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sexta-feira, 3 de abril de 2009

CONSCIÊNCIA MUITO SOCIAL


(Vieira da Silva): ... é ou não boa ideia?
Sócrates): É genial! ... mas afinal havia assim tanta gente sem rede?
(Vieira da Silva): É! Muitas centenas de milhar! E os potenciais chegam ao milhão!
(Sócrates): E tu sabias?
(Vieira da Silva): Saber, sabia, mas era a bem das reformas chorudas!
(Sócrates): Da sustentabilidade queres tu dizer! Subsídios de desemprego para pequenos empresários, trabalhadores independentes ... genial! ... mas isso não custa muito dinheiro?
(Vieira da Silva): Custar, custa! Mas já há solução!
(Sócrates): Como assim? Vê lá o T. dos Santos ou se isso vai mexer com a remuneração do Vítor!
(Vieira da Silva): Nada disso! Os velhinhos já estão a receber o aviso para as não declarações! Se não pagarem aplica-se 100€ de coimas! Temos financiamento para a coisa!
(Sócrates): Mas 100€ ... e os medicamentos para este mês? Muitos nem lêem, ou escrevem, estão acamados, doentes! ... E não agrava o deficit?
(Vieira da Silva): Qual deficit? Isto é muita consciência social!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PORTUGAL 2009

QUANDO SE OLHA PARA ISTO FICA-SE COM A CERTEZA QUE O NOSSO SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL SÓ SERVE PARA UMA COISA! PARA MANTER REFORMAS FAUSTOSAS À CONTA DA MAIORIA DO POVO PORTUGUÊS. PERANTE ISTO VIEIRA DA SILVA MERECE O MÍNIMO DE CREDIBILIDADE? SOCIALISTAS? BAH!
«Procurar no lixo o pão para a boca
Restos dos supermercados que diariamente são colocados nos contentores de rua constituem a fonte de alimentação de várias famílias que, embora tendo um lar, enfrentam sérias dificuldades económicas
00h30m
CRISTIANO PEREIRA
São 19 horas em ponto de uma noite de Inverno onde não falta a chuva. Numa rua do centro de Lisboa, abre-se uma porta das traseiras do supermercado de uma cadeia bem conhecida dos portugueses. Em poucos minutos, uma empregada coloca uma dezena de contentores de lixo no passeio.
Escassos metros ao lado, uma senhora búlgara faz de conta que olha para a montra de uma sapataria. A porta das traseiras do supermercado fecha-se e, sem demoras, aproxima-se dos contentores, abre a tampa e desata a mexer no que está lá dentro. Tem fome. Não sabe falar português. Diz-nos apenas, os dedos todos na mão aberta: "Cinco filhos, cinco filhos". Também têm fome.
Num ápice, surgem dois senhores de sacos na mão, um idoso e outro de meia idade. Debruçam-se sobre o interior dos contentores, os braços agitados a revolver o lixo. Que lixo? Os restos do dia, as sobras daquilo que ninguém comprou. E muita comida com o prazo de validade esgotado: frangos ou coelhos inteiros, peixe ou hortaliças. Pão, croissants e outros bolos, então, - ui! - são às dezenas. Ainda embalados nos sacos, com o respectivo preço, código de barras e data de validade a expirar no próprio dia (atente-se que o lixo foi depositado às 19 horas, 120 minutos antes do horário de encerramento do supermercado).
O JN aproxima-se, observa, tenta a abordagem. Eles mostram-se desinteressados, os olhos sempre postos no contentor. Não parecem querer grande conversa. Desconfiam. E mexem e remexem em embalagens, sacos plásticos, caixas de esferovite. A senhora búlgara, convencida de que ali estamos para o mesmo, estranha ver-nos quedos e toma a iniciativa de estender o braço para nos dar um saco de croissants.
É esta a dura e crua realidade diária de muita gente: procurar a comida no lixo que os supermercados deixam na rua. Não são pessoas sem abrigo. É gente perfeitamente integrada na sociedade, mas que vive à rasca, no desemprego ou com parcas reformas. O fenómeno não é novo, nem tão pouco circunscrito a este estabelecimento em particular. É algo que acontece em todo o país, onde quer que a fome aperte. E há fome em muitos lados. Como na casa de um idoso, que diz receber 350 euros de reforma, não tendo orçamento para o mês inteiro. É isso que o faz vir aqui mexer em restos de fiambre, separar as fatias que se lhe deparem decentes de outras mais impróprias.
Não passam mais de quatro minutos até chegar uma senhora com os seus 70 anos e aspecto cuidado. Assusta-se com a presença de uma máquina fotográfica, mas aceita falar sob anonimato. É uma história como tantas outras: trabalhou durante décadas como empregada doméstica, nunca descontou, foi despedida e agora vive sem reforma:
"Enrolaram-me, sabe? Era muito ignorante", lamenta. "Há muita gente que vem aqui, mas diz que é para levar comida para os animais", observa, antes de criticar aqueles "que vêm aqui mexer e deixam tudo espalhado no chão". Diz-nos que o mais habitual é aproveitar para levar pão e massa. "Eu acho que não estou a roubar nada a ninguém", afirma, antes de nos perguntar: "Isto não pecado, pois não?". É que se for eu não venho cá mais". »

sábado, 13 de dezembro de 2008

A NOVA TÉCNICA PARA ENCHER OS COFRES DO ESTADO

Finalmente uma boa técnica para encher os cofres do Estado, e para fazer face à incompetência do melhor ministro das finanças dos 27, agora que o combate virtuoso à fuga já não permite muito mais!

Modifica-se as leis no esconso dos gabinetes, mesmo se ao arrepio do simplex, exige-se alguma informação já existente e trás, exige-se a 200.000 contribuintes, todos ricos, todos a auferir para aí um trigésimo do que sua excelência o sr. Governador do Banco de Portugal aufere mensalmente, 240 € como prenda de Natal, atropelando-se o dever de informação! O ministério diz que não, que não tem de informar! Se é assim, para quem governa Teixeira dos Santos? Para os Portugueses ou para outros interesses?

Como há uma lei que diz que poderá ou não haver direito a coima se não tiver havido qualquer prejuízo para o Estado desta informação já possuída pelo Estado (porque caros leitores não estamos a falar de não entrega de verbas, porque essas já foram entregues, estamos a falar de três ou quatro dados -volume das prestações de serviço- valor das deduções de imposto e nada mais já em posse do Estado na entrega das declarações trimestrais), a decisão torna-se uma decisão de instância: se o chefe da repartição de finanças estiver bem disposto (por por exemplo já ter atingido os valores de coimas exigidos a propiciar uma boa ceia de natal!) a decisão magnânime, será positiva! Como Sócrates e o seu ministro, como sinal de inteligência não gostam de emendar a mão, que o reconhecimento dos erros e humildade é sinal de fraqueza, cumprir-se-à mais uma injustiça! Até que o desespero e a falta de paciência façam movimentar a mole!

Entretanto, ao arrepio da opinião de quase todos os Portugueses, prepara-se a construção de enormes elefantes brancos para destruir o que resta do futuro das próximas gerações e endividar o já endividado pobre Portugal!

Sr.Teixeira dos Santos, ficará certamente no coração de todos os Portugueses! Pronto, já sabemos que não governa por populismo! Governa, pois, não para o povo, mas para um grupinho! Terá com certeza, um lugar assegurado na história de Portugal e na económica em particular! Não será é no lugar mais conveniente!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ÉTICA DAS REMUNERAÇÕES
PEDOFILIA AGRAVADA,
OU ESTADO FALHADO!

«Constâncio está entre os banqueiros mais bem pagos
Vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano ... Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional «per capita».

Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento «per capita» dos EUA.»


É este o socialismo à Portuguesa ou o socialismo original que descredibiliza políticos e pseudo-democracia, baseado nas desigualdades e na extensão de mais? É esta a nova via? Ou uma enorme e extensa fraude? Que diferença entre a apregoada ética do capital e a ética do socialismo à Portuguesa?

Para quem vive com o ordenado mínimo garantido ou para quem está desempregado sem direito a subsídio, ou foi colocado no limbo da não actividade e nisso o governo Sócrates e Vieira da Silva são exímios responsáveis, olhar para as remunerações destes senhores sob o apregoado manto do mérito, mais a mais numa sociedade em que as diferenças de formação e informação são cada vez menores, já não é uma questão que se deva debater nos fóruns e ideologias do materialismo histórico e dialéctico, é uma questão sim de ética e de normalidade democrática.

Tudo mais é um Estado de coisas anómalo, uma espécie de pedofilia agravada que teima em fazer da sociedade Portuguesa uma sociedade não integrada, com direito a reclamar-se de um Estado falhado na assumpção dos direitos fundamentais!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

SHOW DE PRECARIEDADE

Para quem pensa que os jovens andam distraídos, desengane-se!

Para quem pensa que não há responsabilidades no País e gente verdadeiramente gananciosa, mesquinha e "criminosa", desengane-se!

Para quem pensa que a precariedade é um crime e um factor de atraso, não se engana!

Assim, todos ao grande espectáculo, dos precários inflexíveis, da entrega dos prémios aqui num País debaixo de si:

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ESTA A REALIDADE, NOSSA AMADA!

Esta a realidade ex-post, nossa amada, da governação Pinto de Sousa, escondida e deturpada por todos os "cães de fila" dessa "fraude monumental em forma de propaganda".

Já o sabíamos, já o prevíamos, os dados aí estão cruéis e significam: gente desempregada, desesperada, classes médias desamparadas, desempregados e recibos verdes desamparados ... fruto da arrogância, desprezo, autismo, incompetência, manipulação, erros crassos e fundamentalistas, ...
a ler com a devida vénia de ...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

VIVER COM 400€

Para quem ontem viu a reportagem trabalhar e viver com 400 €, só lhe dá vontade de perguntar: acham o 1º e os ministros que se pode viver, assim, em Portugal, e quando começam eles verdadeiramente a legislar para o país real.

É que governar com a cabeça nos seus rendimentos e dos pouco outros... é fácil!


Santa hipocrisia a afirmação de Sócrates,
que só maior qualificação trará um desafogar da vida!
Em Portugal, não,
só se for com a nota de 250.000 dólares
do ... democrático Zimbabwe!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

GRADUADOS ABANDONAM PORTUGAL


De França a Angola, de Espanha à Suíça, da Inglaterra à Irlanda, uma nova vaga de emigração, emigração agora graduada e qualificada, testemunha a ingratidão da mãe terra para com os seus naturais, ao mesmo tempo que outras vagas de emigrantes de ex-Palops e emigrantes de Leste, agora em menor número, a maioria indiferenciados, assolam o País de Norte a Sul.

Estranho destino para um País com uma baixa taxa de crescimento natural , a necessitar de verdadeiras políticas demográficas activas, a roçar o nulo. Tema dos menos debatidos na sociedade Portuguesa a demografia coloca-nos a todos, como comunidade, as maiores interrogações sobre o futuro.

Testemunho dessa emigração, «Graduados abandonam Portugal», «João Raminhos, Enfermeiro. Moutier, Suíça. O seu testemunho é a imagem de um País a desperdiçar e a esbanjar recursos, voltando mais uma vez as costas, aos seus melhores:

Durante toda a minha vida jamais pensei ser emigrante, muito menos nestes últimos 4 anos em que tirei o curso e que em que já me via a trabalhar num hospital perto de casa! Contudo, com o curso concluído e com a situação vergonhosa da Enfermagem em Portugal, as minhas esperanças de encontrar um posto de trabalho, saíam semana após semana frustradas. Um dia e em jeito de brincadeira, um colega de curso questionou-me o porquê de não irmos trabalhar para a Suíça. Essa possibilidade ficou a pairar sobre as nossas cabeças, e uns tempos mais tarde numa mistura de férias e de ter uma ideia de como as coisas são, viemos até cá.

Uma vez cá, e através de conhecimentos de enfermeiros portugueses que já cá estão há mais tempo, fomos até uma agência de emprego. O curioso disto é que nem eu nem esse meu colega falávamos francês (já que estou na parte francesa), pelo que utilizamos o inglês para entregarmos os nossos currículos e explicarmos o nosso interesse em para cá vir. Da parte da agência disseram-nos para voltarmos para Portugal e aprendermos francês, que da parte deles iam-nos arranjar emprego.

Passado um mês, e depois de termos frequentado umas aulas de francês e de relembrarmos tudo aquilo que damos na escola, a dita agência contactou-nos a informar que tinha encontrado lugares para trabalhar, num hospital numa cidade que nem sabia onde ficava!As malas foram feitas, os bilhetes comprados, as despedidas feitas e lá estávamos nós a partir rumo ao desconhecido. Coincidência ou não, poucos dias antes de vir embora foi-me oferecido um lugar no serviço e no hospital que queria, mas que recusei…Os primeiros dias, foram um bocado a apanhar do ar: falavam muito rápido, não se conhecia ninguém, rotinas diferentes, tempo frio, e todo um outro mundo a descobrir… Mas foi rápido a apanhar o ritmo, e a integração foi boa. Nunca me senti alvo de discriminação ou intolerância, antes pelo contrário sempre me ajudaram. Estou cá quase há um ano, e estou bem.

Tenho um contrato de trabalho a termo indeterminado (algo quase impensável em Portugal); apesar de ter mais de horas semanais (42 horas) trabalho menos; o salário é 2,5 vezes maior; a cidade onde moro é tranquila e com boas conexões aos principais centro urbanos suíços; conheço gente de muitos outros países e outras culturas; farto-me de passear e de descobrir sítios novos.

Entretanto e por razões pessoais, o colega que veio comigo regressou a Portugal. Mas, como a falta de pessoal qualificado a nível de saúde é elevado, outros colegas para cá vieram e aos poucos a comunidade portuguesa vai aumentando no hospital onde trabalho. Parece anedótico, mas muitos mais podem para cá vir, ninguém se mostra é interessado! Saudades de casa a bem dizer não sinto! Hoje em dia já ninguém espera pelo carteiro para saber notícias de família e amigos. E de avião são apenas 2.30h até Lisboa. Vir para cá foi a melhor coisa que podia ter feito!»

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ALERTA DOS PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS

No seu manual para a implementação do CENSOS 2011, o Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê que:

"Os indivíduos que recebam através dos chamados "recibos verdes" serão classificados na modalidade "Trabalhador por conta de outrem" desde que se verifiquem as seguintes condições: local de trabalho fixo dentro de uma organização, subordinação hierárquica efectiva e horário de trabalho definido. Caso estas condições não se verifiquem serão incluídos na modalidade "Trabalhador por conta própria." (página 110 do Manual, enviado em anexo).

Tendo em conta que, em Portugal, existem cerca de um milhão de trabalhadores/as a recibos verdes, a esmagadora maioria dos quais sendo 'falsos' trabalhadores independentes, o FERVE considera que a designação proposta pelo INE irá mascarar os números e claramente ludibriar a realidade.

Assim, caso discordem desta designação do INE, solicitamos que, por favor, enviem o texto-modelo apresentado de seguida para o seguinte mail:

http://webmail.iol.pt/horde/dimp/message.phpfolder=INBOX&thismailbox=INBOX&uid=1925#