sábado, 17 de abril de 2010

OS LADRÕES DO ESTADO SOCIAL

Terceira etapa da grande crise: a Grécia em toda parte


Terceira etapa da grande crise: a Grécia em toda parte
À sombra da crise financeira, floresce sobretudo na Europa o negócio com a dívida pública. Os Estados são os melhores devedores que um credor pode desejar. A lógica é perversa e beira o surrealismo. Nos últimos meses, o Banco Central Europeu inundou os bancos europeus com créditos baratos, negando-se ao mesmo tempo a emprestar dinheiro a Estados membros em dificuldade. Os bancos europeus – a começar pelos alemães – tomaram empréstimos do BCE a juros ínfimos para oferecê-los como empréstimos ao Estado grego com taxas de juro elevadíssimas. Ao mesmo tempo, como resposta à crise, propõe novas “reformas” neoliberais. O artigo é de Michael Krätke
Michael Krätke – Sin Permiso
Como era previsível, à crise bancária e financeira não tardou em seguir a crise econômica mundial. E a elas vem somar-se agora a crise das finanças públicas, terceira etapa da Grande Crise. Dívida, culpa e expiação, uma luta encarniçada: os cidadãos devem subsidiar o generoso resgate dos bancos. As dívidas públicas ampliadas aceleradamente são usadas para alimentar essa lógica. Alguns pequenos povos – os islandeses no Norte, os gregos no Sul – tentam resistir a este absurdo dominante e se negam a pagar pela crise. Do dia para a noite, as dívidas de terceiros se converteram em problema de todos.
De acordo com as últimas cifras do FMI, cinco dos Estados do G-8 têm um déficit público superior a 100% do PIB, com o Japão (200%) liderando esse ranking. Alemanha e Canadá, até aqui, estão abaixo do patamar dos 100%. Já os membros da União Européia – Espanha, Portugal, Itália e Grécia – estão beirando esse limite ou já o ultrapassaram. Nunca antes em tempos de paz o déficit público havia subido de maneira tão extrema nos países capitalistas desenvolvidos como vem ocorrendo agora desde o início da crise financeira mundial, no final de2007.
Somente em 2009, os títulos de obrigações emitidos pela República Federal da Alemanha cresceram até alcançar a cifra de 1,6 trilhão de euros. Só em 1995, quando se fizeram sentir de verdade pela primeira vez os custos da reunificação, o salto da dívida pública alemã registrou um salto maior. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o nível médio dos déficits públicos chegou a alcançar cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) e, em poucos anos, poderia rebaixar de maneira generalizada a marca dos 100%. A Grécia está em todas as partes.
Os economistas estão fortemente divididos em matéria de dívida pública. Um Estado que contrai pouca dívida pública compromete o futuro; um Estado com demasiados credores arruína a economia nacional. Na Alemanha, como em todos os países governados por neoliberais, impera o dogma segundo o qual as dívidas públicas são um mal em si mesmas, levam à inflação, a uma carga fiscal exorbitante e à bancarrota do Estado. Tentam fazer esquecer, contando para isso com todo o poder dos meios de comunicação, a conexão entre crise financeira, socorro bancários e explosão da dívida pública. Em troca, entoam a cantilena do arrocho e dos cortes com o refrão do “Estado social insustentável”.
Não há razão para o pânico. Nenhum Estado europeu tem que ir à falência. Tampouco os gregos devem devolver esses quase 300 bilhões de euros (cerca de 130% de seu PIB), mas sim devem limitar-se ao refinanciamento regular, isto é, ir substituindo regularmente as velhas dívidas por dívida nova. Em princípio, isso não deveria representar o menor problema. O Estado, dotado de monopólio fiscal e monetário, é o melhor devedor. Ao contrário dos grandes bancos, só pode quebrar quando toda a economia nacional está arruinada. Mas, apesar da crise, isso não pode ocorrer em nenhum lugar da União Européia.
Quanto mais crescem as dívidas dos Estados, mais se coloca dívida pública em alguns mercados financeiros que, em geral, estão ávidos em comprá-las, inclusive com ganhos de cotização, porque os empréstimos oferecidos estão super valorizados. Nem a Grécia teve problemas no início do ano para colocar o triplo da dívida nos mercados financeiros. No conjunto da União Européia, emitiram-se em 2008 mais de 650 bilhões de euros de dívida pública. Em 2009, foram mais de 900 bilhões. Em 2010, segundo as estimativas mais prudentes, esse valor chegará a 1,1 trilhão de euros.
O conjunto dos Estados da União Européia já tem mais de 8 trilhões de dólares inscritos como dívida pública. Os EUA os acompanham com mais de 2,3 trilhões de dólares de dívida pública fresca. O negócio com os títulos de dívida pública floresce como nunca. Por que, então, a inquietude nos mercados financeiros? Por que a repentina preocupação com as dívidas da Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda? De onde vem o medo de uma bancarrota pública na qual, manifestamente, os mercados financeiros não acreditam nem um pouco? Agora como antes, os pacotes de dívida pública grega, espanhola e portuguesa são comprados com pães quentes saídos do forno; são tão desejados quanto os títulos públicos alemães. Naturalmente, com suculentas cobranças pelo risco, o que torna ainda mais rentável o negócio com esses pacotes.
A dívida pública é mais velha que o capitalismo moderno. A bancarrota do Estado foi outrora – antes do descobrimento do déficit público permanente – um meio bm provado de que se serviam os governantes para submeter seus credores, que se vingavam com juros exorbitantes. Em nossos dias, a falsa demagogia sobre os perigos da bancarrota pública é um meio sumamente efetivo de submeter governos, povos e nações pretensamente soberanos aos interesses dos mercados financeiros. Se o crédito de um Estado é posto efetivamente em dúvida, isso serve sobretudo aos credores e, hoje em dia, a regra geral é que os credores não são outros Estados, mas sim investidores privados, bancos, companhias seguradoras e fundos. Uma parte considerável da riqueza de uma nação vai parar em seus bolsos.
As meras taxas de déficit e de dívida pública pouco dizem sobre o risco efetivo do devedor. Obviamente, os leigos em economia que formam a classe política adoram essas taxas, porque elas desviam a atenção das verdadeiras debilidades da economia nacional (por exemplo, no caso da Alemanha, a extrema dependência das exportações). Também se simplificam de muito bom grado os tipos de juros, a relação entre as receitas fiscais anuais e os juros pagos anualmente. Quando, como ocorre agora na Grécia, as receitas fiscais caem, então os tipos de juros sobem rapidamente até 30 ou 40%. Quando isso ocorre, ou seja, quando o serviço da dívida gera um rombo no orçamento público, o país afetado cai, efetivamente, na armadilha devedora. Para evitá-la é preciso reduzir a carga de juros. Uma comunidade como a formada pelos euro-países poderia conseguir isso de maneira mais simples, fortalecendo a credibilidade de um membro como a Grécia sem necessidade de aumentar a pressão de sua dívida pública. Com isso, seriam desfeitas todas as necessidades populistas de Merkel e companhia.
Foram e seguem sendo os bancos – no caso, os europeus – os compradores da dívida pública grega, os controladores da mesma e os principais responsáveis por sua crise financeira: seguradoras e institutos bancários franceses, suíços e alemães são os principais credores, seguidos de longe por bancos britânicos e estadunidenses. Os bancos portugueses possuem quase tanta dívida pública grega quanto os dos EUA.
Não resta dúvida: os déficits públicos podem ser enxugados com uma vigorosa inflação que desvalorize os títulos da dívida e reduza os juros nominais que o Estado tem que pagar por esses títulos. Mas, para ajudar no curto prazo, a inflação teria que ser galopante. Apesar de uma dívida pública crescente em escala planetária, isso é agora praticamente impossível, pois, dado que existem supercapacidades estruturais em praticamente todos os ramos da economia, os preços podem apenas levantar a cabeça. Por ora, o impulsionador dos preços é o Estado e algumas grandes corporações empresariais capazes de controlar a energia e os recursos. E isso não basta para uma hiperinflação.
Que saída resta então? Pois bem, por uma vez só e para variar um pouco, por que não proceder com bom juízo em vez de adotar zelo dogmático e tendência populista? Seria possível ajudar o povo grego de modo simples e efetivo sem aumentar um centavo a dívida pública do país. Por exemplo, com eurobônus ou créditos do Banco Central Europeu (BCE). Bastaria agarrar-se à regra extraordinária que permite que os bancos centrais da Zona Euro aceitem dívida pública e obrigações da Grécia e de outros países.
Para evitar crises deste tipo no futuro faria mais sentido mudar as regras. Não tem nenhuma lógica econômica que os estatutos do BCE proíbam comprar e possuir dívida pública dos países membros da Zona do Euro. Conforme essa regra absurda, o BCE inundou nos últimos meses os bancos europeus com créditos baratos, negando-se ao mesmo tempo a emprestar dinheiro a Estados membros. Ao invés disso, os bancos europeus – a começar pelos alemães – tomaram empréstimos do BCE a juros ínfimos para oferecê-los como empréstimos ao Estado grego com taxas de juro elevadíssimas. Bonito negócio. Ackerman (1) e companhia estão fascinados.
Não se trata só de necessidade; a coisa tem método. Com o medo da bancarrota pública e a ameaça de um caos monetário em caso de queda do euro, promovem-se novas “reformas” neoliberais. Na Espanha, Itália, Portugal e Inglaterra; a ordem do dia é a aposentadoria aos 67 anos. Em toda parte elas impõem aos cidadãos comuns – não aos proprietários de capital e de patrimônio – drásticos aumentos de impostos. Por toda parte se cortam serviços públicos, se reduz o setor público. Impulsionada agora pela situação de suposta emergência financeira do Estado, avança-se irresponsavelmente na privatização da propriedade pública. Os gregos são massacrados, os portugueses são torrados; as facas contra a Espanha perfilam-se com zelo digno da melhor causa. De te fabula narratur (A história fala de ti).
(1) Josef Ackerman é o presidente executivo do Deutsche Bank, o principal banco privado alemão.
(*) Michael R. Krätke, membro do Conselho Editorial de Sinpermiso, é professor de Política Econômica e Direito Tributário na Universidade de Amsterdan, investigador associado ao Instituto Internacional de História Social dessa mesma cidade e catedrático de Economia Política e diretor do Instituto de Estudos Superiores da Universidade de Lancaster, na Inglaterra.
Tradução: Katarina Peixoto
Fonte: Carta Maior

LOST IN EUROPE OU PIQUENIQUE PELA EUROPA

«Ficar em Praga a ouvir mais umas verdades do homólogo da Rep. Checa? É claro que não... Como sugestão venha com calma a reflectir sobre as palavras do seu homólogo e tenha vergonha e execute o que for necessário para limpar o Estado corrupto que nos rodeia...ah! sacrifícios são para todos, pelo que não se esqueça de rever o orçamento da Presidência da República...» ...de um cidadão de Portugal.
No SAPO encontrei esta comentário pérola de um nosso compatriota, daqueles que muito bem já aziam e regurgitam a política e os políticos à Portuguesa por todos os poros. 
Cavaco, no entanto, o meu outrora Presidente,  lost in Europe, piquenicando pela mesma, que levado, levado por um povo habituado a coices e pouco exigente irá nas brumas e ao colo do mesmo numa próxima candidatura, já muito perto de nós, qual prémio e exigência da sua Maria e da empresa socialista da Eurosinfluênciasondagens, poderá entretanto, a cores e ao vivo, percorrer esta nossa Europa com tempo para perceber que se o Sol é nosso, a verdadeira democracia como o verdadeiro artista, não moram por estas paragens. 

MINISTRO NEM QUE SEJA POR UM DIA

Terrivelmente irritante é a ambição do mexilhão. Não de quem faz disso apelido como o Mexia, mas o mexilhão que em dada altura da vida se quer fazer Ministro e provar do saboroso sabor do poder dos Yes Ministers.

E que em melhor hora chegou para justificar o TGV de Sócas e do seu novo pupilo, o Mendonça que já se aborrecia na Academia e que queria a toda a força, mesmo negando a menina dos seus olhos, a Ciência Económica e os limites do endividamento, numa experiência para ficar na história!

IDEIAS FORTES EM ORTOGRAFIA LASSA

A leitura de alguma coisinhas de Seixas da Costa revela-se útil pelo conhecimento e dimensão do autor. Um pequeno excerto de algumas das suas intervenções são manifestamente interessantes.

«É que, no primeiro caso, estamos no “safe side”: salvo alguns auto-excluídos por viés ideológico, o compreensível apreço pelo laço transatlântico é um dado comum a uma larga faixa da opinião portuguesa que se interessa por este tipo de coisas. Já no segundo caso – a Europa –, as sensibilidades internas são diversas, comportam nuances e estão mais sujeitas a variações de humores de conjuntura. Além disso, outros terrenos em que poderíamos especular sobre a nossa projeção de interesses – África, Brasil, Mediterrâneo – incorporam variáveis tão incontroláveis que, em geral, acabam apenas por ser objeto da repetição de uma “langue de bois” que conforta os espíritos para quem a política externa se resume à reiteração do discurso diplomático tradicional.»
Mas, curiosamente, lido factualmente o texto, perdão fatualmente, o que mais me chamou a atenção foi o cuidado posto na execução do novo acordo ortográfico. Ofício oblige, talvez, mas o que mais me preocupou foi a sensação que a nova escrita, objeto em lugar de objecto, essa golpada de ar de grande dimensão, tirará ainda mais força à nossa já depauperada força e tornar-nos-à cada vez mais asténicos e arrastados.

O DESBOCADO PRESIDENTE VACLAV

A propósito da deselegância do desbocado Checo Vaclav.

É verdade: é feio, pouco simpático e difícil de digerir estas quase verdades!

Mas no vórtice desta nossa santa terrinha, onde se conjuga hipocrisia, ganância, iliteracia e uma arrogância elitista muito composta, onde dizer a verdade e a esconder na hipocrisia reinante está a um passo do palco momentâneo, esquecemo-nos que a verdade é dolorosa mas é revolucionária.
A este propósito estava a comparar os índices de Gini da impoluta República Portuguesa e da poluta República Checa e pasmei: não é que República Checa há só uma e República Portuguesa há pelo menos duas! 
Como dizia uma deputada Brasileira no seu palco preferido: a corrupção está nos genes do político Brasileiro! 
Pudessem eles ter sido descendentes de Checos!

A CINZA E AS NUVENS DA HISTÓRIA

Num tempo e espaço de cinzas destes vulcões que reflectem o mau humor da terra com os seus maiores predadores, na altura em que analiso localismos globalizados e globalismos localizados, preocupa-me cada vez mais as nuvens que nos toldam o juízo interno.

Os fumos de corrupção, a decadência, a indiferença, a falta de reverência, a acomodação o "é a vida de toda uma geração", que nos abate e deprime.

Vale-me olhar para os meus antepassados e entre estóicos heróis governadores da Índia e do Brasil perceber,que afastadas pelas nuvens da espuma dos séculos, e dias, a indiferença, a falta de reverência, a acomodação, o "é a vida de toda uma geração" daqueles illo tempores, já se desvaneceram em nuvens de cinza.

SEAJACKING, BALANÇO

«V. Bilan des attaques (source : BMI / Ecoterra)
Hausse très nette en 2008 et 2009. Le bilan de la piraterie est régulièrement effectué par le Bureau maritime international (BMI).

• En 2008, le nombre des actes de piraterie dans la région du Golfe d’Aden a explosé (il a été multiplié par trois par rapport à 2007). Selon le BMI, 111 navires ont été attaqués au large de la Somalie (mer rouge et Golfe d’Aden) et 43 détournés. A cela il faut ajouter 17 attaques dans l’Océan indien (Tanzanie, Kenya, Seychelles). Soit 128 attaques dans la zone. L'ONG Ecoterra a recensé 134 incidents (incluant tentatives et attaques avortées) dont 49 ont réussi par une capture du navire.

• En 2009, l’escalade continue. Pour le seul premier trimestre 2009, on recense 114 bateaux attaqués et 29 saisis. Avec un renforcement notable du danger autour des Seychelles et de l’Océan indien : une attaque sur deux ou trois se produit dorénavant dans cette zone. Début octobre, selon Ecoterra, il y avait 173 attaques avec 49 "sea-jackings". Lire le bilan à fin septembre 2009
NB : Le nombre de bateaux détenus par les pirates évoluent au gré des prises et des négociations de rançons : entre 10 et 20 navires et plus de 200 membres d'équipage en otage durant l'année 2009. Largement moins (4 navires) à la fin de l'été 2009,  (lire opération déstockage), 8 environ fin octobre 2009 (après la fin de la mousson et la reprise des attaques).

VI. Bilan financier (source : assureurs / agences de presse) • Le montant cumulé des rançons pourrait atteindre, au total, selon les estimations, entre 30 et 150 millions de $.
80 millions de dollars de rançon ont été versés en 2008, d'après les assureurs.

Bilan de la CTF 151. Ce bilan est sensiblement différent de celui que je dresse et de celui du BMI. Mais il se recoupe en bonne partie et est complémentaire, au moins sur les pirates libérés et les armes saisis (établi au 28 mai 2009).
Pour la période 26 août 2008 - 28 mai 2009:
• 443 pirates encountered
• 212 released
• 184 turned over for prosecution
• 8 killed; 39 pending
• 26 pirate vessels destroyed; 12 pirate vessels confiscated
• 189 small arms, 39 RPGs, 80 RPG projectiles confiscated

Attaques pirates (2009) : 115 piracy events. 27 successful attacks, 85 unsuccessful attacks.
Attaques pirates (2008) : 122 piracy events: 0.37 % of overall traffic. 42 successful attacks, 80 unsuccessful attacks.»

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A CHINA E A UNIÃO EUROPEIA

“Nós somos como os prisioneiros… Nós não temos uma vida, apenas o trabalho!”

É aqui que se joga o futuro da União Europeia? Sabendo nós que metade das empresas exportadoras Chinesas são de empresas de origem Europeia e Americana, há que perguntar à locomotiva Europeia. É assim que vocês liquidam a produção industrial nos países vossos parceiros Europeus? É esta a União que querem? Baseada no vosso tecido empresarial que explora trabalhadores na China, liquida os nossos tecidos empresariais e falha na coesão e solidariedade?

O PORTUGUÊS OCO DAS EUROSONDAGENS: BURRO MAS ETERNAMENTE SOLIDÁRIO!

Poderá cair o Carmo e a Trindade, o default da República Portuguesa, a descoberta de dezenas ou centenas de milhões de euros nas contas de governantes, EM OFFSHORES. Tudo poderá acontecer que alguns Portugueses gostam e pedem mais: socialistas uma vez, camaradas e socialistas para todo o sempre.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DE SÓCRATES

«Face Oculta: escutas de Sócrates já foram destruídas»
 
Há uns anos Isaltino dizia: Oeiras vale a pena!
Hoje Sócrates diz: Portugal vale a pena!

TAXAÇÃO DAS MAIS VALIAS EM 2O%. OUTRO TIRO NOS PÉS DAS EMPRESAS MORIBUNDAS.

Mais um tiro no porta - aviões Português. Taxar as mais valias a 20%, num mercado que não compara com os outros mercados, destruindo por motivos demagógicos alguma discriminação positiva? E a seguir querer privatizar? Idiotas!
O Bloco de Esquerda aplaude, aplaudirá quando o mercado de capitais se afundar ainda mais? O Presidente do Euronext, Athayde Marques, avisa. Alguém da corporação do sabemos tudo e nunca nos enganamos o ouve? 
Vieira da Silva, esse ministro economicamente morto,  indignava-se, ontem, com José Gomes Ferreira pelas críticas deste último, considerando que toda a decadência Portuguesa está na ponta da crise. Tudo? E em nada eles ajudam? Ler a peça do 31 da Armada onde se destacam as palavras: alternativa, fundamentalismo patológico, vantagens competitivas, poupanças, privatizações, fuga de capitais.

«Foi ontem adiada a propostas do Bloco de Esquerda de tributação das mais valias. Adiada, mas por maus motivos.

A tributação das mais valias bolsistas é uma aspiração antiga da extrema esquerda que nunca compreendeu o capitalismo nem a função do mercado de capitais. Nunca percebeu que o mercado de capitais fomenta o investimento e é uma alternativa ao sector financeiro no que se trata do financiamento de longo prazo das empresas. Nesta acção, ao que parece,  o PS aderiu.

Neste momento, é um dos poucos mecanismos fiscais onde Portugal tem alguma competitividade fiscal. No entanto, existe entre os nossos burocratas da esquerda,  um fundamentalismo patológico e quase doentio para acabar com tudo aquilo que sejam vantagens competitivas do nosso País quando comparados com a concorrência.

Ao contrario daquilo que a demagogia do Bloco de Esquerda possa transparecer, esta medida destina-se apenas a retirar benefícios e vantagens á classe média. As empresas, ( ou os grandes capitalistas como eles lhes chamam)  fiscalmente eficientes, via SGPS, não serão afectados pela medida, já que a base de incidência são apenas as famílias. São mais de 1 milhão e meio de famílias ou indivíduos que possuem poupanças aplicadas no mercado de capitais e que o fazem numa perspectiva de longo prazo.  O Bloco confunde especulação com poupança como confunde ricos com classe média. Da mesma forma não percebe que a remuneração tem uma expectativa directa com o risco assumido.  Se o tivesse percebido, não teria proposto que a base do imposto fosse o saldo entre as mais valias e as menos valias apuradas.

No PEC estão considerados cerca de 6 mil milhões de Euros de privatizações. Estas têm e devem ser feitas via pequenos investidores no mercado de capitais, as famílias - a classe média. No mínimo exigia-se um pouco mais de prudência e bom senso contra a demagogia quase estrutural que se instalou na sociedade Portuguesa.  Depois queixem-se que há capitais portugueses no estrangeiro. Não é por acaso.(31 da Armada)»

sábado, 10 de abril de 2010

MORTE EM KATYN

Há verdadeiras maldições no livro dos homens!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

JULIUS MALEMA, O APRENDIZ DE BOKASSA, E OS RESQUÍCIOS DE TERREBLANCHE



África do Sul, definitivamente o próximo Zimbabwe. Definitivamente, também, o racismo anda no ar! 
Nuns caso mudou de campo, noutros mantêm-se no mesmo. Este "senhor", Julius Malema, não é definitivamente do mesmo estofo do grande Mandela, aparecendo mais como um aprendiz incendiário do Bokassa do Zimbabwe. 
No final perderá África  e todos os Sul-Africanos pretos ou brancos de bem!  
Definitivamente um país a evitar e muito mau sinal em vésperas de mundial de futebol!

PORCOS, FEIOS E MAUS: OS MANDARINS E OS NOTÁVEIS À PORTUGUESA NO SÉCULO QUE SE QUERIA SOLIDÁRIO E NÃO É MAIS QUE UMA ORGIA DE GENTE MISERAVELMENTE GANANCIOSA!

«Gestores rendem 5,3 milhões ao Fisco
Presidentes das empresas cotadas pagaram taxa média de IRS de 36%. Mexia deu 1,2 milhões ao Estado
Os presidentes das 16 empresas do PSI20 que já divulgaram as remunerações de 2009 entregaram ao fisco 36% do seu rendimento, avança o jornal «Sol».
Em média, auferiram um milhão de euros, 69 vezes mais do que um contribuinte com um salário médio (15 mil euros anuais) e pagaram uma taxa de imposto sete vezes superior, o que permitiu ao Estado conseguir 5,27 milhões de euros em IRS.
Além do rendimento, só foram contabilizadas as deduções correspondentes aos descontos para a Segurança Social.
Ainda assim, o gestor que mais contribuiu para os cofres do Estado foi o presidente da EDP, António Mexia. Ao rendimento de 3,13 milhões de euros foi cobrado um imposto de quase 1,2 milhões em IRS.»
Obviamente que todos nós sabemos que o dinheiro corrompe e pode tornar-se assim uma espécie de anel de Frodo, uma espécie de sofrimento de ilusão monetária tão do agrado dos neo-clássicos.
Esta notícia posta a circular, para rebater consciências como uma almofada ao escândalo, pode ser vista por dois prismas e dois ângulos conforme a posição em que nos encontremos:

1) o prisma: ganhamos dinheiro mas também deixamos muito dinheiro nos cofres do Estado!  Dormimos bem, pois, mesmo que atrás dos vidros fumados das nossas viaturas vislumbremos uns tantos pés-descalços desempregados a vasculharem o lixo. Para isso, muito à boa maneira do Chico - espertismo Português, quanto mais aumentarem os imposto, mais nós aumentaremos os nossos prémios e remunerações que no fim... ficaremos sempre a ganhar!

2) o prisma o vosso rendimento 69 vezes o contribuinte com um salário médio!, reflecte a vossa excelsa posição, o valerem sessenta e nove vezes um qualquer ser humano contribuinte. É isto um mundo coeso e solidário, onde a diferença devia esbater-se cada vez mais nas cada vez maiores qualificações gerais, século XXI?

Para o homem comum a resposta célere à superioridade ímpar de insolidariedade é: o que é isto me interessa, se sou obrigado a pagar balúrdios pela electricidade e por outros serviços que vivem do quase monopólio? 

E ainda há quem não perceba porque se fazem  e fizeram revoluções e se penduraram uns tantos nos galhos das árvores?

OBJECTIVO PRODUÇÃO

«Como reduzir o défice externo em Portugal?
31 Março 2010, por Armando Pires

Marc Melitz (Universidade de Princeton) foi em 2009 considerado pela revista The Economist como um dos mais promissores economistas da sua geração. Esta distinção deve-se ao facto de Melitz ter trazido para o centro da pesquisa económica a influência da produtividade das empresas no comércio internacional. Nessa linha de pensamento, publicámos recentemente um artigo em que demonstramos que a maior produtividade das empresas exportadoras em relação às não exportadoras resulta do maior investimento em I&D (investigação e desenvolvimento) das primeiras 1.
A ligação entre competitividade e exportações é, por isso, central para o debate em torno do défice externo português. De facto, a melhor maneira de resolver de forma sustentável este problema é através de uma melhoria da competitividade das exportações nacionais. Isto, no entanto, só será possível se as empresas portuguesas apostarem mais em I&D.
Apesar de, nos últimos anos, Portugal ter assistido a progressos significativos nesta área (de 2004 a 2007 o investimento em I&D aumentou de 0,77% para 1,51% do PIB), tal não é ainda suficiente. Na verdade, o investimento em I&D em Portugal ainda se encontra abaixo da OCDE que é de 2,28% do PIB.
Para além disso, enquanto que em Portugal a maior parte do investimento em I&D provém de subsídios estatais (59,8% do total), na OCDE acontece o contrário (28,1% do total). Isto é uma desvantagem, uma vez que a evidência empírica mostra que os subsídios à I&D não são eficazes no aumento da produtividade das empresas. Primeiro, os subsídios tendem a substituir – em vez de complementar – os fundos próprios das empresas. Segundo, dada a incerteza associada à continuidade no futuro dos subsídios, estes não são utilizados pelas empresas como parte de uma estratégia de longo prazo de aumento da competitividade.
Revela-se como tal imperativo conhecer a realidade das empresas portuguesas em termos de I&D, principalmente porque pouco se sabe nesta matéria. Infelizmente, Portugal perdeu recentemente uma oportunidade neste sentido ao abster-se de participar num estudo organizado por dois think-tanks Europeus (Brugel e CEPR) 2 sobre a produtividade e comportamento exportador das empresas europeias.
No entanto basta observar que o sector com um maior crescimento nas exportações em Portugal tem sido o farmacêutico, onde a I&D é central. Contudo, continuam a existir muitas resistências por parte dos agentes económicos nacionais a uma reorientação para sectores intensivos em I&D. Por um lado, os empresários portugueses não têm uma cultura de I&D uma vez que, no passado, se habituaram a ajudas à competitividade, como subsídios, salários baixos e desvalorizações competitivas. Por outro lado, a economia portuguesa sofre de falhas de mercado graves, como o clientelismo político e a evasão fiscal, que distorcem a concorrência e relegam a competitividade para um plano secundário.
Na realidade, estas falhas de mercado têm um efeito semelhante ao do peso excessivo do Estado na economia ao provocarem um crowd-out do investimento mais produtivo. Cabe pois ao Estado eliminar estas falhas de mercado, de forma a demover os obstáculos ao investimento em I&D. Só deste modo será possível aumentar as exportações e assim diminuir o défice externo português.»

O que fazer num país onde a política espectáculo bebeu do futebol os maus hábitos de desporto de bancada?
Clientelismo político, evasão fiscal, mas acima de tudo dirigismo demasiado!
Para qualquer gestor ou ex-gestor não há reversão da situação, sem um Estado minimamente vocacionado para apoios sociais, mas definitivamente excluído de intervencionismo total.
As novel comissões de inquérito se positivas pelo que podem ter de visibilidade de negócios menos claros, demonstram o peso enorme de um Estado que comissiona e inquere cidadãos como se todos fossem funcionários públicos despidos de obrigações produtivas.
Libertar a sociedade civil e e as empresas das inúmeras camisas de força criadas nos últimos anos é preciso, o problema que se coloca é como fazer isso num quadro de asfixia, enlameamento e entorcimento total. 

CAVACO APELA À UNIÃO DOS PORTUGUESES


«PR apela a mobilização dos portugueses para enfrentar desafios»

E apela muito bem! Só num quadro conjunto de unidade nacional poderá a situação Portuguesa ser revertida, sem bandeiras Castelhanas que espelham o desespero e a indignação pela falta de coesão nacional dos órgãos decisórios.
Alguns esperam pelo inevitável, imposição de fora, estrangulamento e inevitabilidades decisórias e uma forma cada vez mais mitigada de independência nacional. 
Outros recusam-se a cooperar perante o deboche moral e as injustiças reinantes.
Um Presidente, no entanto, deve dar o primeiro passo, sem agendas de gestão própria, assumindo pelo povo "o leme" deste comboio transviado.
Afinal se se esconder por trás das suas limitações presidenciais e não souber ou quiser  ser o porta estandarte da indignação e da vontade nacional, perante este quadro de decadência económica e moral, para que serve o Presidente se não para ser mais um gestor da sua própria causa?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

MOREIRA DA SILVA E O FIM DO IRC

Moreira da Silva defende o fim do IRC. E defende muito bem! É que finalizando o IRC, o imposto sobre os lucros das empresas, só era taxada a distribuição dos mesmos ou os prémios - em taxas que deviam ser progressivas e ir até os 75%. 
O reinvestimento seria assim mais racional para as empresas, com tudo o que isso traria de criação de emprego. 

OS COESOS NACIONAIS: À ATENÇÃO DA MINISTRA DA SAÚDE LISBOETA!

«...comer castelhano a ser roubado luso.»

COMO LAVAR UM PEIXE: A MIRAGEM DO OURO NEGRO!


Perpassa na bloga o suspiro profundo da salvação económica nacional através da descoberta de petróleo. Na Nigéria muitos também acreditaram! Hoje o OMO, sim aquele que lava mais branco,  é um dos produtos mais ambicionados por aquelas paragens.

NÃO HÁ OGRE QUE SE SUSTENTE SEM UM POVO DE INÚMERAS CAVALGADURAS

«Não é a sua ascensão [de Sócrates], mas antes a sua subsistência e persistência política que se alimenta de uma certa “portugalidade”: a “portugalidade” medíocre e descriterizada, passiva, de braços cruzados, que se entrecruza com a do “desenrascanço” supostamente “esperto”
Carlos Vidal, 5dias
Não há ogre que se sustente sem um povo indigente de inúmeras cavalgaduras!

ANA GOMES MEXE-SE, REMEXE-SE!

Polémica como sempre, mas uma polemista que se MEXE e de quem se gosta. Pena é não se ligar via comentários a uma Causa Nossa - de quem? - ao povo que representa. 
E ele há tanta coisa a aprender com o nosso bom  e "valente" povo!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PILOTOS INCONSCIENTES

«TAP: prémios de 4 milhões acabam com greve dos pilotos»
Como qualquer Português que vive a crise e que pensa que ela só se resolve com o sacrifício individual de cada um, olhar para notícias destas dá volta ao estômago. Nas mãos das corporações não há país que resista. Para quem achava que a Tap não devia ser privatizada, a posição egoísta dos pilotos parece apontar para a posição oposta.  

O GRANDE DRAMA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL PORTUGUESA

«Guti acha que Ronaldo está «ao mesmo nível ou acima de Messi»
 
 

TIRO NO PÉ

«Bruxelas estima arrecadar 50 mil milhões em taxa sobre bancos»

Obviamente quem vai pagar esta taxa não são os bancos, mas os clientes! 
Já se nota mãozinha Portuguesa na União Europeia!

terça-feira, 6 de abril de 2010

OPINIÃO PÚBLICA, AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS E A CATÁSTROFE ANUNCIADA PELA CONFEDERAÇÃO DAS PME. NÃO HÁ NINGUÉM QUE OS OIÇA?

O grito desesperado e a avaliação feita por Augusto Morais, Vice da Confederação Europeia das PME  e responsável pela associação das PME, devia ser ouvido pelos órgãos do Estado, Presidência da República incluída. 
A imagem degradante de um  Estado gigantesco, replicado de amiguismo e eivado de corruptos, para lá do admissível e castrador da sua própria sustentabilidade, faz-nos pensar, como Augusto Morais, que caminhamos para a catástrofe empresarial e por via disso para a catástrofe dos órgãos do Estado.  
Um Estado que não percebe que já passou há muito o puxar de corda sobre as empresas, é um Estado que não percebe que por via da insustentabilidade de quem o mantém, caminha rapidamente para a catástrofe. Quando desaparecerem mais uns milhares de empresas aonde é que o Estado balofo vai buscar os impostos?   
Mas não é apenas o Estado um dos grandes responsáveis deste estado de coisas.  As Confederações patronais tomadas pelos interesses das grandes empresas com delapidação e canalização dos fundos atribuídos pelos organismos comunitários, numa simbiose perfeita com o poder político, é também ela uma parte deste polvo que tem empobrecido Portugal.
Ouçam o grito de Augusto Morais seus... autistas! - e que nos desculpem os mesmos pela utilização agressiva do termo!

MEXIA, O SENHOR DOS ANÉIS RELUZENTES

MEXIA definitivamente MEXE connosco. Nós os mal empregados e desempregados o saudamos, mesmo se à luz de candeeiros de lâmpadas fundidas!
Sai uma remuneração extraordinária feita de um lucro extraordinário e de uma contabilidade criativa de Deve e Haver, da empresa nacional internacionalista com maior passivo e dívida nacional!
Inveja, grita ele! Bom senso, frugalidade,  gritamos nós!

BLX E O LOUVOR MERECIDO

Nesta nossa tendência para a crítica amarga de tudo o que mexe,  louvor público para um serviço público municipal de excelência, o serviço de bibliotecas do Município de Lisboa. Mas como há sempre um senão, merecia a biblioteca central, um edifício novo ou pelo menos renovado. O Palácio Galveias, muito degradado, não resistirá pela certa a um picolo movimento tectónico desta jangada de pedra.

MINISTRA CORPORATIVA

Ontem a Ministra da Saúde em entrevista a Sousa Tavares demonstrou dois dos seus atributos: simpatia q.b. e uma descrença nas sua próprias medidas que poderiam tomar os nomes de: incompetência e limitação de acção. Alguns dos problemas são, aliás, problemas recorrentes dos últimos anos: a crónica falta de médicos, cada vez mais agravada e tratada a aspirinas, vergonha e atentado nacional que só se percebe com o neocorporativismo nauseabundo de muitos médicos E QUE IMPLICA CUSTOS SEMPRE ACRESCIDOS PARA O SISTEMA; a ineficiência do sistema em áreas como o medicina de proximidade - médicos de família inclusos - e a inexistência da saúde oral - que faz dos Portugueses os mais desdentados da Europa em que se integra; o fecho de equipamentos onde são mais precisos - ou seja junto às populações mais carenciadas e socialmente mais fragilizadas. A regulação do mercado dos medicamentos e a baixa dos mesmos na comparação com outros países Europeus, a uni ou minidose são também marcas de falhanço de uma política que é demasiado séria para ser entregue a ministros da saúde... médicos!

DAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Podem-nos comer as papas na cabeça, nunca nos comerão é as papas da cabeça!
(MENSAGEM PROFUNDA DO DIA)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

VERGONHA DE ELITES E GOVERNANTES!

Valença: bandeiras espanholas contra fecho de urgências
«Isto significa que os valencianos são bem mais tratados do lado de lá da fronteira do que no seu próprio país»
Um dos mais graves problema deste país é as elites servirem-se a si próprias. Algumas classes profissionais, como a dos médicos, preocupam-se primeiro consigo. É por isso que há falta de médicos, dado que a falta implica uma oferta mais cara e privilegiada. Acabar com as urgências em cidades de província não é, obviamente, a mesma coisa que fechar centros em cidades como Lisboa.
Esta falta de solidariedade e esta política de terra queimada estão, assim, a dar um golpe profundo na coesão nacional. Faltam dinheiros públicos?  Diminuam-se os ordenados absurdos nas elites, faça-lhes ver definitivamente que é tempo de frugalidade e com o mesmo dinheiro teremos um país melhor distribuído e com futuro!