sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A CENSURA DO GOSTO: O MEU GOSTO É MELHOR QUE OS VOSSOS!

«Azeredo Lopes deixa alerta

ERC preocupada por RTP imitar SIC e TVI

Regulador diz que há «um certo mimetismo» entre os privados e o serviço públicoA Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) está preocupada com a aproximação da programação e informação da RTP à SIC e TVI, reforçada o ano passado, de acordo com o relatório anual de regulação divulgado esta sexta-feira.

Segundo o presidente da ERC, José Azeredo Lopes, esta «tendência consolidada» é um dos aspectos que mais se destaca neste relatório, escreve a Lusa.

«Verifica-se um certo mimetismo entre os privados e o serviço público de televisão, não estando assegurado de forma satisfatória o princípio da distinção», rematou o responsável.»

Não é só chocante, é ridículo, e profundamente revelador do tipo de país que se anda a construir.

Como é possível num Estado democrático ou dito, este mimetismo e esta censura do gosto?


VÍTIMAS DAS SUAS PRÓPRIAS MAQUINAÇÕES REGULATÓRIAS

«Directiva da ERC determina suspensão de comentários de políticos em época de eleições«Pouco democrática», «absurda», «excessiva» e «sem garante da equidade e pluralismo»: assim classificam os políticos contactados esta quinta-feira pela Agência Financeira sobre a mais recente directiva da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

A ERC determinou, há uma semana, que os órgãos de informação «deverão suspender» a «participação e a colaboração» regulares com comentadores, analistas e colunistas que são candidatos às eleições legislativas de 27 de Setembro e autárquicas de 11 de Outubro, sempre que não esteja garantido espaço para todas as candidaturas se exprimirem.

Pacheco Pereira e Estrela Serrano trocam acusações

Esta quinta-feira a confederação das empresas de comunicação social considerou a decisão «inadmissível».

Opinião partilhada por Fernando Rosas que defende que «são os órgãos de comunicação social que devem decidir qual a pertinência, o estatuto e a manutenção (ou não) dos seus colaboradores depois de estes se candidatarem a cargos públicos». «Não é um Big Brother exterior que deve ditar as regras», disse o deputado do BE à Agência Financeira.

ERC contra de utilizadores de «chats»

Também Ruben de Carvalho, do PCP, criticou a medida da ERC, declarando-se lesado. «Eu sou jornalista, com carteira profissional há 40 anos, e agora posso vir a ser impedido de colaborar nos órgãos de comunicação social», disse, fazendo referência ao seu programa de música na RDP, assim como às suas colaborações com o «Expresso» e na SIC.

Questionados desde esta manhã, o CDS, PS e PSD não deram, até ao momento, uma opinião oficial sobre este assunto.»

Ao quererem tudo legislar e regular os políticos tornam-se vítimas das suas próprias medidas. Como são afectados gritam contra a medida. É pena é que também não se lembrem de gritar quando medidas de outro teor afectam gravemente a sobrevivência de muitas famílias. Mas, infelizmente, a grande maioria dos políticos está na política por um estranho e muito pessoal serviço cívico.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O FADO PORTUGUÊS

Elite quer dizer, essencialmente, distância. Uma elite distancia-se de duas formas diferentes: no primeiro caso, fá-lo pelas suas realizações; no segundo caso, fá-lo empurrando o resto da sociedade para trás. A distância entre elite e o resto da sociedade está lá; mas foi atingida de duas formas completamente diferentes.

Não é difícil imaginar qual das duas formas é mais benéfica para a sociedade como um todo. Feliz a sociedade na qual a elite precisa, para se manter elite, de lutar sempre por realizações novas e constantes, de estudar e trabalhar mais, em suma, de fazer tanto quanto se faz de melhor pelo mundo fora em cada área. Em muitas outras sociedades, contudo, a elite segura o seu lugar deixando o resto da sociedade na desigualdade de acesso à riqueza e ao conhecimento. A distância é a mesma; as sociedades são radicalmente diferentes e tendem a aumentar as suas diferenças.

Não é difícil, também, adivinhar em qual dos casos se encontrou Portugal em grande parte do século XX e, para dizer verdade, em grande parte da sua história. Alguém pode citar grandes realizações das nossas elites nacionais que facilmente aguentassem a comparação com aquilo que de melhor se faz no mundo? É difícil. Por contraste, o único português vivo que detém um Prémio Nobel é um homem nascido no Ribatejo pobre e a quem a ditadura nunca garantiu o acesso ao ensino superior. Quantos josés saramagos se perderam durante o século XX português? Quantos possíveis Prémios Nobel noutras áreas poderíamos ter tido? Nunca o saberemos, evidentemente. Mas sabemos perfeitamente que a nossa elite nacional lá se foi aguentando, mediocremente, com a sua distância em relação ao resto da sociedade sempre mantida da forma mais preguiçosa, e menos produtiva para a sociedade como um todo.

***

Com a urbanização e a industrialização do país, alguma pressão foi colocada sobre as elites nacionais. Cada português ganhou alguma oportunidade de acesso ao conhecimento e de mobilidade social. E a sociedade ganhou com os efeitos acumulados — com as “externalidades positivas”, diriam os economistas — desse processo.

«Mas a ruptura política do 25 de Abril foi um momento crucial nesta história, e não é por acaso: este é um problema político. Se quiserem, este é um problema do consenso político que a sociedade tem sobre si mesma. Saber, por exemplo, se a rigidez social do país deve ser aceite um facto da natureza — ou saber, por outro lado, se os filhos das classes baixas devem ter acesso à Universidade — foi provavelmente uma das grandes questões para que os portugueses queriam resposta a seguir à revolução. Isto é política, como já tinha sido na Iª República ou no início do Liberalismo monárquico. A questão de saber se a elite nacional teria dever a ganhar a sua distância com trabalho, ou se teria direito a mantê-la sem ele, — eles são distintos ou têm de distinguir-se? — esteve sempre presente na política nacional.

Hoje há dois elementos a acrescentar a esta história. Um deles é a “precariedade”; o outro é a “sociedade do conhecimento” — para dizer a verdade, são os dois mesmíssimos elementos que já conhecíamos, mas com novos nomes. E a questão fundamental continua a ter de ser respondida. Quando através da precariedade se desperdiça a capacidade das novas gerações, ou através das propinas altas o acesso ao conhecimento volta a ser socialmente condicionado, o Estado vai estar do lado de quem?»

Rui Tavares é um daqueles homens a quem se vislumbra nos olhos simplicidade e bondade.

Porque bondoso é o homem que arrepia caminho das pseudo elites que tem estiolado o país.

O problema é, hoje, no entanto, complexo. As elites do privilégio amedrontam-se com a crise e temem para si o pior. O que será dos seus filhos, interrogam-se, face a esta estranha globalização e massificação do conhecimento que poderá colocar os seus mais que tudo num patamar inferior, aos seus pais, na escala social.

É que hoje o problema está disfarçado pelas guerras ideológicas e pelas assunções dos espaços partidários.

Mas propinas e precariedade farão o favor de repor a desigualdade. Bem como o, para breve, controlo da blogoesfera e de todos os canais que promovam igualdade de conhecimento e participação. Porque em Portugal não se é, nem nunca se será, pelo mérito ou pelo conhecimento, mas pelo nome e pelo poder do ... papá!

POR MARES ENCARPELADOS

Um dos aspectos mais curiosos da blogoesfera é a demonstração do gosto de muitos pela escrita e obviamente pela leitura.

Portugal não é assim somente uma nau decadente, mas uma nau que se robustece nesta ânsia de ler e ser lido, de participar mesmo que ao nível do infinitamente pequenino.

O que nos desgosta, e dá um amargo à boca, é a vida pública, onde a opinião encontra o poder e os cifrões de coisa impúdica.

A PAZ NUNCA ANUNCIADA


Com a força das listas na mão, está instalada a guerra no PSD!

A única conclusão que podemos extrair é esta Portuguesa tendência para a self implosão e auto flagelação, EM NOME DOS INTERESSES PRÓPRIOS, esta força centrípeta que nos impele uns contra os outros, neste Lusitano e suicida rectângulo do fado como destino.

Alguma vez faremos deste Portugal um espaço de cooperação cívica e institucional?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

OS APODERADOS II

Já não basta vivermos num País em que cada dia nos sentimos mais estrangulados e controlados ...

Confirma-se ... não ser verdade os dirigentes não serem avaliados!


Em Portugal, de facto, já não basta as asneiras e falta de bom senso de quem governa, ainda sofremos por informação deturpada.

Assim vivamos no condicional, estilo em nada e ninguém confiar, como convém a partir de agora!

OS APODERADOS

«Governo abre excepção para promoções dos dirigentes do Estado»

Se isto é verdade e teremos sempre de nos condicionar, só isto define o tipo de gentalha que se apoderou do poder.

Cara de carneiro mal morto e beiços caídos não governa para maiorias mas para as minorias estamentárias, cancro da doença Portuguesa: a manutenção do status secular dos podres de Portugal!

CURTO CIRCUITO OU VISÃO REFÉM DE INTERESSES

Vender electricidade à rede na medida exacta daquilo que se produzia é algo que não interessa ao governo.

Lá saberá o governo o porquê dessa nega, que parece o fazer porta voz de alguns minoritários interesses.

As misericórdias queixam-se, porque queriam o modelo fotovoltaico e não os painéis solares, mas as misericórdias esquecem-se que este país para além de não ser para velhos, é também só para velhos interesses!

«A pretensão das Misericórdias é a instalação de painéis fotovoltaicos, em vez dos solares, como propõe o Governo. «No fundo, o que defendemos é a adopção do sistema...»

HISTÓRIA TRÁGICO POLÍTICA

Com o beneplácito de Palavrossaurus Rex e porque o bem fenece porque funciona no individualismo da luta, chapa 10 e subscrição de cada palavra, cada linha ...

Este Estado Português é o maior inimigo dos Portugueses parecendo, nesta história Trágico-Política, o remador depois da tragédia a impelir para o fundo, a golpes de pau, os seus náufragos, que teimam em se agarrar à borda da decadente e esburacada embarcação.

«O MEU DESEMPREGO É POLÍTICO. E O TEU?

Ao ler o texto a seguir transcrito de JPP retomo consciência e recordo quanto do meu desemprego, coincidente com o período de vigência de esta legislatura, tem fundamentos políticos e é, nessa medida, uma tragédia pessoal e um libelo contra a estrutura organizativa do Estado Tentacular e Ubíquo Português, sobretudo quando capturado por um Governo gerido por zelosos vingativos, obstaculizadores da vida de opositores, e ao mesmo tempo dispensadores de favores aos seus dependentes e apoiantes, consoante os casos. Percebi que ou se emigra e desiste de um Portugal Livre e Empreendedor fora da tutela opressiva do Estado, ou se dá toda a luta possível e perseverante ao estado de coisas que persiste. Efectivamente, não há esquerda nem direita, não há ideologia e um sentido de bem comum. O que há é estômago. Estômago de Estado. Estômago de Partido. Estômago dos interesses estabelecidos competindo com, comprometendo e rasurando o simples direito à dignidade pelo trabalho de muitas centenas de milhar. Somos milhares de não alinhados nessa deriva do Partido Socialista em absorver o Estado tão completamente que a ideia de Elisa Ferreira, ao falar do Dinheiro do PS como Dinheiro do Estado, seja efectivamente palpável. Fui remetido à miséria por esse Sistema, mas é impossível remeterem-me ao silêncio. No apogeu da minha vontade de lutar, dou luta todos os dias e veremos quem merecerá ficar de pé: se o Desempregado Político que sou, como outrora o Perseguido Político ou o Preso Político eram o que eram; se o Sistema Viciado e Siciliano do Poder Socialista Tentacular e Ávido. Em qualquer dos casos, só conheço para mim a atitude erecta de um insubmisso, perca ou ganhe nas minhas Causas e Paixões de Vida: «Há pouco dinheiro, há pouco emprego, há pouco espaço fora do Estado, há muito pouca coisa fora da alçada do governo, existe um poderoso establishment nas universidades, nas fundações, na "sociedade que passa por civil mas não é", que também depende do poder, há cada vez mais Estado na economia real, cada vez mais gabinetes ministeriais a decidir sobre matérias que nunca lá chegariam há meia dúzia de anos, há muita corrupção institucionalizada nos partidos e no Estado, há demasiado centralismo, demasiada vontade burocrática, demasiados subsídios, para haver respiração para a liberdade. Numa sociedade civil sadia propostas como os "chips" nos carros, a generalização incontrolada da videovigilância, as administrativas proibições de tudo, de que são exemplos recentes a proposta de proibição de sondagens ou o mundo comunicacional artificial e burocrático da "directiva " da ERC, gerariam enorme controvérsia, desobediência cívica e voltariam ás gavetas dos que as produziram. Mas não é assim, porque os dependentes são muito mais do que os independentes e a acomodação é uma regra social. Dizer que "não" é raro. O governo do PS joga muito nisso, vive nisso, vive disso. A crise ajuda, não os ajudemos nós.» José Pacheco Pereira, Jamais»

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ABAIXO O PODER DO POVO

«Down with people power»


Peter Kellner teme o poder do povo através de mais democracia directa e do alargamento dos referendos.

Ficamos à espera das desvantagens e dos perigos do sistema, já que as outras as da democracia parlamentar pouco representativa já as conhecemos de sobejo.

O MÁGICO BASTÃO DO IL SENOR CONSELHEIRO OU OFTALMOLOGISTA E MEDIADOR ESPECIALISTA DE SEGUROS

«O bastonário explica que aceitou um convite da AMA para integrar o Conselho de Administração, tendo sido conselheiro em 2006 e vice-presidente da administração em 2007. Pedro Nunes explica que aceitou o cargo para «defender os interesses dos médicos portugueses».

Apesar do montante elevado auferido a título de ajudas de custo, o bastonário garante que «não tinha lucro, tinha prejuízo», já que a verba pagava duas viagens mensais a Espanha e hotel, além disso não recebia dois dias de consultório privado»

Pedro Nunes recebia 3000 € por mês de ajudas de custo de uma seguradora Espanhola como conselheiro. Médico especialista, bastonário dos médicos, conselheiro especialista em pagar o seguro ... da ordem!

O mesmo Pedro Nunes que há pouco se revoltava contra as viagens dos congressistas aos paraísos de férias, o mesmo Pedro Nunes que acha que já há médicos a mais, porque a qualidade perde-se com a quantidade - mesmo que centenas de milhar de Portugueses continuem sem médicos de família. E ainda há quem pense que as ditas elites não são o problema do país!

Para quê?

Para integrar o Conselho de administração de uma ... Seguradora? Espanhola, que vá lá saber-se porquê era a seguradora que cobria a responsabilidade civil dos médicos!

É por estas e outras que os nossos notáveis, sempre tão prontos a defender a ética e as boas práticas, valem zero aos olhos da opinião pública!

E é por estas e outras que tão solicitamente vão em nome do serviço público? adornar os conselhos de tudo o que dependa da notabilidade do cargo. Um cargo em Portugal vale ... ouro ... ou ajudas de custo!

Aliás, é olhar para os abastados senhores presidentes dos falidos clubes e para os milhares de cargos de notáveis multi administradores, para se perceber como se tece em Portugal a teia que os vê prosperar e crescer. E muitas vezes as vítimas e os papalvos associados ainda batem palmas como quem pede ... bis!

Além disso, com refinadíssima lata de quem nos toma por parvos , alegou que não tinha prejuízo nem lucro por ir a Espanha duas vezes por mês? ... pronto, já percebemos que ganha 1000 € por dia de consultório, a multiplicar por 22, 22.000 € por mês de declaração fiscal!

...

- Diga ah, por favor! Vê bem? Vou-lhe já dar uns pingos de AVASTIN, antes de terminar de preencher a proposta de seguro! Cego não fica, porque há muito que já o é!



quinta-feira, 30 de julho de 2009

POMBOS PROMESSAS

Pombo transportava carregador de telemóvel

Ideia genial, embora para fins maléficos, a provar que ainda há algumas velhas tecnologias que batem aos "pombos" as novas.


Excelente a ideia de instalar um pombal na residência oficial de Sócrates, para onde os pombos transportassem todas as promessas que queremos cumpridas na próxima legislatura.

HONI SOIT QUI MAL Y PENSE


«Extra, extra: Fátima Felgueiras absolvida por falta de provas!»

E, assim, se constrói um País mal frequentado, que incandeia!

Se já a ordem of the Garter se pavoneava implume pela tradition do momento, porque raio é que Lady Felgueiras se iria preocupar com Honi soit qui mal y pense? Afinal as plumas toda a poeira afastam!


IDENTIFICAÇÃO PUBLICADA

«Manuel Gonçalves.

Não querendo desvalorizar o seu trabalho cientifico o certo é que o resultado me parece questionável.
A menos que se aceite a grande operação de engenharia financeira e orçamental que constituiu o PRACE, essa reforma falhada da Administração Central, é impossível que a despesa tenha diminuido por acção deste governo. E falo da despesa corrente com salários e com os outsourcings que se multiplicam, a preço certamente inflacionado pelo lucro das empresas privadas prestadoras.
Deixo a nota de que a redução da administração central directa foi aparente. Ficaram apenas em alguns ministérios as Secretarias-Gerais e as Inspecções-Gerais, mas foram, imediatamente, criados institutos públicos, com conselhos directivos maiores e melhor remunerados. As chefias também tiveram acréscimo remuneratório. Assim como os funcionários que são contratados ao abrigo do Código do Trabalho. Com o aumento do recurso a externalização e dado que os funcionários em mobilidade especial são reduzidos (alguns dos quais encontravam-se em licença sem vencimento de longa duração e ingressaram para obter a remuneração que a lei lhes garante… com a cumplicidade das direcções que satisfizeram essa pretensão)… Pergunto como é possível afirmar essa diminuição ?
É ridicula a conferencia de imprensa do Dr. João Tiago Silveira a alardear com base num artigo de jornal os méritos do seu governo… assim vai a tal républica mal frequentada de que já tantos falam.»

Há alguém que contrarie em denial a realidade apontada? O que é verdadeiramente preocupante é que a cegueira intelectual já não é fruto do AVASTIN (passe o aparente mau gosto da comparação de uma realidade dramática), mas de uma insana loucura que tomou a irritante sociedade Portuguesa!

PRIMUS INTER PARES

Porque é que em Portugal todos querem ser Primus Inter Pares em vez de se posicionarem democrática e igualitariamente como mui iguais e solidários Pares republicanos?

Será que foi o excesso de Pares do Reino que banalizou a notoriedade?

RECUPERAMOS, NÓS, OS MIL PRIVILEGIADOS DE PORTUGAL

Diz Vital Moreira que

Notícias da crise

Acumulam-se os indicadores que revelam que a recessão global chegou ao fim nas principais economias:
«Fed vê “primeiros sinais sólidos” de recuperação da economia americana».
«Estudos indicam que economia Brasil recupera no 2º trimestre».

Sócrates, assim, merecia mais 720 dias para sabermos onde estará Portugal nesse período.

Desconfio que a Bulgária e a Roménia já serão à data, por comparação com este pobre e decadente rectângulo, economias ricas!

ENTREGUEI-ME TODO A CRISTO

Na nossa sociedade a crise, a rarefacção e a ambição estão a criar um fenómeno estranho. Gente aparentemente competente a entregar radicalmente a alma a Cristo ... não seria melhor a manutenção da independência e do espírito crítico?

Carlos Santos

Diga-me por favor que este post não é seu ... diga-me por favor que estamos condenados a sermos apenas produtores de muita, contraditória e profusa legislação e que os bens transaccionáveis não são solução para Portugal... diga-me por favor que odeia Samuelson e que o futuro de Portugal está na luta de classes e na riqueza usurpada aos ricos. É pena é que para este primeiro-ministro a classe média já esteja nos desgraçados licenciados a 500€ mês! É que Sócrates passou a legislatura mais na pele do arrogante e impenitente príncipe John do que na de Robin Hood ... e como eu odeio os ricos que me queimaram as míseras poupanças! Como Frei Hermano da Câmara, entrego-me e à minha alma, definitivamente, nas mãos do Deus-Estado, mesmo que ainda tenha memória!

Afinal, que estranha sociedade é esta, em que os privilegiados e os ricos - é Sócrates um pobre Heron? - é que são os radicais e os pobres são conotados com ricos?

PORTUCALE: IDENTIDADE POLÍTICO ADMINISTRATIVA

A propósito de Santana versus Costa, automóveis versus deserto...

... mas esta gente nem com a porcaria dos transportes se entende? Uns não querem os carros dos outros porque lhes atrapalha o seu espaço público, os outros não querem abdicar dos carros porque não há transportes públicos, ... bem me parecia que a identidade Portuguesa dos múltiplos pueblos de múltiplas gentes, não se acomodava numa única entidade Portuguesa ... afinal nascemos não de identidades geográficas ou rácicas, mas de senhores carolas que sempre chamaram para si a posse dos pequenos territórios dos outros ...

A ETERNA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL

É curioso a coincidência no tempo entre as grandes privatizações de empresas públicas e a pobreza generalizada dos Portugueses.

Tal poderia ter sido evitado se o Estado ao privatizar essas empresas tivesse criado verdadeira concorrência sectorial. Não se compreende, em tempos de crise, os lucros chorudos de muitas dessas entidades e muito menos os seus monopólios que tem sido verdadeiramente danosos para as centenas de milhar de pequenas empresas que tentam sobreviver no mercado atomizado, onde factores como combustíveis, energia, crédito e o Estado sorvedoiro, rivalizam EM VANTAGEM com a crise internacional.

ONE MAN SHOW: A RELUZENTE CIGARRA E AS ABATIDAS FORMIGAS

Uma volta ontem por concessionários e oficinas oficiais de marcas de automóveis, dá-nos conta do estado anémico e morredoiro em que muitas dessas entidades se encontram.

Ao show-off do Portugal político do sucesso, contrapõe-se a realidade de um País em crise profunda, muita da qual importada, mas muito mais consagrada por um Estado que se quer posicionar como one man show!

VISÃO DO FUTURO, POBREZA FATAL OU GRIPE E

Fatal como o destino: enquanto não houver limite à voracidade do Estado, a situação dos 6.000.000 a viverem como pobres Europeus nunca encontrará uma solução neste País chamado Portugal.

À queda constante das receitas do Estado, o Estado responderá com mais aperto financeiro e mais perseguição a tudo o que mexe, agravando em espiral o Estado gripal acelerado de Portugal.


terça-feira, 28 de julho de 2009

DESPEDIDO DA VIDA POR FALTA DE HUMANIDADE

«China: Trabalhadores espancam director até à morte

Os factos ocorreram sexta-feira na siderurgia Tonghua, quando cerca de 3.000 operários pararam a produção e atacaram o director-geral, que acabava de os informar do despedimento.»


Longe de mim defender este modo de actuação.

Mas que fique a mensagem. Não se mata um homem só com um tiro, pode-se matá-lo por se lhe tirar o pão ou o pão por via do emprego.

Assim, que fique a mensagem a quem manipula a seu belo prazer vidas. Pensem bem na função social do Estado das benesses das clientelas dos partidos e no das empresas! É que poderá haver um dia que povos mais indolentes se fartem de serem consecutiva e inumanamente despedidos!

A ÉTICA DA TECNICIDADE

Caro LNT

Educar para o trabalho ou educar para a cidadania?

Já esse problema se punha no séc. XIX onde segundo Arnold o que se procurava era a busca da perfeição individual através da procura de conhecimentos.

Sendo que o grande drama é uma das principais heranças tradicionais onde entronca a experiência do presente, a tradição judaico-cristã que infunde preceitos morais estar hoje esvaziada.

A paixão pelo saber da tradição greco-romana não estará amputada da sua irmã gémea, quando hoje se assiste no campo público à lisonja e à mentira como arma de sobrevivência e ambição política?

Como dizia Arnold, só a cultura permite ver as coisas como elas são e a objectividade crítica adquirida permitirá transformar o meio social.

Afinal, para que é que vale ter competências técnicas de engenheiro se os preceitos morais andam pelas ruas da amargura?

ESTADO CONTRA O ESTADO

«Directores recebem mais 200%»

«Governo vai duplicar prémios dos dirigentes de impostos» (JdN


Com a diminuição das receitas fiscais por via da implosão de muitas empresas e empregos, Teixeira dos Santos naquele seu estilo de competência e de melhor ministro das finanças da UE tirou mais uma cartola do bolso.

O aumento dos prémios aos dirigentes funcionários públicos! Afinal não fosse ele um dirigente da administração pública que permite ao banco de Portugal a passagem de escalão a funcionários em regime de licença sem vencimento. Medida nada liberal, igualitária no quadro da administração pública e na relação com o sector privado que o sustenta ... e porque não a privatização total das finanças neste fim de ciclo sr. em breve ex-ministro das finanças ... para o bem de Portugal?

Procurar perceber porque é o tecido económico diminui, isso é que é complicado para este ministro sapa da economia Portuguesa!

E estes sim continuam a ser os dramas Portugueses, ética e estética da política que não se aprende na escola! Nasce no berço como diz o nosso povo!

PERGUNTAS A SÓCRATES

A minha pergunta para José Sócrates!

Sr Primeiro Ministro duas perguntas numa.

O que é um político para si? É uma pessoa inculta, impreparada, desumanizada, ao sabor dos ventos e marés do self-interesse , que faz dos seus cidadãos aprendizagem e carne para canhão? Como podemos obviar a sermos governados por políticos petulantes mas impreparados para a função?

A FILHA DO SR. MINISTRO OU A MONARQUIA DE ABRIL


Como é que o PS quer ser credível com constantes atropelos à ética mínima?

Obviamente que até os ministros se aperceberam que estamos em tempo de lavar de cestos, mas esta do sr. ministro Alberto Costa contratar a sua filha e justificar uma remuneração de 3.254,00 € para actualizar conteúdos no ministério do seu paizinho, só lembra aos diabos: aqueles que ficarão com os caracteres gravados a ouro de blogs na imensidão da podridão histórica da terceira república.

Afinal, enquanto os verdadeiros democratas ladram, a caravana dos notáveis passa e o privilégio engorda.

Afinal o que Alberto Costa fez, já Almeida Santos tinha feito com elementos da sua família noutro órgão de grande prestígio pago pelo povo Português.

O PS cuida dos seus e quem não locupleta privilégios é vítima da sua modéstia!

Cambada de miseráveis!


domingo, 26 de julho de 2009

PORTUGAL MORIBUNDO

A reportagem de Ana Leal na TVI sobre os pescadores é demonstrativa de como no Portugal da União, os benefícios de quem trabalha continuam a alimentar a prole imensa do parasitismo e a indiferença do poder político.

VOZES MAIORES

Tempos houve, em que os Demónios falavam, e o mundo os ouvia; mas depois que ouviu os Políticos, ainda é pior o mundo

Padre António Vieira

Detestamos todas as tiranias, seja qual for o nome com que se disfarcem...

Alexandre Herculano

O VÍCIO DA DEMOCRACIA DE PARTIDOS

«No tempo de Oliveira Martins, os políticos profissionais eram ainda uma criação muito recente, com menos de um século numa nacionalidade de existência multissecular. São dele as seguintes palavras: "Que as ideias políticas e económicas, ou por outra, os partidos tenham em Cortes um lugar eminente, nada mais necessário nem mais justo; mas que as Cortes, em vez de reunirem no seu seio todos os interesses, todas as vozes da sociedade, reunam apenas os delegados dos partidos, eis o vício, eis o erro que provém do sistema eleitoral" (In «Eleições»).»

«Em síntese, segundo a concepção orgânica, nas formas inorgânicas de representação há simultaneamente um sofisma e um déficit de representação. E o que defendem os partidários da democracia orgânica, é que seja permitida a expressão ou representação das pessoas através dos órgãos naturais a que pertencem no seio da sociedade — através das freguesias ou paróquias, dos municípios, das regiões, mas também por intermédio dos diversos esteios ou grupos sociais (de profissão, de actividade económica, de cultura, de espiritualidade, etc.) no seio dos quais contribuem, pela sua actividade e esforço, para o bem comum da sociedade.»

BLOGCONFERENCIA

A blogconferência Moderada por Paulo Querido que se vai realizar amanhã na LX Factory com a participação de 20 Blogs cujos autores colocarão questões directamente a José Sócrates é demonstrativa que não só os governantes são responsáveis pelo actual estado da nação, como são muitas vezes traídos pelo excesso reverencial do séquito mais papista que o Papa, que acaba inevitavelmente por o prejudicar, dando-lhe uma percepção e noção diferente da realidade.

É que olhando para a lista daqueles a quem caberá a grande honra de colocar uma questão ao grande líder, a grande maioria são blogs associados e que darão ao grande líder a sensação do muito amor e devoção pela causa.

O dia eleitoral seguinte é que possivelmente assistirá à grande debandada dos caracteres, como ratos em navio naufragado!