segunda-feira, 6 de julho de 2009

EUROPA DAS PESSOAS OU DO BETÃO?

Da última tirada de José Sócrates fica a ideia que o governo gostaria de fazer mais pelos pobres e desvalidos, seja pela situação de desemprego seja pelo emprego pobre, mas ... não pode! Obviamente por motivos ... orçamentais e exigências comunitárias?

Numa Europa comunitária onde as exigências de segurança alimentar parece serem o que são, onde as exigências e a burocracia parece ser ao milímetro (no caso das redes de pesca) e ao tostão, parece começar a fazer sentido perguntar: então e a exigência e a emergência social são parentes ausentes desta filial desta Europa dos burocratas?

TAXEM-SE OS DESEMPREGADOS

Desempregados só poderão deduzir no IRS metade das prestações

Brilhante como este governo é, em especial o seu ministro das finanças, e muito preocupados com a situação social que ouviram vagamente falar por interpostas pessoas, donos de estranhas fundações e senhores de muitas ilusões, fazendo jus a um estranho socialismo neo-liberal, agora apodado de nova via, ainda conseguirão TS e JS pôr os desempregados sem rendimentos a pagar impostos.

domingo, 5 de julho de 2009

PODEM-SE REPLICAR NÃO SE PODEM É UFANAR DE NOS ENGANAREM

«José Sócrates, no desvario pós-europeias, veio com uma ideia fresca: internacionalização. No que diz respeito à arquitectura, não sei se rir se temer. Com o aumento exponencial do número de licenciados em arquitectura, a internacionalização, tem sido a única forma de subsistência dos novos arquitectos e da maioria de criadores que não se enquadrem na teia de poderes que José Sócrates institucionalizou. Há arquitectos portugueses espalhados por todo o mundo, num processo que costumo chamar de “mala de cartão de licenciados”. Uma geração imensa que, ora se viu obrigada a fugir do país para encontrar trabalho ora, a partir de Portugal e só com dificuldades pela frente, vai tentando construir a sua vida a partir de concursos no estrangeiro. Embora silenciados pela comunicação social, marginalizados pela crítica de arquitectura ocupada a rescrever sempre os mesmos textos laudatórios, e ostensivamente ignorados pela Ordem dos Arquitectos e instituições culturais do Estado, esta geração tem conseguido óptimos resultados no estrangeiro. Veja-se os exemplos recentes de Nuno Rosado em Teerão, João Miguel Fernandes na Albânia, Atelier Data e Moov em Dallas, Paulo Moreira (Noel Hill Travel Award 2009 atribuído pelo American Institute of Architects), Improptu em Inglaterra ou Jorge Rocha Antunes vencendo o White House Redux. Todos nomes desconhecidos da maioria dos portugueses. Com o governo Sócrates toda esta gente fica fora da encomenda pública em Portugal, seja por ter incentivado a fuga aos concursos públicos, seja por ter institucionalizado a prática do ajuste directo aos amigos e conhecidos. Estas práticas indecorosas, não sendo de hoje, são cada vez mais públicas e notórias, desde a Câmara de Póvoa de Lanhoso (notícia Público Local, 2009.07.05, versão impressa) que adjudicou o seu PDM a uma empresa criada uns meses antes por um dos seus chefes de divisão sob o pretexto de ser gente que “conhece o concelho”, à inenarrável Parque Escolar que entre outras estranhas adjudicações já brindou um arquitecto, dirigente da Ordem, com onze projectos ou a Sociedade Frente Tejo que utiliza como um dos factores de escolha a proximidade do projectista com o vereador do urbanismo. Espero sinceramente que este discurso sobre internacionalização seja exclusivamente eleitoralista, não se vá dar o caso de, também pelo mundo fora, os novos arquitectos portugueses terem de passar a gozar das mesmas dificuldades que sentem em Portugal.»

Este texto da SANTA ALIANÇA dá o retrato deste Estado de Corleonis!

A DEBANDADA

Hoje ficou a saber-se depois de Maria João Pires que também Miguel Sousa Tavares pensa ir respirar melhores ares para o Brasil.

Depois de um pequeno período pós-25 de Abril em que parecia que desta vez é que era, a regeneração do tecido social Português, e uma nova postura de best-help, muito diferente da do estranho self-help (um self-help de pilha galinhas do galinheiro nacional) que apodrece Portugal, o cinzentismo (agora a rosa) e o Portugal do vencidismo cá regressa novamente.

O caminho do exílio e da descrença faz-se hoje através da Portela com Samsonites coloridas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

REVERSÃO INDIVIDUAL DOS PREJUÍZOS

Se este governo DE COMPORTAMENTOS miseráveis é inexorável na criação de um estado de coimas e taxas milionárias e célere em tudo criminalizar, empobrecer e entristecer, o que fazer com isto se não aplicar a lei de Talião.

«Não há império da lei quando o Governo é o primeiro a defraudar os mecanismos de transparência e fiscalização da actuação da administração pública, afastando mesmo o Tribunal de Contas do exercício das suas competências legais.

A actuação tortuosa do Governo no negócio dos computadores terá consequências políticas a nível nacional, competindo a cada português avaliar nas próximas eleições os governantes responsáveis. Mas a actuação do Governo terá também consequências jurídicas altamente nefastas para o País, na medida em que as instâncias europeias venham a sancionar Portugal pela utilização do artifício da Fundação fictícia. Nessa altura serão todos os portugueses a pagar pela política ilegal do Governo. »

A PROPÓSITO DA RENÚNCIA DE NACIONALIDADE DE MARIA JOÃO PIRES



«Tanto espanto para quê? A mim já me ocorreu fazer o mesmo um tanto cento de vezes e se calhar um dia se tiver a possibilidade faço o mesmo. Num pais feito para elites que pensam para o seu umbigo, com grande défice de cidadania, falta de democracia participativa, só sobra ou o queixume constante de se ser demasiado pequenino ou o discurso do demasiado grande fazendo coisas como "a maior queijada do mundo", onde ganha raízes um nacionalismo provinciano e bacoco . Bom, para mim se um pais não respeita os seus cidadãos (e isto acontece a todos os níveis) em que o debate politico sério é fraco, a redistribuição da riqueza uma vergonha, a especulação uma desgraça, a precariedade laboral disfarçada de livre escolha uma crescente etc. ...acho que uma pessoa (se poder) têm toda a legitimidade de renunciar á sua nacionalidade...não vejo onde está o problema...»

«Há muito que reneguei uma nacionalidade e uma gente que me repugna. Tornei-me estrangeiro num território pessimamente administrado pelo Estado português.»

Estes comentários de anónimos da bloga descrevem com rigor o estado de espírito dos cidadãos deste pobre Estado de poucofeitores feitos capacitados, num país onde os actores não são as Maria João, nem os Joaquim de Almeida, nem os Saramagos, nem os Damásio, ... mas os Sócrates, os Pinho, os Isaltinos, os Ronaldos, os Vieira, ...!

O SPEENHAMLAND SYSTEM PORTUGUÊS



A pobreza de largas faixas da população Inglesa já era contrariada pela chamada Poor Law do tempo Isabelino.

Com a pobreza induzida pela falta de comunitarismo e pelo individualismo exacerbado das gerações da Revolução Industrial, a generalização do Speenhamland system - todos os homens têm direito a um mínimo de assistência e só conseguindo ganhar uma parte devem ser ressarcidos do resto pela sociedade. Salário ganho, tamanho da família e preço do pão eram os critérios. Poor rates as taxas paroquiais que sustentavam a diferença.

Serve esta recordação do passado para pensar como Portugal, esta sociedade ainda com traços de pré-modernidade, parece ainda viver num pré - speenhamland system ao negar por autismo e cegueira política um mínimo real de sustentabilidade aos novos pobres resultantes do desemprego sem direitos e qualquer tipo de protecção social.

Segundo cálculos de entidades no terreno haverá já mais de 500.000 desempregados oficiais, mais 300.000 ou 400.0000 dos que trabalhando como individuais ou não se inscrevendo nos centros de emprego foram por este governo dito "socialista", mas muito aparentado com políticos liberais Whigs, abandonados à sua sorte.

PORTUGAL MURALHADO

Um dos mais graves problemas de Portugal é o excesso de protagonismo dos governos, a sua demasiada importância, a sua centralidade relativamente a tudo o que mexe em Portugal.

A resultante é uma falta de mexida impressionante, o atraso estrutural, o sentido único do pensamento, o aniquilamento da imaginação criadora com claro desperdício de massa cinzenta e vontades individuais em favor da macrocefalia reinante das vontades dos apaniguados do momento.

Assim o problema é mesmo uma enorme desperdício e subaproveitamento das potenciais capacidades de uma sociedade muito dependente dos chamados diplomados ou capacitados, que nunca foi mais do que uma espécie de eufemismo para a manutenção dos privilégios de uma classe egoísta e descentrada desprovida de sentimento comunitário.

O RETORNO À CIDADANIA E À NORMALIDADE

Caído o ministro artista comediante Manuel Pinho, esperam os Portugueses empreendedores que caia também o inenarrável António Nunes da ASAE, fautor de uma das maiores destruições da economia Portuguesa e do empreendedorismo a bem de uma ficção por excesso chamada Segurança Económica e Alimentar.

Que a ASAE se transforme numa entidade civil e com civilidade, numa entidade não com contornos de polícia criminal mas com contornos pedagógicos. A bem da economia, da democracia, e do combate a formas só utilizadas num Estado policial!

O CALIBRE DO MINISTRO JAIME SILVA


«vida vegetativa
José Mendonça da Cruz

A União Europeia houve por bem emendar na passada semana mais um desses gestos largos, nada liberais e néscios com que dificultava a vida a quem produz e agravava o orçamento de quem consome: acabou com a necessidade de calibrar (de impor a uniformização de aspecto e tamanho) vários tipos de vegetais e legumes. Há, consequentemente, menos desperdícios, e os preços, consequentemente, baixam.
Um benefício para nós, não é verdade?
Não, não é verdade, graças a este governo e aos sempre inestimáveis serviços do senhor ministro da Agricultura.
O qual, num acesso de zelo, e para evitar transições bruscas (eu não invento), conseguiu negociar com Bruxelas (insisto, eu não invento), excepções para Portugal.
Ou seja, a calibragem de vários dos produtos que a Europa deixou de discriminar, e o consequente desperdício, e o consequente não-abaixamento de preços continuam em Portugal. Para bem de todos nós, é claro.»

Se isto se confirmar o ministro Jaime Pinho ficará neste fim de festa como um verdadeiro inimigo de Portugal e da sua agricultura!

AZUL, AZUL, DA COR DO CÉU

«Isaltino Morais: «Sempre houve sacos azuis nos partidos»


Soubesse Né Ladeiras que a cor que mais coloraria o Portugal político era o azul, talvez lhe tivesse dado uma tonalidade alaranjada de fim de tarde.

Se essa "azulada" era algo que não escapava ao homem comum, as suas consequências são elas também profundamente visíveis na sociedade Portuguesa: o desprezo que os mesmos têm pela política e pelos políticos, algo que só se reverterá com uma alteração profunda do modo de fazer política em Portugal, e de que a resultante é um país decadente e sem energia.

Campeão do azul , Isaltino ficará na má história como um pequeno déspota arvorado em Marquês, com a diferença de pelo menos não se livrar da fama de ... cada obra cada azulada!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

INVESTIDA DE PINHO

Começou pianinho, gago, quase a medo. Termina mostrando a face, que é como quem diz brandindo e investindo os c...

O acto irreflectido de Manuel Pinho é, no entanto, reflexo do modo de fazer política e da arrogância do chefe. "Marram sempre no mesmo sentido - parece querer dizer por gestos Manuel Pinho, tradução do "como eu os compreendo, como eu os compreendo de José Sócrates".

É verdade que é difícil ser-se governo. É-se preso por ter cão e preso por não ter. A realidade
vai sendo cada vez mais uma miragem. Perde-se o Sul e o Norte e governar deixa de ser pelo povo e para o povo e passa a ser para um círculo fechado onde abundam as palmadas e as fachadas e onde os resultados já se confundem com os enunciados.

Mas não será este o fado de todos os governos? Pelo menos para aqueles que quiserem continuar a confundir povo com apaniguados e não cultivarem todos os dias a humildade, o serviço aos outros e o desprezo pela nebulosa adulação.

terça-feira, 30 de junho de 2009

PROPAGANDA NEGATIVA

«Alberto João Jardim comparou o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ao ministro da Informação de Saddam Hussein, devido às declarações que proferiu sobre a actual crise financeira.

«O homem fez-me lembrar aquele ministro da Informação de Saddam, quando tinha os americanos dentro de Bagdad e dizia que os Iraque estava a ganhar a guerra», afirmou sobre as declarações de Teixeira dos Santos que disse que Portugal pode estar a chegar ao fim da crise.

Para o líder madeirense «o problema de Portugal é que se dizem as coisas para manipular para fins eleitorais».

A inteligência não é, de facto, o forte de TS, porque querer manipular para fins eleitorais dessa forma revela basismo e não têm em conta que só acredita quem já acreditado está.

GREVE DE FOME EM DIRECTO



GAlves é um jovem interno em luta pela dignidade. Pode até eventualmente estar descompensado, desequilibrado, confuso, mas há algo que não está: morto! Morto de sentimentos, olhos, ouvidos, humanidade!

Num País ainda com alguma saúde, o caso de GAlves perpassaria nas televisões, nas rádios, nos blogs, nos jornais, mas num país doente e em coma como Portugal, onde a palavra de ordem é a sobrevivência mesquinha de muitos cobardes e de muitos mais acomodados e dos habituais rapaces da coisa pública, uma cortina de silêncio abate-se sobre as janelas das más e tristes consciências!

GAlves, independentemente das razões é a imagem de um País condenado a medíocres, que criaram com a sua rapacidade um dos Estados mais descompensados, injustos e inertes da Europa. Este grito de revolta é bem a imagem de uma sociedade que caminha rapidamente na senda da falta de valores e na decadência como comunidade.

O ESGOTO A QUE JÁ CHAMARAM PORTUGAL

«Portugal é um país dominado por uma elite que se conhece há longos anos, partilhando o mesmo percurso pós-revolucionário. Não é gente com caminhos muito diferentes - e todos parecem sentir que esse serviço que prestaram ao país é uma conta difícil de saldar. É como se fossem credores da liberdade que hoje se vive. E isso parece autorizá-los a ter dos negócios e do Estado esta visão tão promiscua. Isso explica silêncios e omissões - até esquecimentos, como aconteceu com Dias Loureiro - em relação a assuntos públicos. Não é que se protejam uns aos outros, mas é como se fizessem parte de uma congregação que acredita que, na ausência da sua avisada acção, poderia muito bem não ter existido país.» Martim Avillez Figueiredo


Se há algo que Portugal precisa é de Homens de coragem! Infelizmente a elite que nos domina e empobrece é feita de cobardia e de falta de valores!

domingo, 28 de junho de 2009

VONTADE DE MUDAR


«Jardim Gonçalves ainda voa em avião pago pelo BCP
Empresários vão conhecer critérios da ASAE»

Um país que se queda mudo e surdo num self-help arrepiante de baixos salários e baixas reformas, demasiado baixos para prover dignamente a vida humana, enquanto alguns se banqueteiam e se pavoneiam com a arte do fazer do privado público, é um país sem presente e futuro, demasiado diletante para não se aperceber que é necessário e urgente mudar de vida!

Um país onde entidades públicas fazem o grande favor e obséquio de tornar públicos os critérios que lhes dá a grande mão pública , é também um país demasiado brando com a utilização e objectivo público destas entidades.

QUEM TRAMOU JOSÉ SÓCRATES?



A Vaidade, a Arrogância, a Mentira, a Teimosia são, sem dúvida, pedras de toque desta personalidade meio socialista, meio liberal século XIX, que calhou, por destino, no destino dos Portugueses.

Talvez por muitas destas características andarem por aí à solta no imenso Portugal, onde a massificação e a educação tolerou, a falta de ética, a falta de rigor, o desprendimento e uma enorme e inconsequente ambição.

No quadro destas características de personalidade a Teimosia, tanto virtude como defeito, se não aliada da arrogância mas aliada do empenho, será talvez uma das únicas características que queríamos voltar a ver num novo actor da política!

O PARTIDO INDEPENDENTE




Por definição estar num partido é tomar posição. E esse é o drama dos partidos velhos, desta espécie de ancien regime de uma nova e necessária participação dos cidadãos.

A questão que se coloca é como poderemos fazer parte de um partido se só concordamos com uma pequena parte das suas respostas aos problemas. Como poderemos fazer parte de um partido se a nossa posição queda-se móvel e não é nem dogmática nem final?

Dificuldade imensa esta, hoje, de nos situarmos em qualquer lugar. Por isso não seria de os partidos se reformarem e tornarem uma espécie de núcleo organizativo, uma espécie de rocha do mar, onde nós como livres lapas nos pudessemos agarrar episodicamente sem querer saber da próxima volta do mar, sem querer saber de marés e marinheiros?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CONDENADOS À PUTREFACÇÃO OU EXPATRIADOS NO PRÓPRIO PAÍS?



Há já quem diga com razão que no verdadeiro país dos Cyrano de Bergerac, melhor seria construir não pontes, aeroportos ou linhas férreas mas lindas prisões de aço e ferro onde coubessem a fina flor dos notáveis v... de Portugal: Jardins, Loureiros, Vales e Sousas!

Há quem diga, também, que a partir de hoje a escolha de homens públicos se deixe de fazer por ideários, mas por currículos de maculidade!

Afinal é Portugal uma grande caverna de Ali-Bábás onde já não há mesmo esperança para os pobres contribuintes do regabofe público!

PONTARIA ERRADA OU NA CAMA COM OS ESPECULADORES FINANCEIROS

«Portugal só crescerá 3,2% nesta década»

A história apontará esta década como a década horribilis para Portugal, uma década a que só faltará saber se será início da espiral futura da decadência ou um gap de conjuntura.

Para mim esta década significa políticas económicas, regulatórias e sociais erradas. Época de "secamento" da iniciativa individual com regulação do que devia, a não ser feita, e regulação estrangulamento da iniciativa essa "de todos os dias." ASAE'S e excesso de impostos, taxas, reguladores incriadores, imposições e normalizações, a tirarem definitivamente o fôlego e a energia aos agentes produtivos. Época de paradoxos a demonstrar que a intervenção necessita de bom senso e pequena medida, de outro modo torna-se carrasca do crescimento!

Os tempos para além da falta de visão primam também pela falta de ética e uma enorme deturpação de racional visão. Ao excesso de intervencionismo dos sectores criadores, a falta de controle dos negócios financeiros a criar uma paradoxal histeria de mais intervencionismo e normalização que abafará até ao infinito a iniciativa e o empreendedorismo.

Afinal a responsabilidade dos tiros no porta-aviões da mediocridade, não estará nos responsáveis políticos que abafaram a iniciativa criadora enquanto dormiam promiscuamente, com interesseira e individual ambição futura, com a especulação financeira?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

TEMPO DE ENTERRO DE MALABARISMOS

A credibilidade é algo que se constrói todos os dias. A credibilidade é antagonicamente oposta a jogadas de bastidores, oportunismos, tentativas de influências, trapalhadas e toda uma panóplia de instrumentos que são apenas isso mesmo: instrumentais de ambições e manipulações.

Abre-se, espera-se, agora, uma nova fase na política à Portuguesa. E que seja, no cansaço e desespero dos Portugueses por um dia a dia cada vez mais sofrido, uma fase onde o interesse colectivo e individual de todos os Portugueses seja uma realidade e os motive a uma nova esperança.

O ANUNCIADO AFASTAMENTO DE MONIZ

Goste-se ou não do estilo da televisão produzida por Moniz a utilização da PT para o efeito, não só seria escandalosa, como confirmaria termos actualmente à frente dos destinos do Estado gente de má catadura com um modus operandi em muito similar às máfias Italianas ou de Leste!

Aliás continuamos à espera de justificações, plausíveis, para a alegada fundação às ordens do ministério das obras aparentemente pouco públicas!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

OS CUSTOS DA INDIFERENÇA

«Almeida Santos foi o primeiro a sair da reunião com o Presidente da República, com o objectiva de auscultar os partidos sobre a data das eleições autárquicas e legislativas. O socialista confirmou que o PS mantém a intenção de realizar os escrutínios em dias diferentes.

«A democracia é importante demais para nos preocuparmos com custos desta dimensão, acho que estão valores sérios demais em jogo para nos preocuparmos com problemas financeiros, porque isso em nosso entender tendo algum significado é um significado diminuto comparado com os argumentos a encontrar», disse»

Almeida Santos pode dar pelo nome de Almeida Santos, não deixa é de demonstrar porque é este PS um partido não credível e intensamente em contra ciclo com um País mais informado e farto de partidos onde o interesse nacional é apenas um pormenor.

Em que partido é que este PS se tornou que minimiza os cidadãos e os confunde com a superficialidade das bancas de feiras? É que mesmo nas feiras se a abordagem for à pessoa e não ao folclore das personagens que trabalham com o suor da sobrevivência , este PS encontraria muito mais complexidade e muito menor desprezo pelo povo que diz querer representar!

OS DONOS DA CRISE




Os três avisos da OCDE para Portugal

O MODELO SOCIAL EUROPEU OU OS MODELOS SOCIAIS EUROPEUS?

«Segundo um recente relatório da Comissão Europeia, o “modelo social europeu” não parece ter servido de muito para amenizar os efeitos da crise para além de estar a prejudicar o crescimento económico»

Numa Europa a 27, a voz comunitária tem também destes dramas. Porque afinal estamos a falar de qual modelo social Europeu? A dos países mais ricos da UE, ou a de países como Portugal onde o desemprego já deve andar à volta de 15 ou 17% se tivermos em conta todos aqueles que trabalham até meia dúzia de horas por semana, e que são cada vez mais graças a um governo que pactua com a precariedade e os trabalhos a verde, e onde centenas de milhar não possuem qualquer apoio do Estado, estando este na pessoa do engenheiro, de Teixeira dos Santos e de Vieira da Silva olhando e assobiando para as nuvens?

DE NEGAÇÃO EM NEGAÇÃO


A arrogância e incapacidade de ouvir tem destas coisas. E é por isso que de tiro em pé direito para o esquerdo e de esquerdo para o direito, COMO CRIANÇAS NUM QUARTO DE BRINQUEDOS IMAGINÁRIO, BRINCANDO AOS QUARTOS ESCUROS QUE ESCURECERAM DEFINITIVAMENTE A VIDA DOS CIDADÃOS DAS CLASSES MÉDIAS, autojustificando-se mas não autoconvencendo quem sofre directamente na pele, o governo prepara-se para passar a ex-governo. Afinal governar pela propaganda já não está há muito a dar. Quem afinal é que se esqueceu de criar um observatório real e atempado das dores do povo, onde o objectivo não seja afagar e alimentar o ego do dono?
«O Governo rejeita estas conclusões, argumentando que as únicas comparações adequadas são as que são feitas em termos líquidos. Isto porque em Portugal "não se pagam contribuições sobre as pensões e os impostos são também menores". Além disso, afirma fonte do Ministério do Trabalho, as prestações destinadas a compensar baixos rendimentos têm em Portugal maior expressão. O mesmo relatório revela que 77% dos pensionistas estão actualmente abrangidos por pensões contributivas mínimas, pensões sociais ou complementos.»

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O ESTADO DO ESTADO

«"Não estão a beneficiar todos os que poderiam, o que tem a ver com questões de informação", refere João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. "Mas a responsabilidade maior, neste caso, é das empresas. Com gestores pouco qualificados, não estão atentas à informação oficial. Ou dependem de apoios administrativos exteriores que não são suficientemente activos. Há alguma iliteracia de gestão". "Mais de mil" técnicos oficiais de contas participaram em duas acções de esclarecimento, diz o Governo.»

A função das empresas é criar riqueza. A função do Estado é apoiar os seus cidadãos, sejam eles pessoas individuais ou pessoas colectivas.

Se o governo em vez de apoiar, aponta agulhas à iliteracia de gestão das empresas é porque das duas uma: ou não passa a informação de um modo universal e simplificado (informação aqui não privilegiada!) ou vive num patamar de irrealidade tipo nomenclatura face ao quadro real do país. Querer mudar a realidade, assacando responsabilidades aos Portugueses, é que parece estranho.

Em qualquer dos casos não fica bem na fotografia, num país onde a iliteracia é muitas vezes usada como álibi para a manutenção de privilégios e separações de cidadãos pouco consentâneo com um regime dito democrático representativo.

Afinal, haverá alguma iliteracia de gestão em empresas como a J.P.Sá Couto, Mota-Engil ... ? ou é o Governo ele próprio um case - study de iliteracia sobre o seu próprio País?


terça-feira, 16 de junho de 2009

OBVIAMENTE DEMITIA-OS: AOS DECRETOS LEIS E ÀS BURROCRACIAS DE ESTADO QUE MATAM AOS POUCOS AS POUCAS INICIATIVAS DOS QUE SE ATREVEM A ENFRENTAR A P...



... oderosa burocracia!

«
Oceanário do Porto sem licença e sem parecer do ICN para além da não existência da licença necessária, nem das autorizações para a circulação dos peixes, acresce a falta de um parecer do ICNB», adiantou o gabinete de imprensa do MA, que tutela a DGV.»

«A licença emitida pela Câmara do Porto e uma primeira visita da DGV, que segundo disse à Lusa Luís Rocha, director-geral do Sea Life Porto, deu «parecer positivo» ao equipamento, foram considerados suficientes para a abertura»

«Da nossa parte está tudo tratado. Já recebemos a visita da DGV, que deu aprovação a tudo. Agora, são eles que decidem quando marcam a segunda visita, para passar a licença final», frisou o responsável.

«Cabe ao ICNB pronunciar-se sobre os projectos científicos e pedagógicos deste tipo de equipamentos, esclarece a responsável.»

«Relativamente ao projecto científico, temos de perceber se existe algum contributo para a ciência pelo facto de as espécies estarem ali presas. Temos de ver se é feita alguma investigação, se existe uma equipa científica», nota Anabela Trindade.

O licenciamento de equipamentos como o Sea Life obedece às disposições do Decreto-Lei nº 59/2003 de 1 de Abril.

Quando um País se torna refém de um poder pelo poder, não feito de bom senso nem de simplificação, mas do quero, porque eu é que posso e eu é que mando, esse País está doente e mais grave, faz adoecer o País. Obviamente que similarmente à ASAE, organismo que se notabilizou por destruir a pequena economia nacional, sendo geradora por certo de muito desemprego actual e de custos acrescidos para o Estado, o ICNB e o seu poder de avaliar...

«Quanto ao projecto pedagógico, o ICNB avalia se «a mensagem que se quer passar necessita de ter animais vivos»

... deviam fazer parte de um compêndio do que é o Portugal profundamente decadente e imperativo que nos últimos anos tentacularmente se tem instalado.


domingo, 14 de junho de 2009

ANTÓNIO BARRETO


A força das sua palavras repousarão eternamente na minha memória. Portugal não precisa mais de iluminados ou de déspotas, Portugal precisa de lisura e ética. Essa devolveu-me nas suas palavras, e por si, por mim e pelos nossos antepassados, a luta continua, frágil, pacífica, pela palavra, mas recheada da única riqueza que teimamos em não vislumbrar: as jazidas de civilidade, equidade e rectidão. Como homens com o António Barreto, herdeiro dos melhores Portugueses e do melhor Portugal, com quem compartilhamos análise e sentido ético, brilha ainda em nós esperança em Portugal!

Tudo o mais são cadáveres adiados que nos consomem e que nada criam!

A REPÚBLICA DOS DESEQUILÍBRIOS

A avaliação da positividade ou negatividade da adesão e manutenção de Portugal no seio da Comunidade económica Europeia, actual União europeia, está por fazer.
A percepção que faz caminho é o da positividade da adesão, mas será a actual manutenção provida de uma verdadeira dimensão positiva? Poderá fazer-se uma análise quantitativa dos ganhos e perdas da adesão, não limitado às transferências entre Portugal e a União? Qual o verdadeiro peso dos regulamentos comunitários na vida da nação? Não será a idiosincrassia perdida a par com o desmantelamento da auto-sustentabilidade um factor altamente negativo para a qualidade de vida da grande maioria dos cidadãos? Será que as vantagens competitivas funcionam num mercado de excesso de oferta? Será que similarmente à França dos desequilíbrios internos dos finais do século XIX e da macrocefalia Parisiense, não falta a componente mais importante de reequilíbrio, a regionalização, ou pelo menos para não ofensa dos que pensam com esplendor radical a unidade territorial, uma importante revisão do quadro administrativo? O que se tem feito em Portugal pelo reordenamento do território e pela correcção dos desequilíbrios litoral-interior e zonas macrocéfalas de Lisboa-Porto? Onde estão as chamadas metrópoles de equilíbrio e os tecnopólos geradores de nova riqueza e equilíbrio nacional? Para quando, à semelhança da 5ª República Gaullista, os actores desta 3ª República vão perceber que sem regionalização ou alteração do quadro administrativo, sem as óbvias sobreposições de estruturas do Estado de partidos, Portugal tem o seu futuro empenhado pelo empobrecente equilíbrio migratório? Os verdadeiros patriotas desinteressados de interesses próprios que respondam ... se puderem!