segunda-feira, 10 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, VÁ-SE TRATAR!

De tanta luta política este governo ensandeceu de vez! Do excesso de "porreirismo" de António Guterres, passou-se para o "porreiro pá musculado, arrogante e autista" de Sócrates e da sua equipa, contaminada pela arrogância do "patrão". Não se pode governar contra as pessoas! Não se pode mesmo querer impor modelos sob um falso manto de Cristos salvadores! Duas, três, quatro pessoas não podem mesmo querer pensar melhor que centenas de milhar ou milhões que dizem representar! A democracia representativa está em perigo, por uma "clique" que se legitimou na mentira. O simplex degenerou em "burrocracia", diz-se uma coisa e faz-se outra! Nunca tão poucos, dificultaram a vida a tantos, em tão pouco tempo!

Quem se legitima na mentira não tem legitimidade nem representatividade, quanto mais moral, para se achar mandata!

As palavras de Valter Lemos sobre o novo estatuto do aluno e as manifestações de desagrado são exemplo disso.

«Significa que as faltas deixaram de ser um direito. Não há um direito a faltar. A assiduidade é um dever que tem de ser cumprido pelos alunos», afirmou o secretário de Estado da Educação.»

Pois é, sr. Secretário de Estado, não há um direito a faltar! Mas também não há o direito à punição e ao castigo cego! Não se pode estar doente? A partir de agora, doentes levantai-vos e andai! Obviamente, sr. Secretário de Estado o sr. e a sua equipa estão a precisar de se irem tratar! Pare, afrouxe a sua frenética hiperactividade normativa! Vá para fora cá dentro! Há quanto tempo é que não tira umas férias?

domingo, 9 de novembro de 2008

DEFINIÇÃO DO POETA


Excelente Eloah,
a definição do poeta,
o poeta e o momento,
porque na poesia da vida
e na vida da poesia,
está a vida encarcerada
numa longa e funda escarpa,
onde só escapa...
alcandorada pela maresia,
a rainha das rainhas,
a nossa formidável ...
poesia!

E o que seria a vida,
mecânica, nua e trágica,
sem a mágica desse instante,
vida só, pobre e fria
descarregada de poesia?

E a rosa é o abraço,
um miminho da poesia,
ténue traço,
formidável e esparsa via,
desta insólita emérita raça,
provida da vida que cria!

Que a vida te continue a fluir,
desta única e bela forma,
porque o poeta é o momento,
com o poder do iluminar...

feliz forma de evangelizar
desprovidos e infelizes,
alegre e única forma
de caminhar desfrutando,
pelas praias da poesia,
semeando nossas raízes...

desta nossa curta,
mas feliz e trágica vida,
sempre em forma de despedida!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MUDAM-SE OS TEMPOS, MANTÊM-SE OS VÍCIOS

Ao ler More, Thomas, enunciar que uma sociedade estruturada hierarquicamente não pode constituir um commonwealth virtuoso já que em todas as hierarquias, são sempre os piores que ganham poder e o usam em benefício próprio, para além da existência das hierarquias encorajar o orgulho, que é o pior dos vícios, já que destrói todo o sentido de justiça e equidade, pergunto-me: afinal estamos assim tão perto de 1535?

T.M.:
- O orgulho é lixado, vicia e inebria, dá-nos uma falsa sensação de superioridade sobre os outros, de imparidade, tão inteiramente ignorante e mesquinho de gente fraca!

P.S.:
- Mas e as hierarquias?

T.M.:
- As hierarquias tem de ser hierarquias paritárias de verdadeira superioridade moral e humanitária! Todo o resto não são hierarquias, são orgulho de poder em comprimido!

P.S.:
- Mas desconfio tanto dos moralistas!

T.M.:
- Desconfias, desconfias porque verdadeiramente só conheces ... os falsos moralistas!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, NÃO ME DEMITO!


«Constâncio reage a acusações de Miguel Cadilhe
BdP diz que erros no BPN foram detectados antes de actual direcção»

Na luta dos privilégios do que é de todos, os privilegiados defendem-se e os que o querem ser atacam-nos.

Num país de valores o obviamente demito-me também se exercia. Mas este não é um país de valores, nem um país onde se percam privilégios!

À cause de ça quem é que se lembra dos pequenos accionistas e das suas pequenas poupanças, carne para canhão do apregoado capitalismo popular, que devia ter nas entidades de supervisão os seus defensores ?

SOCIEDADE A VÁRIOS TEMPOS

Vindo da SEDES o rapto:

«Quando as eleições despertam no horizonte em Portugal, logo os partidos políticos mais importantes tratam de reivindicar uma parte daquilo a que erradamente chamam “sociedade civil”: personalidades com destaque nas respectivas profissões ou actividades são convidadas a integrar grupos, grupinhos, movimentos, missões e quejandos; neles reflectem e opinam sobre o futuro da governação e o destino das estrelas.»

É verdade! O rapto dos cidadãos não é muito diferente do rapto da Europa, uma espécie de rapto iluminado e voluptuoso, onde se congregam mitos e forjam incertezas e demasiadas certezas identitárias.

E essa é a originalidade Portuguesa! A sociedade da angústia identitária, é angustiada porque é frágil de pequena, muralhada e não partilhada.

Porque não somos uma sociedade e muito menos uma comunidade, somos um conjunto de esparsas, desconfiadas e fechadas tribos de Lusitanos, sedentos e orgulhosos de si e esquecidos dos outros, ordenadas por pequenos e astutos Viriatos, sempre com medo do partilhar da gamela e da traição dos seus também pequenos e astutos lugares tenentes.

Abra-se a sociedade à sociedade e talvez de lá saia uma inevitável e estrondosa surpresa ... a verdadeira comunidade Portuguesa!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

666: O APÓSTATA DA LUSITÂNIA



O Magalhães é J.P.Couto, sou eu, és tu, é Português, Europeu, Ibero, Americano, Ibero - Americano, Global, Universal.

O Magalhães é esmurrado, abanado, dependurado, assaltado, esbofeteado, derrubado, ridicularizado, bebe, chora, ri, fuma, até arrota, defeca, desconversa, irrita, impreca, calúnia e arrota: porreio, pá, porreiro!

O Magalhães é incapaz de bondosas emoções, ferve em pouca água, incógnita e preconceita, manipula e batota, mente, é triste, é mau, é vilão, é a besta, é tomado do demónio, exorcista, simulado, farsante e disfarçado, mal amado, é oportunista pela calada, é cínico, é hipócrita, é apóstata, tudo isto é o Magalhães!

O Magalhães é o que tu quiseres ser: criança, ancião, sábio, poeta, jornalista, celebridade, artista, mágico, palhaço, escritor, vendedor, o estado democrático, engenheiro e até ... primeiro-ministro dos outros pequeninos Magalhães!

A TESE DO PORTUGAL DOS PEQUENINOS

Da tese e da recensão do Portugal dos pequeninos , a antítese desta Causa Vossa:

P... que finalmente perceberam quem é o P. Sousa e a sua iminência parda. Como os gatos, só sai de noite e foge do dia, para não se lhe ver a "cor da pele". Articula e gesticula, mas tudo lhe sai nasalado e descompassado pelo nariz! E acreditem quem viu e quem me contou, que não é bonita de se ver!

Cheira tanto a sapo que queria ser boi!

Mas a peçonha continuará por mais cem anos, porque do outro lado a M.F.L., já ressona mais que entusiasma e o Zé Portuga, ressonará com ela por mais cem anos!

Não há já aí um sapo "pront à porter", já devidamente transformado em Princípe?

A EUROPA PÓS-SHUMAN E J.MONNET OU
QUO VADIS EUROPA FILHA MIA?

Sendo eu agora já quase um apóstata da "Nova Europa", NESTES TEMPOS DO NOVO MITO DA EUROPA, "FILHA MIA" RUMANDO A NOVAS PARAGENS RAPTADA POR NOVO MARIDO, "entreolham-se-me" as entranhas de ler a estranha unidade da Europa.

A crise financeira mundial é grave e global, é um facto! A crise é mesmo real, mas de uma realidade feita de um estranho pavor, de uma espécie de "monstrengo do fim do mundo", de um pavor de "perda de valor do vil metal" (mas será que já ninguém se lembra de Lavoisier, "nada se perde tudo se transforma" ... ou neste caso retorna!), perdido em "bonds e futuros", tão longe do padrão metal!

Por um canudo vejo também a minha parcela de poupança do capitalismo popular a definhar no medo irracional ... mas não me assusto (ou devia?)! Pois no mercado, do desespero à euforia vai um passo! Será, assim, desta vez ( pelo menos foi o que in illo tempore me ensinaram em economia, sobre a volatilidade dos mesmos)?

Mas o que mais me revolta as entranhas, é a Europa Orwelliana do "todos são iguais mas alguns são mais iguais que outros", a Europa a 4 vozes e meia ou a 4 velocidades e meia (mesmo que escondida a malfeitoria dos directórios nos meandros do G8), a União do "puto" (e aí vai ele montado no seu novo libré!) a 23 mais a Europa BBMS (Berlusconi,Brown, Merkel-Sacorzy - que bonito casal este par dava!), e ouvir o diáfono "linguarejar multicultural" de Merkel à agência EFE:

«Merkel diz que reunião do G20 deve trazer soluções à crise»

Berlim, 29 out (EFE) - A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que a próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Washington não deve ser apenas uma reunião, mas dela deve sair um "mandato claro" para que sejam fixadas as novas regras dos mercados financeiros.

"Deve haver um mandato para que se inicie um processo de negociações", ressaltou Merkel no congresso anual da Federação Alemã das Empresas Atacadistas e de Exportação (BGA).

Essas negociações, ressaltou, não devem se prolongar "além de um ano" e, no final deste período, deverão ter sido marcadas
"as novas regras para os mercados internacionais".

Merkel considera ainda que a Europa (?) desempenhará "um papel diretriz" na cúpula do G20, grupo que reúne as grandes potências econômicas e as emergentes.

A chanceler alemã anunciou também que seu Governo aprovará na próxima quarta-feira um programa "muito definido" de fomento aos investimentos para atenuar o impacto da crise financeira.

As medidas de incentivo serão "muito definidas, corajosas e sustentáveis", afirmou Merkel.

A governante rejeitou reiteradamente a aprovação de um grande pacote de ajudas à economia, como pedem parte da oposição e do setor empresarial, mas não um pequeno programa de incentivos.

Entre as medidas previstas estão investimentos dedicados a melhorar a eficiência energética, por exemplo, no saneamento de edifícios ou incentivos fiscais no setor do automóvel.

A cúpula do G20 foi convocada por ocasião da crise financeira internacional e se desenvolverá entre 14 e 15 de novembro em Washington.

O G20 é formado pela União Européia (UE) (?), o Grupo dos Oito (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), além de Brasil, Coréia do Sul, Argentina, Austrália, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia.»

REPÚBLICA DOS DESESPERADOS

A propósito da mensagem do 4R-Quarta república e de alguns dos seus comentários:

«Falta de consideração...

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas abriu “guerra” à actualização em 2009 do salário mínimo nacional anunciada pelo governo, com a ameaça de que, se o aumento for para a frente, vai “determinar junto dos associados que não renovem os contratos”. Está em causa um aumento de 426 € para 450 €, ou seja, de 27 €. A ameaça abrange 43.720 trabalhadores com contratos a termo certo, de um total de 200.000 que auferem o salário mínimo nacional.
Considero inqualificável a total ausência de sentido de responsabilidade social retratada nas palavras daquele responsável.
O aumento pode gerar desemprego, mas abordar a medida da forma como o fez demonstra não apenas falta de tacto relativamente à justeza de um aumento ínfimo, mas também, do meu ponto de vista, uma imoralidade, por incitar publicamente à dispensa dos trabalhadores.»

Com todo o respeito pelos comentadores antecessores do artigo colocado no 4R, o que este senhor me parece que "queria" dizer era (reflectindo estados de alma, de desespero, de quem vê um governo que não governa para eles mas para um qualquer umbigo e garotice:

-Chega de liquidar, de inventar taxas, multas, de perseguir as pequenas e médias empresas, que num ambiente de dificuldade não suportam mais agravamentos, vindos de quem os devia apoiar!

Por outro lado, a resposta de outros será:

-Mas até é bom que as empresas acabem, revigora o tecido económico, cria um novo fenómeno de concentração, os mais fracos desaparecem!

E isto é que é o busílis, meus senhores: é que ninguém quer desaparecer, ou fazerem-no desaparecer (principalmente porque para além de enfrentar o mercado, ainda se tem de enfrentar o governo por nós eleito), e para mais num ambiente de depressão global.

E quando, um pequeno empresário que não vive dos impostos dos outros, vive do seu trabalho, paga a sua segurança social e depois apertam a sua empresa, lhe dizem: sóis os mais fracos, senhores!

Ah, não se esqueçam, também, gravidade das gravidades, como vivem depois se este Estado de "chulões" nem um subsídio de desemprego lhes dá: do ar, de consultadorias, de contratos viciados?

E é por isso que é muito, muito perigoso, sobrecarregar o tecido (e o desespero) das pequenas e médias empresas, só para manter os que vivem do Estado, risonhos e anafados! E mesmo, esses, a prazo sofrerão as consequências do desaparecimento das colectas dos primeiros! Ou aposta-se tudo na concentração dos grandes grupos económicos?

O prestigitador perante a diminuição das audiências e das sondagens tira, então, da cartola: que tal indignar-me com o que dizem os pequenos patrões, dá muitos votos e podemos continuar a "chular" ... ora venha lá mais multas para quem não paga o IVA daquilo que ainda não recebeu! É encher, meus senhores, é encher o saco do governo e dos deputados da nação!

É DIFÍCIL DE PERCEBER OS GRITOS DE DESESPERO, OU PREFEREM CONTINUAR A COZINHAR UMA NOVA COLIGAÇÃO MFA-POVO?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FIGUEIRA DE P.S. ... E OS BIMBOS SOMOS NÓS?


Geneologia de Oliveira da Figueira: trata-se de uma personagem portuguesa que, apesar de aparecer poucas vezes, consegue salvar Tintim e o Capitão Haddock de várias situações muito complicadas. É que, como bom português que é, Oliveira da Figueira é um rei do "desenrasca".

Invulgarmente esperto, este comerciante de Lisboa consegue vender tudo, mas tudo, mesmo em pleno deserto. Até mesmo areia ... já para não falar no M ...!

Ah, perdão isso é noutro álbum!

Aparece em "Os Charutos do Faraó", "No País do Ouro Negro", "Carvão no Porão" e "As Jóias de Castafiore", sempre a falar pelos cotovelos.

"GOLPE DE ESTADO MILITAR NÃO É UTOPIA"


Estranha notícia esta veiculada por Loureiro dos Santos, num aparente regime democrático, destes estranhos tempos de desespero e aflição! Mensagem, forma de pressão ou aviso por terceiros?

Seria estranho na Europa a 27?
Seria!
Seria injusto?
Talvez não!
E porquê?
Porque a iniquidade, a injustiça e o desespero campeiam ... e não só na família militar!

A quase esquizofrénica obsessão pelo déficit, a total incompetência do ministro das finanças e de Sócrates ao apoiar anos a fio diminuições reais de rendimentos, levou a este estado de coisas. A economia Portuguesa precisa de se tornar mais competitiva.

Mas não é pela via do empobrecimento geral, destruindo toda a melhoria efectuada nas décadas anteriores, amarfanhando a pouca auto-estimativa e poupança dos Portugueses. Só os Portugueses podem construir um Portugal melhor. Só as empresas Portuguesas podem produzir um Portugal melhor, devidamente enquadradas pelo Estado, não garrotadas por ele.

Sócrates andou a brincar aos primeiros-ministros! A cometer erros sobre erros à custa dos Portugueses. Com arrogância, jactância e paternalismo! Hoje, apercebendo-se do autismo e dos erros cometidos até já se tornou um comercial vendedor de computadores!

E apoiou os grandes grupos económicos (quase todos especulativos) contra as pequenas e médias empresas (destruindo o equilíbrio das cidades), contra a classe média que crescia e se alargava em Portugal, criando um regime mais desigual, fazendo precisamente o contrário daquilo que apregoa e um socialista devia fazer, sob o falso e bisonho argumento do socialismo moderno.

A solução para Portugal é uma diminuição dos custos de contexto! E isso significa diminuir o Estado, diminuir a "burrocracia". Criou as lojas do cidadão? Pois criou, mas entretanto os tiros nos pés sucedem-se! O retrocesso chegou! A burrocracia dos fazedores de leis a metro, totalitários no espírito, democráticos só na língua, ocasionam (como exemplo) filas de horas para se renovar a carta de condução, porque uns senhores se lembraram de obrigar os cidadãos a renovarem-na vezes a fio! O mal no Estado mantêm-se: impede a economia de funcionar, de se tornar mais competitiva, de combater com as mesmas armas no mercado internacional.

A segurança social é outro exemplo. Para manter o sistema, retiram-se subsídios de desemprego, muda-se a lei laboral para promover a desprotecção social, obrigam-se as pessoas a tornarem-se prestadores de serviços e a pagar para a segurança social não lhes dando protecção de desemprego. O objectivo não é o equilíbrio do sistema, o objectivo é a continuação de chorudas reformas. O sistema não é democrático!

Gente a quem deixam sem o mínimo de proveitos, desempregados sem subsídios, recibos verdes sem subsídios ... e viagens de deputados a subir, mordomias a subir, roubos descarados na E.M's e similares ... empresas e empresários afogados ... autismo declarado ... se apoiava um golpe de Estado? Não sei! Sei que a Constituição da República Portuguesa consagra o direito à justiça e à indignação ... e esses direitos estão-nos a ser sonegados por uma classe política rasteira e vilã! E esse dado, esse sim está consagrado!

Como a estupidez anda à solta e a deturpação é um exercício, gostaria de acrescentar que apenas apoiaria um auto golpe de Estado pacífico e ... mental (das consciências), onde a estupidez, a corrupção e a ganância fossem substituídas pela honradez, a justiça, a igualdade e a esperança ... mas esse, verdadeiramente democrático, estará sempre a mil-anos luz, numa qualquer unidade de missão, desprovida de brilhantes assessores, aferrolhoada numa qualquer catacumba para nunca ver a luz do dia!

Políticos diferentes precisam-se: honrados, com sentido de justiça, com sentido de missão e, esses, estarão sempre a salvo de gente injustiçada e desesperada!

APLAUSOS PARA ANA GOMES

?

VARINHA DE CONDÃO


Pudesse eu ter uma varinha de condão
e tudo o que nos incomoda,
e é excremento,
seriam definitivamente varridos da terra!

Pudesse eu ter uma varinha de condão
e esta criança,
nascida ao mesmo tempo que outros meninos,
menino ainda rosado e puro,
não se pareceria nunca mais
com aqueles meninos-velhos gordos,

sudentos e anafados,
que se realizam a semear a tristeza

entre os presentes,
com os seus grandes tridentes
em forma de grande

e reluzente cifrão
que tudo ceifa,
metendo o garfo em toda a seara!

Pudesse eu ter uma varinha de condão,
e decretaria que todo o novo homem
só se realizaria na solidariedade e amizade!

Pudesse eu ter uma varinha de condão,
que se sobrepusesse à varinha de mandão
do outro homem,que da solidariedade
só conhece a espada e o bastão,
a força e a ilusão
do seu desmando,

pudesse eu ter uma varinha de condão
e a fome, a violência, a corrupção e a guerra,
eram apenas formas de canção
em tom piano,
fininho, fininho,
até à extinção e explosão
num grande solfejo!

COMO SERIA ESTA CIDADE, LISBOA ... COM GENTE!



Olhar de forasteiro é sempre mais benevolente!

Mas, ao menos, podia viajar montado na minha bicicleta camarária, sem tropel ou atropelamento e com a doce ignorância do desconhecimento ... da miséria, do aproveitamento, da insensibilidade e da ganância!

A luz e o sol da nossa cidade, é verdade, é a nossa coroa e o nosso encantamento, mas reflecte tão mal na pobreza e no abandono de uma cidade nua, despida ou vestida de ... velha abandonada doente!

É Lisboa, uma cidade, ou apenas um ajuntamento à hora de almoço?

TEATRINHO BUFO DE PORTUGAL

Do dono do cavalo não nos haveremos de esquecer.
Quando menos esperar, espera-o um valente coice, pois quem trata mal os seus animais, ao reino dos mesmos não merece pertencer!


Arre, arre meu burrinho
que as costas vou-te alforjar,
quanto menos dinheirinho,
maior a leveza no andar!

Dou-te há vinte, trinta anos
mais três, quatro ou cinco,
mas tiras de cima dos manos
por conta, os mesmo cinco.

Não vês que fico indignado
com o patrão do moinho,
porque eu não sou o zangado
sou amigo do pequenininho.

Por conta da tua jactância
quando nada te fizer esperar,
com enorme elegância
valente coice te vou dar.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

E A VIDA AQUI TÃO PERTO

Mais um ida e regresso a uma melhor irmandade.

Barcelona estava quente, nestes idos de Outubro, mais quente que Lisboa! As praças e ruas cheias, os restaurantes e cafés nem tanto, as ruas quadriculadas e direitas decoradas de indígenas saracoteando nas "pasteleiras" do ajuntamento. Havia um ténue cheiro a crise, embora a cidade cheirasse a vida! Mas um cheiro leve, tão diferente da tristeza e do cheiro a injustiça do nosso ajuntamento!

Barcelona continua a ser uma cidade acolhedora, organismo vivo tão distante desta linda Lisboa, morta, sem vida, destruída por multitudes de homens e Gebalis que a crucificam, que a parasitam, que a sugam como vampiros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ERCS E O REGRESSO DA CENSURA

Liberdade de imprensa: Portugal desce no ranking!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

OBVIAMENTE DEMITA-SE!


«O ministro Vieira da Silva citou esta terça-feira dados da União Europeia para sustentar que entre 1995 e 2006 Portugal foi o país que mais reduziu a taxa de pobreza, contrapondo que os dados da OCDE estão desactualizados».

«Vieira da Silva afirmou ainda que as políticas do Governo para o combate à pobreza estão a passar por uma aposta «na melhoria dos salários», lembrando, depois, o acordo em sede de concertação».

Ter compatriotas destes, é duro, muito duro! Num dia em que Sócrates, primeiro ministro de Portugal e não do P.S., vira as costas ao País, assumindo com vigor as jornadas parlamentares do seu descaracterizado partido, Vieira da Silva perante os dados da OCDE e a constatação na dura praxis dos cidadãos, nega a evidência que todos os seus compatriotas sentem na pele!

Ou se calhar não são todos, sobra num pequeno pedaço da Lusitânia um pequena tribo de gente esforçada a quem a poção mágica de um mágico druída lhes dá sucesso, força e aumentos acima da inflacção!

Mas ainda, mais grave, é a perda de 200 milhões de euros do fundo de estabilização da segurança social, investido em capital especulativo e definitivamente perdido.

Quem se demite, quem é o responsável deste crime económico quando se esbulharam empresas e empresários, que por perda de dados da segurança social, foram espoliados pela mesma e obrigados a pagaram em duplicado.

SOFRIMENTO DIVINO

«Uma mulher de 57 anos foi detida pela PSP, no Bairro do Lagarteiro, há cerca de uma semana por não ter pago uma multa de 50 euros, confirmou o PortugalDiário junto de fonte policial.»

Essa mulher é nada mais nada menos que uma ... freira que não pagou uma multa de 50€, por falta de bilhete em transporte público!

Entretanto cometem-se as maiores malfeitorias no financiamento de partidos políticos, criminosos violentos são soltos ... Não está em causa o Estado laico, está em causa o Estado "Animal", desproporcional, desumanizado e desrespeitoso!


L' EUROPE DES CITOYENS




Quais são as semelhanças entre Nicolas e o grande Louis de Funès para além da nacionalidade?

É que ambos serão sempre lembrados como uns grandes ... pândegos!

SOCIALISMO MODERNO, SOCRATIANO

«O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, considerou esta terça-feira «injusto e imoral» o aumento do fosso entre ricos e pobre em Portugal, segundo um estudo divulgado pela OCDE, noticia a agência Lusa.»

ACONCHEGADOS

Curiosíssima esta imagem que nos dá a noção exacta das duas grandes concentrações populacionais Portuguesas, as duas megalópolis, a grande Lisboa e a grande Porto (e o traço Algarvio), de dimensão praticamente idêntica à grande Madrid e à grande Barcelona, a concentração no litoral e a existência de um grande buraco negro, que não só afecta a Estremadura Portuguesa mas também a Espanhola.

O PAÍS DOS TODOS RALHAM E TODOS TÊM RAZÃO


«O líder do BE Francisco Louçã afirmou segunda-feira à noite que «o único responsável» pela crise em Portugal é o «Governo de José Sócrates», que ao longo dos anos «tomou as decisões erradas».

«O único responsável essencial, que tomou as decisões erradas, chama-se Governo de José Sócrates», acusou, num encontro com militantes do BE realizado em Gaia, onde disse lembrar-se do líder do PS «em 2005, na campanha [eleitoral] fazer aquele ar espantado porque se tinha sabido que o desemprego tinha atingido os sete por cento».

«Dizia ele: não pode haver melhor prova da incompetência das políticas económicas que sete por cento de desemprego. Estamos em oito por cento», acrescentou Louçã.

O coordenador do Bloco considerou que se atingiu «um nível histórico: há três anos que estamos nos máximos dos últimos 30 anos» e alertou que os máximos de hoje podem ser os mínimos do futuro.»

Pode-se discordar de muito do que diz Louçã e da sua forma agressiva de fazer política. Mas que a verdade dói, dói!

O drama de Portugal é que a estas verdades indesmentíveis, a praxis política do bloco de esquerda agravaria ainda mais os problemas. A não ser que a ideologia exacerbada não correspondesse à posteriori a praxis política. O grande drama é não se perceber que ao Estado o que é do Estado, ao empresariado, principalmente aos pequenos e aos médios, o que é do privado.

Estranhissimo também, no Bloco, o facto da grande maioria dos seus dirigentes, embora com formulações agressivas de esquerda quase radical, muitas delas correctas na sua constatação, pertencerem à maioria de privilegiados Portugueses com bons ordenados e rendimentos.

O que é preciso em Portugal é as energias voltadas para o trabalhar não para o constante "bitatar"!

MÁRIO, MÁRIO, MÁRIO ... CRESPO!
E TU, VÊS ALGUMA COISA COM ESSES ÓCULOS? ... MÁRIO, ... MÁRIO ... CRES...


Imagine all the top people ...
«2008-08-04
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.»

Dez por cento? Porque não trinta, quarenta ou cinquenta ... e o sorriso voltaria a estas bocas, todas elas, até a quem perderia os trinta, quarenta ou cinquenta %, porque usufruiriam do contacto da alegria dos outros ... rostos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ESTA A REALIDADE, NOSSA AMADA!

Esta a realidade ex-post, nossa amada, da governação Pinto de Sousa, escondida e deturpada por todos os "cães de fila" dessa "fraude monumental em forma de propaganda".

Já o sabíamos, já o prevíamos, os dados aí estão cruéis e significam: gente desempregada, desesperada, classes médias desamparadas, desempregados e recibos verdes desamparados ... fruto da arrogância, desprezo, autismo, incompetência, manipulação, erros crassos e fundamentalistas, ...
a ler com a devida vénia de ...

LÍDERES EUROPEUS À PROCURA
DA RESOLUÇÃO PARA A CRISE

CONNOSCO OS PUTOS VÃO SEMPRE ATRÁS!

- Connosco, os "putos" vão sempre atrás!

FAÇA-SE PORTUGAL!

Se Pinho tenta destruir os contribuintes com milionários gastos de pseudo promoção de Portugal, se a marca Allgarve se passeia pelos Euroturismos, pergunta-se nesta altura de aprofundamento eleitoral da abstenção, para quando a criação do Partido Portugal, aquele que fala para todos os Portugueses e não para minorias e clientelas partidárias?

O SISTEMA DE CLIENTELA
E OS NOVOS WORKLESS

Cada vez mais as relações sociais em Portugal parecem recuar aos idos do período Romano, com as formas de protecção e de responsabilidade entre grupos menos e mais poderosos que dava pelo nome de sistema de clientela.

Estas teias de relação mutuamente dependentes e eficazes que subiram como que por eflúvios por todo o período feudal, proporcionando a uns protecção e a outros prestígio pela protecção que exerciam, este clientelismo que andava de mãos dadas com o reconhecimento público do mérito individual, subjacente a essas teias de relação, esta celebração da excelência, nas artes da guerra e da paz, deram lugar ao mérito partidocrático nas artes do emprego, da riqueza e da pobreza, à guerra partidária que não ideológica, que essa parece ter chegado ao fim da história pelo rolo compressor do quarto poder e do materialismo e da materialidade, baseado nas clientelas do estado de partidos.

Fora destas clientelas já não há mérito que resista, fora dela desenvolvem-se teias de novos desprotegidos, novos sem abrigo, os novos "homeless" ou "workless", párias da sociedade, sem direito à sobrevivência no seio da teia da sociedade clientelar de partidos.


A NAÇÃO EM DECRESCENDO


A analisar com atenção o boletim do instituto de estudos demográficos Franceses, para perceber o caminho descendente da nossa insignificância no palco mundo no ano 2025 (daqui a 17 anos), e a visão obtusa e de palas que nos tem norteado, relativamente a um dos assuntos mais graves e a que pouco se dá atenção.: a demografia nacional!

Alguns acham que é abrindo o país à imigração, que o problema se resolve, outros como eu desesperam por políticas activas de natalidade, mas também políticas activas de desincentivo da emigração Portuguesa. Não faz muito sentido escancarar as portas à imigração (que não é em si se equilibradamente, negativo), mas deixá-las escancaradas aos nossos jovens (dando-lhes um empurrão em forma de piparote) no sentido inverso. A não ser que se pretenda a breve trecho um Portugal totalmente sem identidade!

Para isso, no entanto, há que reformular todas as políticas a montante, a saber: as salariais, as respeitantes aos apoios às pequenas e médias empresas, em detrimento da quase exclusividade das grandes multinacionais criadoras de riqueza aparente (porque a prazo), percebendo que uma política onde o estado detém quase 50% da riqueza nacional está talhada para o insucesso. Positivo, apenas, se real, se não fazendo parte do "show off" institucional, a aposta nas creches públicas!

Ver, então, como Portugal caminha dos 10.700.000 habitantes de meados de 2007 para os projectados 10.400.000 em 2025.