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sexta-feira, 3 de abril de 2009

CONSCIÊNCIA MUITO SOCIAL


(Vieira da Silva): ... é ou não boa ideia?
Sócrates): É genial! ... mas afinal havia assim tanta gente sem rede?
(Vieira da Silva): É! Muitas centenas de milhar! E os potenciais chegam ao milhão!
(Sócrates): E tu sabias?
(Vieira da Silva): Saber, sabia, mas era a bem das reformas chorudas!
(Sócrates): Da sustentabilidade queres tu dizer! Subsídios de desemprego para pequenos empresários, trabalhadores independentes ... genial! ... mas isso não custa muito dinheiro?
(Vieira da Silva): Custar, custa! Mas já há solução!
(Sócrates): Como assim? Vê lá o T. dos Santos ou se isso vai mexer com a remuneração do Vítor!
(Vieira da Silva): Nada disso! Os velhinhos já estão a receber o aviso para as não declarações! Se não pagarem aplica-se 100€ de coimas! Temos financiamento para a coisa!
(Sócrates): Mas 100€ ... e os medicamentos para este mês? Muitos nem lêem, ou escrevem, estão acamados, doentes! ... E não agrava o deficit?
(Vieira da Silva): Qual deficit? Isto é muita consciência social!

segunda-feira, 30 de março de 2009

SÓCRATES É UM CRIMINOSO?

NA OPINIÃO DE CÉSAR DAS NEVES ALGUNS DECISÕES PODEM SER TIDAS COMO TAL!

E NA MINHA E NA SUA?

sexta-feira, 27 de março de 2009

A ÚLTIMA ACÇÃO DE MARKETING DE JPSOUSA


JS - Querem painéis solares?
Turba - Queremos!
António Costa- Mas o que é que têm contra a JP Couto?
Turba - Fede a pasta de dentes! Com pasta por dentro importada e invólucro nacional por fora!
JS -Querem painéis solares?
Turba - Queremos!
JS - Então, tomem lá!
António Costa - Mas ò Sócrates, são mesmo painéis solares?
JS - São mesmo bons, são fantásticos, Melga! São mais para a termo dinâmica, mas quem se importa Melga! ... eu não deito a toalha ao chão, que é preciso é acção!
António Costa - Mas, ò Sócrates está lá fora uma legião de Portugueses esfaimados.
JS - Não interessa, Melga! Ingratos, Velhos do Restelo. Daqui a cinquenta anos andarão todos no fantástico TGV! Já estou a ver o nome da primeira locomotiva: TGPintodeSousa! Fantástico, Melga! A mim ninguém me pára!
António Costa - Mas ò JS, os Hospitais, os doentes de oncologia, as filas do desemprego ... estão a fechar as linhas do Corgo...
JS - Mas, ò Melga isso é fantástico ... esses são lá Portugueses ... tornem-se Espanhóis, seus Melgas!

sábado, 21 de março de 2009

TRÊS TRISTES TIGRES!

Será a maledicência sina Nacional ou resultado da indecência e do Chavismo Socratiano que grassa no rectângulo Português?

«Sol: «Políticos pobres que ao fim de anos estão milionários» Há algum milionário que o tenha sido a trabalhar?

CM: «Fisco penhora 212 mil salários»
ou penhora o País! Do oito ao oitenta!

«Expresso: «Chávez suspende mega contrato com Portugal» Mais um episódio da campanha negra!

A construção de casas sociais pré-fabricadas foi congelada. O negócio de dois milhões, anunciado com pompa está em risco.»

sábado, 14 de março de 2009

DEMOCRACIA DE CIDADÃOS

Mesmo que não consiga fazer passar a sua mensagem pelo ambiente de podridão que fede nos partidos, António José Seguro ficará na história da terceira república como um político com ética. Ao lado dele homens como Almeida Santos, José Sócrates, Santos Silva e muitos outros são apenas nódoas no Portugal dito democrático mas cada vez com mais semelhanças com qualquer Estado clepocrático.

sexta-feira, 13 de março de 2009

DA ESPERANÇA AO CINZENTISMO

Quatro anos de falso socialismo, de um Socratismo irritante e autista e o que ganhámos?
O egocentrismo, a corrupção, a criminalidade, o desespero, a emigração, a reversão da imigração, as reformas, o emprego, a pobreza, a confiança, a irrelevância, a reversão colonial, o despudoramento, a promiscuidade, o culto da personalidade, a intolerância, a incerteza, a tristeza … ainda é preciso mais?

terça-feira, 3 de março de 2009

VAMOS MAS É MALHAR NOS PORTUGUESES

«OCDE diz que as pensões vão cair para metade»
Pois bem nada de novo, porque quem se mete com o ... vamos mas é malhar nos Portugueses!

QUO VADIS PORTUGAL?

Faço minhas as palavras do post infra, reforçando que nunca esperei que o meu país chegasse a um estado tal! A responsabilidade, no entanto, é geral pela cobardia, oportunismo e falta de coluna vertebral de muitos Portugueses, pela comiseração e cinzentismo de outros, quadro geral e panorâmica que as televisões nos propiciaram no congresso do P.S. ao visualizar muitos dos apoteóticos congressistas.

Afinal, mesmo para quem é contra a violência, é fácil criticar a Guiné-Bissau, mas pelo menos aí não abunda a hipocrisia e uma paz podre de um país a caminho da irrelevância e do desespero!

Salva-se, nosso senhor o Cristo salvador, José Sócrates, que num outro passe de mágica carrega com os nosso sofrimento e dor, os Magalhães para Cabo Verde, numa simbiose de um Estado-partido dono de um produto e de uma empresa, a preparar um grande futuro num aerópago internacional onde habitações de 350.000 € se compram por bem menos tostões: vade retro, Satanás!

http://sorumbatico-longos.blogspot.com/2009/03/jose-socrates-o-cristo-da-politica.html

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A REPÚBLICA DE SÓCRATES
OU O PRESIDENCIALISMO AUTORITÁRIO DO PRIMEIRO-MINISTRO


Goste-se ou não tem de ser reconhecer voluntarismo e "punch" ao primeiro-ministro de Portugal, características que agregam à sua volta muitos novos-ricos do regime, mas também velhos-ricos que se deslumbram e identificam com o autoritarismo e o mau feitio, inteligentemente conotado por Sócrates no lançamento da candidatura de Elisa Ferreira como característica "carácter", mesmo esquecendo que carácter tem pouco a ver com constantes e estratégicas mentiras e inverdades.

Como bem observa o Portugal profundo o seu estilo aguerrido do "é preciso é fazer" não está é correctamente direccionado, porque parece-se cada vez mais com um tipo de regime de caudilho, com muitas raízes em Portugal, tributário de uma via média entre o Estado totalitário puro e formas mais mitigadas com esta cada vez maior colagem à definição totalitária de Hanna Arendt: a personalização de poder e o - já não pouco mitigado culto da personalidade - o partido monopolista do poder, a verdade oficial, a fusão entre os interesses públicos e privados, a utilização reiterada e manhosa da propaganda com o seu expoente máximo S.S., a salvaguarda policial e repressão das vozes vindas das forças armadas, o partido como instrumento de domínio.
Assim o post abaixo, também bem assinala

O presidencialismo autoritário do primeiro-ministro:

BEM PREGA FREI TOMÁS: FAZ AQUILO QUE ELE DIZ, NÃO FAÇAS O QUE FAZ!

«Público: «Escrituras no prédio de Sócrates mora com valores divergentes»
Primeiro-ministro declarou ter pago 47 mil contos pelo seu apartamento. Dois anos antes, um emigrante havia pago mais de 70 mil contos»

Quanto mais fundamentalista em causa alheia ... BEM PREGA FREI TOMÁS: FAZ AQUILO QUE ELE DIZ, NÃO FAÇAS O QUE FAZ!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A GRANDE ACLAMAÇÃO! OU
O REGRESSO AO DIVINO!

http://arrastao.org/sem-categoria/roi-te-de-inveja-kim-jong-il/


Ao mesmo tempo que povo anónimo, aclama para sempre o grande líder Chavéz e o Chavismo, ao mesmo tempo que Sócrates é aclamado líder incontestado de todos os socialistas, «José Sócrates foi reeleito secretário-geral do PS com 96,43% dos votos», esta pérola esquerdista que arrasta pela lama todos os não trotskistas, compara o nosso grande líder com Kim-Jong-Il: shame on you, Arrastão!

Quem sóis vós para dizer mal do nosso querido e amado líder Sócrates? Quem sóis vós para dizer mal do homem que instalou as reversões de dívidas para os criminosos empreendedores que ficam sem pão e camisa, só porque lhes baqueou a empresa no meio da crise? Quem sóis vós para pôr em causa os milhões tão rapidamente distribuídos sem a lentidão dos burocráticos concursos? Quem sóis vós para dar lições de democracia a quem tão facilmente se emociona pelo não reconhecimento dos milhões dos complementos de reforma? Quem sóis vós para pôr em causa as amizades Chavistas de um grande e internacional líder? Quem sóis vós afinal para contrariar um grande filósofo que pratica da vida um grande princípio: quanto mais vos bato e afundo, mais ireis gostar de mim!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?

Com a devida vénia de WEHAVEKAOSINTHEGARDEN :
EntreAmoresEdesamores: de um lado José Sócrates travestido de socialista mas muito aderente a outros istas, do outro lado M.F.Leite, genuinamente perdida num mundo de espinhos!
Dois amores, não me parece, mas duas valentes dores de cabeça! Verdadeiramente correcto só o nome do blog, WEHAVEANGRYHUNGRYANDKAOSINOURGARDEN!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O INIMIGO PÚBLICO Nº1!


«Carga fiscal sobe de novo em 2010!»

Mas alguma vez deixou de subir? Ou alguém tem dúvidas que quanto mais sobe, mais Portugal míngua? A quem interessa esta constante subida da carga fiscal? A que País? A quem produz? A quem vive do Estado? A quem o parasita? Cria este constante aperto dos agentes económicos um Estado mais equilibrado e mais justo?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Diz César: até tu Brutus queres replicar a asneira tantas vezes cometida!
Responde Sócrates: a César o que é de César, a Sócrates o que é de Sócrates! A Coelhone o que é de Coelhone! Ou não sabes que é ano de eleições e há que compor o ramalhete?

João César das Neves escreveu na segunda feira

"O erro económico de José Sócrates está em acreditar que o investimento público é bom em si mesmo. O primeiro-ministro demonstra uma fé cega na virtualidade imperativa dos projectos: basta anunciá-los e gastar dinheiro para a economia arrancar. Esquece que todo o dinheiro que gasta vai tirá-lo ao bolso dos contribuintes. Tal como o investimento privado, os projectos do Estado têm de ter utilidade e justificação. Aliás até têm de ter mais, pois usam o dinheiro dos pobres.
Apostar milhões em obras faraónicas nunca resolveu nenhuma crise.Pior ainda, na ânsia de realização, esquecem-se os custos lançados sobre as próximas gerações. Além das enormes despesas de manutenção, ao garantir aos concessionários das futuras auto-estradas mínimos de tráfego que nunca vão ser cumpridos, o actual Governo hipoteca os orçamentos nacionais no horizonte previsível. Tal política raia os limites da infâmia."

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A VIA REALISTA DA MANUTENÇÃO DO PODER

Sócrates diz agora que promete desagravar as classes médias, depois de as ter levado nos últimos três anos ao inferno. Louçã fala em exercício por parte de Sócrates do poder frio e calculista!

Perante isto Sócrates ficará na história do início do segundo milénio Português como tempo de tradição do poder maquiavelista, aquela tradição que diz que são as boas armas que fazem as boas leis, repudiando totalmente os idealistas para quem é através da justiça e dos valores que se exercita o poder e mesmo dos racionalistas, como Adriano Moreira, para quem a via média do poder é tributária não só da visão maquiavélica do poder mas também da via realista não Socratiana e desumanista!

O seu nome é que me parece não figurará na história, a não ser uma breve passagem para ilustrar tempos de regressão, com o exemplo dos elefantes brancos ao abandono em terra desértica e devastada e do exemplo do típico político demagogo e derivista cujo único objectivo é protelar-se no poder, dizendo hoje o mundo e o seu contrário!

PORTUGAL 2009

QUANDO SE OLHA PARA ISTO FICA-SE COM A CERTEZA QUE O NOSSO SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL SÓ SERVE PARA UMA COISA! PARA MANTER REFORMAS FAUSTOSAS À CONTA DA MAIORIA DO POVO PORTUGUÊS. PERANTE ISTO VIEIRA DA SILVA MERECE O MÍNIMO DE CREDIBILIDADE? SOCIALISTAS? BAH!
«Procurar no lixo o pão para a boca
Restos dos supermercados que diariamente são colocados nos contentores de rua constituem a fonte de alimentação de várias famílias que, embora tendo um lar, enfrentam sérias dificuldades económicas
00h30m
CRISTIANO PEREIRA
São 19 horas em ponto de uma noite de Inverno onde não falta a chuva. Numa rua do centro de Lisboa, abre-se uma porta das traseiras do supermercado de uma cadeia bem conhecida dos portugueses. Em poucos minutos, uma empregada coloca uma dezena de contentores de lixo no passeio.
Escassos metros ao lado, uma senhora búlgara faz de conta que olha para a montra de uma sapataria. A porta das traseiras do supermercado fecha-se e, sem demoras, aproxima-se dos contentores, abre a tampa e desata a mexer no que está lá dentro. Tem fome. Não sabe falar português. Diz-nos apenas, os dedos todos na mão aberta: "Cinco filhos, cinco filhos". Também têm fome.
Num ápice, surgem dois senhores de sacos na mão, um idoso e outro de meia idade. Debruçam-se sobre o interior dos contentores, os braços agitados a revolver o lixo. Que lixo? Os restos do dia, as sobras daquilo que ninguém comprou. E muita comida com o prazo de validade esgotado: frangos ou coelhos inteiros, peixe ou hortaliças. Pão, croissants e outros bolos, então, - ui! - são às dezenas. Ainda embalados nos sacos, com o respectivo preço, código de barras e data de validade a expirar no próprio dia (atente-se que o lixo foi depositado às 19 horas, 120 minutos antes do horário de encerramento do supermercado).
O JN aproxima-se, observa, tenta a abordagem. Eles mostram-se desinteressados, os olhos sempre postos no contentor. Não parecem querer grande conversa. Desconfiam. E mexem e remexem em embalagens, sacos plásticos, caixas de esferovite. A senhora búlgara, convencida de que ali estamos para o mesmo, estranha ver-nos quedos e toma a iniciativa de estender o braço para nos dar um saco de croissants.
É esta a dura e crua realidade diária de muita gente: procurar a comida no lixo que os supermercados deixam na rua. Não são pessoas sem abrigo. É gente perfeitamente integrada na sociedade, mas que vive à rasca, no desemprego ou com parcas reformas. O fenómeno não é novo, nem tão pouco circunscrito a este estabelecimento em particular. É algo que acontece em todo o país, onde quer que a fome aperte. E há fome em muitos lados. Como na casa de um idoso, que diz receber 350 euros de reforma, não tendo orçamento para o mês inteiro. É isso que o faz vir aqui mexer em restos de fiambre, separar as fatias que se lhe deparem decentes de outras mais impróprias.
Não passam mais de quatro minutos até chegar uma senhora com os seus 70 anos e aspecto cuidado. Assusta-se com a presença de uma máquina fotográfica, mas aceita falar sob anonimato. É uma história como tantas outras: trabalhou durante décadas como empregada doméstica, nunca descontou, foi despedida e agora vive sem reforma:
"Enrolaram-me, sabe? Era muito ignorante", lamenta. "Há muita gente que vem aqui, mas diz que é para levar comida para os animais", observa, antes de criticar aqueles "que vêm aqui mexer e deixam tudo espalhado no chão". Diz-nos que o mais habitual é aproveitar para levar pão e massa. "Eu acho que não estou a roubar nada a ninguém", afirma, antes de nos perguntar: "Isto não pecado, pois não?". É que se for eu não venho cá mais". »

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O BLOCO COMO OPÇÃO?

Com este discurso adaptado à prática, o bloco de esquerda, será inevitavelmente alternativa ao PS que perdeu com Sócrates qualquer tipo de credibilidade e que só a recuperará com homens como António José Seguro!

«Perante a actual conjuntura, «a nossa opção é a solidariedade e não a de cada um por si e que vença o mais forte», sublinhou o eurodeputado bloquista.

«O BE costuma ser atacado pelo primeiro-ministro» todos os dias «por ser moralista», disse, frisando quer pela primeira vez José Sócrates «tem toda a razão, porque a esquerda não vê a política como um jogo ou um exercício frio e calculista do poder».

Miguel Portas assegurou ainda que cada uma das propostas do Bloco de Esquerda tem por trás critérios de natureza ética e moral, considerando que essa é a única forma de responder à actual crise financeira, económica e social.»

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SERMÃO DE JPP AOS PEIXES!


Podemo-nos irritar com JPP pelo seu enorme snobismo, pela sua recusa à normal vulgaridade, não nos podemos é irritar com JPP é com o seu amor ao Padre António Vieira, porque chega de sermos peixes nesta poça inquinada e barrenta que dá pelo nome de Portugal!

«O texto de Santo Agostinho fala geralmente de
todos os reinos, em que são ordinárias semelhantes opressões e injustiças, e diz
que, entre os tais reinos e as covas dos ladrões — a que o santo chama
latrocínios — só há uma diferença. E qual é? Que os reinos são latrocínios, ou
ladroeiras grandes, e os latrocínios, ou ladroeiras, são reinos pequenos:
Sublata justitia, quid sunt regna, nisi magna latrocinia? Quia et latrocinia
quid sunt, nisi parva regna? É o que disse o outro pirata a Alexandre Magno.
Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia,
e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém, ele,
que não era medroso nem lerdo, respondeu assim. — Basta, senhor, que eu, porque
roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois
imperador? — Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o
roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas
Séneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a
uns e outros definiu com o mesmo nome: Eodem loco pone latronem et piratam, quo
regem animum latronis et piratae habentem. Se o Rei de Macedónia, ou qualquer
outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos
têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
Ponhamos o exemplo da culpa, onde a não pode
haver. Pôs Deus a Adão no Paraíso, com jurisdição e poder sobre todos os
viventes, e com senhorio absoluto de todas as coisas criadas, excepta somente
uma árvore. Faltavam-lhe poucas letras a Adão para ladrão, e ao fruto para furto
não lhe faltava nenhuma. Enfim, ele e sua mulher — que muitas vezes são as
terceiras — aquela só coisa que havia no mundo que não fosse sua, essa roubaram.
Já temos a Adão eleito, já o temos com ofício, já o temos ladrão. E quem foi o
que pagou o furto? Caso sobre todos admirável! Pagou o furto quem elegeu e quem
deu o ofício ao ladrão. Quem elegeu e quem deu o ofício a Adão foi Deus: e Deus
foi o que pagou o furto tanto à sua custa, como sabemos. O mesmo Deus o disse
assim, referindo o muito que lhe custara a satisfação do furto e dos danos dele:
Quae non rapui, tunc exolvebam . Vistes o corpo humano de que me vesti, sendo
Deus; vistes o muito que padeci, vistes o sangue que derramei, vistes a morte a
que fui condenado, entre ladrões. Pois, então, e com tudo isso, pagava o que não
furtei. Adão foi o que furtou, e eu o que paguei: Quae non rapui, tunc
exolvebam.
Mas estou vendo que com este mesmo exemplo de
Deus se desculpam ou podem desculpar os reis, porque, se a Deus lhe sucedeu tão
mal com Adão, conhecendo muito bem Deus o que ele havia de ser, que muito é que
suceda o mesmo aos reis, com os homens que elegem para os ofícios, se eles não
sabem nem podem saber o que depois farão? A desculpa é aparente, mas tão falsa
como mal fundada, porque Deus não faz eleição dos homens pelo que sabe que hão
de ser, senão pelo que de presente são. Bem sabia Cristo que Judas havia de ser
ladrão; mas quando o elegeu para o ofício em que o foi, não só não era ladrão,
mas muito digno de se lhe fiar o cuidado de guardar e distribuir as esmolas dos
pobres. Elejam assim os reis as pessoas, e provejam assim os ofícios, e Deus os
desobrigará nesta parte da restituição. Porém as eleições e provimentos que se
usam não se fazem assim. Querem saber os reis se os que provêem nos ofícios são
ladrões ou não? Observem a regra de Cristo: Qui non intrat per ostium, fur est
et latro . A porta por onde legitimamente se entra ao ofício, é só o
merecimento. E todo o que não entra pela porta, não só diz Cristo que é ladrão,
senão ladrão e ladrão: Fur est latro. E por que é duas vezes ladrão? Uma vez
porque furta o ofício, e outra vez porque há de furtar com ele. O que entra pela
porta poderá vir a ser ladrão, mas os que não entram por ela já o são. Uns
entram pelo parentesco, outros pela amizade, outros pela valia, outros pelo
suborno, e todos pela negociação. E quem negocia não há mister outra prova: já
se sabe que não vai a perder. Agora será ladrão oculto, mas depois ladrão
descoberto, que essa é, como diz S. Jerônimo, a diferença de fur a
latro.
Suponho finalmente que os ladrões de que falo
não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a
este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu
pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit:
furatur enim ut esurientem impleat animam.O ladrão que furta para comer, não
vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são
outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do
mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno: Non
est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in
balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui commisso sibi regimine
civitatum, aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi et publice
exigunt: Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os
que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os
exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das
cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os
outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam
debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista
que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça
levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes
a enforcar os pequenos. — Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!»

É bom revisitarmos e recordarmos o Padre António Vieira, para nos pormos em dia com o nosso passado e vermos aonde e como perdemos a nossa dignidade como povo!

domingo, 25 de janeiro de 2009

O GRANDE TIMONEIRO

(Sócrates, o Grande Timoneiro) - Mas que tio? Eu não tenho tio! Aquele homenzinho ali? Mas se eu não tenho tio como tenho primo?(Poder)- Mas tem mãe?(Sócrates, o Grande Timoneiro)- Mãe? Mas o que é isso de mãe? Eu não tenho mãe! A minha mãe é a minha esperteza e o meu pai a minha grande certeza!(Poder)- Pois??? (Sócrates, o Grande Timoneiro)- Se me julgam que me derrubam! Porreiro, pá, porreiro!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

MAS ALGUÉM LHE EXPLICA O QUE É A DEMOCRACIA!


«Sócrates: «Vi elementos do PS a votar com o CDS e não gostei»

É natural. Democracia é algo que lhe não está no sangue! Seguidismo, absolutismo e intolerância, sim!
Agora que a postura arrogante, autoritária é pouco consentânea com um verdadeiro socialista humanista, isso é!