Parecia-me ter ouvido Sócrates a fazer um mea-culpa, afinal foi Tiger Woods o autor de tal acto de contrição!
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
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sábado, 12 de dezembro de 2009
ERRO HISTÓRICO FORMALIZADO OU TAPAR BURACOS AGORA PARA ABRIR CRATERAS DEPOIS!
Soares da Costa ganha concurso para troço de TGV «€1.440.749.262,00 para projecto e construção, a ser executado por um agrupamento complementar de empresas liderado pela Sociedade de Construções Soares da Costa S.A., com uma participação de 17,25%.»
Se nos lembrarmos que a Auto Europa representou um investimento dessa ordem e foi e é responsável por uma percentagem muito razoável das nossas exportações, percebemos como as opções de política económica estão reféns de opções voltadas para o empobrecimento.
Quantos Portugueses passarão a ir para Espanha todas as semanas de TGV? Muito poucas se tivermos em conta os preços competitivos das low-costs! Mais uma asneira histórica, a crédito de Sócrates, que não pára de brincar ao monopólio com o dinheiro dos Portugueses!
Ficámos pois hoje a saber que para se sair da periferia da Europa devemos utilizar o comboio! Fuga para a frente ou atracção pelo abismo? E as mercadorias, seja por via ferroviária ou marítima, para tirar dezenas de milhar de Tir´s da nossa estrada, para aumentar a competividade dos fretes e para diminuir a nossa dependência?
Ficámos pois hoje a saber que para se sair da periferia da Europa devemos utilizar o comboio! Fuga para a frente ou atracção pelo abismo? E as mercadorias, seja por via ferroviária ou marítima, para tirar dezenas de milhar de Tir´s da nossa estrada, para aumentar a competividade dos fretes e para diminuir a nossa dependência?
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
JACQUES DELORES, O SENHOR EUROPA
«A crise de valores consiste no facto de que neste mundo tudo se compra. Nós defendemos os sonhos que o dinheiro não compra.»
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Casa Europeia
OS IMIGRANTES EM PORTUGAL E OS MODELOS DA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA HISTÓRICO ESTRUTURAL
A construção da primeira frase de argumentário sobre a lógica de instalação e inserção profissional, em Portugal, dos estrangeiros activos, numa perspectiva dos modelos histórico-estruturais, independente de perspectiva, ainda na lógica reflexiva de um dos muitos quadros conceptuais, sobre a inserção profissional no mercado de trabalho nacional de activos estrangeiros faz-me, enquanto em processo de maturação, chamar à colação elementos como, o palco, os actores e a concepção holística do mercado de trabalho e da economia. Os actores porque não há espaço sem sujeitos, o palco porque não há actores desprovidos de espaço-tempo, a concepção holística - porque do mesmo modo que não há parto sem dor - também não vislumbro perspectiva sem “totalismo” e simbiose dos elementos.
Dito isto, e depois da impressão causada pelo estudo “Migration to european Countries. A structural Explanation of Patterns”, discorrer, sobre todo ou parte do argumentário da funcionalidade dos modelos teóricos numa perspectiva aplicada histórico - estrutural, focada em cima da informação sobre as últimas quatro décadas da lógica de instalação dos activos estrangeiros no ambiente laboral da nação Portuguesa, não parece fácil, para quem crê que só uma visão total, aberta a outras correntes, captura todo o sentido das modificações ocorridas.
Apesar disso, a utilização de modelos de raiz histórico – estrutural, determinando e dissecando o volume, as tendências e os padrões migratórios numa específica e determinada formação social, “capturam” coerência interna, num mix de lição de história e de assunção de ideologias, estruturas que poderão mais tarde albergar os actores, outras correntes e factores.
Para um país que acordou, tarde, no após – II guerra, mantido um pouco à margem, periferia, de um dos tempos mais pujantes do desenvolvimento do sistema capitalista mundial e do Ocidente Europeu, num rasto de orgulhosamente só, paradoxalmente na sua autarcia, internalizando, quase “mimetizando”, centro e periferia no Portugal multi – territorial do Minho a Timor, a mobilização do argumentário histórico - estrutural na sua perspectiva de modelo simplex do materialismo histórico, assume aos meus olhos um carácter explicativo possível, mas claramente insuficiente. Insuficiência que, em malha apertada, fora de uma visão de estrutura macro, permite divisar movimentos populacionais que não se diluem em pressões, contra pressões ou outros fenómenos de classe.
Se a economia e os fenómenos económicos, que tanto prezo, não se esgotam no nível macro, recorrendo à micro como “pão para a boca”, também a teoria sociológica, neste caso aplicada às migrações e à imigração focada num Estado em particular, não se esgota nas homónimas teorias económicas do equilíbrio do mundo micro e muito menos nas macro estruturas sejam elas assumidas teorias da dependência, teorias do colonialismo interno, quadro de análise centro - periferia, teorias dualistas dos segmentos, acumulação global ou teoria dos enclaves (Trindade, 1995, p. 82).
Abstraindo-me, entretanto, mas devagar, da panóplia das leis da migração e dos factores de push - pull, repulsão – atracção, poderemos pois pensar que o primeiro período, anos 60, princípios dos anos 70, Português, era muito mais a atractividade gerada pelo clima, pela idiossincrasia de um povo e por um espaço sereno, adormecido numa estranha e passadista forma de vida, quase museu vivo, factor singular, fruto de um regime autocrático quase autarcia de seminário.
Os estrangeiros em Portugal eram, assim, no Portugal de 60, segundo Macaísta Malheiros, uma pequeníssima massa adstrita ao comércio, aos serviços, à indústria e à agricultura, filhos menores de um regime anacrónico, pequeno mundo de pequena oligarquia[1], de condicionalismos e de condicionalismo industrial, quase à margem do fulgor do crescente mercado capitalista mundial do após - guerra. O Portugal pouco atractivo, fechado, teria de esperar pelo sinal Salazarento do “para Angola e em força!” para gerar alguma atractividade. No jargão histórico estrutural que nos interessa, uma espécie de Imperialismo externo e interno, forma superior do Capitalismo[2] - repulsão do espaço inerte, migração para as colónias e fuga emigratória do exército de reserva continental, por imposição da guerra, em catadupas.[3] [4]Assim, a expressão das desigualdades dos Estados - Nações, geraria um contra fenómeno interno desse Portugal pluri – continental. O intenso exército de reserva, passível de ser gerado pela crise de expansão do capitalismo mundial, e por modificações na organização do sector produtivo, de braço dado com as relações sociais de produção ainda com resquícios quase feudais, motivada pela pouca atractividade de capitais financeiros e humanos, traçou o destino de um país à margem do Take - Off Ocidental de meados do século XX, cuja mobilidade vertical é credora da horizontal, permanecendo até à repulsão gerada pela guerra colonial, quase em “banho – Maria”.
Com a maior abertura induzida pela guerra, os anos entre 60 e 74 do século XX, assistem, assim, a migrações internas no espaço Português, despidas de imigração quantitativa significativa, exceptuando algum volume migratório Cabo – Verdiano, substituto da sangria em direcção a Leste. Periferia dos verdadeiros centros de acumulação, Estado desigual em termos de índices de desenvolvimento humano, vê os economicamente despojados, até de liberdade, rumarem ao centro.[5]
Com o fim da guerra colonial e com a entrada nos anos 80, data de assimilação de um brutal movimento de retorno, assiste-se a uma quase osmose de imigrantes do ex espaço Português, imigrantes esses que se inserem, no masculino, no “explosivo” mercado da construção[6], no feminino, nos serviços de limpeza e nos empregos domésticos. As migrações indocumentadas e o mercado informal, que alimentam muito desse movimento, obrigarão futuramente a legalizações[7]. Face de uma nova atractividade do Portugal democrático como novo pólo de centralidade, ou expressão, através dessa transferência para a ex metrópole, do objecto da exploração, trabalho importado de trabalhadores? Fruto da atrasada entrada de Portugal no mundo dos detentores de meios de produção, através da deslocalização do capitalismo industrial, em novo centro do sistema capitalista e em nova divisão do trabalho e/ou forma de colonialismo interno?[8]
Curioso o ajuste do modelo da teoria dualista do mercado, com a desigualdade da distribuição dos imigrantes e a distinção dos dois segmentos: o primário e o secundário, nesta dualidade entre as motivações negativas dos trabalhadores das áreas para as quais os imigrantes se deslocam[9], migração essa entendida em função dessas oportunidades de trabalho vistas pelos “de Portugal” como desqualificadas e das motivações atractivo – repulsivas dos trabalhadores imigrantes.
A inserção sectorial dos imigrantes asiáticos, predominantemente Chineses, historicamente explicada por alguns laços históricos com a China, difícil de explicar na sua capacidade homogénea de entrada em sectores a necessitar de capital inicial, ainda que reduzida, assume-se como exemplo da teoria dos enclaves económicos, como mera política de Estado expansionista – quase de imitação da era expansionista Nipónica - à procura de “espaços” para cumprimento da sua vocação exportadora universal, cavando e afirmando-se como potência mundial, ou apenas fruto de máfias Asiáticas?[10]
O crescimento evidenciado nos fins da década de noventa trará, com a abertura a Leste propiciada pela queda do(s) Muro(s) e a fragmentação da URSS, novas populações migrantes com baixos níveis internos de rendimento na origem, mas altos níveis de qualificações, que aproveitam um das fases de crescimento real, da economia Portuguesa. Muitos enredados em redes do mercado informal, pela dificuldade do domínio da língua e “trazidos” por redes mafiosas de imigração clandestina, muitos indocumentados, o seu modo de incorporação no mercado de trabalho segue a via dos trabalhos mais desqualificados, de deficientes condições de trabalho. Apesar da dificuldade da língua, de todos os imigrantes são os que mais possibilidades têm de migrar do segmento secundário para o segmento primário[11], teoria dual de afirmação do mercado de trabalho dos países industrializados em sectores dedicados a trabalhadores nacionais ou a mão - de - obra importada.
A atenuação do ritmo de crescimento imigratório de profissionais qualificados deveria, entretanto, ter feito suar campainhas de alarme, sinal de perda de ritmo, estagnação e atractividade para o capital – a qual será confirmada no Portugal de XXI. Seria essa perda de ritmo de crescimento consequência de uma nova globalidade e de Nova Divisão Internacional de Trabalho, fruto de uma deslocalização para as periferias dos “instrumentos” de acumulação, ajudados pela promoção de Portugal ao estatuto de Primeiro – Mundo, ajudado pela integração de Portugal no espaço Euro?
O equilíbrio e a abertura de novos palcos, mais sedutores para a reprodução do capital, fará com que a década assista à “reemigração” e retorno de parte dos contingentes dos ex - imigrantes de Leste, consequência de uma nova centralidade a Leste e da extensa reorganização dos novos mercados, nesta global, nova e complexa ordem económica mundial.
Em resumo: Portugal país desigual, afastado do centro e situado na periferia do processo de acumulação, com o crescimento sustentado Ocidental e a necessidade de nova mão – de – obra, vê-se recentrado no mapa do capitalismo mundial e “colorido” de multinacionais produtivas, de alta intensidade de trabalho, embora de baixo valor acrescentado, à procura de lucros marginais. Os fenómenos migratórios são, assim, contextualizados nessa nova afirmação. O actual recentramento da nova ordem económica mundial, o novo quadro de transformação social afigura-se, por outro lado, como um enorme perigo para a relevância de Portugal, tornado novamente um player de pouca importância, para a atractividade e lucro do capital. Concluindo: elaborado o comentário consolidado, espécie de sedimento e síntese, extirpado q.b. de argumentos de perspectiva de equilíbrio, redes sociais e outros elementos valorativos intermédios totalizadores da realidade, que a custo “me” tentei isolar e desfazer, num quadro conceptual histórico - estrutural muito conectado a uma certa visão do mundo e a quadros amplos de transformação social, a instalação temporal de activos estrangeiros em Portugal, deste destino com especificidades próprias de país pós-colonial e com um ligeiro toque de relações sociais de carácter quase feudal, sujeito da diáspora guestworker, passa de um quadro de uma imigração nos anos 60 com pouco significado quantitativo, diversificado na inserção, para um imigração quantitativamente de maior fôlego ou dimensão. Imigração de substituição daquilo que por similitude com a teoria económica poderíamos designar de efeito mão – de – obra, autóctone, “superior”[12]. Imigração que funciona como substituto – complemento do fenómeno emigratório e de uma maior centralidade desta nossa ex-periferia. A deslocalização de capitais à procura de lucros, torna o continente Português parceiro e pólo da deriva do capitalismo, com as suas multinacionais de mão - de - obra intensiva e baixa componente, na óptica da produtividade, de valor acrescentado. O sistema guestworker assiste ao posicionamento de novos convivas! O défice de activos, fruto de uma nova dimensão económica e infra – estruturação, ascensão vertical de classe dos autóctones, é assim colmatado por uma imigração muito étnica e homogeneamente centrada. Directores e quadros superiores vem, na sua maioria, afirmar o centro na antiga periferia e posicionar-se num país afirmativo nessa nova centralidade mas com manifestos défices de formação – de que é caso paradigmático, pela sua dimensão, o caso dos odontologistas Brasileiros e outros profissionais de saúde. Os anos noventa, com a sua renovação do tecido comercial e do edificado urbano, com evidentes sinais de desaceleração, por uma nova centralidade e atractividade a Leste, juntamente com a atractividade da contínua e sistémica desigualdade a Sul, e dos seus enormes exércitos de reserva de mão - de – obra, assistirá a uma espécie de canto de sereia e turnover de um país com uma sustentabilidade pouco virtuosa.
A década seguinte, a que assistimos, comprova um país que desdenhou reformas estruturais, quase como que centro incubador, momentâneo e fugaz do capitalismo mundial, mais a mais em contexto mundial adverso, com fluxos de imigração muito ligados a redes sociais e a fenómenos decorrentes da globalização e do confronto entre sociedades subdesenvolvidas e de sociedades medianamente industriais e de serviços como a nossa. Reunificações familiares e a atracção por uma sociedade medianamente desenvolvida e com um mercado informal, próprio de migrações indocumentadas, um passado colonial, uma língua comum, um maior desenvolvimento pessoal na origem e a manutenção das linhas de transportes e comunicações de acordo com esse passado colonial, são fenómenos explicativos da continuidade dos fluxos imigratórios para Portugal.
Como passo final deste comentário, gostaria de sinalizar como Portugal se apresenta como um excelente “hospedeiro”, mosaico quase perfeito, dos modelos de abordagem histórico – estrutural, na óptica das migrações em geral e da inserção profissional dos migrantes em particular, dadas as amplas, em curto espaço de tempo, transformações sociais, já que neste espaço – tempo, numa correlação quase perfeita da diversificada parafernália dos modelos histórico – estruturais, perspectivei teoria da dependência, colonialismo interno, centro – periferia, divisão internacional do trabalho, mercado de trabalho dualista, acumulação global, enclaves económicos, …
[1] Fado Português que se tende a replicar!
[2] E como adoro Marx depois de, noutra vida, ter “digerido” das Kapital de fio a pavio.
[3] Maioritariamente para França!
[4] É curioso como a perspectiva histórico – estrutural falha por comparência na explicação da continuação do “crescimento dos trabalhadores pouco qualificados de origem estrangeira”, de determinado segmento étnico, em época de vacas magras! Não lhe era exigido isso, mas fica o sabor a pouco!
[5] Ou aos centros onde se reproduz o valor – trabalho!
[6] Ou da reconstrução!
[7] Caso da regularização de imigrantes ilegais de 2001.
[8] Uma espécie de forma de neo – colonialismo deslocalizado!
[9] O abandono de alguns sectores como o do trabalho doméstico e funções desqualificadas da serventia na construção jogam no sentido de uma maior formação, promoção e especialização dos autóctones Portugueses, bem como no próprio processo de mobilidade e independência no trabalho. Mas jogam, também, no sentido do desenvolvimento e implantação, no processo de deslocalização à procura do lucro, de indústrias e serviços mão - de - obra intensiva que se deslocalizam de países de mão - de - obra e custos de produção mais caros.
[10] Recentes notícias da condecoração pelo Estado Português do sr. Jin Guoping, aparentemente iminente historiador, ligado à fundação Macau, mas condenado por apoio à imigração ilegal, são já parte do anedotário dos constantes lapsos e confusões da democracia Portuguesa.
[11] Ver a inserção de médicos!
[12] Diria que se processa uma espécie de efeito substituição rendimento por parte dos autóctones, neste caso não para bens superiores mas para trabalho - emprego socialmente percepcionado e pago como superior.
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Ensaios e reflexões
BARACK OBAMA SPEACH, O ESTADISTA!
O discurso de Barack Obama na cerimónia Nobel foi límpido, claro, demonstrando um homem de Estado que alia a força da razão à razão da sua e das nossas vidas. Com uma herança de homens de fé, para um Presidente apelidado de presidente de guerra, Barack sublinhou o conceito de guerra justa num mundo, cada vez mais pequeno, onde as similariedades são cada vez mais evidentes.
Decididamente um dos presidentes mais clarividentes da história moderna e que se posiciona a anos luz de muitos governantes mesquinhos, medíocres e irrelevantes da "nação" Europeia.
Decididamente só há uma cor, a cor da virtude, e é essa que nos deve guiar neste mundo, onde a religião e as ideologias, não nos podem fazer esquecer a moral, a que nos devemos consagrar todos os dias das nossas limitadas mas possíveis felizes vidas.
O MENINO ZÉQUINHA OU NO RECTÂNGULO NADA DE NOVO
«O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu, esta quarta-feira, em baixa o crescimento da economia portuguesa no terceiro trimestre, para os 0,7 por cento, face ao trimestre anterior.
«A estimativa rápida e os números que são divulgados uma semana mais tarde acabam sempre por variar» algumas décimas, começou por dizer o Chefe do Governo.
José Sócrates optou por destacar o crescimento da economia portuguesa nos últimos meses, para 0,7 por cento, frisando que foi um dos «maiores crescimentos» registados na Europa.»
Depois de Spike Lee e de um ternurento e humano milagre de Santana, lá onde o homem deitado destila humanidade e reconduz o homem à sua pequenez, eis que o gigante de cioccolato nos trás de volta à realidade.
O menino Zéquinha do nosso tempo ía para a varanda fazer flexões. O Zéquinha deste tempo, diz com a maior placidez do seu pequeno mundo, de menino Zequinha de incomensurável lata: não passa nada!
Para quando um milagre de Santana que nos devolva a harmonia, o bem estar e a liberdade?
Para quando um milagre de Santana que nos devolva a harmonia, o bem estar e a liberdade?
NUNCA TÃO POUCOS PREJUDICARAM TANTOS EM TÃO POUCO TEMPO
Mário Lino tirou verbas à Acção Social para pagar Magalhães
Medida estava prevista desde o início, mas apenas para pagar os computadores dos alunos carenciados
DIVÍDAS PÚBLICAS OU OLHA O RÔBO É PRÓ MENINO É P'RA MENINA, É-Ó..
Neste momento de grande instabilidade económico-financeira, uma segunda vaga apresta-se para fazer mossa.
Enquanto o Brasil cresce a 8% ao ano, fruto do petróleo, de um modismo BRIC e de políticas redistributivas que colocam uma parte dos anteriormente excluídos na divisão da classe média, outros como Portugal quedam-se na modorra de crescimento quase nada, fruto de erros consecutivos de governação e de opções criminosas.
O recente caso do desvio de verbas da Acção Social Escolar e da pretensa fundação, em linha com a J.P.Couto, denunciam um país a ferro e fogo eivado de corrupção e engenharia financeira própria de um Estado cleptocrata de oculto mundo.
Olha o rôbo ... é pró menino e para a menina, ôi ou ...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O DIA A DIA DAS OPORTUNIDADES
«Novas Oportunidades são trafulhice de A a Z»
Antigo ministro das Finanças, Medina Carreira defende regime educativo exigente como condição para a integração no mercado de trabalho»
Falar das novas oportunidades não é fácil por aquilo que se desconhece. Aparecendo como um programa positivo motivador de públicos escolares antigos com as suas competências profissionais do dia a dia, pode por outro lado ser perigosa a imagem de facilitismo no adquirir de qualificações, mesmo se nos abstrairmos que para obtermos as antigas oportunidades fomos "obrigados" ao caminho do esforço. Antigo ministro das Finanças, Medina Carreira defende regime educativo exigente como condição para a integração no mercado de trabalho»
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
INVESTIMENTOS SOBRE CARRIS
CP: dívidas ascendem a 3,1 mil milhões de euros. Montante equivale ao que vai custar a linha de TGV entre Lisboa e Elvas
Depois de tudo o que se diagnostica continuar a fazer investimentos desastrosos destes já não é incompetência, é crime! Num verdadeiro Estado de Direito os responsáveis por tais empresas e investimentos já há muito estariam no desemprego ou na rua!
Como estará a dívida da CP daqui a uma dezena de anos com a construção do TGV?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
FICAM À PORTA
P.T.C. mete o dedo na ferida numa Europa política rendida ao poder do dinheiro, decadente e ridícula na pretensão de estar a defender a democracia e os cidadãos. A participação dos cidadãos através do 1.000.000 de cidadãos não peca só por ridícula, peca por hipócrita.
Razão tem também J.P.P. quando não augura nada de bom para esta Europa divorciada, do reforço do directório e de costas voltadas para os cidadãos, na razão inversa da satisfação de Sócrates e da importância da assinatura do Tratado para a sua carreira política.
Razão tem também J.P.P. quando não augura nada de bom para esta Europa divorciada, do reforço do directório e de costas voltadas para os cidadãos, na razão inversa da satisfação de Sócrates e da importância da assinatura do Tratado para a sua carreira política.
DIZER TUDO O QUE HÁ A DIZER
«A prevenção da corrupção faz-se com a eficácia da justiça. A dissuasão de actividades de corrupção é dada pela resposta imediata e punitiva do Estado. É preferível rapidamente condenar um corrupto com dois anos de prisão do que aguardar dez anos nos corredores da justiça para aplicar cinco anos.» Diogo Leite de Campos
Há quem pense que a outra solução é acusar os partidos políticos de corrupção e os seus mentores de associação criminosa. É que não há dúvidas para ninguém que a partidarite é a principal responsável pelo fenómeno da corrupção, seja ela sob a forma colectiva, seja na forma singular dos políticos-espertos!
BARÓMETRO EUROSÓCRATES
O barómetro EuroPS, perdão Eurosondagem, perdão EuroSócrates trás-nos estes extraordinários dados. A opinião sobre o governo positiva para 19% dos entrevistados, enquanto a opinião positiva sobre Sócrates a "valer" 33,8%, como se Sócrates não fosse ... o "chefe" do Governo!
Em contrapartida no mundo real, valha aos Portugueses sentirem que esta maioria relativa e a necessidade de compromissos, parece estar a tornar o parlamento um verdadeiro parlamento, onde o contributo de todos certamente irá melhorar a produção legislativa.
| A actuação de... (%) | ||||
Positiva | NEGATIVA | SALDO | VAR. | |
Presidente, Cavaco Silva | 36,9 | 31,1 | + 5,8 | + 2,3 |
Primeiro-ministro, José Sócrates | 33,8 | 32,3 | + 1,5 | - 1,9 |
Governo | 19,4 | 39,8 | - 20,4 | - |
Assembleia da República | 24,1 | 22,9 | + 2,2 | - |
Juízes (Magistratura Judicial) | 12,7 | 37,2 | - 24,5 | - 1,9 |
Ministério Público (PGR) | 15,6 | 38,4 | - 22,8 | - 3,0 |
Líder PSD, Manuela Ferreira Leite | 20,5 | 25,3 | - 4,8 | - 2,1 |
Líder CDS/PP, Paulo Portas | 29,1 | 21,2 | + 7,9 | + 1,2 |
Líder BE, Francisco Louçã | 26,9 | 21,8 | + 5,1 | + 0,5 |
Líder CDU, Jerónimo de Sousa | 20,4 | 24,7 | - 4,3 | - 2,0 |
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
LEAR, PORQUE QUER SAIR A EMPRESA DE PORTUGAL?
A previsível saída da Lear de Portugal devia ser objecto de estudo para saber das verdadeiras razões estratégicas que estão por detrás da decisão da empresa.
Porque não é viável a continuação da empresa em Portugal quando aparentemente há procura para os produtos da Lear?
E se for por motivos que se prendam com estratégias de diminuição de custos de mão-de-obra, porque não criar empresas Portuguesas nestes sectores de modo a substituir multinacionais que só se instalam por apoios?
Estas são as verdadeiras perguntas que devem ser feitas pelo governo de Portugal e pelos Portugueses de modo a não empobrecermos definitivamente.
E se for por motivos que se prendam com estratégias de diminuição de custos de mão-de-obra, porque não criar empresas Portuguesas nestes sectores de modo a substituir multinacionais que só se instalam por apoios?
Estas são as verdadeiras perguntas que devem ser feitas pelo governo de Portugal e pelos Portugueses de modo a não empobrecermos definitivamente.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
OS NÍVEIS DE LITERACIA
Mais um estudo que aponta a baixa literacia como causalidade de uma economia fragilizada.
A fundamentação constante da baixa literacia, no entanto, é uma variável insuficientemente explicativa e perigosa.
É que como João Salgueiro bem lembra, não explica como dois terços dos já literados são insuficientemente aproveitados pelas empresas e como muitos rumam a outros pólos de concentração.
Será que a teoria de John Friedman sobre os centros-periferia não explica isto?
RESPOSTA AO NOVO SOARES
«A governabilidade está a tornar-se muito difícil. É preciso muita coragem para aceitar hoje ser ministro ou líder partidário, porque sabem que o mínimo que lhes pode acontecer é verem as suas vidas devassadas, e muitas vezes deturpadas as suas próprias palavras, para já não falar dos enganos ou de meras gafes, que são sempre explorados à saciedade. Para não falar do primeiro-ministro, porque esse é o bombo da festa, ao qual tudo pode acontecer… Até que se farte. Já pensaram: e depois?»
Depois ... os regimes não vivem de homens providenciais ou já se esqueceu das suas próprias palavras, Novo Dr. Soares? Depois ... voltará a esperança e poderemos talvez todos respirar sem tanto esforço!
ODONTOLOGISTA TELECOMANDADO
Vale tudo para breves momentos de aparente glória! Com "brincadeiras" insensatas como esta, até o gato sofre!
A TERCEIRA VISÃO OU A VISÃO LÍMPIDA DO TERCEIRO OLHO
J. Sócrates: Pelo contrário! Eu acho que as políticas resultaram. Só quem não quer olhar e ver!
PORTUGAL PAÍS DE DIÁSPORA
A recente cimeira Ibero-Americana e a sequente cerimónia de entrada em vigor do Tratado de Lisboa, reforçam a ideia de Saramago da jangada de pedra Portuguesa.
Segundo a estimativa populacional de Joel Serrão, o Portugal de 1820, apresentava aproximadamente 3.352.180 almas , em África 1.100.000, na Ásia 580.000 e no Brasil 5.300.000, num total de 10.332.180.
Assim, a recente migração Brasileira para Portugal e a mais que certa futura migração de Portugal para o Brasil, fazem da essência de Portugal e dos povos de raiz Portuguesa, mais que uma identificação espaço no mundo, um povo em constante peregrinação, sempre à procura dos melhores ventos alísios que lhes enfune a carteira e o coração.
HINO AO CAMINHO DO MENINO DE OIRO
Portugal (desemprego mês a mês, desde Outubro 2008 a Outubro 2009, excluídos os muitos que já nem procuram emprego):
7.9 8.1 8.5 8.8 9.1 9.3 9.5 9.6 9.8 9.9 10.1 10.2
1. Março 2009: 9,3%
Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo
Das tubas, clamor sem fim.
2. Abril 2009: 9,5%
Lá vamos, que o sonho é lindo!
Torres e torres erguendo.
Rasgões, clareiras, abrindo!
3. Maio 2009: 9,6%
Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
4. Junho 2009: 9,8%
Querer! Querer! E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa.
5. Julho 2009: 9,9%
Cale-se a voz que, turbada,
De si mesma se espanta,
Cesse dos ventos a insânia,
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida.
E, por nós, oh! Lusitânia,
-- Corpo de Amor, terra santa --
Pátria! Serás celebrada,
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida!
(Repete: 1 a 4)
6. Agosto 2009: 10,1%
Querer é a nossa divisa.
Querer, palavra que vem
Das mais profundas raízes.
Deslumbra a sombra indecisa
Transcende as nuvens de além...
Querer, palavra da Graça
Grito das almas felizes
7. Setembro 2009: 10,2%
Querer! Querer! E lá vamos
Tronco em flor estende os ramos
À Mocidade que passa.
DEMOCRACIA GRÁVIDA! OU AMÉRICA LATINA, SEMPRE!
Quando ontem a presidente Argentina Cristina Kirchner comparava a gravidez, dizendo que não se está mais ou menos grávida, com a democracia, falava para quem ou de quê?
SÓCRATES, O COACH QUE SE TEIMA EM NÃO DESPEDIR
Quando se vê empresas como a Marcopolo e a Lear a fechar e deslocalizar, no que significa o princípio do fim da fileira automóvel em Portugal, sendo só uma questão de tempo a saída da AutoEuropa, percebe-se como a teimosia de um homem, tem aniquilado a economia Portuguesa.
A resposta à pergunta porque estão a sair as empresas multinacionais do transaccionável, deveria antes ter sido ser encontrada num país de periferia que teima em ter impostos altos, combustíveis igualmente altos, electricidade idem, burocracia emperrante, desordenamento territorial, falta de uma política de transportes marítimos, transporte ferroviário de mercadorias, ...
A negação do que é o ambiente económico adverso e o centralismo de um primeiro-ministro, que teima e acha que se pode substituir às expectativas dos agentes económicos, marcará todo o início de uma marca falhada da governação Sócrates que a crédito pouco mais tem que a política da fileira das renováveis.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
OS DESEMPREGADOS DA BLOGA E OS BANCOS ALIMENTARES CONTRA A FOME
Quando os homens perdem os empregos, há como que uma espécie de névoa que os encobre. Perde-se em disciplina, em autonomia, em autoestima, aquilo que se ganha em solidariedade, capacidade reflexiva, analítica e crítica. Muitos refugiam-se nas redes sociais e na blogoesfera como contraponto e soporífero para a sua nova dimensão de cavaleiros solitários à procura de um graal que os agarre à vida.
A teoria das trocas sublinha o estímulo - resposta nas relações interindividuais, os sistemas de recompensa que condicionam os comportamentos individuais, orientados egoísticamente para os benefícios da sua interacção social. Afinal, é o lugar que substituiu o "eu" pelo "mim".
A recompensa neste mundo da bloga é, assim, um novo mundo que nos solidariza a todos e nos faz estar muito mais próximo de Deus, mesmo que Isabel Jonet vislumbre na bloga desempregada, com razão, um lugar de conforto e auto "escondendimento" de nós próprios.
Afinal se todos já comemos do pão que o diabo amassou, também, nem só de pão se alimenta a fome do homem!
PESADELO, ROBALOS E ESCUTAS
Ontem sonhei com as escutas do primeiro. Safa ... e não foi bonito de ver! Estrebuchei toda a noite não só pelo objecto mas pelo horror de transgredir no silêncio do sonho. De manhã ao levantar-me, perguntaram-me pela razão de tão grandes olheiras. Ao olhar ao espelho arrepiei-me. Traçado no fundo das olheiras, os pargos, as corvinas ou lá que peixes horrendos nadavam-me nas pálpebras como peixes agonizantes em redes de pesca de cerco.
Quando cheguei ao emprego, todo eu tremia. Quando me sentei à secretária tentei anular todas as entrevistas. Que não, sr.doutor, que estava ali um senhor com uma caixa de robalos a pedir de urgência para ser atendido!
Quando cheguei ao emprego, todo eu tremia. Quando me sentei à secretária tentei anular todas as entrevistas. Que não, sr.doutor, que estava ali um senhor com uma caixa de robalos a pedir de urgência para ser atendido!
HENRIQUE NETO, O ÚLTIMO DOS MOICANOS?
Diz o Blasfémias que Henrique Neto é um socialista desalinhado. Errado! Henrique Neto é um socialista! Os outros são uma agremiação de andrajosos esfaimados, de mãos dadas com a fome que dá em fartura!
Como David Crokett, Henrique Neto, alinhado com a sua consciência, rodeado ainda de um pequeno punhado de outros, aparece como o último dos moicanos, das verdejantes planícies e das pedregosas montanhas da consciência socialista!
POR ONDE PÁRA O PLANO INCLINADO?
Ontem esconderam-nos o plano inclinado. Não porque haja uma vontade mórbida de ir ao encontro dessa ladainha de triste realidade ... ou será que foi antes de ontem?
Já estou perdido, mas mais perdida não estará a nossa hora de assumir-mo-nos face à emergência da nossa irresponsabilidade?
PIRATARIA INDUSTRIAL
A competência demonstrada pelas forças Portuguesas, não tem tido infelizmente eficácia correspondente no estrito plano jurídico.
Correr riscos sem a consequente extirpação da nova indústria da pirataria, não só é frustrante para as forças armadas envolvidas, como tem um efeito de insuficiência pedagógica sobre populações sem alternativas, que vêm na pirataria sobrevivência e um recorrente modo de vida.
domingo, 29 de novembro de 2009
MARCOPOLO ... PORQUE FECHAM AS FÁBRICAS?
«A fábrica da Marcopolo na Índia, onde a companhia brasileira está associada à Tata Motors, atingiu o equilíbrio financeiro e terá o primeiro resultado positivo no quarto trimestre de 2009, informou ontem o diretor-geral da empresa, José Rubens de la Rosa.
... Em Portugal, a Marcopolo fechou a unidade, que tinha resultado negativo. O encerramento da operação gerou custo de R$ 4,3 milhões no terceiro trimestre. Ainda haverá despesa remanescente de R$ 1 milhão com o fim da atividade no país, mas que já foi absorvida e não terá impacto no resultado.»
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