Governo são a bíblia.
Quando se fazem modelos estabelece-se qual o objectivo a atingir e definem-se as condições, as restrições, definem-se as constantes e as variáveis e quais as ligações entre elas. 
Ora, se um estúpido qualquer se puser a brincar com modelos que mexem com a vida das pessoas e não tiver estabelecido que há limites que não podem ser ultrapassados, que há 'objectos' que não são constantes mas sim variáveis e outros que, pelo contrário, são constantes que não podem ser questionadas, o que vai acontecer é que o resultado é um aborto ou uma arma de destruição em massa.
É o que está a acontecer com este governo. Não percebem nada de nada de coisa nenhuma. E o drama é que a nossa vida, a qualidade da nossa vida, para estas ignorantes criaturas, são meras variáveis em geometria variável. E, em contrapartida, recusam-se a mexer naquilo em que o deveriam fazer. São ignorantes. É que isto de fazer modelos complexos não é para aprendizes, para ignorantes.

É este o modelo para que queremos para Portugal, senhores Deputados?
A dívida para eles é uma constante, a dívida e o serviço da dívida (isto é os encargos a ela inerentes), são uma 'coisa' na qual não se pode mexer. Em contrapartida retirar rendimento das pessoas para pagar essa dívida é uma variável. Ou seja, não equacionam que se pode e deve renegociar a dívida, pagá-la em mais anos, dizer que não se paga como forma de pressão para que se aliviem os juros. Mas parece-lhes normal roubar os rendimentos dos trabalhadores e reformados, parece-lhes normal deixar doentes sem tratamento, crianças sem vacinas (ouvi ontem na televisão que já há muitas pais que não conseguem vacinar as crianças contra a meningite), parece-lhes normal atirar as pessoas para o desemprego e para a miséria.
É que a porcaria dos modelos que andam a fazer padece de um erro fatal.
Imaginem os meus Caros, o seguinte. Imaginem que estão a gerir uma empresa e que querem geri-la o melhor possível. Então, para verem onde mexer, fazem um modelo que represente a empresa. E imaginem que por um azar dos távoras, têm um totó, ignorante e estúpido, a fazer esse modelo. E o que é que ele faz? Faz um modelo que tem por objectivo minimizar os custos da empresa.
Acham razoável? À primeira vista pode parecer mas alguém mais experiente ou com dois dedos de cabeça verá logo que isso é errado pois, de redução em redução, o melhor é fechar a empresa que assim terá custos zero.
O que se deverá fazer é o oposto, ou seja, um modelo que maximize os resultados. Ou seja, um modelo que permita encontrar o justo equilíbrio entre as vendas e os respectivos custos. Geralmente, o melhor para a empresa é atingido pelo aumento de vendas, ou seja, conseguindo o crescimento da empresa, e ajustando os recursos a esse crescimento.
Pois o que está a acontecer em Portugal é que os 'espertos' do Governo (Braga de Macedo, Carlos Moedas, Gaspar, Passos Coelho, etc) acham que o resultado se vai atingir com cortes, cortes, austeridade e mais austeridade quando deveriam estar a fazer tudo ao contrário, olhar para o resultado, apostar no crescimento da economia, ir buscar os fundos não aproveitados do QREN, alocá-los ao crescimento, unirmo-nos aos italianos, aos gregos, aos espanhóis, aos irlandeses, para fazer pressão sobre a Alemanha, para que não imponha o seu jugo absolutista. O objectivo tem que ser o de se fazer de tudo para potenciar o crescimento do País - porque, crescendo a economia, crescem naturalmente os impostos, amortiza-se a dívida, reduz-se o défice. Mas primeiro tem que crescer a economia porque aqui a ordem dos factores não é arbitrária.

O que está a acontecer é que Passos Coelho está a conduzir o país para a catástrofe. E Paulo Portas está a ser conivente. E Cavaco Silva está a assobiar para o lado.


Vamos aceitar estas condições para as crianças de Portugal?
Vamos tolerar esta tristeza nos olhos das nossas crianças?


O País não pode aceitar a sua destruição, não pode. Eu não aceito. Eu não aceito!»

UM AGRADECIMENTO AO BLOG, UM JEITO MANSO!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O EFEITO DA LEGISLAÇÃO A METRO!

«Há leis a mais e os cidadãos não se sentem obrigados a acatá-las»

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PASSOS CONTINUA SEM PERCEBER O FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA

Continuar a aumentar impostos é o caminho para a diminuição da receita fiscal. NÃO SE PODE AUMENTAR MAIS OS IMPOSTOS! O QUE É QUE PASSOS NÃO PERCEBE?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ENQUANTO A HIPOCRISIA CANTA NA ASSEMBLEIA, O FISCO ATACA REFORMADOS DE 500€

«Austeridade:
Fisco ataca reformados de 500 euros»

MARINHO PINTO E OS ACTOS NOTARIAIS: OUTRO ERRO CRASSO DESTE GOVERNO, UMA INCONSTITUCIONALIDADE AFASTAR GRANDE PARTE DOS CIDADÃOS PORTUGUESES POR IMPOSSIBILIDADE DE OS PAGAR



«Para o bastonário da Ordem dos Advogados é o Estado que mais vai ficar lesado com a subida dos preços dos actos notariais.
Marinho Pinto acusa o Governo de estar "empenhado a empobrecer cada vez mais as pessoas". Em seu entender, estes serviços deviam ser gratuitos ou ter um preço simbólico. Só assim, as pessoas iriam regularizar situações que têm pendentes há anos.
Concorda com a subida de preços dos actos notariais?
Não. Este tipo de custos é contrário à dinâmica de civilização e de modernidade. Encarecer os preços vai fazer com que as pessoas não actualizem a sua situação cívica e que, por exemplo, não registem prédios ou empresas.
Qual vai ser o impacto desta subida de preços?
Não sei quantificar mas vai haver de certeza uma redução de registos e serão mais as pessoas que desistem de actualizar a sua situação cívica e patrimonial.
Na sua opinião, os preços deviam ser reduzidos? Os actos notariais deviam ser gratuitos ou, a serem cobrados, deviam ter um preço simbólico.
Só assim as pessoas regularizariam situações que têm pendentes há muitos anos, como casos que conheço. É do interesse do Estado que conheça a situação das empresas e dos seus cidadãos ou o seu património. Com a subida dos preços é o Estado que mais vai ficar prejudicado.
Como vê esta medida do Governo? O Governo está empenhado a empobrecer cada vez mais as pessoas. Cada vez mais seguem uma política errada.
Não concorda então com a posição dos bastonário dos Notários, que defende que o Estado deveria deixar de prestar estes serviços? Não. O Estado deve continuar a prestar este tipo de serviços e foi um erro ter permitido a entrada no sector de operadores privados.»

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ARMANDO VARA E A CIDADANIA COM VERGONHA

UM PASSARÃO CHAMADO ISALTINO

«Mas Isaltino não se ficou pelas críticas à reforma autárquica tendo ainda abordado o tema da TSU.
"Os portugueses aceitam tudo. Só nao aceitaram a TSU porque foi um pouco à pressa", disse Isaltino Morais para quem esta é a altura ideal para reformar.»
Claro que os portugueses aceitam tudo: até corruptores e corrompidos!
Felizmente que estamos perante a mais impoluta criatura na terra!

O ESTADO ESCROQUE OU O FIM DO ESTADO EM PORTUGAL

«Quem quiser divorciar-se ou partilhar bens vai passar a pagar mais. O novo Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado foi publicado na quarta-feira em Diário da República.

O Governo vai aumentar quase todas as taxas pagas pelos serviços e registos nas conservatórias públicas, escreve o «Diário Económico» na sua edição desta quinta-feira.

Há casos em que o valor cobrado mais do que duplica. A ideia é encaixar mais receita e aproximar os preços daquilo que é praticado no setor privado.

O divórcio com partilha de bens, por exemplo, passa de 550 para 625 euros, mais 125 euros por registo e 30 euros por cada imóvel.

A convenção antenupcial custará 160 euros em vez dos atuais 100. A habilitação de herdeiros vai custar 150, também em vez dos atuais 100.

O valor cobrado pela partilha de bens por morte será de 425 euros (até aqui era de 300), mais 30 euros por cada imóvel, fora a consulta.

A fusão e cisão de uma sociedade sobe 20 euros. A entrega online passa a ter um desconto de 15%, quando antes era maior (40%).»
Estes valores são valores de um estado escroque. Um estado que não permite a uma percentagem imensa dos seus cidadãos o acesso a estes serviços essenciais num estado moderno, não existe. É um estado escroque, onde pululam muitos agentes escroques. 

ROUBAR AOS POBRES PARA DAR AO PODER: NÃO HÁ LUGAR À DIMINUIÇÃO DE DESPESA?

«Carros para a ERC e para as Águas do Alentejo

Nem de propósito. Numa altura em que se ficou a saber que a frota de carros do governo tem 208 carros, deparamo-nos com mais exemplos de entrada de carros para a esfera pública. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) vai gastar 130 mil euros para o “aluguer operacional de quatro viaturas ligeiras de passageiros incluindo seguro, manutenção, pneus, assistência em viagem, viatura de substituição e gestão de sinistros, documentação e impostos”. A Águas do Alentejo vai mais longe e subiu a parada para os 400 mil euros.»

DEMOCRACIA OU LUTA DE FACÇÕES?

Cada vez é mais claro que a nossa democracia precisa de ser recriada.
A nossa Assembleia não pode viver da luta entre facções.
O sistema de responsabilização directa dos deputados através de um sistema uninominal em que cada deputado tenha mais lealdade ao seu eleitor do que ao seu presidente de bancada é urgente.
Sem isso a democracia é um vazio de representatividade e uma luta de assembleia entre facções desfasada da realidade e dos anseios dos cidadãos eleitores.

DESLEGITIMADO


PODER, DINHEIRO, DOMINAÇÃO

«Com o olhar da actualidade, Marcelo Rebelo de Sousa interpreta "As tentações de Santo Antão". “Mesmo nesse universo de circulação e comunicação cada vez mais acelerada, que é o das redes sociais, a urgência da redescoberta de caminhos pessoais para a Fé, caminhos de meditação. Quanto à realidade social, económica e política que nos rodeia o tema das tentações é tão actual como sempre: a tentação do poder pelo poder, a tentação do dinheiro pelo dinheiro ou como veículo de dominação”, disse.»

PRIVATIZAÇÃO DO SNS

Saúde leva corte acima do previsto no Orçamento para 2013 (DE)
 
Paulo Macedo avançou com um corte de 200 milhões para o próximo ano.
Paulo Macedo e o governo ultra liberal de Passos prepara-se para aniquilar o SNS empurrando os cidadãos para um sistema pago de saúde onde as consultas giram à volta dos 70€ (isto num país onde muitos cidadãos auferem ordenados miseráveis).

PAULA TEIXEIRA DA CRUZ E A PRIVATIZAÇÃO DO ESTADO: IMPOSSÍVEL VIVER EM PORTUGAL

«A partir de 1 de Outubro, a maioria das ‘taxas' que os cidadãos e as empresas pagam nas conservatórias públicas vai aumentar. Nalguns casos mais do que duplicam. Procedimentos como o casamento fora da conservatória, o divórcio com partilha de bens, a conversão da separação em divórcio, a habilitação de herdeiros por morte, a aquisição de nacionalidade, a fusão ou cisão de sociedades, a constituição de associações e os respectivos registos vão sofrer um aumento no preço, segundo o novo Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado, ontem publicado em Diário da República.
Todos os anos há algumas alterações pontuais, mas agora Paula Teixeira da Cruz faz uma revisão mais profunda. Objectivo: tentar captar receita e equiparar preços aos dos privados, estimular o empreendorismo e a actividade económica.
O novo regulamento traz outras novidades, que, indirectamente, aumentam ainda mais o preço cobrado pelas conservatórias: não só passam a ser cobradas as consultas às bases de dados, como o desconto pela realização dos registos ‘online' sofre uma significativa quebra. O Ministério da Justiça justifica que foram feitos ao longo dos anos "elevados investimentos" nos suportes electrónicos.»

Isto chama-se custos de contexto. Isto chama-se má gestão. Isto chama-se perder competitividade. Este governo é perigoso e anti-social. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A CRIAÇÃO DE EMPREGO E O EFEITO SÓ EM IMPOSTOS DIRECTOS




Massa Salarial
Impostos
50.000
   750,00 €
          525.000.000 €
             262.500.000 €
75.000
   750,00 €
          787.500.000 €
             393.750.000 €
100.000
   750,00 €
      1.050.000.000 €
             525.000.000 €
150.000
   750,00 €
      1.575.000.000 €
             787.500.000 €
200.000
   750,00 €
      2.100.000.000 €
         1.050.000.000 €
200.000
   750,00 €
      2.100.000.000 €
         1.050.000.000 €
250.000
   750,00 €
      2.625.000.000 €
         1.312.500.000 €
300.000
   750,00 €
      3.150.000.000 €
         1.575.000.000 €
350.000
   750,00 €
      3.675.000.000 €
         1.837.500.000 €
400.000
   750,00 €
      4.200.000.000 €
         2.100.000.000 €
450.000
   750,00 €
      4.725.000.000 €
         2.362.500.000 €
500.000
   750,00 €
      5.250.000.000 €
         2.625.000.000 €
550.000
   750,00 €
      5.775.000.000 €
         2.887.500.000 €
600.000
   750,00 €
      6.300.000.000 €
         3.150.000.000 €
650.000
   750,00 €
      6.825.000.000 €
         3.412.500.000 €
700.000
   750,00 €
      7.350.000.000 €
         3.675.000.000 €
750.000
   750,00 €
      7.875.000.000 €
         3.937.500.000 €
800.000
   750,00 €
      8.400.000.000 €
         4.200.000.000 €
1.000.000
   750,00 €
    10.500.000.000 €
         5.250.000.000 €
1.200.000
   750,00 €
    12.600.000.000 €
         6.300.000.000 €

OS NEGÓCIOS DO EXTRAORDINÁRIO GASPAR

«Terá sido o próprio ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a dar indicações à Caixa Geral de Depósitos para subcontratar a empresa Perella Weinberger Partners para assessorar o Estado na venda da EDP e da REN. A notícia vem hoje no jornal Público e conta que os administradores da Caixa Geral de Depósitos António Nogueira Leite e Nuno Fernandes Thomaz manifestaram a sua discordância com todo o processo, que está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

"A contratação da firma norte-americana esteve desde o início envolta em polémica. Não só por se tratar de uma empresa, alegadamente, sem experiência em privatizações e sem historial de conhecimento da área da energia, mas também porque o seu nome foi posto em cima da mesa pelo ministro das Finanças", escreve o Público. "E já depois de ter sido elaborada uma lista restrita, com nomes de assessores financeiros, que não incluía a Perella. A exclusão dos candidatos portugueses, como o BESI (que seria contratado pelos grupos que venceram as duas privatizações), o BCP e estrangeiros, levou alguns deles a questionar a opção governamental."

Apesar da discordância manifestada pelos responsáveis do banco sobre a escolha dos assessores, a Caixa BI acabou por subcontratar a empresa Perella Weinberger Partners, após parecer positivo dos serviços jurídicos. "O acordo fixou que a Caixa BI e a Perella repartiriam em igual percentagem as comissões cobradas ao Estado. O negócio rendeu 15 milhões de euros a dividir entre ambos", diz o Público, que assinala que o sócio da empresa norte-americana Paulo Cartucho Pereira, amigo de Vítor Gaspar, esteve em Portugal entre setembro e fevereiro, no decurso das privatizações da EDP e da REN.

Um jurista citado pelo Público diz que os procedimentos adotados neste dossier terão sido regulares, "ainda que o comportamento e a conduta dos titulares da pasta das Finanças possa ser questionado eticamente". No Parlamento, há alguns meses, o deputado socialista João Galamba, conta o jornal, pediu "a identificação completa do ato administrativo que levou o Governo a contratar a Perella, bem como a respectiva certidão, incluindo a fundamentação". »

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A AGENDA DE PASSOS CONFUNDE-SE COM FALTA DE SOLIDARIEDADE COM O SEU POVO?

«O primeiro-ministro italiano, Mário Monti, recebe na sexta-feira (dia 21) os seus homólogos da Grécia, da Irlanda e de Espanha para uma reunião sobre a crise e o futuro do euro. Portugal fica de fora. O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho foi convidado, mas recusou por motivos de agenda.»