segunda-feira, 27 de abril de 2009

PNE - PARTIDO NACIONAL ESTATÍSTICO


Polícias têm de prender para cumprir números; estudantes tem de estar na escola em número para preencher estatísticas; desempregados tem de ser retirados dos ficheiros para preencher o número ... até as empresas tem de fechar em catadupa para constarem com aprumo e cagança nas ... estatísticas!
Assim se vê a força do recauchutado ... PARTIDO NACIONAL ESTATÍSTICO (PNE)!

SWINEFINGER OU MÁ SORTE DO MUNDO

«Ameaça da gripe suína aumenta incerteza sobre a crise global»
Como nos piores filmes de 007, que ordem para matar, de uma aterradora conspiração mundial, se arma contra o mundo?
Tem dedo de Swinefinger ou é só má sorte do Mundo?

ENGLISH OR PORTUGUESE MODERN TIMES?


Entre o imediatismo palpável e o espírito, o idealismo ou o romantismo subjectivo escapista dos descontentes, das agruras deste mundo, o materialismo dialéctico e histórico, o mecanicismo, o positivismo e o utilitarismo de quem cede o passo ao prazer imediato e mundano do estender o braço à optimização do bem - estar, o convívio intelectual com o passado em e com Jeremy Bentham e John Stuart Mill, mas também com Coleridge e Wordsworth, os lake poets, percebe-se que nem só de pão vive o homem, como também sem ele não se faz a história do mesmo. Muito menos na era da besta Industrial, do carvão mineral, da revolução do ferro, da máquina de Newcomen, da divison of labour hábil, competente e rentabilizadora do tempo, onde o homem descentrado começa a confundir-se com a máquina, extensão do seu braço exangue de emoção e humanidade. As palavras de Burke, muito ao estilo da acomodada Igreja Anglicana, sobre os desfavorecidos que se confundem com as classes trabalhadoras Britânicas, advogando, em ano de fome, Patience, labour, sobriety, frugality and religion, simboliza bem como o establishment se tinha dissociado das realidades sociais desta nova Grã-Bretanha, workshop of the world, qual versão antecipada do Modern Time de Chaplin.
Assim, o imediatismo e empirismo do tempo de uma sociedade já há muito em perda de lealdades comunitárias, essa cash nexus, saudosa, a espaços, do longínquo Kinship e do Comitatus, porta aberta ao grande mundo das sensações do Império, senhora de sobras[1], domadora do tempo e medidas, liberta há gerações das peias - teias da ética castrante católica, cheia da energia moral do puritanismo, freadora de absolutismos e monarcas, conectada por esse novo conceito de atracção[2] newtoniana onde a metafísica e a teologia são superadas pela razão[3], senhora de uma ética protestante dignificante na austeridade, individualismo e sobriedade do trabalho.
Empirismo e utilitarismo de uma nação prática, pragmática, resoluta, rude, distendida, sofregamente Imperial, nação em tempo de laissez faire, laissez passer, mesmo com os paradoxais Turnpike Roads, votada ao exercício da liberdade natural e primado do liberalismo, recheada de práticos inventores auto-didactas como Watt, Hargreaves, Arkwright, Kartwright, filha do egoísmo do homem self-wolf Hobbesiano, do individualista lutador pela subsistência each for himself and the law of England for all (Faria, 1996, p. 417).
Sendo, assim, a procura do bem pessoal e o self interest, parecem uma marca de água das atitudes setecentistas, glorificadas pela inefável e liberal Wealth of Nations de Adam Smith, alicerçadas no valor – trabalho de Ricardo, fruto de uma deriva do pensamento iluminista dos dois founding fathers, Hobbes e Locke, do pensamento pragmático, empírico, mecanicista, positivista, racional e liberal da sociedade Inglesa. Mas como não há acção sem reacção, a convivência material com o romantismo de Coleridge, o poeta, o idealista, o não vislumbre da matéria sem espírito, esse idealismo Germânico, esse pensamento demasiado Cartesiano do penso, logo existo, que desboca na génese Kantiana das lentes cognitivas, acúmulo de percepções e observações mas também de criatividade, de imaginação e do poder de abstracção (Silveira)[4].
Assim, o Spirit of the Age, de um tempo Jorgiano[5], onde à vez se sobrepõem Whigs e Tories, onde as mudanças se fazem no sentido de uma diferenciação e diversificação crescente (Rémond, 1994, p. 169), do Liberalismo ainda censitário, consecutivamente revolucionário e conservador, disfarce do domínio de uma classe[6] (Rémond, 1994, p. 150), carrasco do antigo regime e do absolutismo, avessa à soberania popular, à democracia integral e ao avanço das forças sociais.[7]
Mill, sintetizador de um século que ao querer ser liberal e individual libertando-se do jugo das forças e mordaças do antigo regime, revela-se na própria crise espiritual dos seus verdes 20 anos[8], apontando a variedade de carácter expandida nas suas inúmeras e contraditórias direcções, uma espécie de homem total, simultaneamente gerado pelo prazer imediato do material e pelo aspergir subjectivista do ideal. E, assim, os princípios egoístas do utilitarismo Benthamita são apenas uma parte desta época de transição On Liberty, nestas correntes relacionais Benthamistas e Coleridgianas, que revela that every Englishman of the present day is by implication either a Benthamite or a Coleridgian. (Faria, 1996, p. 427). By implication, alicerçado nos conceitos justiça e direito dos costumes tradicionais, temperado pelos food riots da moral economy, caudal de rebeldia controlo subtil da gentry sobre as classes populares, a lei secular, os apports[9] que vão dando individualidade ao processo, o excesso de razão abre destarte espaço ao idealismo romântico.
Assim, desta sociedade em trânsito, anteriormente recheada das fidelidades dos pequenos espaços e das relações domestic system, trespassada já por uma nova cosmovisão e ética religiosa, multiplicada por novos espaços e individualismos, proletarizada[10] em vagas e urbanizada por uma ruptura com os hábitos tradicionais da vida rural[11], alimentada por recursos naturais, dona de alguma liberdade civil, que não ainda de liberdade política, tocada pela Revolução Americana, Francesa[12], pela Agrária, Transportes, Demográfica, Industrial, poderíamos dizer que os dados, quais pressupostos, já há muito foram lançados! Falar de John Wilkes e da defesa das liberdades de uma sociedade, nos Nababos, rapina colonial, comércio de escravos e formas exóticas de cultura, correlação prosperidade - radicalismo, conservadorismo, institucionalismo tradicional da igreja, Estado, propriedade e seriedade moral evangélica[13] é reforçar pressupostos. Cumulativamente a páginas tantas (Faria, 1996, p. 350) encontramos, na definição de Roy Porter, três aspectos do peculiarismo de carácter da sociedade Inglesa de setecentos: a força da hierarquia social muito desigual, a disciplina na família no trabalho e moral, mas também a sua maleabilidade e mobilidade! Elemento estabilizador, válvula de escape, as recompensas espirituais através da Educação e do Metodismo[14], uma classe média estendida e a percepção do trabalho e sobriedade, a propiciarem promoção social e prosperidade.[15]
Em conclusão: o sincretismo de pensamento de John Stuart Mill revela uma sociedade complexa, onde há lugar para mecanismos Utilitários Benthamistas mas também para novos reportes Coleridgianos. Os pressupostos que urdiram a convivência do materialismo e do idealismo, de uma sociedade aberta à Modernidade, fizeram caminho desde o comunitarismo ao individualismo, do absolutismo ao liberalismo, da ruralidade ao urbanismo, do artesanal ao industrialismo, do censitismo ao democraticismo … do egoísmo Hobbesiano, ao equilíbrio dos impulsos egoístas de Shaftesbury, do individualismo socialmente contextualizado, ao individualismo secular do desintegrado homem fabril. Assim, é na conjunção de alguns destes princípios não ordenados, tomada de consciência de um novo egoísmo, princípios friamente racionais sustento ideológico da infância da industrialização, enclosures, extinção do yeoman, poor rates para pobres homens, hungry forties, proletariado, consciência de classe, establishment, mão invisível das leis naturais, tirania fabril, relação pessoal versus relação impessoal, Sunday Schools, dicotomia Reforma – Revolução, sociedade parcialmente liberal na óptica do liberal dos séculos vindouros, e na sua contra-resposta, fruto dessa contradição liberal criadora do homem proletário Working Class, que se engendram os aparentemente opostos elementos filosóficos material e ideal. Os pressupostos de novo regime estão lá[16], correndo o risco de rapidamente se tornar velho, levados pela radicalização no e do eu de cenário que desagrada ou frustra, de uma Nobreza que já caiu e pequena Burguesia que ainda não ascendeu, ao deixar fora do repasto e na rapacidade impessoal da nova ordem, uma enormidade de outros homens que aspiram já a mais novas, amplas e democráticas liberdades. Mas o socialismo utópico dos Owen, o luddismo e o cartismo, os materialismos históricos e dialécticos de outros, ficarão para outros tempos de recensão, de composições e aspirações, q.b., a mais materialismo ou idealismo!

[1] O processo de acumulação, de uma Inglaterra na posse de um sistema financeiro desenvolvido, contraponto ao lamento determinista malthusiano! … da Revolução Científica à Revolução Comercial, à Agrícola, à Demográfica, à dos Transportes, à Industrial … dos seus precursores Bacon, Boyle, Newton …
[2] O conceito de atracção de fenómenos que possibilitará a David Hume, a conexão entre ciências da natureza e Ciências humanas. Excelente a explicação, a páginas 261 do manual S.C.I., das três ideias chave de 18 a 20: da atracção, à evolução, à dialéctica!
[3] Seja ela razão puramente mecânica ou um instrumental da inteligibilidade. Locke e Newton domaram o mundo instável e desordenado!
[4] Se o escrito de Descartes se difundiu amplamente no Continente, a filosofia experimental que se desenvolveu em Inglaterra, parece ter impedido a aceitação fácil de qualquer sistema dedutivo, sendo o sistema de Descartes considerado gerador de dissensões, tanto quanto, também, o sistema extremamente materialista de Hobbes, impondo a defesa da observação e análise, John Locke, como mestre da sabedoria!
[5] De Jorge I a Jorge V, Casa de Hanôver, casa ou século dos Jorges?
[6] A burguesia possidente.
[7] A próxima maré que se aproxima porque ao povo, já esta não basta, libertado das grilhetas do antigo regime, encontrando-se agora amordaçado e escorado pela burguesia.
[8] O monopólio do material não lhe afasta uma estranha e inexplicada tristeza: to be a reformer of the world, faz imergir a internal culture of the individual.
[9] E como eles se rapidamente desenrolam, num misto de Revoluções a consensos …
[10] … nas margens, pela nova sociedade Industrial, enquanto assistia em simultâneo à ascensão de uma alargada classe média.
[11] Pelos novos enclausurados, descomunitarizados, expulsos pelas enclosures.
[12] Apesar dos Edmund Burkes do seu mundo e da resposta dos Rigth of Man de Thomas Paine!
[13] Não contraditória com uma poderosa agressividade comercial … traço do pragmatismo Britânico!
[14] Pau de dois bicos, doutrina amortecedora – castradora social! A religião como meio de repressão e de … rebeldia!
[15] É curioso como a Sociedade Inglesa pareceu sempre responder com um misto de coacção mas também de concessão - novamente o pragmatismo? - a interesses opostos e descontentamentos: desde, com Pitt, o esvaziar dos ímpetos revolucionários Britânicos, como a instauração do Speenhamland System, o Catholic Emancipation Act, o Reform Bill de 1830, o Reform Act de 1832, a abolição das Corn-Laws, …
[16] Na dureza dos novos espaços e intensidades de fabricação, nas novas relações sociais, de trabalho e produção, na nova impessoalidade, desta nova sociedade industrializada urbanizada a cinzento.

domingo, 26 de abril de 2009

BETUMIZE-SE PORTUGAL

O betão sempre foi a paixão dos engenheiros. Com o betão se construiu um mundo aberto, com o betão finalizou o wergild comunitário e se lançou as bases de um mundo liberal, individualista e mimético.
Mário Lino e Sócrates acham que pelo betão é que vamos. Errado! Porque o que precisamos, já não é mais betão, mas uma paisagem de dimensão humana. E essa é totalmente ausente do discurso dos camaradas da arrogância de betão!

RISCO ALHEIO


Sócrates apela: «É preciso investir e correr riscos». Primeiro-ministro sublinha que esta é a melhor forma de superar crise.

O primeiro-ministro José Sócrates incentivou este sábado os empresários portugueses a investirem nos vários sectores da economia e a «correr riscos», porque considera esta «a melhor forma» de ultrapassar a crise e aumentar a riqueza do país.
O problema é que o aumento da riqueza do País já não é directamente proporcional ao aumento e esforço de quem arrisca, sempre, mas sempre sob o cutelo do Estado!

DE QUE É FEITA A EMOÇÃO DE MARQUES JÚNIOR?

Hesito como Marques Júnior perante o cenário e sinais dos tempos, a conseguir qualificar o sentimento que me emociona! Euforia ou tristeza? Lágrimas que lavam ou que semeiam? Aguardemos pois neste plano, demasiado inclinado!

sábado, 25 de abril de 2009

ESTUPRANDO O NOSSO FUTURO: «NÃO DEIXAREI QUE ME VENÇAM DESTA FORMA, NÃO DEIXAREI!»

«Não deixarei que me vençam desta forma, não deixarei»

Sócrates disse hoje esta frase lapidar. E é com frases lapidares destas que Sócrates vai escuprando o seu próprio futuro político, uma lápide de curriculum político onde constará: aqui jaz Pinto de Sousa, o homem que governava para não ser vencido mesmo a custo e sacrifício inaudito do seu próprio povo!

HOMENS DA LUTA! E O POVO, PÁ?

RETRATOS DE PORTUGAL

É este regime um regime semipresidencial ou semiparlamentar? Aceitam-se argumentos! Por mim gostava de experimental o Presidencialismo!

As elites são egoístas? É verdade! Para Miguel Júdice, antigo bastonário da ordem dos advogados e empresário emérito da advocacia e do mais que aprouver, são egoístas e pouco solidárias as elites em Portugal, com excepção dele próprio que se emulou, na humildade da chefia da Ordem durante três anos, prescindindo de muitos e bons proveitos!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A NOVA HISTÓRIA TRÁGICO-MARÍTIMA


Nesta época de puro encolhimento, encolhimento das verbas, das esperanças, das almas e possibilidade de estouro das manadas,a verve funciona em sentido oposto.

Assim, estes comentários elevados a posts pela sua inspiração e sageza de uma nova história trágico-marítima que se avizinha.

Que se cuidem mestres e capitães quando as vagas afundarem tal navio que os remos dos escaleres servirão mais como matracas do que como braços de salvação.

De simplesmente joao para Tavares Moreira:

Na época dos Descobrimentos, o capitão embarcava sempre um cartógrafo, um prático e um cronista.
Na gesta, económica, do capitão Sócrates, ao zarpar levava apenas o cartógrafo e o cronista. Ainda nem sequer tinham torneado o Cabo Espichel e já se tinha desentendido com o cartógrafo, pelo que, em Sines, embarcou um prático, desembarcando o cartógrafo.
Até ao Cabo das Tormentas, o prático serviu, conhecia as correntes, os ventos e os sabores das diferentes águas, mas não lia as estrelas pelo que calculava mal a latitude e não sabia estimar a longitude, porque não sabia afinar o relógio. Mas tínhamos vento de feição e comida e água com fartura e nas escalas que tinham realizado o capitão tinha conseguido negociar e bem, os mantimentos frescos necessários(Ah claro, os nativos tinham informado que estava na rota certa).
Agora que estamos no meio da tempestade, o prático guia-se pelas estrelas que não conhece, estima uma longitude para a qual não tem referência e anda às voltas com umas águas das quais não tem ideia do grau de salinidade e as correntes não vão na direcção que esperava.
A tripulação desconfia, já por três vezes lhe foi afiançado que nas próximas 48 horas avistariam terra firme e poderiam capear a tormenta, sem que ainda tenha sido avistada.
A sorte da tripulação desta estória é que o barco ainda não meteu água e os mantimentos ainda estão secos, se bem que os animais vivos já quase foram todos consumidos; claro que nesta estória aquela (tripulação) é completamente analfabeta, pelo que não se dá conta do chorrilho de asneiras que o cronista escreve e anuncia. O capitão espera que a tripulação acredite que a água que entra por causa das vagas é obra do demónio, que a perca dos mantimentos é obra dos ratos e aquilo que os marinheiros mais velhos andam a dizer é porque não sabem ler e, por isso não percebem o que o cronista lhes escreve.
Deixo-lhe à sua imaginação encontrar um seguimento, mas acho que ajudei a entender a rota da nau.
Cumprimentos
João


De Manuel Brás ...

A derrapagem é brutal
embora seja negada, o descalabro governamental
deixará a economia estragada.

Um terceiro
orçamento
torna-se imprescindível,
o estrondoso desmoronamento
é
mais do que audível!

Ao escutar estas informações
o mexilhão fica
preocupado,
para agravar temos as afirmações
deste (des)Governo
sincopado!

II Parte

A inconsciência governativa
aliada à sua
natural incompetência,
resulta numa política pouco efectiva
baseada numa
ridícula prepotência!

Pelas estrelas orientado
na elaboração de
fantasias,
este (des)Governo desorientado
propagandeia hipocrisias!

O mexilhão prevenido
não acredita neste orçamento,
o
(des)Governo deve ser banido
para acabar com este tormento!

STI: MENSAGEM CONTRASTANTE

«Portanto, quem não tem dinheiro para comer não tem dinheiro para pagar impostos», alertou Hélder Ferreira do Sindicato dos Trabaalhadores dos Impostos»

Quando se está no terreno contacta-se com a realidade. É o caso do STI!
A maneira como se anda a carregar as multas e penalidades de tudo que mexe, sem querer saber de ética e adequação das leis, é exemplo de uma grande irresponsabilidade: é que quando se elabora penalidades e códigos de custas, tem de se pressupor que nem todos ganham o ordenado de ministros e adequá-los ao ordenado dos Portugueses, sob pena de as coimas passarem a ser uma espécie de condenação à morte por fome, e de se ter de perguntar: afinal, governam para quem?

Esta mensagem contrasta com a total falta de humanidade do dura lex sed lex, a propósito dos reformados com pensões de 450€ que vão pagar 150€ de multa por não entrega de documento (não por falta de entrega de imposto) que percebemos, como uma fuga para a frente como quem diz: «eu sou o campeão dos cumpridores!».

Será? Pelo menos é um grande sortudo, por comprar uma casa igual à dos vizinhos por pelo menos 100.000€, segundo informação veiculada pela imprensa!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

VITALDENTE


«A propósito de um vídeo difamatório [Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link] Se alguém divulga um documento alheio difamatório para outrem, o divulgador também comete o crime de difamação. Se o crime for cometido através dos media, a pena será agravada. E se a vítima for um membro de órgão de soberania, também tem pena agravada. Além disso, se se tratar de documento de um processo em segredo de justiça, há também o correspondente crime. O problema é a lentidão da nossa justiça penal...»

Porque é que esta MENSAGEM me faz recuar ao horror de um qualquer HOSTEL ou VITAL DENTE!
EXTRACÇÃO A FRIO COM EVIDENTE DESPREZO PELOS PACIENTES: OS VELHOS E REFORMADOS, OS DESEMPREGADOS E TODOS OS QUE SOFREM NESTE PORTUGAL ACOSSADO POR FIGURAS CADA VEZ MAIS DESUMANAS E DEMENTES!

PORTUGAL CADA VEZ MAIS UM HOSTEL DE HORRORES!

A LIBERDADE DE DAR UM MURRO TERMINA NO NARIZ DO PARCEIRO

«Os reformados vão ajudar José Sócrates a resolver a crise
Como afirma a SIC: “Governo não perdoa multas a 120 mil contribuintes O Fisco não vai perdoar a multa aos 120 mil contribuintes que não entregaram a declaração derendimentos de 2007. Na maioria, são idosos com baixos rendimentos e vão ser multados em cem euros, no mínimo. Não entregaram, nem vão entregar, porque já não têm os comprovativos das despesas.” Não há dúvida que é uma óptima notícia para o défice e uma boa medida para resolver a crise. O Governo na sua grande sensatez e espírito de sacrifício vai multar os “ricaços” dos idosos e dos reformados que não entregaram a sua declaração de IRS de 2007. Como são 120 mil multados com uma penalização de pelo menos 100 euros, os cofres do Estado vão embolsar 12 milhões de euros.»

Um Estado que toma uma medida destas só tem um nome: ESTADO ABJECTO!
Por detrás deste Estado de coisas está, no entanto, um Primeiro Ministro acossado, que odeia, despreza e arruina o seu POVO sem remorsos e humanidade, e que levará brevemente uma enorme bofetada de quem se sente todos os dias amargurado, desprezado e enganado!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

FISCO QUANDO AO SERVIÇO DA DESTRUIÇÃO DE RIQUEZA

A obrigatoriedade de pagamentos de impostos é um imperativo cívico de cidadania, a que ninguém se deve eximir.
A obrigatoriedade de informação clara das obrigações fiscais devia ser, por outro lado também, um imperativo de um Estado e de uma Administração democrática, não totalitária ou autocrática, que não faça do sistema fiscal uma "arma fiscal" ao serviço de objectivos políticos ou interesses próprios, consubstanciados em prémios para os seus agentes ou necessidades de receitas fiscais por eventual má utilização e alocação dos dinheiros públicos.
A cada vez maior complexidade das declarações fiscais impossível - muitas vezes de percepcionar até por especialistas - e a falta de informação credível e clara aos cidadãos, faz do sistema fiscal cada vez mais uma armadilha, cujo objectivo parece ser tão só a extorsão dos magros rendimentos da grande maioria dos cidadãos, pondo cada vez mais a sua sobrevivência em causa. E ao constante escrutínio dos cidadãos responde a administração fiscal com a total ausência de escrutínio das suas acções.
Se o valor brutal das coimas, já é de certo modo incompreensível porque não destrinça a não entrega por incapacidade ou inexistência de recursos da falta atempada das obrigações fiscais relativamente a locupletação própria, verdadeiramente incompreensível é o valor brutal das coimas por falta dos elementos cada vez mais complexos que a Administração fiscal entende - muitas vezes duplicados - para além de desproporcionadas com a realidade dos rendimentos da grande maioria dos contribuintes, não podendo os contribuintes ser reféns de guerras políticas ou de armas revanchistas que aniquilam e desmoralizam o tecido produtivo e os agentes económicos Portugueses.
Assim, não se compreende a atitude da Administração Fiscal Portuguesa, que não informa claramente, comportando-se com uma descarada falta de ética e opacidade no relacionamento com os Contribuintes - parecendo perseguir um único objectivo - conotando sistematicamente os Contribuintes como putativos infractores, e com essa atitude tornando-se um dos principais fautores de desmoralização e empobrecimento da sociedade Portuguesa!

sábado, 18 de abril de 2009

EXPRESSO DA MEIA-NOITE

No expresso da Meia Noite de ontem disseram-se coisas importantes e de bom senso. O juiz Rangel lembrou, e bem, que não se pode entregar aos funcionários das finanças algo que pertence à esfera da justiça. Disse também, muito bem, que o sistema de justiça, e a sua total incapacidade, não é culpa dos juízes mas de quem legisla muito e mal. O escândalo das Custas Judiciais a prová-lo e a atirar Portugal para o caixote de lixo dos países que não respeita um dos mais importantes direitos basilares dos cidadãos: o acesso à justiça!

Saldanha Sanches na sua fixação quase patológica da luta contra a evasão fiscal, como se o País fosse um enorme estaleiro de cidadãos a congeminarem fugir ao fisco, luta bem vinda, mas naturalmente com limites, anatemizou preto no banco a quase generalidade da classe política como corrupta.

Como bem disse Paulo Morgado, o fim do segredo fiscal, só permite uma gargalhada a quem já foge e continuará a fugir através dos paraísos fiscais, do dinheiro vivo e das empresas de lavagem. Neste sentido a decisão do Governo pertence ao reino do faz de conta! Como também bem disse Paulo Morgado a luta pela transparência, mais que a fixação patológica de Saldanha Sanches de um país de riqueza infinita passa, actualmente, mais pelo modo como são manipulados os dinheiros públicos e menos pelas barbaridades cometidas pela administração fiscal sobre os pequenos contribuintes - que feita, sem senso, só empobrece e desmoraliza quem tem já de correr os riscos próprios da actividade económica, sem estar sistematicamente a ser conotado à priori como um perigoso criminoso!

E, é por isso, que sendo bem vinda a luta à evasão, tem de estar o sistema fiscal baseado na transparência e no senso das decisões! Quanto da actual crise económica se deve à desmoralização dos agentes económicos de um administração fiscal arbitrária? Não colhe a máxima quem não deve, não teme, porque nem todos vivem no mundo patológico do confronto sistemático da luta política ou ideológica!

A corrupção, hoje, já não é toma lá dá cá! A grande corrupção na administração pública passa pelo concurso público, pela sobrevalorização de compras, pela promiscuidade entre decisões do poder e entidades pouco privadas. Se eu comprar por 10.000.000 aquilo que vale 6.000.000, 4.000.000 ficarão como lucro a distribuir pela partes!

A corrupção, hoje, joga-se na escolha arbitrária sem concursos públicos, e é por isso de rir quando Teixeira dos Santos fala - para que tolos? - em tolerância zero na luta contra a evasão fiscal!

O que preocupa, hoje, os cidadãos de bem, na relação com a administração pública é ficarem reféns de funcionários com interesses em prémios - e portanto passíveis da total arbitrariedade - e a complicação crescente das obrigações declarativas, concomitantemente com o dever de informação - que fazem com que, há já residual evasão fiscal do pequeno contribuinte não ligada à corrupção, o fisco responda com obrigações declarativas de informação duplicada e coimas - não de fuga, mas de uma administração fiscal incompetente e arbitrária na relação e forma -completamente desproporcionadas! Ou seja, hoje o contribuinte é mais penalizado pelo emaranhado confuso que são as obrigações fiscais, e pela falta de transparência da administração, pagando quase sempre mais em brutais coimas de atrasos do que em qualquer fuga consciente!

E, entretanto, gasta o Estado mais de 40% do PIB, não tendo o cidadão direito a conhecer as contas da coisa pública, ou seja o modo como são utilizados os seus impostos. E esse o paradigma a modificar. Tudo gira à volta do dinheiro que é de todos. Ao Estado o que é do Estado, aos particulares o que é dos particulares, sob pena de brevemente sermos um Estado mais totalitário do que a Coreia do Norte!

O escrutínio fica, assim, só do lado da receita, não do lado onde esbraceja a corrupção - o lado da despesa! À obrigação de escrutínio das contas das entidades privadas, não corresponde o mesmo direito de escrutínio das entidades públicas! Porquê? Porque é aqui que se cozinha o verdadeiro assalto aos bolsos do infeliz cidadão de uma paupérrima democracia!

OBRIGAÇÃO DE PUBLICAÇÃO E DIREITO DE VERIFICAÇÃO POR PARTE DE QUALQUER CIDADÃO DE TODAS AS ENTIDADES PÚBLICAS E EMPRESARIAIS DO ESTADO, JÁ!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

LES UNS E LES AUTRES PORTUGUESES E CONTRIBUINTES

«Fisco cria «gestores de clientes» para grandes contribuintes

Apoio, informação e acompanhamento de processos de contencioso tributário são algumas das funções O Fisco vai lançar ainda este ano a figura do «gestor de cliente», destinado aos maiores e melhores contribuintes.»

«Serão os maiores e melhores contribuintes, os que nos dão maior confiança». Esta a posição de Teixeira dos Santos sobre os Contribuintes e Portugueses em geral. Há os maiores e melhores contribuintes e há os outros Portugueses.

És Português, pequeno ou médio empresário ou contribuinte? Então não mereces confiança! A Administração Fiscal vê-te como um putativo evasor fiscal, um daqueles tótós a quem se pode pedir 150€ de multa pela não entrega de um papel de informação duplicada já em posse do fisco. Uma vítima da complicação - propositada? - e total incompetência do fisco!

Precisas de 150€ para comer até ao fim do mês? Não interessa, vende a casa, o carro, o fisco quere-te para apoiar os nossos amigos, as grandes empresas que nos dão confiança ... e no fim, quando os Portugueses se fartarem de tanta arbitrariedade e desconsideração, emprego!

Esta tem sido a maneira de governar deste governo, demonstrativa do total desprezo pela maioria do povo Português. Este senhor nunca deve ter lido a Constituição da República Portuguesa ou então convenceu-se que o fisco é uma arma e que é o Mordof do senhor dos Anéis!

POLÍTICOS DE NOVA GERAÇÃO

Sarkozy insulta Obama, Zapatero e Merkel numa só reunião
Berlusconi e nova gaffe sobre... «bronze»
Presidente italiano disse sobre um padre negro: «quem me dera ter tempo para ficar tão bronzeado como ele!»


O desinteresse dos cidadãos pela política e a cobardia moral e física de muitos, depois de décadas a terem dado como adquirido ganhos constantes de civilização, o seu vómito escondido pela nova geração de políticos e políticas, geração cash-nexus e gaff-nexus, de que faz parte a tripla Sócrates, Sarcozy e el signor Berlusconi, traduzido em imparticipação, e na indignação de educação esmerada de S.Majestade perante os taberneiros XXI, a rainha Isabel II, FAZ O MUNDO CADA VEZ MAIS INFELIZ E PERIGOSO?


Por cá depois dos cidadãos cada vez mais sitiados pela extensão do BIG BROTHER, SÓ PARA OS SEUS OLHOS, a denegação da justiça, com o carimbo «CUSTAS JUDICIAIS: SÓ PARA ALGUMAS CARTEIRAS!»

CUSTAS JUDICIAIS CRIMINOSAS



A QUEM INTERESSA O IMPEDIMENTO NO ACESSO À JUSTIÇA PELOS CIDADÃOS?
Artigo 20º da CRP: ... a todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos.
Artigo 21º da CRP: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão ...
No início este Estado, manhoso, não era para VELHOS e agora ainda é para CIDADÃOS?

POEIRA, PARA OS NOSSOS OLHOS, APENAS

aQUI, http://blasfemias.net/2009/04/17/corrupcao-i/ bLASFÉMIAS E jOÃO mIRANDA, DA enormidade de post anterior à assertividade deste:

«Um sistema suficientemente corrupto torna-se capaz de gerar rendimentos lícitos para os seus membros. Isto porque os tentáculos do sistema conseguem chegar a todos os órgãos legítimos do regime. Conseguem chegar à justiça, ao Parlamento, ao governo, à administração pública e à polícia. A corrupção deixa de ser uma actividade marginal e torna-se rapidamente na forma de funcionamento normal e legal do aparelho de Estado. Um exemplo? A construção do aeroporto de Lisboa. As obras serão feitas para beneficiar um vasto conjunto de entidades privadas e públicas que vive à custa das obras públicas. Quem perde é o contribuinte. Todos os concursos serão legais. Todos os pagamento a essas entidades serão legais. Os políticos que tomarem as decisões receberão contrapartidas perfeitamente legais. Ou serão compensados com apoios políticos ou com lugares em empresas privadas ou públicas. O sistema funciona por troca de poder por poder e não por troca de poder por dinheiro. Ninguém vai enriquecer ilicitamente. Será tudo feito de acordo com a lei. Aliás, os que vão tirar partido de uma obra desnecessária andam agora a fazer leis anti-corrupção que não têm quaisquer efeitos nas formas de corrupção mais ruinosas para o contribuinte.»

quinta-feira, 16 de abril de 2009

PERCEPÇÃO MADEIRENSE


Num Mundo de informação manipulada, com dificuldade se tem noção do lugar da verdade. Agora se este desabafo de um Madeirense, e não não é de A.J.J.!, for verdade
«Até o Ministério da Saúde furou um protocolo estabelecido com o GRM de modo a que os madeirenses no Continente não tivessem a comparticipação nos medicamentos. (Já fui vítima desta situação). Agora vejam os estudantes a residir no Continente sem os medicamentos comparticipados. A raiva de Sócrates vai mais além da raiva de Salazar para com a Madeira»

Será por isto que A.J.J. cilindra Sócrates com as suas "brincadeirinhas"?

«Eu lidei com vários governos socialistas, eu lidei com os governos do dr. Soares, eu lidei com os governos do eng. António Guterres, mas, de um lado e de outro da mesa, estavam sentados senhores, estavam sentadas pessoas que sabiam que os interesses partidários paravam onde se ponha o interesse do Estado português». «Com esta gente, com este bando que tomou conta do Governo de Portugal nem se pensou no interesse do Estado, não se pensou na unidade nacional, não se pensou na coesão nacional, pegou-se no Estado e fez-se, dele, um instrumento do PS para afogar o povo madeirense», concluiu.»

INTERCÂMBIO CASTELO-LA-MANCHA PORTUGAL-SÓ-MANCHAS

«Governo de Castela-La-Mancha vai contratar desempregados sem subsídio»
E não se pode trocar os governantes de Castela -La-Mancha pelos nossos governantes Portugal-só-Manchas?

ESTADO FEUDAL ANIMAL

«Familiar de vítima é um posto
Publicado por JoaoMiranda em 15 Abril, 2009
Entre-os-Rios: familiares das vítimas pedem a Cavaco para não pagarem
meio milhão de custas

Os familiares das vítimas de
Entre-os-Rios moveram um processo sem grande fundamento contra 4 ex-funcionários
da antiga Junta Autónoma das Estradas. Perderam, e muito bem, porque acusaram 4
pessoas sem terem um caso bem sustentado. Escolheram aquelas 4 apenas porque não
podiam culpar mais ninguém e ao fazê-lo comportaram-se de forma infantil e não
se preocuparam em estar a criar uma injustiça. Agora não querem pagar as custas
do processo que ninguém os obrigou a iniciar. Querem que seja o contribuinte a
pagar a asneira que fizeram. Haja pachorra. As custas servem precisamente para
dissuadir processos mal fundamentados.»
No Blasfémias está plasmado este post animal espelho de um tempo! Morrerem familiares por um Estado incompetente e deixa andar, e não olhar a quem lhe paga a conta é dispiciendo. Aceder à justiça em Portugal é dispiciendo e caro, muito caro, de preferência pago duas vezes. Nos impostos e na fenomenal taxa de justiça, assim como pagar impostos para a polícia e pagar gratificados, assim como pagar impostos em Portugal e pagar taxas moderadoras de saúde, assim como pagar impostos e pagar prémios para o senhor fisco!
Há um País oficial e outro particular! O primeiro para pagar o direito a uma pobre cidadania, o segundo para lhe lembrar que há uma elite e uma hierarquia a respeitar!

Que cidadãos desumanos temos criado nos últimos anos em Portugal?
Que espécie de gente é esta que nada fica a dever aos corações Milosevic, Karadzic e quejandos?
Que Estado é este cuja noção de justiça e humanidade se queda na ponta de uma enorme calculadora?
Que Ferro e Fogo vai ser Preciso Ferrar em Portugal para Desinfectar Esta nojenta Ferida?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

RECIBOS VERDES OU RECIBOS NEGROS?

Hoje EM debate na 2RTP, OS RECIBOS QUE NOS QUEREM FAZER CRER DE VERDES.
TIAGO GILLOT pelos precários, em defesa do fim dos escandalosos recibos verdes, imagem de um País PANTANOSO, rasteiro e abjecto, pAULA fRANCO (de SouSA FRanco?), consultora da COTC, defensora do cumprimento dAS leis MESMO QUE abjectas, tipo DURA LEX SED LEX, EDUARDO nOGUEIRA pINTO, ADVOGADO (DE nOGUEIRA pINTO?), defensor da continuação dos Recibos Verdes E DO ACESSO À NÃO JUSTIÇA, e um senhor empresário da ANJE defensor do precariado no emprego como contraponto ao precariAdo das empresas.
cURIOSO PELA MERITOCRACIA NO MEIO DESTE VENDAVAL, SE CONFIRMADAS AS DESCENDÊNCIAS, A REPRODUÇÃO E MANUTENÇÃO DAS ELITES POLÍTICAS, POR COOPTAÇÃO QUASE MONÁRQUICA!

CARLOS ... CARLOS SANTOS!


Diz-nos Carlos Santos:

«... Estamos em stagdeflation: o produto está em queda e a inflação é
negativa.
As medidas de
combate preconizadas ontem em
comentário pelo Dr. Constâncio deixaram-me siderado
. Terá ele dito que
isto
é bom porque as famílias vão poupar mais, porque a inflação
negativa aumenta o seu rendimento real disponível.
Ora:1) as famílias
lançadas no desemprego não têm um aumento de rendimento real ou não! 2) eu
percebo que a obrigação institucional do Governador seja também não deprimir as
pessoas. E nesse sentido compreendo-o. Mas ele sabe muito bem que se isto é uma
crise despoletada pela quebra da procura, é claríssimo que a solução passa
por revitalizar a procura. É o que o China está a fazer já com algum
sucesso. É que Obama pretendia com o pacote de estímulos. E a economia
americana tem alguns ténues sinais de que pode melhorar no fim do ano.
Porque quando ninguém gasta, nem empresas nem famílias, tem de ser o
Estado a gastar, para revitalizar a procura agregada. Isso num cenário
combinado com uma política monetária muito agressiva. Ora se o BCE que nos
rege não segue um política de juros baixa, e se faz uma injecção de
liquidez a medo e chama nomes à ideia de o FMI criar liquidez, não nos
podemos valer da política monetária.
A solução
é mesmo a despesa pública.
Dir-me-ão
há que cumprir
o pacto de estabilidade e crescimento
. Eu não acredito que
Joaquin Almunia se atreva a sancionar quem não o vai cumprir este ano, ou
tem o fim da UEM em mãos. Mas se quisermos cumpri-lo à letra, então a
resposta para a saída da crise é clara: ESPEREM SENTADOS! Isto é, se as
famílias e as empresas não gastam (
e o Dr. Constâncio se regozija
com o aumento da poupança, maior inimigo da economia neste momento),
se
a oposição de direita quer atar as mãos ao governo no
investimento público e a Comissão Europeia também, a ÚNICA SAÍDA é esperar
que a procura externa aumente. Como o PEC trava muitos países europeus
tempos que esperar que recupere a Alemanha e mais dois ou três, que sendo
exportadores dependem de os EUA recuperarem de facto este ano. Isto é:
recuperação EUA (final de 2009 com optimismo) + recuperação Alemã (na
melhor das hipóteses para o final do 1 semestre de 2010 + importações
alemãs a subiram + efeitos na economia portuguesa estamos em 2011!
Ah,
e a recuperação dos EUA está interdependente da China. E o maluco sou eu?
Nos últimos dias
ouvi economistas a recomendarem a poupança, a apelarem
ao fim do subsídio de desemprego ou ao seu abaixamento, a recomendarem
congelamento de salários e pedirem o fim do investimento público porque o
estado já está muito endividado
. Tudo isto, à luz do que se diz
acima são disparates catastróficos! E só nos afundam no precipício. A tudo
isto eu acrescentava que o contributo do BCE é sempre uma benesse: quando
há 2 semana permitiu que se gerasse a expectativa de uma descida de juros
de 0,5pp os mercados anteciparam-na e desvalorizaram o Euro nessa medida.
Como entretanto a ortodoxia monetarista venceu os mercados ao ver uma
descida de só 0,25 fizeram disparar o Euro contra o dólar. Moral da
história: a arma que a Inglaterra usou para combater a deflação
(desvalorizar a moeda) foi usada em sentido oposto pelo BCE: ao disparar o
Euro tornou as importações mais baratas contribuindo para menor
deflação.»

Não é possível não concordar com Carlos Santos e com a sua assumpção da despesa pública como solução. Mas que despesa pública para Portugal?
A que se baseia na importação de quase tudo? Ou uma despesa pública voltada para as famílias, quase complemento de reformas, ordenados, subsídios de desemprego, que permita reanimar a procura dando margem às pessoas para voltarem a consumir com ... confiança?

A resposta do ministério das finanças é, no entanto, mais do mesmo: coimas para as não entregas do anexo O das declarações de informação duplicada do IVA Anual!

Palermões!

PAÍS SARJETA

«Entre-os-Rios: justiça quer cobrar meio milhão a famílias»

«Familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios vão pedir a intervenção do Presidente da República e do Governo para serem libertados do pagamento de meio milhão de euros de custas no processo-crime relativo à queda da ponte, noticia a Lusa.»

Digam-lá se este País não necessita de uma limpeza geral? Tipo desentupir sarjetas ... mentais!

Artigo 20º da CRP: ... a todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos.

Artigo 21º da CRP: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão ...

terça-feira, 14 de abril de 2009

BO, O INIMIGO DOS PULGAS


A entrada de um cão de água Português na Casa Branca tem levado a múltiplas manifestações de regozijo pelo que representa para o orgulho Português. Para nós cães Portugueses a preocupação é grande, pelos múltiplos bugs, nomeadamente as Siphonaptera que se poderão espalhar pelos corredores da tão asséptica Casa dos nossos democráticos aliados.

É que alguém já lhe extirpou devidamente as Vermipsyllidae - carnívoros, rasgadoras sugadoras, penetradoras na pele do mais beato e mediato hospedeiro?

Esperemos que o facto de conviver há gerações com os Kennedy e de se terem já processado alguns das suas malformações congénitas ponham os Obama a salvo da tragédia dos cães dos novos Baskervilles Lusitanos: as INERRARÁVEIS E TRANSMISSÍVEIS PULGAS VERMIPSYLLIDAE CORRUPTAS!

CONSTÂNCIO, O FELÍCISSIMO!

Neste Mundo de Notícias e Contra-Notícias, é que é logo a seguir!, a almofada positiva à anti-notícia:

«Rendimento disponível vai subir; aumento supõe forte subida da taxa de poupança dos particulares. O Banco de Portugal continua a prever um aumento do rendimento disponível das famílias portuguesas, de cerca de 2 por cento, disse o governador Vítor Constâncio, na apresentação das novas previsões económicas da instituição, constantes do Boletim Económico da Primavera»

Afinal vamos ficar todos ricos. Pelo menos aqueles que trabalham pouco, à conta, a supervisionar. Os outros sem empregos, nickles!

Mas, esses, também há muito que já não contam! Afinal a deflação até é positiva e com este Governo, qual Música no Coração, a felicidade pairará sempre no ar!

CONSTÂNCIO, O SURPREENDIDO!


«Governador diz que «queda de 2,5% do PIB foi uma surpresa»

No dia em que Constâncio não for surpreendido por qualquer indicador da economia Portuguesa ou por qualquer atropelo à supervisão, será sinal que já estará reformado, porque surpresa não foi para quem o sustenta!

Mas, afinal, o que é que isto o afecta? Ou vai propor um abaixamento dos ordenados do Banco de Portugal em 2,5%, para não aumentar este ano a sua muito Portuguesa capacidade aquisitiva em 3,5%+2,9%=6,4%?

E, afinal, a quem pertencem os 8,8 mil milhões de Euros em paraísos fiscais?


BOAS VINDAS AO COSPES

COSPES é nome de um perro menor da nossa praça. Porque vivemos num mundo cada vez mais colorido, COSPES já não é de um branco deslavado, com maiores ou menores malhas. E esteve para se chamar MORDE! E é amigo dos seus donos, do Bera e da Puky que bem respeita! Pudera, ela é cada unhada!

Não é também COSPES um perro a quem preocupem as desgraças deste mundo, como as aqui relatadas «É a desgraça! Na Qimonda Portugal apenas 200 trabalhadores ficam.»

Mas não se preocupem! Como bem assinala João Severino, Manuel Pinho continua num hotel de luxo de Portimão a envidar todos os esforços para arranjar um investidor...

- MORDE!

ILHAS! O ETERNO PORTUGAL!


«Ser de esquerda não é exercitar o paleio; é fazer obra e livrar o povo da sujeição e da exploração.» Açoriano

Para alguma esquerda? caceteira? a vontade do povo é suspeita! O povo quer e escolhe há algumas gerações AJJ, o povo está enganado, é ignorante, é comprado e manipulado!
O povo, a classe operária?, os que alimentam com suor a pão de ló uma classe perfeitamente dispicienda e parasitária, merece outros líderes populares, burguesia notável Universitária sempre, mas sempre ao lado do povo! … Louçã, F. Rosas, Miguel Portas… (e se eu nutro por eles aqui e além de alguma simpatia!)
Não, eu não recebo ao comentário, recebo à tolerância e ao bom senso e como eu entendo (palavra de radical!) esta raça de jornalistas? de opinião própria e panfletários! … de quem destila ódio até à conquista de um lugar ao sol e do aburguesamento pessoal final!
Ainda há esquerda e direita em Portugal ou os Yellow submarines confundem-se na manutenção das empresas … perdão elites … perdão organizações muito partidárias?
Ramalho, volta, que se extinguem os hebdomadários mas fica o povo amargurado e as farpas!