sexta-feira, 7 de junho de 2013

THE ATLANTIC: AS RAZÕES PROFUNDAS DA CRISE

«No texto, defende-se que a situação piorou desde 2008 devido não só ao enorme peso das Pequenas e Médias Empresas (PME) na economia portuguesa, mas também porque elas estão a desaparecer, não apenas porque "a austeridade esmagou os seus clientes", mas igualmente porque enfrentam sérias dificuldades de acesso ao crédito.» Livrai-nos senhores destes porcos corruptos que assolaram portugal.

OS RATOS A ABANDONAR O NAVIO... DO MONTEIRO

«Mas a política é assim. Reza a história que o último a espetar a faca em César, em pleno Senado, foi o seu favorito Brutus. Ora Brutus é o que neste momento mais temos.» Henrique Monteiro
«Anque tu, Brutus?!» reza assim a história; e os naufrágios são sempre antecedidos de ratos a abandonar o navio; os outros que há muito se exasperavam com políticas erradas e com coluna vertebral mantêm-se ao leme afundando-se estóica e com dignidade ao leme da barca...


quinta-feira, 6 de junho de 2013

E DELORS FALOU E DISSE!

«Com base neste caso, no anfiteatro 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, repleto e com a assistência a ocupar outros degraus da escada, Delors falou de "repositivar a velha Europa". O orador admitiu que a palavra é francesa, mas exemplificou o valor da sua utilização: "A Europa não é só a união económica e monetária, nós somos 28 e não apenas 17, só se fala do euro, por isso é necessário repositivar a questão."»

AH, LAGARDE, LAGARDE: TANTO À REDE QUE MATASTE O PEIXE!

Este relatório do FMI tem tanto de mea culpa como de máxima culpa, por fazer orelhas moucas a todos os que aqui (como eu) e muitos outros como Ferreira do Amaral vieram logo afirmar que este era o caminho para a desgraça dos intervencionados. 
Quando é que esta gente se convence que ouvir os outros em vez de se ouvirem só a si próprios é um sinal de... mínimos de inteligência?
«O Fundo Monetário Internacional (FMI) admite no relatório do chamado Artigo IV, que foram cometidos erros graves no resgate à Grécia, tendo exagerado nas medidas impostas e subestimado os efeitos que estas teriam na economia grega.

Mais do que isso, o Fundo admite que teve de «contornar» as suas próprias regras para poder ajudar Atenas e para que a dívida da Grécia parecesse sustentável. Uma análise feita agora, permitiria perceber que a Grécia falharia três dos quatro principais critérios para poder receber assistência económica.

Ou seja, pelas regras, o FMI deveria ter deixado a Grécia entrar em incumprimento, em vez de ter ajudado o país, já que este não reunia as condições necessárias para ser ajudado.

A opção, defende o Fundo, só foi feita para dar à Zona Euro mais tempo para tomar medidas que limitassem o impacto da crise grega nos restantes países do da moeda única.

Na altura, adianta ainda, as incertezas sobre o resgate grego eram «tão significativas que a missão técnica não foi capaz de garantir com elevada probabilidade que a dívida pública era sustentável» e o fundo foi demasiado otimista relativamente às perspetivas do governo grego de regressar a financiamento de mercado e à sua capacidade política para implementar as condições do programa.

Numa conference call com jornalistas internacionais, o responsável do FMI na equipa da troika para a Grécia, Poul Thomsen, diz que o Fundo aprendeu com os erros e que no futuro será mais rigoroso com os países na mesma situação. Mas também diz que, na altura, pouco poderia ter feito diferente no caso grego.

«Se estivéssemos na mesma situação, teríamos feito a mesma coisa outra vez», afirmou.

Sobre a Comissão Europeia, parceiro do FMI na troika, a organização diz que esta tinha tendência para desenhar medidas por consenso, «tem tido sucesso limitado na implementação [das condições associadas aos empréstimos] e não tem experiência na gestão de crises», para além de considerar que a CE está mais preocupada com o «cumprimento das regras da União Europeia do que com o impacto no crescimento económico» e que «não foi capaz de contribuir muito para identificar reformas estruturais potenciadores de crescimento».

O relatório assume que a Grécia pode vir a precisar de uma reestruturação adicional da dívida, por parte dos parceiros europeus, caso os investidores não fiquem convencidos que a sua política de austeridade é credível e isso pesar na confiança dos mercados.

Os parceiros europeus já acordaram essa possibilidade, nomeadamente através de uma descida da taxa de juro, caso Atenas cumpra as metas de consolidação orçamental para este ano.

Mas o FMI sugere também que o país pode precisar de mais para se manter «na linha» e tomar medidas de austeridade adicionais para lidar com a falta de financiamento para o ano orçamental de 2015-16.

A EXTREMA DIREITA E A HISTÓRIA

Acordem verdadeiros democratas, pois o termos deixado à solta os interesses e a ganância na política fazem com que os tempos comecem a parecer-se com outros mais longínquos.
Ou julgam que a história não se repete se não estivermos atentos e alertas?
«Um jovem de 19 anos, identificado como militante de extrema-esquerda, foi violentamente agredido na noite de quarta-feira no centro de Paris por três indivíduos de extrema-direita que o deixaram em morte cerebral, informou a polícia.

Os agressores colocaram-se depois em fuga e, segundo as autoridades francesas, este ataque teve «conotação política».

O Partido de Esquerda (extrema-esquerda francesa) indicou em comunicado que o jovem foi «violentamente atacado por um grupo de militantes de extrema-direita, nomeadamente do grupo JNR [Juventude Nacionalista Revolucionária], e que se encontra em estado de morte cerebral no hospital».»

quarta-feira, 5 de junho de 2013

EXEMPLO DO POST ANTERIOR

«Passos: «Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer»
Primeiro-ministro diz que dois terços do ajustamento estão feitos e que vamos recuperar a nossa autonomia»

2 ANOS A DESTRUIR E A ARRUINAR PORTUGAL

«Passos, Gaspar, Relvas e Portas: 2 anos a mentir, a destruir e a arrasar Portugal!»

Esta malta da política está a precisar de ser passada a ferro (no sentido figurado) pelo desrespeito que tem com a cidadania. 

A «ralé» do que existe em portugal foi-se concentrando nos partidos políticos, nos governos central e local, nas empresas públicas, ganhando maus hábitos de utilização, locupletação e manipulação da coisa pública, boys e girls do piorio, sem ética, sem respeito, sem carácter, capazes de tudo para singrarem na vida, incapazes de um gesto nobre, manipuladores, destruidores, consumindo os recursos do país de uma forma afrontosa (obviamente com as exceções que felizmente existem de gente com consciência dentro dos próprios partidos mas incapazes de se oporem à «moda»; e como dizia um professor meu generalizar é perigoso e a arma dos ignorantes),

A política funcionalizada, prostituída no sentido da adulteração da representatividade (quem governa tem de representar) está hoje no grau zero dos valores. 

Adelino Maltez com muita razão pergunta como é possível uma democracia onde a cidadania já não está representada: estás à espera de quê, ò Cavaco? 

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

O PSD DA TRETA

“No dia em que eu achar que não estou bem no PSD saio. Não passo a vida a agredir o meu partido e o Governo que o meu partido apoia”. As palavras, citadas pelo i, pertencem ao vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata, José de Matos Correia, e reportam-se à postura adoptada por Pacheco Pereira.
Recorde-se que na passada semana o comentador político se juntou à esquerda do País, sendo que apesar de não ter comparecido no encontro promovido pelo antigo chefe de Estado e histórico socialista, Mário Soares, apoiou a iniciativa, algo que os militantes do PSD não vêem com bons olhos.
“Não sei o que é pior. Se é um militante candidatar-se contra o PSD ou passar 90% do tempo a dizer mal do próprio partido”, reage, por sua vez, o deputado social-democrata, Duarte Marques.
Aliás, são muitos os políticos ouvidos pelo i que sugerem que Pacheco Pereira saia do partido, isto porque, sustenta Matos Correia, “não se pode ao mesmo tempo vestir a camisola de uma equipa e estar contra ela. Se estou contra, abandono a equipa”, conclui o responsável.
Esta gentalha medíocre, meninos sem coração que tomaram conta do PSD, mereciam todos ser corridos a pontapé já que desmerecem da herança de Sá Carneiro!  

POLÍTICA GRAU ZERO E JACQUES DELORS

Este blog tem andado a um nível de arrasto infundado: ou talvez não, dado o estado de grau zero a que chegou a política. 
Temos aí brevemente o senhor europa Jacques Delors a visitar-nos; lá irei ver o que nos tem para dizer apesar da sua proveta idade.

domingo, 2 de junho de 2013

CONFRONTOS EM FRANKFURT

Mais uma vez os outros fazem o «trabalho» por nós. Enquanto caímos de podres sem combate, o combate chegou à raiz da crise: a sede do BCE na Alemanha. Quando vamos aprender a ser mais combativos e participativos?

terça-feira, 28 de maio de 2013

O DESELEGANTE GASPAR

Todos sabemos que a responsabilidade do atual estado de portugal se reparte. 
Mas que há atores individuais com uma grande quota parte de responsabilidade no atual estado do país, há. 
Gaspar faz parte deste grupo. 
Arrogante na sua pseudo intelectualidade que não resiste aos factos e a perguntas dos seus pares, como normalmente são os «petit patafons» que crescem uns centímetros com o exercício do poder. Está na hora da cidadania de todos os que se tem mantido em zonas de conforto a bem do país. A cobardia tem um valor facial elevado.
Conferência de imprensa no Ministério das Finanças com Vítor Gaspar e Jeroen Dijsselbloem. É solicitado aos jornalistas presentes no local para fazerem as questões em inglês. Um deles decide fazer duas questões em português ao presidente do Eurogrupo:

«Eu gostava de saber se foi ou não foi pedido pelo Governo português para se discutirem nas próximas reuniões do Eurogrupo um ajustamento do défice do próximo ano de 4 para 4,5% e se é esse o tipo de ajustamento que poderá vir a ser necessário. Gostava também de lhe perguntar como vê a crise da coligação e se de alguma forma fica preocupado com as divergências que existem na coligação e na eventualidade de uma crise política em Portugal», questionou o jornalista Anselmo Crespo, da SIC.

O holandês respondeu educadamente, sem entrar em polémicas, mas Vítor Gaspar aproveitou para demonstrar o seu desagrado, também em português.

«Relativamente à questão da existência de um pedido do Governo português, confesso que não consigo deixar de registar a deselegância de fazer a pergunta a um político estrangeiro na presença do representante do Governo português mandatado para conduzir essas negociações. Parece-me que ter essa atitude em Portugal e no Ministério das Finanças é uma atitude de uma enorme deselegância».

domingo, 26 de maio de 2013

O GOVERNOE E A INDÚSTRIA DO MOBILIÁRIO

Impressionante o efeito da crise em Paços de Ferreira na zona da fabricação de mobiliário (reportagem de domingo da SIC) e o lamento de um dos responsáveis associativos pela falta de uma assinatura por assinar há seis meses na mesa de um secretaria de estado. 
Que governo!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

EUROPA, A UNIDADE NA UNIFORMIDADE

«Debating Europe is happy to have partnered with the “United States of Europe” project – a travelling exhibition about European identity, citizenship and today’s Europe organised by the Paris branch of the German Goethe-Institut, alongside nine other organisations. They recently held a live debate in Brussels called “Europe, the politicians and the people – confidence and commitment?” and we’d like to continue the discussion here.»
Interessante ver este debate numa altura em que os povos são confrontados com medidas de fato não à medida.
Ou seja, insistindo em modelos não ajustados, pretende-se depois vender a ideia de um "estados unidos da europa", pendurados num diretório, ou melhor num merklatório.
É mesmo esse o caminho para agregar os povos: a unidade na uniformidade.

Pois eu que até já me chamaram especialista em assuntos de "gestão económica europeia" (vulgo em políticas públicas europeias, ou economia europeia, ou mesmo gestão europeia, lapso jornalístico que apontou a verdade europeia: a resolução da crise europeia está na definição e na concatenação da economia stritu sensus com a gestão "europeia") apostava mais na fórmula anterior: a unidade na diversidade.

Para quem gosta da temática aqui fica a pedido um lugar interessante para debate.
 
Dear Pedro,

thank you for your interest in Debating Europe and for contributing to our debates!

We have recently published a post that might be interesting for you: Is it time for a United States of Europe?, and launched a debate on the topic. Please don’t hesitate to contribute your ideas through the form for comments here, and/or to share our post on Facebook and Twitter.

Have a nice day,

Alenka

** Who will you support in 2014 European Parliament elections? Take part in the largest ever exercise in EU e-democracy and register to vote here. You can read more about Debating Europe Vote 2014 on our ‘About’ page.

********
Alenka Natek
Project Assistant
Debating Europe
4, Rue de la Science • 1000 Brussels 

Feito!
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A PIADA GASPARIANA DO ANO

«Ajustamento português é "uma história de sucesso"
Na conferência de imprensa ao lado de Vítor Gaspar, o ministro alemão das Finanças voltou a deixar elogios a Portugal.»

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TEODORA CARDOSO: POLÍTICA FISCAL TEM DE SER SIMPLIFICADA

Teodora Cardoso: política fiscal tem de ser simplificada
Economista diz que atual crise em Portugal «não é de todo conjuntural»
Finalmente uma voz inteligente: mas como se entregar prémios aos interessados (ver as benesses dos da AT em confronto com outros funcionário públicos).

quarta-feira, 15 de maio de 2013

LUÍS FILIPE MENESES: OUTRO ENTRE IGUAIS!

«Está suspensa a providência cautelar apresentada pelo Movimento Revolução Branca e que impedia Luís Filipe Menezes de ser candidato pelo PSD à CM do Porto. Fonte da candidatura de Menezes disse ao Porto Canal que já foram notificados da decisão.
O Juiz de Primeira Instância que tinha decidido validar a Providência Cautelar aceitou um dos recursos apresentado pelos advogados de Luís Filipe Menezes onde se pedia apreciação do Tribunal Constitucional e suspensão do efeito da Providência Cautelar. Agora a decisão será do Tribunal Constitucional.
Em causa está a interpretação da Lei de Limitação de Mandatos, não havendo consenso entre os juristas. Uns defendem que lei imita o número de mandatos no concelho, outros dizem que a lei limita a função e que ninguém pode ser presidente mais do que três vezes seguidas, independente da autarquia.»
Portugal é isto! Até este Tribunal, dito Constitucional, com membros cooptados pelos.. 
E ainda se quer que os portugueses afirmem a sua democracia...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

FALTA DE ADERÊNCIA À REALIDADE

«...investimento, permite criar nova riqueza que, depois, poderá ser taxada no futuro. O sector da energia é um caso típico de uma área em que se está basicamente à espera, e onde a resposta poderia ser muito rápida porque o centro de decisão está em Portugal. Este conceito ‘vamos diminuir a taxa de IRC e os investidores internacionais vão ver e vão vir imediatamente' não corresponde à realidade.»
A eficiência da diminuição do IRC é uma falácia própria de desconhecedor da realidade.
A realidade hoje é «descompressão dos impostos sobre consumos sem impacto externo», que permita manter a pequena economia: aquela que destruiu mais de 400.000 postos de trabalho por pressão fiscal,  com sentido inverso ao pretendido: a receita fiscal.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

TETO DE REFORMA: OS ESBULHADORES CONTINUAM NOS GOVERNOS

Não aceitando o teto de reforma nos 5030 € mensais como alvitrado pelo FMI, ao contrário dos 3000€ Suíços, o governo mostrou novamente que na nossa terra os governos são instrumentos de esbulho de uma camada, ou elite parasitária de poder, que se aproveita do estado, mesmo que tenha de empobrecer os restantes cidadãos: e isto é uma visão social-democrata.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

E DEPOIS ISTO DE MARQUES GUEDES DEMONSTRANDO UM TOTAL E PROFUNDO DESCONHECIMENTO DA REALIDADE PORTUGUESA

«"São números muitíssimo elevados, mas que são resultado natural de dificuldades  profundíssimas que a economia portuguesa sofre em termos estruturai, que  levou (...) ao programa de assistência económica e financeira", comentou  Luís Marques Guedes no final da reunião de Conselho de Ministros de hoje.
O governante comentava os dados mais recentes do Instituto Nacional  de Estatística (INE), hoje revelados, que indicam que a taxa de desemprego  subiu em Portugal para os 17,7% no primeiro trimestre, face aos 16,9% observados  no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal a ultrapassar  os 950 mil.» 
De políticas mal construídas, de um total perceção do que é a economia nacional, ... de um olhar da macro para a microeconomia de cima para baixo em vez de baixo para cima.

IVA DE CAIXA: FINALMENTE UMA MEDIDA INTELIGENTE

«Aprovado IVA de Caixa que permitirá a empresas pagar o imposto após receberem»

PASSISMO

«Pareceres sobre reprivatização dos Estaleiros de Viana custaram 343 mil (SOL)
O Estado fez 10 contratos de ajuste directo com empresas de advogados e consultoria para estudar a reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), de que acabou por desistir na sequência de uma intervenção da Comissão Europeia.»

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CORRUPÇÃO: O DRAMA NACIONAL (um empreendedor que tenta criar um negócio numa sociedade enferma é como uma semente num vaso que nunca é regado: por mais talentoso que seja esse empreendedor, o negócio nunca poderá florescer)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O PRÉ OBSTINADO GASPAR

Gaspar o predestinado ou Gaspar o pré-obstinado para quem os resultados são sempre diferentes à partida e à chegada daquilo que deveriam ser.

O EURO COMO ARMA DE DIVERGÊNCIA

Quer queiram quer não os defensores acérrimos do Euro porque não vislumbram EU sem Euro, como se a Comunidade não fosse já uma realidade anterior à última fase da União Monetária e Económica, a assimetria nas condições de financiamento continua a consolidar-se na zona euro, com a Alemanha e a França a conseguirem financiar o seu endividamento a 10 anos a taxas inferiores a 2%.
Obviamente que um argumento com esta “latitude”, poderia ser ele próprio um argumento para a necessidade ingente de novo passo em frente. O problema que se coloca, no entanto, é que desde que a unanimidade e a dimensão da União se colocaram, a tendência do processo decisório parece ir no sentido da concentração decisória polar e não da dispersão pelo consenso. Muito à medida da concentração da prosperidade e da não convergência, esse elemento central para a abdicação da soberania. E não nos esqueçamos que a União foi construída não só na ideia de paz mas também da prosperidade: e nem um, nem outro, destes elementos da “Visão” europeia sobrevive sem essa parceria.
«A hierarquia descendente de níveis de yields das obrigações soberanas a 10 anos é a seguinte entre os países "periféricos" do euro: 10,28% para a Grécia; 5,92% para Eslovénia; 5,66% para Maravilhas De Portugal Portugalgal; 4,04% para Espanha; 3,76% para Itália; e 3,5% para a Irlanda.»

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VALORES HUMANISTAS, VISÃO ESTRATÉGICA, SENSIBILIDADE: DIZ A AMI E NOBRE

JORGE VASCONCELOS, O SEQUESTRADO DO SETOR ELÉTRICO

«O primeiro presidente da ERSE, que saiu em ruptura com a posição do Governo de limitar o aumento do preço da electricidade em 2006, considerou que o discurso da 'troika' "não tem em conta a realidade do país", rejeitando que o preço da electricidade afecte a
competitividade da economia portuguesa.

Em Março, em entrevista à Lusa, o chefe da missão do FMI, Abebe Selassie, considerou muito desapontante o facto dos preços da electricidade e das telecomunicações não terem descido e que esta questão é importante para garantir que os sacrifícios são repartidos de forma justa.
"Com essas declarações o que fez foi criar um clima muito negativo. Os investidores estrangeiros afastaram-se praticamente todos", declarou.
Jorge Vasconcelos criticou ainda a actuação da 'troika' em relação às rendas, ou margens de lucro excessivas, dos produtores de energia, no momento em que estavam à venda as participações do Estado na EDP e na REN, desvalorizando assim as empresas.
"Se havia a convicção de que existiam situações inaceitáveis deviam ter sido tratadas antes e nunca durante o processo. Não é honesto, não credibiliza a imagem do país e afasta o investimento estrangeiro
do nosso país", acrescentou.
O antigo presidente da ERSE e agora presidente da consultora em energia NEWES considera que foi "uma política de comunicação desastrosa", considerando que "restabelecer a credibilidade neste sector vai exigir muito esforço e muito empenho durante muitos anos".
"Houve no passado várias ocasiões em que esse problema podia e devia ter sido tratado. Agora, é inútil e duplamente nocivo", acrescentou.»

Antigo presidente da ERSE, agora presidente de consultora em energia. 
Grandes reguladores?!

PASSOS, A ESQUIZOFRENIA!

«Passos Coelho responde. “Podemos lançar as bases de um crescimento mais sustentado. Sabemos que iremos recuperar lentamente, mas recuperar. Que o desemprego não vai baixar rapidamente, mas tem de baixar e procurar manter esse rumo de orientação de justiça em todos os sacrifícios que tenhamos de fazer. E sim, ainda temos de fazer sacrifícios.”

Sim, ainda vêm aí mais sacrifícios, mas não vale a pena fingir, defende o chefe do Governo, que é possível cumprir os compromissos sem fazer a reforma do Estado. “É uma demagogia inaceitável vir dizer que haveremos de cumprir as nossas obrigações e respeitar os nossos compromissos sem diminuir resta despesa.”

“Isto pode ser dito, mas é uma demagogia pura. Temos de encontrar um entendimento sobre a realidade e não sobre a ficção, e a realidade é esta - não interessa quem governa, dizia bem o senhor presidente da República, a realidade é esta”, afirma Passos Coelho.»
Os agentes económicos são racionais. 
São racionais porque são seres humanos, que respondem a estímulos.
Quando os sacrifícios impostos significam fome, desemprego, negação de expetativas, os agentes económicos reagem negativamente. 
Como reagem quando são confrontados com a esperança e com o apelo à mobilização com um caminho visível.
Tudo isto em Passos falha.
Falha a mobilização, impera a desconfiança (tão necessária nos processos de produção/consumo), as medidas consecutivas para não positivar o seu falhanço. 
A esquizofrenia de Passos é total. Para ele o crescimento não é caminho. É preciso ajustar a despesa à receita. Mesmo que a diminuição indiferenciada e cega, afete cada vez mais a receita: até ao infinito e à morte de uma economia e de um povo. Um louco?
Um indivíduo estranho, como estranho (impressionante, dizia um dos elementos da Troika com um sorriso trocista nos lábios), Gaspar, o mago, que faz cair o cabelo em vez de potenciar «a sua poção de mágico". 
Mereceria este povo Passos, Gaspar, Sócrates, ...?  



terça-feira, 30 de abril de 2013

BRUTO DA COSTA E UMA NOVA VISÃO PARA A SEGURANÇA SOCIAL

«O economista e investigador na área da pobreza sublinhou que cada benefício da Segurança Social (SS) tem um objetivo. No caso da pensão de reforma é «permitir ao idoso viver uma vida digna, que esteja num contraste mínimo possível com a vida que tinha em tempo laboral».

Contudo, lamentou, «temos pensões mínimas que não dão para viver. A isso eu chamo falência social».

Bruto da Costa defendeu a mudança do sistema de financiamento da SS, que deve passar a ter como referência o valor acrescentado da empresa.

«Hoje a Segurança Social não pode ser apenas uma instituição de solidariedade da classe trabalhadora. Tem de ser uma instituição que reflita a solidariedade de toda a sociedade» e, como tal, tem de ser «financiada por todas as formas de rendimento».

À margem do encontro, Bruto da Costa disse à agência Lusa que «o financiamento da SS não se resolve da forma como tem sido encarada até agora, tendo as contribuições sobre os salários como a principal fonte da Segurança Social».

A sociedade mudou e hoje há situações no mercado de trabalho muito mais precárias e uma «substituição progressiva da mão-de-obra por tecnologia», como tal «o célebre rácio» população ativa/população idosa já «não faz sentido nenhum».

«Se a contribuição continuar baseada apenas nos salários vai ser cada vez menor», disse.

Para o especialista, tem de haver «um salto qualitativo de política de financiamento da Segurança Social». Se isso não acontecer, «vamos arrastar os problemas do financiamento da Segurança Social», com a consequente redução dos benefícios.

Alertou ainda para o «grande risco» de remodelar o Estado Social a partir de preocupações orçamentais: «Vamos destruir valores que estão subjacentes à vida da sociedade sem darmos conta disso».

MERCADO ÚNICO DO DESEMPREGO

O mapa mais preocupante da Europa: o desemprego