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terça-feira, 31 de março de 2009

HISTÓRIA SEMPRE CONTEMPORÂNEA DE PORTUGAL


Quando se fizer a história do fim do século, início do século Português, muito se rirão os contemporâneos. A história comparada, então, encontrará traços profundos na monarquia constitucional, como na 1ª república, como na 3ª república, onde os bons substituíram os maus da república Salazarenta e Marcelista, acrescentando-lhes os laivos costumeiros da partidocracia corrupta e corrumpível.

Os nomes, então, desfiarão um após outro já, no entanto, quase todos engalanados de comendas e ordens republicanas. Como ontem, onde se vêem os homens e não se vêem os comportamentos, o que ficará é um grande buraco negro e uma arreliadora inércia de um país imemorial e centenariamente em decadência: a decadência da corrupção e da falta da educação para o civismo e ética!

segunda-feira, 30 de março de 2009

ELEIÇÕES 2009, OU BLOG POUCO PLURAL


«Rosa quando é de ser rosa, vermelho quando vermelho, laranja quando laranja e todas as outras cores quando se nos aprova.»

Vem esta florália a propósito de um novo blog chamado eleições 2009, Blog do Público para a cobertura das 3 campanhas eleitorais deste ano? coordenado por Paulo Querido, rapidamente publicitado no "Câmara pouco comum" e no blog que fala mas não ouve CausaNossa, causador de mal estar a quem aggiornamentos, fidelidades cegas e anquilozantes, opiniões pré-fabricadas e pré-concebidas são a razão suprema dos maus estares difusos que perpassam na nossa sociedade.

Como bastas vezes pede o nosso homónimo causanossa esperamos, ao contrário deste último, já agora direito ao contraditório e UM POUCO DE RIGOR, PLURALISMO, ÉTICA JORNALÍSTICA E DE DEMOCRACIA, s.f.f.

sábado, 28 de março de 2009

OEIRAS É FIXE
E MENSAGEM NAS ENTRELINHAS A SAMPAIO E OUTROS

FRASES DE ISALTINO:
«EU FICO MUITO SENSIBILIZADO PELA VOSSA PREOCUPAÇÃO»


«...PARA PROVAR A INOCÊNCIA ... A PROPÓSITO DAS GEMINAÇÕES E OS QUE ELAS REPRESENTAM EM TERMOS DE COOPERAÇÃO O CONHECIMENTO DE QUE DETERMINADAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS ... TINHAM DOS PROCESSO DE GEMINAÇÃO ... O PRESIDENTE DA REPÚBLICA JORGE SAMPAIO E O PRIMEIRO MINISTRO TINHAM CONHECIMENTO E INCENTIVAVAM AS GEMINAÇÕES, NESSE CONTEXTO ADMITO VIR A SOLICITAR ALGUMA INTERVENÇÃO ... »


SOB ESTE ASSUNTO ALGUMAS PISTAS: GEMINAÇÕES A RIMAR COM FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS; CAMINHO E PERDA - DESTINO DOS FINANCIAMENTOS; GABINETES DE PROJECTOS ESPECIAIS; DISTRIBUIÇÃO DE BENESSES; DEPARTAMENTO DO DESPORTO ...

AS MÃOS SUJAS OU OS OLHOS ENTARAMELADOS DE PARTE SUBSTANCIAL DOS ACTORES POLÍTICOS DÁ ASSIM AZO A FIGURAS COMO ISALTINO, AMANTES DE DINHEIRO NO BOLSO, MESTRES NA ARTE DE SE GOVERNAREM NA PUTREFACTA REPÚBLICA!

QUE SE ATREVA O PRIMEIRO A ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

COMO O VERDADEIRO ARTISTA
É PORTUGUÊS O VERDADEIRO CARNAVAL É-O TAMBÉM NESTA CASA PORTUGUESA ... COM CERTEZA!

Quer lá saber de Brasil ou samba, Veneza, Torre Vedras ou Loulé, há muitos anos que não sentia o cheiro tão intenso do verdadeiro carnaval, um cheiro difuso mas que se propaga por este imenso Portugal! ... sambistas, mascarados - encaraçados, pierrots indiferentes e plotistas encapuçados ... são aos milhares!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

2010: O DIA DEPOIS!


Podemo-nos irritar às vezes com ele, mas esta peça de J.P.P. peca apenas pelo brilhantismo do futurismo-quasepresente, e pelo sabor que se nos entranha, e que não nos estranha, por todos os sentidos!

«EXERCÍCIO DE FUTURO PRÓXIMO COM BASE NA LEI DE MURPHY

No final de 2009, ou no início de 2010, toma posse o Governo X que resultou de eleições legislativas meses antes. Um longo processo de formação do governo explica-se pelo facto de se tratar de um governo minoritário, que pode apenas contar com uma maioria parlamentar que resulta de um acordo político precário, com franjas políticas instáveis, obtido a muito custo com intervenção directa do Presidente da República em nome do "interesse nacional". É uma espécie de "governo de salvação nacional" sem que ninguém o sinta com legitimidade para tal, que resultou de uma campanha eleitoral muito radicalizada, envolvendo sérias suspeitas sobre o primeiro-ministro anterior que a conclusão precipitada de um inquérito judicial foi incapaz de dissipar. O grau de confiança dos portugueses nos políticos e em instituições como a justiça está nos seus mínimos históricos e ninguém acredita em ninguém.
À esquerda e à direita, cresce a extrema-esquerda e a extrema-direita, uma com expressão eleitoral e a outra com expressão nas ruas, nas conversas, nos fora das rádios e da televisão, no sebastianismo, no populismo grosseiro que também teve tradução nas eleições locais. A dimensão nacional da política quase desapareceu a favor de uma política de proximidade que favorece o mediatismo espectacular e o populismo das soluções fáceis. O discurso do inimigo, do "outro", tornou-se o caldo de cultura da vida política. Cabalas, "forças ocultas", conspirações e excomunhões surgem por todo o lado. A comunicação social enche-se de ajustes de contas por interposta fuga de informações, como se tudo na vida pública fosse uma competição de corrupções. Volta a falar-se de ditadura e de golpes militares.
A rua mergulha também na exclusão do "outro" à medida que a criminalidade violenta e a incapacidade dos governantes em lidar com a insegurança crescente se soma aos crimes "sociais". O emigrante "criminoso", o "preto", os bandos "violentos", os "ricos", os "corruptos", os "políticos" recebem tantos insultos e condenações quantas vezes se respira o ar miasmático das terras de desempregados, de velhos reformados sem futuro, de mulheres que voltaram para casa da fábrica, de jovens sem destino e com tempo a mais.
O Governo X encontra uma situação económica, financeira e social sem paralelo na vida do país a não ser na crise do pós-guerra, pós-1918, quando havia assaltos a mercearias, tumultos nas ruas, tentativas de golpes, uma guerra civil larvar entre monárquicos e republicanos, republicanos e sindicalistas, e a violência política era a regra. Centenas de milhares de trabalhadores estão no desemprego e já passaram a data-limite para receberem o subsídio a que tinham direito. Em múltiplas localidades do Norte e do interior, nos subúrbios industriais das grandes cidades, em todos os sítios do país onde tinha sobrevivido um tecido industrial, os edifícios das fábricas fechadas sucedem-se a outras fábricas fechadas. Já ninguém repara nos cartazes antigos contra o desemprego, nos apelos a greves e manifestações, nas pichagens nos muros exteriores. O trânsito nessas estradas que, no passado, conhecera engarrafamentos de camiões TIR, com contentores, furgonetas, carrinhas de serviços e autocarros com o "pessoal", desapareceu. Numa ou noutra grande instalação que fora industrial os pavilhões servem apenas de armazém. Ocasionalmente, passa um camião com sucata, uma grua, uma camioneta com garrafas de ar comprimido, uns materiais de obras, mas a actividade industrial quase parou.
Nos blocos de habitação barata, nas urbanizações suburbanas que acolherem a mão-de-obra industrial que acompanhara a abertura das fábricas, os anúncios de "vende-se" proliferam, por iniciativa dos bancos a quem as prestações da casa deixaram de ser pagas. A degradação dos prédios acentua--se, porque há muito tempo que os condomínios deixaram de funcionar, e nenhum condómino tem dinheiro para reparar os elevadores. Cafés e lojas no andar térreo fecham e abrem, dando sempre origem a um negócio menos qualificado, a montras com produtos cada vez mais baratos. Algumas viraram "lojas de chineses", mas mesmo esse manancial de consumo baratíssimo parece ter--se estancado. O pequeno comércio antigo, que já subsistia com muita dificuldade, está todo a fechar. Os vidros sujos de muitas lojas permitem ver a correspondência que ninguém recolhe no chão cheia de pó e humidade. Nas cartas enrugadas e sujas proliferam as intimações fiscais.
O Governo X encontra-se com uma emergência social. Herdou uma situação incomportável e que não pode em nenhuma circunstância continuar: milhares de salários em várias indústrias estavam a ser pagos pelo Governo anterior com o disfarce de "formação", por períodos que coincidiam com o ano eleitoral. Não há nenhuma possibilidade de o continuar a fazer no estado em que estão as contas públicas. O país tem uma dívida-recorde e cada vez maior dificuldade em financiar-se no exterior. A receita fiscal cai a pique à medida que a actividade económica pára e nem listas negras de contribuintes, nem os cadernos de vendas de imóveis e carros por execuções fiscais impedem milhares de não pagarem os impostos. Uns porque fogem ao fisco, muitos porque não têm dinheiro para pagar.
Para o Governo X não há muitas soluções para além de um programa muito severo de austeridade, com um aumento drástico de impostos, e uma redução acentuada do nível de vida. Uma geração inteira que nunca conheceu senão sucessivos "apertares de cintos" com a promessa da "luz ao fundo do túnel", com "sacrifícios" exigidos com a contrapartida de benefícios futuros já percebeu, com revolta ou passividade, que no fim pressuposto do ciclo dos "sacrifícios" não há senão outros sacrifícios. O empobrecimento das famílias atinge toda a gente da classe média para baixo e apenas os funcionários públicos, a quem o Estado garantia o emprego, não sentiam os aspectos mais duros da crise. No entanto, todos desconfiavam que essa situação iria mudar, mesmo para quem se pensava protegido, porque o Governo anterior tinha comprometido milhões e milhões de euros e prometido muitos mais, sem que se visse qualquer resultado na economia. E agora não havia dinheiro, nem para manter o Estado.
A radicalização política do partido no anterior Governo, impulsionada por um primeiro-ministro acossado e arrogante, impedira qualquer viragem política, porque este "não queria perder a face". Políticas erradas e ineficazes, em vez de serem corrigidas, eram premiadas com mais e mais dinheiro, numa tentativa de as salvar pela overdose. O Governo tornara-se errático e orientava-se pelas estrelas. O dinheiro fluía para um vazio, enriquecia quem não devia, salvava o património de quem não devia e desbaratava o erário público sem qualquer efeito útil. O período que precedera as eleições que dera origem ao Governo X tinha sido de um desperdício eleitoral sem paralelo, a pretexto da "crise", que o primeiro-ministro cessante tinha prometido não chegar. Na fase final do seu mandato, o mesmo primeiro-ministro tinha inflamado o espaço público com frases incendiárias contra os "ricos" e promessas sobre promessas e inúteis novas divisões, num país que já tinha tantas. Quem veio a seguir encontrava tudo minado e as sementes de violência plantadas cada vez mais fundo.
No dia da posse do Governo X, toda a esperança estava perdida. Tudo o que podia ter corrido mal correra mal.
(Versão do Público, 14/2/2009.) - J. Pacheco Pereira»

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ANGOLA AGRADECE E QUE TENHA MUITO SUCESSO!

«JN: «80 mil portugueses escolheram Angola». Procura é cada vez maior. Negócios e trabalho para fugir à crise.»
ANGOLA AGRADECE!
Fogem os mais capazes, aqueles com mais motivação e empenho, aqueles que ajudarão Angola a tornar-se um país mais rico mais rapidamente!
Angola agradece, na exacta proporção de um pequeno rectângulo que fenece amordaçado por falta de visão, excesso de intervenção de um falso socialismo popular que liquida em primeiro as classes populares e que fará de todos colectivamente mais pobres!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SERMÃO DE JPP AOS PEIXES!


Podemo-nos irritar com JPP pelo seu enorme snobismo, pela sua recusa à normal vulgaridade, não nos podemos é irritar com JPP é com o seu amor ao Padre António Vieira, porque chega de sermos peixes nesta poça inquinada e barrenta que dá pelo nome de Portugal!

«O texto de Santo Agostinho fala geralmente de
todos os reinos, em que são ordinárias semelhantes opressões e injustiças, e diz
que, entre os tais reinos e as covas dos ladrões — a que o santo chama
latrocínios — só há uma diferença. E qual é? Que os reinos são latrocínios, ou
ladroeiras grandes, e os latrocínios, ou ladroeiras, são reinos pequenos:
Sublata justitia, quid sunt regna, nisi magna latrocinia? Quia et latrocinia
quid sunt, nisi parva regna? É o que disse o outro pirata a Alexandre Magno.
Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia,
e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém, ele,
que não era medroso nem lerdo, respondeu assim. — Basta, senhor, que eu, porque
roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois
imperador? — Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o
roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas
Séneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a
uns e outros definiu com o mesmo nome: Eodem loco pone latronem et piratam, quo
regem animum latronis et piratae habentem. Se o Rei de Macedónia, ou qualquer
outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos
têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
Ponhamos o exemplo da culpa, onde a não pode
haver. Pôs Deus a Adão no Paraíso, com jurisdição e poder sobre todos os
viventes, e com senhorio absoluto de todas as coisas criadas, excepta somente
uma árvore. Faltavam-lhe poucas letras a Adão para ladrão, e ao fruto para furto
não lhe faltava nenhuma. Enfim, ele e sua mulher — que muitas vezes são as
terceiras — aquela só coisa que havia no mundo que não fosse sua, essa roubaram.
Já temos a Adão eleito, já o temos com ofício, já o temos ladrão. E quem foi o
que pagou o furto? Caso sobre todos admirável! Pagou o furto quem elegeu e quem
deu o ofício ao ladrão. Quem elegeu e quem deu o ofício a Adão foi Deus: e Deus
foi o que pagou o furto tanto à sua custa, como sabemos. O mesmo Deus o disse
assim, referindo o muito que lhe custara a satisfação do furto e dos danos dele:
Quae non rapui, tunc exolvebam . Vistes o corpo humano de que me vesti, sendo
Deus; vistes o muito que padeci, vistes o sangue que derramei, vistes a morte a
que fui condenado, entre ladrões. Pois, então, e com tudo isso, pagava o que não
furtei. Adão foi o que furtou, e eu o que paguei: Quae non rapui, tunc
exolvebam.
Mas estou vendo que com este mesmo exemplo de
Deus se desculpam ou podem desculpar os reis, porque, se a Deus lhe sucedeu tão
mal com Adão, conhecendo muito bem Deus o que ele havia de ser, que muito é que
suceda o mesmo aos reis, com os homens que elegem para os ofícios, se eles não
sabem nem podem saber o que depois farão? A desculpa é aparente, mas tão falsa
como mal fundada, porque Deus não faz eleição dos homens pelo que sabe que hão
de ser, senão pelo que de presente são. Bem sabia Cristo que Judas havia de ser
ladrão; mas quando o elegeu para o ofício em que o foi, não só não era ladrão,
mas muito digno de se lhe fiar o cuidado de guardar e distribuir as esmolas dos
pobres. Elejam assim os reis as pessoas, e provejam assim os ofícios, e Deus os
desobrigará nesta parte da restituição. Porém as eleições e provimentos que se
usam não se fazem assim. Querem saber os reis se os que provêem nos ofícios são
ladrões ou não? Observem a regra de Cristo: Qui non intrat per ostium, fur est
et latro . A porta por onde legitimamente se entra ao ofício, é só o
merecimento. E todo o que não entra pela porta, não só diz Cristo que é ladrão,
senão ladrão e ladrão: Fur est latro. E por que é duas vezes ladrão? Uma vez
porque furta o ofício, e outra vez porque há de furtar com ele. O que entra pela
porta poderá vir a ser ladrão, mas os que não entram por ela já o são. Uns
entram pelo parentesco, outros pela amizade, outros pela valia, outros pelo
suborno, e todos pela negociação. E quem negocia não há mister outra prova: já
se sabe que não vai a perder. Agora será ladrão oculto, mas depois ladrão
descoberto, que essa é, como diz S. Jerônimo, a diferença de fur a
latro.
Suponho finalmente que os ladrões de que falo
não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a
este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu
pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit:
furatur enim ut esurientem impleat animam.O ladrão que furta para comer, não
vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são
outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do
mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno: Non
est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in
balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui commisso sibi regimine
civitatum, aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi et publice
exigunt: Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os
que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os
exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das
cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os
outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam
debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista
que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça
levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes
a enforcar os pequenos. — Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!»

É bom revisitarmos e recordarmos o Padre António Vieira, para nos pormos em dia com o nosso passado e vermos aonde e como perdemos a nossa dignidade como povo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O SIMPLEX E O RESPEITO PELOS EMIGRANTES

«Novo veto de Cavaco Silva
Fim do voto por correspondência dos emigrantes não foi promulgado pelo Presidente»

Muito bem! Valha-nos Cavaco! Primeiro fecha-se embaixadas e consulados. Depois "simplifica-se" o voto dos emigrantes. Como é que é possível querer afastar desta maneira os emigrantes deste País? Este P.S. está louco!
António José Seguro à regeneração deste P.S. Já, enquanto é tempo!

A GRANDE NOITE DAS MISÉRIAS LONGAS


E de repente o mundo virou! Um grande buraco negro parece querer tomar conta de tudo, homens e mulheres a arrastarem-se nos tempos cinzentos, a crise da mentira a desnovelar-se aos nossos olhos, tudo parece tão intensamente indiciar uma nova e longa noite de proteccionismos e de misérias longas. E culpados, há? Há, mas mais que culpados vai haver agora muitas vítimas. Vítimas da ganância, da ignomínia, do desprezo, da desolidariedade, vítimas da desesperança. É neste quadro que uma nova ordem mundial terá que ser reconstruída e uma nova ordem interna expurgada dos vendilhões de promessas e todos os ladrões do tesouro público! Na sequência dos Prós e Contras de ontem o meu aplauso para Abreu Amorim, Paulo Morais e Saldanha Sanches e o meu profundo despeito para outros cuja imensa fortuna fruto da simbiose dos interesses, os tornou personna malquistas pelo cinismo e indiferença perante o grande buraco negro de que foram, pelo menos na omissão, cinicos e oportunistas cúmplices !

E é neste quadro de grande buraco negro que Susana Abecassis liberta:

«A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.

O Primeiro-ministro diz-se vítima de uma campanha negra na comunicação social, por causa de alegadas irregularidades na legalização do Freeport em Alcochete.

Não sei se há campanha negra ou não. Certamente, não será na comunicação social, que se tem limitado a publicar os dados recolhidos numa investigação judicial em curso, dados que, até ver, não foram desmentidos.

Mas é curioso que este Primeiro-ministro se queixe da comunicação social, ele que, como ninguém, tem gozado da benevolência e da apatia dos jornalistas. Tem sido assim ao longo dos últimos três anos, sem que se faça uma investigação séria aos gastos em marketing e agências de comunicação que promovem os diversos anúncios das políticas do Governo.

Tem sido assim quando a cara do Primeiro-ministro aparece no material distribuído nas cerimónias de inauguração de equipamentos públicos, como aconteceu na semana passada.

E terá sido a contar com essa apatia que o Primeiro-ministro achou que podia vender gato por lebre e chamar a um estudo encomendado pelo Governo a ex-funcionários da OCDE um estudo daquela organização. A OCDE não gostou e fez questão de repor a verdade.

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insidias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.

Melhor do que ninguém, o engenheiro Sócrates sabê-lo-á, habituado como está a utilizar as técnicas de propaganda para, subtilmente ou nem tanto, veicular a sua propaganda e a do Governo. É que, para quem tão violentamente se indigna com aquilo a que chama insídia contra si, não deveria ser irrelevante a autoria de um estudo que o seu Governo encomendou.

Ao contrário do que se pensa.

Raquel Abecasis»

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

LISBOA CIDADE VERDE, AZOUGUE

Fotografias gentilmente extraídas da barbearia mais conhecida de Portugal, http://barbearialnt.blogspot.com/2009/01/0_8878.html#links

Que melhor uso para uma cidade a cair de podre, do que a criação extensiva de gado, na Lisboa das múltiplas Lisboas de Alfama até Cascais?

Ganhavam as vacas deste País, ganhava a cidade pela extensão de novos campos e prados, ganhava a CML pela poupança nos serviços de espaços verdes.

Uma Lisboa verde, assim, até dá gosto, jardim zoológico a céu aberto, economia primária de grande sucesso ... e é vê-las mugir de satisfação!

sábado, 24 de janeiro de 2009

ENERGIA DESPERDIÇADA


Porque é que há tanta gente a pôr o dedo nas feridas e outros que teimam em só abri-las? Henrique Neto pertence à primeira categoria!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

EM LINHA RECTA ...

Tios e primos são figuras gradas da política à Portuguesa! Depois do primo de Isaltino, os familiares de Sócrates!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A INFINITA REPÚBLICA!

Variação sobre um olhar sobre a vida da QUARTA REPÚBLICA:

Sendo ainda novo para a reforma e velho para o trabalho, arrastado pela voracidade de um país invertido, entusiasmo-me hoje mais que nunca pela maior riqueza que o mundo me devolveu: o desfrutar do tempo! Quanta tristeza tenho de ver o meu país correndo celere, abotoando-se de rugas materiais, do sempre mais e mais, escondendo-se desta suprema felicidade de tudo fazer nada fazendo! É com certeza um luxo, mas não será este o verdadeiro luxo de corpos que se afundarão eternamente despojados de tudo, menos do sorriso eterno de termos vivido ou sonhado completamente? Celebremos novamente o valor da vida, a leitura, o pensamento, o tempo para recordar e sorrir, a contemplação de uma flor no jardim, o prazer do lento arrastar do nosso olhar.

Afinal estes cadáveres adiados que procriam, também podem aspirar à real felicidade despojada e desmascarada do quase-tudo-nada! Afastemos um pouco a cortina do sucesso e descortinemos através dela um tempo de menor ansiedade e maior felicidade! Afinal para quê apressar o nosso tempo presente?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ABUSO DE CONFIANÇA POLÍTICO-DESPORTIVO!



Compartilha-se, CONFIGURANDO um verdadeiro e genuíno abuso de confiança político-desportivo!

domingo, 11 de janeiro de 2009

GOVERNAR PARA OS PORTUGUESES
OU PARA A MANUTENÇÃO NO PODER E PARA OS INTERESSES?

«Juntar eleições autárquicas e legislativas poupa 4 milhões». Presidente quer junção. Governo discorda.»

Governo discorda de tudo o que seja positivo para os Portugueses! Poupar para quê? Se com a inflação a 1% se pode sempre aumentar a carga fiscal a 10 e 12% como se fez com o Imposto de circulação?

sábado, 10 de janeiro de 2009

O QUE PENSAM 9.500.000
DE PORTUGUESES DA ACTUAL REPÚBLICA!

Há alguém ainda que não subscreva estas palavras?


«A CORJA POR

O actual sistema político português tem sido desolador. Pela improdutividade, pelo descontrole do seu próprio funcionamento e pelos abusos a que tem dado origem.Aproveitando-se da índole pacífica dum povo inculto, adormecido por 40 anos de ditadura e exausto por uma prolongada guerra colonial, os chamados “democratas” apoderaram-se das instituições políticas do país, manipulando-as a seu belo prazer e cometendo os mesmos abusos, senão mais e maiores, dos que foram cometidos durante a ditadura e que tão criticados foram enquanto eram oposição. Criaram-se Ministros, não só sem pasta, mas sem conta, Secretários de Estado “a granel”, centenas de lugares de deputados, pagos a peso de ouro, inúmeros lugares de assessores, secretárias, motoristas, etc.Se isso se sente ao nível do país que dizer dos governos regionais. Criou-se uma pesadíssima máquina administrativa que absorve grande parte dos orçamentos regionais, para satisfação duma classe política voraz. O que dantes se resolvia com três Governadores Civis, três Presidentes de Juntas Gerais e meia dúzia de funcionários, necessita agora de inúmeros Secretários Regionais, um sem número Directores Regionais, assessores, secretárias, motoristas a perder de vista, e automóveis. Muitos e bons automóveis. Também se criou um exagerado número de deputados que reúnem pouco e que são completamente desnecessários, pelo menos da maneira que funcionam, mas cujos lugares são necessários para eles mesmos.Todas as vezes que muda um governo mudam-se centenas de administradores de empresas públicas que outra qualificação não têm do que o cartão do partido no poder. E, dada a desafogada situação económica, renovam-se também, os Directores-Gerais, os assessores, as secretárias e a frota automóvel dos diferentes departamentos governamentais, com a desculpa de que são lugares de «confiança política»!Creio que o vulgar cidadão tem dificuldade em entender o que são lugares de «confiança política».Poderão ser da «conveniência dos políticos», mas seguramente não por razões técnicas. Não será o melhor gestor duma determinada empresa aquele que a desconhece por completo e que como curriculum só apresenta as credenciais partidárias. Percebe-se a intenção das nomeações para as empresas públicas dos políticos dispensados de funções governativas e que nada têm a ver com as referidas empresas. Por certo que não no interesse das empresas nem do país. Não seria lógico que houvesse nessas empresas uma carreira a que se teria acesso por concurso público e quem fosse tecnicamente melhor ocupasse os lugares? Assim seria num país civilizado e sério, mas em Portugal, com um regime afro-sul-americano, será nomeado o que for o mais subserviente ao PS, ao PPD ou ao CDS ou familiar dos seus dirigentes.Quando o governo PSD substituiu o do PS e o acusou de delapidar erário quase levando o pais à bancarrota e obrigando a renovados sacrifícios, ouvimos um coro de protestos do PS acusando o Governo de irresponsabilidade porque isso iria diminuir a confiança do povo e de eventuais investidores nacionais e estrangeiros. Agora, invertido o cenário, assistimos ao PS a acusar o PSD de “delapidar erário quase levando o país à bancarrota e obrigando a renovados sacrifícios” mas já não se fala no prejuízo de “diminuir a confiança do povo e de eventuais investidores nacionais e estrangeiros”.Nunca vemos, da parte de qualquer governo, a vontade de aproveitar uma ideia que lhe seja sugerida por um opositor. São invariavelmente chumbadas na Assembleia, quantas vezes com prejuízo do país, só porque não partiram da bancada da maioria!Assistimos frequentemente a longos e inúteis debates, por questões quantas vezes fúteis, em que uma bancada ou o governo propõe determinada lei que já tinha sido proposta pela agora oposição e que esta longamente debate a inconveniência de tal legislação que, num passado recente, tinha ela própria proposto aos deputados!!!As lutas partidárias tornaram-se tão estéreis e ridículas como as partidas de futebol, onde impera o clubismo, o dinheiro, obscuros interesses económicos e não o interesse desportivo. A Assembleia transformou-se também num campo desportivo, onde imperam os interesses pessoais e partidários em detrimento dos interesses do país.O deputado pode matar, roubar, ser pedófilo, etc., que está protegido pela tutelar Assembleia! Tem direito à impunidade! Ao deputado é permitido, dada a situação de desafogo económico do país, viajar em 1ª classe e subdividir as passagens para levar a família, a amiga e o gatinho. E ter ajudas de custo! Já não é ilegal porque o Dr. Mota Amaral propôs e permitiu a legalização da trafulhice.Aos políticos e aos administradores das empresas públicas são concedidas benesses que ao comum dos portugueses são negadas. Basta-lhes estarem sentados durante doze anos – e às vezes nem isso – sem produzir rigorosamente nada, para ter direito a uma choruda pensão vitalícia!Os ministros permitem-se o gozo de férias, quatro meses após o início de funções!!! O que não é permitido ao comum dos portugueses. Mas falam em acabar nos privilégios dos políticos…Assistimos, já com indiferença, aos políticos prometerem a lua durante as campanhas eleitorais para depois de eleitos esquecerem as promessas que fizeram e com as quais conquistaram o eleitorado. Na vida civil chama-se a isso “publicidade enganosa” e os prevaricadores, se não tiverem “cunhas”, são habitualmente punidos. Ao político, como não é responsável, tudo é permitido. É inimputável! O que para o comum dos cidadãos não é um adjectivo lisonjeiro.Já ninguém acredita nos benefícios da subida dos impostos e do aumento dos investimentos públicos. Sabe-se, por experiência, que o aumento dos impostos vai servir para aumentar a classe política e alimentar as benesses que ela se atribui. Sabe-se, também por experiência, que os custos dos investimentos públicos “derrapam” sempre para benefício de quem os promove e não para benefício dos seus destinatários.No Orçamento Regional de 2008 a verba atribuída à ALRA é de 10.412.606 €. Esta enorme despesa significa 200.242 €uros por deputado que no próximo ano aumentará ainda!! São 40.500 contos por cada um destes inúteis, fora seguramente as chorudas pensões de reforma conseguidas, não pelo seu mérito mas pela subserviência ao seu chefe partidário, em apenas doze anos de preguiça!Recentemente foi eleito um jovem deputado, creio que ainda estudante universitário, cujo único mérito conhecido é o de ser filho do Presidente do Governo. Assim aos trinta e poucos anos terá direito a uma choruda pensão de reforma sem necessidade de trabalhar ou de ter preocupações! Seguramente que lá está para defender os interesses do povo…Ser-se deputado deixou de ser uma função. Passou a ser uma profissão. Numerosa, bem paga e com direito a chorudas pensões vitalícias. Os deputados nos Açores são 52 para uma população de 241.763 habitantes. A manter-se uma proporção Lisboa deveria ter 2.150, os Estados Unidos 63.026 e a China 276.811 deputados. Alguns puristas, ainda assim, acham que temos poucos deputados.As despesas da Assembleia da República foram de 109.818.630 €uros (22 milhões de contos) !!!!!! Dividindo pelos 230 vorazes e inúteis deputados temos uma despesa de 477.472 € (95.724 contos!!!) por cada um dos elementos desta corja.A inacreditável reabilitação de Salazar e do Estado Novo, 40 anos após a sua morte, deve-se unicamente à conduta política e podridão destes “democratas” que se apoderaram do poder para se servirem a si e aos seus, transformando o próprio Estado no maior ladrão e caloteiro que o país conhece, muitas vezes a coberto da lei que eles próprios inventaram. Salazar, com todos os seus reconhecidos defeitos, nunca beneficiou a família ou a si próprio com benesses e privilégios monetários escandalosos. Sendo um ditador quem o impediria de o ter feito? Não o fez simplesmente porque era honesto. Não era democrata e não o escondia. Talvez menos pelo sistema em si, mas porque conhecia demasiado bem os nossos “democratas”. Encobriu escândalos? Seguramente. Mas hoje a transparência democrática também o faz, quando não consegue através da inoperante justiça ilibar os criminosos.São os casos de óbvio enriquecimento dos detentores de cargos políticos sem que ninguém cuide de investigar como e porquê. São os casos dos faxes de Macau, da Casa Pia, dos McCann, das viagens fantasmas dos deputados, dos Isaltinos, dos Valentins, das Fátimas Felgueiras, das derrapagens nas obras públicas, etc, etc, etc,.A negligência demonstrada enquanto detentores de cargos de responsabilidade, pagos a peso de ouro pelos miseráveis contribuintes, é premiada com o encobrimento quando não com a promoção. São disso exemplo os casos recentes dos gestores da CGD e do Banco de Portugal.A Democracia deixou de ser um objectivo e uma atitude perante a vida, para se tornar num álibi. Para se ser democrata não é só preciso ser-se eleito. É imprescindível ter uma mentalidade e comportamento democrático, que definitivamente não encontramos nos nossos políticos. Tudo é permitido porque afinal são democratas e dizem defender o povo e o país. Como é óbvio…Para um país miserável, falido, sem indústria e sem agricultura, com 500.000 desempregados, tecnicamente em recessão e com 334 mil pessoas recebem rendimento social de inserção, fonte de inaceitáveis e injustificáveis abusos, é escandaloso este estado de coisas.Antigamente obrigavam-nos a pertencer à Mocidade Portuguesa. Agora obrigam-nos a subvencionar os partidos políticos, quer queiramos quer não, quer acreditemos neles ou não, quando numa verdadeira democracia deveriam ser os seus militantes a fazê-lo voluntariamente. Mal estaremos nós se tivermos de subsidiar todas as agremiações e empresas que se revelem improdutivas e não rentáveis, só para benefício dos insaciáveis que vorazmente se alimentam da política.Já não surpreende ninguém, nem os próprios políticos, a cada vez mais elevada abstenção nos actos eleitorais. A meteorologia tem servido como explicação encontrada para justificar o desinteresse. Se há chuva é essa a razão porque os eleitores ficam em casa. Se faz sol é porque foram para a praia. Se está ameno será porque foram passear. Nunca pelo desencantamento, desinteresse e até revolta.Votar em quem? E para quê? Só pelo simples prazer de mudar de embusteiro e colaborar com esta corja? Não vale a pena…»

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

É O DESEMPREGO, ESTÚPIDOS!

«MAIS VALE TER TRABALHO DO QUE NÃO TER, O que vou escrever vai por os cabelos em pé a muita gente. Mas nestes dias de crise mais vale ter emprego, mesmo que mau, desprotegido, sem direitos, precário, do que não ter emprego nenhum. E é por isso que o reforço dos direitos laborais, o aumento das contribuições sociais, a dificuldade de contratar a recibo verde, a penalização do trabalho “negro”, têm um enorme preço em deixar mais gente na miséria.»

Pérola de JPachecoPereira usando de realismo tout court, imaginação e sentido de Estado solidarista. É isto o que se pede de um político? É o Desemprego, Estúpidos! ... como é a desigualdade, Estúpidos! ... como é a locupletação, Estúpidos! Tudo é permitido no reino da hipocrisia política, porque ela não tem verdadeiramente motivações de serviço público ... apenas motivações de se servirem ... do público!

NÃO PODEMOS SALTAR JÁ PARA O ANO 2020, ONDE TODA ESTA GERAÇÃO SERÁ APENAS UMA MÁ MEMÓRIA! ... CLICK! CLICK! ...

RESPOSTA A MARIA FILOMEMA MÓNICA

Há Portugueses que pela sua isenção, integridade, ética e sentido cívico da vida nos merecem o melhor respeito.

Um desses Portugueses ou Portuguesas é Maria Filomena Mónica a acrescer o espírito livre e o desassombro! O que ela transcreve é mais uma machadada na nossa crença no futuro, ou será que não estará na altura de dizermos pronto ao chamamento da vida pública para engrossarmos as fileiras e exorcizarmos no combate político público LEAL DEMOCRÁTICO, não com as armas dos mal formados e medíocres, MAS com a força da verticalidade, da civilidade e da ética!
Aliás curiosamente estava a fazer uma petit list de Seres a quem entregava as minhas poupanças, e cheguei à seguinte conclusão:
MedinaCarreira AntónioBarreto ManuelAlegre HelenaRoseta RamalhoEanes CavacoSilva LoureirodosSantos Fifi (cadela labradora c/sentido maternal) ... entre outros em contraponto a Seres a quem não entregava as minhas poupanças:

JoséSócrates TeixeiradosSantos VitalinoCanas AlbertoMartins VítorConstâncio JorgeCoelho IsaltinoMorais JardimGonçalves ValentimLoureiro BelmirodeAzevedo Xuxa (cadela labradora aparentada de Marley) ...

Infelizmente a alguns deles entreguei mesmo e o resultado faz parte do resultado continuado da história de Portugal:

Portugueses com pingo de ética - Portugueses sem escrúpulos:

0 - 1

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FRASES PARA O NOVO ANO


Carvalho da Silva:
«uma governação voltada para as pessoas e não para os números»

Resposta:
quando a governação está refém de "hérnias narcísicas" e não tem em conta o único e nobre objectivo da governação, a tradução fiel e sensata das aspirações populares, os números fluem na razão inversa das desesperanças e das revoltas. EMPATIA COM OS OUTROS PARA SE GANHAR DESINTERESSADAMENTE UM LUGAR NO CÉU, EXIGE-SE!

Domingues de Azevedo:
«...A forma como os activos se encontram expressos nas demonstrações financeiras, nem sempre são de fácil leitura para os interessados, acabando por ser presas fáceis de apetências especulativas de pessoas e organizações sem escrúpulos.»

Resposta:
transparência e revolução contabilística exige-se, combate eficaz aos sem escrúpulos idem, idem ... defender a não mudança de procedimentos é continuar refém da especulação e manipulação dos sem escrúpulos e não saber revivificar o sistema capitalista, numa vertente de capitalismo popular, transparente e humanista!

Anónimo:
«controlar a blogoesfera, de modo a evitar blogs assassinos!»

Resposta:
a liberdade quando desponta, de qualquer forma, fica sempre sujeita à acometida de quem vê a liberdade como ameaça para si e para os seus interesses e não gosta de a partilhar com os outros. Neste espaço de diversidade é possível construir uma nova democracia onde o monocordismo dos valores se exponha à convivialidade e à diversidade das massas! Aos called blogs assassinos contrapõe-se, sim, o snobismo assassino, esse sim um verdadeiro atentado ao maior valor humano: a "confraternalidade", a solidariedade e amizade humanas!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SOCIEDADE CIVIL EM MOVIMENTO, JÁ!

O recuo da administração fiscal no caso dos 200.000 não pode ficar por aqui!

Não pode ficar porque o recuo só se deu por pressão e conhecimento de boas vontades, seja ela do conhecimento dado ao PR, seja ela de alguns deputados em nome do seu partido ou em nome particular. Aqui o nosso obrigado pelo cumprimento do que deve ser a postura de um eleito e falo no caso do deputado António José Seguro do PS, deputado nobre e a que um País fundado na ética augurará bom futuro.


O nosso obrigado também a Pedro Mota Soares, do CDS-PP, ao Bloco de Esquerda através de Francisco Louçã, ao grupo parlamentar do PCP. Pela negativa, com excepção do partido da terra a cujo deputado também se agradece, o PSD, que corre assim o risco de passar a mensagem de estar mais voltado para dentro, para guerrilhas internas de tomada de poder do que para a efectivação do que deve ser o cerne da democracia. Assim, não, Sociais Democratas!

Ao sr. Primeiro-Ministro não sabemos se havemos de agradecer, mas fazemo-lo por uma questão de educação, mas pelo menos agradecemos a possibilidade de entrega de um e-mail, sem resposta, ao seu gabinete. Presumimos, no entanto, que tal situação era à priori do seu desconhecimento!
A sociedade civil, não conotada com partidos, demonstrou assim que é necessário, possível e exigível a sua união e participação para a construção de um país melhor não feito nas suas costas.
A responsabilidade é individual e de cada um!

Se nos cingirmos aos nossos interesses pessoais e a este defeito supremo dos Portugueses, o individualismo, não teremos grande futuro nem grande felicidade como povo, porque o futuro será sempre construído por outros e não por nós próprios.

O recuo da administração fiscal no caso dos 200.000 não pode ficar, no entanto, por aqui! A criação de um movimento cívico, independente de partidos e actuante junto dos organismo que são suposto nos defenderem, exige-se!

O modo estranho como a administração reagiu não augura nada de bom! Augura um País dentro do País, arrogante, discricionário, apenas preocupado em fazer "flores"! Os cidadãos, se de consciência tranquila perante as suas obrigações que não afectem o colectivo, não tem de ter receio da administração fiscal! A DGCI é dos Portugueses, não pode estar refém de interesses estranhos que o seu comportamento anti-ético pareça denunciar, nem de boas vontades de qualquer seu agente que só serve para fomentar a injustiça e a corrupção. A arma das penhoras tornou a DGCI um corpo quase anti-democrático, demasiado poderoso na destruição de vidas e vontades!

Portugal não se pode vergar à iniquidade e à discricionariedade com fins que tem de ser verdadeiramente explicados. Não aos interesses cruzados de qualquer tipo de interesses, sejam Câmaras corporativas, sejam interesses construídos em prémios ou produtividades.

A Administração Fiscal para além de uma simplificação real dos seus instrumentos tem de ser enquadrada de normativos que defendam totalmente os cidadãos de tentativas de "quase extorsão" aos olhos dos contribuintes!

Em caso de não fuga ao fisco a Administração não pode penalizar os contribuintes, nem querer tapar as sua falhas e competências, nem ser no fundo sujeito causador de atrasos no sistema económico, pela descrença e receio que instilam aos agentes económicos de investirem, estando-se a tornar o fautor principal de não investimento em Portugal: ninguém arrisca investimento se à posteriori para quase todo o sempre, a sua vida fica refém de uma administração fiscal discricionária e iníqua!

Não se pode simultaneamente fazer anúncios e apelos ao investimento, com um administração que desmotiva o investimento. Verdade fiscal, sim, arrogância e prepotência fiscal de um administração fiscal em roda livre, não!

Aproxima-se a entrada em vigor de um novo código de trabalho! O trabalho de reposição da justiça está inacabado! Urge completá-lo pois os trabalhadores a recibos verdes (os novos explorados descendentes dos primeiros operários fabris continuam sujeitos à injustiça, tendo-se criado e vindo a manter dois mundos desiguais contrários ao espírito e letra Constitucional.

Acesso à doença em condições de igualdade e ao desemprego! É necessário mais verbas para colmatar esta Inconstitucionalidade? À atenção do sr. Ministro de Trabalho!
Fim da dispensa de contribuições para a segurança social de trabalhadores a contrato de trabalho e simultaneamente a recibos verdes, pelo que isso significa de totalmente injustificável e injusto, a não ser pela defesa de privilégios de alguns já privilegiados!