Numa sociedade que se habituou ao superficial; numa sociedade de luta política onde o que conta são as espingardas e o olhar baço; numa sociedade cada vez mais nuclear; numa sociedade de sobrevivência individual; numa sociedade de faz de conta; numa sociedade VIP; numa sociedade de precariedade; numa sociedade onde as redes de solidariedade são cada vez mais tenúes face às enormes adversidades e aos números da solidão, da velhice, do desemprego; numa sociedade destas, sem alma, onde os privilegiados fumam os vidros e apelidam, os cada vez maior número de não privilegiados, de desgraçados, o futuro colectivo será negro porque não há futuro para uma sociedade de desiguais.
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