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segunda-feira, 30 de março de 2009

ELEIÇÕES 2009, OU BLOG POUCO PLURAL


«Rosa quando é de ser rosa, vermelho quando vermelho, laranja quando laranja e todas as outras cores quando se nos aprova.»

Vem esta florália a propósito de um novo blog chamado eleições 2009, Blog do Público para a cobertura das 3 campanhas eleitorais deste ano? coordenado por Paulo Querido, rapidamente publicitado no "Câmara pouco comum" e no blog que fala mas não ouve CausaNossa, causador de mal estar a quem aggiornamentos, fidelidades cegas e anquilozantes, opiniões pré-fabricadas e pré-concebidas são a razão suprema dos maus estares difusos que perpassam na nossa sociedade.

Como bastas vezes pede o nosso homónimo causanossa esperamos, ao contrário deste último, já agora direito ao contraditório e UM POUCO DE RIGOR, PLURALISMO, ÉTICA JORNALÍSTICA E DE DEMOCRACIA, s.f.f.

sexta-feira, 20 de março de 2009

CORPSES OU O PODER DE DAR

Ainda há esperança, em Portugal, porque ainda há homens bons em Portugal. Homens que se preocupam com os outros homens, homens que não vivem desfasados do seu tempo e que se assumem num quadro mental solidário.
Homens que percebem que aquilo que é bom para si também tem de ser bom para os outros e que a virtude está na partilha e na entrega. Sem essa dimensão de humanidade, arriscamo-nos a não ser mais do que "CORPOS ADIADOS QUE NÃO CRIAM".
Não precisamos mais de arautos da verdade, precisamos de um novo paradigma de verdade e humanidade!
A Resposta de André Barata a Vítor Bento sobre a resolução da crise baseada em propostas económicas que levam a mais injustiça e desfasamento da "realidade do outro" enquadra-se numa tentativa de desmascarar mais este logro de um bodo, que se lembra de alguns nababos convivas mas que se esquece dos da casa. Afinal o fazer caminho não pode afastar brutalmente para o precipício todos os excluídos.


André Barata 18 Mar 2009 as 14:47

Caro Vítor Bento,Vamos lá a ver se me
consigo situar perante o que tem sido dito por si e por Silva Lopes sobre esta
matéria. Desculpe a extensão do comentário.
1. Aumentar a produtividade
através da redução dos custos com salários é fazer uma abordagem ao problema da
baixa produtividade pela negativa. Não duvido que tenhamos um problema
estrutural por resolver. Simplesmente acho que é sobretudo no outro membro da
equação da produtividade que deveremos procurar basear uma genuína melhoria das
condições económicas do país (e não apenas as financeiras). Sem mais e melhor
produção não há produtividade que resista. Cortar salários é remediar a
situação, não é curá-la.
2. Admito, porém, que, do ponto de vista social, o
desígnio de conter o aumento do desemprego obrigue a cortes salariais. Admito
isto graças ao que tem dito c/ mais insistência bem como indicadores
absolutamente deprimentes que nos chegam aos ouvidos quase diariamente. O que
Krugman diz para Espanha já está a acontecer em países bem mais ricos como o
Canadá, onde sei que, por exemplo, empresas têm reduzido o mês de trabalho em
dois dias. Mas, convenhamos, o contexto português não é o mesmo que se tem em
Espanha e menos ainda no Canadá. Dois factores deverão ser ponderados, com o
justo peso relativo, junto com a opção de cortes salariais em sede de
concertação social: por um lado, o baixo rendimento médio e o baixo salário
mínimo portugueses e, por outro, o desequilíbrio excessivo na distribuição de
rendimento em Portugal. Quando se diz que os portugueses têm vivido acima das
suas possibilidade, essa afirmação deve ser contextualizada com as que acabo de
proferir. Nenhuma delas é falsa. E todas elas devem ser ponderadas quando
procuramos encontrar soluções equilibradas e justas do ponto de vista social.
Pelas mesmas razões, quando comparamos o mesmo tipo de medidas em Portugal e,
por exemplo, em Espanha e no Canadá, devemos proceder à mesma ponderação, pois o
mesmo remédio proposto aos portugueses, espanhóis e canadianos terá um sabor bem
mais amargo no nosso caso. As circunstâncias raramente são as mesmas…
3.
Depois de tudo isto, dir-me-à possivelmente o seguinte: em que é que isso muda
substancialmente a alternativa com que estamos confrontados? A alternativa “Ou
menor remuneração ou desemprego certo” é uma alternativa incontornável que não
se compadece com as particularidades sociais do país. Concordo, mas é possível
procurar encontrar respostas mais sensíveis àqueles dois outros factores
relevantes. Por exemplo, i) reintroduzindo o critério dos 1000 euros - podendo
remunerações mensais acima desse valor ser renegociadas em concertação social,
mas não abaixo; ii) adoptando por regra que qualquer negociação em sede de
concertação social deve respeitar o princípio de não incremento da desigualdade
de distribuição de rendimentos; iii) respeitando escrupulosamente um princípio
de parcimónia e contenção relativamente às remunerações de topo (cargos
directivos de gestão, etc.); iv) criando um escalão adicional, em sede de IRS,
para rendimentos elevados.
4. Mas mais do que que tentar que a crise
económica não tenha um efeito socialmente devastador, é ainda possível pensar
políticas públicas sociais com efeito económico positivo. Uma espécie de “dois
em um” portanto. Como disse atrás, é preciso estímulos para mais e melhor
produção. Um desempregado a receber subsídio de desemprego é improdutivo. Por
que não propor financiar a desempregados iniciativas empresariais,
complementando os seus subsídios de desemprego c/ apoios que, sob acompanhamento
por técnicos especializados, lhes permitam vir a fazer parte da reconstrução do
tecido económico do país? Aliás, o exército de excluídos do processo económico
estende-se a muitos milhares de pensionistas que poderiam também ver aqui uma
janela de oportunidade. Por que não, então, constituir um gabinete de crise
composto pelos ministros da Seg. Social , das Finanças, da Economia,
respectivos secretários de estado, alguns técnicos competentes e montar uma
efectiva linha de contra-ataque à retracção económica que nos tem atingido?
Pode parecer que estou a devanear com um plano Marshall à portuguesa, mas antes
isso do que ver rios de dinheiro desperdiçados em operações de salvamento
discutíveis. Por que não fazer uso de políticas sociais realmente produtivas
para discriminar positivamente sectores de actividade económica mais promissores
do ponto de vista do objectivo de maiores taxas de produtividade, dando assim ao
Estado a capacidade indirecta de contribuir para um melhor “design” do tecido
económico do país?
Era também sobre isto que gostaria de ver
reflexão/acção/governação em vez de ter de me conformar com a fragilidade e
pobreza nacionais.
Saudações.

quarta-feira, 18 de março de 2009

DÍVIDA EM CRESCENDO, CRESCIMENTO DO PRODUTO EM DECRESCENDO

EM ALTA, ABEL MATEUS critica lógica dos grandes investimentos. EM ALTA, TAMBÉM, CRAVINHO!

Aquilo que Abel Mateus aqui diz «Portugal arrisca-se a ser um cheque sem cobertura por causa do endividamento» é o que qualquer não cego que queira ver há muito vê e pensa. A lógica da rentabilidade dos projectos é algo que só Sócrates com as enormes lacunas devidas a uma formação insuficiente produzem.

Aquilo que Abel Mateus diz é aquilo, façamos justiça, que tem sido a matriz do pensamento do PCP desde sempre: é fundamental optar pela economia produtiva líquida e deixarmo-nos de projectos megalómanos que só empobrecem todos. Felizmente que outros partidos como o PSD e o CDS já resolveram dar mais visibilidade a esse pensamento estratégico. É preciso assim que o façam e que todos os projectos tenham uma óptica de criação de manutenção de valor desfasada de interesses partidários ou pessoais.

O TGV é o exemplo de mais uma fuga para a frente no endividamento e juros acrescidos a tirar ao crescimento económico produtivo. Alguém acredita que o TGV se vai, no mínimo, pagar a si próprio. E a que custo? Das transportadoras aéreas? Ou da acumulação de dívida? A óptica destes investimentos é, assim, em linguagem pura e dura a continuação da sonegação de riqueza nacional por parte de alguns. Infelizmente daqueles que deviam ser os primeiros a defender o futuro dos Portugueses mas que paulatinamente endividam o País e hipotecam o seu futuro.
Será que poderemos na altura pedir a penhora dos bens destes senhores como reversão de dívida Nacional?

A FORÇA DO EXEMPLO


Reflexões a propósito de uma outra reflexão postada na Sedes, instituição que prestou valorosos serviços ao País, mas que como espaço de liberdade vai aqui e além se conformando ao status quo do acomodamento de alguns dos seus actores. A história, de facto, está cheia de reVersão de intenções! O que era mau ontem na relação dos actores é hoje bom numa nova configuração do lugar dos actores!
Estão os senhores gestores da coisa pública e das entidade privadas dispostos a diminuir de uma forMa substancial as suas remunerações directas e indirectas?

Salvaguardada a diferença remuneratória entre Espanha e Portugal, eu também concordo com a diminuição de algumas remunerações (agora há que dizer que escalões de remunerações!)... progressiva de 10 a 50 % de quem auferir mais de 2000 € por mês! Como aliás sou da opinião que as medidas de combate à crise em Portugal deveriam ter ido no sentido de dar mais liquiDez aos mais pobres, valor que seria utilizado para consumir mais bens inferiores postos à disposição pela nossa economia e manter nesta fase crítica o máximo possível de postos de trabalho.

Sendo em geral, e até última instância, avesso a eXplosões sociais que degeneram em prejuízo para todos em geral (e se calhar mais preocupante para quem mais recebe), relembro no entanto que quem não tem nada a perder porventura não alinha na mesma preocupação. A este respeito gostaria de chamar a atenção para um comentário a um post aqui



«manuel gouveia disse...Curiosamente, vendendo o leite, o iogurte, a manteiga, a pescada, a batata, etc... ao mesmo preço que em Portugal, Belmiro consegue ter lucro nos seus supermercados espanhóis pagando aí o dobro do ordenado.»


Este blog deste nortenho, ex-professor deSempregado do ensino com 300 €/mês para alimentar mulher e duas filhas pequeninas, que já reflecte quase doentiamente na brutalidade dos seus posts a revolta pela percepção da inumana injustiça social, o mal estar brutal que perpassa na nossa sociedade, já não na relação analfabetos-notáveis, mas numa relação de gente com formação licenciados desempregados-notáveis, deveria fazer reflectir empaticamente todos aqueles que por bafejo da sorte, ou por assumpção ou integração de secular privilégio, ateem-se a soluções e a quadros teóricos esquecendo-se que a economia (ciência? tão inexacta!), as sua teorizações e modelos, só fazem sentido no mundo dos homens e para os homens.

Aliás esta outra notícia é bem exemplo, do que o que se precisa é de um novo paraDigma e uma nova ética e não receitas de manutenção de status quo:


«CM: «Armando Vara duplica salário no BCP»
Ganhava 244 mil euros ano na CGD e passou para quase meio milhão no Banco Comercial Português».

Aliás como pequeno accionista de pequenas poupanças adoro-a, pela maniPulação a que uma grande parte dos Portugueses foi sujeita, por instituições que julgávamos credíveis e reguladas (afinal a responsabilidade não devia ser assacada aos reguladores pagos a peso de ouro? ... independentemente de alguns pensarem que o investimento em empresas é ... ida ao casino!). A nossa economia, no entanto, parece um palco onde actores/jogadores se afanam à arte de se locupletarem em todas as salas e tabuleiros com os bens dos outros.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A UEM DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

Vale a pena ler Carlos Santos, um economista de nova geração. Eu por mim reformava outro Santos e substituía-o por esta nossa "esperança", mais a mais ou bem me engano mas o outro vem da minha ex-escola de não muito boa memória: o felizmente renovado ISEG!

sábado, 10 de janeiro de 2009

MAIS UNS LUGARES PARA O PARTIDO

Vital Moreira faz parte daquele mundo de políticos ideologicamente trânsfugas que nos fazem descrer na bondade dos eternamente políticos. Como diria Mário Soares a Daniel Bessa: não seja anjinho! Não se esqueça, caro amigo, que a lei nem sempre é um espelho de equidade, mais a mais nas mãos de um governo que é legitimamente governo porque mentiu! Afinal tirando os professores, os recibos verdes e os precários, os militares, grande parte dos funcionários públicos, os desempregados, os reformados, uma parte substancial dos socialistas, os pequenos e médios empresários, para quem governa Sócrates?

Ah, pois, caro amigo, é que já só restam os aggiornados, os grandes empresários, e algumas franjas da sociedade que sempre apoiaram o elegante corte do totalitarismo!

Demitam-se, pois
[Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]
Segundo o DN, os conselhos directivos que discordam da avaliação de desempenho dos professores admitem apresentar a demissão.
É justamente o que devem fazer, se acham que a sua discordância não lhes permite cumprir as obrigações que a lei e as orientações da tutela lhe impõem e por cujo leal cumprimento são disciplinarmente responsáveis.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

CAUSA DE NÁUSEA

Chocante! Para além de todos os limites! Nos limites da esquizofrenia pura a lembrar regimes como o Hitleriano.
Se há uma diminuição da inflação para 1%é porque a riqueza nacional diminuiu; produz-se menos, porque se vende menos que no ano passado; se se vende menos há menos rendimento para quem produz! Para aqueles que tem aumentos acima da inflação porque não estão em sectores de criação de riqueza directa, como funcionários públicos, possivelmente haverá uma infinitesimal melhoria este ano!

MAS ESTAMOS A FALAR DE 600.000 PESSOAS, QUE ANDAM TAMBÉM HÁ ANOS COM PERDAS DE PODER REAL! MAS É SÓ PARA ESSES QUE SÓCRATES GOVERNA? E OS OUTROS 4.000.000 DE ACTIVOS, E OS QUE ESTÃO SEM EMPREGO OU VÃO FICAR SEM ELE?

VIVEMOS JÁ NO SURREAL COM UM PRIMEIRO-MINISTRO COM UMA POSTURA POLITICAMENTE CRIMINOSA E ANTI-DEMOCRÁTICA QUE VIVE DA DIVISÃO, DO CONTROLE E DA MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO ATRAVÉS DE ESBIRROS! ISTO JÁ PARA NÃO FALAR NUM CARÁCTER NO FIO DA NAVALHA DA ESQUIZOFRENIA!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A ARTE DE BEM MANIPULAR EM TODA A SALA!



ESTA A CRISE DO NOSSO CONTENTAMENTO!

FINALMENTE A SOLUÇÃO PARA PORTUGAL: ESTENDER AD ETERNUM A CRISE, NA RAZÃO DIRECTA DO CRESCIMENTO DO RENDIMENTO DISPONÍVEL DAS FAMÍLIAS!

QUANDO UM T2 EM LISBOA CUSTAR 500 € MAIS I.M.T., TODOS PODEREMOS SORRIR ETERNAMENTE GRATOS A SÓCRATES, O CAMPEÃO DOS PREÇOS BAIXOS!

E OS DESEMPREGADOS MEU DEUS? NÃO OS HÁ, JÁ FOI DECRETADO A EXTINÇÃO DOS FICHEIROS DO IEFP!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DISSONÂNCIA COGNITIVA

Curioso este post e esta dissonância cognitiva! Dado que se parece muito verdadeiro no palco das vaidades dos actores, a força do seu princípio parece em Portugal, por maioria de razão e de visão, directamente proporcional à afirmação unisonante cognitiva, do peremptório e sem mácula!

Ainda há alguém que ouça sem reservas o que o outro tem para dizer? Não seria nessa diversidade que nos poderíamos afirmar? Mas é aquilo que, verdadeiramente do alto da nossa cátedra, praticamos todos sem sobranceria e quantos vezes desprezo?

A examinar, e examinarmo-nos, cuidadosamente!

A GUERRA CIVIL DA INFORMAÇÃO



A propósito disto, ou de quando os
os jornalistas se tornaram elementos comunicadores de propaganda.

Há uma cadeira, educação para a ética, que nas faculdades de comunicação social ou de jornalismo, deviam ter precedência sobre todas as restantes, só estando o discente apto à passagem literal depois de uma espécie de omissão de inquérito sobre o seu carácter, sentido de ética e assumpção da percepção da palavra comunicar. Afinal há muito mais áreas para exercer o verbo avaliar que a corporação dos professores!

Aliás os estatutos das Faculdades de Jornalismo e Comunicação Social, deviam ser fornecidos à priori, a todos os putativos candidatos a profissão tão nobre, com um pedido de auto percepção informativa se tal seria possível de cumprir, devendo realçar de uma forma rigorosa e transparente que comunicação não é deturpação ou manipulação de informação, mas a nobre arte de bem transmitir factos do nosso quotidiano.

E é por esse motivo que as nossa televisões, com as excepções que confirmam as regras, se têm tornado espaços exíguos de boa informação, bem como espaços de olhares vagos, tristes, amordaçados, impotentes e outros profícuos de enorme desinformação e mediocridade.

O MUNDO DA BOATARIA

"O mundo da imprensa é um mundo da boataria", por Miguel Júdice.

Não há nada mais pungente do que ver almas aparentemente brilhantes a completarem o círculo e a retrocederem no índice do brilhantismo humano. O brilhantismo, produto do carisma humano não se mede na necessidade de afirmação e comparação constante face ao outro, no sucesso, no mediato, no autoapanágio humano. A simplicidade, o desmaterialismo, vive connosco no tempo em que de curvados endireitamos a vista e começamos a ver mais longe, dentro do nosso e dos corações dos outros.

Ao mundo, o que excede hoje em autocomprazimento pessoal, sobeja em desprendimento e simplicidade secular. Ao mundo o que sobeja hoje é um comunitarismo novo, não fundado em lutas de classes ou relações de conflito, mas na dialéctica do homem com o seu semelhante, dialéctica de afirmação da felicidade fundada no enobrecimento da irmandade da entreajuda.

O que é que isto tem a ver com a boataria? É esta a dialéctica dos homens novos, ou é assim que se constrói um melhor futuro?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CRESCIMENTO DUPLICADO A TREZENTOS E TRINTA E TRÊS ANOS!

«No terceiro trimestre deste ano Portugal escapa ao cenário de recessão ... Tudo indica que a economia portuguesa apresentará crescimento de 0,3%»

Podem os do salário mínimo espumar de felicidade. Daqui a trezentos e trinta e três anos, quatro meses e alguns dias, a este frenético ritmo, poderão auferir perto de 900€.

Comiseração estatística, indigência estatística ou apenas política e assessoria política ... À PORTUGUESA?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOCIEDADE A VÁRIOS TEMPOS

Vindo da SEDES o rapto:

«Quando as eleições despertam no horizonte em Portugal, logo os partidos políticos mais importantes tratam de reivindicar uma parte daquilo a que erradamente chamam “sociedade civil”: personalidades com destaque nas respectivas profissões ou actividades são convidadas a integrar grupos, grupinhos, movimentos, missões e quejandos; neles reflectem e opinam sobre o futuro da governação e o destino das estrelas.»

É verdade! O rapto dos cidadãos não é muito diferente do rapto da Europa, uma espécie de rapto iluminado e voluptuoso, onde se congregam mitos e forjam incertezas e demasiadas certezas identitárias.

E essa é a originalidade Portuguesa! A sociedade da angústia identitária, é angustiada porque é frágil de pequena, muralhada e não partilhada.

Porque não somos uma sociedade e muito menos uma comunidade, somos um conjunto de esparsas, desconfiadas e fechadas tribos de Lusitanos, sedentos e orgulhosos de si e esquecidos dos outros, ordenadas por pequenos e astutos Viriatos, sempre com medo do partilhar da gamela e da traição dos seus também pequenos e astutos lugares tenentes.

Abra-se a sociedade à sociedade e talvez de lá saia uma inevitável e estrondosa surpresa ... a verdadeira comunidade Portuguesa!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

MÁRIO, MÁRIO, MÁRIO ... CRESPO!
E TU, VÊS ALGUMA COISA COM ESSES ÓCULOS? ... MÁRIO, ... MÁRIO ... CRES...


Imagine all the top people ...
«2008-08-04
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.»

Dez por cento? Porque não trinta, quarenta ou cinquenta ... e o sorriso voltaria a estas bocas, todas elas, até a quem perderia os trinta, quarenta ou cinquenta %, porque usufruiriam do contacto da alegria dos outros ... rostos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ESTA A REALIDADE, NOSSA AMADA!

Esta a realidade ex-post, nossa amada, da governação Pinto de Sousa, escondida e deturpada por todos os "cães de fila" dessa "fraude monumental em forma de propaganda".

Já o sabíamos, já o prevíamos, os dados aí estão cruéis e significam: gente desempregada, desesperada, classes médias desamparadas, desempregados e recibos verdes desamparados ... fruto da arrogância, desprezo, autismo, incompetência, manipulação, erros crassos e fundamentalistas, ...
a ler com a devida vénia de ...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A POBREZA DIMINUIU: PUBLIQUE-SE!


Lá continuam os assessores e as empresas de comunicação a desinvestir na verdade!

Acreditar acreditávamos se a notícia acrescentasse a expressão muito económica de ceteris paribus (exp. do latim: tudo o mais constante), se todos os outros factores (inflação real incluída) se tivessem mantido sem alteração, ou mesmo se o Governo optasse por novos instrumentos muito expressão financeira, os novos ricos ou remediados ... "futuros"!

Mas caros manipuladores da opinião pública, já poucos vos ouvem, a não ser para soltar estridentes gargalhadas, principalmente o informal submundo, além que não é isso que vislumbramos nas ruas, nos jardins, nas esplanadas, no bate-boca e acreditem, que a comunicação informal vale bem mais que mil encenadas "patranhas"!

Verdadeiramente assombroso, isso sim, é:
«Em 2009 Reformas dos políticos vão custar 8,3 milhões» ou «A partir de Outubro Mais 207 reformas milionárias» ou ainda, esta verdadeira pérola clientelar da utilização e duplicação dos dinheiros públicos nacionais: «DN: «Governo vai gastar 167,7 milhões de euros em estudos» Em estudos, projectos e pareceres encomendados a gabinetes de advogados, de engenharia e consultores privados».

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

JORNALISTA DIXIT

Ontem uma ex-jornalista a justificar o seu afastamento, declarava numa rádio perto de nós:

«Fartei-me do jornalismo, fartei-me do cinismo e da falta de humanidade das redacções!»

Alguém que discorde, ponha a mão no ar!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

JÁ QUEREM MATAR A BLOGOESFERA! JÁ QUEREM MATAR UM NOVO ESPAÇO DE LIBERDADE!

... o post ERC e blogoesfera, o estatuto (s)em debate, do "mas certamente que sim, do jornalista Paulo Querido", é indiciador que o caminho da liberdade é normalmente tomado por enigmáticos interesses, que repõem o homem democrático a vegetal libertário, mal as suas "liberdades" se atrevem a distender. JÁ QUEREM MATAR ... OU APROPRIAR-SE DA BLOGOESFERA! A intervenção pode também ser vista num quadro de criação dos empregos poderosos e estáveis, totalmente improdutivos, simbiose perfeita do poder que se alimenta do seu próprio poder e destrói SISTEMATICAMENTE a sociedade civil.
  • Para Paulo Querido, jornalista estimável, «o estatuto é inevitável! Queiram ou não os bloggers, ... a clarificação desse estatuto é inevitável e ... Vem com a responsabilidade crescente que os blogues, ou alguns deles (e notem, alguns deles! ... não lhes cheira a medo de usurpação, a corporação, a ocupação de espaços por extinção de outros espaços?...) pelo menos, ocupam na esfera comunicacional.»
  • E continua! «Por muito que eu, como anarquista que sou, ambicione viver numa sociedade sem necessidade de regulamentação que nos proteja uns dos outros e mantenha em funcionamento o sistema, tenho a noção clara do irrealismo presente de tal ideia. Aqui é a mesma coisa. O blogue é um amplificador da voz individual (da liberdade individual?) e na medida do seu novo alcance (protagonistas políticos?) a voz individual deixa de estar confinada a um espaço regulado pela lei geral.» Confinação de espaços ... Lei geral? Mas continua:
  • « Logo, não vejo como evitar que, na passagem para um nível superior de intervenção pública???», ... (mas estamos a falar da intervenção nos blogs dos jornalistas ou do cidadão comum? ... não são os jornalistas um novo poder ... ou é isso que os preocupa?) se não fique sujeito a um maior rigor quanto à forma ... (mas meu caro, Código civil, ... está lá tudo ... e até demais!). E mais algumas pérolas «...na ânsia de serem figuras interventivas, líderes de opinião e spinners merecedores de salário. Mas ao mesmo tempo parecem querer rejeitar os deveres de tais condições. Ora, não há estatutos grátis» ... leia-se não há almoços grátis! (nas mentes de algumas pessoas, "cosi" ainda há uma pequena janela de liberdade!).
  • «Mas há um estatuto por debater e o estabelecimento de normativos afigura-se inevitável.» ... a eterna pecha da sociedade Portuguesa, tudo tem de estar regulamentado, por que estando, a sociedade é muito ou pouco maleável, segundo a perspectiva abordada, e a liberdade é apenas ... sectariamente tolerada!
  • «A blogosfera não é toda igual???. Por muito que insistam os sargentos em busca de exércitos, a blogosfera não é toda igual???» Sargentos em busca de exércitos? ... aqui está a prova, a blogoesfera já foi tomada pela guerra surda, das hostes político-comunicacionais, dos donos ... das diferentes bolas em amena conspurquice.
  • «Há blogues e blogues. No mesmo ambiente rico de informação, alimentado pelo debate e tornado poderoso pelo hipertexto, coexistem diversos tipos de projectos de publicação, desde o mais despretencioso diário pessoal, quase íntimo no relacionamento com uma audiência directamente ligada ao autor, até à publicação de múltiplos autores com a ambição de assumir um papel de relevo no panorama mediático e tendo por alvo uma audiência concorrencial, em número, com a dos órgãos tradicionais.A uns dará jeito o actual sistema, controverso e complicado, que na teoria iguala uma voz anónima a um cidadão vulgar e a um profissional de comunicação. Mas este sistema não é auto-sustentável, para roubar a expressão à economia.» finalmente percebemos...esta guerra não é nossa... «Meter tudo isto no mesmo saco é péssimo.»
  • «Ninguém olha todos os blogues por igual — a começar pelos próprios bloggers, que preferem uns e desqualificam outros.»...????
  • «A finalizar: a tripla intervenção da ERC na blogosfera é um sinal do estatuto que a sociedade já atribui aos bloggers.»...será? Então e o espaço da sociedade civil? É uma farsa de encher bocas de sapos?
  • Como Portugal é o País da palatina propalada liberdade e o seu contrário! Significativo é, serem aqueles que sistematicamente a defendem a vestirem a pele dos primeiros carrascos e censores, sempre prontos a puxar dos seus "crayons blues" quando a realidade fica para si descolorida.
  • A finalizar ... reconstruam-se (como era bom o tempo em que eram quase todos ignorantes! ... meu rico amigo Rodrigo Pinto, estejas onde estejas!), deixem a blogoesfera ... sejam felizes com as vossas mulheres, ou libertem a vossa bilís para a música, o teatro, e todas as outras artes!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO

Ao contrário do que a conspiração dos "vaidosos e pedantes da vida" quer fazer querer, o acordo ortográfico não é bemquisto por uma parte da "intelligentsia" Brasileira.

E não é bem visto porque é uma espécie de rolo compressor, não só da diversidade da língua Portuguesa, riqueza maior desta língua, como também porque vai ser imperialmente ignorada pela grande maioria da população não só Portuguesa, mas desconfio que da Brasileira e da dos Palop. A razão comummente dada para a uniformidade da língua, seria a "terrível dispersão" de duas grafias o Português de Portugal e o Português Brasileiro, que colocaria a língua Portuguesa no limbo da desacreditação e da chalaça.

Deixemos, então, falar o "do Contra", cujas razões entroncam profundamente nas nossas razões, fazendo-nos crer que o problema das duas grafias só se coloca na ordem do dia pela ineficácia da luta pela literacia e contra o analfabetismo funcional. Não consta que um Brasileiro letrado tenha dificuldade em perceber um Português ralé, quanto mais o português Kimbundo que exala das Sanzalas da Luanda profunda.

Mas o problema vai mais além. De acordo com as mudanças introduzidas, a diversidade, riqueza principal da língua portuguesa, sairá terrivelmente prejudicada em favor de uma decisão governamental.


A ordem do dia por trás da reforma é "unificar" o português escrito no Brasil, em Portugal, na África e na Ásia, retirando-se, por exemplo, os acentos agudos em palavras como "jóia" e "idéia", além de aposentar o trema, o que transforma a grafia de palavras como "tranqüilo" semelhante a do espanhol. E isso tudo de uma penada, como quis fazer aquele deputado comunista que queria banir, por decreto, expressões estrangeiras da língua falada e escrita no Brasil (deveria começar pelo nome de seu partido, "comunista" - um evidente galicismo).

Em vez de separados pela mesma língua, como disse certa vez George Bernard Shaw ao referir-se ao inglês falado nos dois lados do Atlântico, estaremos, a partir de agora, unidos compulsoriamente pela vontade de nossos governantes.


Que Lula tenha sido o firmante de semelhante aborto é algo bastante simbólico. O acordo ortográfico assinado ontem pelo Apedeuta, desconfio, seria rechaçado por Machado de Assis. Assim como a trajetória do ex-metalúrgico. Provavelmente, em vez de propor a Lula apor sua assinatura trêmula no texto do acordo, o velho Machado lhe recomendaria ler um livro. De preferência, de Gramática. Ou um tratado sobre Ética.»