sábado, 18 de setembro de 2010

O ENSINO FRAUDULENTO

«O melhor aluno do país entrou na faculdade sem terminar o liceu». Tomás desistiu da escola sem ter concluído o secundário. Com as Novas Oportunidades teve equivalência ao 12º ano em poucos meses e entrou na universidade com uma média de 20 valores, conseguida com apenas um exame de Inglês. Ainda assim, concorreu em igualdade de circunstâncias com todos os outros, mas admite que beneficiou de uma injustiça.»
Que ninguém tenha dúvidas!
A grande "fraude" das novas oportunidades e do acesso às universidades sem completar o 12º ano, está a dar cabo da credibilidade do ensino em Portugal, possivelmente para tapar a má consciência de alguma fraude ocorrida com algum interveniente político no passado.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

OS SERIAL KILLERS DA POLÍTICA: SOB UMA FALSA IDENTIDADE!

Há quem diga em círculos próximos que nos últimos anos fomos vítimas de criminosos, inconscientes, arrogantes, traidores, incompetentes, inconstantes, imprudentes, pedantes, irreverentes, fantasiosos e tudo o mais que nos venha à mente.

A insustentável leveza de tal prole de gente, sempre a rir-se desta pobre gente que somos nós, leva-nos entretanto a pensar que tal não pode ser verdade. 

É que quem se ri com tamanha vontade não são eles, os responsáveis à vista, aqueles personagens reais de carne e osso, que conhecemos de todos os dias, dos telejornais e dos fatos Armani, mas os seus heterónimos, onde se acolitam personalidades estrábicas  bem mais complexas de visualizar. 

DEDUZES, LOGO TENS!

Ao contrário de Passos, penso que o fim das deduções fiscais não devia ser cavalo de batalha do PSD, isto independentemente de pensar que a via é a diminuição de despesa e não a contínua e "melanómica" carga fiscal e parafiscal.
Porque é evidente que as deduções fiscais  na saúde e educação penalizam os mais pobres em detrimento dos mais ricos, aqueles para quem o rendimento permite um determinado nível de utilização de gastos dedutíveis.
Dois pontos para o fim das deduções fiscais: maior justiça fiscal, mas também a tal simplificação do sistema que todos exigem. 

Diferente é, no entanto, a carga fiscal e mais grave, a parafiscal. Esta última, encapuzada e atomizada, destrói tanto mais rendimento que a fiscal, mantendo absurdos despesistas como as múltiplas empresas municipais que pululam e mantêm as proles políticas.

VENTOS DE MUDANÇA

A total incapacidade deste governo aggiornada à sua total má fé, levam o país para o caminho certo dos braços do FMI.
Será que a ideia perante um povo manso e ignorante, não é encontrar um inimigo externo que distraia as atenções da responsabilidade própria?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SE ESTUDAR É O DESPORTO DO CÉREBRO, NÃO SERÁ JEJUAR O DESPORTO DOS DESEMPREGADOS DE SÓCRATES?

Simpática, agradável, a escritora Alçada, MINISTRA por acaso, mas escritora por mérito e que leva muito a sério a preparação das suas Aventuras, resolveu falar para todos os meninos Zequinhas deste país. 
Se estudar é o desporto do cerébro, é indubitável que esta nova Aventura da escritora infantil Alçada, vem no seguimento de um paternalismo muito ao gosto do nosso primeiro. 
É pena é que sob Sócrates, cada vez mais jejuar seja o desporto dos pobres e desempregados!

OS VIZINHOS

Ir a uma reunião de condóminos, num edifício recheado deles, é o que mais se aparenta com uma descida aos infernos.
Inferno de manipulação de muitos - os que vão - por poucos, e um não saudável transpor de tiques muito Lusitanos. 
As aparências, as Marias vão com as outras e  a manipulação perpetrada por alguns, que fazem do condomínio um modo fácil daquele negócio de combinar com os fornecedores a 200 para justapor 50 a 150.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CASA ONDE NÃO HÁ PÃO, UNS ROUBAM E TODOS OS OUTROS TÊM RAZÃO!

«Mário Soares diz que é bom gritar por mais salários, para além de se pedir mais dinheiro para a educação ou pensões. No entanto, defende que «é preciso também saber de onde é que ele (o dinheiro) vem. Não basta pedir e descer uma avenida a gritar para julgar que o dinheiro vai cair, pois não vai».
A verdade é que uma sociedade de pedintes não se faz num dia.
E há muito que os grandes pedintes não deixam pitada para os demais.
O problema é pois um problema de (má) distribuição, embora obviamente antes... de produção!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O PORTUGAL DO CAMARADA APENAS UM POUCO SOCIALISTA

«Perfil do Candidato
 Em Inglês, Francês, Alemão e Espanhol p/ trabalhar em full-time nas nossas instalações em Queluz (recibos verdes)»

domingo, 12 de setembro de 2010

ACORDAR DA LETARGIA!


«Teixeira dos Santos faz cortes draconianos no Orçamento»

ATÉ TU, PAPANDREOU, ACABASTE POR PERCEBER!

«Papandreou promete baixar impostos para empresas»

COMUNICAÇÃO SOCIAL: OS FACTOS "VOMITADOS" À MEDIDA!

JN: «Quase metade dos alunos não entrou onde queria»
Neste ano, vão ingressar no Ensino Superior público mais 20 mil alunos do que em 2009. Na primeira fase, só 55% conseguiram entrar onde queriam. 
 Público: « Maioria dos alunos nas opções preferidas»
Mais de metade dos alunos que se candidataram ao ensino superior público entraram na primeira opção. Aliás, 86 por cento ficaram numa das três primeiras opções escolhida
 
Queixam-se de falta de leitores.
É normal! É que muitos leitores queixam-se da falta de credibilidade da comunicação social de hoje.
Factos, precisos,... precisam-se!

sábado, 11 de setembro de 2010

A CORRELAÇÃO ENTRE O CRESCIMENTO E A CLASSE MÉDIA

Brasil: classe média representa metade da população
Cerca de 29 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2003 e 2009 e integraram a classe média, que representa metade da população do Brasil, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado este sábado, citado pela agência Lusa.
Cerca de 94,9 milhões de pessoas, ou seja 50,5 por cento dos brasileiros, fazem parte desta classe social, cujos salários vão dos 1126 aos 4854 reais mensais (dos 512 aos 2210 euros).
«Nunca a classe média foi tão importante neste país», congratulou-se Marcelo Neri, autor do estudo que foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).
Em 1992, a classe média representava apenas um terço da população, sublinhou este investigador do Centro de Políticas Sociais da FGV, acrescentando que as desigualdades sociais «diminuíram desde 2001».
A chave da sustentabilidade social e do desenvolvimento sempre esteve na classe média. 
País que a encolhe tem o devido merecimento! 
E isso não tenhamos dúvidas foi o que aconteceu nestes últimos seis anos!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O.M.C., ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO

Gatt'ei a prova dos pobres
quando a tal me abalancei.
Esmoreci à sombra dos povos
quando em OMC me tornei.

À escravidão digo nada,
às peles dos cães,digo fava,
que a hora é de entretém.

Comerciar é preciso
trocar milho, por siso,
(faz-nos mais fortes porém),
que a sageza das trocas
está na riqueza de alguém.

Proteccionismo esquecido,
desregulado por bem,
comerciar é preciso,
mesmo que se afronte também.

Upa, upa, que se faz tarde,
chegou uma carga do além,
trás dentro suor alarve,
de povos tristes, porém.

O PORTUGAL SOCIALISTA

«Quatro bombas de gasolina assaltadas e um funcionário esfaqueado»
 Se há algo que já nos desabituamos de ver é polícia na rua. Ao contrário de outros países Europeus onde a polícia anda na rua, funcionando como dissuasor, a polícia em Portugal  teima em ficar nas esquadras ou em não sair à rua.
Hoje e amanhã já sabemos que se montarão umas operações de fachada, que autuarão condutores tentando mostrar serviço.
Mas e o dia a dia, pá?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O CAVALO DE LOUÇÃ

por Luís Naves
Há cem anos, por estes mesmos dias, Portugal afundava-se num declínio manso. Como hoje.
Tenho andado a ler jornais da época e curiosamente encontra-se muita prosápia e conversa, mas nem sequer uma discussão sobre a crise que se agigantava.
O contexto europeu de 1910 era algo diferente: Portugal encontrava-se ligado à superpotência da época, a Grã-Bretanha, que a burguesia urbana detestava, tentando associar o rei a essa aliança; havia um regime monárquico que parecia incapaz de enfrentar a sociedade. Popular nas zonas rurais, era certo, mas politicamente inepto, indeciso e sem soluções. A sua acção era um deixar andar, que logo se veria: nem rupturas nem sequer reformas ousadas. O rei e quem o rodeava pareciam paralisados e sonolentos, no desespero de tentarem não abanar muito o barco.
A democracia era imperfeita e reinavam os caciques locais. O país estava altamente endividado (pode até fazer-se um paralelo quase exacto com o que se passa hoje) e o frágil sector industrial, o mais avançado da economia, mergulhara num período de grande agitação operária. A maior parte da população, 70%, era de analfabetos. E, nas cidades, fervilhava a conspiração política. Tornar-se um radical era a única forma de ascender socialmente. 
Aquele era um regime autista, demasiado preocupado com as colónias e à beira de as perder. Acho que se poderia tentar provar a tese de sobrextensão imperial, talvez uma das causas da nossa pobreza. E se Portugal tivesse então perdido as colónias africanas talvez se tivesse poupado a mais 65 anos de ilusões imperiais (enfim, mas essa é a minha especulação).
Não se percebe, na leitura desses jornais, como foi possível a revolução e a mudança de regime. Mas havia sinais de intranquilidade.  Histórias de violência, loucos à solta, pancadaria sem razão, distúrbios populares que começavam sem motivo aparente. Também crimes bárbaros. Uma indisciplina geral, que alguns aproveitaram.

Este ano de 2010 é diferente, mas há elementos que não mudaram: a nossa elite continua cega e surda aos sinais de crise. O país afunda-se e só se ouve propaganda seráfica. Continuamos atrasados, irrelevantes, contentes com o nosso destino. Somos sempre os maiores, os mais sábios, os mais doutores; se preferem a metáfora futebolística, basta ouvir os comentadores a dizerem, antes da derrota, que os nossos jogadores são os mais hábeis tecnicamente.
A economia não cresce, excepto na dívida e no desemprego. Os trabalhadores que restam trabalham mais por menos salário. As estatísticas da educação melhoram porque se chumba menos, não porque se saiba mais. O que havia de escolas especiais fecha por que se poupa. Os serviços pioram enquanto se paga mais por eles, mas alguns insistem em que devem ser gratuitos.
E não há discussões ponderadas, só berratas, onde alguns usam um discurso cheio de veneno, repleto de soberba estúpida, que lembra a fé cega dos beatos.
Há outra semelhança: os partidos, que são agências de emprego de uma aristocracia de snobs, ignorante e pomposa, que nunca trabalhou nem jamais quererá trabalhar.
Os intelectuais, esses falam para uma casta de iluminados, no intervalo dos discursos para o umbigo. Sentem-se das classes superiores, estão lá nas suas cátedras de cristal, a filosofar sobre os numerosos problemas da Albânia e do Arkansas, com o conhecimento de causa de quem dá lições ao mundo.

Julgo que está na hora deste país acordar. Não somos os melhores nem os piores, mas temos de ter mais ambição e afastar de vez esta mediocridade geral que toma conta da vontade, que privilegia quem não tem qualidades e facilita este viver bem português que consiste em ir afundando devagarinho num pântano de mentiras.»
Ontem Francisco Louçã, a deshoras, foi convidado de um programa inteligente da nossa televisão. 
De sapatilhas casual   e aquele ar desempoeirado de quem vai de transporte público para o Parlamento, genuíno,  embora tímido e já com os tiques de defesa dos pares,  Louçã pareceu-me também descrente nas soluções. 
Radicalmente correcto no apontar de inúmeros desmandos do nosso regime, sacos de dinheiro a sair dos cofres, os nossos cofres, Louçã tem no entanto esse paradoxo de defender as PME's defendendo o aumento dos gastos públicos com unhas e dentes, gastos que se apresentam sob a forma de facturas aos seus clientes, as PME's!
Pobre país, assim, que querendo dar uma no cravo e outra na ferradura, faz mancar o cavalo e albarda-o até à exaustão! 

TUDO BEM, QUARTEL GENERAL EM BELÉM!

Em Macau, território de boa memória para muitos Portugueses, Teixeira dos Santos emite: tudo bem, quartel general em Belém!
Entretanto para os Portugueses que sabem fazer contas, um dado que compara com o que se passa nas nossas casas: A Alemanha paga juros da sua dívida abaixo 3,7% que Portugal, Portugal já pagou 5,9%, 0,6% acima da colocação de dívida do mês passado.
Nada de pânico, pois, seus pessimistas militantes! Já pensou o leitor que trabalhamos já, só para pagar os juros da dívida?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A RESULTANTE DO SR. PROPAGANDA: UM MILHÃO DE EMIGRANTES!

Se um milhão de emigrantes é grave para um país de alta natalidade, para um país de baixa natalidade como Portugal é muito, muito grave.
A política de Sócrates de reposição de gente nova e dinâmica passará por trocar os nossos emigrantes por imigrantes do sul do Saara? 
Seria uma hipótese, a Africanização e terceiro mundialização de Portugal. Mas mesmo para isso era preciso que os imigrantes não debandassem para países com crescimentos assinaláveis como Angola, Brasil e tantos outros, que comparam, e bem pela positiva, com o país negativo da desenvolvida ASAE e penhoras do Estado! Pensamento negativo, nós? Não! Realidade negativa, sim!

OS DOIS D'S: DESILUSÃO E DECADÊNCIA!

«Eu perdi um pouco de tempo a ler os comentários que aqui se encontram presentes e tirei algumas conclusões. A mais importante para mim é que vejo que existe um grande amor pelo futebol e pela nossa selecção, pois só assim poderiam sentir uma raiva tão grande com tudo o que se está a passar. é verdade, também a sinto. passei o jogo inteiro a roer-me por dentro, a imaginar o que irá na cabeça de jogadores, técnicos, do queiróz e de mais não sei quem. a roer-me porque vejo a enorme capacidade que temos a ser completamente desaproveitada por algo que vai muito mais além que um problema de colocação dos jogadores nos lugares certos... é o problema de um povo inteiro!! porque o que se passou dentro do campo, é o que se passa em todos os pequenos campos onde entramos todos os dias! perdoem-me se estiver enganado, mas o que vejo na nossa selecção é o reflexo do nosso país! cada vez mais débil e doente... porque não existe alguém que assuma uma responsabilidade, alguém que não minta, alguém que de uma vez por todas chegue à frente e diga 'vamos fazer disto um país melhor!'
Toda esta palhaçada a que assistimos continuamente, casas pias, apitos dourados, pts-tvis, freeports, xxx, zzz... o que é isto realmente? eu não sei dizer! sei que gostava de fazer parte e contribuir para um país bom e justo, de passar pela rua e ver as pessoas felizes... De não ficar desiludido com uma derrota, porque é disso que se trata!! talvez não seja aqui o espaço certo para falar sobre isto, peço novamente desculpa a todos, mas infelizmente sinto-me triste, revoltado e inútil perante tudo o que vejo acontecer... infelizmente a selecção acaba por ser por um lado o rastilho que acende tudo o resto e ao mesmo tempo o saco onde todos batem quando o problema é bem maior que isso...»
Este comentário na bloga reflecte o que muitos sentem, sob o actual estado da nação.
Um país sob a batuta de um grande mentiroso e seus acólitos, um país que vê nos pequenos campos deste país, a miséria a proliferar sob o manto da decadência que se acentua.
Quando mais de 150 engenheiros Portugueses nos "campos" petrolíferos da Noruega, são apenas o minúsculo icebergue de um país  que se exila arrastado para a lama por uma click de energúmenos legais com rosto, mesmo que com cara de "pau", que futuro para Portugal? 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

EMEL, O MUNDO DO EMPREGO PARASITA

«EMEL vai subir preço do estacionamento no centro de Lisboa»

Estamos com problemas financeiros? Utilize-se a solução governamental! Aumente-se tudo, até ao estoiro final! 

Demita-se presidente da EMEL, o que Portugal precisa é de empregos produtivos, não de empregos e soluções parasitárias que replicam a ilusão e a crise!

 

MAIS OU MELHOR EUROPA: INTERVENÇÃO DE ALGUNS DEPUTADOS!

Mais Europa, ou melhor Europa?
Ambiente jurídico simplificado, burocracia?
Reformas até mais tarde? 
Mas como manter o emprego dos mais velhos até chegarem às reformas.
Ou pretende-se criar uma faixa de alguns anos em que os trabalhadores não divisam emprego nem reforma?

A LUTA DE BARROSO OU O ESTADO OU FALTA DELE NA UNIÃO

Muito bem a resposta de Barroso sobre os ciganos, o tratamento em pinças deste problema de duas ou mais pontas, que obviamente não necessitam de soluções populistas.
Muito bem também a resposta sobre a necessidade de um orçamento Europeu melhorado. 
Algumas dúvidas se poderão colocar na Europa sobre se esse dinheiro será mais bem aproveitado ao nível Europeu, ou ao nível da multiplicação dos países.
A resolução do problema está no entanto obviamente no papel dos deputados Europeus na sua própria opinião pública! 

SESSÃO PARLAMENTAR DO PE DIA 7 DE SETEMBRO: QUO VADIS EUROPA?

O que faria Paulo Rangel na sessão do PE de caneta na boca e bocejo aberto, na sessão plenária de 7 de Setembro? 
Noite mal passada ou enfado por uma sessão parlamentar em tudo igual aos trabalhos no parlamento Português?
Barroso apelidado por Cohen presidente dos Verdes Europeus, de o mais bonito palavroso do mundo, e o menos inoperante na prática, também ele vítima dos confrontos e paradoxos políticos de grupos políticos que querem simultaneamente desenvolvimento e sustentabilidade ambiental imediata, estará já saudoso do parlamento Português? 
A Europa parece seguir dentro de momentos refém de uma crise que acentua divergências e egoísmos!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ATÉ TU BRUTUS

Nesta coisa da política escondida com rabo inscrutado de fora, onde não se percebe se a coisa é apenas um icebergue, ou uma miragem dos que se dizem jornalistas, a verdade está sempre muito perto e muito longe, matizada  de cinza e nunca  a preto e branco... quanto mais a cores!
Quando se olha para a posição de Cavaco relativamente ao orçamento, no seu modo titubeante de quem já só se quer manter à tona, percebe-se bem que a agenda de Cavaco é a sua própria agenda.
Talvez (talvez!) o melhor primeiro ministro de Portugal depois do 25 de Abril, embora não haja ainda distância suficiente para se perceber se o despesismo é seu filho ou enteado, Cavaco está no entanto out of date, amparado na sua bengala, a sua Maria. Arrasta-se como um passarinho perdido, já tudo demasiado  demodé, esforçado e perceptível.
Fazia-nos a todos um favor: o de sair airosamente como o vento, já que o Portugal de 2010 é um Portugal diferente, escavacado por fora e por dentro.
Batem leve, levemente, como quem chama por nós!
Reforme-se, pois, sr. Presidente, e dê o lugar aos mais novos, mesmo que leve uma bengalada da sua Maria! É que não se pode contrariar o tempo! Conselho amigo de Brutus!

domingo, 5 de setembro de 2010

O BALLET ROSAMENTE PIO

Quando Gama é sujeito à imagem de um deputado presidente esfaimado, a pedir pizzas com extra queijo para obviamente forrar o estômago, que não a luxúria, não esperaria esta figura parda, do regime atipicamente democrático existente em Portugal, ser novamente chamado à liça pelo castiço advogado José Maria Martins?
Defesa de socialistas, apoio da maçonaria, não é estranho nem Ferro Rodrigues, nem Jaime Gama, não terem processado em praça pública quem lhes fez tal insinuação no processo?

sábado, 4 de setembro de 2010

POR TERRAS DESCONHECIDAS

Muito tem andado Sócrates por terras da Líbia, da Venezuela e outras terras cinzentas e enevoadas pouco recomendadas.
O que eu dava por saber o interesse desmedido e recorrente  por estas paragens!
Mas desconfio!
Ai isso, desconfio!

A DESONESTIDADE DENTRO DE PORTAS

«Novos preços: casar fica 20% mais caroRegistos de prédios rústicos disparam 400% A nova tabela de preços dos serviços dos registos e do notariado foi publicada quinta-feira em Diário da República. Muitos dos valores mantêm-se, mas também há alguns que sobem. Por exemplo, se está a pensar em dar o nó, saiba que os registos de casamento ficam 20% mais caros.O novo preçário, que entra em vigor a 1 de Outubro, vai obrigar os noivos a pagar mais 20 euros pelo registo do enlace, num custo total de 120 euros.Pelo contrário, quem quiser cortar laços com o cônjuge, paga o mesmo. Os divórcios por mútuo consentimento não sofrem qualquer actualização e continuam a custar 250 euros.Mas o aumento mais gritante nem é o do casamento, e sim o registo de prédio rústico, cujo preço dispara nada mais nada menos que 400%, passando dos 50 para os 250 euros.Em comunicado, emitido após a reunião do Conselho de Ministros onde o diploma foi aprovado, o Governo explicava tratar-se de uma actualização «em função da modernização em curso do sistema de registos português e ajustando-o aos custos decorrentes dos serviços efectivamente prestados».
Viver hoje em Portugal é viver no inferno e um inferno - feito por homens demasiado estúpidos, incapazes e desonestos para ser verdade - despovoa-se! 
Este governo criminoso parece ter uma agenda escondida: a de fechar Portugal!
A solução para manter as verdadeiras distorções: aumentar tudo o que é serviço do Estado!
Já não basta os impostos, as coimas elevadissimas por tudo e nada, as multas, as taxas moderadoras que fazem dos serviços dos hospitais públicos verdadeiros serviços privados, o ensino de propinas pagas a peso de privado (ver valores dos mestrados)...
Ufana-se o governo, também,  com  o simplex. Mas por outro lado carrega em tudo o que é actos banais  e necessários do dia a dia, actos que deviam baixar de custo pela nova simplicidade  e informatização, inviabilizando até o casamento e os registos dos mais pobres e desfavorecidos. É só um aumento de 20%, dirá o governo dos desonestos: um aumento de 20% em salários inexistentes, a baixar ou congelados!
Pobre País de tão idiota e desonesta gente! 
Não há ninguém inteligente neste governo e que viva a realidade do dia a dia?

A QUEDA DE UM CARGO

Pensavam que falava em cargos intestinos? Não, porque esses normalmente são de betão!
Foi sim nesta cidade moderna dos grandes arranha céus que um cargo da UPS caiu. 
O que seria se tivesse caído um destes novos monstros do ar?

JOSÉ SÓCRATES PORTUGAL

A derrota de ontem trouxe consigo não uma, mas duas derrotas. 
A primeira, CasaPiana, crime horrendo em duas dimensões: a dimensão sociedade mesquinhamente desigual e egoísta, a reflectir uma sociedade onde alguns se julgam acima de qualquer imputabilidade e a reflexão das educações truncadas e provincianismos arrivistas.
A segunda, a derrota desportiva, a reflectir uma sociedade que julga que é mais do que aquilo que é. 
Sociedade sem garra, de gente de pouca chama, incapaz de defender os interesses colectivos, Portugal é hoje a imagem de uma sociedade destroçada, uma sociedade paradoxal, onde o exagero anda sempre de mão dada com o pequenino, a coberto de um enorme complexo de inferioridade.
Aliás é curioso, que esta educação de hoje do Portuguesinho, "o meu filho é muito lindo, muito esperto, muito inteligente" cai por terra quando nos acercamos  de outras paragens, onde a beleza, o tamanho, o empenho, a educação, o brio e o colectivo funcionam.
Mas, de facto, Portugal é hoje o espelho reflectido do menino de oiro, um provinciano pequenino, esperto e matreiro,  que se poderia chamar José Sócrates Portugal.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

FECHO DA PISCINA OLÍMPICA DO BELENENSES POR INVIABILIDADE ECONÓMICA

Notícia triste, para os praticantes, para os adeptos, para os contribuintes, a do fecho da piscina olímpica do Belenenses por inviabilidade económica.
Nada que já não esperasse, por conhecimento dos custos envolvidos num equipamento deste tipo mas, acima de tudo, pela responsabilidade de muitos, por medidas impensadas, incompetentes e irreais. E já nem falo nos monopólios do gás e da electricidade, empresas parasitas do tecido produtivo em geral!
É que esta morte anunciada já era esperada, quando a Câmara de Lisboa instalou, há uns anos, a umas centenas de metros do complexo do Belenenses, sob o consulado Pedro Santana Lopes (por acaso, o que não invalida que pudesse ser outro político  qualquer), uma piscina municipal, investimento de mais de 500.000 contos e com preços sociais de utilização muito abaixo do  preço de manutenção exigido.
Qualquer estudante de economia, posto perante estes exemplos de multiplicação de equipamentos e gestão ruinosa, perguntar-se-ia: mas afinal comprar manuais de economia para quê, quando a realidade Portuguesa é um mosaico de má gestão e crimes económicos?

DAR DE COMER À DOR: A FOME NO CENTRO DE LISBOA NO ANO DA GRAÇA DE 2010!

Um homem, com aspecto de desesperado, entra num supermercado de Lisboa, dirije-se para as frutas, cheira os abecaxis e as mangas, dá uma reviravolta e resmunga algo, enquanto olha desesperado mas resoluto ao seu redor, encaminha-se para a zona das maçãs, tira uma, afasta-se até um corredor mais esconso e trinca avidamente a maçã enquanto o seu olhar prescruta em redor.
Estará a roubar, ou a dar de comer à dor?