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sábado, 7 de fevereiro de 2009

O BLOCO COMO OPÇÃO?

Com este discurso adaptado à prática, o bloco de esquerda, será inevitavelmente alternativa ao PS que perdeu com Sócrates qualquer tipo de credibilidade e que só a recuperará com homens como António José Seguro!

«Perante a actual conjuntura, «a nossa opção é a solidariedade e não a de cada um por si e que vença o mais forte», sublinhou o eurodeputado bloquista.

«O BE costuma ser atacado pelo primeiro-ministro» todos os dias «por ser moralista», disse, frisando quer pela primeira vez José Sócrates «tem toda a razão, porque a esquerda não vê a política como um jogo ou um exercício frio e calculista do poder».

Miguel Portas assegurou ainda que cada uma das propostas do Bloco de Esquerda tem por trás critérios de natureza ética e moral, considerando que essa é a única forma de responder à actual crise financeira, económica e social.»

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O PAÍS DOS TODOS RALHAM E TODOS TÊM RAZÃO


«O líder do BE Francisco Louçã afirmou segunda-feira à noite que «o único responsável» pela crise em Portugal é o «Governo de José Sócrates», que ao longo dos anos «tomou as decisões erradas».

«O único responsável essencial, que tomou as decisões erradas, chama-se Governo de José Sócrates», acusou, num encontro com militantes do BE realizado em Gaia, onde disse lembrar-se do líder do PS «em 2005, na campanha [eleitoral] fazer aquele ar espantado porque se tinha sabido que o desemprego tinha atingido os sete por cento».

«Dizia ele: não pode haver melhor prova da incompetência das políticas económicas que sete por cento de desemprego. Estamos em oito por cento», acrescentou Louçã.

O coordenador do Bloco considerou que se atingiu «um nível histórico: há três anos que estamos nos máximos dos últimos 30 anos» e alertou que os máximos de hoje podem ser os mínimos do futuro.»

Pode-se discordar de muito do que diz Louçã e da sua forma agressiva de fazer política. Mas que a verdade dói, dói!

O drama de Portugal é que a estas verdades indesmentíveis, a praxis política do bloco de esquerda agravaria ainda mais os problemas. A não ser que a ideologia exacerbada não correspondesse à posteriori a praxis política. O grande drama é não se perceber que ao Estado o que é do Estado, ao empresariado, principalmente aos pequenos e aos médios, o que é do privado.

Estranhissimo também, no Bloco, o facto da grande maioria dos seus dirigentes, embora com formulações agressivas de esquerda quase radical, muitas delas correctas na sua constatação, pertencerem à maioria de privilegiados Portugueses com bons ordenados e rendimentos.

O que é preciso em Portugal é as energias voltadas para o trabalhar não para o constante "bitatar"!