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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A LUPA DO POVO

E será pelas caixas dos supermercados que a revolta alastrará! Eu aliás quando vou a uma (todos os dias!), aproveito para arengar às massas, seja levantando e manuseando bem alto as fraldas das crianças, seja invectivando a necessidade de pagar a comida dos animais (lá de casa!), seja aproveitando para dar/receber lições de economia ao nosso brilhante ministro das finanças, sobre a arte de bem contar e poupar nos tostões (perdão cêntimos! que já me falha a cabeça).

Quando saio do supermercado vou de sorriso de orelha a orelha: é que quanto mais gosto do meu povo, mais vontade tenho de descalçar os sapatos e atirá-los para a residência do PM (e olhe que são 44!).

Seu pavão, seu Brutus, convencido que é melhor pessoa que a escritora-caixa do supermercado! Quanto mais conheço uma parte deste povo fora do tráfego, no aconchego da sua consciência, mais gosto dele!Só não gosta quem pensa que pelo cargo já foi promovido de povo a eternamente ministro!

Aqui fica o site de uma escritora de caixa de supermercado, que escalpeliza diariamente as venturas e desventuras deste povo! Promoção a ministra para ela, já!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

CONSELHO DE FRANCIS BACON A SÓCRATES
O DINHEIRO É COMO O ESTERCO, SÓ É BOM QUANDO ESPALHADO!

Bacon dá alguns conselhos para se evitarem revoluções. "O meio mais seguro de evitar sedições (...) é afastar a causa; porque se o combustível estiver preparado, é difícil dizer de onde virá a fagulha que irá atear-lhe fogo. (...) Tampouco se segue que a supressão dos rumores" (isto é, da discussão) "com demasiada severidade deva ser o remédio para os problemas; porque muitas vezes o desprezo é a melhor forma de contê-los, e as providências para reprimi-los só fazem dar vida longa à especulação. (...) A substância da sedição é de dois tipos: muita pobreza e muito descontentamento. (...) As causas e motivos das sedições são as inovações na religião; os impostos; as modificações de leis e costumes; o cancelamento de privilégios; a opressão generalizada; o progresso de pessoas indignas, estranhas, as privações; soldados desmobilizados; facções desesperadas; e tudo aquilo que, ao ofender um povo, faz com que ele se una em uma casa comum." A sugestão de todos os líderes, claro, é dividir seus inimigos e unir os amigos. "De modo geral, é dividir e enfraquecer todas as facções (...) contrárias ao Estado, e colocá-las longe uma das outras, ou pelo menos semear a desconfiança entre elas, não é um dos piores remédios; porque é desesperador o caso em que aqueles que apóiam o governo estão cheios de discórdia e cisões, e os que estão contra ele estão inteiros e unidos." Uma receita melhor para evitar as revoluções é uma distribuição equitativa da riqueza: "O dinheiro é como o esterco, só é bom se for espalhado."

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SOCIEDADE CIVIL EM MOVIMENTO, JÁ!

O recuo da administração fiscal no caso dos 200.000 não pode ficar por aqui!

Não pode ficar porque o recuo só se deu por pressão e conhecimento de boas vontades, seja ela do conhecimento dado ao PR, seja ela de alguns deputados em nome do seu partido ou em nome particular. Aqui o nosso obrigado pelo cumprimento do que deve ser a postura de um eleito e falo no caso do deputado António José Seguro do PS, deputado nobre e a que um País fundado na ética augurará bom futuro.


O nosso obrigado também a Pedro Mota Soares, do CDS-PP, ao Bloco de Esquerda através de Francisco Louçã, ao grupo parlamentar do PCP. Pela negativa, com excepção do partido da terra a cujo deputado também se agradece, o PSD, que corre assim o risco de passar a mensagem de estar mais voltado para dentro, para guerrilhas internas de tomada de poder do que para a efectivação do que deve ser o cerne da democracia. Assim, não, Sociais Democratas!

Ao sr. Primeiro-Ministro não sabemos se havemos de agradecer, mas fazemo-lo por uma questão de educação, mas pelo menos agradecemos a possibilidade de entrega de um e-mail, sem resposta, ao seu gabinete. Presumimos, no entanto, que tal situação era à priori do seu desconhecimento!
A sociedade civil, não conotada com partidos, demonstrou assim que é necessário, possível e exigível a sua união e participação para a construção de um país melhor não feito nas suas costas.
A responsabilidade é individual e de cada um!

Se nos cingirmos aos nossos interesses pessoais e a este defeito supremo dos Portugueses, o individualismo, não teremos grande futuro nem grande felicidade como povo, porque o futuro será sempre construído por outros e não por nós próprios.

O recuo da administração fiscal no caso dos 200.000 não pode ficar, no entanto, por aqui! A criação de um movimento cívico, independente de partidos e actuante junto dos organismo que são suposto nos defenderem, exige-se!

O modo estranho como a administração reagiu não augura nada de bom! Augura um País dentro do País, arrogante, discricionário, apenas preocupado em fazer "flores"! Os cidadãos, se de consciência tranquila perante as suas obrigações que não afectem o colectivo, não tem de ter receio da administração fiscal! A DGCI é dos Portugueses, não pode estar refém de interesses estranhos que o seu comportamento anti-ético pareça denunciar, nem de boas vontades de qualquer seu agente que só serve para fomentar a injustiça e a corrupção. A arma das penhoras tornou a DGCI um corpo quase anti-democrático, demasiado poderoso na destruição de vidas e vontades!

Portugal não se pode vergar à iniquidade e à discricionariedade com fins que tem de ser verdadeiramente explicados. Não aos interesses cruzados de qualquer tipo de interesses, sejam Câmaras corporativas, sejam interesses construídos em prémios ou produtividades.

A Administração Fiscal para além de uma simplificação real dos seus instrumentos tem de ser enquadrada de normativos que defendam totalmente os cidadãos de tentativas de "quase extorsão" aos olhos dos contribuintes!

Em caso de não fuga ao fisco a Administração não pode penalizar os contribuintes, nem querer tapar as sua falhas e competências, nem ser no fundo sujeito causador de atrasos no sistema económico, pela descrença e receio que instilam aos agentes económicos de investirem, estando-se a tornar o fautor principal de não investimento em Portugal: ninguém arrisca investimento se à posteriori para quase todo o sempre, a sua vida fica refém de uma administração fiscal discricionária e iníqua!

Não se pode simultaneamente fazer anúncios e apelos ao investimento, com um administração que desmotiva o investimento. Verdade fiscal, sim, arrogância e prepotência fiscal de um administração fiscal em roda livre, não!

Aproxima-se a entrada em vigor de um novo código de trabalho! O trabalho de reposição da justiça está inacabado! Urge completá-lo pois os trabalhadores a recibos verdes (os novos explorados descendentes dos primeiros operários fabris continuam sujeitos à injustiça, tendo-se criado e vindo a manter dois mundos desiguais contrários ao espírito e letra Constitucional.

Acesso à doença em condições de igualdade e ao desemprego! É necessário mais verbas para colmatar esta Inconstitucionalidade? À atenção do sr. Ministro de Trabalho!
Fim da dispensa de contribuições para a segurança social de trabalhadores a contrato de trabalho e simultaneamente a recibos verdes, pelo que isso significa de totalmente injustificável e injusto, a não ser pela defesa de privilégios de alguns já privilegiados!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FRASES A ADOPTAR

«Este Parlamento não é uma metáfora: é o retrato exacto e verdadeiro da democracia que temos.» (António Barreto)... e do povo que somos!


«A guerra civil em Portugal já começou: de um lado os iníquos, os hipócritas, os arrogantes, do outro lado os humanistas e personalistas, os éticos e os humildes!»


«Quem se mete com o actual PS, apanha! Quem se mete com o humilde e bom povo povo Português, apanha (ou devia) a dobrar!»

sábado, 13 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ÉTICA DAS REMUNERAÇÕES
PEDOFILIA AGRAVADA,
OU ESTADO FALHADO!

«Constâncio está entre os banqueiros mais bem pagos
Vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano ... Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional «per capita».

Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento «per capita» dos EUA.»


É este o socialismo à Portuguesa ou o socialismo original que descredibiliza políticos e pseudo-democracia, baseado nas desigualdades e na extensão de mais? É esta a nova via? Ou uma enorme e extensa fraude? Que diferença entre a apregoada ética do capital e a ética do socialismo à Portuguesa?

Para quem vive com o ordenado mínimo garantido ou para quem está desempregado sem direito a subsídio, ou foi colocado no limbo da não actividade e nisso o governo Sócrates e Vieira da Silva são exímios responsáveis, olhar para as remunerações destes senhores sob o apregoado manto do mérito, mais a mais numa sociedade em que as diferenças de formação e informação são cada vez menores, já não é uma questão que se deva debater nos fóruns e ideologias do materialismo histórico e dialéctico, é uma questão sim de ética e de normalidade democrática.

Tudo mais é um Estado de coisas anómalo, uma espécie de pedofilia agravada que teima em fazer da sociedade Portuguesa uma sociedade não integrada, com direito a reclamar-se de um Estado falhado na assumpção dos direitos fundamentais!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O RESULTADO!

Inquérito

MELHOR nacional 2008

Nélson Évora (23%, 128 Votes)
Francisco Louçã (11%, 61 Votes)
José Sócrates (8%, 48 Votes)
Manuel Alegre (8%, 46 Votes)
Jerónimo de Sousa (8%, 44 Votes)
Ana Drago (8%, 43 Votes)
Maria de Lurdes Rodrigues (7%, 42 Votes)
Quique Flores (6%, 36 Votes)
Ana Gomes (5%, 29 Votes)
Aníbal Cavaco Silva (4%, 24 Votes)
Mário Nogueira (4%, 22 Votes)
Pedro Passos Coelho (3%, 15 Votes)
Paulo Portas (2%, 14 Votes)
Manuela Ferreira Leite (1%, 8 Votes)
Fernando Teixeira dos Santos (1%, 7 Votes)

Vale a pena determo-nos uns segundos neste inquérito patrocinado pelo Arrastão. Porque vai à frente Nelson Évora? Presumivelmente porque salta mais longe que todos os outros, sendo o seu salto símbolo dos saltos diários dos Portugueses, seja no salto do trabalho para casa, seja nos constantes saltos para equilibrar o orçamento familiar!

As outras figurinhas com excepção de Quique Flores, que alimenta as frustrações semanais em catadupa, são apenas exemplo isso: ornamentos da nossa mais profunda desilusão!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, NÃO ME DEMITO!


«Constâncio reage a acusações de Miguel Cadilhe
BdP diz que erros no BPN foram detectados antes de actual direcção»

Na luta dos privilégios do que é de todos, os privilegiados defendem-se e os que o querem ser atacam-nos.

Num país de valores o obviamente demito-me também se exercia. Mas este não é um país de valores, nem um país onde se percam privilégios!

À cause de ça quem é que se lembra dos pequenos accionistas e das suas pequenas poupanças, carne para canhão do apregoado capitalismo popular, que devia ter nas entidades de supervisão os seus defensores ?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

REPÚBLICA DOS DESESPERADOS

A propósito da mensagem do 4R-Quarta república e de alguns dos seus comentários:

«Falta de consideração...

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas abriu “guerra” à actualização em 2009 do salário mínimo nacional anunciada pelo governo, com a ameaça de que, se o aumento for para a frente, vai “determinar junto dos associados que não renovem os contratos”. Está em causa um aumento de 426 € para 450 €, ou seja, de 27 €. A ameaça abrange 43.720 trabalhadores com contratos a termo certo, de um total de 200.000 que auferem o salário mínimo nacional.
Considero inqualificável a total ausência de sentido de responsabilidade social retratada nas palavras daquele responsável.
O aumento pode gerar desemprego, mas abordar a medida da forma como o fez demonstra não apenas falta de tacto relativamente à justeza de um aumento ínfimo, mas também, do meu ponto de vista, uma imoralidade, por incitar publicamente à dispensa dos trabalhadores.»

Com todo o respeito pelos comentadores antecessores do artigo colocado no 4R, o que este senhor me parece que "queria" dizer era (reflectindo estados de alma, de desespero, de quem vê um governo que não governa para eles mas para um qualquer umbigo e garotice:

-Chega de liquidar, de inventar taxas, multas, de perseguir as pequenas e médias empresas, que num ambiente de dificuldade não suportam mais agravamentos, vindos de quem os devia apoiar!

Por outro lado, a resposta de outros será:

-Mas até é bom que as empresas acabem, revigora o tecido económico, cria um novo fenómeno de concentração, os mais fracos desaparecem!

E isto é que é o busílis, meus senhores: é que ninguém quer desaparecer, ou fazerem-no desaparecer (principalmente porque para além de enfrentar o mercado, ainda se tem de enfrentar o governo por nós eleito), e para mais num ambiente de depressão global.

E quando, um pequeno empresário que não vive dos impostos dos outros, vive do seu trabalho, paga a sua segurança social e depois apertam a sua empresa, lhe dizem: sóis os mais fracos, senhores!

Ah, não se esqueçam, também, gravidade das gravidades, como vivem depois se este Estado de "chulões" nem um subsídio de desemprego lhes dá: do ar, de consultadorias, de contratos viciados?

E é por isso que é muito, muito perigoso, sobrecarregar o tecido (e o desespero) das pequenas e médias empresas, só para manter os que vivem do Estado, risonhos e anafados! E mesmo, esses, a prazo sofrerão as consequências do desaparecimento das colectas dos primeiros! Ou aposta-se tudo na concentração dos grandes grupos económicos?

O prestigitador perante a diminuição das audiências e das sondagens tira, então, da cartola: que tal indignar-me com o que dizem os pequenos patrões, dá muitos votos e podemos continuar a "chular" ... ora venha lá mais multas para quem não paga o IVA daquilo que ainda não recebeu! É encher, meus senhores, é encher o saco do governo e dos deputados da nação!

É DIFÍCIL DE PERCEBER OS GRITOS DE DESESPERO, OU PREFEREM CONTINUAR A COZINHAR UMA NOVA COLIGAÇÃO MFA-POVO?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

COMO SERIA ESTA CIDADE, LISBOA ... COM GENTE!



Olhar de forasteiro é sempre mais benevolente!

Mas, ao menos, podia viajar montado na minha bicicleta camarária, sem tropel ou atropelamento e com a doce ignorância do desconhecimento ... da miséria, do aproveitamento, da insensibilidade e da ganância!

A luz e o sol da nossa cidade, é verdade, é a nossa coroa e o nosso encantamento, mas reflecte tão mal na pobreza e no abandono de uma cidade nua, despida ou vestida de ... velha abandonada doente!

É Lisboa, uma cidade, ou apenas um ajuntamento à hora de almoço?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ERCS E O REGRESSO DA CENSURA

Liberdade de imprensa: Portugal desce no ranking!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

MÁRIO, MÁRIO, MÁRIO ... CRESPO!
E TU, VÊS ALGUMA COISA COM ESSES ÓCULOS? ... MÁRIO, ... MÁRIO ... CRES...


Imagine all the top people ...
«2008-08-04
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.»

Dez por cento? Porque não trinta, quarenta ou cinquenta ... e o sorriso voltaria a estas bocas, todas elas, até a quem perderia os trinta, quarenta ou cinquenta %, porque usufruiriam do contacto da alegria dos outros ... rostos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ESTA A REALIDADE, NOSSA AMADA!

Esta a realidade ex-post, nossa amada, da governação Pinto de Sousa, escondida e deturpada por todos os "cães de fila" dessa "fraude monumental em forma de propaganda".

Já o sabíamos, já o prevíamos, os dados aí estão cruéis e significam: gente desempregada, desesperada, classes médias desamparadas, desempregados e recibos verdes desamparados ... fruto da arrogância, desprezo, autismo, incompetência, manipulação, erros crassos e fundamentalistas, ...
a ler com a devida vénia de ...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A POBREZA DIMINUIU: PUBLIQUE-SE!


Lá continuam os assessores e as empresas de comunicação a desinvestir na verdade!

Acreditar acreditávamos se a notícia acrescentasse a expressão muito económica de ceteris paribus (exp. do latim: tudo o mais constante), se todos os outros factores (inflação real incluída) se tivessem mantido sem alteração, ou mesmo se o Governo optasse por novos instrumentos muito expressão financeira, os novos ricos ou remediados ... "futuros"!

Mas caros manipuladores da opinião pública, já poucos vos ouvem, a não ser para soltar estridentes gargalhadas, principalmente o informal submundo, além que não é isso que vislumbramos nas ruas, nos jardins, nas esplanadas, no bate-boca e acreditem, que a comunicação informal vale bem mais que mil encenadas "patranhas"!

Verdadeiramente assombroso, isso sim, é:
«Em 2009 Reformas dos políticos vão custar 8,3 milhões» ou «A partir de Outubro Mais 207 reformas milionárias» ou ainda, esta verdadeira pérola clientelar da utilização e duplicação dos dinheiros públicos nacionais: «DN: «Governo vai gastar 167,7 milhões de euros em estudos» Em estudos, projectos e pareceres encomendados a gabinetes de advogados, de engenharia e consultores privados».

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

MANIFESTO ANTI-SÓCRATES

No meio do Câmara dos Lordes, The Right Honourable, the Lords Spiritual and Temporal... encontrei esta preciosidade, ESTE MANIFESTO ANTI-DANTAS ... PERDÃO ANTI-SÓCRATES! A ouvir com atenção ...

Economista Miguel Frasquilho comenta Orçamento de Estado em directo

O comentário de Miguel Frasquilho está em linha com aquilo que a população em geral sente, um país anémico como diz Alberto João Jardim, um Portugal a cair cada vez mais em termos de riqueza face aos parceiros Europeus, um Portugal em 21 lugar em 27. O que está em causa aqui é a realidade nacional, não a luta ou a cegueira partidária!

10 anos a divergir da Europa! Durante toda a legislatura o Governo criou cada vez mais dificuldades às pequenas e médias empresas, motor e sustentador do emprego, com perseguições de todo o tipo, complementarmente a uma política absurda e errada, de não reposição do poder de compra dos funcionários públicos, dando indirectamente à actividade privada indicação de não reposição do nível salarial, que como (bem diz Carvalho da Silva) só multiplica as dificuldades da economia. Não se pode no Portugal de 2008, face ao custo de vida actual, manter (e bastavam os argumentos da humanidade e do combate às desigualdades), ordenados minímos de 400 €, ordenados de perfeita miséria, valores incapazes de subsistência e de produtividade, sob pena de inviabilizarmos o crescimento e o desenvolvimento pela rarefacção do mercado interno! Não se pode esperar produtividade, com empresas onde os funcionários estão mais preocupados com a subsistência a meio do mês do que com qualquer réstia de brio profissional!

O País tem alguns problemas que urge resolver e que já estão suficientemente identificados. Porque o problema do país não é só o das baixas qualificações profissionais, se não não estaríamos a atirar com jovens com bastante formação para a emigração, delapidando recursos humanos importantes. Nem o país pode continuar a subsidiar o país vizinho com taxas de impostos, que colocam os nossos factores de produção e inputs a valores superiores a Espanha, nosso principal parceiro, tirando-nos competitividade, e mais grave ainda desertificando a zona raiana! Nunca, por nunca, a taxa do IVA ou a taxa sobre combustíveis, deveria ser superior ao de Espanha.

Os resultados estão à vista perante a cegueira da luta partidária: um País a divergir da Europa, descrente, desmobilizado, com os potenciais agentes económicos sem vontade de investir, apáticos. Um das causas primárias: o fundamentalismo fiscal! Durante os últimos anos o que os agentes económicos sentiram em Portugal foi uma sanha persecutória da parte do fisco, um clima característico de Portugal (a passagem do oito ao oitenta), anatemizando-se e liquidando-se os agentes económicos por eventuais fugas ao fisco, chegando ao extremo da reversão das eventuais dívidas por parte dos administradores e sócios nas ditas sociedades por quotas (sociedades de responsabilidade limitada apenas na sua relação de direito privado), assumindo o Estado o papel de único privilegiado e com o único fito do valor supremo da consolidação orçamental ... sem querer saber dos crescimentos futuros e quase fazendo estagnar a economia!

Outra das causas: a não reforma da administração pública de uma forma muito mais arrojada, tendo-se assistido à asneira de aumentar a idade da reforma em vez de diminuí-la, não se tendo a coragem, e essa sim, de limitar mesmo com efeitos retroactivos os valores da reforma, colocando um plafond máximo de 1500 ou 2000€ para os reformados, suficiente para a sustentação individual e colectiva em situação de reforma, e acabando com a dupla reforma que só privilegia algumas classes profissionais já privilegiadas entre elas a denominada, por Gaetano Mosca, de classe política. Em vez disso ataca-se os desempregados, esquece-se os milhões de pessoas que trabalham a recibos verdes, e que em caso de não emprego são atiradas para a miséria, atira-se a população novamente para os caminhos da emigração. Não se tem a coragem de acabar com o flagelo dos recibos verdes, talvez porque não seja uma questão de coragem, mas de interesse para todos os que vivem da "grand boffe" do orçamento.

Esta política ao atingir um número brutal de pequenos empresários, que desmobilizados e descapitalizados deixaram de assumir riscos com medo de ficarem, por dificuldades próprias da actividade empresarial, na miséria, corrompe a criação de empresas e emprego e a iniciativa multiplicadora individual.
Teixeira dos Santos não acorda, não ouve, não prima pela inteligência nem pela solidariedade, sendo um dos piores ministros das finanças de sempre, um dos maiores responsáveis da astenia da economia Portuguesa. A sua fixação doentia no défice atira Portugal para um cada vez maior afastamento do crescimento e do desenvolvimento, a sociedade civil agoniza.

Portugal precisa de produzir bens transaccionáveis, precisa de ir pelo caminho da produção. Precisa de incentivar os seus agentes económicos nacionais e os seus grupos económicos a enveredarem pela via da criação de empresas verdadeiramente produtivas, em vez de se manterem apenas nas funções comerciais e de especulação. Aquilo que o PCP diz, é inteiramente verdade! Sem produtos transaccionáveis não poderemos aspirar a mais nada do que ser um quintal ... ainda por cima com graves lacunas, que muitos custos nos trazem, de desordenamento territorial!

A melhor política para Portugal seria, assim, a que refundisse e extraí-se dos partidos do poder um novo poder, onde se aproveitasse o que de melhor cada um dos partidos tem. Só, assim, poderíamos deixar de ser o Portugal de sempre, o Portugal sem ambição, o Portugal amordaçado pelo Estado de poucos na sua luta pelo poder, o Portugal do mal estar difuso que perpassa pela sociedade Portuguesa sem fim à vista!

Faça-se uma nova democracia, baseada na verdadeira participação, os Portugueses exigem-no, as novas gerações de Portugueses não perdoarão aos seus pais se tal não for o caminho!

PÉROLAS DOS PORCOS

«Em 2009 comprar um carro vai sair mais caro ao bolso dos portugueses ... Apesar das benesses fiscais concedidas às famílias e às empresas, o Orçamento do Estado para 2009 prevê um aumento substancial da taxa de Imposto Sobre Veículos (ISV), aplicado à compra de automóveis novos.
O Executivo espera arrecadar 1100 milhões com o ISV, que se traduz num aumento de 16,9% em relação ao valor que estima cobrar em 2008.»

Intraduzível e criminoso! Numa altura em que era fundamental diminuir custos a todos os níveis, de modo a aumentar a folga das empresas, para manter a sua carga competitiva, e dos cidadãos em geral, o Estado reagindo à quebra de receitas por via do empobrecimento geral da nação, carrega e empobrece mais ainda os cidadãos! Entretanto com a rapina constrói-se nova auto-estrada, para ser percorrida ... por um par de Ferraris, uma junta de bois, e uma parelha de ... burros!

Os portugueses continuam a retirar dinheiro dos certificados de aforro. Desde final de Janeiro, quando o Governo alterou as regras dos certificados e inaugurou a nova série C, os aforradores já retiraram perto de mil milhões de euros do instrumento de poupança, avança o «Diário Económico».
Mais outro crime cometido contra os Portugueses, ou reflexo do empobrecimento geral do País, ou as duas coisas em simultâneo?

JN: «Pensões acima dos 2500 euros também vão aumentar»
Política socialista? ... e o crime contínua! Carrega-se nos baixos salários e nos impostos que afectam as famílias de menores recursos, para distribuir pelos pobres pensionistas com mais de 2500€!

DN: «Pensões acima dos 611 euros vão perder valor»
Que política criminosa é esta? Será que Sócrates fez voto de aniquilar a vida dos Portugueses? É que se assim é, parece-se cada vez mais com Miguel de Vasconcelos! Já experimentou baixar para 1/4 o ordenado dos administradores do Banco de Portugal?

«Preço da electricidade vai subir 4,3 por cento em 2009». O que na factura mensal significa um acréscimo de 1 a 2,4 euros.
Afinal como é? A inflação anda na casa dos 2% e aumenta-se a electricidade em 4,3%, ou também reflexo de uma aposta em energias mais caras ou necessidade de aumento dos lucros da EDP?

«Professores cantam louvores ao Magalhães». A polémica instalou-se na blogoesfera e no YouTube. Em acções de formação promovidas pelo Ministério da Educação, professores foram convidados a inventar canções de louvor ao computador Magalhães. Há professores que consideram «surreal» a iniciativa!»
Só os professores? Ou os cidadãos de bem? É que ainda os há! Sócrates cada vez mais parecido com Chávez ou com as técnicas do regime anterior! Um exemplo de democracia!

«Só 250 mil euros contra a corrupção». Conselho de Prevenção da Corrupção, criado pelo PS, de novo debaixo de fogo. Orçamento do Estado prevê verba de funcionamento 80 vezes inferior à do Tribunal de Contas»
Obviamente que o fogo fátuo é isso mesmo, para Português ver!

Público: «Peso do Estado na Economia é o mais elevado de sempre»
Novos critérios contabilísticos no Orçamento ocultam subida da despesa pública para 47,8 por cento do PIB. O défice não é afectado»
Reflexo da crise financeira ou continuação do aniquilamento do Estado produtivo, do Estado dos cidadãos, em detrimento do Estado mãos abertas para ... os amigos? Quando será que neste País se irá pensar que mais importante que o ministério das finanças, deveria ser o ministério da economia?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O BURRO DE BURIDAN


Será possível ser-se não alinhado?

Quando começei a tentar dar movimento e cor a um post dei por mim como o burro de Buridan, a abanar a cabeça à esquerda, ao centro e à direita.

Depois de muito pensar e correndo o risco de morrer de fome como o burro de Buridan, eliminei a indecisão e decidi-me por ... recusar qualquer alinhamento!

A partir de agora, burro que é burro, não passa fome, debica de todos os "comedoiros".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

JORNALISTA DIXIT

Ontem uma ex-jornalista a justificar o seu afastamento, declarava numa rádio perto de nós:

«Fartei-me do jornalismo, fartei-me do cinismo e da falta de humanidade das redacções!»

Alguém que discorde, ponha a mão no ar!

HIPÓCRATES OU HIPÓCRITAS
DO MUNDO ... DE SER PORTUGUÊS?

Portugal quer mais médicos estrangeiros!
Há 4.287 clínicos estrangeiros, cerca de 11%, a exercer em Portugal.
De acordo com a Ordem dos Médicos, dos 38.538 clínicos que exercem em Portugal, 300 são oriundos da América do Sul. Do Brasil vieram 600.
Mas chegam também da União Europeia (2.583), dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (261), da Europa não Comunitária (378), da África não PALOP (33), da Ásia (42), da Austrália (um) e da América do Norte (19).

Serão ao todo, segundo as contas da Ordem, 4.287. A sua vinda não tem fugido a alguma polémica, sobretudo por não dominarem a língua. E os utentes parecem duvidar da sabedoria de quem tem sotaque.
Em Junho, chegaram 14 uruguaios que estão a exercer no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Mas deverão chegar mais em breve, ao abrigo de negociações em curso que o Ministério da Saúde está a encetar.

«Júlio R. é um desses médicos cubanos. Não compreende como é que um país com tão bons médicos precisa de importar profissionais.»

«Eu fiquei de fora do curso de medicina em 1999 com média de 18.97 em 20 e agora vão buscar o refugo de fora para serem médicos?!? Nunca pensei dizer isto mas força PNR. Já chega! ... Basta.Vou-me tornar militante do PNR. Existe um limite para o ultraje.»

Intercâmbio de profissionais, por impedimento dos jovens nacionais de acesso à profissão da sua vocação, é um verdadeiro crime de lesa-país, no que demonstra de falta de amor próprio pelo seu país por parte das elites decisórias do poder, sejam elas corporações, acasteladas nas ordens, nas universidades ou nos consultórios.

Intercâmbio de profissionais não é com certeza uma menos-valia, é com certeza uma mais valia, pelo que transporta de diferentes aprendizagens e experiências. O que está em causa não é, assim, qualquer chauvinismo ou nacionalismo barato num mundo global.

As consequências são frustrações e revolta que alimentam radicalismos de nacionais que se sente ultrajada, injustiçada e descontente!

É caso para dizer Hipócrates do Mundo ou hipócritas de Portugal, ou Guerra civil interna, guerra civil de rosa e laranjas amargas. Todos são responsáveis: bastonários de espírito medieval corporativo, faculdades de medicina, primeiro ministros e ministros da saúde e da educação e todos aqueles que parecem fazer parte do ódio ao ser Português.

De milhares de jovens Portugueses com acesso às faculdades de medicina nos anos 70 passou-se posteriormente a pouco mais de 200 ou trezentas vagas nas universidades de medicina Portuguesas. Às classes abastadas a saída foram e são as Universidades Estrangeiras. Aos jovens Portugueses de classes modestas foi-lhes vedado o acesso à profissão da sua vocação.

Hipocrisia suprema a do numerus clausus baseado na nota

Aos jovens Portugueses, exige-se-lhes 19 em 20, aos médicos estrangeiros, com dificuldades de contacto pelo fraco domínio da língua, olhados pelos utentes com alguma desconfiança, ter-se-à exigido isso nas sua escolas de formação de origem? Assim podemos ter, hoje a exercer em Portugal dois tipos de clínicos. Os alunos de excepção, os CDF, os cabeça ou crânio de ferro, entrados com 19 e 20 e ... os outros! Assim, também, se dará cabo paulatinamente do S.N.S. atirando os utentes para os serviços privados de saúde!

É quase caso para dizer que só pode haver uma conspiração nacional ou mundial para acabar com os médicos de origem Portuguesa, ou será que isso acontece porque nesta surda guerra civil intestina onde pululam ganâncias, estatuto e corporações, alguns são avessos à concorrência, e a sua vocação é o ... euromilhões! Todos ouviram histórias de bastonários de grande sucesso!

*No Brasil chama-se CDF o indivíduo inteligente que se dedica muito aos estudos. Usa-se a sigla ou acrónimo "CDF" significando "Cabeça-de-ferro" ou ainda "Crânio-de-Ferro", vulgarmente chamado pelos que não tem essa qualidade de "cu-de-ferro" devido aos extensos períodos que fica sentado estudando.