A SEVERA, SILVESTRE GAGO E OS MENTECAPTOS
«“A SEVERA”
Hoje, tal como em tempos escreveu Clara Ferreira Alves, “sobra-nos a
indigência, a pobreza intelectual e moral dos políticos que temos”. Dos
cavacos, dos coelhos, dos relvas, dos portas, dos seguros. Aberrações
com que a natureza, de quando em quando, parece querer “castigar”
aqueles que o merecem. Numa espécie de fatalismo inelutável, de cruel e
triste fado.
A geração que ainda não tinha 20 anos no “25 de
Abril” e que hoje ocupa o poder, é uma geração de mentecaptos. De
corruptos. De falhados. E, como tal, arrastará no falhanço a geração
futura. E só por lá se mantêm porque nunca foi tão fácil governar como é
hoje. Ao contrário do que apregoa esta geração de imbecis que nos
desgoverna. Porque as propostas do governo tornam-se “imperativos
categóricos”. São inevitabilidades. Ou seja, imposições meramente
formais, incontestáveis por direito de quem manda e incontestadas pela
inércia cobarde de quem é mandado. Estamos em presença de uma espécie de
fatalismo. De um Fado, que nos conduziu, ontem como nos conduz hoje, a
esta “Severa” condição de meros indigentes subservientes!»
Silvestre Gago
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