terça-feira, 5 de março de 2013

INVESTIR NAS DÍVIDAS, UM NEGÓCIO, APENAS?!, OPORTUNISTA?

«Acionista das agências de rating investe em dívida portuguesa
Gestoras de fundos norte-americanas começam a acreditar em Portugal
A recuperação da dívida soberana portuguesa atraiu as atenções de algumas das gestoras de fundos mais influentes do mundo.
Por exemplo, a Pimco, a gestora responsável pelo maior fundo de obrigações do mundo, e a Capital Research and Management, acionista de referência das empresas que controlam as agências de rating Moody¿s e Standard & Poor¿s, começaram a investir em dívida nacional no fim de 2012, avança o «Diário Económico».
No final do ano passado, entidades do Capital Group reportaram uma posição superior a 100 milhões de euros em dívida portuguesa. Esta gestora é uma das maiores dos EUA e tem uma posição de 12,71% na empresa que detém a Standrd & Poor¿s e uma participação de 11,5% na Moody¿s.
Já a Pimco, liderada por Bill Gross, que é visto como um dos melhores investidores em obrigações do mundo, aplicou quase 30 milhões de euros em dívida nacional.
Apesar dos baixos montantes, para os economistas ouvidos pelo jornal, este interesse é «positivo».
Explicará isto alguma coisa ou quase tudo sobre o sistema financeiro internacional e como países estão nas mãos de especuladores? 
Há alguma estadista que queira mudar este estado de coisas? 
Se não há, os altos e baixos serão de curta duração. 

CONTRATOS DE CONSULTADORIA EM RODA LIVRE

Para quem falava em necessidade de transparência, nunca se assistiu a tantos golpes de falta de transparência com contratações de consultadorias. 
Um negócio de milhões a pagar pelos pobres tostões dos cada vez mais empobrecidos portugueses.  
«O Governo está a avançar com o processo de privatização dos transportes públicos. A consultora Roland Berger foi contratada pelo Estado para assessorar a venda ou concessão a privados das empresas ou serviços de transportes públicos do Estado.»

segunda-feira, 4 de março de 2013

A FRAUDE OU ENGANO DA AFIRMAÇÃO DA CRISE COMO DECORRENTE DO DESCONTROLO ORÇAMENTAL OU DA FALTA DE REFORMAS ESTRUTURAIS

Podendo muitos de nós ser avessos a «fazer ciência» através da blogosfera, não deixa de ser verdade que a profunda actualização dos seus dados, a convergência de múltiplos pontos de vista e a sua diversidade de matérias, promove muitas vezes princípios orientadores e inovadores de teses focadas sobre o tempo atual.

O economista Ricardo Paes Mamede afirma, num post denominado «a crise europeia explicada em dois gráficos», http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/03/a-crise-europeia-explicada-em-dois.html, uma mais que possível explicação para a atual crise das dívidas soberanas apontando a visão do “estar no comboio da frente” da integração (custe o que custar?), como a mãe de todos os erros de governação.


No post linkado acima está descrita a tese de Paes Mamede e o contraponto que faz à versão oficial da explicação e causas, para alguns, da crise: a crise resulta de práticas orçamentais erradas e da ausência de reformas estruturais em alguns países.”
Através das correlações e quadros apresentados, Paes Mamede afirma: A crise das dívidas soberanas decorre da acumulação de dívida externa (pública e privada) em algumas das economias da UE nas últimas duas décadas (e não do descontrolo orçamental ou da ausência de ‘reformas estruturais’)”.
E explica mais detalhadamente:
«Nos 20 anos que precederam a grande crise internacional, as economias da UE foram sujeitas a um conjunto de transformações profundas, grande parte das quais politicamente induzidas, como sejam: a abolição das barreiras alfandegárias no seio da UE, a criação do mercado interno de capitais, a liberalização dos movimentos e actividades financeiras, a crescente centralização das políticas monetária e orçamental, os acordos de comércio entre a UE e a China (e outras economias emergentes), o alargamento da EU a Leste, a apreciação do euro face ao dólar (a partir de 2003), ou o forte aumento dos preços do petróleo (entre 2002 e 2008). Estas transformações e evoluções aplicaram-se a todos os Estados Membros por igual. No entanto, sendo as estruturas económicas de partida muito diferentes, tais alterações tiveram impactos muito diferenciados. Tendo abdicado dos instrumentos de política fundamentais para gerir esses impactos, os países com estruturas produtivas menos avançadas acumularam muito mais dívida externa (pública e privada) do que os restantes. É isto que mostra o segundo gráfico.»
Alguns comentadores acrescentam: «Portugal, Holanda ou Finlândia, por exemplo, são países totalmente diferentes, quer do ponto de vista económico quer do político ou mesmo do cultural. Como é que passou pela cabeça de alguns iluminados de que a mesma política funcionaria para todos?» não provocando inevitáveis choques assimétricos, acrescentaria eu.
E Paes Mamede conclui: «Não faz sentido afirmar que a crise das dívidas soberanas se deve fundamentalmente a erros de governação (que existiram, sem dúvida) cometidos nas últimas décadas nos países mais afectados. A crise deve-se à decisão de submeter economias com estruturas muito distintas às mesmas regras e às mesmas políticas. O erro de governação fundamental que pode ser apontado aos governos dos países em crise foi a decisão de participar no processo de integração europeia nos termos em que o fizeram (e que se revelaram desastrosos para as respectivas economias). O erro que lhes será apontado no futuro será o de não aprenderem com a história e prosseguirem pela mesma via.»
Nos últimos anos abracei três áreas distintas: a economia, a gestão e os estudos europeus -ou estudos sobre a europa. Sempre pensei que só olhares integradores, conjugando ângulos e abordagens diferentes, permitem aceder a inferências escondidas e novas abordagens. O subconjunto dos pontos de vista tem sempre um outro conjunto que o abarca.
A tese, «a crise europeia sob o olhar de instrumentos de gestão», confronta a gestão estratégica e a economia regional com a crise atual europeia – na linha da conclusão similar à despoletada por Ricardo Paes Mamede. Fenómenos de polarização, já perfeitamente explicados por Myrdal, acumulam com a observação de estratégias não convergentes na UE (a quase exclusão de alguns dos princípios fundamentais constituintes da UE - que funcionavam como cimento agregador nas fases de maior divergência e convergência, como o do respeito pela identidade nacional dos estados membros, o princípio da solidariedade, o princípio da integração diferenciada, o princípio da não discriminação e o princípio da subsidiariedade).
Parece, assim, evidente, dois tempos na UE. Um primeiro, ganhador, de aparente integração com respeito pelas tropias próprias das partes com a UE como cimento do coletivo; uma segunda, com a tentativa de implementação de um modelo único, com pouca atenção a pontos de partida e às identidades próprias.
A crise mostrando os seus efeitos nos orçamentos, não parece ter estas como causa, e muito menos a falta de reformas estruturais, já que muitos desses desequilíbrios são consequência, eles próprios, dessas reformas de aproximação de contextos (de formação, de infra-estruturação, etc…), mas em estratégias comuns erradas e numa evidente falta de solidariedade do todo Europeu - que contrarie os naturais desequilíbrios provocados por “europas diferenciadas” na escala e pontos de partida.
A informação veiculada por este órgão de comunicação social, A TVI 24, é ela própria indiciadora de uma Europa que reforçou paradoxalmente a sua componente mais soberana, sucumbindo à pressão do mais forte através da afirmação do conselho, em detrimento de uma Europa mais democrática e menos centralista:
«Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se esta segunda-feira em Bruxelas e um dos temas em cima da mesa é a extensão das maturidades dos empréstimos a Portugal e à Irlanda. Ou seja, o Eurogrupo vai debater se vai ou não dar mais tempo aos dois países para pagarem de volta o dinheiro emprestado pelas entidades europeias.»
A Europa como um todo de departamentos e partes na economia das empresas, só se pode construir na diversidade e na convergência da liderança democrática, não na liderança diretiva, na polaridade, na imparidade e na desigualdade pela escala. 

domingo, 3 de março de 2013

A VOZ DE UM POVO CONTRA A TROIKA CRIMINOSA E UM GOVERNO GOLDMAN

«E a Grândola, outra vez. O senhor Mendes, 62 anos, já muito rouco de tanto a cantar, está emocionado e nervoso. «O problema não está na idade da reforma, no valor das pensões. O problema está no milhão e meio de portugueses que não têm trabalho. O problema não está em reduzir a despesa, o problema está em reduzir a pobreza».

sábado, 2 de março de 2013

HENRIQUE MONTEIRO E A EUROPA DOS PALHAÇOS: NÃO ERA O HITLERIANISMO, NA SUA FASE DE OVO, TAMBÉM UMA PALHAÇADA?

«Para irmos diretos ao assunto, não há qualquer dúvida de que os palhaços lucram bastante com a balbúrdia que vai na Europa. Viu-se na Itália e ver-se-á em todos os países onde descomprometidos com o sistema político façam promessas irrealizáveis, demagógicas e absurdas. Podem ser palhaços propriamente ditos, como Beppe Grillo, ou partidos extra-sistema, à esquerda e à direita. A crise de valores que está na origem da crise financeira, que por sua vez originou a crise económica, que ditou a crise social que agora impõe a crise política - ah! como é bom saber História para reconhecer esta cíclica sucessão de fenómenos que, cada vez que é superada, se jura ser a última - dita este tipo de comportamentos. Como aqui já escrevi, as emoções tomam o palco da razão e o caldo fica entornado. Mas há uns senhores que nunca mudam. Estão em Bruxelas. Paul De Grauwe, um reputado economista belga que ensinou em Lovaina e está agora na London School of Economics, salienta que esta situação é insustentável. "As consequências políticas da austeridade, que foram aplicadas pelo governo Monti, permitem que as instituições europeias que as impuseram se mantenham" diz de Grauwe ao Wall Street Journal. Na verdade, como se tem visto um pouco por todo o lado, os governos mudam na periferia mas o centro (Bruxelas) não lhes permite alterar a política. Esta situação, acrescenta De Grauwe, "é insustentável, tem de ser abandonada ou alterada nos seus fundamentos". Como se diz em Espanha, é possível dizê-lo mais alto, mas não mais claro. O assunto tornou-se demasiado sério para ser comandado apenas por economistas. É na política e - sublinhe-se - na política democrática ao nível europeu que as coisas têm de ser jogadas. Se na própria União Europeia não se derem passos firmes e rápidos no sentido de uma maior democratização, temos a Europa entregue a palhaços, a fascistas e a radicais. No fundo, às versões pós-modernas do que já conhecemos tão bem na História do Velho Continente.»

Henrique Monteiro
Aquilo que falta na crónica de Henrique Monteiro é que a Europa desvirtuou os seus princípios basilares. 
Por onde anda o princípio «quase constitucional» da subsidiariedade?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TRAIÇÃO A PORTUGAL

Há limites para a tolerância da soberania. 
Estes limites foram ultrapassados e todas as medidas que o governo toma de aumentos de impostos e cortes contínuos irão gerar 20 ou 30% de desemprego a breve trecho:  se este governo cortar mais 4.000 M€, não se opondo à Troika, este governo e todos os seus elementos colocam-se na posição de traidores a portugal; e se o povo assim o decidir, no futuro, deverão ser considerados pela sua irresponsabilidade de genocidas, como traidores a portugal. 
Apela-se a todas as forças repressivas que a democracia, quando falsa, espera deles que se assumam como povo que são. Assim foi no 25 de Abril, assim deverá ser se continuarem a ser ultrapassados os limites da democracia. De outro modo portugal implodirá!   

INEPTOCRACIA

 
Há hoje uma palavra, ineptocracia, que mal interpretada pode ser destrutiva para uma sociedade. 
Mal interpretada no sentido de deixar cada um por si à fúria dos elementos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

NÍVEL ZULU: O NÍVEL ONDE A DEMOCRACIA DEIXOU DE SER EXERCIDA

«É o resultado da recente onda de protestos que tem seguido os membros do Governo por todo o país. No espaço de uma semana o grau de ameaça subiu de nível. Numa escala de 5 (o menor grau) a 1 (o mais elevado), o grau de ameaça ao Executivo está a agora a meio da tabela: grau 3, o que equivale a uma ameaça significativa.

Nesta fase as autoridades têm informações que apontam para protestos mais organizados e com maiores recursos técnicos e humanos. A operação já pode envolver o Gabinete Coordenador de Segurança e um maior número de efetivos. Este nível de alerta pode ser designado de «Zulu», isto porque a partir de agora é considerado provável que os membros do Governo possam ser atingidos por objetos ou até empurrados.»
Num país democrático este arsenal de ameaça não existiria. Num país pouco democrático onde a democracia é apenas uma formalidade, as questões de segurança confundem-se com um estado onde a soberania dos povos não existe: com níveis de segurança de estado não democrático onde a voz do povo só hipocritamente é pedida de 4 em 4 anos. 
Quem não tem assim a certeza que a responsabilidade está neste sistema político de antigo regime?   

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AO SERVIÇO DE QUEM ESTÁ O BCE? DA UE? RELEMBRAR QUE CONSTÂNCIO, O GRANDE REGULADOR, É HOJE VICE DO BCE

«Portugal não cumpre ainda as condições estabelecidas pelo Banco Central Europeu (BCE) para compra de dívida pública no mercado secundário, afirmou Benoît Coeuré, membro da Comissão Executiva do BCE, citado pela Lusa.»

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

À ATENÇÃO DOS DEPUTADOS DA NAÇÃO

"Tive conhecimento de uma situação que merece ser divulgada!
Em determinado momento durante a semana que está a terminar, foi a policia solicitada para um supermercado sito na cidade do Porto. Chegados ao dito supermercado, foram os elementos policiais informados pelo vigilante do estabelecimento que determinada pessoa tinha sido travada à saída na posse de artigos furtados.
Questionado sobre a tipologia dos artigos furtados, a gerente do supermercado e o vigilante referiram tratar-se de 4 iogurtes, 6 pães e 2 pacotes de leite. Os agentes, dirigiram-se então ao autor do ilícito e este, a chorar compulsivamente, lá foi dizendo que tanto ele como a esposa, estão desempregados, têm 2 crianças em casa e nem leite tinha para lhes dar. Este acto, visava apenas levar pão à boca dos seus filhos que ainda não tinham comido nada durante todo o dia.
De volta à gerente, esta, depois de passar os artigos pela caixa lá mostrou o talão, com um valor monetário pouco acima dos 4 euros.
Nesse momento, o agente, tirou dinheiro do bolso, perguntou se a casa aceitava o pagamento e após este ter sido efectuado ainda questionou se pretendiam procedimento criminal.
Uma vez que os artigos estavam pagos e nada mais restava a fazer, foi o autor do furto chamado à parte, onde lavado em lágrimas, ouviu o conselho de que pedir não é crime, pedir é ser humilde e que se for detido, com toda a certeza, não vai conseguir levar seja o que for para a boca dos filhos. Não volte a furtar mais nada pois para a próxima pode não ter a sorte que teve hoje. De seguida mandou-o embora com os iogurtes, o pão e o leite.
Existem Homens assim nestas fileiras que dia após dia, noite após noite presenciam homens, mulheres e crianças com fome, sem nada para comer, que o último recurso é pedir ou furtar.
Note-se que não estou a falar de criminosos, de delinquentes que passam os seus dias a mandriar, a viver à custa de RSI, estou a falar de pessoas de bem, que sempre trabalharam, sempre pagaram os seus impostos e que agora se vêem privados de tudo e incapazes sequer de alimentar os seus filhos.

FRANCISCO ASSIS DO PS IGUAL NOS TIQUES AOS PARTIDOS DOS PRIVILÉGIOS DE PARTIDOS

Na sociedade portuguesa fora dos partidos há a noção clara de que PS e PSD são chão do mesmo saco. 
A resposta hoje no público de FA é demonstrativa de um PS igual ao PSD no rapto da democracia e da representatividade. Num sistema fechado à cidadania, com indícios claros de corrupção e favorecimento, e numa altura em que portugueses passam fome e se suicidam à cause do autismo dos privilegiados políticos, não esperar por manifestações inorgânicas é não perceber que a soberania não tem prazos onde não vai sendo cumprida. O povo tem a qualquer momento de ter nas suas mãos a capacidade de a pedir devolvida. 
Ou os sres deputados que pagam a bica a 30C. pensam que só há vida dentro dos portões da assembleia e que uns são mais iguais que outros? 
«O deputado do PS, Francisco Assis, saiu hoje em defesa de Miguel Relvas, afirmando que os protestos que obrigaram o ministro dos Assuntos Parlamentares a sair da conferência da TVI sem discursar foram protagonizados por "um pequeno grupo de estudantes ululantes", com um "comportamento arrogante e intolerante".
Num artigo de opinião hoje publicado no jornal 'Público', Assis escreve que "essa rapaziada, com a minúscula desculpa de uma certa inconsciência, usou de uma violência incompatível com a afirmação do primado da liberdade".
Para este responsável, "Relvas foi vítima de actos civicamente inaceitáveis e, por isso mesmo, condenáveis. Ponto final".»

UM AVISO À DEMOCRACIA

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O SAFT E O SISTEMA FISCAL QUE DESTRÓI A ECONOMIA

Um sistema fiscal que destrói a economia, ou seja aquilo que devia pretender preservar é o que temos hoje em portugal. Estes sistemas cada vez mais complexos e difíceis de operar são, ao contrário do que muitos pensam, um fautor de destruição de criação económica. Um sistema perfeito de controlo fiscal nunca haverá e é completamente louco e destruidor. É o caso do Saft e o caso de todos os sistemas complexos. A simplicidade é sempre mais amiga das actividades humanas que sistemas caros e complexos.
A confiança entre agentes é a melhor das boas práticas. Um país sem confiança entre si é a melhor forma para a pobreza e miséria. 
Um dos aspectos que todos os portugueses se deviam perguntar é: porque em portugal não conseguimos ter um sistema amigo dos agentes económicos? Talvez porque em portugal não se ensina desde pequeno uma cultura de interesse mútuo, de cooperação, mas um sistema de confronto contínuo. Nada do que se faça então está bem feito para quem o não faz. O que o outro faz está sempre mal; o que o outro faz necessita sempre de ser revisado.
Não há limite assim para os procedimentos amigos dos agentes económicos, do estado e dos particulares.   

PASSOS COELHO, MIGUEL RELVAS, CARLOS MOEDAS, MOREIRA DA SILVA, NOMES A RETER DE UM CERTA FACÇÃO DITA SOCIAL DEMOCRATA QUE ESTÁ A COMETER GENOCÍDIO SOBRE O POVO PORTUGUÊS

A ALEMANHA TÃO QUERIDA DE PASSOS: A DA ESCRAVATURA. DELICIEM-SE!

Periodicamente se constata que a escravatura existe nos nossos dias. E não só nos países do chamado Terceiro Mundo, nem em civilizações mais exóticas (sob o nosso ponto de vista) como as orientais. Em plena União Europeia, num dos seus países mais ricos e envolvendo uma empresa norte-americana, encontram-se indícios de exploração de trabalhadores.


«Uma reportagem do canal alemão ARD, da autoria de Diana Löbl e Peter Onneken, sobre as condições de trabalho nos centros de logística alemães da Amazon, tem causado furor e já moveu a Ministra do Trabalho a iniciar uma investigação.

Os problemas são mais graves em alturas de mais movimento, como é a época natalícia. São contratados trabalhadores a prazo e a crise europeia leva a que muita gente se deixe levar por promessas que não são cumpridas. Vêm da Polónia, Hungria, Roménia e Espanha e, só quando chegam à Alemanha, constatam que o seu empregador não será a Amazon (apesar de trabalharem para essa empresa), mas uma firma de contratos de trabalho temporário, a Trenkwalde, por salários abaixo dos nove euros por hora (nos seus países de origem, tinha-lhes sido prometido mais dinheiro).

A reportagem segue o percurso de Silvina, uma espanhola desempregada, mãe de três filhos. Os trabalhadores são aquartelados em moteis ou centros de férias alugados para o efeito, completamente superlotados, ou seja, são obrigados a viver em espaços exíguos com pessoas que lhes são estranhas. Os autocarros que os transportam para o emprego e de regresso a casa estão longe de serem suficientes, pelo que originam longas esperas e circulam igualmente superlotados. Além disso, os ordenados são, muitas vezes, pagos com atraso e, não raro, é-lhes exigido que trabalhem duas semanas seguidas, sem direito a fim-de-semana.

Um outro problema são as regras de comportamento impostas aos trabalhadores, vigiados por uma empresa de segurança, a H.E.S.S. (Hensel European Security Services), que se desconfia ter ligações à cena neonazi. Estes seguranças são omnipresentes, revistam as malas, as bolsas e as casas dos trabalhadores. Os próprios jornalistas tiveram problemas com eles, ao ponto de, certa vez, só conseguirem deixar o recinto de logística que investigavam sob proteção policial.

Coincidência, ou não, Silvina, a espanhola sobre quem se fez a reportagem, foi enviada para casa três dias antes de concluído o seu contrato. No fim de um dia de trabalho, foi-lhe simplesmente comunicado que já não era necessária e que deveria fazer as malas.

Instada pelos jornalistas, a Amazon escusou-se a prestar esclarecimentos.»
Um agradecimento especial à «alemã» Cristina Torrão do Andanças Medievais

CARTA ABERTA A NUNO MAGALHÃES: DO TÁXI AO TUC TUC



«Aquilo que sei é que houve a interrupção de uma cerimónia pública. Creio que ainda há instituições democráticas e legitimidade democrática que emana do voto e não do protesto, ainda que legítimo», disse o líder parlamentar e presidente da distrital do CDS/PP de Setúbal.
«Acho que o protesto é legítimo, desde que seja feito dentro da lei e com educação. Creio que não há mais nenhum comentário a fazer», acrescentou Nuno Magalhães.


Caro Nuno Magalhães

Num mundo cor-de-rosa, representatividade e legitimidade andam de mãos dadas. No mundo real das democracias viciadas nas relações do «anel do frodo» - e da luta irracional dos contrários - a legitimidade e a representatividade são corroídas pela tomada do poder pela mentira, e pelo critério número um das boas práticas democratas: a consonância e a percepção que a soberania reside no povo e que esta não pode estar sequestrada pela falsa representatividade.
Obviamente que os partidos políticos em geral poderão fechar os olhos à questão da pertença da soberania, arvorando-se em arautos da representatividade tomada quiçá pela inverdade eleitoral. E onde falta o bom senso, o realismo, e os canais entre representante e representado, e sobra a gestão de interesses pessoais ou de grupo restrito, a democracia fenece e é uma enorme mentira: e ao povo sobra o «nojo» dessa forma de apropriação colectiva.
Em 1974 tinha x anos. Conheço pois com as palmas da minha mão as ideologias e os altos e baixos da função democracia.pt, com os seus excessos, vícios, os seus recobros, até à tomada da reconstrução da simbiose dos interesses entre grandes grupos económicos e corporativos e o poder do momento. 
Em 2013 esperava que ela fosse uma verdadeira democracia participativa, ao estilo Suíço ou Nórdico, onde o mote em termos económicos fosse a concorrência. Enganei-me! Os partidos continuam a não tomar partido pelo povo, de que emanam, embora rapidamente se divorciem. Como português qualificado e experiente, num país que destrói diariamente o mercado interno, vejo o meu país, a minha família e o meu povo a soçobrar na indigência, na miséria e na ignorância de uma falsa representatividade; e, todas as estruturas económicas e relações sociais a soçobrarem à «idiota» e ignorante tese da destruição criativa. Bem como à ignorância de um poder funcionalizado dentro de estruturas orgânicas que se acham capazes de pensar pelo povo, e de decidir sem o auscultar diariamente, ouvindo-o apenas para legitimar a sua irrepresentatividade de 4 em 4 anos. Obviamente que, a responsabilidade deste estado de coisas não é apenas actual, estando repartida pelas «irrepresentatividades anteriores». E também por aqueles a quem sempre, repito, sempre, ofereci o meu poder de representação, defraudando-me e a muitos na prossecução e inteligência das medidas, bem como na ética da representatividade. Nesse aspecto, o governo português actual devia aprender com o búlgaro quando diz: «Temos dignidade e honra. Foi o povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo», declarou Borissov». 

GASPAR: O GRANDE BLUFF, A FALTA DE COMPROMETIMENTO, O DESCONHECIMENTO DA REALIDADE E DA MICROECONOMIA

«Gaspar: «Será necessário rever previsões do desemprego»
Ministro recusa comprometer-se com números
O ministro das Finanças admitiu esta sexta-feira, quando confrontado pelo Bloco de Esquerda na comissão de orçamento e finanças, que, a par da revisão do PIB, «será necessário rever perspetivas de desemprego».
No entanto, Vítor Gaspar não se comprometeu com números: «Não irei conjeturar sobre a grandeza que essa previsão possa vir a ter».
Fechado numa linguagem hermética, quase autista, para o ministro Gaspar o hermetismo compensa.

DIGNIDADE E HONRA: DA BULGÁRIA PARA PORTUGAL COM AMOR

«O primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borissov, anunciou esta quarta-feira no Parlamento a demissão do seu Governo, na sequência de dez dias de manifestações no país contra os preços da eletricidade considerados elevados.

«Temos dignidade e honra. Foi o povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo», declarou Borissov ao garantir que não participará num Governo interino antes das eleições legislativas, previstas para julho.»

AUGUSTO SANTOS SILVA, O RELVAS E DA COMUNICAÇÃO VOZ DO DONO

Augusto Santos Silva tem razão quando alerta para o desespero que grassa na sociedade portuguesa com a política criminosa deste governo. Um governo que já só sobrevive rodeada de jagunços, daqueles tipos acéfalos que se vendem à mão dos donos.
Até o dia em que a população portuguesa farta destes grupelhos partidários irrepresentativos da população e portanto claramente ilegítimos, fartos desta democracia de pacotilha não participada e irrepresentativa onde, ao contrário do que diz o jornalista José Alberto Carvalho (qual o papel e responsabilidade dos «jornalistas» nesta crise; a liberdade de expressão nunca termina caro José Alberto porque a saberania está no povo, não em interesses partidários ou corporativos que vivem de mãos dadas com o poder qualquer que ele seja e qualquer que sejam as benesses atribuídas ) apeará os «custe o que custar» (dos suicídios, da destruição da classe média, da regressão a uma vida de miséria, ao desemprego em catadupa, ao genocídio de um povo) do poder, dos ignorantes e mal formados que desligaram as luzes do futuro.
No entanto, Santos Silva, de quem a população portuguesa ainda hoje se lembra (a memória só é curta em tempos fáceis, continua com um discurso manipulador, ad contrário) como se a solução passasse por um regresso à co-responsabilidade do definhamento do país e da solução final para um povo.  

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A CARTA DE SEGURO CONTÉM UMA IMPRECISÃO, NO MEIO DAS INÚMERAS PRECISÕES QUE CONTÉM

Não entendo esta sanha contra Seguro. Todos os políticos merecem uma oportunidade de demonstrar a sua capacidade ou incapacidade para perceber o país. Seguro usa de bom senso e se o usar será bem vindo. A difícil arte de afirmação dos políticos no meio da loucura das oposições mas também da própria loucura oposicionista interna, é ela responsável por percepções erradas e consequências agravadas para o país. A carta de Seguro é bem vinda: o único erro foi ter-lhe chamado austeridade expansionista em vez de austeridade dita expansionista.

«Os portugueses não aguentam mais! Estamos à beira de uma tragédia social. Chegou o momento de dizer basta!», adverte também o socialista, para quem «não está em causa, como nunca esteve», o cumprimento das obrigações externas de Portugal.

«Honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los», frisa.

O que está em causa, declara Seguro, «é a política escolhida, a da austeridade expansionista, que não atinge os objetivos a que se propôs e está a criar problemas sociais e económicos de uma enorme gravidade».

A SEVERA, SILVESTRE GAGO E OS MENTECAPTOS

«“A SEVERA”
Hoje, tal como em tempos escreveu Clara Ferreira Alves, “sobra-nos a indigência, a pobreza intelectual e moral dos políticos que temos”. Dos cavacos, dos coelhos, dos relvas, dos portas, dos seguros. Aberrações com que a natureza, de quando em quando, parece querer “castigar” aqueles que o merecem. Numa espécie de fatalismo inelutável, de cruel e triste fado.
A geração que ainda não tinha 20 anos no “25 de Abril” e que hoje ocupa o poder, é uma geração de mentecaptos. De corruptos. De falhados. E, como tal, arrastará no falhanço a geração futura. E só por lá se mantêm porque nunca foi tão fácil governar como é hoje. Ao contrário do que apregoa esta geração de imbecis que nos desgoverna. Porque as propostas do governo tornam-se “imperativos categóricos”. São inevitabilidades. Ou seja, imposições meramente formais, incontestáveis por direito de quem manda e incontestadas pela inércia cobarde de quem é mandado. Estamos em presença de uma espécie de fatalismo. De um Fado, que nos conduziu, ontem como nos conduz hoje, a esta “Severa” condição de meros indigentes subservientes!»
Silvestre Gago
 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

RICARDO CABRAL E A TROIKA

«Ricardo Cabral é economista e professor na Universidade da Madeira. Na segunda-feira, deu uma entrevista ao Público. Vale a pena ler o que ele diz. Quando já se acha que está tudo dito, quando até parece que o clima económico está a virar, Cabral destrói a narrativa do Governo: a de que a recuperação se fará pelas exportações e que isso bastará para que o Sol volte a brilhar. Os argumentos de Cabral são simples. A receita da troika implica um ajustamento externo inconcebível. Tradução: "Um país que nos últimos 236 anos teve apenas sete anos com superavits comerciais - vendeu ao exterior mais do que comprou - se torne um país com um desempenho no sector externo superior à média histórica da Alemanha."
Alguém acredita nesta coisa? É bom notar que este triplo salto teria de acontecer numa altura em que a Zona Euro vem de uma recessão, pode até não conseguir sair dela neste trimestre (o ritmo de crescimento nominal das exportações portuguesas está a cair desde março de 2011). Além de que o nosso principal parceiro comercial - Espanha - está a arder financeira e politicamente.
Ricardo Cabral vai mais longe. Diz ele: embora exportar seja fundamental, as empresas que exportam não vivem no limbo. Elas estão ligadas ao mercado interno: ou porque também vendem para ele - e, portanto, sofrem com o colapso da procura -, ou porque têm relações com fornecedores internos, sujeitos a impostos draconianos, ou ainda porque são confrontados com uma força de trabalho esmagada pela violência fiscal. Ou seja: a economia não é compartimentada. Embora quem exporte sobreviva melhor, não deixa de tornar-se menos competitivo por causa do contexto.»

HENRIQUE MONTEIRO

A tendência que encontramos nos números portugueses também não é boa. Se o ano acabou com uma contração de 3,2% (duas décimas acima da previsão), a queda homóloga é superior (3,8%) e esta é a que costuma indicar em que direção vamos.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PAÍS DE ATRASADOS MENTAIS E DE NOVOS FASCISTAS

«Fatura é para guardar durante quatro anos Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas diz que esta é uma forma de responsabilizar todos os consumidores»
O Jorge a quem já lhe tiraram a casa mora na rua.

Mas é um consumidor consciente; logo, quando vai beber um copo de tinto, não se esquece de pedir a factura. Como este estado de «gente inteligente, decente e de bom senso, efeito dos "shots" da adolescência e juventudes» lhe pede que mantenha a factura por 4 anos, vai à segurança social pedir um abono para comprar um cacifo para colocar na rua; mas a polícia municipal, sempre zelosa da sua multazinha, não deixa...é invasão do espaço público e ... toma lá de lhe passar mais uma multazinha, obrigando agora o Jorge a ir ao IEFP pedir um abono para uma acção de técnico arquivista...

A Maria mora num T1 apertado, com o filho. Não lhe sobrando mais espaço nem para mais um alfinete, em casa de bonecas, e para não contrariar o «núncio do fisco», aqui vai disto: despeja a cama do petiz na rua, para fazer mais uma prateleira onde colocar aquela nova pasta de arquivo de €.99, que já vai ter direito ao seu próprio papelinho de factura.

A Antónia que acabou de ter um filho, o Joãozinho, mostra ao seu nasciturno o quarto que até há pouco lhe estava destinado. O João, seu marido, pergunta-lhe: «E, agora?» «Agora, nada!», responde-lhe a mulher. «Os bonecos vão para o nosso quarto e daqui a quatro anos o Joãozinho vai-se orgulhar do quarto que tem: O arquivador das bicas, em azul bebé, tão lindo; as micas transparentes com as facturinhas dos estacionamentos e das portagens; o móvel dos arquivos da padaria; os da peixaria, ...»  

Como é bom viver numa terra de loucos, que preserva o ambiente.     

Quando a loucura, o totalitarismo, a falta de bom senso, a burrice e a idiotice começam a tocar a rua, adensa-se os sinais de dissensões civis que acabam normalmente, mal.

Onde é que eu posso dar umas murraças bem dadas, antes que no Brasil a anedota do manel português burro dê lugar ao paulo atrasado mental!  

Que gente anormal!

GASPAR, O MAGO



A Gaspar o pequenino rei mago das finanças, à portuguesa, obviamente, chumbava-o! Passava-o, talvez, simplesmente, a inglês técnico!
A vaidade de Gaspar, posto perante a sua inabalável fé na destruição criativa, pressuposição de austeridade expansionista (mesmo que dilatada no tempo) e/ou os efeitos recessivos negligenciáveis, caiu por terra, tendo feito cair sem casa, com fome, esbulhados de alimento não só já da alma como da boca, de tecto, de acesso à saúde, sem casa, reduzidos a números, sob o signo da penhora, do incumprimento, da inactividade, do desemprego, com mais casos diários de suicídios, de desistência, de uma classe média pelas ruas da amargura, de largas centenas de milhar de portugueses a quem cinicamente replicam, quando replicam, sem afecto: aguentem! O número mágico ou trágico, os 16,9% de desempregados, que são na sua expressão bombástica, uma mentira, – não há hoje, efectivamente, menos de 25% de desempregados e possivelmente um número ainda maior de sub – empregados – um país derrotado, sem rumo, à espera de um milagre, irritado com a passividade plácida de um primeiro – ministro imberbe, imaturo, insensível, irresponsável, incapaz de um acto de dignidade mínima de se demitir, de retornar ao povo o quer é do povo perante o falhanço clamoroso, perante o caos actualizado.
A simples menção a austeridade futura expansionista é ela própria um vómito de insensibilidade, de arrogância, de loucura num corpo anedótico, julgado genial. «Impressionante!», adjectivaria um dos homens da Troika. «Impressionante», sabemos bem, não pela dimensão da genialidade e do génio, mas mais por aquilo que os brasileiros chamariam de «bravata» e/ou de tamanha falta de humildade e de espírito lusitano.
Simplesmente, trágico!     

GRANDE FRANCISCO JOSÉ VIEGAS: A ESQUIZOFRENIA FISCAL E A CONFIANÇA DA ECONOMIA

«O ex-secretário de Estado da Cultura prometeu mandar o fisco «tomar no cu» caso um dia venha a ser abordado sobre a obrigatoriedade de pedir fatura.

O post de Francisco José Viegas é dirigido ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, e a sua autoria foi confirmada pelo próprio à TVI24.

«Queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar "fiscalizar-me" à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência», escreveu Viegas no blog «A Origem das Espécies».

O ex-governante acrescentou ainda que o «pobre funcionário» do fisco «não tem culpa nenhuma». «Mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a C. N. de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la», acrescentou.

O Governo recordou na quarta-feira que todos os consumidores estão obrigados a pedir fatura no ato de qualquer compra. Quem não o fizer arrisca uma multa do fisco, que varia entre 75 euros e 2.000 euros.»
Qualquer indivíduo minimamente inteligente percebe que a esquizofrenia fiscal a que estamos a assistir, tem como consequência a destruição económica. O fisco é uma formatação da sociedade com vista à redistribuição. Mas essa «soberania institucional» cedida pelo povo, tem limites. Os limites da própria sustentabilidade dos indivíduos e o seu real interesse para a sociedade.
Obviamente que não se podia pedir a estes governantes da cantera da loucura Gaspariana, como Paulo Núncio, dotação de inteligência e percepção de limites. 
Uma sociedade é isso mesmo: uma congregação de vontades. E para ela funcionar tem de ser nessa congregação e não numa atitude meramente de esbulho, de estado policial para benefício de poucos, sem contrapartidas reais para a generalidade da população. 
Como se destroem países pala falta sistemática de inteligência, pela vaidade de alguns e pelo fundamentalismo de outros! 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA PERMITE QUE OS CIDADÃOS SE PROTEJAM PERANTE UM ESTADO TOTALITÁRIO E FASCISTA

«"Informa-se que, durante o ano de 2013 e no âmbito da ação de fiscalização  em larga escala para garantir o cumprimento das novas regras de faturação,  a inspeção tributária da AT [Autoridade Tributária e Aduaneira] já instaurou  diversos processos de contraordenação a consumidores finais por incumprimento  da obrigação da exigência de fatura", informou fonte oficial da secretaria  de Estado num esclarecimento enviado à agência Lusa. 
Segundo sustenta o gabinete de Paulo Núncio, as alterações introduzidas  na legislação "vieram criar as condições para que a lei seja efetivamente  aplicável, ao contrário do que acontecia até 2012". 
"Até dezembro de 2012, como a obrigação de exigir fatura por parte dos  consumidores finais apenas abrangia as faturas emitidas por pessoas individuais  (empresários em nome individual e profissionais liberais), o desconhecimento  sobre a qualidade do emitente dificultava o cumprimento da lei. Agora a  lei é aplicável em todas as transações, independentemente da qualidade do  sujeito passivo que emite a fatura (pessoas individuais ou empresas), pelo  que será aplicada sem exceções", explica.  
Desta forma, refere, "as novas regras criam as condições necessárias  para que possam ser realizadas ações de fiscalização pela AT que incidam  sobre a obrigação de exigir a emissão de fatura por parte dos consumidores  finais", sendo que estas ações "podem ser realizadas à saída dos estabelecimentos  comerciais para garantir que os consumidores exigem efetivamente as faturas  pelas compras realizadas". 
"Neste sentido - sustenta - é uma medida de combate eficaz à economia  paralela, à evasão fiscal e às situações de subfaturação". 
A Lusa pediu e aguarda ainda dados concretos do número de contraordenações  aplicadas aos contribuintes que não pediram fatura nas compras efetuadas.»

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A DESTRUIÇÃO CRIATIVA SEGUNDO O BRILHANTE GASPAR E O SEU ACÓLITO PASSOS

Num dia anuncia-se o fecho de 100 agências Barclays, mais 49 salas de cinema, pré-anunciando-se 800 para a rua na Efacec. 
Ah, grande economista Gaspar e o seu discípulo, o aluno em tirocínio Coelho.

A CONCORRÊNCIA, ESSA VIRTUDE DE QUE POUCOS FALAM MESMO QUANDO SE DIZEM LIBERAIS

Um dos problemas mais graves da economia portuguesa é a falta de concorrência em muitos setores. O que se pergunta é porque tão pouco se fala sobre a fraca concorrência em muitos setores em portugal? 

INSUSTENTÁVEL O ATAQUE AOS CIDADÃOS QUE JÁ NÃO TÊM COMO PAGAR TAXAS MODERADORAS E IMPOSTOS QUE OS ESPOLIAM, ENQUANTO MONOPÓLIOS SEGUEM COM LUCROS PORNOGRÁFICOS: IRC PROGRESSIVO, JÁ!

Petrolífera lucra mais 108 milhões de euros»