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sábado, 28 de março de 2009

A ESTRUMEIRA

Fazendo o cruzamento desta peça com a produtividade e a remuneração horária dos Portugueses, se concluí facilmente que a sina dos Portugueses não é apenas uma questão de produtividade mas uma questão de total falta de ética.

Enquanto a grande maioria dos Portugueses tiver uma atitude passiva e chutar a resolução da condução do país e a esta agregar ainda a falta de escrutínio e total indiferença para com assuntos que lhe dizem total directa e indirectamente respeito, Portugal não passará de uma estrumeira onde figuras de esgoto chafurdam na ganância.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A ARAME FARPADO OU ECONOMIA ÀS ORDENS DE PINHO?

Pinho diz que classificação PIN é só para «bons projectos»
O que é que são bons projectos? O TGV, O Freeport, a triplicação da autoestrada Atlântica, ...
são aqueles que Pinho, Sócrates e os seus amigos decidem! E ainda dizem que não havia regulação em Portugal?

«O ministro da Economia afirmou ... que a classificação de
projectos de investimento de interesse nacional (PIN) pretende «acelerar a
realização de bons projectos» e não criar uma «auto-estrada para fazer qualquer
coisa que seja no país».
«O que queremos acelerar é a realização de bons
projectos, não de projectos selvagens», afirmou Manuel Pinho, citado pela
agência Lusa, numa reacção à decisão da Agência Portuguesa para o Investimento e
Comércio Externo (AICEP) de «chumbar» dois parques de diversões nos concelhos de
Azambuja e Alenquer, orçados em 700 milhões de euros e que prometiam criar mais
de 12 mil empregos.
Segundo o ministro, os projectos que, «pese embora as
boas intenções dos promotores, não respeitem regras de ordenamento do território
e ambientais, nomeadamente, não devem ir para a frente».
«Há certos valores
que, independentemente da criação de emprego e da potencial dita valia, temos
que manter com todo o rigor», sustentou Pinho, salientando que «os PIN são uma
auto-estrada para acelerar os bons projectos, que respeitam todos os critérios,
e não uma auto-estrada para fazer qualquer coisa que seja no nosso país».

terça-feira, 24 de março de 2009

ONI SOIT QUI MAL PENSE

Comentário a: http://www.sedes.pt/blog/?p=879

Em Portugal a história e as asneiras repetem-se, porque a memória é curta e a tentação da intervenção e a arrogância trás consigo quantas vezes a ignorância também. Aliás, dos afinal não lusos Magalhães, aos Chavianos pré-fabricados, aos novel painéis solares que afinal não são apenas painéis solares mas painéis acoplados a bombas de calor termodinâmicas a efabulação continua com a pobreza dos Portugueses a cavar-se dia a dia. Cavaco mantêm-se quedo e mudo, enquanto os Portugueses vêem a miséria a bater à porta e a confiança nas instituições e nos representantes motor da retoma nas ruas da amargura. Noutros tempos outras soluções mais radicais avizinhavam-se, hoje quedamo-nos pelo desespero e pelo tempero dos blogs. E o que dizer do tribunal constitucional que acha bem que os gerentes, gestores e administradores sejam pessoalmente responsáveis pelas dívidas fiscais, coimas incluídas. Afinal, confirma, que é mais uma instituição dispensável neste Estado parasita, voz de donos! Quando não houver um único emprego privado em Portugal, não se venham só nessa altura lembrar que, se calhar, a medida foi demasiado radical. Depois, se calhar, já é tarde!

sexta-feira, 20 de março de 2009

CORPSES OU O PODER DE DAR

Ainda há esperança, em Portugal, porque ainda há homens bons em Portugal. Homens que se preocupam com os outros homens, homens que não vivem desfasados do seu tempo e que se assumem num quadro mental solidário.
Homens que percebem que aquilo que é bom para si também tem de ser bom para os outros e que a virtude está na partilha e na entrega. Sem essa dimensão de humanidade, arriscamo-nos a não ser mais do que "CORPOS ADIADOS QUE NÃO CRIAM".
Não precisamos mais de arautos da verdade, precisamos de um novo paradigma de verdade e humanidade!
A Resposta de André Barata a Vítor Bento sobre a resolução da crise baseada em propostas económicas que levam a mais injustiça e desfasamento da "realidade do outro" enquadra-se numa tentativa de desmascarar mais este logro de um bodo, que se lembra de alguns nababos convivas mas que se esquece dos da casa. Afinal o fazer caminho não pode afastar brutalmente para o precipício todos os excluídos.


André Barata 18 Mar 2009 as 14:47

Caro Vítor Bento,Vamos lá a ver se me
consigo situar perante o que tem sido dito por si e por Silva Lopes sobre esta
matéria. Desculpe a extensão do comentário.
1. Aumentar a produtividade
através da redução dos custos com salários é fazer uma abordagem ao problema da
baixa produtividade pela negativa. Não duvido que tenhamos um problema
estrutural por resolver. Simplesmente acho que é sobretudo no outro membro da
equação da produtividade que deveremos procurar basear uma genuína melhoria das
condições económicas do país (e não apenas as financeiras). Sem mais e melhor
produção não há produtividade que resista. Cortar salários é remediar a
situação, não é curá-la.
2. Admito, porém, que, do ponto de vista social, o
desígnio de conter o aumento do desemprego obrigue a cortes salariais. Admito
isto graças ao que tem dito c/ mais insistência bem como indicadores
absolutamente deprimentes que nos chegam aos ouvidos quase diariamente. O que
Krugman diz para Espanha já está a acontecer em países bem mais ricos como o
Canadá, onde sei que, por exemplo, empresas têm reduzido o mês de trabalho em
dois dias. Mas, convenhamos, o contexto português não é o mesmo que se tem em
Espanha e menos ainda no Canadá. Dois factores deverão ser ponderados, com o
justo peso relativo, junto com a opção de cortes salariais em sede de
concertação social: por um lado, o baixo rendimento médio e o baixo salário
mínimo portugueses e, por outro, o desequilíbrio excessivo na distribuição de
rendimento em Portugal. Quando se diz que os portugueses têm vivido acima das
suas possibilidade, essa afirmação deve ser contextualizada com as que acabo de
proferir. Nenhuma delas é falsa. E todas elas devem ser ponderadas quando
procuramos encontrar soluções equilibradas e justas do ponto de vista social.
Pelas mesmas razões, quando comparamos o mesmo tipo de medidas em Portugal e,
por exemplo, em Espanha e no Canadá, devemos proceder à mesma ponderação, pois o
mesmo remédio proposto aos portugueses, espanhóis e canadianos terá um sabor bem
mais amargo no nosso caso. As circunstâncias raramente são as mesmas…
3.
Depois de tudo isto, dir-me-à possivelmente o seguinte: em que é que isso muda
substancialmente a alternativa com que estamos confrontados? A alternativa “Ou
menor remuneração ou desemprego certo” é uma alternativa incontornável que não
se compadece com as particularidades sociais do país. Concordo, mas é possível
procurar encontrar respostas mais sensíveis àqueles dois outros factores
relevantes. Por exemplo, i) reintroduzindo o critério dos 1000 euros - podendo
remunerações mensais acima desse valor ser renegociadas em concertação social,
mas não abaixo; ii) adoptando por regra que qualquer negociação em sede de
concertação social deve respeitar o princípio de não incremento da desigualdade
de distribuição de rendimentos; iii) respeitando escrupulosamente um princípio
de parcimónia e contenção relativamente às remunerações de topo (cargos
directivos de gestão, etc.); iv) criando um escalão adicional, em sede de IRS,
para rendimentos elevados.
4. Mas mais do que que tentar que a crise
económica não tenha um efeito socialmente devastador, é ainda possível pensar
políticas públicas sociais com efeito económico positivo. Uma espécie de “dois
em um” portanto. Como disse atrás, é preciso estímulos para mais e melhor
produção. Um desempregado a receber subsídio de desemprego é improdutivo. Por
que não propor financiar a desempregados iniciativas empresariais,
complementando os seus subsídios de desemprego c/ apoios que, sob acompanhamento
por técnicos especializados, lhes permitam vir a fazer parte da reconstrução do
tecido económico do país? Aliás, o exército de excluídos do processo económico
estende-se a muitos milhares de pensionistas que poderiam também ver aqui uma
janela de oportunidade. Por que não, então, constituir um gabinete de crise
composto pelos ministros da Seg. Social , das Finanças, da Economia,
respectivos secretários de estado, alguns técnicos competentes e montar uma
efectiva linha de contra-ataque à retracção económica que nos tem atingido?
Pode parecer que estou a devanear com um plano Marshall à portuguesa, mas antes
isso do que ver rios de dinheiro desperdiçados em operações de salvamento
discutíveis. Por que não fazer uso de políticas sociais realmente produtivas
para discriminar positivamente sectores de actividade económica mais promissores
do ponto de vista do objectivo de maiores taxas de produtividade, dando assim ao
Estado a capacidade indirecta de contribuir para um melhor “design” do tecido
económico do país?
Era também sobre isto que gostaria de ver
reflexão/acção/governação em vez de ter de me conformar com a fragilidade e
pobreza nacionais.
Saudações.

O OLHAR DENTRO DO PAÍS

Ontem Carvalho da Silva com Judite de Sousa a bater forte e feio em quem acha que a crise resolve-se com abaixamentos salariais.

Pode-se não concordar com o modo como se utiliza algumas vezes o sindicalismo como peão da batalha partidária, não se pode é deixar de concordar com Carvalho da Silva que esta crise está agravada por uma política autista e "politicamente criminosa" operada por um governo que soma ao autismo uma deriva e política totalmente medíocre!

1) Que a crise em Portugal é e será muito mais grave pelo enfraquecimento sistemático que este governo operou nos últimos anos aos depauperados orçamentos familiares;
2) que sendo esta crise uma crise que se agrava todos os dias por falta de consumo, retirar mais e mais capacidade de consumo às famílias é cavar uma crise de dimensões inimagináveis;
3) que a solução da crise, se houvesse flexibilidade mental da parte dos (in)decisores políticos, resolvia-se diminuindo a carga e teia brutal de fiscalidade que pesa sobre as famílias e as empresas, devolvendo de uma vez à sociedade civil a liberdade de criar e a alegria de viver.

A pressa neste ambiente de crise, em que era preciso apoiar os centenas de milhar de cidadãos que se debatem sem emprego e sem qualquer tipo de apoio ao desemprego, em querer avançar com mais projectos ruinosos para o País como é o caso do TGV, ponte Chelas-Barreiro, triplicação de auto-estradas, faz-nos pensar
ser necessário sim penalizar no futuro estes políticos que "matam" mais pessoas, animicamente, sem disparar um tiro, que qualquer dos criminosos que criam com estas políticas que não resolvem coisa nenhuma, exclusivas, fantasiosas e de deriva idiota!

sábado, 7 de março de 2009

PRECISAMOS DE VOCÊS, FILHOS PRÓDIGOS, PARA VOS EXPLORAR E NOS ALIMENTAR

«Um Presidente de um regime “O Estado a que isto chegou”, desloca-se à Alemanha para pedir “batatinhas” e ajuda económica. Pelo meio desta cruzada da pedinchice, o Presidente do regime “O Estado a que isto chegou”, tem o descaramento, a ousadia, a lata, a desfaçatez de pedir ajuda aos emigrantes portugueses a viver na Alemanha, embora a mensagem seja, também, destinada a “todos os emigrantes”. Foi “pedinchar” ajuda para que os ótarios que tiveram de sair daqui para procurar melhor vida - dado que aqui não o conseguem - continuem a “ajudar” com dinheiro, um sitio mal frequentado que os expulsou, na pratica, daqui.
“Um Portugal que se sente legitimado para pedir o apoio dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro tem de estar à altura de responder às necessidades desses mesmos portugueses e de tudo fazer para promover a sua ligação ao país”.
Tradução: nós achamos que temos legitimidade para vos sacar dinheiro apesar de nunca termos criado quaisquer condições para que vocês pudessem viver e trabalhar em Portugal de forma digna.
Continuem a sustentar-nos e a sustentar um regime corrupto e a cair de podre. E concluiu: “É meu firme propósito continuar a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que os portugueses residentes no estrangeiro e luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal”.
Tradução: precisamos desesperadamente do vosso dinheiro e da vossa condescendência para continuarmos a manter este estado da coisas. Não se esqueçam disto, precisamos que não se esqueçam disto porque é necessário que se continue a sustentar este Estado das coisas, o “Estado a que isto chegou”.
Os irmãos gémeos hão-de sucumbir juntos.»

Subscrevo, a opinião de Júpiter, mesmo que a ideia de Cavaco seja aparentemente bondosa. É que já é lata a mais pedir lagostas a quem até se nega a sopa dos pobres!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

FRUTOS PODRES!

«"Mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades...
Uma pequena nota no
El País causou-me mal-estar. A Procuradoria Geral espanhola pediu um ano e meio de prisão para um homem que roubou “meia barra de pão”. O autor da nota, Joan Carrach, adianta que na Inglaterra do século XIX roubar uma laranja era um passaporte para a Austrália. “Mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades”...Os outros, os assaltantes de primeira gema, não precisam de ter medo de ir para a Austrália ou para a prisão. Gozam com o pagode! » transcrito e subscrito do QUARTA REPÚBLICA!

Muito vezes ponho-me a pensar de quem é a responsabilidade deste estado de coisas! E chego à triste e vã resposta que o povo é o responsável! Pela sua inacção, indiferença, inércia com algo de cobardia! Os outros do tempo daqueles que recebiam um conduto para a Austrália, também de tempos a tempos emolduravam os candeeiros de bem maiores trapaceiros! A mim que sou também fruto dos tempos da inacção, sobram-me no entanto sonhos (e somente sonhos)onde os vilões caem como laranjas podres, dependurados de árvores em processo de desinfestação!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MAIS UM TIRO NO PORTA-AVIÕES DO ESTADO DE IRRACIONALIDADE

Roubar é feio, com o beneplácito do 31 da Armada: subscrevia tudo, não pedia é desculpa porque quem tem de ser desculpar é o infractor, não os pobrezinhos das migalhas!

«Reza a lenda que Robin Hood roubava aos ricos para dar aos pobres. É verdade que o nosso suposto “Estado Robin Hood” também rouba. No entanto, não dá aos pobres. Rouba para alimentar uma enorme máquina ineficiente, cheia de vícios e privilégios insustentáveis, que vive, em larga medida, à custa do produto do roubo. No fundo, depois da apropriação pela máquina pública, pouco mais sobra do que umas migalhas para os pobres, para fingir que temos um Estado social.
Peço desculpa por utilizar o verbo “roubar”, mas parece-me que quando o Estado exige que alguns dos seus cidadãos entreguem quase metade do rendimento lícito do seu trabalho a um monstro ingovernável, sem contrapartidas à altura (leia-se, pelo menos, Educação, Saúde e Justiça de qualidade) e ainda se atreve a dizer que é pouco, é difícil encontrar outro verbo para caracterizar a situação.
Não tenhamos dúvidas: um Estado só pode ser verdadeiramente social se centrar o seu objecto precisamente nesta componente e não nas mais variadas que absorvem o produto da receita fiscal. Ou seja, um Estado liberal mais facilmente é, realmente, social, do que o suposto Estado social em que nos querem convencer que vivemos.
Talvez assim, o Estado possa deixar de roubar para, com critério, passar, de facto, a ajudar quem necessita da sua solidariedade.
publicado por Francisco Proença de Carvalho às 09:17»

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ANGOLA AGRADECE E QUE TENHA MUITO SUCESSO!

«JN: «80 mil portugueses escolheram Angola». Procura é cada vez maior. Negócios e trabalho para fugir à crise.»
ANGOLA AGRADECE!
Fogem os mais capazes, aqueles com mais motivação e empenho, aqueles que ajudarão Angola a tornar-se um país mais rico mais rapidamente!
Angola agradece, na exacta proporção de um pequeno rectângulo que fenece amordaçado por falta de visão, excesso de intervenção de um falso socialismo popular que liquida em primeiro as classes populares e que fará de todos colectivamente mais pobres!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

«CORTES CEGOS NA DESPESA PÚBLICA DESTRUÍRAM ECONOMIA»

Pode-se discordar do PCP em muita coisa, não nisto, porque a sua razão é total!
Este governo foi de facto responsável pela destruição do tecido produtivo nacional, pelos cortes abruptos que ocasionou no rendimento dos Portugueses. Mas como uma causa nunca vem só, o fundamentalismo dos impostos e da ASAE, as reversões de dívidas de imposto das empresas para os donos delas, destruíndo a ténue capacidade de risco, deram a estocada total, destruíndo pequenas e médias empresas, e desmotivando futuros empreendedores. Nunca nenhum governo tinha feito tão mal à economia nacional como este! A responsabilidade aqui, no entanto, é compartilhada pelo PCP que com a sua sempre invectiva contra os agentes económicos e a sua sistemática campanha contra a fuga ao fisco, fazendo de todos os agentes económicos usurpadores do fisco sem limite, não separando claramente os pequenos e médios daqueles que têm práticas pouco claras e monopólicas, vivendo no mundo da não concorrência, ajuda a criar estes fundamentalismos que destróem o tecido empresarial Português.
Aquilo que não se percebe relativamente ao PCP e que lhe causa também danos de credibilidade é como é que puderam acompanhar o PS, na tentativa de tirar aos emigrantes capacidade de voto. E com esse tipo de decisões dificilmente alguma vez poderão ser opção!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

TAMBÉM QUERO UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA!



http://risco-continuo.blogs.sapo.pt/133351.html

A inveja é um sentimento feio! Mas a inveja por paz, pão, habitação, saúde, só há liberdade assim ... cantava in illo tempore Sérgio Godinho!

Agora que quereríamos uma democracia assim DE APARENTE E INICIÁTICA ÉTICA SÃ... isso é verdade!

E PERDOEM-NOS A PETIT PONTINHA DE INVEJA!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A TRANSPARÊNCIA DA DESPESA

«Orçamentos de Angola e São Tomé e Príncipe entre os dez menos transparentes do mundo - Estudo»

Que sentido faz pôr a toda a vida dos cidadãos em termos fiscais e não pôr a todos os gastos dos orçamentos? Se poderá haver razões para alguns Estados ainda à procura de si próprios, haverá alguma razão para que num Estado da União, com os meios informáticos actuais, não seja obrigatório a discriminação contabilística, de todos os gastos dos serviços públicos, aos olhos de todos ? A quem serve afinal a falta de transparência do lado da despesa no Estado ou na administração local?

A montante porque é que sempre pensei que devemos ter um Estado pequeno pouco consumidor de bens públicos? Pela pouca transparência e grande opacidade que promove más redistribuições de dinheiros públicos.

Um dos problemas actuais é que a redistribuição hoje em Portugal já chegou ao limite de ser retirado dinheiro aos mais pobres para ser opacamente distribuído.

O que se pergunta então é: não seria preferível pagar menos impostos e deixar que cada um provesse da melhor maneira à sua subsistência, obviamente com limites suficientes para um sistema que chegasse verdadeiramente aos mais necessitados?
Ou esta pergunta está verdadeiramente fora de tempo, pelo menos do tempo da intervenção do Estado e à cause de ...?

O GRANDE BRANQUEAMENTO

«A EUROPA NA CRISE
No Finantial Times, de 27Janeiro 2009, um interessante artigo sobre a realidade da crise económica nos estados da União Europeia e suas consequências sociais, políticas e “europeias”:»
http://claro.motime.com/ Claro ou claro-escuro?

Mas afinal para que serve este arquivo: para branquear a excelente governação caseira, ou para afirmar preto no branco que nunca deveríamos ter aderido à zona Euro?

Branquear e desculpabilizar a excelente governação socialista da década de crescimento de 1,1%, da sociedade cada vez mais crispada, manietada e corrupta?

É que ad contrário a zona Euro não é responsável pelas políticas internas erradas, por um estado manietador, controleiro e desmotivador da criação de riqueza! Nem da suspeita utilização de dinheiros públicos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FAITH IN THE CHILDREN ... IN THE TEACHERS, IN THE SYSTEM!

À atenção da socióloga, ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues:

«... faith in the children, in the system, in the teachers! ...»

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

IN THE TOP OF THE WORLD
OU UM GOVERNO MINORITÁRIO OU
DE COLIGAÇÃO?

Há alturas a pedir cortes! No ranço pantanoso da quase generalizada insatisfação, no quadro de uma corte espampanante de subserviência, arrogância e promiscua condição, de indiferença matreira e de diferença costumeira, um governo maioritário hoje em Portugal é uma espécie de altar escolástico geocêntrico a pedir meças a um Deus menor. Afinal que tempos tão brilhantes são estes a necessitar de uma nova revisitação assente na generalizada insatisfação? Já sei, não ao populismo, sim ao hermetismo, ao suicídio colectivo, pátria e autoridade, levados pela mão do grande ou dos grandes tutores, "...levados, levados sim..." agora pela mão do nosso pai etereamente Sócrates, senhor e censor da nossa ocre condição - que não consciência!

Afinal, parece que vivemos no melhor dos mundos, corrompidos apenas pelo nosso comodismo, sem lugar não já para o "deixem-nos trabalhar!" mas agora mais grave ainda para o "deixem-nos viver!".
Assim, a maioria absoluta é hoje um cheque em branco, como o povo é quem mais ordena uma miserável falácia, caminho aberto para uma minoria promiscua e arrogante nos parasitar e decepar a força, a alegria, o verdadeiro sentido da democracia!

Afinal não será altura é de com coragem, imaginação, criatividade, igualdade tout court e solidariedade, recriarmos uma nova democracia, uma nova representatividade sistematicamente sufragada e plebiscitada mais perto de nós, o povo? Que polvo é este afinal que tem medo da voz do povo?

Uma maioria absoluta para uma satisfação absoluta?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

ASSINA E SUBSCREVA QUEM QUISER ENTENDER

Opinião de Tavares Moreira - 4R:

«7. A economia portuguesa - Famílias, Empresas, Estado – está altamente endividada (e, não obstante, a endividar-se a ritmo frenético), enfrenta um grave problema de produtividade (sistematicamente mal explicado ou não pelos nossos “pensadores de serviço”), não dispõe de mecanismos de ajustamento amarrado que está à âncora (agora letal) do Euro...é a quadratura do círculo enfrentar uma crise nestas condições!8. A opção de resposta à crise não podia, em minha modesta opinião, ser pior: concentrar ainda mais recursos (que não existem, têm de ser obtidos no exterior a preço altíssimo) em mais-do-que discutíveis investimentos nos sectores protegidos da economia...é esta a inacreditável “resposta” à crise!9. Essa “resposta” terá pelo menos as seguintes consequências: (i) aumento insustentável do défice externo e do endividamento; (ii) agravamento do fosso da produtividade; (iii) crescentes dificuldades para os sectores expostos à concorrência; (iv) aumento do desemprego de forma duradoura; (v) consolidação/eternização da divergência em relação aos outros países europeus...10. É o que se pode chamar uma opção de caminho para o abismo...mas se é a que os “media” claramente sufragam, então que assim seja! O País precisa do Estado, assim tem de ser!»

AINDA SOBRE O IMPROVÁVEL PARADOXO! OS COMENTÁRIOS AQUI!

Não se pode negar que os resultados da unidade serão sempre superiores à soma das partes!

A comunidade construir-se-à quando os afectos ao supranacional forem superiores aos afectos aos estados nacionais, e isso decorre da "luta" de duas inteligências (a inteligentsia e a inteligência posta ao serviço da definição e difusão das vantagens) que se processarem na sombra (para o cidadão nacional, que ainda não europeu!) entre os eurocépticos e os euroeufóricos!

O desconhecimento jogará sempre a favor dos primeiros. É por isso que o tratado de Lisboa tem uma vantagem e uma desvantagem aparente: a vantagem, marcha à frente na abrangência dos actores e na transparência e subsidiaridade dos actos, a desvantagem e o seu paradoxo, a falta de "inteligentsia posta no acto, no chamar ao anterior tratado, de constitucional, amarrando o actual reformador a uma manta de retalhos imperceptível gerador de maior cepticismo pelos euroinfoexcluídos (que se tornam por esta via inimigos do desconhecido e do maior potencial vantagem do anterior tratado constitucional: a clareza do novo edificado)!

O que preocupa leigos é que interesses instalados essa sombra oculta e se será possível alguma vez acomodá-los a todos: os instalados, os emergentes e os desinteresses dos postos à margem!

Ou serão no futuro, como o bom honónimo do Grego faz aos professores, todos vencidos pelo cansaço?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ÉTICA DAS REMUNERAÇÕES
PEDOFILIA AGRAVADA,
OU ESTADO FALHADO!

«Constâncio está entre os banqueiros mais bem pagos
Vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano ... Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional «per capita».

Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento «per capita» dos EUA.»


É este o socialismo à Portuguesa ou o socialismo original que descredibiliza políticos e pseudo-democracia, baseado nas desigualdades e na extensão de mais? É esta a nova via? Ou uma enorme e extensa fraude? Que diferença entre a apregoada ética do capital e a ética do socialismo à Portuguesa?

Para quem vive com o ordenado mínimo garantido ou para quem está desempregado sem direito a subsídio, ou foi colocado no limbo da não actividade e nisso o governo Sócrates e Vieira da Silva são exímios responsáveis, olhar para as remunerações destes senhores sob o apregoado manto do mérito, mais a mais numa sociedade em que as diferenças de formação e informação são cada vez menores, já não é uma questão que se deva debater nos fóruns e ideologias do materialismo histórico e dialéctico, é uma questão sim de ética e de normalidade democrática.

Tudo mais é um Estado de coisas anómalo, uma espécie de pedofilia agravada que teima em fazer da sociedade Portuguesa uma sociedade não integrada, com direito a reclamar-se de um Estado falhado na assumpção dos direitos fundamentais!

sábado, 15 de novembro de 2008

NÃO ME COMPROMETAM!


Quando se percorre algumas opiniões de ex-quaisquer coisa deste país, chega-se à feliz e estonteante conclusão que Portugal é um país extraordinário, verdadeira pérola, estereótipo e "o berço" da mão invisível.

Aqui neste vaporoso, esponjoso e escorregadio lugar, ninguém viu nada, ninguém sabe nada, ninguém contribuiu para nada, ninguém é responsável por nada!

No tribunal da opinião pública onde ex-post, ex-acto(s) se movimentam, estarrecidos por uma humanidade que desconheciam, é vê-los verdadeiramente surpreendidos, quantas vezes incomodados, com o resultado dos seus próprios ... erros e barbaridades!

Ah, "ganda" quintal à beira-mar pasmado! Será por isto que cada vez mais nos convencemos que a única necessária e útil qualidade do político é o bom senso!

E será por isto, também, que a srª ministra quer à viva força, de forma afinal não sinistra, conjugar o verbo ... avaliar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DAS DUAS ... TRÊS!

«Com Nicolas Sarkozy no leme e uma notável sede de protagonismo, a União Europeia aposta forte nesta reunião, procurando imprimir um guião transformador à reunião. Bruxelas quer elevar o FMI a ‘pivot’ da supervisão financeira, apertar cerco às agências de ‘rating’, harmonizar regras contabilísticas e deixar tudo às claras – produtos, instituições e estados debaixo de regulação. Um economista da Universidade de Maryland, Peter Morici, sintetiza à AFP o pensamento americano: “Os europeus têm expectativas irrealistas; aqui não há apoio para uma regulação à europeia que conduza a 10% de desemprego e 1% de crescimento”. De Washington a tónica continua a ser mercado livre.»

A pensar, fortemente, nas opções! O que é que preferimos? Ou haverá uma via média entre um mercado aparentemente desregrado e à mão de gente sem escrúpulos, e um mercado demasiado estrangulado, com altas taxas de desemprego e crescimento? Aquilo que eu preferia era uma nova geração de políticos, diferentes de Sacorzy e quejandos.

Sobra, assim, aos homens a esperança Barac Obama (pelo menos enquanto não responsável ou simples mito sebastiânico!).