ESPERANÇA COR VIDA CRIANÇA
Era uma vez uma gata
De enormes sobrancelhas,
Passava a vida, a chata,
A passear pelas telhas.
Mamãe Lua que dormia
Lá ao longe inteirinha
Refilava que nem Tia
Pela irrequieta fininha.
Ó menina, quietinha,
Que aqui no Céu se dorme
Não levantes a redondinha
Que ela chora logo de fome.
E, assim, a menina fez
Que era obediente
Levantou-se logo de três
E pôs-se a escovar o dente.
(2010, Fev.) P.A.S.
LÁ VAI UMA, LÁ VAI LUA
Que Lua tão bonita
Disse a menina para a Zita.
Mas porque é que a menina
Vai nua, se a Lua está tão catita?
De longe a longe a menina
Media com uma longa fita
O sorriso da Nina
Que lhe lembrava, irmã Tita.
Ó Lua, dá-me um sorriso,
Rebola por esta montanha,
Que estou à espera que o siso
Me dê uma prenda tamanha.
É agora a hora da janta
Quero ver um grande sorriso,
Um douradinho na manta
Mas não engulas o siso.
(2010, Fev.) P.A.S.
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