«Nas áreas chave que o executivo propõe: saúde, educação e Segurança Social.Sobretudo nas pensões e subsídios porque é aí que está a maior fatia da despesa.Nos «excessos», como o número de deputados, gestores públicos, etc.
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
OS CORTES NUNCA PENSADOS QUANTO MAIS ANUNCIADOS!
SISTEMA JUDICIAL E SISTEMA POLÍTICO, O MESMO CANCRO
«Sou um deputado condenado por falar verdade», disse José Manuel Coelho na tribuna do parlamento madeirense.
O líder do PTP-M argumentou ter sido condenado pelas entidades judiciais por intervir em nome da «democracia» e acusou o Ministério Público e os tribunais de não o fazerem em relação ao «imaculado Alberto João Jardim que deixou a Madeira e os madeirenses na bancarrota».
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
JUÍZES QUE DITAM SENTENÇAS E RETIRADA DE FILHOS E POLÍCIAS QUE LANÇAM GAS PIMENTA CONTRA CRIANÇAS: QUE DESUMANIDADE CHEGOU AO PODER?
Juízes que ditam sentenças de retirada de filhos por pobreza; polícias que lançam gás pimenta contra crianças... que país é este? Que gente é esta a quem deram o poder da desumanidade?
GOVERNO SÓ CAI SE MAIORIA QUISER: ENGANA-SE SE O POVO, ENTRE ELE MUITO SOCIAL DEMOCRATA, O QUISER
A um governo usurpador da legitimidade; a um governo incompetente; fantoche; arrogante e criminoso o povo se levantará porque os limites da sua resistência e da destruição do seu futuro já foram ultrapassados.
LOBOS, OVELHAS E CAPITALISMO
O capitalismo em si, seja ele de estado ou
privado, não é um papão mas uma matriz dos nossos dias. O
que está em causa não é o capital, mas o seu uso e a sua não deriva para a
usura «sem coração.»
O seu controlo deve, no entanto e para não recuarmos a
tempos de capitalismo selvagem e inumano, ser feito amarrando-o a limites
razoáveis. Limites, que permitam a existência de regimes democráticos tão
iguais quanto possíveis, na diversidade, no esforço e no empenho, criando
sociedades inclusivas e paritárias com responsabilidade social.
A globalização facilitou, no entanto, a busca do lucro
por todo o planisfério de um modo mais agressivo obliterando o poder do povo
através do estado - a soberania.
A financeirização mundial está sempre à procura das
oportunidades mais rentáveis, para não se tornar «capital morto».
Já todos tínhamos percebido que o ataque colossal às
economias sobre pressão, tinha a ver - também - com o abocanhar de empresas
apetecíveis nos periféricos. Os «lobos» caçam hoje em manada, sempre à
espreita, à frente dos seus monitores coloridos. Os tostões não se jogam nas
«múltiplas bolsas», essas são deixadas para a produção, para o denominado transaccionável.
Aqui, jogam-se milhões, abocanham-se partes de pecúlios dos novos pobres
camponeses urbanos. Com a manipulação como objectivo (ontem mesmo com o
regresso de portugal aos mercados, empresa de rating afadigou-se rapidamente em
colocar nuvens negras sobre o estado económico da «ovelha portuguesa»),
a própria banca «derivou» os seus negócios para oportunidades bem mais
lucrativos do que construir bens materiais. A imaterialidade é bem mais
lucrativa; o custo de oportunidade faz parte da equação de ganho.
Este ataque colossal faz-nos lembrar o aumento
colossal de impostos de um novo profeta de academia. Um paradoxo tanto
maior, quanto se professa os ideais da necessidade da assumpção da
competitividade, que faz suspeitar por agendas e interesses escondidos, sejam
eles internacional - carreiristas, sejam eles motivados por mentes
excessivamente brilhantes: «impressionantes!?» é o termo mais
adequado e que se presta a duplicidades colossais.
Há na história da economia alemã «uma impressão» bem
vincada: uma matriz bem vincada de capitalismo forte e dominador. O interesse
de todos não converge, no entanto, quase sempre, com o interesse de poucos.
Com o crescimento da economia chinesa, os custos
emergentes e a sua internalização, o capital financeiro e industrial alemão,
agora robustecido por nova acumulação de capital de antigas economias emergentes,
volta-se novamente para a periferia. Termos como financeirização
ou acumulação de capital parecem provindas de ideários marxistas e
de manuais de economia política de estudantes de económicas do passado -
podendo mesmo confundir quem as profere. Mas não o são, já que o capitalismo,
verdadeiro leitmotiv do povo comum que aspira ao conforto da posse e ao
elevador social (que confunde quantas vezes com o material, mesmo quando não
abdica do confronto diário passivo da bola e da novela) já há muito os
incorporou.
Os custos acrescidos de uma sociedade em
enriquecimento e a ascensão de um patronato cada vez mais forte e cada vez
menos dependente do investimento externo na China e no denominado Terceiro
Mundo do passado, faz com que espaços de terciarização intensiva a ocidente colapsem
- para se «oferecerem» como novos espaços de arregimentação de investimento do transaccionável.
Desse modo, como noutras alturas da história, pressão
é feita sobre os custos laborais no sentido de criação de novas migrações de
capitais para as periferias menos longínquas dos centros financeiros mundiais.
A hora é de contracção de custos nas periferias, neste trade - off entre
remuneração do capital e remuneração de trabalho. Alguém (povos inteiros!) vai
ter de assegurar novas massas de trabalho a um capital que procura remunerações
mais atractivas.
A história do mundo sempre foi construída nessa
relação, nessa dicotomia do ser com o ter. O bom senso, no entanto, exige
equilíbrio, aquilo a que hoje se chama concertação.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
AVENÇA MENSAL DE ESTACIONAMENTO NO PORTO, UM SÓ NOME: ABECULIDADE, MONSTRUOSIDADE!
Não as gorduras do estado é o estado social. Não os energúmenos que se dizem políticos para bem da polis!
SILVA PENEDA, UM GIGANTE AO LADO DO ANÃO PASSOS
Vale a pena ler o que diz Silva Peneda. Um homem com visão e bom senso.
«Silva Peneda
"País não está preparado para reformas tão radicais"Cristina Oliveira da Silva
17/01/13 00:06
O relatório “é um factor de divergência e não de convergência o que, do ponto de vista de reformas, é sempre mau”, alerta o presidente do CES.O presidente do Conselho Económico e Social é crítico em relação ao relatório do Fundo Monetário Internacional sobre a reforma do Estado não só porque "ignora o que é a realidade portuguesa", mas também porque permite a leitura de que se trata de "um ataque ao Estado Social", uma vez que "não há uma análise mais completa e exaustiva da despesa social no seu todo, focaliza-se nos sectores Educação, Saúde e Segurança Social". Silva Peneda alerta ainda para os riscos que este tipo de reformas pode ter no consenso social e aponta o dedo ao método seguido pelo Executivo.As alternativas propostas pelo FMI põem em causa o Estado Social?São vários os pontos que aqui estão replicados. Temos de ver quais as condições de aplicabilidade. Há muita coisa que não é exequível. Dá ideia que o Estado Social é o responsável pela crise, quando não é verdade. O Estado Social é vítima da crise. Pensar que é pelos cortes do Estado Social que se vai resolver a crise é uma via errada.Há medidas que não devem ser tomadas?Por exemplo, fala-se de aproximar o sistema da Função Pública com o da Segurança Social, isto tem sido feito... Há muita coisa que é ignorada do ponto de vista real. Cerca de metade dos desempregados de hoje não recebe subsídio de desemprego. Pensar em cortar mais neste tipo de questões, em termos de acesso, não faz sentido. O desemprego é mais estrutural do que conjuntural. Este relatório, tal como foi apresentado e está concebido, é um factor de divergência e não de convergência o que, do ponto de vista de reformas, é sempre mau. As reacções que têm aparecido, a forma como isto apareceu, leva a que se acentuem mais as divergências.Que medidas devem ser postas em prática?Portugal é dos países que, em termos de projecção para o futuro, menos problema vai ter com as pensões. O relatório reconhece-o numa nota. O problema vem fundamentalmente do crescimento económico. Se houver crescimento económico, todos estes problemas acabam por se mitigar. As pessoas dizem que isto é um ataque ao Estado Social e o relatório permite essa leitura, provavelmente injusta, porque não há uma análise mais completa e exaustiva da despesa social no seu todo, focaliza-se nos sectores Educação, Saúde e Segurança Social.Porque não incluir outros sectores neste tipo de análise, como por exemplo, o Sector Empresarial do Estado, que é importante em termos de despesa pública?»Destas medidas há alguma que devia ser trazida ao terreno?Há muitas matérias que devem ser analisadas. O problema do aumento da idade da reforma e da aproximação entre a Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social... Mas surge a ideia de que haverá um corte nas pensões em termos nominativos, e isto pode levar a que os mais jovens achem que não vale a pena descontar; isto pode fomentar a fuga. Estas coisas têm de ser também pela criação de expectativas. É preciso ter muito cuidado. Espero que haja uma análise cuidada, sejam expurgadas as opções mais radicais, para concentrar se naquilo que deve ser incremental e mais consensual possível.As alterações que possam ser feitas devem incidir só nas futuras prestações ou o nível de poupança vai exigir efeitos nas actuais?Estamos a mexer em algo que tem a ver com um contrato que foi feito. É preciso cuidado. Não gostaria que fosse para trás. Mas não se pode isolar as questões e dizer que nas pensões temos de poupar X mil milhões. É errado partir desse pressuposto. Guardaria as pensões para último recurso. Não seria esse o primeiro ponto a atacar em termos de controlo da despesa.O problema do nosso país é retoma e crescimento económico.Não é prioritário mexer nas pensões...Não é um problema de ser prioritário, é um problema de opções políticas em termos de futuro.Defende que não se mexa aí?Estamos a jogar com fatalismos e tipo de números. Não vamos à génese do problema e como o podemos mitigar para não sermos obrigados a fazer cortes com esta dureza e brutalidade [quatro mil milhões].Haveria outras prestações a reformular?O que deve ser reformulado é a forma como o memorando com a ‘troika' está a ser feito. Não digo que não haja espaço para mexer [em prestações] no sentido da equidade, mas quando falamos em pensões, o grande esforço é nas pensões pequenas. Quando se fala em pensões milionárias, não sei se serão milionárias as pensões com três ou quatro mil euros, mas a percentagem de pessoas que tem isso é mínima. Estamos a falar de estratos sociais de níveis de rendimento muitíssimo baixos. E isso preocupa-me porque estamos a atingir os mais vulneráveis, que não têm defesa.Há prestações que poderiam ser mais equitativas?Há sempre espaço para melhorar e isso tem sido feito. Tem havido convergências e compromissos ao longo de vários governos, correntes políticas e ideológicas. Algumas propostas quebram esse tipo de compromisso.Teme que o Governo avance sem o consenso da concertação social?Espero bem que não, espero que haja um esforço para evitar isso. Aqui há muitas contradições. O próprio FMI e instituições internacionais elogiaram a última reforma feita na Segurança Social. E agora são os membros que vêm dizer que é preciso cortar... O grande objectivo é atingir um determinado número e, portanto, não há uma lógica consensual de futuro... É a pior maneira...Estas alterações podem conduzir a uma ruptura social?Interpreto este relatório como um relatório técnico. Depende da forma como o Governo o utilizar e o que vai sair daqui. Neste momento, estou perfeitamente convencido de que há aspectos que vão ser afastados liminarmente.Quais?Muitos destes cortes horizontais nas pensões, 20%...Esses cenários não vão acontecer?O país não está preparado para aceitar reformas tão radicais como essa e isso seria muito mau. É bom que haja um período de diálogo para que isto saia de forma tão equilibrada quanto possível.Uma ruptura dependeria da forma como o Governo conduzisse a questão e as medidas que adoptasse?É o próprio método... Começou mal... Ter uma instituição internacional, não haver uma posição do Governo já sobre isto...Como devia ter sido feito de base?Devia ter começado há mais tempo.E não com um relatório internacional?Não com um relatório internacional. Economistas convidados são bem vindos e têm análises e informação importante, não nego. Mas para começar uma negociação tem de haver uma primeira proposta, primeira abordagem, afastando algumas opções radicais que não têm qualquer hipótese.Considera que o Governo está mandatado para esta questão?Esse problema não se põe. O mandato para estudar e preparar decisões não existe. Nestas propostas mais radicais até se põe a hipótese de existirem problemas de inconstitucionalidade em algumas. O relatório ignora muito o que é a realidade portuguesa, a exemplo do próprio memorando da ‘troika'. Compete-nos a nós agora aproveitar o que pode ser aproveitado.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
ATÉ TU, ESLOVÉNIA!
«a reação de Janša faz lembrar um disco riscado. [...] Ninguém tinha chegado ao ponto de usurpar o Estado e de fazer os cidadãos reféns servindo-se deles para chantagear a vida política e a sua própria coligação. À semelhança do que aconteceu a 21 de dezembro, não será o fim do mundo se Janša se for embora, bem pelo contrário! Pode ser que se consiga um Governo capaz de utilizar o relatório com as conclusões do FMI publicado no passado mês de outubro e de dizer: “É verdade que nos enganámos e calculámos mal o impacto das medidas de austeridade no crescimento. Devíamos ter agido de outra maneira sem tanta pressa em relação à recuperação orçamental.”»
BAPTISTA BASTOS, UM GRANDE PORTUGUÊS
«Dizer-se, de Pedro Passos Coelho, que é muito corajoso traduz, unicamente, uma interpretação do homem e da sua circunstância: não traz mal ao mundo, e somente compromete o autor ou os autores da afirmação. Mas a "circunstância" é bem mais pesada e cruel do que a amável frase parece querer significar. Ortega discreteou, em lições proferidas em Lisboa, sobre os factos colaterais por ela obrigados, talvez para explicar a natureza das suas próprias opções. A coragem não é mensurável; porém, a coragem de quem é martirizado adquire uma dimensão mais significativa do que aquela dos dispensados de mau passadio.Reconhecendo a experiência de uma sociedade como a nossa, em que os conflitos não param de surgir, em extensão cada vez mais fatídica, as vozes de protesto contra esse comportamento, dito "corajoso", assumem a configuração de requisitórios. À lista juntam-se, agora, os nomes de Adriano Moreira, de recato e sensatez reconhecidos, e de Alfredo José de Sousa, provedor de Justiça, cujas funções tem exercido com extrema prudência. O que leva homens como estes a resistir à tentação irresponsável do silêncio é, creio, o apelo à consciência moral. E a noção dos perigos iminentes corridos pela pátria, já coberta de vexames e desfeitas desde que a "coragem" se tornou num veículo de hipocrisia e de dissolvência.A situação tornou-se insustentável. À dissipação do horizonte secular da esperança sucedeu-se um tempo sombrio, sem promessas nem sonhos. Estamos rodeados de economistas muito sábios, mas que têm reduzido o humano a gélidas equações, como se o poder fosse uma substância e não uma relação de identidade. A vida existe, com particulares qualidades éticas, para lá do discurso subjectivo do "mercado", que desleixa esses valores. Talvez seja oportuno gritar: "Não é só economia, estúpido!""Para viver, toda a Terra; para morrer, Portugal." Escreveu o padre António Vieira, moldando o País a uma demonstração de aflitos. Raramente fomos felizes, e a nossa literatura é um desfile de grandes angústias. Porém, sempre obtivemos uma certa independência, caracterizada por compromissos políticos e sociais. Desta vez, o ciclo é mais pesado e trágico. Constitui a expulsão de um todo: físico, espiritual, cultural e moral, como se poderosa amnésia se houvesse abatido nesses modos de entidade. Ser português, para estes senhores da "nova" ideologia, tornou-se num quase pecado que terá de ser punido com rude severidade. É isso que está em causa: a modificação radical do que somos, em nome de uma "normalização" que nos torne iguais aos outros e a todos. Um mundo tenebroso e negro, no qual a dança das culturas e das diversidades é absolutamente proibida. Um mundo dirigido por um poder distante e inacessível. Eis o que se nos propõe.»
Baptista Bastos
MOEDAS O OUTRO EX-GOLDMAN SACHS
«Carlos Moedas
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro
Carlos Moedas nasceu em Beja em 1970, tendo-se licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1993. Fez o último ano do curso na Ecole Nationale des Ponts et Chaussées de Paris e trabalhou até 1998 na área de engenharia para o grupo Suez Lyonnaise des Eaux, em França.
Obteve um MBA (Master in Business Administration) pela Harvard Business School (E.U.A.) em 2000. Regressou à Europa para trabalhar na área de fusões e aquisições no Banco de Investimento Goldman Sachs.»
CINISMO E HIPOCRISIA DA AUTORIDADE T
«Não se esqueça de que ao exigir sempre fatura está a prestar um importante serviço a Portugal e a cumprir um dos mais importantes deveres de cidadania. O seu papel é decisivo no combate à evasão fiscal. Se o cumprir, a AT faz o resto. Não colabore com a evasão, a fraude, a economia paralela e a corrupção do sistema.»
Hoje o excelso AT enviou-me isto no seu papel excelso de ética tributária. Pena que se esqueça de pedir isto aos BPN'S, BPP's, PPP'S desta vida e ao estado de partidos, num país onde nem há uma verdadeira contabilidade pública analítica e onde a manjedoura pública serve aos verdadeiros criminosos da coisa pública. E estes em grande medida vêm do mesmo sítio de onde se escolhem as múltiplas autoridades castradoras do cada vez mais longínquo desenvolvimento português.
A CRISE E OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS POR COSTA (ANTÓNIO DE SEU NOME)
Clap, Clap... aplausos e subscrição... na íntegra!
«...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
«...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de
pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que
viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função
das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em
função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi
proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes
económicos em função de uma política induzida pela União Europeia.
Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que
devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um
erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da
União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia
entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser
simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque
andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta
mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à
austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de
consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem
castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas
foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme
manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local
enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis,
fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe
juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos
sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade,
gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo.
Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas
e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de
Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de
Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um
rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos
estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus
tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos.
E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio
do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois,
enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos
antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que
renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida
pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e
poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe
política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o
regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à
austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se
anuncia."»
MOEDAS, COELHO, MOREIRA E OS MISERÁVEIS
Num país onde um passe de transporte (para vir trabalhar!) para quem mora na margem Sul custa 80€; onde a alimentação de um só elemento da família não custa menos de 150€; onde água, gás, electricidade não custa menos de 100€; onde a tudo isto se tem de acrescentar vestuário, calçado, ... pergunta-se: quem se esqueceu de ver os miseráveis?
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
PORQUE CARLOS COTTALLERI DIZ QUE É PREFERÍVEL AUSTERIDADE GRADUAL
Carlo Cottarelli, diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais do Fundo Monetário Internacional
A primeira mudança recente no pensamento do FMI ocorreu em 2008, no pico da crise financeira. "Houve um acontecimento ainda menos habitual nesse ano: o FMI, pela primeira vez, apelou a uma expansão orçamental. Isto foi novidade, pois a política monetária era, então, encarada como a ferramenta adequada para a resposta ao declínio da atividade económica", afirmou Cottarelli.Subitamente, o FMI virou keynesiano, apostou numa política orçamental expansionista "apesar do estado das finanças públicas em muitas economias desenvolvidas não ser particularmente bom", frisou. "Este era um mundo em que o livro relevante de estudo era "A Teoria Geral" de John Maynard Keynes", confessou o italiano em San Diego, quatro anos depois do sucedido. "Primeiro, sentiu-se que a magnitude do choque era tal que havia o risco das coisas ficarem fora de controlo - não se tratava de uma recessão normal. Em segundo lugar, percebeu-se que, apesar de a recessão ter nascido num boom do preço do imobiliário e de derivar de uma disfunção do sector financeiro, rapidamente se transformou num recessão na procura - uma recessão em que a falta de procura agregada estava a causar mais e mais declínio da atividade, e, como resultado, o desemprego estava a aumentar e crescia muita incerteza sobre as perspetivas económicas de futuro. Em terceiro lugar, entendeu-se que, com os mercados de crédito a não funcionarem adequadamente, a política monetária esgotou a sua margem com taxas de juro diretoras nominais perto de zero por cento".No calor do debate em San Diego, Cottarelli adiantou mesmo: "Tínhamos a ideia, claramente, que o dinheiro canalizado para os sectores de mais baixo rendimento tem um efeito multiplicador mais elevado. Esse era o tipo de estímulos que estávamos a recomendar em 2008 e 2009 - transferir dinheiro para os pobres"»
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
PEDRO ROSA MENDES E O REGIME DE INDIGÊNCIA COLECTIVA ASSINADA COM A TROIKA: A VISÃO DE UM HOMEM AO LADO DOS CEGOS
«O dogma de quem governa hoje em Lisboa é que não há alternativa ao regime de indigência colectiva assinado com a troika. O Orçamento de Estado português para 2013 é um marco histórico. Põe fim a uma época ao rasgar o contrato com uma sociedade que, após a Revolução dos Cravos, sonhou ser outra coisa do que aquilo que hoje, sem dó, a «Europa» lhe diz que é: já não o novo-rico entre os pobres mas o velho-pobre entre os ricos. O orçamento, corolário de uma inclemência ideológica lancinante, anuncia uma era de trevas. É o réquiem pela III República. É um orçamento que concretiza o desmantelamento acelerado do Estado social construído em e pela democracia. Isto, em si, não é apenas uma tragédia portuguesa mas, em primeiro lugar, um ruidoso fracasso europeu. Na construção como na demolição, os maiores sonhos e as maiores loucuras em Portugal têm e tiveram as oportunidades e os limites permitidos pelos interesses dos nossos fiéis amigos estrangeiros. Foi assim que tivemos o nosso império e que, acessoriamente, mantivemos o holograma a que chamamos a independência nacional.
Excerto do ensaio-manifesto «Portugal - finis terrae», de Pedro Rosa Mendes, publicado na edição de janeiro da LER.»
sábado, 5 de janeiro de 2013
PEDRO PINTO VERSUS MOTA AMARAL: A GORDURA INTELECTUAL DE UM GESTOR QUE NÃO O É EMBORA TENHA AJUDADO A AFUNDAR O METRO DE LISBOA VERSUS A SERIEDADE DE MOTA AMARAL
A má moeda versus a boa moeda. A burrice versus a inteligência. Sociais democratas sem facção avisam-no. A má moeda, cheia de gordura física e intelectual, no entanto, não gosta de ouvir. Um tribunal de gestão danosa para estes negocistas é imperioso.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
GOVERNO INIMIGO DO POVO, DOS AGENTES ECONÓMICOS E DE PORTUGAL: A ANTIDEMOCRACIA NA IDEOLOGIA E NA PRÁTICA
«A reforma do regime de facturação entrou em vigor a 1 de Janeiro (terça-feira), "sem excepções", como afirmou o Ministério das Finanças, sendo que a fiscalização do cumprimento das novas normas vai ser feita por equipas especiais da Autoridade Tributária (AT) logo no início do ano.
Os comerciantes queixaram-se das dificuldades que estão a ter em actualizar ou modificar os seus sistemas de pagamento em tempo útil e a CCP pediu tolerância ao Ministério de Vítor Gaspar para os comerciantes que comprovassem terem feito a encomenda dos novos equipamentos até 31 de Dezembro, evitando penalizações.
"Por parte do Ministério das Finanças, não houve qualquer resposta. Inclusivamente houve declarações públicas no sentido habitual de pura e simplesmente não ligar às preocupações das empresas", critica Vieira Lopes.
"Como existe, associado a este sistema, uma obrigatoriedade de comunicação em termos informáticos, independentemente das máquinas, as pessoas têm que testar o sistema, que não é neste momento claro. Prevemos que vá haver problemas técnicos nos primeiros meses com o sistema informático", adianta ainda o presidente da CCP, sublinhando que as dificuldades iniciais deviam bastar para justificar uma maior tolerância por parte do Executivo»
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
SUSANA ARAÚJO
«Em Portugal temos um excelente modelo governamental do que é governar sem ideias, governar através de números (“drawing by numbers”), colorindo a nação em tons de cinzento; um país já anémico pela sangradura social a que tem sido sujeito. Continuam a falar do bem da nação e a citar Camões, sem no entanto terem qualquer interesse em compreender, como de facto, a “dívida” será paga pelo cidadão comum nem quais serão os seus sacrifícios reais. O que representa a “dívida” para a mãe solteira que já tem longas dívidas no hospital porque lhe foi diagnosticada uma leucemia? O que representa ela para o pai de três filhos, desempregado, que vai voltar a emigrar para a Bélgica aos 53 anos de idade?; o que representa ela para o rapaz de dezoito anos que desistiu de estudar para trabalhar como guarda prisional? O que representa a dívida para a avó de seis netos que já vive a recibos verdes há duas décadas, trabalhando como costureira para uma cadeia internacional de ponto a vestir? O que representa a dívida para um país pobre, sujo, seco e sem lágrimas?»
domingo, 30 de dezembro de 2012
GRANDE PEDRO LAINS: FALTA EM DEMOCRACIA PUBLICAR BOLETINS SOBRE A SAÚDE DOS POLÍTICOS - E TODOS SABEMOS A QUE TIPO DE SAÚDE ELE SE REFERE
«...como "nas democracias avançadas de publicar boletins sobre a saúde" dos políticos»
sábado, 29 de dezembro de 2012
DE EDUARDO PITTA, DE JOSÉ VÍTOR MALHEIROS, ...
«José Vítor Malheiros, O ano em que Passos Coelho matou o Natal, hoje no Público, excertos, sublinhados meus (De Eduardo Pitta, Citação 426):
«[...] Tudo o que se esconde atrás desta mascarada de austeridade que Passos Coelho, Vítor Gaspar, Miguel Relvas e Mota Soares representam é desigualdade, favorecimento, empobrecimento, benefícios aos ricos, subserviência perante os fortes, despotismo perante os fracos, hipocrisia, descaramento, desumanidade. O contrário do que gostamos de pensar que é o espírito de Natal. Surpreende que um dos feriados eliminados não tenha sido o Natal, tal é a sanha anti-humanista dos rufias no poder. [...] O que fazer quando um primeiro-ministro tem uma tal desfaçatez que acusa no Parlamento uma deputada de dizer falsidades, em tom intimidatório, quando esta cita uma declaração sua, feita meses antes, no mesmo Parlamento e que todo o país viu e ouviu? O que fazer quando se tem um Miguel Relvas no Governo? [...] O que fazer enfim quando se tem um primeiro-ministro tão escassamente instruído, tão infantilmente birrento, tão desprovido de consciência social quanto de competências sociais, tão determinado quanto aos fins, tão indiferente quanto aos meios e tão flexível quanto aos princípios? O que fazer quando se tem um primeiro-ministro tão indiferente a Portugal e aos portugueses e tão subserviente perante poderes estrangeiros? No quadro constitucional português, a instância a quem cabe resolver este nó górdio é o Presidente da República. Mas o que fazer quando este está demasiado ocupado a comer bolo-rei? Vamos perder a vida e o futuro e a liberdade por delicadeza, como no poema de Rimbaud?
PS para PPC: Rimbaud é um poeta francês, mas não se incomode a ler. Leia antes Lettres et le Néon, um livro sobre publicidade do seu filósofo de cabeceira, Jean-Paul Sartre, que tem certamente na prateleira dos livros.»
MENSAGEM A GASPAR, O BURRO, E AO SEU AFILHADO, PASSOS!
«A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional afirmou ao jornal alemão "Die Zeit" que a consolidação orçamental "não deve acontecer ao mesmo ritmo em todo o lado" na zona euro e que a organização passou a dar mais atenção às "consequências potenciais de reduções de défice excessivamente rápidas".»
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)10:34 Sábado, 29 de dezembro de 2012
EXEMPLO ISLANDÊS (BANQUEIROS CONDENADOS POR EMPRÉSTIMOS FRAUDULENTOS): DE QUE É FEITA A MAGISTRATURA PORTUGUESA?
«Banqueiros islandeses condenados a 9 meses de prisão
Tribunal condenou dois banqueiros por terem autorizado empréstimos fraudulentos antes da crise»
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O COMBATE DO XIX GOVERNO CONTRA A BUROCRACIA, OS CUSTOS E PELA COMPETITIVIDADE
«Pequeno comércio obrigado a comprar registadoras novas
Associações queixam-se da burocracia e despesas implicadas pelas novas regras de faturação»
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
PORTUGAL: UM ESTADO FALHADO DE LADRÕES? DOIS RESPONSÁVEIS, UM SISTEMA!
«Nogueira Leite decidiu sair da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pelo facto de não concordar com a gestão do banco.
O jornal «Público» noticia que uma das razões da demissão de Nogueira Leite foi o facto do presidente da Caixa, José de Matos, ignorar denúncias de alegados ilícitos criminais cometidos no passado por diretores que ainda estão em funções na instituição.
Entre os alegados atos ilícitos estão roubos, falta de rigor na aquisição de equipamento de segurança, crimes de coação e corrupção envolvendo altos quadros do banco público.
Nogueira Leite, que estava no grupo CGD há mais de um ano, apresentou a demissão há uma semana»
MOVIMENTO PARA A CRIMINALIZAÇÃO DOS VENDILHÕES DOS BENS PÚBLICOS VIA PRIVATIZAÇÕES
A ANA está prestes a ser vendida.
Monopólio estratégico para Portugal, um governo indigno, não representativo e tomado por uma «seita partidária» que se diz social democrata prepara-se para alienar mais um sector estratégico.
Em pouco mais de cinco anos, a empresa que ficará com os aeroportos de portugal recuperará todo o capital investido na privatização, restando 45 anos de lucros - que no actual quadro de parasitagem fiscal mundial, à imagem do capital que procura lugares mais apetecidos, significa um capitalismo selvagem sem consciência social.
Que legado deixaremos aos nossos filhos, nesta partilha desigual que alguns andam a forjar para benefícios imediatos?
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