«Cavaco Silva condecora Santana Lopes
O ex-primeiro-ministro era o único antigo chefe de Governo que não tinha sido ainda agraciado»
Muito bom!
Obviamente que só no ensino é que há quotas. Elite Portuguesa dixit!
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
«Cavaco Silva condecora Santana Lopes
O ex-primeiro-ministro era o único antigo chefe de Governo que não tinha sido ainda agraciado»
Candidato Vítor Constâncio examinado no Parlamento Europeu
«Portugal está a sangrar e a perder recursos a um ritmo elevado. O risco de uma morte lenta é elevado», diz a Moody's no seu relatório sobre a dívida soberana dos países europeus, divulgado esta quarta-feira.
Para a Moody`s, Portugal e Grécia são «dois exemplos de países que exibem uma baixa competitividade estrutural» na Zona Euro, reflectida nos défices externos muito elevados.
O cenário é alarmista e, embora exclua a possibilidade de «morte súbita», considera provável uma «morte lenta» já que esta falta de competitividade pode resultar numa «sangria do potencial de crescimento». Esta, por sua vez, vai levar a um «aumento dos impostos se a situação não se inverter», pode ler-se no mesmo documento.
O aumento da carga fiscal é, no entanto, criticado pela casa de «rating» que considera que «impostos mais elevados podem sufocar o investimento e o potencial económico e resultar na emigração dos segmentos mais abastados e flexíveis da economia».
Universidades «merecem» os 100 milhões, diz Sócrates. «Contrato de confiança» surge em resultados do esforço de poupança dos últimos quatro anos.
Carrosséis: «Isto é que é segurança? Nós não queríamos isto»
Associação Portuguesa de Empresários de Diversão descontente com o texto do Ministério da Economia
«Até que a voz me doa!...
Em artigo hoje no Público, o Prof. Campos e Cunha faz-se eco de um estudo recente (tem uma semana...) de um macroeconomista, Prof. Rogoff, que abrangeu 44 países, num período de 200 anos, em que demonstrava que as economias mais endividadas, em termos de dívida pública, eram as que menos cresciam. Também tinha estudado o caso português, nos últimos 150 anos: quando o nível de dívida pública estava abaixo dos 30%, a economia tinha um crescimento médio de 4,8%; quando se situava entre os 30% e os 60%, a economia crescia 2,5%; e quando o nível de dívida pública estava entre os 60% e os 90%, a economia crescia 1,4% ao ano. Não foi estudado o efeito do crescimento com dívida pública superior a 90% do PIB, porque tal nunca aconteceu. Estamos agora a caminho!... Ressalvando alguma imprecisão estatística para os períodos mais recuados, a conclusão não poderia ser outra.
Como é óbvio e neste Blog não nos cansamos de referir, mais endividamento significa mais impostos, agora e no futuro. Mais endividamento significa maiores custos financeiros, agora e no futuro, por força da deterioração de risco do país.
Mais impostos e maiores custos coarctam o investimento e a vontade de investir. Sem investimento, não há crescimento, ponto final.
Ao nosso nível, temos vindo persistentemente a chamar a atenção para esta realidade. Mesmo não sendo um macroeconomista, e talvez por isso, estudei o comportamento da evolução da Despesa pública e do PIB nos 27 países da EU, conclusões que constam do post sobre o mito da despesa pública como dinamizadora da economia. Sinteticamente, as conclusões eram as seguintes:
-Ao menor peso de despesa pública correspondeu o maior crescimento do PIB
-Ao maior peso de despesa pública, correspondeu o menor crescimento do PIB
-Ao peso intermédio da despesa pública, correspondeu um crescimento intermédio do PIB.
-Mas, mesmo que não se concorde com estas conclusões, uma, a mais minimalista, é inegável: a de que a despesa pública não foi factor de crescimento nos países da UE27.
É de saudar os economistas que já vão acordando e deixaram de sonhar que a realidade de hoje reproduz a realidade de Keynes, em que o peso da Despesa Pública não atingia sequer os 10% do PIB e a carga fiscal não tinha qualquer comparação com a de agora.
E alguns até se apresentam como campeões da descoberta. Não faz mal. Tirando a presunção de uns e o oportunismo de outros, vieram ter ao caminho certo.»
A cacha do Diabo "políticos gastam-nos mil milhões em carros" mesmo parecendo excessiva, tem a virtude de reconduzir a política e os seus agentes à sua verdadeira dimensão: quem lhes paga os ordenados e as mordomias somos nós, por isso basta de arrogância e autoritarismo! Reversão, já, de atitudes e comportamentos. Respeitinho e subserviência com ... os cidadãos! «Inês de Medeiros com estatuto privilegiado». Inês de Medeiros, deputada por Lisboa mas residente em Paris, poderá ter um estatuto equiparado aos deputados pelo círculo da Europa, com viagens pagas à cidade de residência.»
«... Nos últimos anos a coberto de uma falsa ideia de modernidade e de normativas europeias, instalaram-se um conjunto de agências fiscalizadoras, que ao contrário do acontece noutros países, exercem uma acção repressiva e intimidatória sobre as empresas, não raramente para além da legalidade, e que são na prática mais um desincentivo ao trabalho e ao empreendedorismo.
Basta falar com os empresários, para conhecer os casos concretos.
As fiscalizações tornaram-se autênticos raides militares, com cercos de instalações, agentes armados e encapuçados, ameaças físicas e de encerramento dos negócios, penhoras de contas bancárias, exigências ridículas, prepotências, etc…
Em vez de exercer uma fiscalização pedagógica e construtiva, promotora de mais qualidade e modernidade, as empresas são “atacadas” simultaneamente por grupos de fiscais das finanças, inspecção do trabalho, Asae, serviços de estrangeiros, pondo em causa o trabalho de uma vida de muitas empresas
que lutam diariamente para sobreviver.
A esta acção destruidora e desmoralizadora, acresce o drama de que muitas das leis e regulamentos que suportam estas investidas, não são exequíveis, não são claras, e quando os agentes económicos procuram esclarecer as suas obrigações, nem as ditas agências fiscalizadoras sabem ou querem informar, nem os advogados conseguem dar garantias de protecção jurídica, dada a situação de morosidade da justiça e a imprevisibiliade das sentenças judiciais.
Tudo isto gera um ecosistema hostil para as empresas e os investidores em que a insegurança jurídica e a atitude da administração são os primeiros desencorajadores do investimento de qualidade.
É claro que para alguns, a coberto de protecções várias e boas relações, este ambiente é propício e estão “como peixe na água”.
Pergunta-me que solução proponho.
Sem querer ter a solução mágica, penso que:
O fim dos excessos legislativos e da ignorância de quem legisla sobre a realidade seria um grande passo em frente.
Uma mudança da atitude dos agentes administrativos, no sentido de servir as actividades económicas e os cidadãos em vez da atitude contrária.
Uma reforma do sistema judicial, que dê aos cidadãos na prática o direito de se defenderem dos abusos.
O restabelecimento do princípio de que o que não é proibido é permitido.
E quanto à liberalização penso que deve ser a regra e não a excepção.
Na prática o que estamos a fazer é liberalizar para os que deliberada e impunemente não cumprem a lei, e afastar os que querem trabalhar de forma séria e numa optica de longo prazo.» por Ricardo Saramago no blog da SEDES.