terça-feira, 5 de junho de 2012

O MODUS OPERANDI DO ESBULHO NACIONAL

Um dos aspectos fundamentais para a economia de um país é a confiança. 
Que confiança pode haver por parte dos habitantes de um país quando se começam a usar técnicas Pidescas como esta.
«No caso de os condutores terem dívidas fiscais podem ver o seu carro apreendido por elementos das Finanças.
A Direcção-Geral de Impostos está a desenvolver uma parceria com a PSP para conseguir, durante estas operações de estrada, identificar os condutores com dívidas ficais e, se for caso disso, proceder à apreensão do veículo na hora, avança hoje o "i"».
Será que não há em Portugal alguém que se aperceba que a não criação de segurança mínima perante um estado que subiu os impostos a um limite já impossível de pagar, já configura esbulho.
Ninguém está a salvo de uma autoridade que parece estar em roda livre e estará aqui porventura a resposta à Troika porque o desemprego aumenta em catadupa.  

REGRESSAR AOS MERCADOS?

«O chefe da missão da troika em Portugal faz um balanço positivo da aplicação do memorando de entendimento e reconhece que Portugal está a fazer tudo para regressar aos mercados em 2013. Mas, mesmo assim, avisa: «não vai ser fácil».

Se o objectivo da Troika não era que voltássemos aos mercados qual seria?
Tirar-nos todos os anéis restantes?
E é por isto que os mais papistas que o papa demonstram uma enorme ingenuidade ao quererem ir para  além da Troika.

TEMPOS DE FRACTURA

É curioso que no meio dos amores e desamores a este governo há algo que ninguém me sabe (ou quer) responder. Todos percebemos a necessidade do ajustamento orçamental e do estado de quase excepção em que caímos, vitimados por uma elite de poder (infelizmente diferente das verdadeiras elites). Ontem uma jovem que preparava as malas para emigrar para a China dizia «dizem que o país está crivado de endividamento mas eu nunca contribui para ele. E querem me fazer pagar por aqueles que se locupletaram seja através da manipulação legislativa e/ou do conúbio político - económico, com os bens públicos».
Mas há vários caminhos e várias velocidades para este ajustamento que mantenha incólume o tecido produtivo.
Acha PC que o actual governo está a ir às verdadeiras gorduras do Estado e dos rentários? Acha PC que o PSD tem actualmente uma política social democrata digna de Sá Carneiro? Acha PC que o caminho da competitividade se faz destruindo totalmente o mercado interno, expulsando camadas do país para fora do mesmo, destruindo as PME's e aumentando os custos de contexto (aumento anunciado das rendas, da água,) que vão aumentar ainda mais a falta de competitividade da nossa economia e agravar as desigualdades que para além de um problema social é um problema económico? Acha PC que não há um total contra-senso entre quem fala na necessidade de diminuir custos salariais e ter uma economia de 1 mundo?
Acha PC que qualquer economista que se preze acredita na tese de políticas públicas cíclicas quando a economia é a quase ciência do contra ciclo?
Acha PC que não havia alternativa no ajustamento que aumentar ainda mais os impostos... mais que diminuir as verdadeiras despesas que alimentam um sistema político obsoleto (comecem por exemplo por extirpar os luxos na AR com os restaurantes de luxo que tem pelo menos o efeito de alienar os representantes do povo dos seus representados).
Acha PC que muitos dos actuais ministros querem ter uma atitude reformista à força quando a alteração de muitas das políticas exige separar correctamente o que está bem do que está mal, não erigindo o povo Português em alvo de políticas experimentalistas ou de aprendizagem dos agentes (o Prós e Contras de ontem sobre agrupamentos em educação ajudou a perceber como se não deve actuar).
Alguém fala do problema da concentração do nosso tecido comercial que tanto mal tem feito ao país?
Alguém fala do problema gravíssimo da natalidade em Portugal?
Alguém fala da necessidade de uma análise rigorosa ao processo BPN, BPP e PPP que cavaram o pedido de resgate?
Acha PC que a Troika conhece as especificidades do tecido empresarial Português?
Acha PC que todas as medidas da Troika estão eivadas de uma enorme bondade?
Acha PC que não é necessária uma visão de estado e de estadista a um responsável político?
Acha PC que Passos tem competência e conhecimento suficiente para ser PM deste país?
Acha PC que um país se reforma e se refaz contra a maioria do seu povo?
Acha PC que um país pode ter realmente 20% dos seus activos sem contribuir para o todo nacional?
Séculos de inquisição, polícias políticas e elites do poder sempre formataram o país naquilo que ele tem de pior: a sua incapacidade de ouvir e congregar todos, uma enorme ambição provinciana, a sua intolerância e um grupismo empobrecedor.

Sempre me achei um social democrata. O que não implica que não encontre mérito em muitas propostas e análises da esquerda à direita.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ENTRE SOROS E O TARDIAMENTE LICENCIADO COELHO

«Depois, o multimilionário a economia alemã deverá começar a enfraquecer no outono, o que faz com que seja muito mais difícil para a chanceler Angela Merkel fornecer um apoio adicional. «A crise é susceptível de vir a atingir um clímax» nessa altura. Daí que haja apenas uma «janela de três meses» para tirar o euro da berlinda, apontou, numa conferência em Itália, citado pela BBC.

Soros considera que os líderes europeus não entenderam «a natureza da crise» e que estiveram focado mais no níveis da dívida, mas na verdade a crise é «mais um problema de banca e um problema de competitividade».

Ou seja, foi «aplicado o remédio errado». «Não se pode reduzir a dívida ao estrangular a economia, só através do crescimento é que é possível reduzi-la», criticou, apontando o dedo às drásticas medidas de austeridade que foram implementadas em toda a Europa; medidas essas que têm sido questionadas por um número crescente de políticos e comentadores».

sábado, 2 de junho de 2012

POVOS NÃO COMODISTAS E NÃO COBARDES

«Hosni Mubarak condenado a prisão perpétua»

MOMENTO DE LUCIDEZ DE BERLUSCONI

«Caso contrário, se não o fizer, devemos ter a coragem de dizer ciao, ciao e abandonar o euro, mas permanecer na União Europeia, ou dizer à Alemanha que deve deixar o euro, se não concordar», afirmou.

Silvio Berlusconi, que se tem envolvido pouco em questões políticas ou económicas desde que abandonou o poder, vai ainda mais longe e adianta: «A minha ¿ideia louca¿ é que o Banco de Itália devia imprimir euros ou então imprimir a nossa própria moeda».

O ex-primeiro-ministro já deu a entender que pretende retomar um papel mais ativo na política, à medida que se aproximam as eleições de 2013. No mês passado, propôs mudar o sistema de governo italiano para um modelo mais presidencial, próximo do francês.

«Não me recordo de um momento mais difícil do que este na minha vida. As pessoas perderam mesmo a confiança», escreveu Berlusconi no Facebook. «Que movimento pode mudar esta espiral recessiva?»

O LIVRO NEGRO DA DEMOCRACIA: COMO SE DESTRÓI UM PAÍS

E assim chegámos ao meio do ano de 2012.
Um país onde o povo é chamado a pagar, sem já o poder, os crimes cometidos pelos partidos nas autarquias e por uma elite política nacional em conúbio com o poder económico.

Agora vai ser a lei do arrendamento, o aumento do IMI e todo o aumento que se irá operar nas autarquias. 
A bem de quê? Da competitividade nacional? Não! Do esbulho operado por todos aqueles que desde as PPP, os BPN, os BPP se locupletam com o esforço e o trabalho dos outros.

O resto da minha vida será feita de luta para meter atrás das grades todos os criminosos que nos destroem todos os dias.

PARA QUE SERVEM OS PORTUGUESES? OS CRIMES DO PODER POLÍTICO!


«Para que servem os portugueses? O fado, o futebol e a sardinha assada fazem com certeza parte do pacote. Mas aprendemos esta semana que os portugueses servem essencialmente para pagar. De preferência, para pagar os abusos e os prováveis crimes que o poder político comete, seja a nível local ou nacional», disse.
O comentador falou também sobre o acordo entre o Governo e autarquias, que lhe mereceu uma nota crítica. «Noutros países, perante o nível de endividamento colossal das nossas câmaras, haveria autarquias extintas, fundidas, reestruturadas de alto a baixo. E autarcas simplesmente em tribunal. Em Portugal, é tudo mais simples: eles arruínam as contas; nós pagamos a conta». 


Aumentos da água, aumentos do IMI...!

CARLOS ABREU AMORIM E ANA GOMES

Carlos Abreu Amorim diz que as PPP aqui são uma vigarice. É o suficiente para um órgão de comunicação social dizer que foi Ana Gomes que o disse. 
Concordo com a afirmação de CAA como sei que Ana Gomes é o melhor que o PS tem. 
Infelizmente Seguro está refém de um grupo parlamentar onde estão os responsáveis por mais este crime económico. 
E tem rosto!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PASSOS O IGNORANTE PETULANTE


«Hoje em dia é praticamente impossível um país desenvolvido, como, apesar de tudo, nós somos, andar a competir com os países muito mais pobres do que nós, com níveis de rendimento e, portanto, de salários muitíssimo baixos”, sustentou numa entrevista à Antena 1. “Se o nosso nível de competitividade quer ir para esse lado, isso significa que, então, nós nos estamos a candidatar a passar para o Terceiro Mundo, se não para o quarto.”

“Acho que a troika comete um erro em considerar” que é o problema “dos salários altos” na área das empresas exportadoras “que nos impede a competitividade”, especificou Teodora Cardoso, dizendo que “haverá casos em que, de facto, nós podemos ter necessidade de reduzir salários, mas, mais uma vez, o problema fundamental é o da estrutura da nossa produção e, mais uma vez, o da qualificação”.

Numa entrevista à TSF, defendeu por outro lado que o Governo deve empenhar-se mais na explicação das medidas que toma em matéria de política económica.

“É preciso tornar muito claro que nós não estamos a tentar unicamente corrigir algumas coisas para voltar ao passado, mas estamos, efectivamente, a propor-nos mudar mesmo de vida. E isso requer um programa claro. Não é listas de medidas. Isso é daquelas coisas que não vale a pena fazer”, disse a esta rádio.»

ANTÓNIO BORGES, O HUMANISTA

«Tem uma visão confiante em relação ao programa de ajustamento português, mas os salários descem, os empregos perdem-se e muitas empresas fecham. Porque tem de ser o ajustamento tão rápido?
Porque quando há uma recessão como a que atravessamos, essas coisas são inevitáveis. Quando há redução do nível de actividade económica há sempre quem sofra e sofra muito».


Obviamente! 
Em Portugal só não sofrem os rentistas, que são uma espécie de lapas que vivem de contratação por ajuste directo.

(AS ELITES DO PODER) É A AMBIÇÃO QUE NOS MATA!

«Quem viu o Ministro Relvas a responder aos deputados teve a oportunidade de assistir à actuação de um genuíno produto do Sistema Político Português. Armandos, Josés, Jorges, Manéis, Miguéis, tanto faz... Relvas é apenas mais um que quis ir para o Poder, e que fez tudo o que podia para lá chegar. O seu único mérito para ser ministro é esse: a ambição. Assim conquistou o aparelho do PSD rodeando-se de amigos com vontades comuns em lojas ou em lobbies. Assim, fez eleger Passos Coelho, que lhe paga com total confiança, afirmando que Relvas só sairá do Governo "por sua vontade", ou seja, nunca, porque o ministro está viciado no Poder como ficam quase todos». (Manuela Moura Guedes)
Ontem Pacheco Pereira fez a análise mais correcta da elite do poder (a tal de Gaetano Mosca, conúbio entre muita comunicação social que pouco comunica mas se perde com o poder, alguns polícias, quase todos os ditos políticos e muitas empresas de comunicação) que nos vão matando todos os dias um pouquinho. Manuela acrescenta-lhe isto e muito bem. 

Quando será que o povo Português se deixa de comodismos e dá um murro na mesa?
 

MANDA QUEM PAGA

«PPP são Caso de Policia e Exigimos Direito de Regresso!

Movimento MandaQuemPaga considera que os impostos devem baixar Já! Ninguém no seu perfeito juízo vai investir num País onde a carga fiscal representa 6 meses dos resultados operacionais e onde um colaborador de ganhe 1000 euros perca cerca de 60% do seu rendimento em impostos. Por outro lado todos os negócios escandalosos das PPP e afins, contribuiram para o aumento da carga fiscal, pelo que os Contribuintes exigem o Direito de Regresso e a prisão efectiva dos Governantes e Administradores envolvidos nas negociatas em volta do OE. Movimento MandaQuemPaga - Partido dos Contribuintes, este deve ser o seu paratido, escreva para mandaquempaga@gmail.com»

PUBLICADO

Muitas vezes, Eu,
Que me transporto
Do Romance à Poesia,
Da Poesia ao ensaio,
Do ensaio ao fantástico,
Do tempo Jovem ao Infantil
E que me demoro no Adulto,
Me perguntei
Se a escrita é ainda hoje escrita.
Ou se a escrita, a Literária,
Que a outra, A Técnica,
A Investigada
Me convida Todos os Dias,
É hoje apenas um mito,
Um negócio,
Onde se desfazem e entretecem raízes
De inchaço, gabarolice, insolência, tolice,
Ou de puro desdém.
Romance histórico,
Pouco histórico,
Ensaística,
Conto ou poesia,
Não é tudo, afinal,
A Presunçosa,
A Simplesmente,
Escrita?

Tu !
Tu que gostas de escrever para ti
Num acto
Tão simples, reflexo,
Como respirar.
E não lhe perdes o gosto
Apesar de sentires dia após noite
Esbranquiçar o teu rosto,
E apesar de juntares,
Incógnito,
No teu covil
De Lobo solitário
Que também pode ser de Carneiro,
Ou de Caranguejo ou Escorpião,
E que não me esqueça
Da Virgem ou do Touro,
Todos os dias, as palavras,
E que não as vendes,
Não estão à venda,
Como se te
Semeasses
Todos os dias um pouco,
Acordado – adormecido
Ao pé de um aglomerado de madeira,
Que afagas apaixonado
Com a palma toda,
Da mão aberta,
Então tu és,
Mesmo que só de ti,
Escritor,
Um eterno apaixonado
Pela voz que tu és
A voz que vive
E escreve dentro de ti.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A ZONA FRANCA DA MADEIRA

Mecanismo de tributação inteligente!

150 M€ de perda ano! Inteligentes!

O IDIOTA PERIGOSO TEM UM NOME!

«Silva Lopes disse ainda que ficou «pasmado» por Passos Coelho ter alinhado com a «senhora Merkel» na recente cimeira europeia, contra aqueles que defendem uma aposta maior no crescimento económico.
«É preciso por um travão nisto, não podemos continuar desta maneira», insistindo apenas na austeridade.
O responsável considerou, que o tratado orçamental aprovado para os países da Zona Euro é uma «ideia sinistra» e vai ser «um desastre completo».

PORTUGAL NÃO EXISTE


«Os Precários Inflexíveis apagaram na 2a feira dezenas de comentários do seu blog relativos ao post sobre a Axes Market. Recordamos que a empresa a Ambição International Marketing interpôs uma Providência Cautelar para que fossem apagados os mais de 300 comentários ao referido post. Infelizmente o Tribunal concedeu à empresa a vantagem de forçar o PI a suspender ou ocultar não todos mas várias dezenas de comentários de pessoas sob pena de que o PI pagasse por cada dia de atraso 50€ de multa. Agora, apesar de ter sido cumprida a sentença, o Tribunal enviou o processo para o Ministério Público, invocando que pode ter lugar um processo criminal (sobre um membro do PI), por desobediência, no que respeita à execução da sentença, pois entende a reacção do PI à mesma, nomeadamente o comunicado do PI (disponível aqui) teve em vista "infringir a providência cautelar decretada". Ainda assim, o PI efectuou o pedido de aclaração da sentença e vai recorrer para o Tribunal da Relação.

Cumprindo a sentença da providência cautelar, e porque não é possível suspender ou ocultar comentários, o PI viu-se obrigado a apagar os comentários, tendo guardado, de forma não pública, o seu conteúdo para voltar a divulgar posteriormente, quando a justiça vier a ser reposta, como esperamos.

- Segundo é do conhecimento público, não existem quaisquer diligências para averiguar da veracidade dos inúmeros testemunhos lançados pelos cidadãos.

- O PI, movimento composto maioritariamente por trabalhadores precários e desempregados, foi forçado a pagar mais de 270€ de custas judiciais devido ao processo instaurado.

- Para que o PI possa interpôr recurso terá ainda de pagar mais de 270€ de novas custas judiciais.

- O PI arrisca um novo processo, agora  criminal, contra um dos seus membros devido à diligência do Tribunal.

Continuamos a afirmar que não vamos desistir de reclamar justiça e continuamos a apelar a todos os cidadãos, grupos e organizações que se manifestem e intervenham neste tema para que a justiça seja reposta».

É indubitável que há muito Portugal deixou de ser um regime democrático. Num regime democrático o acesso à justiça não retira a maior parte dos cidadãos do seu acesso por motivos financeiros e as injustiças não são tão gritantes. 
Em Portugal criminosos e ladrões da coisa pública ficam fora das cadeias e as vítimas são normalmente perseguidas.
Em Portugal a justiça parece estar sempre de lado dos prevaricadores.
Portugal está transformado numa PIOLHEIRA DO PIOR!

 

GOVERNO DA TRAIÇÃO NACIONAL?

Hoje a Troika veio logo a correr dizer que dá mais um ano a Espanha mas não a Portugal porque Espanha é especial.

É que a Portugal ainda há que se apanhar as jóias da coroa ou seja sacar a Ana, Tap, etc...

terça-feira, 29 de maio de 2012

FERREIRA DO AMARAL E MEDINA CARREIRA: UM PAÍS QUE É UMA PIOLHEIRA!

Ontem MC e FA mostraram o que os Portugueses gestores como eu e não só, já há muito sabem. O problema Português é não só um problema de ética do sistema, mas também um outro cuja fórmula traduzente (ou resolvente) deriva de uma visão minimalista da sociedade Portuguesa.

Enquanto a comunicação social girar à volta de um país que se traduz sempre nas mesmas figuras, um país de 5.000 a 10.000, esquecendo-se do verdadeiro país, o de 10.600.000, fora os emigrados a equação a várias incógnitas (com rabo de fora) não tem solução. 

Figuras como Vítor Gaspar e Santos Pereira não acertam na fórmula resolvente porque esquecem que os problemas tem de ser resolvidos a nível micro e não macro. Estão limitados pelo memorando, seja! Mas não estão limitados pela percepção de uma estratégia errada que liquidou o mercado interno.
A corrupção mantêm-se, a falta de seriedade igualmente, a burocracia estende-se (ver o regresso propiciado por essa figura destruidora da economia nacional chamada de AUTORIDADE TRIBUTÁRIA à procura do esbulho).

Até o PR vai dar um passeiozinho pela Ásia, convencido que o que os investidores querem é conversa, quando o que os investidores querem é um país amigo do investimento. É-o? Claro que não, quando o sistema fiscal é a miséria que é, quando a justiça é o que é, quando a concorrência é o que é, quando a consciência das pessoas como os que tomam conta das instituições (ver a FPF e o caso paradigmático da selecção que mais vai gastar no Europeu) é o que é.

Um país que é uma piolheira! como diriam os nossos escritores seniores que não encontrariam hoje um país muito diferente do país de séculos para trás.  

SAIR DE PORTUGAL RAPIDAMENTE

«Água: preço pode subir mais de 750%
Novo modelo está a caminho. Novas regras deverão ser postas em marcha em 2014»

Isto é o que este governo tem para dar aos Portugueses. Subida do custo de vida, Impostos, Miséria. Tudo contrário ao prometido e tudo contrário a verdadeiras reformas estruturais.
Não há indivíduo bem formado que aguente o Portugal dos actuais traidores a Portugal e aos Portugueses no poder.
As negociatas sucedem-se!
Este governo não é o governo da competitividade, mas o governo da criação de negócios para o sistema de partidos implantados. 
Urge para os jovenzinhos do PSD e CDS a quem lhes foi entregue um brinquedo criar condições para saltar para administrações bem remuneradas.

sábado, 26 de maio de 2012

EUROPA SEM EUROPEUS


sexta-feira, 25 de maio de 2012

O PORTUGAL AGRILHOADO DE LOUÇÃ

O PORTUGAL AGRILHOADO de Francisco Louçã merece uma reflexão independentemente da ideologia do leitor.

Excelente economista, Louçã afirma algo que é fundamental os menos interessados pelas questões da economia perceberem. É que a economia não é uma ciência exacta, mas uma ciência social. 

NÃO PERDOAR A VENDA DA TAP E ANA

Vender activos como a TAP e a ANA é criminoso. Nunca perdoarei ao PSD e CDS a venda destes activos estratégicos nacionais.
"Não estou preocupada com a falta de interesses na TAP. Não vejo razão nenhuma para preocupação, a TAP é um activo muito interessante e teremos certamente procura significativa, tanto para a TAP como para a ANA", realçou.

EXTREME MAKEUP

«Chamo-lhes quase pobres. São pessoas que têm rendimentos e por isso não recebem os apoios e os benefícios que os pobres recebem», diz a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares ao TVI24.

Exemplos. «Uma pessoa que receba 700 euros e tenha compromissos com créditos de 400. Como recebe aquele salário não consegue ter os descontos sociais, passes mais baratos e essas coisas, que recebem pessoas sem esses rendimentos. São mais pobres que os pobres», analisa: «Uma mulher que recebe 400 e tal euros de rendimento social de inserção e que esteja a divorciar-se tem direito a um advogado oficioso. Uma que receba 700, esteja a divorciar-se e tenha um crédito que foi contraído quando tinha outras condições tem que pagar um advogado.»

«Estas pessoas estão aflitas. Temos hoje em dia situações terríveis», conta Isabel Jonet. Parte do dia a dia das pessoas que estão no Banco Alimentar é passado a ouvi-las. «Tenho três pessoas em permanência, só em Lisboa, a ouvir essas pessoas, que muitas vezes só querem desabafar.»

ATÉ TU, HU JINTAO DIZ MERKEL

«A Alemanha foi um dos países que mais beneficiou com a criação da zona euro e da moeda única, e, a longo prazo, os seus interesses na estabilidade do euro e do bloco poderão pesar mais do que aquilo que hoje lhe é pedido», argumenta a Xinhua.

A agência chinesa salienta que «em última análise», a zona euro «só sobrevivirá se todos os membros se unirem para encontrar a opção certa e não fugirem às suas responsabilidades».

AS LEITURAS DE ESCRITORES

Nas horas extraordinárias que passamos a ler de Maria do Rosário Pedreira há um artigo interrogativo sobre o que lêem os escritores que nos interroga.

Um das primeiras observações que o Rodrigo ... me fez, quando comecei a escrever num dos títulos da empresa Jornal de Notícias, foi «jornalismo não é literatura!». Nessa altura vinha muito cheio de mim, com o assombramento próprio dos jovens quase pós universitários, porque entrava num lugar onde a relação entre chefe de redacção e colaboradores media-se por uma hierarquia quase militar. Além desse diploma de quase economista que me granjeava alguma superioridade mental, arrogava-me também o facto de ser um leitor voraz de clássicos e não clássicos que me recheava a estante filial, para além de uma cadência diária de mudança de terras e lugares que confirmava aquilo que o nosso autor dizia da nossa pátria ser a língua Portuguesa. Mas a minha era já muito mais que isso. Era o chão que pisava, os colegas novos que se faziam e desfaziam quase ao passar do calendário e uma estranha devoção às letras e às artes mas também às ciências.
Mas nada disto seria suficiente, pensava, não fosse uma relação de prazer com a escrita que me foi sempre fazendo atirar originais para o baú. Já nessa altura, desportista, que era, percebia que havia poucos desportistas e muitos treinadores de bancada. Relação de prazer e insatisfação permanente que marcou, claramente, a arca de Noé que todos temos em nós. Ao longo dos anos mudei de lugares e empregos, invadi por prazer outras áreas de formação que me iam dando novas visões dos pontos, tornando-me um actor multifacetado do meu destino, sempre vergado à relatividade das coisas.
Quando escrevia, era essa arca de Noé que transportava. Era eu e todas as coisas que tinham vindo dar à costa que transportava. E como é bom emocionarmo-nos e aos outros através de uma síntese daquilo que somos e daquilo que gostaríamos de ser. E é por isso que saber se é a leitura que faz o escritor ou o escritor que faz a leitura é desafiador e eventualmente nada despiciendo. Mas será que tem resposta universal?
 
O que sei é que, quando colaborei num título especializado da mesma empresa, o Rodrigo tinha antecipado a pergunta, «o menino não lê jornais desportivos?».

VISÃO DE MONTANHA DE CORDILHEIRA

«Certo é que a própria Comissão Europeia, nas suas previsões de primavera, prevê que os salários vão baixar 6% este ano.

O democrata cristão, que também esteve presente na reunião da manhã, preferiu sublinhar que «no primeiro trimestre, a recessão económica ficou bem abaixo do que estava previsto» e que o momento atual será «o pior».

Adolfo Mesquita Nunes disse, por último, que Rasmus Ruffer, do BCE, Jurgen Kroger, da Comissão Europeia, e Abebe Selassie, do FMI, salientaram que «Portugal tirou, nas últimas décadas, pouco proveito das oportunidades de estar na União Europeia».
Um dos problemas dos decisores políticos e económicos é analisarem tudo do alto de uma montanha, quando a nossa vida se passa numa cordilheira. 

Nessa montanha onde estão normalmente montados, o que se vê normalmente é outras montanhas que tapam por sua vez mais e mais montanhas. Mas para os decisores políticos a sua montanha é a maior e a única.

A decisão parece ser sempre assim incompleta e desfocada de todos os seus actores.

E assim vamos nós sendo incomodados por brisas que sopram de montanhas que nos vão devastando os prados e destruindo as forragens que tínhamos para alimentar o nosso gado.  

terça-feira, 22 de maio de 2012

A TROIKA É IGUAL A UMA COMISSÃO LIQUIDATÁRIA?

«A “troika” quer um inventário, até Junho, com todos os activos que podem ser vendidos nas Câmaras e regiões. Os autarcas já disseram que só têm para privatizar as redes de água e saneamento.
Sobre este assunto, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, prefere não se pronunciar, pelo menos, não antes de sexta-feira.
“Vou ter uma reunião na sexta-feira com a troika e espero ouvir de viva voz o que é que querem e não farei declarações antes da reunião”, sublinha Fernando Ruas.»
O que é lastimável é os Portugueses e os seus representantes aceitarem de bom grado e como inevitável o esbulho por parte dos credores e cujo representante é a TroiKa!
A situação que vivemos faz lembrar a convenção de Évora, quando os Ingleses permitiram a saída dos Franceses (e até os transportaram em barcos Ingleses) de Portugal com tudo o que tinham esbulhado na 1ª Invasão.
Já não há estadistas e patriotas em Portugal? 

É que a dignidade não têm preço e há alturas em que os credores tem de se vergar às exigências de justeza dos devedores, sob pena de a sua vontade em arrestar o que emprestaram antes com juros agiotas limitar a capacidade voluntária do devedor.

OS JOTAS: OLHA QUE DOIS


A NOMENCLATURA

 «CORTES SÓ PARA ALGUNS. A IMPRENSA DESCOBRE. O GOVERNO CALA-SE»
 O governo que se dizia e queria sério afinal não passa de um conglomerado do que há pior em Portugal. 
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.