Mostrar mensagens com a etiqueta Estado Totalitário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estado Totalitário. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de março de 2009

A RAZÃO DA POBREZA


Para quem não percebia o atraso crónico e contínuo de Portugal, o primeiro decénio do séc. XXI é uma amostra do que tem sido as causas sistémicas da arte de mal governar e empobrecer um País.

Falta de recursos naturais, posicionamento e periferização mundial, falta de escolaridade, falta de empenhamento para o trabalho, falta de empreendedorismo ... tudo isto parece secundário face ao problema número um de Portugal a captura constante do Estado por uma não marginal mão cheia de gente com falta de ética e carácter.
O problema número um de Portugal é pois, assim, um problema de carácter de gente que, sistematicamente por falta de comparência daqueles que ainda a demonstram, açambarca e fazem de Portugal um sítio cronicamente pobre e mal frequentado.

Sem uma verdadeira educação para a cidadania, sem uma verdadeira educação para o respeito do outro Portugal continuará a afundar-se na miséria e na locupletação de poucos.

sábado, 14 de março de 2009

DEMOCRACIA DE CIDADÃOS

Mesmo que não consiga fazer passar a sua mensagem pelo ambiente de podridão que fede nos partidos, António José Seguro ficará na história da terceira república como um político com ética. Ao lado dele homens como Almeida Santos, José Sócrates, Santos Silva e muitos outros são apenas nódoas no Portugal dito democrático mas cada vez com mais semelhanças com qualquer Estado clepocrático.

sexta-feira, 13 de março de 2009

AO PAPO SECO!

«Parlamento corta no sal do pão português»

Alguém lhes dá uns manuais de história para perceberem que nunca houve nada pior na mesma que a intromissão na esfera da vida e das decisões individuais. E porque não cortarem nos respectivos ordenados porque isso, sim, faz mal à tensão da grande maioria dos Portugueses.

quinta-feira, 12 de março de 2009

REVERSÃO FISCAL OU O CRIME A CURTO PRAZO DE LESA CIDADÃO A LONGO DE LESA ECONOMIA


«nalguns casos pelo baixo nível de formação e fraco espírito empreendedor; noutros porque lhes é mais fácil “encostarem-se” ao poder político, com vista à obtenção de subsídios e “favores”, escudados no argumento de que é “a bem da nação”.»

Dado que este espaço levanta muitos dos problemas da economia Portuguesa e por arrasto da economia das empresas gostaria de lançar para o debate, embora sabendo que muitas vezes temos tendência para nos centrarmos nos nossos problemas ou experiências (os problemas dos gestores não são muitas vezes totalmente idênticos aos dos empreendedores), um aspecto que penso aparece em correlação com o agravamento do empreendedorismo e da liberdade-vontade para investir. A alteração no quadro fiscal da responsabilidade dos empreendedores, a chamada reversão fiscal.

Numa economia onde muitas vezes os gestores dessas empresas não podem responder rapidamente com atempados acertos a alterações do quadro macro ou micro, faz sentido que os empresários sejam chamados individualmente a responder por eventuais dívidas ao Estado para além do capital social das mesmas?

Dado que quem se afoita à criação de uma empresa, nunca sabe como ela se manterá, faz sentido penalizar pessoalmente os potenciais empresários, não se correndo o risco de penalizar assim o fraco empreendedorismo de que muitos falam mas de que poucos no Estado parecem querer cuidar com medidas justas e equilibradas?
Porque o problema num País muito habituado ao Estado já não é só um problema de incentivos é ainda mais um problema de desincentivos!

terça-feira, 3 de março de 2009

VAMOS MAS É MALHAR NOS PORTUGUESES

«OCDE diz que as pensões vão cair para metade»
Pois bem nada de novo, porque quem se mete com o ... vamos mas é malhar nos Portugueses!

BARRIGA CHEIA!

Há quem conviva muito mal com a massificação e a democratização e as massas sejam apenas um complemento de lautas refeições. Por estas e por outras é que somos um local pouco recomendável, um espaço onde arautos e galos se pavoneiam e degladiam, pois em Portugal parece só haver lugar para o "NUMBER ONE" que tudo papa e nada SOBEJA!

QUO VADIS PORTUGAL?

Faço minhas as palavras do post infra, reforçando que nunca esperei que o meu país chegasse a um estado tal! A responsabilidade, no entanto, é geral pela cobardia, oportunismo e falta de coluna vertebral de muitos Portugueses, pela comiseração e cinzentismo de outros, quadro geral e panorâmica que as televisões nos propiciaram no congresso do P.S. ao visualizar muitos dos apoteóticos congressistas.

Afinal, mesmo para quem é contra a violência, é fácil criticar a Guiné-Bissau, mas pelo menos aí não abunda a hipocrisia e uma paz podre de um país a caminho da irrelevância e do desespero!

Salva-se, nosso senhor o Cristo salvador, José Sócrates, que num outro passe de mágica carrega com os nosso sofrimento e dor, os Magalhães para Cabo Verde, numa simbiose de um Estado-partido dono de um produto e de uma empresa, a preparar um grande futuro num aerópago internacional onde habitações de 350.000 € se compram por bem menos tostões: vade retro, Satanás!

http://sorumbatico-longos.blogspot.com/2009/03/jose-socrates-o-cristo-da-politica.html

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CARNEIROS E SUBSERVIENTES

Ao "folhearmos" os posts descortinamos cada vez mais atitudes de falta de cidadania e subserviência que não só são o nosso dia a dia como reflectem que o poder em Portugal estará sempre nas mãos de quem assumir uma atitude prepotente e aparentemente majestática. A democracia em Portugal é um conceito vago que se esgota numa cidadania imposta e não assumida.

Em Portugal os carneiros somos nós!

A REPÚBLICA DE SÓCRATES
OU O PRESIDENCIALISMO AUTORITÁRIO DO PRIMEIRO-MINISTRO


Goste-se ou não tem de ser reconhecer voluntarismo e "punch" ao primeiro-ministro de Portugal, características que agregam à sua volta muitos novos-ricos do regime, mas também velhos-ricos que se deslumbram e identificam com o autoritarismo e o mau feitio, inteligentemente conotado por Sócrates no lançamento da candidatura de Elisa Ferreira como característica "carácter", mesmo esquecendo que carácter tem pouco a ver com constantes e estratégicas mentiras e inverdades.

Como bem observa o Portugal profundo o seu estilo aguerrido do "é preciso é fazer" não está é correctamente direccionado, porque parece-se cada vez mais com um tipo de regime de caudilho, com muitas raízes em Portugal, tributário de uma via média entre o Estado totalitário puro e formas mais mitigadas com esta cada vez maior colagem à definição totalitária de Hanna Arendt: a personalização de poder e o - já não pouco mitigado culto da personalidade - o partido monopolista do poder, a verdade oficial, a fusão entre os interesses públicos e privados, a utilização reiterada e manhosa da propaganda com o seu expoente máximo S.S., a salvaguarda policial e repressão das vozes vindas das forças armadas, o partido como instrumento de domínio.
Assim o post abaixo, também bem assinala

O presidencialismo autoritário do primeiro-ministro:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A GRANDE ACLAMAÇÃO! OU
O REGRESSO AO DIVINO!

http://arrastao.org/sem-categoria/roi-te-de-inveja-kim-jong-il/


Ao mesmo tempo que povo anónimo, aclama para sempre o grande líder Chavéz e o Chavismo, ao mesmo tempo que Sócrates é aclamado líder incontestado de todos os socialistas, «José Sócrates foi reeleito secretário-geral do PS com 96,43% dos votos», esta pérola esquerdista que arrasta pela lama todos os não trotskistas, compara o nosso grande líder com Kim-Jong-Il: shame on you, Arrastão!

Quem sóis vós para dizer mal do nosso querido e amado líder Sócrates? Quem sóis vós para dizer mal do homem que instalou as reversões de dívidas para os criminosos empreendedores que ficam sem pão e camisa, só porque lhes baqueou a empresa no meio da crise? Quem sóis vós para pôr em causa os milhões tão rapidamente distribuídos sem a lentidão dos burocráticos concursos? Quem sóis vós para dar lições de democracia a quem tão facilmente se emociona pelo não reconhecimento dos milhões dos complementos de reforma? Quem sóis vós para pôr em causa as amizades Chavistas de um grande e internacional líder? Quem sóis vós afinal para contrariar um grande filósofo que pratica da vida um grande princípio: quanto mais vos bato e afundo, mais ireis gostar de mim!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DE PORTUGAL A NOSSA SENHORA!

http://www.sedes.pt/blog/?p=711

A este certeiro post de André Barata no BlogSedes, apenas podemos acrescentar:

Menos ministério e mais escola.
Menos finanças públicas e mais finanças privadas.
Menos leis e mais diálogo/concertação.
Menos corrupção e mais simplificação/transparência.
Menos ilusão e mais concretização.
Menos monopólios e mais mercados atomizados.
Menos concentração e mais participação.
Menos arrogância e mais humildade.
Menos megalomania e mais micromania.
Menos betão e mais estado da natureza.
Menos acumulação e mais distribuição.
Menos Estado e mais sociedade civil.
Menos homens providenciais e mais homens normais.
.…
Mais democracia e menos auto-clepto-cracia.
...

É pedir de mais?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

UM GOVERNO EM GUERRA COM O PAÍS!
É ESTE GOVERNO UM GOVERNO PATRIÓTICO?

«Projecto do CDS-PP gera polémica. Ministro Santos Silva já canta vitória»
Vitória de quê? De se governar constantemente em confronto com o País? Vai a educação melhorar contra os professores? A quem aproveita este estado constante de confronto? A Portugal e aos Portugueses?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

REJEITO LIMINARMENTE!

«Rejeito liminarmente as críticas à ausência de coordenação e falta de
articulação entre os agentes» de socorro, disse à Agência Lusa o secretário de
Estado, adiantando que a operação do dispositivo da Protecção Civil foi «bem
sucedida».

Nunca tantos rejeitaram liminarmente qualquer falha como agora! O Estado mimético é definitivamente mimetizado pela voz e postura do dono!

sábado, 10 de janeiro de 2009

RESPUBLICA SURDA

Os tiques de autismo são já tão grandes que não só o o causa nossa de Vital Moreira como o novo Outubro do respublica fundação, se posicionam como blogs de postura unívoca: fazem-se ouvir mas não ouvem!

MAIS UNS LUGARES PARA O PARTIDO

Vital Moreira faz parte daquele mundo de políticos ideologicamente trânsfugas que nos fazem descrer na bondade dos eternamente políticos. Como diria Mário Soares a Daniel Bessa: não seja anjinho! Não se esqueça, caro amigo, que a lei nem sempre é um espelho de equidade, mais a mais nas mãos de um governo que é legitimamente governo porque mentiu! Afinal tirando os professores, os recibos verdes e os precários, os militares, grande parte dos funcionários públicos, os desempregados, os reformados, uma parte substancial dos socialistas, os pequenos e médios empresários, para quem governa Sócrates?

Ah, pois, caro amigo, é que já só restam os aggiornados, os grandes empresários, e algumas franjas da sociedade que sempre apoiaram o elegante corte do totalitarismo!

Demitam-se, pois
[Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]
Segundo o DN, os conselhos directivos que discordam da avaliação de desempenho dos professores admitem apresentar a demissão.
É justamente o que devem fazer, se acham que a sua discordância não lhes permite cumprir as obrigações que a lei e as orientações da tutela lhe impõem e por cujo leal cumprimento são disciplinarmente responsáveis.

O QUE PENSAM 9.500.000
DE PORTUGUESES DA ACTUAL REPÚBLICA!

Há alguém ainda que não subscreva estas palavras?


«A CORJA POR

O actual sistema político português tem sido desolador. Pela improdutividade, pelo descontrole do seu próprio funcionamento e pelos abusos a que tem dado origem.Aproveitando-se da índole pacífica dum povo inculto, adormecido por 40 anos de ditadura e exausto por uma prolongada guerra colonial, os chamados “democratas” apoderaram-se das instituições políticas do país, manipulando-as a seu belo prazer e cometendo os mesmos abusos, senão mais e maiores, dos que foram cometidos durante a ditadura e que tão criticados foram enquanto eram oposição. Criaram-se Ministros, não só sem pasta, mas sem conta, Secretários de Estado “a granel”, centenas de lugares de deputados, pagos a peso de ouro, inúmeros lugares de assessores, secretárias, motoristas, etc.Se isso se sente ao nível do país que dizer dos governos regionais. Criou-se uma pesadíssima máquina administrativa que absorve grande parte dos orçamentos regionais, para satisfação duma classe política voraz. O que dantes se resolvia com três Governadores Civis, três Presidentes de Juntas Gerais e meia dúzia de funcionários, necessita agora de inúmeros Secretários Regionais, um sem número Directores Regionais, assessores, secretárias, motoristas a perder de vista, e automóveis. Muitos e bons automóveis. Também se criou um exagerado número de deputados que reúnem pouco e que são completamente desnecessários, pelo menos da maneira que funcionam, mas cujos lugares são necessários para eles mesmos.Todas as vezes que muda um governo mudam-se centenas de administradores de empresas públicas que outra qualificação não têm do que o cartão do partido no poder. E, dada a desafogada situação económica, renovam-se também, os Directores-Gerais, os assessores, as secretárias e a frota automóvel dos diferentes departamentos governamentais, com a desculpa de que são lugares de «confiança política»!Creio que o vulgar cidadão tem dificuldade em entender o que são lugares de «confiança política».Poderão ser da «conveniência dos políticos», mas seguramente não por razões técnicas. Não será o melhor gestor duma determinada empresa aquele que a desconhece por completo e que como curriculum só apresenta as credenciais partidárias. Percebe-se a intenção das nomeações para as empresas públicas dos políticos dispensados de funções governativas e que nada têm a ver com as referidas empresas. Por certo que não no interesse das empresas nem do país. Não seria lógico que houvesse nessas empresas uma carreira a que se teria acesso por concurso público e quem fosse tecnicamente melhor ocupasse os lugares? Assim seria num país civilizado e sério, mas em Portugal, com um regime afro-sul-americano, será nomeado o que for o mais subserviente ao PS, ao PPD ou ao CDS ou familiar dos seus dirigentes.Quando o governo PSD substituiu o do PS e o acusou de delapidar erário quase levando o pais à bancarrota e obrigando a renovados sacrifícios, ouvimos um coro de protestos do PS acusando o Governo de irresponsabilidade porque isso iria diminuir a confiança do povo e de eventuais investidores nacionais e estrangeiros. Agora, invertido o cenário, assistimos ao PS a acusar o PSD de “delapidar erário quase levando o país à bancarrota e obrigando a renovados sacrifícios” mas já não se fala no prejuízo de “diminuir a confiança do povo e de eventuais investidores nacionais e estrangeiros”.Nunca vemos, da parte de qualquer governo, a vontade de aproveitar uma ideia que lhe seja sugerida por um opositor. São invariavelmente chumbadas na Assembleia, quantas vezes com prejuízo do país, só porque não partiram da bancada da maioria!Assistimos frequentemente a longos e inúteis debates, por questões quantas vezes fúteis, em que uma bancada ou o governo propõe determinada lei que já tinha sido proposta pela agora oposição e que esta longamente debate a inconveniência de tal legislação que, num passado recente, tinha ela própria proposto aos deputados!!!As lutas partidárias tornaram-se tão estéreis e ridículas como as partidas de futebol, onde impera o clubismo, o dinheiro, obscuros interesses económicos e não o interesse desportivo. A Assembleia transformou-se também num campo desportivo, onde imperam os interesses pessoais e partidários em detrimento dos interesses do país.O deputado pode matar, roubar, ser pedófilo, etc., que está protegido pela tutelar Assembleia! Tem direito à impunidade! Ao deputado é permitido, dada a situação de desafogo económico do país, viajar em 1ª classe e subdividir as passagens para levar a família, a amiga e o gatinho. E ter ajudas de custo! Já não é ilegal porque o Dr. Mota Amaral propôs e permitiu a legalização da trafulhice.Aos políticos e aos administradores das empresas públicas são concedidas benesses que ao comum dos portugueses são negadas. Basta-lhes estarem sentados durante doze anos – e às vezes nem isso – sem produzir rigorosamente nada, para ter direito a uma choruda pensão vitalícia!Os ministros permitem-se o gozo de férias, quatro meses após o início de funções!!! O que não é permitido ao comum dos portugueses. Mas falam em acabar nos privilégios dos políticos…Assistimos, já com indiferença, aos políticos prometerem a lua durante as campanhas eleitorais para depois de eleitos esquecerem as promessas que fizeram e com as quais conquistaram o eleitorado. Na vida civil chama-se a isso “publicidade enganosa” e os prevaricadores, se não tiverem “cunhas”, são habitualmente punidos. Ao político, como não é responsável, tudo é permitido. É inimputável! O que para o comum dos cidadãos não é um adjectivo lisonjeiro.Já ninguém acredita nos benefícios da subida dos impostos e do aumento dos investimentos públicos. Sabe-se, por experiência, que o aumento dos impostos vai servir para aumentar a classe política e alimentar as benesses que ela se atribui. Sabe-se, também por experiência, que os custos dos investimentos públicos “derrapam” sempre para benefício de quem os promove e não para benefício dos seus destinatários.No Orçamento Regional de 2008 a verba atribuída à ALRA é de 10.412.606 €. Esta enorme despesa significa 200.242 €uros por deputado que no próximo ano aumentará ainda!! São 40.500 contos por cada um destes inúteis, fora seguramente as chorudas pensões de reforma conseguidas, não pelo seu mérito mas pela subserviência ao seu chefe partidário, em apenas doze anos de preguiça!Recentemente foi eleito um jovem deputado, creio que ainda estudante universitário, cujo único mérito conhecido é o de ser filho do Presidente do Governo. Assim aos trinta e poucos anos terá direito a uma choruda pensão de reforma sem necessidade de trabalhar ou de ter preocupações! Seguramente que lá está para defender os interesses do povo…Ser-se deputado deixou de ser uma função. Passou a ser uma profissão. Numerosa, bem paga e com direito a chorudas pensões vitalícias. Os deputados nos Açores são 52 para uma população de 241.763 habitantes. A manter-se uma proporção Lisboa deveria ter 2.150, os Estados Unidos 63.026 e a China 276.811 deputados. Alguns puristas, ainda assim, acham que temos poucos deputados.As despesas da Assembleia da República foram de 109.818.630 €uros (22 milhões de contos) !!!!!! Dividindo pelos 230 vorazes e inúteis deputados temos uma despesa de 477.472 € (95.724 contos!!!) por cada um dos elementos desta corja.A inacreditável reabilitação de Salazar e do Estado Novo, 40 anos após a sua morte, deve-se unicamente à conduta política e podridão destes “democratas” que se apoderaram do poder para se servirem a si e aos seus, transformando o próprio Estado no maior ladrão e caloteiro que o país conhece, muitas vezes a coberto da lei que eles próprios inventaram. Salazar, com todos os seus reconhecidos defeitos, nunca beneficiou a família ou a si próprio com benesses e privilégios monetários escandalosos. Sendo um ditador quem o impediria de o ter feito? Não o fez simplesmente porque era honesto. Não era democrata e não o escondia. Talvez menos pelo sistema em si, mas porque conhecia demasiado bem os nossos “democratas”. Encobriu escândalos? Seguramente. Mas hoje a transparência democrática também o faz, quando não consegue através da inoperante justiça ilibar os criminosos.São os casos de óbvio enriquecimento dos detentores de cargos políticos sem que ninguém cuide de investigar como e porquê. São os casos dos faxes de Macau, da Casa Pia, dos McCann, das viagens fantasmas dos deputados, dos Isaltinos, dos Valentins, das Fátimas Felgueiras, das derrapagens nas obras públicas, etc, etc, etc,.A negligência demonstrada enquanto detentores de cargos de responsabilidade, pagos a peso de ouro pelos miseráveis contribuintes, é premiada com o encobrimento quando não com a promoção. São disso exemplo os casos recentes dos gestores da CGD e do Banco de Portugal.A Democracia deixou de ser um objectivo e uma atitude perante a vida, para se tornar num álibi. Para se ser democrata não é só preciso ser-se eleito. É imprescindível ter uma mentalidade e comportamento democrático, que definitivamente não encontramos nos nossos políticos. Tudo é permitido porque afinal são democratas e dizem defender o povo e o país. Como é óbvio…Para um país miserável, falido, sem indústria e sem agricultura, com 500.000 desempregados, tecnicamente em recessão e com 334 mil pessoas recebem rendimento social de inserção, fonte de inaceitáveis e injustificáveis abusos, é escandaloso este estado de coisas.Antigamente obrigavam-nos a pertencer à Mocidade Portuguesa. Agora obrigam-nos a subvencionar os partidos políticos, quer queiramos quer não, quer acreditemos neles ou não, quando numa verdadeira democracia deveriam ser os seus militantes a fazê-lo voluntariamente. Mal estaremos nós se tivermos de subsidiar todas as agremiações e empresas que se revelem improdutivas e não rentáveis, só para benefício dos insaciáveis que vorazmente se alimentam da política.Já não surpreende ninguém, nem os próprios políticos, a cada vez mais elevada abstenção nos actos eleitorais. A meteorologia tem servido como explicação encontrada para justificar o desinteresse. Se há chuva é essa a razão porque os eleitores ficam em casa. Se faz sol é porque foram para a praia. Se está ameno será porque foram passear. Nunca pelo desencantamento, desinteresse e até revolta.Votar em quem? E para quê? Só pelo simples prazer de mudar de embusteiro e colaborar com esta corja? Não vale a pena…»

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A ARTE DE BEM MANIPULAR EM TODA A SALA!



ESTA A CRISE DO NOSSO CONTENTAMENTO!

FINALMENTE A SOLUÇÃO PARA PORTUGAL: ESTENDER AD ETERNUM A CRISE, NA RAZÃO DIRECTA DO CRESCIMENTO DO RENDIMENTO DISPONÍVEL DAS FAMÍLIAS!

QUANDO UM T2 EM LISBOA CUSTAR 500 € MAIS I.M.T., TODOS PODEREMOS SORRIR ETERNAMENTE GRATOS A SÓCRATES, O CAMPEÃO DOS PREÇOS BAIXOS!

E OS DESEMPREGADOS MEU DEUS? NÃO OS HÁ, JÁ FOI DECRETADO A EXTINÇÃO DOS FICHEIROS DO IEFP!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ESTÃO EM DIFICULDADES?
PENHORE-SE!

«Penhora ameaça 213 mil empresas.A penhora do património das empresas com dívidas fiscais poderá colocar no desemprego quase um milhão de pessoas. Augusto Morais, presidente da ANPME, garantiu ontem ao CM que "existem 400 mil penhoras a PME, que abrangem cerca de 213 mil empresas com problemas com o Fisco". Para já, o Ministério das Finanças diz que "pagar impostos é uma obrigação constitucional. Dizer que pagar impostos aumenta o desemprego é a negação do Estado de Direito".»

Para quem não se recorda Teixeira dos Santos era presidente da CMVM aquando da grande farra protoganizada por Jardim Gonçalves, BPP, BPN e quejandos. Hoje este senhor é APENAS um dos principais "coveiros" da economia Portuguesa e um verdadeiro inimigo de Sócrates!
Mas meu caro Teixeira dos Santos, a negação do Estado de direito, fica-se por aí, ou a negação do estado de direito são os ajustes directos até 5.000.000€, a falta de informação aos contribuintes, a acumulação de reformas do BdP e o valor da remuneração milionária do seu amigo Constâncio, as tentativas constantes de espoliação de centenas de milhares de contribuintes já não por valores não pagos mas por desonesta, abusiva e burocrática incompetência E INTERESSE de interesses instalados da DGCI?
Os fins, meu caro Teixeira dos Santos, não justificam os meios e por muito menos os "velhos" do regime anterior rumaram a outras paragens.
Não lhe dói a consciência de com o seu fundamentalismo fiscal estar a destruir o tecido económico Português e a ser o principal responsável pela miséria de milhões dos seus compatriotas? Por falar nisso, a doação natalícia dos 2.500 €, afronta aos espoliados deste regime, para prover a elegância de Pinto de Sousa serão alvo da sua intolerância e atenção fiscal?

O DIABO ANDA À SOLTA!
DESMINTA-O QUEM CONSEGUIR!

HÁ MUITO QUE SE SABIA QUE O TGV FAZ PARTE DE UMA ESPÉCIE DE INTERNACIONAL FILIPISMO DE PINTO DE SOUSA.

HÁ MUITO QUE SE SABIA QUE DE UM PAÍS POBRE MAS REMEDIADO PASSÁMOS A UM PAÍS DE MULTIMILIONÁRIOS LARÁPIOS E MULTIDÕES DE POBRES.

HÁ MUITO QUE SABÍAMOS QUE EM CONFORMIDADE INÚMERAS FAMÍLIAS JÁ NEM PARA ALIMENTAR LHES SOBRA. HÁ MUITO QUE SABÍAMOS QUE FACE AOS AMANHÃS QUE CANTAM, OS HOJE DÓIEM E REVOLTAM!

HÁ MUITO QUE SABÍAMOS DA INVOLUÇÃO DA LIBERDADE DE IMPRENSA, AMARRADA AOS CRIMINOSOS BARRABÁS COMPRADOS E A ESSAS PÉROLAS DE ÉTICA DENOMINADAS DE EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO E SONDAGENS.

AGORA SABERÁ A CORJA QUE NOS (SE) (DES)GOVERNA QUE 2009 SERÁ O ANO QUE OS CONDENA, OU ANDAM DEFINITIVAMENTE DISTRAÍDOS SEM SABER LER OS SINAIS?


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

PARA ACABAR O ANO:
UM SONHO DE UTOPIA!

Lord’s of Utopia, ou os senhores de nenhum lugar! Feliz o tema, a utopia, o corte epistemológico como salto para um outro patamar, de uma suprema human hapiness porque para mim, para More e para os Utopians é pelo “sonho”[1] que vamos!
Feliz, também, porque acabava de postar em blog meu (CausaVossa, 2008)[2], em forma de curta recensão, denominado (mudam-se os tempos, mantêm-se os vícios): “Ao ler More, Thomas, enunciar que uma sociedade estruturada hierarquicamente não pode constituir um commonwealth virtuoso já que em todas as hierarquias, são sempre os piores que ganham poder e o usam em benefício próprio … para além da existência das hierarquias encorajar o orgulho, que é o pior dos vícios, já que destrói todo o sentido de justiça e equidade, pergunto-me: afinal estamos assim tão perto de 1535?”. E não resisto à transcrição da continuação em forma de discurso directo, entre Thomas e uma incógnita figura, possível arquétipo dos tempos[3]: ”(T.M.) O orgulho é “tramado”[4], vicia e inebria, dá-nos uma falsa sensação de superioridade sobre os outros, de imparidade, tão inteiramente ignorante e mesquinho de gente fraca! (P.S.) Mas e as hierarquias? (T.M.) As hierarquias têm de ser hierarquias paritárias de verdadeira superioridade moral e humanitária! Tudo o resto não são hierarquias, são orgulho de poder em comprimido! (P.S.) Mas desconfio tanto dos moralistas! (T.M.) Desconfias, desconfias porque verdadeiramente só conheces...os falsos moralistas!”
Tão longe, embora ainda tão perto, que começamos a estar da Wergild e do comunitarismo “kinshipariano” Anglo-Saxónico, desta solidariedade na adversidade do mundo fechado e imóvel, espécie de confiança e segurança “intra-uterina”, quando se começa a questionar o course of the Sun, a moral philosophy, a nature of the good, a virtude, ou a “promover” o misticismo, a individualidade, o prazer e a felicidade humana ou tão simplesmente o calcorrear por caminhos mais distantes onde perpassam influências e texturas[5] anteriormente ausentes!
Tão longe, embora ainda tão perto, que começamos a estar do mundo geocêntrico, imobilista, tradicional, postuladamente hierarquizado, cosmológica e religiosamente “fadado” e alinhado, em algo que Giddens define como o mundo do pensamento “contra-factual”[6] (Faria, 1996, p. 122).
E o que dizer das condições de resistência ao potencial destruidor do mundo físico (Faria, 1996, p. 124) e a atitude, ainda iniciática é certo, mas mais activa do entendimento do risco e do reconhecimento e enfrentamento da sua existência?[7]
Um mundo onde as opções existenciais e racionais parecem querer tomar forma, sob o manto das novas descobertas geográficas, da difusão da imprensa, dos novos legados filológicos, astronómicos, geográficos – cartográficos, anatómicos[8] e linguísticos, um mundo optativo, afirmativo, corte epistemológico de um mundo passivo, fisicamente aristotélico e filosoficamente escolástico. Giordano Bruno, Képler, Leonardo, Galileu, Erasmo, fazem parte desse novo mundo, desse early modern, interessado, sonhador, dialéctico! Se o crescimento “silencioso da ciência começa a reformar praticamente a nossa mentalidade” (Faria, 1996, p. 239), não são o Renascimento, o Humanismo tout court e pedagógico, e a Reforma (ou as reformas! com a sua especificidade insular), mudança de agulha de uma nova epistemologia[9] existencial?
Casa de Wessex, Casa da Dinamarca, Casa da Dinamarca 1ª usurpação, Casa de Wessex 1ª Restauração, Casa da Dinamarca 2ª Usurpação, Casa de Wessex 2ª Restauração, Dinastia Normanda, Plantagenetas[10], nova deposição e a rosa vermelha da casa de Lancaster, a interposição da Rosa Branca da Casa de York, nova deposição da de Lancaster, novo regresso deposição da rosa de York e finalmente[11] as duas cores da rosa dos Tudor e Eduardo VIII, trono em 1509, 44º rei Inglês, “edificado” sobre a tutoria construtora e anti-clerical de John Skelton, senhor de soberania[12], contemporâneo das religiosas cisões e reflexões, do absolutismo real como forma de poder, do híbrido Anglicano, do descrédito do direito romano e da elevação do common law, bom ou mau leitor da obra de Maquiavel, Príncipe e viúvo, à força ou consentido, de pelo menos seis mártires mulheres, exaurador de súbditos[13], contemporâneo e conterrâneo de More e influenciado leitor, enviesado embora, do De officio regis de Wycliffe e do seu braço influenciador protestante e autonómico nacionalista, mas simultânea e socialmente ameaçador Lollardiano. O Book of Martyrs de John Foxe bem como a Supplication for the Beggars, pomo de discórdia entre dois estados, o povo e o clero, um congregatio fidelium, ameaça “por tabela” da autoridade real.
Se sobre as grandes alterações epistemológicas no que poderíamos chamar de período “Early Modern Changes”, parecem chegar as hipóteses explicativas do mix religião, ciência, mundovisão, difusão, recentremo-nos novamente na relevância de um dos actores, Thomas, e na sua Utopia, fruto e flor de outras reflexões do lugar de cada homem no mundo e da relação com os outros, ascensão do poder temporal em detrimento do espiritual, consolidação de Estados e relação de soberanias, naquilo que começa a tomar forma como a sociedade mundial, relação de soberanias tão do agrado de um actor reflector de outros espaços futuros, nosso, de seu nome Adriano Moreira!
Orgia literária, admirável e perigoso mundo novo[14] em dois volumes, respostas (a livro II, da sociedade perfeita) para as perguntas das interrogações – males ou inquietações discorridos no livro I, a De Optimo Reipublicae Statu deque Nova Insula Utopia, ou sobre o melhor estado de uma república ou sobre a nova ilha Utopia a 2 volumes, é resultado de uma espécie de ambiente - bolo alimentar dos múltiplos ingredientes supra aduzidos, aditados ou condimentados por um absolutismo tirano, em deriva, de uma sociedade aparentemente quase distópica[15] e dual em busca de definição religiosa própria, uma sociedade onde Thomas “passeia” o seu English Character, exercendo e exibindo com mestria a complexidade do seu contra-factual. Mas a reforma Henriquina foi demais para More: muito sob o signo do homónimo Thomas, Cromwell, reformation parliament, act of restraint of appeals, act for the submission of the Clergy, irreversibilidade da secularização do estado, Act in Restraint of Appeals to Rome e os fatídicos e finais actos constitucionais (para More) Act of Succession e Supremacy, abriu não só o cesto para a “saída” da Church of England, como encerrou pelo carrasco a cabeça de Saint Thomas More, amigo da virtude, inimigo da injustiça, da submissão do clero ou da desautorização do Papa ao rei.
Fica em conclusão e jeito final deste, para alguns, socialista avant la lettre, para outros tão só a afirmação dos ideais do humanismo cristão como orientador moral da conduta quotidiana, a utopia de uma organização política democrática, de uma sociedade ou orgânica social impoluta e partilhada, das críticas parcelares às enclosures, aos oligopólios, à rejeição da ética das razões de Estado, à virtude como única nobreza. Fica também, para si próprio, que Utopia é irrealizável nalguns pontos mas implementável noutros, ou parafraseando Mateus (na mensagem que passa várias vezes Hitlodeu – More) (Silva, 2000) “O que vos digo em voz baixa e ao ouvido, pregai-o em voz alta e abertamente”, sendo a seriedade das suas propostas retomadas no futuro por outros, na forma da New Atlantis de Francis Bacon, nas viagens de Gulliver de J. Swift, ou Robinson Crusoe de Defoe e na definição de novas ideologias. Last but not the least, o mundo caminha agora, assim, levado “ao colo” pela reflexão e materialização terrena de utopias de homens como Thomas More, por novas concepções sobre o universo e a natureza humana, pela descoberta de novos horizontes da ciência, do espaço, tempo e espaços geográficos, alicerçado em novas convicções religiosas, reflexões e coordenadas do lugar do homem e da sua relação com o mundo.
[1] Sonho: “Utopia”, espaço de nenhum lugar! O sonho a assumir a dimensão do verdadeiro e diário corte epistemológico com a realidade!
[2] Causavossa.blogspot.com, onde se procura “dissecar em camadas” o que é nosso!
[3] Racional descendente de Hitlodeu “o Luso”, onde abunda o hythlos e o daios, o oco e a esperteza, acompanhante de Vespúcio, Filósofo, viajante, humanista? … conhecedor das realidades humanas? … em “linha recta ou curva - torcida”? Crítica só da sociedade Inglesa?
[4] Termo alterado, por elegância, da minha postagem original.
[5] Termo feliz porque rima nesta passagem para a modernidade da vida humana com … delicadeza!
[6] O mundo do “contra factos não há argumentos”!
[7] Ou já não andasse Magalhães e Vespúcio, no tempo de More, a “cavalgar ondas” e a enfrentar os Adamastores; e ao comentário de More da distinção dos dois planos e do uso da razão “… to find governments wisely established and sensibly ruled is not so easy.” (Faria, 1996, p. 242)
[8] Excelente o nome da obra - atlas humano de Vesalius “De corporis humani fabrica”, fábrica de corpos e não de almas.
[9] Ou de um novo rumo ou atitude existencial mais activa, “global”, individual e centralizado.
[10] E a Carta “Grande”, Magna de seu nome, do Príncipe sem terra!
[11] Fazendo jus à máxima, “se não os podes vencer junta-te a eles!”.
[12] Esse poder que não reconhece igual na ordem interna ou superior na externa!
[13] Thomas More e Miladies à mistura, entre muitos outros!
[14] Admirável e elucidativo “o admirável comentário sobre Utopia” da autoria de Uiran Silva!
[15] Embora só com Stuart Mill o termo distópico seja usado, não seria o seu antónimo usado como um desejo reflexo de uma sociedade e de tempos perigosamente duais e claustrofóbicos?