quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

DANIEL OLIVEIRA, MANUEL OLIVEIRA E O NON À VÃ GLÓRIA OU DIREITO DE MANDAR

«Às vezes uma música resume quase todas as angústias e revoltas de uma geração. Não precisa de grandes declarações ideológicas. Há uns dias, o grupo Deolinda pôs o Coliseu do Porto de pé. Uma frase simples - "que Mundo tão parvo em que para ser escravo é preciso estudar" - torna-se facilmente o grito de uma geração adiada. Impedida de sair de casa dos seus pais para construir as suas vidas, condenada ao recibo verde, aos caprichos dos negreiros a que agora se dá o nome de "empresas de trabalho temporário" e a salários miseráveis que lhe são pagos como se de um favor se tratasse.
Claro que nas colunas de jornais e de edições online lá estarão outros jovens que, como em todas as épocas, não se importam de ser os intelectuais amestrados do regime, e nas televisões muitos economistas ideologicamente encartados continuarão a dedicar-se aos ralhetes mediáticos à Nação. A tese continuará a ser a mesma: a desgraça desta geração resulta dos "privilégios" dos mais velhos. É sempre esta a teoria: não tens direitos porque outros os têm. O teu inimigo é o teu pai, o sindicato, o que tem contrato, o imigrante. O inimigo da tua dignidade é sempre a dignidade do teu vizinho. Convenientemente, a desgraça da geração 500 euros é a de haver quem ainda não tenha as suas vidas a prazo. E assim se poupa quem realmente lucra com o trabalho descartável.
Pode ser diferente? Pode. E tudo começa onde sempre começou: na capacidade das pessoas se revoltarem. Se as frases simples que se ouvem nesta música retratam tão bem as suas vida, só lhes falta fazer um pouco mais do que aplaudir. Se olharem para a história universal e dela tirarem a maior das lições: nunca a dignidade foi oferecida a ninguém. Foi sempre conquistada contra o que parecia inevitável.
Em baixo, deixo a letra de "Parva que sou". Podia bem ser o hino da primeira geração que, apesar de ser a mais bem preparada de sempre, parece estar condenada a viver pior do que os seus pais:
Sou da geração sem remuneração /E não me incomoda esta condição /Que parva que eu sou /Porque isto está mal e vai continuar /Já é uma sorte eu poder estagiar /Que parva que eu sou /E fico a pensar /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar /Sou da geração "casinha dos pais" /Se já tenho tudo, pra quê querer mais? /Que parva que eu sou /Filhos, maridos, estou sempre a adiar /E ainda me falta o carro pagar /Que parva que eu sou/E fico a pensar /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar /Sou da geração "vou queixar-me pra quê?" /Há alguém bem pior do que eu na TV/Que parva que eu sou/Sou da geração "eu já não posso mais! /"Que esta situação dura há tempo demais /E parva não sou /E fico a pensar, /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar» Fonte: Daniel Oliveira
A realidade bem descrita por Daniel Oliveira tem em si a razão da omissão do povo Português na defesa da sua ""  soberania"  como povo,  numa revolta que recorrentemente se consubstancie apenas na emigração.
O povo Português não faz ouvir colectivamente a sua voz,  não faz levantar a sua voz perante elites políticas que se apropriam do espaço público e que ainda arrogantemente tratam mal os seus representados. 
Fá-lo só a deshoras nas paragens de autocarro em baixinho, ao tomar a bica ou no conforto do lar.
Não se exige de um povo que se revolte nas ruas, que assalte os seus museus, que pegue ""  fogo às ruas". Um povo que o não faz, pode ser até sábio. Mas não tenhamos dúvidas que só no calor da luta pela verdadeira representatividade e pelo diário pedido de contas é possível ter decência, justiça e uma real democracia. Até porque só ela é que pode trazer motivação para um trabalho com vontade e operante.
Quando se fala de produtividade, esquecemos que a motivação faz parte dessa equação, mas só há motivação com cultura de cidadania seja por parte de quem executa, seja por parte de quem se arroga o direito de mandar.
Non à vã glória ou direito de mandar, poderia ser o próximo retrato de Manuel de Oliveira!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PRIVATIZAÇÃO DA TAP: CRIME CONTRA PORTUGAL

«Gol poderá estar interessada na TAP»

A privatização da TAP será mais um dos crimes que este miserável governo PS cometerá. 
Companhias como a Lufhtansa, a recente criada companhia entre a Ibéria e a British, a Qatar e agora a GOL posicionam-se para abocanharem uma companhia de bandeira de muita qualidade. 
As consequências futuras serão o esvaziamento contínuo da TAP, no futuro com menos emprego para nacionais, reduzida à sua insignificância, destruidora de capacidade de engenharia a montante, estrategicamente esvaziada de aviões com rotas de África e Brasil repartidas.
Por ter endividado o país desta forma descontrolada, o PS faz o país perder todas as companhias com poder de mercado, que possibilitavam algum futuro para Portugal. 
Esquecem-se estes governantes do "  jamais"  que a TAP faz entrar todos os anos muitos mil milhões de divisas que se perderão. 
Ou seja mais um golpe no transaccionável, destes governantes sem visão estratégica, mais uma venda dos vendilhões e incompetentes que nos "  matam"  todos os dias um pouco.

CINE TEATRO DE LOULÉ: O DELAPIDAR DE DINHEIRO PÚBLICO!

 «Algarve ganha 'novo' Cine-Teatro em Loulé»

Que a cultura não tem preço dá-se de barato.
Mas 4.000.000€ para recuperar um cine - teatro?

Entretanto, cortam-se os abonos a quem precisa e retira-se quase 50% do rendimento a recibos verdes ricos com 1000€ de rendimento bruto mensal.

Não há emenda no espaço público!
E o povo paga com rendimentos a metade!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EDP VAI PROPOR DIVIDENDOS QUE DUPLICAM O VALOR DE 2006: É PRECISO AUMENTAR OS IMPOSTOS

«EDP vai propor dividendos que duplicam valor de 2006»

GRANADEIRO: VIR O FUNDO, NÃO OBRIGADO!

Granadeiro: «Vir o fundo? Não, obrigado»

Obviamente que vir o FMI não interessa a muito boa gente que sistematicamente tem vivido acima das suas posses exaurindo os bolsos dos Portugueses.

É que para muitos e muitos Portugueses vir o FMI é indiferente, pois o pão há muito já não lhes chega à mesa.

Vir o fundo é, assim, apenas uma questão que afecta mais  os comprometidos do que os já desesperados, pelo que as figuras responsáveis gritam por todos os lados: vir o fundo, o papão, não. Mas como bem a premonição do seminário pergunta: vir o Fundo ou ir ao fundo, eis a questão?

aTENÇÃO (EM CRESCENDO) AO CONTÁGIO DO MAGREB! 

 

A PROVA DOS NOVE DO SECRETÁRIO DO "ESTADO" DA SEGURANÇA ANTISOCIAL

O secretário de Estado da Segurança Social vem dizer que não, que os recibos verdes vão pagar menos no próximo mês.
se tal não acontecer, estou no meu direito de o chamar de vigarista. Já falta pouco para a prova dos nove!

REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, REVOLUÇÃO DE VELUDO

Depois da revolução de veludo, a revolução democrática dos povos do Sul, enquanto a Europa tudo faz para se tornar no Magreb do passado.

domingo, 30 de janeiro de 2011

SEM COMENTÁRIOS?

"Mostra-me a tua escola, dir-te-ei que nível de desenvolvimento tens", vincou, a propósito da importância da formação na competitividade de cada país.
 Mesmo que vão para a escola com fome!

sábado, 29 de janeiro de 2011

ENSINO DE BETÃO

«Educação é o grande projecto para Portugal», diz Sócrates»

O que interessa não é a qualidade do ensino nem novas formas de educação mais libertas de tutelas e flexíveis.

O que interessa é a qualidade do ensino vista na óptica das construções.

Ah, grande construtor civil!

 

GOVERNO ECONÓMICO EUROPEU 2

«Angela Merkel tem planos para governo económico na zona euro

O acordo deve incluir compromissos concretos para reforçar a competitividade. mais ambiciosos e vinculativos do que até agora se fez na União Europeia, afirma-se num documento do governo a que a publicação alemã diz ter tido acesso.

Para dissipar a desconfiança dos mercados no euro, prevê-se uma estreita articulação das políticas financeira, económica e social nos estados membros, associada a objectivos concretos, segundo a mesma fonte. O grupo de altos funcionários que está a trabalhar no projecto propõe ainda que haja indicadores para que os custos salariais nos países membros não se afastem, as caixas de pensões de reformas tenham a estabilidade garantida a longo prazo e haja investimentos suficientes em projectos com futuro.

 Um programa imediato prevê a adopção de medidas a implementar a nível nacional nos primeiros 12 meses, entre as quais a equiparação da idade da reforma ao desenvolvimento demográfico. Além disso, os países do euro devem introduzir um “travão à dívida”, com base no modelo alemão, que limita o novo endividamento anual a 0,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).»

Está em marcha o governo económico na zona Euro. 
Que não se esqueçam entretanto de medidas fundamentais salariais e fiscais.
Não é possível um governo económico sem o mínimo desvio possível nos factores de competitividade fora do espectro dos recursos humanos. Produtividade não pode ser confundida com intensidade de trabalho, mas com harmonização de todos os factores que concorrem para a mesma. E são muito mais do que facilidade de despedimento, já que assim estaríamos na lista dos países mais produtivos! 
Regulação nos factores de atractividade e de política regional exigem-se, também!

FORNADA MAL COZIDA

Este senhor de aspecto inteligente faz parte da fornada mal cozida de um Rui Pedro Gonçalves, de um Penedos, ...
Jovenzinhos incompetentes, gananciosos e insensíveis com os seus semelhantes, guindados ao afundanço nacional pelos aparelhos dos partidos. 
A entrada em vigor do novo código contributivo para os precários a recibo verde, significará para quase todos a fome e o desemprego, a troco de uma putativo subsídio de doença depois de trinta dias.
E ainda há quem não ache semelhanças entre Tunísia, Egipto e Portugal?

PALAVRAS DE SECRETÁRIO DO ESTADO DA NAÇÃO

«O Código Contributivo e os independentes

por PEDRO MARQUES (Secretário de Estado da Segurança Social)

O Código Contributivo é um novo instrumento de Combate à Precariedade e à Fraude e Evasão Contributiva, para garantir que a evasão e os falsos recibos verdes não compensam.
Mas os trabalhadores independentes (TI) têm sido inundados de informações enganosas e mentirosas que importa desmentir de forma clara.
Há quem diga, por exemplo, que um agricultor com um volume de negócios mensal de dez mil euros e um lucro mensal de mil euros verá agravada a sua contribuição para a Segurança Social de forma muito significativa. É rotundamente falso.
Façamos as contas!
Até 31 de Dezembro de 2010, este agricultor descontava 191,16euro, incluindo protecção na doença. Com o novo Código Contributivo (CC), este mesmo agricultor descontará 177,96euro por mês. Isto é, pagará de forma permanente menos 13,20euro para a Segurança Social, com a mesma protecção social! O mesmo raciocínio se poderia fazer para os comerciantes, os empresários em nome individual ou os prestadores de serviços.
Mas continuemos a fazer as contas!
Até 31 de Dezembro de 2010, o desconto mínimo dos TI era de 201,23euro ou de 159,72euro, consoante tivessem ou não direito ao subsídio de doença. Com o novo CC, o prestador de serviços passa a ter como desconto mínimo sempre 124,09,euro com subsídio de doença para todos. Os TI com rendimentos muito baixos podem ainda solicitar um regime especial de desconto inferior.
É, assim, indesmentível que o valor mínimo de contribuição mensal para a Segurança Social se reduziu substancialmente. Mesmo assim, tendo em conta a situação das famílias e dos trabalhadores, o CC estabelece que todos os TI descontarão um escalão abaixo do valor dos rendimentos, a não ser que solicitem o contrário, a que corresponderá uma diferença nos descontos de pelo menos 62,05euro.
Mas é preciso também que se diga que andam a fazer crer que as contribuições para a Segurança Social são um imposto. Errado: as contribuições para a Segurança Social destinam-se a garantir a protecção social dos beneficiários e são retribuídas em prestações sociais de velhice, doença, parentalidade, entre outras. Apenas pagarão mais contribuições aqueles que têm rendimentos efectivos bem mais elevados, mas todos estes terão assim mais protecção social.
Mas o novo CC é sobretudo um instrumento de combate à precariedade, à fraude e à evasão contributiva.
De combate à precariedade, porque penaliza os falsos recibos verdes, obrigando as empresas que pagam mais de 80% do rendimento anual do TI a pagar mais 5% de contribuições sobre a sua remuneração. E determina ainda que estas empresas serão inspeccionadas para verificar se se trata da contratação de falso TI.
O novo CC é também um instrumento de combate à fraude e à evasão, porque aumenta de forma significativa as coimas aos incumpridores.
Este novo código foi objecto não de um, mas de três acordos na Concertação Social, antes da sua entrada em vigor. Nesta luta contra a precariedade e a fraude, o Governo e os parceiros sociais sabem de que lado estão.»

Sabe o que é isto já está a dar, sua inteligente iminência? É que os precários com mais de 80% do rendimento anual estão a ser despedidos para dar lugar a quem trabalhe mais atomizadamente, para além de serem obrigados a abrir actividade como empresários. 
A partir do próximo mês de Fevereiro os precários deste país ficarão a saber quem tem razão. 
E se assistirmos a aumentos na contribuição e a múltiplos despedimentos faremos engolir os incompetentes mentirosos levados a secretários pelas suas palavras! 
Aguardemos, pois, serenamente!

SEMELHANÇAS SITUACIONAIS: EGIPTO, TUNÍSIA, PORTUGAL

Quando os regimes do nepotismo se tornam reféns de alguns, frutos amargos de corrupção e arrogância, os povos têm o direito e o dever à manifestação do seu descontentamento.
Quando os regimes de aparência democrática se tornam reféns da corrupção e de grupelhos  ARROGANTES, também só na aparência democráticos, não terão os povos também aqui o  direito e o dever à manifestação do seu descontentamento.
«90% dos contratos públicos foram feitos por ajuste directo»
Que diferença, então, entre o Egipto, a Tunísia e  Portugal?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FACTOS

O QUE NÃO DISSESTE PERTENCE-TE. O QUE DISSESTE PERTENCE AOS TEUS INIMIGOS.

" O que não disseste pertence-te. O que disseste pertence aos teus inimigos".

No mundo real esta frase parece seminalmente avisada. No mundo virtual do confronto das  ideias, parece uma frase demasiado carregada e cinzenta, um verdadeiro atentado à liberdade.
Há no nosso tempo - na nossa sociedade? - uma esquizofrenia que enegrece o mundo de lés a lés, o estares comigo ou contra mim, uma incapacidade crónica para aceitar o elemento neutro, o elemento cujo partido é o casuístico, que não acredita em grupos  ou colectivos ungidos a paramentos.

Nesse sentido como sublinha, no seu excelente blog, Seixas da Costa, mesmo que não se concorde sempre com os seus escritos, muitas das nossas raízes parecem estar no sangue Mouro que convida à desconfiança contínua: «o que não disseste pertence-te, o que disseste pertence aos teus inimigos».

Graças a Deus, não querendo saber se Deus é Mouro ou Cristão, que o meu único inimigo é a desigualdade,  a ganância, o fundamentalismo, a corrupção, a maldade e a mentira. 
Tudo o resto são apenas dissemelhanças a requerer reflexão. 

REGULAÇÃO DESIGUALITARISTA

Porque nada melhor do que manusear os instrumentos de (o) mercado no caldo de cultura da economia global, esta notícia intervenção do nosso embaixador em França, Seixas da Costa, dá uma imagem das diferentes posturas, interesses e caminhos perante varáveis de sentido aparentemente idêntico. Diz ele do antigo ministro das finanças de Gordon Brown:


O problema dos modelos é que a aceitação de muitos dos seus mecanismos, num mundo global, ainda sofre dos particularismos globais. Vide o caso singular de um mercado altamente "regulado" Português, noticiado hoje: "92% dos contratos públicos foram feitos por ajuste directo". Estando o povo Português pelos "ajustes" com isto, o que dizer de um mundo que vive no espartilho dos recursos escassos base da economia, num modelo de consumo sem sustentabilidade, num modelo de distribuição casuístico com pouca ponta de igualitarismo. Fica entretanto, aqui, a imagem da regulação como variável de espectro largo, eficácia com mais ou menos utilitarismo versus a ineficácia colectivista igualitarista: "coletes de força regulatórios". 
 Afinal Davos é apenas o espelho do multiespectro dos agentes de alto gabarito e ainda há quem pense que o determinismo se joga apenas no tabuleiro do colectivismo.

AJUSTES DIRECTOS: A NEGAÇÃO DA DEMOCRACIA

«Contratos públicos: mais de 90% sem concurso»

Estão os Portugueses pelos ajustes com isto, húmus da corrupção, negação da democracia?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ASSIS, O FILÓSOFO DO ASCETISMO PARA OS OUTROS

Acabo de ouvir Assis, o filósofo, considerar bem Cavaco ter optado por duas reformas em vez do salário. Mais uma vez a opção deve ser quem trabalha tem salário, quem se reforma tem reforma. E uma. Não duas! Mas Assis pouco preocupado com quem lhe paga o ordenado, os Portugueses, acha que isso não interessa.

Quando há Portugueses sem trabalho e sem subsídio, Assis, pouco se importando com os Portugueses do outro lado do espelho do écran, demonstra aquilo que os Portugueses já sabem: o seu profundo desprezo por quem lhe paga o ordenado e o seu profundo desprezo a princípios sociais - socialistas - básicos. 
Mas também há muito já sabemos que  estes socialistas só são socialistas dentro do espelho - do écran! 
Valeu o desprezo de Mário Crespo, o único genuíno Português que vi dentro do espelho.   

PIIGS IN BAHAMAS



Serão estes os PIGGS, habituados a boa vida e a serem alimentados pelos humanos do Norte?
Os malhados mais a Sul, os rosados mais a Norte?

TUDO A ZEROS

«Standard and Poor's corta 'rating' do Japão»

Quando as Standard & Poors, as Moody's e as Fitch já só cortam em todos os ratings de quase todos os países, a solução para o regresso ao crescimento não passará pela reestruturação geral da dívida a crédito do equilíbrio?

A partir de agora está tudo saldado!

Afinal os únicos prejudicados seriam apenas, e a curto prazo,  os sempre suficientemente ricos! 

MANUELA DE MELO, FARTINHO, OS TUDÓLOGOS E OS PODÓLOGOS

Hoje Fartinho da Silva no 4ª  República fala nos tudólogos, que se confundem muitas vezes com os podólogos, aqueles que consertam as dores de todos, sejam resultado de vaidosos sapatos apertados, de férreas botas de cano alto armilares, de humildes e leves sandálias ou de doces alpercatas.

A propósito do abandono da vida parlamentar e da política por parte de Manuela de Melo, a  lembrança de uma jornalista que quis entrar no mundo dos tudólogos com leves e doces sandálias, esquecendo-se que no mundo dos tudólogos as botas de cano alto não se compadecem com diáfonos andares.

OS TUDÓLOGOS

Não, não são podólogos, mas quantas vezes parece ser o único instrumento que usam. Fartinho da Silva, no ao segundo 24 horas Quarta República, põe a mão na ferida nos ditos politólogos que abundam na nossa praça e nos tudólogos que saltam da economia, às  finanças, aos assuntos internacionais, à política intestina e sobre tudo auguram, com bom ou mau augúrio, de acordo com a cartilha a que estão enfeudados.

É por isto que a comunicação social hoje está descredibilizada, pelas ruas da amargura, com a necessária excepção de alguns verdadeiros jornalistas, que se dão ainda ao luxo de serem jornalistas para... informar.

O JARDIM ZOOLÓGICO DE CRISTAL

Pereira é mais uma daquelas figurinhas pequeninas de cristal que enxameiam o nosso universo patético.
Como Pereira temos também o Mendonça, a Alçada e mesmo o Teixeira.
Tudo figurinhas colocadas a benefício do grande Satã, que viu nestas figuras mirradinhas a mão de pulso que as ia sempre manipular e colocar no bolso.
Ah, e já me esquecia do bolseiro Pinho (que vale por mil bolseiros, entretanto ex por auferirem mais do que o salário mínimo),...

Do outro lado, verdadeiras figurinhas de bolso,  como os couraçados, com evidentes semelhanças de chumbo com o Grande Satã, existem : o Silva, o Pereira, o Vieira, a André...

BALKENENDENORM: PORQUE NÃO VOTAM OS PORTUGUESES NESTA TERCEIRA REPÚBLICA!

«Por falar em salários, e já que em Portugal dentro da função pública ( e empresas do estado) há uma disparidade tão grande nos vencimentos, não estará na altura de se criar por aí uma norma idêntica à criada na Holanda, denominada de Balkenendenorm (Epónimo)?
Diz esta norma que, nenhum cargo público deverá ter uma remuneração superior à do Primeiro Ministro...O que diriam os gestores das empresas públicas por aí?!?
Parece-me uma medida honesta e sensata, não? Afinal, são salários pagos com o dinheiro dos contribuintes.
Pensem nisso»
Mais uma reflexão de um anónimo sem as mãos no poder!

GOVERNO ECONÓMICO EUROPEU

«Schaeuble voltou a recusar aceitar a emissão de obrigações do tesouro a nível europeu»

«Esta ideia que está sempre presente nas posições tomadas pela Alemanha de que há países que são cigarras e outros que são formigas, é profundamente injusta para com a grande maioria dos cidadãos europeus que habitam os países ditos periféricos (ou cigarras)...
De facto, embora, a meu ver, não se possa concluir que o desempenho destes cidadãos é inferior ao desempenho da média europeia (veja-se o sucesso do emigrantes portugueses), jamais se atreveram sequer a sonhar com o nível de vida da classe média alemã, p. ex.
O problema dos países periféricos situa-se, sobretudo, ao nível da capacidade de gestão (tanto publica como privada).
Pública, porque não existe uma visão estratégica de médio prazo que dê consistência à acção governativa, existindo, pelo contrário, uma governação populista dirigida para as próximas eleições, em benéfico de compadres e amigos, que fica muito cara aos contribuintes e foi a principal responsável pelo enorme endividamento publico a que chegamos.
Privada, porque não existe empresário que, de alguma forma, não faça depender o seu sucesso das ligações ao Estado, ao mesmo tempo que considera factor decisivo para a sua sobrevivência os baixos salários (veja-se a força que foi feita para não se actualizar o salário mínimo em € 15!!!!!).
SOS: Precisamos, urgentemente, de uma verdadeira elite com visão estratégica e sentido de justiça.
Comprem português.»
Será que o ministro Alemão tem razão, ou não sabe interpretar o sentido de comunidade?
Ouvir mais do que falar! 
A opinião de um Português da bloga!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PRESIDENTE REFORMADO OU SOLIDARIEDADE INTRAGERACIONAL?

«Cavaco prescinde de vencimento como PR e mantém pensões. O Presidente da República decidiu prescindir, a partir de 01 de Janeiro de 2011, do seu vencimento, no valor de 6.523 euros, de acordo com um comunicado de Belém»
A partir de hoje ficamos a saber que a República Portuguesa passará a ter à frente dos seus destinos um Presidente Reformado.
Só mesmo em Portugal!

FUNDO DE INDEMNIZAÇÕES BOMBA

«O novo fundo proposto pelo Governo para financiar os despedimentos não convence os empresários, apesar do aval da CIP.»
Como é possível dizer à boca cheia que se quer criar condições de simplificação e deslastreamento das empresas e depois vir-se com o seu contrário?
Que  "  animais irracionais "   são estes que nos afundam?
Porque este governo de irracionalidade económica tem de ser "   cilindrado"   quantos antes, e antes que destrua a possibilidade de reversão do país.
O país não aguenta mais estes energúmenos incompetentes!

A DEMOCRACIA DOS 24 EM PERPLEXO

«Os políticos fazem a leitura que lhes agrada das eleições; Cavaco, Nobre, Lopes e Coelho acham que ganharam. Só Alegre e Defensor reconheceram a derrota. Mas os próceres ou porta-voz dos partidos – Sócrates, Relvas, etc – todos consideraram que tinham ganho. Mas a verdade, que não lhes convém ver (e que seria óptimo para nós que vissem), é que todos perderam. Cavaco foi eleito por 246 portugueses em cada mil - 24 por cento! O problema não é o sistema; a democracia ainda é a melhor forma de Governo a que se chegou (nas civilizações conhecidas) e o nosso sistema, expresso na Constituição, é competente e tem os difíceis controles e equilíbrios que a melhor prática democrática recomenda. Não, não é o sistema. São as pessoas. É precisamente o triunfo do bem-estar proporcionado pela democracia que esvaziou as ideologias. Sem ideologias para defender, os políticos dedicam-se à única ideologia que faz sentido para eles: ganhar dinheiro. É também esse vácuo ideológico que leva os 950 dos mil portugueses a ir para os shoppings em dia de greve geral, em vez de ir para a rua gritar pelos seus direitos. Ficam de fora os 50 que militam na esquerda verdadeira (BE+PCP). Esses têm ideologia, mas infelizmente é uma ideologia que deu as piores provas práticas e não se adequa com as oportunidades dadas pelo sistema capitalista – oportunidades que nem todos conseguem ou sabem aproveitar, mas que todos querem ter como opção.»
Fonte: Perplexo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

JARDIM NADA ASSOMBRADO

Blog a percorrer nos tempos de chumbo é este.
Carla Maia de Almeida lembra-nos que há um tempo muito mais lúdico e prazeiroso. 
O tempo do sonho, do tempo de ler.

Potente, assombroso e nada assombrado este sítio onde se podem folhear as páginas dedilhando na suavidade côncava das teclas.

O VELHO ALMEIDA CHUTA PARA CANTO

«O presidente do PS, Almeida Santos, considerou, esta terça-feira, que os socialistas salvaguardaram a «unidade interna do partido», ao apoiarem Manuel Alegre «o que é muitíssimo mais importante do que ganhar eleições».
Há sempre uma desculpa na boca dos improdutivos deste país. 
Desta vez a unidade interna é superior à unidade na acção. E isto para não falar na unidade do país ou na unidade dos homens.
Patético, como esta figura anquilosada da democracia apodrecida Portuguesa, que se recusa a perceber que há um tempo não eterno para todos os homens.