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sábado, 28 de março de 2009

A ESTRUMEIRA

Fazendo o cruzamento desta peça com a produtividade e a remuneração horária dos Portugueses, se concluí facilmente que a sina dos Portugueses não é apenas uma questão de produtividade mas uma questão de total falta de ética.

Enquanto a grande maioria dos Portugueses tiver uma atitude passiva e chutar a resolução da condução do país e a esta agregar ainda a falta de escrutínio e total indiferença para com assuntos que lhe dizem total directa e indirectamente respeito, Portugal não passará de uma estrumeira onde figuras de esgoto chafurdam na ganância.

sábado, 21 de março de 2009

CAMPANHA NEGRA!

Um dos aspectos mais estranhos do tempo ideológico actual é o mix ideológico que faz do P.P. actual guardião dos desprotegidos simultâneamente defensor de menos intervencionismo e peso fiscal, do P.S. defensor dos monopólios e do espírito do capitalismo puro e duro!
“Pior do que a crise conjuntural, só mesmo torná-la estrutural”
Pior que todas estas não será mesmo a crise da dimensão ética que afaga todos os Portugueses como uma bofetada de luva "negra"?
Para a maioria silenciosa as barricadas e os selos partidários são cada vez menos importantes, o importante é a destruição das desigualdades e da sua forma mais negra, a corrupção, e a manutenção das liberdades de viver, criar e produzir sem baias e tutelas. Onde é que isto nos leva? À única ideologia verdadeiramente compreensível nos tempos de hoje, a democracia das consciências!

sexta-feira, 13 de março de 2009

MANUEL DEIXA-NOS ALEGRES! NÃO NOS DEIXES MAIS TRISTES!

QUANDO SE É DEMASIADO TITUBEANTE E TACTICISTA VAI-SE PERDENDO O RESPEITO DE QUEM VISLUMBROU UMA CENTELHA DE FORTE CARÁCTER E PRINCÍPIOS.

APESAR DO SOCIALISMO MONÁRQUICO A RECTIDÃO DE MANUEL ALEGRE MERECIA MELHOR SORTE OU ANALISADAS BEM AS COISAS, ARGÉLIA E PASSADO INCLUSO, ESTA ESTRELA TAMBÉM SE PAUTA PELOS MESMOS INTERESSES INDIVIDUAIS?

segunda-feira, 9 de março de 2009

CAVACO APELA À FORÇA SOLIDÁRIA DOS PORTUGUESES, EM SACO ROTO!

Apelar à força solidária dos Portugueses é bom, é fácil! Mas não seria mais produtivo e éticamente aceitável apelar aos detentores do poder para não replicarem injustiças e incongruências e para se cortar de vez com a raiz do mal em Portugal: o uso INTENSIVO E ABUSIVO DA EXPLORAÇÃO DO OUTRO!
Nada mais a propósito que esta outra notícia: IMI SOBE 135€ COM CLÁUSULA DE SALVAGUARDA, LEIA E ENTENDA-SE É PRECISO VERBAS PARA AS VIAGENS DOS DEPUTADOS E PARA O AUMENTO DA REMUNEREAÇÃO DOS EURODEPUTADOS!

sábado, 7 de março de 2009

PRECISAMOS DE VOCÊS, FILHOS PRÓDIGOS, PARA VOS EXPLORAR E NOS ALIMENTAR

«Um Presidente de um regime “O Estado a que isto chegou”, desloca-se à Alemanha para pedir “batatinhas” e ajuda económica. Pelo meio desta cruzada da pedinchice, o Presidente do regime “O Estado a que isto chegou”, tem o descaramento, a ousadia, a lata, a desfaçatez de pedir ajuda aos emigrantes portugueses a viver na Alemanha, embora a mensagem seja, também, destinada a “todos os emigrantes”. Foi “pedinchar” ajuda para que os ótarios que tiveram de sair daqui para procurar melhor vida - dado que aqui não o conseguem - continuem a “ajudar” com dinheiro, um sitio mal frequentado que os expulsou, na pratica, daqui.
“Um Portugal que se sente legitimado para pedir o apoio dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro tem de estar à altura de responder às necessidades desses mesmos portugueses e de tudo fazer para promover a sua ligação ao país”.
Tradução: nós achamos que temos legitimidade para vos sacar dinheiro apesar de nunca termos criado quaisquer condições para que vocês pudessem viver e trabalhar em Portugal de forma digna.
Continuem a sustentar-nos e a sustentar um regime corrupto e a cair de podre. E concluiu: “É meu firme propósito continuar a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que os portugueses residentes no estrangeiro e luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal”.
Tradução: precisamos desesperadamente do vosso dinheiro e da vossa condescendência para continuarmos a manter este estado da coisas. Não se esqueçam disto, precisamos que não se esqueçam disto porque é necessário que se continue a sustentar este Estado das coisas, o “Estado a que isto chegou”.
Os irmãos gémeos hão-de sucumbir juntos.»

Subscrevo, a opinião de Júpiter, mesmo que a ideia de Cavaco seja aparentemente bondosa. É que já é lata a mais pedir lagostas a quem até se nega a sopa dos pobres!

NOTÁVEIS E HIPÓCRITAS

Depois de acabar de reler a «Identidade Nacional» de José Mattoso, foge-me a palavra para um dos últimos parágrafos « como é evidente o passado Português caracteriza-se por os poderes políticos, sociais e económicos terem sempre estado nas mãos de uma minoria social intimamente dependente do Estado e proporcionalmente mais reduzida do que na maioria dos países Europeus».

A realidade é que Portugal nunca abandonou a sociedade de ancient regime que se replica de notáveis em notáveis. Assim, percebo e entendo cada vez melhor o importante papel e as espadeiradas que de quando em vez, os militares como último esteio de alguma ponta de carácter, sincretizado no companheirismo de armas, e a necessidade do levantamento do rancho, proporcionaram a Portugal, mesmo que aqueles que sempre foram responsáveis pelo Estado mais desigual da Europa e pelas manobras locupletórias mais eticamente condenáveis o vejam como um escândalo e um atraso nacionais. Há alturas que é necessário pontos de ordem à mesa do anedotário e da hipocrisia nacional!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

FRUTOS PODRES!

«"Mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades...
Uma pequena nota no
El País causou-me mal-estar. A Procuradoria Geral espanhola pediu um ano e meio de prisão para um homem que roubou “meia barra de pão”. O autor da nota, Joan Carrach, adianta que na Inglaterra do século XIX roubar uma laranja era um passaporte para a Austrália. “Mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades”...Os outros, os assaltantes de primeira gema, não precisam de ter medo de ir para a Austrália ou para a prisão. Gozam com o pagode! » transcrito e subscrito do QUARTA REPÚBLICA!

Muito vezes ponho-me a pensar de quem é a responsabilidade deste estado de coisas! E chego à triste e vã resposta que o povo é o responsável! Pela sua inacção, indiferença, inércia com algo de cobardia! Os outros do tempo daqueles que recebiam um conduto para a Austrália, também de tempos a tempos emolduravam os candeeiros de bem maiores trapaceiros! A mim que sou também fruto dos tempos da inacção, sobram-me no entanto sonhos (e somente sonhos)onde os vilões caem como laranjas podres, dependurados de árvores em processo de desinfestação!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

«CORTES CEGOS NA DESPESA PÚBLICA DESTRUÍRAM ECONOMIA»

Pode-se discordar do PCP em muita coisa, não nisto, porque a sua razão é total!
Este governo foi de facto responsável pela destruição do tecido produtivo nacional, pelos cortes abruptos que ocasionou no rendimento dos Portugueses. Mas como uma causa nunca vem só, o fundamentalismo dos impostos e da ASAE, as reversões de dívidas de imposto das empresas para os donos delas, destruíndo a ténue capacidade de risco, deram a estocada total, destruíndo pequenas e médias empresas, e desmotivando futuros empreendedores. Nunca nenhum governo tinha feito tão mal à economia nacional como este! A responsabilidade aqui, no entanto, é compartilhada pelo PCP que com a sua sempre invectiva contra os agentes económicos e a sua sistemática campanha contra a fuga ao fisco, fazendo de todos os agentes económicos usurpadores do fisco sem limite, não separando claramente os pequenos e médios daqueles que têm práticas pouco claras e monopólicas, vivendo no mundo da não concorrência, ajuda a criar estes fundamentalismos que destróem o tecido empresarial Português.
Aquilo que não se percebe relativamente ao PCP e que lhe causa também danos de credibilidade é como é que puderam acompanhar o PS, na tentativa de tirar aos emigrantes capacidade de voto. E com esse tipo de decisões dificilmente alguma vez poderão ser opção!

É A COBARDIA UMA CARACTERÍSTICA ENDÉMICA NACIONAL?



«Há no PS quem tenha medo de falar»

Os ideólogos do regime são a pior espécie de gente que a política fabrica, porque normalmente mimetizam e ampliam a radicalidade e a intolerância. Abraçando com radicalidade os Mein Kampf, muitas vezes pior que os leaders são normalmente estes sinistras figuras, normalmente vindas de fileiras de extrema qualquer coisa e que perdem rapidamente o contacto com a realidade na sua ânsia de se colarem e agradarem.

Se o regime nazi criou figuras sinistras como Joseph Goebbels , arrastando consigo para as áreas democráticas as sua endémicas cargas totalitárias, outras culturas e regimes ditos democráticos arrastam também consigo gente pequenina em bicos de pés, pouco consentânea com propaladas ideologias onde devia campear a democraticidade e a tolerância.

Está provado que a cobardia e a falta de carácter é algo endémico na sociedade Portuguesa. O tempo dos Martins Moniz, das Padeiras de Aljubarrota, os Albuquerques e os Mouzinhos já ficaram para sempre na história. Hoje o tempo já não se compraz com epopeias, com grandiloquências, com gestos heróicos, hoje o tempo é o tempo do desfrute imediato, do egoísmo mesquinho e encapotado, do interesse, do remunerado.

E é assim que obviamente a responsabilidade da existência e da propagação destas figuras feias, porcas e más, é uma construção da própria sociedade: uma sociedade cinzenta, indiferente, iníqua e corrupta onde a falta de carácter e a cobardia, permitem a ousadia destes seres ad infinitum e náusea até serem confrontados e despojados, por um assomo espontâneo e instante da maioria, da sua arrogância tigre de papel.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

TAMBÉM QUERO UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA!



http://risco-continuo.blogs.sapo.pt/133351.html

A inveja é um sentimento feio! Mas a inveja por paz, pão, habitação, saúde, só há liberdade assim ... cantava in illo tempore Sérgio Godinho!

Agora que quereríamos uma democracia assim DE APARENTE E INICIÁTICA ÉTICA SÃ... isso é verdade!

E PERDOEM-NOS A PETIT PONTINHA DE INVEJA!

SERMÃO DE JPP AOS PEIXES!


Podemo-nos irritar com JPP pelo seu enorme snobismo, pela sua recusa à normal vulgaridade, não nos podemos é irritar com JPP é com o seu amor ao Padre António Vieira, porque chega de sermos peixes nesta poça inquinada e barrenta que dá pelo nome de Portugal!

«O texto de Santo Agostinho fala geralmente de
todos os reinos, em que são ordinárias semelhantes opressões e injustiças, e diz
que, entre os tais reinos e as covas dos ladrões — a que o santo chama
latrocínios — só há uma diferença. E qual é? Que os reinos são latrocínios, ou
ladroeiras grandes, e os latrocínios, ou ladroeiras, são reinos pequenos:
Sublata justitia, quid sunt regna, nisi magna latrocinia? Quia et latrocinia
quid sunt, nisi parva regna? É o que disse o outro pirata a Alexandre Magno.
Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia,
e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém, ele,
que não era medroso nem lerdo, respondeu assim. — Basta, senhor, que eu, porque
roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois
imperador? — Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o
roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas
Séneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a
uns e outros definiu com o mesmo nome: Eodem loco pone latronem et piratam, quo
regem animum latronis et piratae habentem. Se o Rei de Macedónia, ou qualquer
outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos
têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
Ponhamos o exemplo da culpa, onde a não pode
haver. Pôs Deus a Adão no Paraíso, com jurisdição e poder sobre todos os
viventes, e com senhorio absoluto de todas as coisas criadas, excepta somente
uma árvore. Faltavam-lhe poucas letras a Adão para ladrão, e ao fruto para furto
não lhe faltava nenhuma. Enfim, ele e sua mulher — que muitas vezes são as
terceiras — aquela só coisa que havia no mundo que não fosse sua, essa roubaram.
Já temos a Adão eleito, já o temos com ofício, já o temos ladrão. E quem foi o
que pagou o furto? Caso sobre todos admirável! Pagou o furto quem elegeu e quem
deu o ofício ao ladrão. Quem elegeu e quem deu o ofício a Adão foi Deus: e Deus
foi o que pagou o furto tanto à sua custa, como sabemos. O mesmo Deus o disse
assim, referindo o muito que lhe custara a satisfação do furto e dos danos dele:
Quae non rapui, tunc exolvebam . Vistes o corpo humano de que me vesti, sendo
Deus; vistes o muito que padeci, vistes o sangue que derramei, vistes a morte a
que fui condenado, entre ladrões. Pois, então, e com tudo isso, pagava o que não
furtei. Adão foi o que furtou, e eu o que paguei: Quae non rapui, tunc
exolvebam.
Mas estou vendo que com este mesmo exemplo de
Deus se desculpam ou podem desculpar os reis, porque, se a Deus lhe sucedeu tão
mal com Adão, conhecendo muito bem Deus o que ele havia de ser, que muito é que
suceda o mesmo aos reis, com os homens que elegem para os ofícios, se eles não
sabem nem podem saber o que depois farão? A desculpa é aparente, mas tão falsa
como mal fundada, porque Deus não faz eleição dos homens pelo que sabe que hão
de ser, senão pelo que de presente são. Bem sabia Cristo que Judas havia de ser
ladrão; mas quando o elegeu para o ofício em que o foi, não só não era ladrão,
mas muito digno de se lhe fiar o cuidado de guardar e distribuir as esmolas dos
pobres. Elejam assim os reis as pessoas, e provejam assim os ofícios, e Deus os
desobrigará nesta parte da restituição. Porém as eleições e provimentos que se
usam não se fazem assim. Querem saber os reis se os que provêem nos ofícios são
ladrões ou não? Observem a regra de Cristo: Qui non intrat per ostium, fur est
et latro . A porta por onde legitimamente se entra ao ofício, é só o
merecimento. E todo o que não entra pela porta, não só diz Cristo que é ladrão,
senão ladrão e ladrão: Fur est latro. E por que é duas vezes ladrão? Uma vez
porque furta o ofício, e outra vez porque há de furtar com ele. O que entra pela
porta poderá vir a ser ladrão, mas os que não entram por ela já o são. Uns
entram pelo parentesco, outros pela amizade, outros pela valia, outros pelo
suborno, e todos pela negociação. E quem negocia não há mister outra prova: já
se sabe que não vai a perder. Agora será ladrão oculto, mas depois ladrão
descoberto, que essa é, como diz S. Jerônimo, a diferença de fur a
latro.
Suponho finalmente que os ladrões de que falo
não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a
este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu
pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit:
furatur enim ut esurientem impleat animam.O ladrão que furta para comer, não
vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são
outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do
mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno: Non
est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in
balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui commisso sibi regimine
civitatum, aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi et publice
exigunt: Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os
que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os
exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das
cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os
outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam
debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista
que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça
levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes
a enforcar os pequenos. — Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!»

É bom revisitarmos e recordarmos o Padre António Vieira, para nos pormos em dia com o nosso passado e vermos aonde e como perdemos a nossa dignidade como povo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A TRANSPARÊNCIA DA DESPESA

«Orçamentos de Angola e São Tomé e Príncipe entre os dez menos transparentes do mundo - Estudo»

Que sentido faz pôr a toda a vida dos cidadãos em termos fiscais e não pôr a todos os gastos dos orçamentos? Se poderá haver razões para alguns Estados ainda à procura de si próprios, haverá alguma razão para que num Estado da União, com os meios informáticos actuais, não seja obrigatório a discriminação contabilística, de todos os gastos dos serviços públicos, aos olhos de todos ? A quem serve afinal a falta de transparência do lado da despesa no Estado ou na administração local?

A montante porque é que sempre pensei que devemos ter um Estado pequeno pouco consumidor de bens públicos? Pela pouca transparência e grande opacidade que promove más redistribuições de dinheiros públicos.

Um dos problemas actuais é que a redistribuição hoje em Portugal já chegou ao limite de ser retirado dinheiro aos mais pobres para ser opacamente distribuído.

O que se pergunta então é: não seria preferível pagar menos impostos e deixar que cada um provesse da melhor maneira à sua subsistência, obviamente com limites suficientes para um sistema que chegasse verdadeiramente aos mais necessitados?
Ou esta pergunta está verdadeiramente fora de tempo, pelo menos do tempo da intervenção do Estado e à cause de ...?

O GRANDE BRANQUEAMENTO

«A EUROPA NA CRISE
No Finantial Times, de 27Janeiro 2009, um interessante artigo sobre a realidade da crise económica nos estados da União Europeia e suas consequências sociais, políticas e “europeias”:»
http://claro.motime.com/ Claro ou claro-escuro?

Mas afinal para que serve este arquivo: para branquear a excelente governação caseira, ou para afirmar preto no branco que nunca deveríamos ter aderido à zona Euro?

Branquear e desculpabilizar a excelente governação socialista da década de crescimento de 1,1%, da sociedade cada vez mais crispada, manietada e corrupta?

É que ad contrário a zona Euro não é responsável pelas políticas internas erradas, por um estado manietador, controleiro e desmotivador da criação de riqueza! Nem da suspeita utilização de dinheiros públicos!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

IN THE TOP OF THE WORLD
OU UM GOVERNO MINORITÁRIO OU
DE COLIGAÇÃO?

Há alturas a pedir cortes! No ranço pantanoso da quase generalizada insatisfação, no quadro de uma corte espampanante de subserviência, arrogância e promiscua condição, de indiferença matreira e de diferença costumeira, um governo maioritário hoje em Portugal é uma espécie de altar escolástico geocêntrico a pedir meças a um Deus menor. Afinal que tempos tão brilhantes são estes a necessitar de uma nova revisitação assente na generalizada insatisfação? Já sei, não ao populismo, sim ao hermetismo, ao suicídio colectivo, pátria e autoridade, levados pela mão do grande ou dos grandes tutores, "...levados, levados sim..." agora pela mão do nosso pai etereamente Sócrates, senhor e censor da nossa ocre condição - que não consciência!

Afinal, parece que vivemos no melhor dos mundos, corrompidos apenas pelo nosso comodismo, sem lugar não já para o "deixem-nos trabalhar!" mas agora mais grave ainda para o "deixem-nos viver!".
Assim, a maioria absoluta é hoje um cheque em branco, como o povo é quem mais ordena uma miserável falácia, caminho aberto para uma minoria promiscua e arrogante nos parasitar e decepar a força, a alegria, o verdadeiro sentido da democracia!

Afinal não será altura é de com coragem, imaginação, criatividade, igualdade tout court e solidariedade, recriarmos uma nova democracia, uma nova representatividade sistematicamente sufragada e plebiscitada mais perto de nós, o povo? Que polvo é este afinal que tem medo da voz do povo?

Uma maioria absoluta para uma satisfação absoluta?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AINDA SOBRE O IMPROVÁVEL PARADOXO! OS COMENTÁRIOS AQUI!

Não se pode negar que os resultados da unidade serão sempre superiores à soma das partes!

A comunidade construir-se-à quando os afectos ao supranacional forem superiores aos afectos aos estados nacionais, e isso decorre da "luta" de duas inteligências (a inteligentsia e a inteligência posta ao serviço da definição e difusão das vantagens) que se processarem na sombra (para o cidadão nacional, que ainda não europeu!) entre os eurocépticos e os euroeufóricos!

O desconhecimento jogará sempre a favor dos primeiros. É por isso que o tratado de Lisboa tem uma vantagem e uma desvantagem aparente: a vantagem, marcha à frente na abrangência dos actores e na transparência e subsidiaridade dos actos, a desvantagem e o seu paradoxo, a falta de "inteligentsia posta no acto, no chamar ao anterior tratado, de constitucional, amarrando o actual reformador a uma manta de retalhos imperceptível gerador de maior cepticismo pelos euroinfoexcluídos (que se tornam por esta via inimigos do desconhecido e do maior potencial vantagem do anterior tratado constitucional: a clareza do novo edificado)!

O que preocupa leigos é que interesses instalados essa sombra oculta e se será possível alguma vez acomodá-los a todos: os instalados, os emergentes e os desinteresses dos postos à margem!

Ou serão no futuro, como o bom honónimo do Grego faz aos professores, todos vencidos pelo cansaço?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ÉTICA DAS REMUNERAÇÕES
PEDOFILIA AGRAVADA,
OU ESTADO FALHADO!

«Constâncio está entre os banqueiros mais bem pagos
Vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano ... Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional «per capita».

Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento «per capita» dos EUA.»


É este o socialismo à Portuguesa ou o socialismo original que descredibiliza políticos e pseudo-democracia, baseado nas desigualdades e na extensão de mais? É esta a nova via? Ou uma enorme e extensa fraude? Que diferença entre a apregoada ética do capital e a ética do socialismo à Portuguesa?

Para quem vive com o ordenado mínimo garantido ou para quem está desempregado sem direito a subsídio, ou foi colocado no limbo da não actividade e nisso o governo Sócrates e Vieira da Silva são exímios responsáveis, olhar para as remunerações destes senhores sob o apregoado manto do mérito, mais a mais numa sociedade em que as diferenças de formação e informação são cada vez menores, já não é uma questão que se deva debater nos fóruns e ideologias do materialismo histórico e dialéctico, é uma questão sim de ética e de normalidade democrática.

Tudo mais é um Estado de coisas anómalo, uma espécie de pedofilia agravada que teima em fazer da sociedade Portuguesa uma sociedade não integrada, com direito a reclamar-se de um Estado falhado na assumpção dos direitos fundamentais!

sábado, 15 de novembro de 2008

NÃO ME COMPROMETAM!


Quando se percorre algumas opiniões de ex-quaisquer coisa deste país, chega-se à feliz e estonteante conclusão que Portugal é um país extraordinário, verdadeira pérola, estereótipo e "o berço" da mão invisível.

Aqui neste vaporoso, esponjoso e escorregadio lugar, ninguém viu nada, ninguém sabe nada, ninguém contribuiu para nada, ninguém é responsável por nada!

No tribunal da opinião pública onde ex-post, ex-acto(s) se movimentam, estarrecidos por uma humanidade que desconheciam, é vê-los verdadeiramente surpreendidos, quantas vezes incomodados, com o resultado dos seus próprios ... erros e barbaridades!

Ah, "ganda" quintal à beira-mar pasmado! Será por isto que cada vez mais nos convencemos que a única necessária e útil qualidade do político é o bom senso!

E será por isto, também, que a srª ministra quer à viva força, de forma afinal não sinistra, conjugar o verbo ... avaliar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DAS DUAS ... TRÊS!

«Com Nicolas Sarkozy no leme e uma notável sede de protagonismo, a União Europeia aposta forte nesta reunião, procurando imprimir um guião transformador à reunião. Bruxelas quer elevar o FMI a ‘pivot’ da supervisão financeira, apertar cerco às agências de ‘rating’, harmonizar regras contabilísticas e deixar tudo às claras – produtos, instituições e estados debaixo de regulação. Um economista da Universidade de Maryland, Peter Morici, sintetiza à AFP o pensamento americano: “Os europeus têm expectativas irrealistas; aqui não há apoio para uma regulação à europeia que conduza a 10% de desemprego e 1% de crescimento”. De Washington a tónica continua a ser mercado livre.»

A pensar, fortemente, nas opções! O que é que preferimos? Ou haverá uma via média entre um mercado aparentemente desregrado e à mão de gente sem escrúpulos, e um mercado demasiado estrangulado, com altas taxas de desemprego e crescimento? Aquilo que eu preferia era uma nova geração de políticos, diferentes de Sacorzy e quejandos.

Sobra, assim, aos homens a esperança Barac Obama (pelo menos enquanto não responsável ou simples mito sebastiânico!).

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, NÃO ME DEMITO!


«Constâncio reage a acusações de Miguel Cadilhe
BdP diz que erros no BPN foram detectados antes de actual direcção»

Na luta dos privilégios do que é de todos, os privilegiados defendem-se e os que o querem ser atacam-nos.

Num país de valores o obviamente demito-me também se exercia. Mas este não é um país de valores, nem um país onde se percam privilégios!

À cause de ça quem é que se lembra dos pequenos accionistas e das suas pequenas poupanças, carne para canhão do apregoado capitalismo popular, que devia ter nas entidades de supervisão os seus defensores ?

SOCIEDADE A VÁRIOS TEMPOS

Vindo da SEDES o rapto:

«Quando as eleições despertam no horizonte em Portugal, logo os partidos políticos mais importantes tratam de reivindicar uma parte daquilo a que erradamente chamam “sociedade civil”: personalidades com destaque nas respectivas profissões ou actividades são convidadas a integrar grupos, grupinhos, movimentos, missões e quejandos; neles reflectem e opinam sobre o futuro da governação e o destino das estrelas.»

É verdade! O rapto dos cidadãos não é muito diferente do rapto da Europa, uma espécie de rapto iluminado e voluptuoso, onde se congregam mitos e forjam incertezas e demasiadas certezas identitárias.

E essa é a originalidade Portuguesa! A sociedade da angústia identitária, é angustiada porque é frágil de pequena, muralhada e não partilhada.

Porque não somos uma sociedade e muito menos uma comunidade, somos um conjunto de esparsas, desconfiadas e fechadas tribos de Lusitanos, sedentos e orgulhosos de si e esquecidos dos outros, ordenadas por pequenos e astutos Viriatos, sempre com medo do partilhar da gamela e da traição dos seus também pequenos e astutos lugares tenentes.

Abra-se a sociedade à sociedade e talvez de lá saia uma inevitável e estrondosa surpresa ... a verdadeira comunidade Portuguesa!