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quinta-feira, 2 de abril de 2009

A PARTILHA DO CELEIRO

Assino o que Zuricher diz e continuo a pensar que o problema capital (até aqui se fala de capital!), é um problema de escala e de ética. Ética privada e ética pública (ou falta dela!) não se combatem com capitalismo de Estado versus economia de mercado. Combatem-se com a educação, o civismo, o combate à ganância, ao egoísmo, ao assalto ao celeiro colectivo. Afinal, se quisermos, se nos centrarmos no outro sem olhos gananciosos, invejosos ou necessidade de reconhecimento, vivemos com pouco: uma pitada de alimentação frugal para não entupirmos as coronárias, uma pazada de livros para nos conhecermos uns aos outros, uma humilde mansarda, um triciclo ergonómico para nos deslocarmos para o emprego, um TGV e uma ponte apenas em desenhos de visionários e de redistribuidores para azuis sacos, uma libido acalmada na parceira sem querer a dos outros ... e para quê o capitalismo e o Estado, se o Estado somos nós formigas diligentes a contribuirmos com pequenas migalhas?

O problema CAPITAL, será sempre, ASSIM, a partilha do celeiro!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SUBSTITUIR O CORPORATIVISMO OU GENÉRICOS DE SUBSTITUIÇÃO

«Médicos contra genéricos de substituição
Ordem considera um «crime» a medida promovida pela ANF e vai queixar-se ao MP»
Crime é a total falta de sensibilidade social e o corporativismo de uma classe privilegiada, a dos médicos, que durante anos torpedeou e torpedeia a possibilidade de acesso à profissão com os minimalistas numerus clausus , cerceando a concorrência, com o desplante do argumento da manutenção da qualidade (qual qualidade se a saúde é cara e o seu acesso universal e em tempo negado?) causando total prejuízo ao serviço nacional de saúde e ao acesso democrático ao direito universal à saúde!

domingo, 29 de março de 2009

A RAZÃO DA POBREZA


Para quem não percebia o atraso crónico e contínuo de Portugal, o primeiro decénio do séc. XXI é uma amostra do que tem sido as causas sistémicas da arte de mal governar e empobrecer um País.

Falta de recursos naturais, posicionamento e periferização mundial, falta de escolaridade, falta de empenhamento para o trabalho, falta de empreendedorismo ... tudo isto parece secundário face ao problema número um de Portugal a captura constante do Estado por uma não marginal mão cheia de gente com falta de ética e carácter.
O problema número um de Portugal é pois, assim, um problema de carácter de gente que, sistematicamente por falta de comparência daqueles que ainda a demonstram, açambarca e fazem de Portugal um sítio cronicamente pobre e mal frequentado.

Sem uma verdadeira educação para a cidadania, sem uma verdadeira educação para o respeito do outro Portugal continuará a afundar-se na miséria e na locupletação de poucos.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A ÚLTIMA ACÇÃO DE MARKETING DE JPSOUSA


JS - Querem painéis solares?
Turba - Queremos!
António Costa- Mas o que é que têm contra a JP Couto?
Turba - Fede a pasta de dentes! Com pasta por dentro importada e invólucro nacional por fora!
JS -Querem painéis solares?
Turba - Queremos!
JS - Então, tomem lá!
António Costa - Mas ò Sócrates, são mesmo painéis solares?
JS - São mesmo bons, são fantásticos, Melga! São mais para a termo dinâmica, mas quem se importa Melga! ... eu não deito a toalha ao chão, que é preciso é acção!
António Costa - Mas, ò Sócrates está lá fora uma legião de Portugueses esfaimados.
JS - Não interessa, Melga! Ingratos, Velhos do Restelo. Daqui a cinquenta anos andarão todos no fantástico TGV! Já estou a ver o nome da primeira locomotiva: TGPintodeSousa! Fantástico, Melga! A mim ninguém me pára!
António Costa - Mas ò JS, os Hospitais, os doentes de oncologia, as filas do desemprego ... estão a fechar as linhas do Corgo...
JS - Mas, ò Melga isso é fantástico ... esses são lá Portugueses ... tornem-se Espanhóis, seus Melgas!

terça-feira, 10 de março de 2009

CAUSAS 1

«JN: «Reformado do Estado vai receber 8059 euros»

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PORTUGAL 2009

QUANDO SE OLHA PARA ISTO FICA-SE COM A CERTEZA QUE O NOSSO SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL SÓ SERVE PARA UMA COISA! PARA MANTER REFORMAS FAUSTOSAS À CONTA DA MAIORIA DO POVO PORTUGUÊS. PERANTE ISTO VIEIRA DA SILVA MERECE O MÍNIMO DE CREDIBILIDADE? SOCIALISTAS? BAH!
«Procurar no lixo o pão para a boca
Restos dos supermercados que diariamente são colocados nos contentores de rua constituem a fonte de alimentação de várias famílias que, embora tendo um lar, enfrentam sérias dificuldades económicas
00h30m
CRISTIANO PEREIRA
São 19 horas em ponto de uma noite de Inverno onde não falta a chuva. Numa rua do centro de Lisboa, abre-se uma porta das traseiras do supermercado de uma cadeia bem conhecida dos portugueses. Em poucos minutos, uma empregada coloca uma dezena de contentores de lixo no passeio.
Escassos metros ao lado, uma senhora búlgara faz de conta que olha para a montra de uma sapataria. A porta das traseiras do supermercado fecha-se e, sem demoras, aproxima-se dos contentores, abre a tampa e desata a mexer no que está lá dentro. Tem fome. Não sabe falar português. Diz-nos apenas, os dedos todos na mão aberta: "Cinco filhos, cinco filhos". Também têm fome.
Num ápice, surgem dois senhores de sacos na mão, um idoso e outro de meia idade. Debruçam-se sobre o interior dos contentores, os braços agitados a revolver o lixo. Que lixo? Os restos do dia, as sobras daquilo que ninguém comprou. E muita comida com o prazo de validade esgotado: frangos ou coelhos inteiros, peixe ou hortaliças. Pão, croissants e outros bolos, então, - ui! - são às dezenas. Ainda embalados nos sacos, com o respectivo preço, código de barras e data de validade a expirar no próprio dia (atente-se que o lixo foi depositado às 19 horas, 120 minutos antes do horário de encerramento do supermercado).
O JN aproxima-se, observa, tenta a abordagem. Eles mostram-se desinteressados, os olhos sempre postos no contentor. Não parecem querer grande conversa. Desconfiam. E mexem e remexem em embalagens, sacos plásticos, caixas de esferovite. A senhora búlgara, convencida de que ali estamos para o mesmo, estranha ver-nos quedos e toma a iniciativa de estender o braço para nos dar um saco de croissants.
É esta a dura e crua realidade diária de muita gente: procurar a comida no lixo que os supermercados deixam na rua. Não são pessoas sem abrigo. É gente perfeitamente integrada na sociedade, mas que vive à rasca, no desemprego ou com parcas reformas. O fenómeno não é novo, nem tão pouco circunscrito a este estabelecimento em particular. É algo que acontece em todo o país, onde quer que a fome aperte. E há fome em muitos lados. Como na casa de um idoso, que diz receber 350 euros de reforma, não tendo orçamento para o mês inteiro. É isso que o faz vir aqui mexer em restos de fiambre, separar as fatias que se lhe deparem decentes de outras mais impróprias.
Não passam mais de quatro minutos até chegar uma senhora com os seus 70 anos e aspecto cuidado. Assusta-se com a presença de uma máquina fotográfica, mas aceita falar sob anonimato. É uma história como tantas outras: trabalhou durante décadas como empregada doméstica, nunca descontou, foi despedida e agora vive sem reforma:
"Enrolaram-me, sabe? Era muito ignorante", lamenta. "Há muita gente que vem aqui, mas diz que é para levar comida para os animais", observa, antes de criticar aqueles "que vêm aqui mexer e deixam tudo espalhado no chão". Diz-nos que o mais habitual é aproveitar para levar pão e massa. "Eu acho que não estou a roubar nada a ninguém", afirma, antes de nos perguntar: "Isto não pecado, pois não?". É que se for eu não venho cá mais". »

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

SERÁ A COMPETÊNCIA FUNÇÃO DOS NÚMEROS?

O que me confrange é a falta de percepção de que Portugal começa a ficar eivado de gente com formação e competência a 450€ por mês! Demagogia reinante ou essência da democracia?

Perdoe-me que lhe diga, mas quando vejo alguém a defender a relação directa entre o serviço público e o conforto pessoal dos desiguais euros, penso com quem afinal Portugal se têm afundado nos últimos largos anos? Onde estão os responsáveis das receitas de sempre? Ou não é Portugal um dos países mais desiguais da Europa e não deverão os ordenados de topo comparar com os ordenados da base? Se se paga tão bem no sector privado, tenha-se então a decência de se pagar melhor aos escalões mais baixos.

Porque o problema, V.B., não é um problema remuneratório, é um problema ético! O que Portugal precisa é de um banho de verdadeira democracia! Eu não quero políticos de grande craveira daqueles que criaram a Solomon Brothers ou outras, eu quero alguém mais simples, humilde e incorruptível com empatia, verdadeiramente amante do seu país e do seu povo. Um verdadeiro e não interesseiro Estadista!… e digo-lhe isto com toda a amizade e sem qualquer ponta de ismos. Falta a Portugal mobilidade social, que não nos deixemos fechar e não nos deixemos conheçer, e essa é a tendência Portuguesa do poder, da fuga da dor do conhecimento das dores, que poderiam ser nossas, do nosso semelhante. Porque V.B. a ambição humana é sem limites, mas quase sempre tão vazia, sem entrega ao seu semelhante! E eu sei V.B., que como diz, a economia não tem sentimentos!

Porque lhe garanto, V.B. qualquer dona de casa que confecciona as refeições do marido com 450€, seria uma muito maior mais valia para o país, do que alguns daqueles que do seu País e das suas gentes conhece o fumo do vidro dos veículos e os halls de entrada dos edifícios!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A BELA DA REPARTIÇÃO

Revenu des 20 % les plus riches rapporté à celui des 20% les plus pauvres
Europe à 25:4,8
Suède: 3,3
Danemark: 3,4
Autriche: 3,8
Belgique: 4,0
Pays-Bas: 4,0*
France: 4,2
Allemagne: 4,4
Irlande: 5,0
Pologne: 5,0*
Espagne: 5,1
RU: 5,3*
Italie: 5,6
Grèce: 6,0
Portugal: 7,2
* données 2003
Source : Eurostat. Année des données : 2004
Le Pib par habitant en Europe En euros* par habitantBase 100 pour l'Union européenne
Union européenne à 27: 23 500 100
Zone Euro: 25 900 110,2
Irlande: 34 200 145,5
Pays-Bas: 30 700 130,6
Autriche: 30 000 127,7
Danemark: 29 600 126
Suède: 29 300 124,7
Belgique: 28 200 120
Royaume-Uni: 27 700 117,9
Allemagne: 26 900 114,5
France: 26 100 111,1
Espagne: 24 700 105,1
Italie: 24 300 103,4
Grèce: 23 000 97,9
République Tchèque: 18 500 78,7
Portugal: 17 500 74,5
Estonie: 16 100 68,5
Hongrie: 15 300 65,1
Pologne: 12 300 52,3
Roumanie: 9 100 38,7
Bulgarie: 8 600 36,6
* Données en parité de pouvoir d'achat, qui tient compte des différences de coût de la vie dans chaque pays.Source : Eurostat. Année des données : 2006
PARA QUANDO UM CONTRATO COM OS PORTUGUESES, O FIM DOS AUMENTOS EM PERCENTAGEM, O CONGELAMENTO DOS ESCALÕES MAIS ALTOS DURANTE UNS ANOS PARA REPOR A DESIGUALDADE A PATAMARES NÃO ESCANDALOSOS E PERCEPTÍVEIS PELOS CIDADÃOS: AGRADECIAM OS MAIS POBRES E O PAÍS EM GERAL PELO CRESCIMENTO QUE IRIA INDUZIR!