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quarta-feira, 1 de abril de 2009

sábado, 28 de março de 2009

OEIRAS É FIXE
E MENSAGEM NAS ENTRELINHAS A SAMPAIO E OUTROS

FRASES DE ISALTINO:
«EU FICO MUITO SENSIBILIZADO PELA VOSSA PREOCUPAÇÃO»


«...PARA PROVAR A INOCÊNCIA ... A PROPÓSITO DAS GEMINAÇÕES E OS QUE ELAS REPRESENTAM EM TERMOS DE COOPERAÇÃO O CONHECIMENTO DE QUE DETERMINADAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS ... TINHAM DOS PROCESSO DE GEMINAÇÃO ... O PRESIDENTE DA REPÚBLICA JORGE SAMPAIO E O PRIMEIRO MINISTRO TINHAM CONHECIMENTO E INCENTIVAVAM AS GEMINAÇÕES, NESSE CONTEXTO ADMITO VIR A SOLICITAR ALGUMA INTERVENÇÃO ... »


SOB ESTE ASSUNTO ALGUMAS PISTAS: GEMINAÇÕES A RIMAR COM FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS; CAMINHO E PERDA - DESTINO DOS FINANCIAMENTOS; GABINETES DE PROJECTOS ESPECIAIS; DISTRIBUIÇÃO DE BENESSES; DEPARTAMENTO DO DESPORTO ...

AS MÃOS SUJAS OU OS OLHOS ENTARAMELADOS DE PARTE SUBSTANCIAL DOS ACTORES POLÍTICOS DÁ ASSIM AZO A FIGURAS COMO ISALTINO, AMANTES DE DINHEIRO NO BOLSO, MESTRES NA ARTE DE SE GOVERNAREM NA PUTREFACTA REPÚBLICA!

QUE SE ATREVA O PRIMEIRO A ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA!

quarta-feira, 18 de março de 2009

A MONARQUIA DOS PARTIDOS

MONARQUIA DOS PARTIDOS OU FAZER PELOS SEUS? A imagem que tenho de Almeida Santos era a imagem que me passou meu pai quando como defensor oficioso num tribunal militar da Lourenço Marques de antanho, conheceu o dito.

Quando me defrontei ontem com o conhecimento da existência de uma srª deputada Maria Antónia Moreno Areias de Almeida Santos, assaltou-me uma nova perplexidade relativamente à imagem desta democracia cada vez mais
cinzelada e cinzentamente monárquica: será esta senhora réplica de quem é?
Ou dito de outra forma: as pseudo-elites ou elites do poder acomodam-se aos poucos lugares (públicos) que criam?

sábado, 14 de março de 2009

DEMOCRACIA DE CIDADÃOS

Mesmo que não consiga fazer passar a sua mensagem pelo ambiente de podridão que fede nos partidos, António José Seguro ficará na história da terceira república como um político com ética. Ao lado dele homens como Almeida Santos, José Sócrates, Santos Silva e muitos outros são apenas nódoas no Portugal dito democrático mas cada vez com mais semelhanças com qualquer Estado clepocrático.

quarta-feira, 11 de março de 2009

LIBERDADE DE CRIAR

O problema da legislação laboral é que temos e tivemos desde sempre dois graves problemas por resolver: adequar os funcionários à necessidade de manutenção das empresas acima da linha de água com a necessidade de não permitir abusos de remunerações (a tender para o infinito) de accionistas, gestores, em detrimento do tecido social produtivo (vulgo funcionários ou cooperantes das empresas).
A separação que faz dos sectores é real e enferma de um dos maiores dramas: a falta de liberdade económica, verdadeiro paradoxo, dado todos concordarmos que a falta de mecanismos de regulação parece ter sido a causa da actual crise de confiança.

Aquilo que lanço para reflexão é: o que sucederia se as economias voltassem a estar mais libertas? Porque será que as economias emergentes, não estão a ser tão afectadas como as economias mais desenvolvidas?
Será que a camisa de forças que criámos nas economias Ocidentais, com a constante regulação de "tudo", abafou a iniciativa e a criatividade! Porque não assistimos ao abaixamento dos impostos e assistimos sim ao estrangulamento da liberdade de criar? Garanto-vos que (e muitas vezes me engano! e pensando que muitos estão demasiado espartilhados em modelos velhos e obsoletos, com pouca criatividade) tudo mudaria para melhor! Os crescimentos de 7 e 8% pertenceram a sociedades com liberdade de criar (saudades de M.Friedman), não a estas sociedades do "PROIBICIONISMO"! LIBERALISMO E INTERVENCIONISMO ESTÃO CADA VEZ MAIS MISCIGENADOS: O SEGREDO ESTÁ NAS DOSES!

Voltando um pouco atrás e abstraindo-nos da actual crise, e no quadro Europeu, o que é facto é que uma larga margem dos funcionários em Portugal ganha mal e faz com que uma parte substancial da nossa população não seja verdadeiro actor do circuito económico. A sociedade produtiva Portuguesa não é de 10.600.000 de consumidores activos (já não falando dos 5.000.000 de expatriados) mas de 2.000.000 ou 3.000.000. Os restantes vivem ainda na economia de antigo regime, de subsistência!

E ganha mal, com as necessárias excepções, não só porque há empresas pouco produtivas no quadro internacional mas porque há uma enorme tendência para a não partilha de benefícios. Acresce a isto um Estado demasiado presente e interveniente, em vez de corrector - agravador dos problemas. Assim, vivemos ideologicamente um paradoxo: precisamos de simultaneamente mais e menos Estado. Mais Estado porque sistematicamente deixámos de fora uma parte substancial da nossa população, menos Estado porque precisamos de um País mais livre.
A resolução passava pelos intervenientes do processo político, quisessem e pensassem eles nos outros e não em si próprios, mas de facto os tempos não são de VERDADEIROS ESTADISTAS mas estão carregados de INDIVIDUALISMOS!

terça-feira, 3 de março de 2009

ÚLTIMO TRABALHO DE CASA DA UNIVERSIDADE INDEPENDENTE!

A ENVIAR AO DISCENTE DESTA UNIVERSIDADE, JOSÉ S. PINTO DE SOUSA, COMO TRABALHO DE FIM DE CURSO PARA DIGERIR, INTERIORIZAR E CONSOLIDAR!

BARRIGA CHEIA!

Há quem conviva muito mal com a massificação e a democratização e as massas sejam apenas um complemento de lautas refeições. Por estas e por outras é que somos um local pouco recomendável, um espaço onde arautos e galos se pavoneiam e degladiam, pois em Portugal parece só haver lugar para o "NUMBER ONE" que tudo papa e nada SOBEJA!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CARNEIROS E SUBSERVIENTES

Ao "folhearmos" os posts descortinamos cada vez mais atitudes de falta de cidadania e subserviência que não só são o nosso dia a dia como reflectem que o poder em Portugal estará sempre nas mãos de quem assumir uma atitude prepotente e aparentemente majestática. A democracia em Portugal é um conceito vago que se esgota numa cidadania imposta e não assumida.

Em Portugal os carneiros somos nós!

A REPÚBLICA DE SÓCRATES
OU O PRESIDENCIALISMO AUTORITÁRIO DO PRIMEIRO-MINISTRO


Goste-se ou não tem de ser reconhecer voluntarismo e "punch" ao primeiro-ministro de Portugal, características que agregam à sua volta muitos novos-ricos do regime, mas também velhos-ricos que se deslumbram e identificam com o autoritarismo e o mau feitio, inteligentemente conotado por Sócrates no lançamento da candidatura de Elisa Ferreira como característica "carácter", mesmo esquecendo que carácter tem pouco a ver com constantes e estratégicas mentiras e inverdades.

Como bem observa o Portugal profundo o seu estilo aguerrido do "é preciso é fazer" não está é correctamente direccionado, porque parece-se cada vez mais com um tipo de regime de caudilho, com muitas raízes em Portugal, tributário de uma via média entre o Estado totalitário puro e formas mais mitigadas com esta cada vez maior colagem à definição totalitária de Hanna Arendt: a personalização de poder e o - já não pouco mitigado culto da personalidade - o partido monopolista do poder, a verdade oficial, a fusão entre os interesses públicos e privados, a utilização reiterada e manhosa da propaganda com o seu expoente máximo S.S., a salvaguarda policial e repressão das vozes vindas das forças armadas, o partido como instrumento de domínio.
Assim o post abaixo, também bem assinala

O presidencialismo autoritário do primeiro-ministro:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A GRANDE ACLAMAÇÃO! OU
O REGRESSO AO DIVINO!

http://arrastao.org/sem-categoria/roi-te-de-inveja-kim-jong-il/


Ao mesmo tempo que povo anónimo, aclama para sempre o grande líder Chavéz e o Chavismo, ao mesmo tempo que Sócrates é aclamado líder incontestado de todos os socialistas, «José Sócrates foi reeleito secretário-geral do PS com 96,43% dos votos», esta pérola esquerdista que arrasta pela lama todos os não trotskistas, compara o nosso grande líder com Kim-Jong-Il: shame on you, Arrastão!

Quem sóis vós para dizer mal do nosso querido e amado líder Sócrates? Quem sóis vós para dizer mal do homem que instalou as reversões de dívidas para os criminosos empreendedores que ficam sem pão e camisa, só porque lhes baqueou a empresa no meio da crise? Quem sóis vós para pôr em causa os milhões tão rapidamente distribuídos sem a lentidão dos burocráticos concursos? Quem sóis vós para dar lições de democracia a quem tão facilmente se emociona pelo não reconhecimento dos milhões dos complementos de reforma? Quem sóis vós para pôr em causa as amizades Chavistas de um grande e internacional líder? Quem sóis vós afinal para contrariar um grande filósofo que pratica da vida um grande princípio: quanto mais vos bato e afundo, mais ireis gostar de mim!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A VIA REALISTA DA MANUTENÇÃO DO PODER

Sócrates diz agora que promete desagravar as classes médias, depois de as ter levado nos últimos três anos ao inferno. Louçã fala em exercício por parte de Sócrates do poder frio e calculista!

Perante isto Sócrates ficará na história do início do segundo milénio Português como tempo de tradição do poder maquiavelista, aquela tradição que diz que são as boas armas que fazem as boas leis, repudiando totalmente os idealistas para quem é através da justiça e dos valores que se exercita o poder e mesmo dos racionalistas, como Adriano Moreira, para quem a via média do poder é tributária não só da visão maquiavélica do poder mas também da via realista não Socratiana e desumanista!

O seu nome é que me parece não figurará na história, a não ser uma breve passagem para ilustrar tempos de regressão, com o exemplo dos elefantes brancos ao abandono em terra desértica e devastada e do exemplo do típico político demagogo e derivista cujo único objectivo é protelar-se no poder, dizendo hoje o mundo e o seu contrário!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É A COBARDIA UMA CARACTERÍSTICA ENDÉMICA NACIONAL?



«Há no PS quem tenha medo de falar»

Os ideólogos do regime são a pior espécie de gente que a política fabrica, porque normalmente mimetizam e ampliam a radicalidade e a intolerância. Abraçando com radicalidade os Mein Kampf, muitas vezes pior que os leaders são normalmente estes sinistras figuras, normalmente vindas de fileiras de extrema qualquer coisa e que perdem rapidamente o contacto com a realidade na sua ânsia de se colarem e agradarem.

Se o regime nazi criou figuras sinistras como Joseph Goebbels , arrastando consigo para as áreas democráticas as sua endémicas cargas totalitárias, outras culturas e regimes ditos democráticos arrastam também consigo gente pequenina em bicos de pés, pouco consentânea com propaladas ideologias onde devia campear a democraticidade e a tolerância.

Está provado que a cobardia e a falta de carácter é algo endémico na sociedade Portuguesa. O tempo dos Martins Moniz, das Padeiras de Aljubarrota, os Albuquerques e os Mouzinhos já ficaram para sempre na história. Hoje o tempo já não se compraz com epopeias, com grandiloquências, com gestos heróicos, hoje o tempo é o tempo do desfrute imediato, do egoísmo mesquinho e encapotado, do interesse, do remunerado.

E é assim que obviamente a responsabilidade da existência e da propagação destas figuras feias, porcas e más, é uma construção da própria sociedade: uma sociedade cinzenta, indiferente, iníqua e corrupta onde a falta de carácter e a cobardia, permitem a ousadia destes seres ad infinitum e náusea até serem confrontados e despojados, por um assomo espontâneo e instante da maioria, da sua arrogância tigre de papel.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SERMÃO DE JPP AOS PEIXES!


Podemo-nos irritar com JPP pelo seu enorme snobismo, pela sua recusa à normal vulgaridade, não nos podemos é irritar com JPP é com o seu amor ao Padre António Vieira, porque chega de sermos peixes nesta poça inquinada e barrenta que dá pelo nome de Portugal!

«O texto de Santo Agostinho fala geralmente de
todos os reinos, em que são ordinárias semelhantes opressões e injustiças, e diz
que, entre os tais reinos e as covas dos ladrões — a que o santo chama
latrocínios — só há uma diferença. E qual é? Que os reinos são latrocínios, ou
ladroeiras grandes, e os latrocínios, ou ladroeiras, são reinos pequenos:
Sublata justitia, quid sunt regna, nisi magna latrocinia? Quia et latrocinia
quid sunt, nisi parva regna? É o que disse o outro pirata a Alexandre Magno.
Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia,
e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém, ele,
que não era medroso nem lerdo, respondeu assim. — Basta, senhor, que eu, porque
roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois
imperador? — Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o
roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas
Séneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a
uns e outros definiu com o mesmo nome: Eodem loco pone latronem et piratam, quo
regem animum latronis et piratae habentem. Se o Rei de Macedónia, ou qualquer
outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos
têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
Ponhamos o exemplo da culpa, onde a não pode
haver. Pôs Deus a Adão no Paraíso, com jurisdição e poder sobre todos os
viventes, e com senhorio absoluto de todas as coisas criadas, excepta somente
uma árvore. Faltavam-lhe poucas letras a Adão para ladrão, e ao fruto para furto
não lhe faltava nenhuma. Enfim, ele e sua mulher — que muitas vezes são as
terceiras — aquela só coisa que havia no mundo que não fosse sua, essa roubaram.
Já temos a Adão eleito, já o temos com ofício, já o temos ladrão. E quem foi o
que pagou o furto? Caso sobre todos admirável! Pagou o furto quem elegeu e quem
deu o ofício ao ladrão. Quem elegeu e quem deu o ofício a Adão foi Deus: e Deus
foi o que pagou o furto tanto à sua custa, como sabemos. O mesmo Deus o disse
assim, referindo o muito que lhe custara a satisfação do furto e dos danos dele:
Quae non rapui, tunc exolvebam . Vistes o corpo humano de que me vesti, sendo
Deus; vistes o muito que padeci, vistes o sangue que derramei, vistes a morte a
que fui condenado, entre ladrões. Pois, então, e com tudo isso, pagava o que não
furtei. Adão foi o que furtou, e eu o que paguei: Quae non rapui, tunc
exolvebam.
Mas estou vendo que com este mesmo exemplo de
Deus se desculpam ou podem desculpar os reis, porque, se a Deus lhe sucedeu tão
mal com Adão, conhecendo muito bem Deus o que ele havia de ser, que muito é que
suceda o mesmo aos reis, com os homens que elegem para os ofícios, se eles não
sabem nem podem saber o que depois farão? A desculpa é aparente, mas tão falsa
como mal fundada, porque Deus não faz eleição dos homens pelo que sabe que hão
de ser, senão pelo que de presente são. Bem sabia Cristo que Judas havia de ser
ladrão; mas quando o elegeu para o ofício em que o foi, não só não era ladrão,
mas muito digno de se lhe fiar o cuidado de guardar e distribuir as esmolas dos
pobres. Elejam assim os reis as pessoas, e provejam assim os ofícios, e Deus os
desobrigará nesta parte da restituição. Porém as eleições e provimentos que se
usam não se fazem assim. Querem saber os reis se os que provêem nos ofícios são
ladrões ou não? Observem a regra de Cristo: Qui non intrat per ostium, fur est
et latro . A porta por onde legitimamente se entra ao ofício, é só o
merecimento. E todo o que não entra pela porta, não só diz Cristo que é ladrão,
senão ladrão e ladrão: Fur est latro. E por que é duas vezes ladrão? Uma vez
porque furta o ofício, e outra vez porque há de furtar com ele. O que entra pela
porta poderá vir a ser ladrão, mas os que não entram por ela já o são. Uns
entram pelo parentesco, outros pela amizade, outros pela valia, outros pelo
suborno, e todos pela negociação. E quem negocia não há mister outra prova: já
se sabe que não vai a perder. Agora será ladrão oculto, mas depois ladrão
descoberto, que essa é, como diz S. Jerônimo, a diferença de fur a
latro.
Suponho finalmente que os ladrões de que falo
não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a
este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu
pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit:
furatur enim ut esurientem impleat animam.O ladrão que furta para comer, não
vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são
outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do
mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno: Non
est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in
balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui commisso sibi regimine
civitatum, aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi et publice
exigunt: Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os
que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os
exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das
cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os
outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam
debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista
que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça
levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes
a enforcar os pequenos. — Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!»

É bom revisitarmos e recordarmos o Padre António Vieira, para nos pormos em dia com o nosso passado e vermos aonde e como perdemos a nossa dignidade como povo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A TRANSPARÊNCIA DA DESPESA

«Orçamentos de Angola e São Tomé e Príncipe entre os dez menos transparentes do mundo - Estudo»

Que sentido faz pôr a toda a vida dos cidadãos em termos fiscais e não pôr a todos os gastos dos orçamentos? Se poderá haver razões para alguns Estados ainda à procura de si próprios, haverá alguma razão para que num Estado da União, com os meios informáticos actuais, não seja obrigatório a discriminação contabilística, de todos os gastos dos serviços públicos, aos olhos de todos ? A quem serve afinal a falta de transparência do lado da despesa no Estado ou na administração local?

A montante porque é que sempre pensei que devemos ter um Estado pequeno pouco consumidor de bens públicos? Pela pouca transparência e grande opacidade que promove más redistribuições de dinheiros públicos.

Um dos problemas actuais é que a redistribuição hoje em Portugal já chegou ao limite de ser retirado dinheiro aos mais pobres para ser opacamente distribuído.

O que se pergunta então é: não seria preferível pagar menos impostos e deixar que cada um provesse da melhor maneira à sua subsistência, obviamente com limites suficientes para um sistema que chegasse verdadeiramente aos mais necessitados?
Ou esta pergunta está verdadeiramente fora de tempo, pelo menos do tempo da intervenção do Estado e à cause de ...?

sábado, 24 de janeiro de 2009

AS TEIAS


Muito interessante este excerto de post de Henrique Pereira dos Santos em AMBIO.

«Por isso Pedro Serra, na já longíqua campanha interna para eleição do Secretário Geral do PS em 2004, podia escrever um artigo de opinião no diário económico que era um panegírico de apoio a um dos candidatos, onde constava este parágrafo que no contexto do artigo não era uma crítica mas um fortíssimo elogio, sem que aparentemente alguém ficasse sobressaltado com o seu conteúdo:
«Os dois anos em que foi Ministro do Ambiente e em que teve na sua mão a distribuição dos fundos comunitários utilizou-os ele a tecer a trama de influências regionais e nacionais,partidárias e não só, que o fazem imbatível em qualquer contenda no seio do PS (...)»
henrique pereira dos santos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

MAS ALGUÉM LHE EXPLICA O QUE É A DEMOCRACIA!


«Sócrates: «Vi elementos do PS a votar com o CDS e não gostei»

É natural. Democracia é algo que lhe não está no sangue! Seguidismo, absolutismo e intolerância, sim!
Agora que a postura arrogante, autoritária é pouco consentânea com um verdadeiro socialista humanista, isso é!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

AINDA HÁ MORAL E ÉTICA NO PARLAMENTO?


Ao contrário do que pensa Alberto Martins, Afonso Candal e Cia. Lda, a intervenção do deputado do PS, Joaquim Ventura Leite, não desprestigia mas prestigia e credibiliza o Parlamento e o próprio PS, pelo menos um PS construído para o interesse nacional.

«Em declarações à Lusa, Ventura Leite, eleito pelo distrito de Setúbal, disse que irá entregar uma declaração de voto a justificar a sua abstenção, dizendo que "está em perfeita sintonia com o interesse nacional de que o país reduza a despesa em medicamentos".»

Tanto na questão das Unidoses como na questão da Airbus, Ventura Leite pode-se congratular de ser um exemplo de parlamentar, da postura que os cidadãos esperam dos seus representantes.

sábado, 17 de janeiro de 2009

A EXCELÊNCIA E O ENVIASAMENTO DO ORDENAMENTO JURÍDICO:
À PROVA DE ÉTICA!

Acerca desta notícia, o DCIAP assegura que «não foi até hoje recebida qualquer gravação vídeo ou qualquer outro elemento de provas com valor jurídico, face à lei portuguesa, enviado por investigadores ingleses, apesar do pedido repetido de uma cooperação ampla e franca feito pela justiça portuguesa à justiça inglesa».
O Sol salienta ainda que, ao contrário do que acontece no processo que corre em Inglaterra, o «DVD em causa não é aceite pela Justiça portuguesa pois a gravação foi obtida sem autorização de uma autoridade judicial».

«... qualquer gravação vídeo ou ... com valor jurídico, face à lei Portuguesa...». Que a lei Portuguesa serve os interesses de quem a faz, já nós sabíamos, mas é por estas e outras é que podem continuar a brincar às falsas democracias, que nós os com pingo de ética, já só asco e vómito nos sai ao falarmos de quem a produz!»

E assim se faz democracia em Portugal! A história se encarregará de a fazer, chamando os bois pelos nomes!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

CREDIBILIDADE
OU A FRAQUEZA DA MENTIRA!

«Sócrates diz que renováveis representam 42% da energia eléctrica consumidaA Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, acusou o Executivo português de inflacionar o peso real das energias renováveis na energia eléctrica consumida, utilizando um valor corrigido para parecer que o peso das renováveis é maior.
Segundo a associação, que cita dados da Redes Energéticas Nacionais (REN) relativos ao ano de 2008, «em vários discursos tem sido frequente o uso do peso da energia renovável após a correcção e nunca o real, inflacionando muito o valor efectivamente verificado».
A associação ambientalista lembra que ainda no passado dia 5 de Janeiro, o primeiro-ministro, José Sócrates, referiu que as renováveis representam cerca de 42% da energia eléctrica consumida.
No entanto, de acordo com os dados mais actuais da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) relativos ao período entre Novembro de 2007 e Outubro de 2008, «o valor real é de apenas 26,7%, sendo o valor corrigido de acordo com a metodologia questionável descrita anteriormente, de 43% (mais de 16% acima do real)», concluem.»

Admissível por uma qualquer má formação num qualquer Pinto de Sousa da nossa praça, mas admissível numa postura de primeiro-ministro?

Com distorção e mentira sobre mentira se constrói a história mais triste da pseudo república socialista!

Não está na altura de dizer, mesmo aos anjinhos, que a política pode e deve ser ética, verdade e tolerância? Não será esse o melhor antídoto contra a crise e contra 48 anos de ditadura?

«EU NÃO ADMITO LIÇÕES DE MORAL!»

«Um país que hipoteca o futuro dos seus jovens é uma entidade moralmente falida. Portugal já faliu no campo da moral. E esta decadência é mais profunda do que qualquer recessão económica. Aliás, podemos dizer que Portugal vive numa espécie de perpétua recessão moral. Quando expulsa as gerações mais novas em nome da protecção de privilégios ilegítimos das gerações mais velhas, um país entra em recessão moral. Portugal está mergulhado nesta imoralidade geracional até ao pescoço. Este país não é para gente nova.»

Excelente este post do insurgente no que diz respeito à perpétua recessão moral. Quanto à imoralidade geracional ela é em parte verdadeira, pelo menos no que diz respeito a 10% da sua população mais velha. A restante está também mergulhada nesta imoralidade social de um pseudo socialismo reaccionário interesseiro e de derivas travestido de nova direita. Alguém se importa com questões como justiça social, natalidade e noutro plano organização do território?

Ninguém, porque primeiro está a manutenção dos privilégios e a construção de futuras e lucrativas redes de interesses! O País, esse, já há muito não passa de um microcosmos onde se desenvolve e costura a gestão de ambições desprezível com vista aos altos voos de uma carreira futura nos aerópagos intenacionais ou na banca nacional!

Bem a propósito este exemplo no Quiosque: «Governo e PS recusam aumentar duração do subsídio de desemprego» (JdN).

Afinal, em época de crise, dar a quem desespera e não tem é importante ou é melhor "varar-nos" com a moral e a reforma do compagnon de route e de escola, Armando Vara?