segunda-feira, 8 de abril de 2013

O AJUSTAMENTO PELA CONFIANÇA: QUE RESULTADO?

O efeito Laffer ou curva de Laffer é hoje mais conhecido de todos os que não lidavam habitualmente com o economês. Algo que muitos, não habituados ao jargão da economia, não tanto do de empresa - que em portugal passa por vinha nunca vindimada como o cão que conhecemos -, vão aos poucos descobrindo, começando a aperceberem-se que a economia é um saber a várias vozes e dimensões.
Eles são os neokeynesianos (mais ou menos puros, autênticos labradores em raça de cães) e os neoliberais, a sair mais ao pitbull assassino do salve-se quem puder. Algo que nenhuma raça percebe é, no entanto, que haja canídeo que não saiba que a base da economia é a confiança.
E assim parece que no mundo do economês há uma terceira raça: o Chihuahua, em aparência, mas na essência um cão vingativo, impiedoso e teimoso pela presa: um verdadeiro assassino por baixo de uma capa serena e seráfica.
Será que seriam precisas novas medidas substitutas daquelas outras chumbadas pelo TC, se a reposição da confiança dos agentes económicos fosse agora de sinal contrário e em vez de mais de 2 por cento de regressão tivéssemos agora por via da confiança um pequeno crescimento?   

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UM PAÍS DE COBARDES, DE FORTES COM OS FRACOS, MEDROSOS COM OS FORTES!

Ilação da peça anterior!

A LUZ DO «SOL» E DEIXEM-NOS RESPIRAR

Este artigo do Sol resume o problema de portugal: e este chama-se Assembleia da República. UM local onde quase sempre gente ignorante da realidade do país, sem chão e mundo, (elevada a deputada da nação, quantas vezes a «empresários de aviário da república», por obra e graça de inscrição num partido político) fabrica regras que matam há muito portugal.


«Enfrentar o 'inimigo' chamado burocracia
4 de Abril, 2013por Ana Serafim
Karl Heinz Stock, empresário alemão residente no Algarve, lançou o movimento Deixem-nos Respirar para conseguir pôr cobro à burocracia, um «inimigo» que está a deixar o «país de joelhos». O objectivo é reunir uma série de empresas nacionais para que, juntas, tenham voz para pedir mudanças ao Governo.
Em Fevereiro, os operadores logísticos alertavam que o excesso de burocracia associada ao transporte de produtos podia dificultar o abastecimento de supermercados, prejudicando os consumidores. E é contra esse «inimigo que vem de dentro» que Karl Heinz Stock, empresário alemão residente no Algarve, com negócios na área da indústria, comunicação social e vitivinicultura, lançou a campanha Deixem-nos Respirar – (http://www.deixemnosrespirar.com) –, ou Let Us Breath, em inglês.
Objectivo? Reunir o máximo de empresas nacionais, sobretudo pequenas e médias, e somar mil milhões de euros em volume anual de negócios ou investimentos em Portugal, para que possam ter voz para pedir mudanças ao Governo.
Uma das alterações mais urgentes é a das guias, defende o dono da Quinta dos Vales, em Estombar, onde produz vinhos e expõe algumas das esculturas que também faz. A partir de 1 de Maio, transportar qualquer tipo de mercadorias obrigará a uma comunicação prévia à Autoridade Tributária. Depois desse contacto, via internet, o fisco emitirá um código que deverá constar na guia de transporte. Caso contrário, não podem circular.
Para o fundador do movimento, e ainda que concorde com o combate à evasão fiscal, «as guias são inúteis». «Com a nova lei de transparência fiscal, têm de ser registadas electronicamente e, com isso, estamos realmente a perder muito dinheiro», pondo em causa a liquidez das empresas e postos de trabalho, critica. Se se demorar cinco a dez minutos a preencher a papelada e documentos electrónicos, Karl Heinz Stock estima que se perca «20% a 25% do tempo produtivo de uma empresa, por dia». «E a nossa margem é menor do que 20%, o que significa que, com cada cliente que servimos, perdemos 5% de receita», assume. «É totalmente ridículo».
E, por isso, deixa um conselho aos governantes. «Se querem fazer dois a três mil milhões de euros sem esforço, extingam as guias e, no mínimo, vamos poupar 1,5% do nosso PIB, que ronda os 170 mil milhões». Garante também que não existe sistema semelhante em nenhum dos países que analisou, pelo que também é preciso nivelar o volume de burocracia em Portugal com os padrões europeus.
«Já debati a questão com a ASAE e GNR. Em privado dizem-me que tenho razão, mas que mesmo que tentem mudar, não terão resultados porque têm os seus próprios regulamentos», definidos pelos políticos, conta o empresário, que também tem duas fábricas no norte do país e jornais e revistas, como a Essential.
«Temos de gastar o tempo da GNR nisto? O trabalho deles é prevenir o crime, mas o que o Governo está a fazer é desperdiçar o tempo da Guarda em controlos estúpidos, roubando tempo à prevenção do crime violento», continua, defendendo mesmo que poderá cair-se em abuso de poder. «Sabemos que os guardas estão nas ruas também para alcançar determinados resultados em termos de receitas de multas. Isso é inconstitucional, porque as multas existem para prevenir comportamentos errados e não para aumentar orçamentos».
Até ao início desta semana tinham aderido ao movimento cerca de 260 empresas, representando 2.933 empregos e quase 387 milhões em vendas. Os investimentos no país rondavam os 800 milhões. «A cada dia, cinco a dez empresas se juntam ao projecto», contabiliza o investidor. Mas também sublinha que a maioria não quer dar a cara por medo de retaliações. «Precisamos de mais gente a dizer que algo está errado para que os superiores oiçam. Mas, infelizmente, as pessoas pensam que vão ter problemas se abrirem a boca».
E salienta: «Se sabemos que algo está errado e não fazemos nada contra isso, somos culpados. Essa é uma culpa que muitos trazem aos ombros, desde o cidadão comum aos políticos mais importantes», resume.
Herança da ditadura
Consciente que a luta contra a burocracia em Portugal já tem barbas, para Karl Heinz Stock trata-se de uma herança da ditadura, que está a deixar
 o país «de joelhos». É certo que ainda pode levantar-se. Mas é preciso reformar a administração pública, desburocratizar, descentralizar, pôr a justiça e os licenciamentos a funcionar. «Ninguém está a lutar. Até agora, apenas se fala, mas nada se faz. Se se quer fazer uma viagem de dez mil quilómetros, tem de dar-se o primeiro passo. É isso que estou a tentar fazer com este movimento».
Ainda assim, o fundador quer encontrar um empresário português que dê a cara pelo Deixem-nos Respirar, porque considera que não deve ser um estrangeiro a levar o projecto adiante. E alerta para a não politização da iniciativa. «Não quero que acabe na mão de um partido político. Quero falar com todos os partidos, porque temos de resolver este problema unidos. Quero que os empresários portugueses se unam e sejam bravos o suficiente para dizer ao Governo que tem de os ouvir».
Assegurando que manterá as suas empresas em Portugal, Karl Heinz Stock assume, no entanto, que se em 2006, quando começou a investir no país – depois de ter deixado negócios ligados ao petróleo e ao imobiliário na Rússia – soubesse o que sabe hoje, não teria actuado da mesma forma.
«Não investiria porque nunca fiz investimentos financeiros. Só obtenho lucro através do valor acrescentado que crio. E estou completamente frustrado porque investi dezenas de milhares de euros neste país, que ganhei fora, e agora tenho de me prevenir para não perder demais. Se fosse um investidor financeiro, claro que viria para Portugal. Esses podem fazer muito dinheiro agora, comprando terras e negócios por quase nada. Mas se se for um verdadeiro investidor, o melhor é manter-se afastado», aconselha.


O excesso de burocracia, do qual o estado português sempre foi campeão, tem sido talvez um dos maiores travões da nossa economia. É um desaforo e uma obsessão querer controlar tudo, acabando por controlar muito pouco, porque o sistema se volta contra si. Foi lançado um livro há anos atrás chamado "Portugal voando baixinho" (não me lembro quem é o autor) que trata deste assunto duma forma concisa e que deveria ser lido por muito mais gente. Infelizmente teve pouco impacto, e a doença obsessiva das guias, impressos, registos, inscrições, selos, etc. continuou e possivelmente vai continuar por bom tempo. Uma coisa que este alemão não referiu (no fim, não nos diz nada que já não soubéssemos) é que a burocracia, FACILITA A CORRUPÇÃO. Quem já não deu (ou foi tentado a fazê-lo, uma "lembrança" a um funcionário público para que lhe facilitasse a vida? Quando não são eles (alguns funcionários)a exagerar um problema, para depois, com as mão untadas, se apressar a resolver, prestando um "especial favor". Dá medo quando o governo, diz que quer reduzir o numero de funcionários, sem entretanto alterar o sistema. Se como está, funciona mal, imaginem com menos gente tratando de despachar montanhas de papel, onde os burocratas convictos deveriam morrer sufocados»

quarta-feira, 3 de abril de 2013

FISCO: O INIMIGO PÚBLICO Nº1 DA ECONOMIA E DOS AGENTES ECONÓMICOS PORTUGUESES

«Fisco «contorna regras» e cobra IMI aos dois cônjuges
Assim «finta» a cláusula de salvaguarda e aumenta a receita arrecadada»

terça-feira, 2 de abril de 2013

ASAE E ASSUNÇÃO: OS MATA ECONOMIAS POR UM AGRICULTOR!

«No que diz respeito à agricultura (e aí comento por conhecimento próprio) temos no Alentejo um caso de comédia triste, que diz respeito ao porco preto. Uma realidade que reflecte bem o que temos de bom e não é aproveitado para criar riqueza. O porco preto alentejano é criado até ao momento em que é comprado pela indústria espanhola(a preços de saldo, porque compram no vivo). É transportado para Espanha onde é morto, desmanchado e apenas aproveitam os presuntos que são vendidos no mercado espanhol a preços exorbitantes. Para Portugal revendem tudo o resto, já transformado, com preços altíssimos. O que ganhou o agricultor neste processo? Uma miséria, porque em Portugal a legislação não permite o abate e desmancha no particular. Se o fizermos, teremos a ASAE à perna!»

DANIEL OLIVEIRA, A ARROGÂNCIA E SCHAUBLE

Pode-se não gostar da frase arrogante de Daniel Oliveira sobre gostar de pessoas arrogantes, não se pode é dizer que o homem não é inteligente (porque pensa sem teias/fronteiras mentais). E esse capacidade reflexiva é fundamental. 


segunda-feira, 1 de abril de 2013

ENFERMEIROS PORTUGUESES EM INGLATERRA

«40 dos 55 enfermeiros do Hospital de West Suffolk são portugueses»

Dói a alma ver uma sociedade como a inglesa a suspirar por enfermeiros portugueses.

Dói a alma porque funciona na razão inversa da destruição de portugal operada por Passos Coelho.

 

 

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

O ESTADO DA «SAÚDE» EUROPEIA

A Comissão, o BCE, o Conselho Europeu são hoje a tradução de uma má europa que se sobrepôs à boa Europa da construção dos pequenos passos anterior, solidária, inclusiva e respeitadora das diferenças e dos pequenos números.
Ora se não vejamos:
«Em países como a Grécia, a Espanha e Portugal, onde os governos adotaram medidas de austeridade, tornaram-se mais comuns os suicídios e surtos de doenças infeciosas. A informação é avançada num estudo publicado esta quarta-feira na revista «Lancet» sobre o estado da saúde na Europa. Em contraste, «a Islândia rejeitou a austeridade em referendo e a crise parece ter tido poucos ou nenhuns efeitos discerníveis na saúde», referem os investigadores.

De acordo com a agência Lusa, a análise dos oito investigadores que escrevem na «Lancet» sugere, por isso, que, embora a recessão comporte riscos para a saúde, é «a interação da austeridade fiscal com o choque económico e uma fraca proteção social» que parece provocar a escalada das crises sociais e na saúde na Europa, refere diretor científico do Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde, Martin McKee, numa conferência de imprensa em Londres.

A revista acusa os governos e a Comissão Europeia de «explicitamente fecharem os olhos» aos efeitos da crise e da austeridade na saúde das populações, apesar de ser claro o aumento dos suicídios e outras doenças.

«Os governos da Europa e a Comissão Europeia explicitamente fecharam os olhos aos efeitos [da recessão] na saúde», disse McKee.

O investigador, que é também professor de saúde pública na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, compara as autoridades europeias à indústria tabaqueira, quando, durante anos, negou os efeitos do tabaco, argumentando que as provas não eram concludentes.» (Fonte: tvi24 / PO    |   2013-03-27 09:48)

O REGRESSO DO SR. ENGENHEIRO

O que me incomoda não é o direito à palavra de um cidadão. 
É mais a movimentação conspirativa do antigo aparelho por detrás de Sócrates a que os cidadãos que ficam sem casa e sem rendimentos tem de assistir.
Num país decente, Sócrates perante os indícios que correm no informalismo das redes, deveria ser sujeito a um escrutínio total da sua vida privada. 
Num país decente, um homem responsável (mesmo que partilhadamente) pelo estado a que fez O País chegar ficaria no seu recato.
Mas não! A falta de vergonha e a perceção de um povo mole e inconsequente, é maior que tudo o resto e o poder atrai, atrai muito.

sexta-feira, 22 de março de 2013

DISCORDÂNCIA COM CATROGA

«Eduardo Catroga lembra que era evidente que, face à necessária redução do défice de um valor próximo de 11% ou 12% do PIB para um valor inferior a 3%, era inevitável um aumento de impostos. Mas o Governo, prossegue o economista, também deveria ter feito ver à 'troika' que este tipo de ajustamento teria de ser feito, não em três anos, mas em cinco ou seis anos, no mínimo. E mesmo neste cenário, o economista sublinha que o Governo deveria ter explicado que face ao esforço que era necessário fazer, teria de haver um período em que transitoriamente os impostos teriam de aumentar.»
NÃO, NÃO ERA INEVITÁVEL TER AUMENTADO OS IMPOSTOS.  
PORQUE ESSE FOI O ERRO DO GOVERNO.
NÃO TER FEITO LOGO UM ORÇAMENTO DE BASE ZERO, DESPEDINDO APENAS NAS GORDURAS POLÍTICAS DO ESTADO, DESBUROCRATIZANDO, COMBATENDO O DÉFICE PELO CRESCIMENTO, UNINDO OS PORTUGUESES NA NECESSIDADE DE PRODUZIR MAIS MELHOR, NÃO EMPURRANDO SANGUE NOVO PARA A EMIGRAÇÃO. 
EM VEZ DISSO O GURU GASPAR RESOLVEU CRIAR DESCONFIANÇA E AUMENTAR BRUTALMENTE OS IMPOSTOS DIMINUINDO O PRODUTO E A RECEITA FISCAL. 
 

PEDRO SILVA PEREIRA: O BENJAMIN DE SÓCRATES

«O ex-ministro Pedro Silva Pereira garante que o regresso de José Sócrates não tem nenhuma intenção política.

«Não creio que a disposição de Sócrates seja intervir na vida interna do PS. Ele não vai regressar à politica ativa, partidária, nem com o horizonte de um projeto politico qualquer», afirmou»

Mais Socrático que Sócrates, mais outro Socrático mais papista que o papa.  
Mais outro sem vergonha nenhuma na cara.

SOB SÓCRATES E A COMUNICAÇÃO SOCIAL

Já há muito sabíamos que o atual estado de coisas tem a ver com políticos, mas também com uma classe jornalística por opção individual, medo de perda de emprego, perceção distorcida da função, ambição de poder, ambição de lugar, corrupção, ou outro qualquer motivo inconfessável.

Ontem a qualquer português atento não passou despercebido o facto de quase 90.000 portugueses terem assinado a petição contra o convite de José Sócrates na televisão pública, mas esta ter sido referida pelo menos por um jornalista num jornal da noite, como alguns milhares.

É este o sentido de jornalismo de muitos dos nossos digníssimos «profissionais da comunicação social».  

quinta-feira, 21 de março de 2013

SÓCRATES COMENTADOR POLÍTICO: O SISTEMA A GOZAR COM OS PORTUGUESES!

O ex-primeiro ministro José Sócrates vai comentar, a partir de abril, a atualidade do país, num programa semanal na RTP.

De acordo com o «Diário de Notícias», Sócrates vai ser um dos elementos do novo painel de comentadores, juntamente com Nuno Morais Sarmento. 
Para quem tinha dúvidas que em portugal só uma mudança de sistema pode alterar aquilo que nos trouxe aqui, esta notícia é indiciadora de como a sociedade é manietada por dentro e por fora, através da infiltração nos meios de comunicação social e nas diferentes instituições estatais e para estatais pela máfia política.
Sócrates  como comentador «quem nos trouxe aqui não tem condições para nos tirar daqui» é um afronta ao povo português.

terça-feira, 19 de março de 2013

MITTLEUROPA, MITTLEGRUPO, O CASO CIPRIOTA DA EURODESGRAÇA


O Finlandês Olli Rehn, o Holandês Jeroen Dijsselbloem e os Alemães Wolfgang Schauble e Jorg Asmussen são a cada vez mais assumida face de uma mittleuropa - de uma espécie de «mittlogrupo» e não de um verdadeiro e democrático eurogrupo que assuma os interesses de todos os seus «associados»

«Mittlogrupo» que está a destruir o projeto europeu com as suas pressões «incríveis», como refere e assume Schauble à comunicação social alemã sobre as recentes conversações? cipriotas, mais soando a chantagem e imposição unívoca de ponto de vista.

Imposição de ponto de vista destruidor de todas os princípios que enformam a UE - a solidariedade, a subsidiariedade, a lealdade comunitária, ...

A mittleuropa ideológica que se apropriou antidemocraticamente do projeto europeu destrói o projeto através do euro e do «rapto» da intergovernamentalidade do «ponto» do interesse alemão. O eixo «Berlim-Paris» agora substituído pelo «ponto» alemão, tenta impor à europa o domínio do seu «marco-euro» com decisões insensatas e pouco democráticas no seio de um «clube», mais uma família e com laivos autocráticos,  gerando efeitos destrutivos na confiança necessária a qualquer sistema financeiro de qualquer espaço monetário.

O egoísmo alemão - neste caso há quem pense que a questão cipriota é mais uma questão de geopolítica - vai matando aos poucos o ideal da convergência europeia, porque mostra cada vez mais às soberanias quem capturaria uma federação europeia - e que interesses estariam por detrás de uma deformada, ou dificilmente bem formada federação europeia onde o princípio da paridade independente da dimensão fosse assegurado. 

Parecendo aparentemente, assim, que a solução europeia é a federalização sem a contaminação dos interesses dos mais fortes que prosseguiriam sempre o objetivo inconfessável de impor o seu modelo e de molde a contrariar a atual crescente governamentalização - facilmente apropriável por um norte economicamente mais forte e onde o livro de cheques e o poder do número da cidadania soberana continua a dominar as relações da «sociedade» mundial, mesmo daquela que se tenta «tornar comunidade» - a atual crise europeia demonstra mais uma vez a dificuldade de criar uma verdadeira comunidade quando no seu interior falta o cimento dos valores principais de qualquer comunidade: a solidariedade e o desprendimento, princípios muito mais franciscanos e muito menos luteranos - as sociedades não se dividem apenas por espaços, mas por ideologias e valores, verdadeiras religiões que as formatam.


AGUIAR BRANCO E O PROJETO DE DESTRUIÇÃO DO COLÉGIO MILITAR: OS SCHAUBLE E DIJSSELBLOEM PORTUGUESES

Se Aguiar Branco, um pseudo social democrata em quem votei, o ministro que ao fim do dia estaciona no seu escritório de advocacia, conspurcando a sua função de ministro da defesa em não exclusividade, se atrever a destruir e desvirtuar um estabelecimento com dois séculos de história do melhor que existe de caráter em portugal, como o colégio militar, prepare-se para no futuro mudar o nome e de todos os membros da sua família que serão com certeza em portugal considerados «personas não gratas». 
A democracia tem regras: a mínima não defraudar a representatividade.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

EUROGRUPO: A EUROPA DO NORTE CRIMINOSO


ESFG: QUANDO A ECONOMIA NÃO É SOCIAL

«O Espírito Santo Financial Group (ESFG) registou lucros de 313,6 milhões de euros em 2012, mais do dobro dos 121,4 milhões de euros registados em 2011, anunciou a instituição que controla o BES, em comunicado.

O grupo sublinha que os resultados positivos alcançados pelas atividades bancária e de seguros foram reforçados pela consolidação da BES Vida e pelo impacto favorável da não consolidação integral da BES Saúde.»

SALAZAR E PASSOS

«Estranha coincidência: a parte inferior do rosto de Passos é incrivelmente idêntica à de Salazar. A vingança de um sorri para nós na sobranceria do outro. Resta, pois, a rua, morada comum da raiva»

PORTUGAL FINIS TERRA. QUEM NÃO LER ESTE «DOCUMENTO» DE PEDRO ROSA MENDES É IGNORANTE E PERTENCE AOS CARTILHADOS DO PORTUGAL DOS RECORRENTES DEMÓNIOS

«PORTUGAL finis terrae. Texto de Pedro Rosa Mendes

PORTUGAL finis terrae

Texto de Pedro Rosa Mendes

O ditador Oliveira Salazar governou Portugal durante quase meio século, de 1928 a 1968 por sua mão ou inspiração, depois na modalidade de missa-de-corpo-presente através de Marcelo Caetano. Salazar, espécie de viúvo celibatário, amante apenas do seu próprio messianismo, moldou o país no fundamentalismo beato de uma opus grei a que ele chamou de Estado Novo. Salazar, com doses iguais de misticismo e de cinismo, tinha uma tripla fé: 1. em si próprio como Fúhrer infalível; 2. em Deus como leal confessor do poder; 3. e na miséria como ermida natural da virtude. Miséria económica, miséria cultural, miséria moral. Miséria-Pátria. Sem força para ser grande, o Portugal de Salazar alimentou o orgulho da sua solidão e o culto da sua pequenez. «Um povo que tenha a coragem de ser pobre é um povo invencível», confessou um dia o ditador-beato ao seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Nogueira. Esta frase encerra todo o seu credo e toda a nossa desgraça, incluindo a que vivemos hoje. Cinquenta anos após a saída de Salazar e quatro décadas após a Revolução de Abril de 1974, o Portugal democrático, vassalo de uma troika de contabilistas e amestrado por uma trupe de domadores de circo, realiza finalmente a vingança póstuma do ditador. O país, sujeito desde 2011 a uma intervenção financeira internacional, está à mercê de um grupo que acredita que Portugal tem tudo a ganhar em ficar mais pobre. Pobre «em termos relativos, em termos absolutos até», conforme explicou o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. O tempo é de contrarrevolução e de sonhos regressivos.
O dogma de quem governa hoje em Lisboa é que não há alternativa ao regime de indigência coletiva assinado com a troika. O Orçamento de Estado português para 2013 é um marco histórico. Põe fim a uma época ao rasgar o contrato com uma sociedade que, após a Revolução dos Cravos, sonhou ser outra coisa do que aquilo que hoje, sem dó, a «Europa» lhe diz que é: já não o novo-rico entre os pobres mas o velho-pobre entre os ricos. O Orçamento, corolário de uma inclemência ideológica lancinante, anuncia uma era de trevas. Ê o réquiem pela III República. Ê um Orçamento que concretiza o desmantelamento acelerado do Estado social construído em e pela democracia. Isto, em si, não é apenas uma tragédia portuguesa mas, em primeiro lugar, um ruidoso fracasso europeu. Com efeito, destrói-se de forma duradoura, num curto espaço de tempo e com a legitimação da «Europa», o que foi construído em mais de 30 anos com a ajuda da mesma «Europa». Não é, porém, nenhum mistério nem nenhuma novidade. Na construção como na demolição, os maiores sonhos e as maiores loucuras em Portugal têm e tiveram as oportunidades e os limites permitidos pelos interesses dos nossos fiéis amigos estrangeiros. Foi assim que tivemos o nosso império e que, acessoriamente, mantivemos o holograma a que chamamos a independência nacional.
O resto, ao nível interno, são as fraquezas seculares de Portugal e as continuidades de tempo longo, que regressam na actual legislatura com um vigor descaradamente revanchista, após um alegre e espalhafatoso passeio pós-revolucionário de Portugal pela «Europa». Façamos o balanço de quatro décadas de democracia e «convergência». O Estado cristalizou numa estrutura oligárquica, plataforma ao serviço dos interesses de uma classe política parasitária e das suas clientelas. O país, que em bom rigor não pode cumprir hoje várias das suas próprias obrigações constitucionais de soberania, não é viável sem capital externo. Tão-pouco é viável sem essa jóia do atavismo nacional português chamada Angola. A nação portuguesa confronta os seus mitos com a realidade da sua irrelevância periférica e recicla na «lusofonia» o discurso do excecionalismo português cozinhado a partir do luso-tropicalismo de Gilberto Freyre. A pobreza, enfim, volta a ser a condição normal do cidadão português médio. Resignação, rancor e inveja social — marcas ancestrais de uma população que poucas vezes teve coragem de ser povo para mudar o seu destino — formam o código operativo de sobrevivência individual. De tudo isto, quem não gosta ou não aguenta, emigra, aliás com a benção indecorosa das autoridades, que chamam «oportunidades» àquilo que é uma soma de tragédias e dramas individuais. Esta descrição, que podia ser a do Portugal de 1960, corresponde, no essencial, ao Portugal de 2012. Coloquemos apenas mais uns milhares de quilómetros de autoestradas e outras infraestruturas, construídas, a propósito, «sem custos para o utilizador» (deram-lhes esse nome delirante), que agora engrossam o pecado mortal do défice criado pelo investimento público. «Se calhar, há coisas que não deveríamos ter querido», dizia recentemente um ex-ministro e gestor de topo, com o conforto e o despudor de quem gozou não há muito tempo um «prémio» milionário ao sair de funções. «Talvez tenhamos exagerado nas autoestradas.» Não lhe ocorre perguntar, a ele e aos na «Europa» partilham esse discurso, quem é que ganhou com essa gula do «querer coisas» c a quem serviu o «exagero» desse escândalo que constituem as Parcerias Público-Privadas (PPP).
Coloquemos, é claro, neste balanço de regime essa conquista maior do Portugal democrático que é o progresso notável dos índices de educação. Mas isso é o que tem um sabor mais amargo: a geração com mais elevada preparação académica da História portuguesa não tem oportunidades no seu país e vai rentabilizar, a favor de outras economias, o investimento consistente de Portugal em criação de massa crítica. Paroxismo: hoje, os candidatos a um emprego escondem as suas habilitações académicas para aumentar as suas hipóteses de conseguir um trabalho (mal pago). Um curso universitário ou mesmo pré-universitário é agora considerado «muito pesado» para as agências de emprego. Ao mesmo tempo, o país não venceu os fantasmas do seu provincianismo rural nem abandonou o quadro psicanalítico do Estado Novo. Nesta sociedade, que nunca conheceu uma cultura de exigência nem de reconhecimento do mérito, os «doutores» são reis em terra de cegos. O exemplo mais caricatural é o ministro Miguel Relvas, produto acabado de uma sociedade de oportunistas. Representa um insulto à cidadania e à ética mas é sancionado por um sistema que não mudou: é feito de compadrio, de corrupção de alto nível, de tráfico de influências e, sempre que é preciso, de bullying político e pressão directa. O prestígio social Ao pareça' é em Portugal maior do que o prestígio social do ser. Isso não nasceu agora, é um traço do nosso subdesenvolvimento. Na última década, este fundo cultural teve a sua expressão institucional no programa Novas Oportunidades de incentivo à requalificação profissional. Com a ressalva de casos de bondade, abnegação e génio que sempre convém considerar, o programa permitiu a milhares de portugueses certificar conhecimentos que, em substância, nunca adquiriram, falseando as regras de competição no mercado de trabalho. A «crise» actual é também o ponto de chegada de uma geração de portugueses amamentados numa modernidade «chave-na-mão» por líderes que, em troca de uma cultura do conforto e do facilitismo, alimentada por um nível generoso de consumo, concedeu aos nossos dirigentes o direito à infantilização do eleitorado. Na derrocada portuguesa, não haveria Passos Coelho sem José Sócrates. A verdade, para falar mais simples, é que o país de Salazar não morreu com ele. O ditador, que era profundamente arrogante sob a sua diáfana modéstia de sacristão, tinha afinal razão: «Só morre quem quer. Portugal está mergulhado numa crise profunda, mas o que vem a significar esta «crise»? O meu primeiro indicador macroeconomia) sobre a situação atual é puramente emocional: não tenho, hoje, nenhum amigo feliz em Portugal. Nenhum. Vários estão no desemprego, todos estão em angústia, muitos entraram em profundo desespero. Outros saíram - como eu. O panorama da comunicação social é tão inquietante como o de outros sectores, com uma agravante: às fragilidades económicas veio somar-se um ambiente de ataque silencioso, mas persistente, a algumas liberdades fundamentais. Em Portugal há liberdade, sim, mas também há medo e o medo é o cancro de qualquer democracia.
Despojados do crédito instantâneo, confrontados com a fragilidade da economia real do «aluno-modelo da Europa», os lusitanos descobrem, como diz um amigo meu da banca de investimento, «que um euro português não valia o mesmo que um euro alemão». «The revolution willnotbe televised», cantava Gil Scott-Heron. Em Portugal, pelo contrário, é em direto que se assiste à crónica do fim da nossa classe média. O armagedão chegou sob a forma de um «enorme aumento de impostos» revelado à nação pela voz peculiar do ministro das Finanças, um Torquemada dos ficheiros Excel, perito em declarações que nos deixam incertos se o que diz é fruto de uma «enorme» estupidez ou de uma «enorme» insolência. A mesma gente que propõe e discute retirar 10 ou 20 euros a pensionistas e desempregados que vivem com 300 euros mensais concede, alegremente, perdões fiscais de milhares de milhões de euros a uma lista reduzida de «sociedades» e «consultoras» sediadas offshore e cujos nomes ninguém identifica com produção objetiva de riqueza. Hoje, é recorrente ouvir um leque alargado de pessoas, das classes «baixas» às «médias-altas», evocar a hipótese de emigrar, seguindo na peugada dos 120 mil portugueses que, só em 2011, abandonaram o país. Quem tem filhos não vê grande futuro para eles, não na sua terra. Instala-se, tragicamente, a convicção de que «estudar não serve para nada» num país com um lastro pesadíssimo de iliteracia e analfabetismo funcional. Estudar para quê, se hoje, em Portugal, um serralheiro mecânico é mais bem remunerado do que um engenheiro? Há professores nas universidades portuguesas a receber cinco euros por hora de aula. Melhor sair, então. A hemorragia está em curso e já não é possível negar que existe, como até há pouco tempo. Quatrocentos euros, o nível do «rendimento mínimo», são atualmente um ordenado de privilégio para jovens licenciados em Portugal. E pouco acima - convém não perder a noção das realidades - da tabela com que o coronel Khadafi apascentava o novo funcionalismo público da sua Líbia de rosto humano, nas vésperas da Primavera Árabe. Quero dizer: Portugal aproxima-se a passos de gigante de alguns dos indicadores de subdesenvolvimento e das «linhas de fragilidade» que identificam o mundo pobre e a geografia dos Estados «falhados». Não apenas nos níveis de pobreza mas em vários outros sinais inequívocos de disfuncionalidade: o desordenamento do território, a falência de funções de serviço público, a ilegitimidade e isolamento das elites, a chocante desigualdade social entre uma minoria de muito ricos e uma maioria de pobres, a lumpenização das periferias, o aumento da economia paralela e, claro, os níveis pornográficos do desemprego jovem. Se, em vez deste copo «meio vazio», relativizarmos as coisas pela perspetiva do copo «meio cheio», é forçoso reconhecer na mesma que Portugal, em clara desconvergència com a «Europa», deriva rapidamente para um patamar de felicidade pragmática do melhor Magrebe. Digamos, uma espécie de Catalunha de Marrocos - sem ofensa para ninguém. Marrocos é, a propósito, motivo de vergonha comparativa para Portugal. Embriagado pelos fundos de «convergência» e com a boca na torneira de dinheiro da CEE/UE, Portugal desbaratou em despesas correntes e sem avaliação correta do retorno do investimento uma parte substancial do que a «Europa» concedeu a título de fundos estruturais. Sem a chuva de fundos europeus, ao contrário, Marrocos teve que ser mais astuto e proativo, desenhando uma estratégia concreta de desenvolvimento nacional, de atração de massa crítica da diáspora e de atração de investimento estrangeiro, servida por elites com uma formação que as elites portuguesas não tinham - nem tiveram - nos anos 80 e 90. «Marrocos hoje é Portugal de há 20 anos, mas com gente mais bem preparada», dizia-me um gestor com grande experiência internacional. As boas ideias produzem bons resultados. Casablanca, apenas para ilustração, é hoje uma cidade mais competitiva e central do que Lisboa como interface de negócios da «Europa» com o Sul emergente. Apesar do discurso vazio, para consumo interno, de Portugal como «porta para África» (e, mais ridículo ainda, «ponte da Europa com o Brasil», que obviamente não precisa de ponte para lado nenhum), organizar uma simples reunião de negócios com empresários africanos em Lisboa pode ser um pesadelo. Antes de mais, por causa de uma coisa chamada Sistema Schengen... A outro nível, compare-se as rotas africanas daTAP com as da Royal Air Maroc e percebe-se o acanhamento funcional de muitas empresas estratégicas portuguesas. Portugal, perdido o império, escolheu fechar-se ao Sul quando achou que a «Europa» era o seu único lugar conveniente. Aderiu à desconfiança e ao pudor dos ricos com os continentes «difíceis» e ergueu barreiras de todo o género (consulares, políticas, aduaneiras), insultando o seu passado e as suas obrigações morais a bem de uma distância higiénica com o mundo «pobre». Um mundo para onde Portugal, em atos e discursos, olhava com o mesmo desdém e sobranceria, e com indisfarçável chauvinismo, com que a «Europa» olha hoje para nós.
Eis-nos, pois, chegados a uma rutura geográfica e não já apenas económica: Portugal já não é o Sul emergente e viçoso da «Europa» unida, bom aluno aplaudido no clube dos «grandes». E irreal recordar que, há apenas dois anos (!), o então primeiro-ministro português, o socialista Sócrates — «mon amijôzê» —, era o convidado de honra de Nicolas Sarkozy num simpósio sobre «Novo Mundo, Novo Capitalismo» em Paris... Portugal é hoje a melancólica finisterra de um novo Mezzogiorno mediterrânico, cuja existência não aflige especialmente os centros de decisão europeus. Entregues agora a um «Sul» que não é bem o que a «Europa» entende por Côte d´Azur, os Portugueses assistem ao regresso vingativo da sua História - à mercê de novos poderes e esferas de influência que concretizam uma versão ácida do regresso das caravelas. Uma multidão de desocupados da bolha da construção e dos sectores de mão de obra barata em Portugal ruma a Angola (e rumaria à Líbia se a revolução não tivesse adiado o boom de construção pago pelo dinheiro do petróleo, após o fim do embargo ao regime do coronel). Sobre Angola, antiga «jóia da coroa» portuguesa, diz a propaganda dos dois países que é uma terra de «oportunidades». É verdade, para quem não tiver escrúpulos.
O que não se diz nos media de Luanda nem de Lisboa, nem da «Europa», é que hoje não há dinheiro limpo em Angola e que todo o «investimento» é, direta ou indiretamente, uma lavagem. Citando o corajoso rapper angolano MCK, no fantástico poema que é o tema «No País do Pai Banana», eles «fizeram da miséria um negócio rentável». Angola é hoje um circo máximo de nova exploração colonial, num projeto de capitalismo selvagem gerido por um regime de origem e de matriz estalinista. A exploração, contudo, inverteu-se neste binómio luso-tropical. Os filhos e netos dos colonos portugueses são hoje - nos estaleiros, nas pedreiras, na construção civil - os semiescravos dos descendentes dos antigos «indígenas» e «assimilados».
Mas Angola não é apenas o destino da nossa mão de obra barata. Depois de uma excursão de 40 anos à «Europa», o Portugal democrático está hoje exatamente onde estava o Portugal da perestroika marcelista. Portugal, como escrevi antes, não é viável sem Angola, o que constitui, como nos anos 70, uma questão de soberania - não já deles, mas nossa. De Luanda chega, nos últimos anos, o fluxo de capital e de investimento - as tais «oportunidades» - que mantém Portugal à tona dos níveis mínimos da «Europa», evitando a honestidade do naufrágio, a troco do controlo crescente por interesses angolanos de posições vitais na banca, na energia, na distribuição e, hélas!, na comunicação social. O fracasso mútuo de Portugal na «Europa» e da «Europa» em Portugal não se mede apenas, nem sobretudo, pela falta de convergência económico-social, mas também pela falta de convergência moral e ética na prática política e na cultura cívica. A «Europa» admite e acha normal, na sua cintura Sul, padrões de corrupção política, de má governação e de práticas antidemocráticas quotidianas que jamais passariam incólumes nos países do Norte - ou até do Leste, para esse efeito. Este é um tipo de condescendência mal disfarçada de quem, nos anos 80 e 90, não soube, porque não quis, em Bruxelas, Paris ou Bona, exercer o devido leverage sobre classes políticas emergentes que alimentaram e construíram as suas clientelas distribuindo e desbaratando os «fundos de coesão», a bem de um modelo de desenvolvimento que nunca se desviou do que era conveniente, nessa época, para os «grandes» do «projeto europeu».
Não se chega sozinho a um buraco como aquele em que Portugal se encontra. Tivemos ajuda ativa e eficaz. A ajuda ao encravamento antecedeu a ajuda ao desenvolvimento. Portugal não chegou à «Europa» há mais tempo, quando devia e podia, porque a «Europa» e a «América», leia-se, as democracias ocidentais, não acharam finalmente que valesse a pena forçar demasiado a mão a Salazar (e a Franco) após 1945. Os grandes faróis do «projeto europeu» e da Aliança Atlântica julgaram decente para os portugueses (e espanhóis e gregos) a perpetuação de regimes protofascistas, de opressão pela violência e pela ignorância que, também neste caso, não admitiriam para a sua própria gente. Os «pais da construção europeia» estiveram entre aqueles que decidiram, conscientemente, perpetuar regimes que, como o Estado Novo, tiveram um preço incalculável - no tempo histórico coletivo como no tempo biológico individual. A consolidação democrática no coração da «Europa» - um tempo de paz, que é o tempo da sementeira e da colheita - foi paga, em parte, com o juro da totalitarização de várias periferias, incluindo o país onde nasci. A «Europa», rápida a julgar e a catalogar, não devia esquecer que, antes de pagar (como ouvimos hoje dizer) a «integração» de Portugal, fomentou e ganhou com a sua exclusão. A Guerra Fria teve uma segunda cortina de ferro a oeste, nos Pirenéus: a cortina da reação, simétrica da cortina da revolução. Incómoda equação, esta, para um português: engolimos hoje aulas de contabilidade de quem não soube, na devida altura, dar-nos lições de liberdade. A figura primeiro heróica e depois trágica do general Humberto Delgado é a melhor ilustração da relação pouco edificante entre as potências ocidentais e Portugal. Jovem oficial, apoiou o golpe militar e a emergência de Salazar; em 1943, oficial superior da Força Aérea, teve um papel crucial na negociação do acordo que possibilitou a utilização dos Açores pelos Americanos e a viragem da guerra no Atlântico (e depois na Europa continental); em 1958, concorreu contra o candidato de Salazar às eleições presidenciais, mas faltou-lhe o apoio imprescindível de Washington e de Londres à ideia de um processo de democratização em Portugal. Após anos de exílio, acabou assassinado na fronteira espanhola por um agente da PIDE.
Num dos episódios maiores da História do século XX, a hipótese de uma democracia em Espanha foi esmagada com a ajuda da Alemanha nazi, imortalizada na tela mais famosa de Picasso. Portugal, é claro, não teve guerra civil e, portanto, não houve sequer ocasião de vivermos o nosso «momento-Guemica». As coisas passaram-se de forma mais perversa e profunda. Em socorro de Salazar e do Estado Novo vieram, no pós-guerra, com um Plano Marshall oficioso, os velhos amigos Ingleses e os novos amigos Americanos. Ofereceram ao regime a frieza do cálculo dos parceiros de Portugal na NATO e o discreto investimento estrangeiro (alemão, americano, francês,britânico,japonês...). Foi esse o oxigénio que permitiu ao Estado Novo sobreviver artificialmente para lá do seu prazo de validade histórica. Esse investimento foi exatamente isso: aplicação de capital com a intenção de cobrar dividendos e de obter um retomo estipulado e mensurável. Quem não compreender isto ou é especialmente ingénuo ou especialmente crente no altruísmo a fundo perdido. A lista (e o mapa) de investidores é impressionante, mesmo sem ser exaustiva: Damag (RFA) e Babcookôt Wilson (Inglaterra) na Metalurgia do Montijo; Procon (Inglaterra) na Refinaria da Matola, em Moçambique; Péchiney (França) na Fábrica de Alumínio do Dondo, em Angola; Phoenix-Rheinruhr (RFA) na distribuição de energia da Metalurgia do Seixal, construída por um consórcio de empresas alemãs e belgas; United States Sted Corp. (EUA),Morrison Company (EUA), Tudor Engineering (EUA) e D.B. Steinman (EUA) no projeto da Ponte Salazar; Ingersoll Rand (EUA), fabricante de compressores c equipamentos afins; capital sueco na construção da celulose da Socel na Margem Sul; Krupps (RFA) e Hojgaard et Schultz (Dinamarca) nos investimentos mineiros em Angola; etc, etc, etc.
O capital estrangeiro no pós-guerra continuou a melhor tradição de um império que foi a única potência impotente da Conferência de Berlim e que obteve e manteve as colónias africanas empurrado pela conveniência britânica de contrariar os apetites imperiais da Alemanha e da França. Dos Caminhos de Ferro de Benguela, obra estruturante do projeto colonial de Angola, às grandes companhias coloniais do vale do Zambeze, em Moçambique, o império português era uma máquina oleada a dinheiro inglês, alemão e belga. Se a esse facto acrescentarmos o investimento do pós-guerra em Portugal, compreendemos de forma mais nítida a natureza real da mítica «visão» de Salazar. E ficamos elucidados sobre o tipo de colaboracionismo que deu a mão à «modernização» entrópica encetada pelo Estado Novo entre metrópole e colónias. Foi o capital oriundo das democracias ocidentais que pagou a distopia de Salazar, um país que gastava um terço do Orçamento com as forças armadas, numa época em que a educação era contemplada com menos de 10 por cento. Pior: foi esse «investimento» que deu margem ao ditador para, na metrópole, manter contentes os únicos fiadores do seu poder — os militares, sempre os militares - e, nas províncias ultramarinas, envolver Portugal em três frentes de guerra que tiveram um preço incalculável em sofrimento humano e atraso social. Na vaga de abertura da «Europa» do pós-guerra, teria sido legítimo pensar que a descolonização das colónias portuguesas seria o motor saudável da democratização do país.Tragicamente, sabemos, a teimosia de Salazar determinou que acontecesse o contrário. Mas importa recordar que a «Legião Condor» à portuguesa foi o que hoje se chamaria uma coalition of the willing de bombardeiros americanos, helicópteros franceses, navios alemães. Foi preciso comprar a alguém e ninguém, então como hoje, fornece armamento e equipamento militar de graça. Recentemente, nos arquivos de Moscovo, vieram-me à mão diferentes documentos sobre o papel da Alemanha na guerra colonial de Salazar. Num deles, de 1969, Amílcar Cabral, líder do PAIGC, tenta acordar a opinião pública alemã para o facto de os estaleiros Blohm & Voss, de Hamburgo, terem em mãos uma encomenda de três fragatas para a marinha de guerra portuguesa, «propícias à utilização» na Guiné. Lembrei-me de uma passagem do escritor sueco Sven Lindqvist em que ele recorda uma discussão, na sua adolescência, num pequeno porto norueguês, a propósito da ocupação nazi alemã e sueca.
O jovem Sven alegou que antes de 1945 era ainda criança mas um dos pescadores respondeu-lhe qualquer coisa como: «Sim, mas também aproveitaste do saque.» Não é uma questão de explica Lindqvist, mas de decência e sentido da realidade. Nestes momentos de turbulência europeia, a pretexto do caso da Grécia, recorda-se a questão das indemnizações de guerra. A mim que, em 1968, nasci num país e numa região ignaros, filho de um homem que combateu três anos em África e de uma mulher que não tinha água corrente ou luz eléctrica em casa, ocorre-me perguntar: a quem é que eu exijo uma indemnização de paz? Ao Presidente americano? A rainha de Inglaterra? A chanceler alemã? Ao secretário-geral da NATO? A «Europa», na pessoa do Dr. Barroso? Ao CEO da Krupps? A ninguém, evidentemente. Mas a todos eles exijo, se exige, que deixem de tratar os países «sob intervenção» como um covil de preguiçosos que ainda não compreenderam o valor do trabalho e que merecem viver sem salários, sem proteção social e sem horizonte de futuro. O progresso do «Sul», aliás, não foi apenas desperdício, e serviu bastante bem as exportações dos países industrializados do «Norte». Basta circular em Portugal e ver os carros alemães, os camiões suecos e os tratores americanos... Tomemos, aliás, uma metáfora mecânica: a quem o compra, um Bayernmobil dá status e prazer de condução; a quem o fez, seguramente, já deu emprego. O ganho maior é de quem usa ou de quem fabrica? Ou, para ser mais claro: o «consumo» de alguém já foi inscrito na «competitividade» de outrem. Desespero quotidiano, angústia perante o futuro, irascibilidade nas relações, desprezo pela classe política, politização fora do espaço partidário e parlamentar. É este o retrato do país no outono de 2012. Otelo Saraiva de Carvalho avisou que Portugal está à beira de «uma revolução não-pacífica». A sorte do Governo, e dos Portugueses, é a única conquista inamovível da democracia portuguesa: já passou o tempo dos golpes de Estado. A favor da troika e dos inclementes que nos governam há também o peso do passado: a pobreza tão cara a Salazar. Foi apenas há uma geração que os Portugueses deixaram um quadro social em que a dieta de um indivíduo normal era de um copo de leite por dia, uma pequena peça de carne por semana, três ovos por mês e uma galinha por ano. Pobres já nós somos, como recordou Passos Coelho. Estranha coincidência: a parte inferior do rosto de Passos é incrivelmente idêntica à de Salazar. A vingança de um sorri para nós na sobranceria do outro. Resta, pois, a rua, morada comum da raiva»

ANTÓNIO COSTA, O JORNALISTA

«Vítor Gaspar desenhou um Orçamento do Estado para 2013 sem perceber que o ajustamento económico do sector privado já estava feito e era necessário, sim, executar uma reforma do Estado sem mais demoras, que permitisse evitar o confisco que está hoje em vigor sobre as famílias e as empresas, e que só poderia ter um efeito devastador na economia. A recessão para 2013 agora revista para 2,3% do PIB e um desemprego a tocar nos 19% são apenas o início do que ainda aí vem.»

A NOVA BLITZKRIEG DA NOVA ORDEM ALEMÃ

Em 1945 o exército alemão adotou a tática da blitzkrieg.
Em 2013 a finança alemã adota a tática dos atentados financeiros sobre os seus parceiros europeus, num movimento que leva à fuga para «a qualidade» dos seus ativos financeiros.nos países um ADN que sempre retorna.

«Medo de contágio da crise cipriota causa movimento de fuga para a qualidade. Dívida alemã e ouro são destinos privilegiados.
Os investidores estão hoje a desviar os seus fundos para activos tidos como mais seguros numa resposta clara à decisão de impor uma taxa sobre os depósitos do Chipre como contrapartida do resgate, um precedente considerado perigoso e que reacendeu receios de contágio.

"São as notícias sobre o Chipre que estão na base desta aversão ao risco, que está a espalhar-se e a gerar um movimento de fuga para a qualidade", justificou um gestor de fundos à Bloomberg.
Neste sentido, e num sinal claro de fuga para a qualidade, a ‘yield' associada à dívida alemã desceu para valores negativos, ao mesmo tempo que a onça de ouro valoriza mais de 1%.»

sábado, 16 de março de 2013

MY PRECIOUS

Um único documento a descarregar: MY PRECIOUS.

sexta-feira, 15 de março de 2013

JUSTIÇA DE PACOTILHA

Mas há algo de muito diferente doutras decisões dos tribunais?
Mas não será por isto que muitos portugueses pensam que portugal só por bondade pode ser considerado um estado de direito?


GASPAR, UM JOKER E UM CÍNICO

Gaspar é um cromo. Igual a muitos que encontramos nas nossas passagens pelas universidades. Um cromo com voz delicodoce, um actor, um artista na arte da vaidade, um desconhecedor da realidade e da micro economia, um farsante da arte, um daqueles seres pequeninos que teima em se meter em bicos de pés e que se julga no topo do mundo. 
Gaspar não é um cromo, é um joker!
Porque Gaspar sabe que sem baixar impostos e devolver a confiança o caminho será sempre descendente e sem remissão.
Não há por aí um Batman para tirar o ar a este Joker e colocá-lo fora do baralho da governação?

GASPAR, A NULIDADE, DIVERTE-SE A DESTRUIR A ECONOMIA ENQUANTO O DÉFICE REMONTA: AFINAL NÃO ÉRAMOS PELOS RESULTADOS DO CUMPRIMENTO E DO MÉRITO?

«Défice pode chegar aos 6,6% em 2012, concessão da ANA sem impacto. Concessão da ANA não terá impacto no défice porque Eurostat chumbou operação. Gaspar diz que défice, excluindo efeitos pontuais, poderá ficar nos 6% do PIB». 
Enquanto isso foi-se a ANA. 
Que gerará lucros futuros para o estado português? 
Não que gerará lucros futuros para o operador estrangeiro e com taxas de IRC muito abaixo das taxas criminosas para a economia que o cidadão pagará de IRS!

PARA QUÊ A EUROPA COM ESTE NÍVEL DE DESEMPREGO E RECESSÃO?

«Vítor Gaspar apresentou hoje o novo cenário económico do Governo após a última avaliação da 'troika'.
No final de 2013, 18,2% da população activa em Portugal vai estar desempregada, reconheceu hoje o ministro das Finanças, na conferência de apresentação dos resultados do sétimo exame regular. Vítor Gaspar assumiu também que a recessão será superior aos 2% previstos por Bruxelas há apenas três semanas.
O Orçamento do Estado apontava para uma taxa de 16,4% em 2013, uma previsão que havia sido fechada com a ‘troika' na quinta avaliação, em Setembro. No entanto, no final do ano passado, a taxa atingiu os 16,9%, arrasando as perspectivas do Executivo e das autoridades internacionais que, ao longo de 2012, por várias vezes admitiram ter sido surpreendidas pelo aumento mais rápido do que o esperado do número de desempregados.
A nova projecção do Governo e da ‘troika' aponta agora para uma taxa de 18,2%, acima dos 17,3% apontados pela Comissão Europeia nas previsões de Inverno, publicadas a 22 de Fevereiro. Bruxelas também esperava uma recessão de 2% - o Governo previu uma quebra do PIB de 1% no Orçamento do Estado -, mas afinal será superior. A nova estimativa do Governo aponta para uma recessão de 2,3% este ano.
Recorde-se que ontem, à entrada para a cimeira de líderes que está a decorrer em Bruxelas - onde está presente o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho -, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sublinhou que os chefes de Estado europeus "estão conscientes"dos custos sociais da austeridade. Já Durão Barroso, presidente da Comissão, disse que muitas das medidas de combate ao desemprego que hoje são necessárias terão de ser feitas "a nível nacional", pelos próprios países.»
Um dos maiores bens de uma sociedade é o emprego. 
O desemprego é destrutivo e indigno de uma sociedade moderna. 
Não há mesmo num sociedade moderna razões para o desemprego, já que os mecanismo de repartição e de libertação dos agentes económicos é totalmente possível, haja para isso vontade.
Nunca Portugal como país soberano teve taxas desta dimensão quantitativa a nível de desemprego.
E elas acontecem por taxas brutais de impostos que têm um efeito destrutivo.
Há quem pense que as desvalorizações cambiais que levavam à inflação eram tão ou mais negativas que uma situação de deflação salarial desigual.
Desigual porque estado e monopólios (os preços de comodities como gás, eletricidade, combustíveis, água, continuam a aumentar, contrariando as leis da oferta e da procura) mantêm situações de privilégio (o estado continua a aumentar os impostos em ambiente de deflação salarial, gerando cada vez mais pobreza e miséria, esbulhando até...) face aos agentes económicos que vivem em concorrência. 
Por esse motivo numa economia em recessão e destruição os grandes grupos continuam a apresentar lucros cada vez mais positivos (e pouco passados para a sociedade) e o fenómeno da concentração a aumentar.  
Não seria a diminuição de impostos e o combate cerrado à concentração o verdadeiro caminho?
Não seria a saída da moeda única e a deflação horizontal pela desvalorização cambial um caminho mais justo e igual, que evitasse estes níveis de desemprego
E ainda por cima sem qualquer tipo de apoio social, que acabará por desagregar a sociedade e criar problemas de violência inimaginados?       

AS BUROCRACIAS ANTIDEMOCRÁTICAS FISCAIS: A AT COMO ARMA LETAL DE DESTRUIÇÃO ECONÓMICA

«Governo desrespeita 'troika' com burocracias para combater evasão fiscal
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) acusou hoje o Governo, em Arruda dos Vinhos, de desrespeitar as orientações da 'troika', ao impor "burocracias para combater a evasão fiscal" que podem penalizar a produtividade do setor.
O Orçamento de Estado prevê que os agricultores passem não só a pagar IVA, mas também a enviar mensalmente ao Ministério das Finanças informação como guias de remessa e faturas.
Sobres esta questão, o presidente da CAP declarou à agência Lusa que "a malha do Ministério das Finanças para cruzar dados para apanhar infratores está a criar uma teia de burocracia nos agricultores e julgo que não é este o caminho que a 'troika' definiu, quando diz que temos de aumentar a produtividade e é o Estado que está a fazer com que ela diminua".»

Um estado dentro do estado. Um estado de destruição, de desmotivação, um estado contrário à necessidade de facilitar e concentrar os esforços de cada um de nós no essencial. 
A simplificação apregoada é todos os dias manchada por ação de sentido contrário
A explosão da burocracia ontem afirmada por Pacheco Pereira na quadratura é o círculo da hipocrisia e da incompetência. 
A AT é hoje um estado de destruição, uma arma letal de destruição económica. 
Alguém dentro da AT pensa que é através da burocracia, de um insanidade total, de um totalitarismo radical, que se ditam boas práticas. 
Só mentes a raiar a «esquizofrenia» pensam que a cidadania está aos seu serviço. 
A técnica recorrente da afirmação da necessidade do combate à evasão e fraude fiscal tem de terminar. 
O terror fiscal quase jacobino, a níveis quase feudais, encetado pela AT, com obrigações declarativas constantes para esbulhar por via do engano e do esquecimento é próprio de sociedades totalitárias, não de sociedades democráticas onde os direitos dos cidadãos e não o das instituições vem em primeiro lugar.  

Uma reforma é essencial imediatamente: a fiscal. 
Colocando ao serviço da economia a burrocracia das finanças portuguesas, simplificando as obrigações declarativas, deixando a economia respirar.
De outro modo este liberalismo económico parece-se cada vez mais com estalinismo.