sábado, 15 de novembro de 2008

NÃO ME COMPROMETAM!


Quando se percorre algumas opiniões de ex-quaisquer coisa deste país, chega-se à feliz e estonteante conclusão que Portugal é um país extraordinário, verdadeira pérola, estereótipo e "o berço" da mão invisível.

Aqui neste vaporoso, esponjoso e escorregadio lugar, ninguém viu nada, ninguém sabe nada, ninguém contribuiu para nada, ninguém é responsável por nada!

No tribunal da opinião pública onde ex-post, ex-acto(s) se movimentam, estarrecidos por uma humanidade que desconheciam, é vê-los verdadeiramente surpreendidos, quantas vezes incomodados, com o resultado dos seus próprios ... erros e barbaridades!

Ah, "ganda" quintal à beira-mar pasmado! Será por isto que cada vez mais nos convencemos que a única necessária e útil qualidade do político é o bom senso!

E será por isto, também, que a srª ministra quer à viva força, de forma afinal não sinistra, conjugar o verbo ... avaliar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CRESCIMENTO DUPLICADO A TREZENTOS E TRINTA E TRÊS ANOS!

«No terceiro trimestre deste ano Portugal escapa ao cenário de recessão ... Tudo indica que a economia portuguesa apresentará crescimento de 0,3%»

Podem os do salário mínimo espumar de felicidade. Daqui a trezentos e trinta e três anos, quatro meses e alguns dias, a este frenético ritmo, poderão auferir perto de 900€.

Comiseração estatística, indigência estatística ou apenas política e assessoria política ... À PORTUGUESA?

DAS DUAS ... TRÊS!

«Com Nicolas Sarkozy no leme e uma notável sede de protagonismo, a União Europeia aposta forte nesta reunião, procurando imprimir um guião transformador à reunião. Bruxelas quer elevar o FMI a ‘pivot’ da supervisão financeira, apertar cerco às agências de ‘rating’, harmonizar regras contabilísticas e deixar tudo às claras – produtos, instituições e estados debaixo de regulação. Um economista da Universidade de Maryland, Peter Morici, sintetiza à AFP o pensamento americano: “Os europeus têm expectativas irrealistas; aqui não há apoio para uma regulação à europeia que conduza a 10% de desemprego e 1% de crescimento”. De Washington a tónica continua a ser mercado livre.»

A pensar, fortemente, nas opções! O que é que preferimos? Ou haverá uma via média entre um mercado aparentemente desregrado e à mão de gente sem escrúpulos, e um mercado demasiado estrangulado, com altas taxas de desemprego e crescimento? Aquilo que eu preferia era uma nova geração de políticos, diferentes de Sacorzy e quejandos.

Sobra, assim, aos homens a esperança Barac Obama (pelo menos enquanto não responsável ou simples mito sebastiânico!).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

AS PIRITES DO DESEMPREGO

«Norte atinge número recorde de 186 mil desempregados»


E o Sul, e o deserto fronteiriço e as grandes metrópoles? Para um observador atento da realidade a situação actual já se adivinhava pouco depois da entrada deste governo em funções. O excesso de regulamentação e controle governamental, o ataque constante ao micro e pequeno tecido empresarial, a obsessão destruidora do défice, assim como a total dessintonia do país real com o país imaginário e dirigista do governo Sócrates, apenas em sintonia e vista grossa com as grandes empresas, levaram o país a este estado caótico, agora agravado pela crise internacional. Os números aliás devem pecar, em muito, por defeito, dada a vaga de emigração que já assola inúmeras regiões de Portugal.

Sócrates já devia ter aprendido, se quisesse confirmar a asua autoapregoada inteligência, que o país é pequeno demais para se esconder de si próprio. O que é triste, é que os últimos 20 anos tenham representado uma aproximação de Portugal aos seus mais directos parceiros, estando agora pelo retorno ao empobrecimento de uma parte substancial da sua população todo o capital necessário para o "take off" de mentalidades e inercias desbaratado! Não há nada pior para o afundamento de um país que uma parte substancial da sua população a contar os tostões até ao fim do mês! Ou o aparelho de propaganda de Sócrates consegue negar esta evidência?

Aquilo que se pergunta é: porque é que em Portugal os governos são cegos, surdo e mudos e teimam em governar não ouvindo as preocupações daqueles que deviam representar e proteger? Para quem olha à sua volta, pensa pela sua cabeça e não se deixa enganar, percebe que a falta de preparação democrática e de conteúdo de Sócrates só poderia degenerar nesta situação. Pode-se manipular muitos durante algum tempo, mas não todos a todo o tempo!

Para além de alguns poucos passos dados, embora com uma sanha louca de intervenção e legislação, o duo Sócrates/Pedro S.Pereira (como evidente figura parda), pouco acrescentaram ao País de positivo que algumas pseudo aproximações de justiça remunerativa público privada, muito menos que o mais negativo, um País desmotivado e medroso por tiques de prepotência, alicerçado na visível impreparação, cultural, profissional (e numa ética própria Socratiana) para primeiro-ministro.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

OS SINISTROS

«Alegre está sempre disponível a dar razão menos ao Governo»

Já se tinha percebido que Sócrates tinha um problema grave de má convivência com a humildade. Isto para não falar da má relação com o ensino e com os professores.

Incapaz de se retratar tem de haver por detrás deste traço de carácter, uma frustração, um trauma, algo que o tenha marcado para a vida, tornando-se um case studie dos políticos da "sua geração" conflituosos, tortuosos, infelizes e que espalham a infelicidade.

Noutros tempos, graças a Deus já passados, nos tempos dos homens de carácter e de coragem, Sócrates acabaria mal, por já há muito ter saltado por uma qualquer janela, ajudado por exasperados conspiradores ou amigos da Pátria.

Assim, será um case studie de um político da "sua geração" muito parecido com políticos de gerações totalitárias de um poder velho, passadista e criminoso do "quero, posso ou mando", podendo-se gabar de ter levado a política a parecer-se mais com os velhos, novos, anos trinta.

Para um político que está no poder "fraudulentamente", porque a mentira é uma fraude, é obra e ficará nos anais da democracia pouca ou nada representativa e participativa.

A diferença entre Alegre e Sócrates é que Alegre acredita no socialismo, Sócrates acredita no poder do umbigo.

CONSTÂNCIO O DISPENSADO DE AVALIAÇÃO

E viram-lhe os tiques?
O faz que não com os olhos?
O menear de cabeça de criança apanhada em falta?
A ironia no céu da boca?
O revirar de olhos e as ondas no ar?

Quanta ingratidão, meu Deus, para com este ser supremo!

Entretanto, onde param as minhas poupanças reforma, suor do meu corpo, roubadas pelos senhores do capitalismo popular?

Possivelmente, em algum paraíso fiscal ou em algum bolso, direi eu!

A CONDIÇÃO MILITAR VISTA POR UM CANUDO


Se é verdade que há muitos militares (não serão estes oficiais e sargentos profissionais necessários em caso de recrutamento generalizado, porque ainda não foi decretado o fim da história e as guerras vivem de "Kondratieffs" de mau estares e injustiças generalizados), também é verdade que há demasiados advogados para demasiados Portugueses sem acesso à justiça, porque excluídos dos rankings dos mais afortunados de Portugal.

Aliás penso que há infelizmente mesmo para alguns Portugueses, demasiados Portugueses incómodos no trânsito, no espaço público, na palavra e na expressão de egos e indiferenças do tamanho inverso do conhecimento dos outros.

A palavra de ordem, então, será aquilo que há de menos em Portugal: o respeito, a humildade, o estado de graça da "Baracobamização" necessária de Portugal?

Assim, a quartelada, será assim a expressão do mau estar da relação de uns com outros, construção de um mundo de uns e outros, e que alastra a cada vez mais desafortunados na relação directa da fortuna de poucos, "com as armas que temos nas mãos"!

E é nesse espaço que se enquadram os militares. Num mundo virtual, virtuoso e justo, seriam por certo, e por tudo, excedentários! Assim, abramo-nos aos outros e desconstruamos esta nova frase constante do aburguesamento indiferente: temos pena!

Será que vivemos e criámos para nós e para os outros o melhor dos mundos, ou será que traímos no caminho, com medo do reflexo da nossa imagem, as nossas esperanças !


NASCI PARA TE INFERNIZAR A VIDA

«Deverá, agora, suspender:
· A elaboração escrita do Plano de Aula assistida?
· A entrega do mesmo?
· A assistência da aula?
· A elaboração do Portfólio?
Deste constam:
1. O Projecto Educativo de Escola;
2. O Plano Anual de Actividades;
3. Os programas das disciplinas e níveis que lecciona:
4. A Planificação Anual das disciplinas e níveis que lecciona;
5. A Planificação Trimestral das disciplinas e níveis que lecciona;
6. A Planificação das Unidades didácticas das disciplinas e níveis que lecciona;
7. As grelhas de avaliação, a partir das quais vai ser avaliada;
8. A redacção da reflexão crítica de todas as aulas que deu até ao momento;
9. A redacção da reflexão crítica de todas as leituras que fez até ao momento,
10. A análise dos resultados anteriores dos alunos, para verificação do cumprimento da taxa final de sucesso escolar.
11. Não constam as taxas de abandono escolar, por terem sido consideradas desprezíveis nesta Escola.»

Portugal está cheio de uma espécie de gente "pequenina" que para fugir ao "trabalho criador de riqueza" se refugia numa espécie de sacrosanta "ética" reformadora e reformuladora.

O País avança pois nesta linha pequenina, a linha da "burrocracia" da hierarquia mandante, que para fingir que não faz coisa nenhuma delicia-se com a feitura de pérolas "aos seus porcos"

E, é por isso, que andamos todos a "grunhir" há muitos anos!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

À VOL D' OISEAU

«Com o beneplácito do PORTUGAL DOS PEQUENINOS»
«A presidência francesa da UE quer à viva força "obrigar" a Irlanda a ratificar o malfadado "tratado de Lisboa". Como não é possível ao respectivo e crédulo primeiro-ministro irlandês, a braços com uma recessão, chamar os seus concidadãos a repetir o referendo para ver se dá "sim", brilhou na cabeça dos mandantes da UE a possibilidade de o Parlamento local "mudar" a constituição de forma a que a aprovação do "tratado" possa ser realizada a preceito. A União Europeia é suposto ser um espaço de liberdade e não um imenso campo de sentido único, atafulhado em burocracia e articulados mistificadores. Infelizmente tem sido este último o caminho escolhido pelas digníssimas cabeças que gerem a coisa e onde pontifica a nossa glória nacional, o dr. Barroso. Sarkozy quer o seu "momento Pirâmide do Louvre" à conta da pobre Irlanda. Não chega lá. Não vale a pena.»




O mundo é e continua isto!

Depois de um período brando de aparente felicidade face à bruta adversidade da segunda guerra mundial, o homem voltou ao seu melhor. À estupidez natural, ao olhem para mim, que eu é que mereço a condecoração ... à insensibilidade, à individualidade!

Nova guerra precisa-se, com urgência, mais bruta e brutal que as anteriores, alicerçada na maldade ainda mais bestial do homem mais civilizado e mais maquiavélico, de artes cada vez mais requintadas, nova guerra precisa-se que o mundo está a precisar de se encontrar com a dor e humanidade de si próprio!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

RESPOSTA AO GURU DA ECONOMIA CÉSAR DAS NEVES

Para "o microeconomista" César das Neves a solução é simples. Mantenha-se os ordenados minímos a nível da miséria, pois assim o equilíbrio do mercado rapidamente se dará com alguns milhões a morrerem de fome. Aí, então, os ordenados subirão por equilíbrio natural!

Mas, César das Neves, não haverá outra solução diminuindo as ganâncias secularmente instaladas, destruindo monopólios, custos de contexto, aumentando produtividades por via de minímos reais de subsistência? Onde está o mercado perfeito justo redistribuidor? Será este possível na sociedade da desigualdade dos homens, nos homens desiguais e na ganância, na relação do homem lobo do homem? O mundo já não é do "Magalhães", o mundo será dos filhos do "Magalhães"!

Não é essa a esperança corporizada em Obama? Um mercado mais amigo da igualdade, contribuindo para a felicidade dos povos? Ou temos que continuar a comer e calar, sob a falsa candura e inexorabilidade dos mercados os milhões das Edp´s, Constâncio´s, Teixeira Pinto's, Cadilhe´s e muitos outros milhares de exemplos de um mercado dito perfeito?

Se se "decreta" o fim da história porque é que não se decreta o fim da desigualdade?

Ah, pois é, só algumas "patifarias" é que se fazem por decreto! Uma nova democracia precisa-se!

OBVIAMENTE, VÁ-SE TRATAR!

De tanta luta política este governo ensandeceu de vez! Do excesso de "porreirismo" de António Guterres, passou-se para o "porreiro pá musculado, arrogante e autista" de Sócrates e da sua equipa, contaminada pela arrogância do "patrão". Não se pode governar contra as pessoas! Não se pode mesmo querer impor modelos sob um falso manto de Cristos salvadores! Duas, três, quatro pessoas não podem mesmo querer pensar melhor que centenas de milhar ou milhões que dizem representar! A democracia representativa está em perigo, por uma "clique" que se legitimou na mentira. O simplex degenerou em "burrocracia", diz-se uma coisa e faz-se outra! Nunca tão poucos, dificultaram a vida a tantos, em tão pouco tempo!

Quem se legitima na mentira não tem legitimidade nem representatividade, quanto mais moral, para se achar mandata!

As palavras de Valter Lemos sobre o novo estatuto do aluno e as manifestações de desagrado são exemplo disso.

«Significa que as faltas deixaram de ser um direito. Não há um direito a faltar. A assiduidade é um dever que tem de ser cumprido pelos alunos», afirmou o secretário de Estado da Educação.»

Pois é, sr. Secretário de Estado, não há um direito a faltar! Mas também não há o direito à punição e ao castigo cego! Não se pode estar doente? A partir de agora, doentes levantai-vos e andai! Obviamente, sr. Secretário de Estado o sr. e a sua equipa estão a precisar de se irem tratar! Pare, afrouxe a sua frenética hiperactividade normativa! Vá para fora cá dentro! Há quanto tempo é que não tira umas férias?

domingo, 9 de novembro de 2008

DEFINIÇÃO DO POETA


Excelente Eloah,
a definição do poeta,
o poeta e o momento,
porque na poesia da vida
e na vida da poesia,
está a vida encarcerada
numa longa e funda escarpa,
onde só escapa...
alcandorada pela maresia,
a rainha das rainhas,
a nossa formidável ...
poesia!

E o que seria a vida,
mecânica, nua e trágica,
sem a mágica desse instante,
vida só, pobre e fria
descarregada de poesia?

E a rosa é o abraço,
um miminho da poesia,
ténue traço,
formidável e esparsa via,
desta insólita emérita raça,
provida da vida que cria!

Que a vida te continue a fluir,
desta única e bela forma,
porque o poeta é o momento,
com o poder do iluminar...

feliz forma de evangelizar
desprovidos e infelizes,
alegre e única forma
de caminhar desfrutando,
pelas praias da poesia,
semeando nossas raízes...

desta nossa curta,
mas feliz e trágica vida,
sempre em forma de despedida!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MUDAM-SE OS TEMPOS, MANTÊM-SE OS VÍCIOS

Ao ler More, Thomas, enunciar que uma sociedade estruturada hierarquicamente não pode constituir um commonwealth virtuoso já que em todas as hierarquias, são sempre os piores que ganham poder e o usam em benefício próprio, para além da existência das hierarquias encorajar o orgulho, que é o pior dos vícios, já que destrói todo o sentido de justiça e equidade, pergunto-me: afinal estamos assim tão perto de 1535?

T.M.:
- O orgulho é lixado, vicia e inebria, dá-nos uma falsa sensação de superioridade sobre os outros, de imparidade, tão inteiramente ignorante e mesquinho de gente fraca!

P.S.:
- Mas e as hierarquias?

T.M.:
- As hierarquias tem de ser hierarquias paritárias de verdadeira superioridade moral e humanitária! Todo o resto não são hierarquias, são orgulho de poder em comprimido!

P.S.:
- Mas desconfio tanto dos moralistas!

T.M.:
- Desconfias, desconfias porque verdadeiramente só conheces ... os falsos moralistas!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, NÃO ME DEMITO!


«Constâncio reage a acusações de Miguel Cadilhe
BdP diz que erros no BPN foram detectados antes de actual direcção»

Na luta dos privilégios do que é de todos, os privilegiados defendem-se e os que o querem ser atacam-nos.

Num país de valores o obviamente demito-me também se exercia. Mas este não é um país de valores, nem um país onde se percam privilégios!

À cause de ça quem é que se lembra dos pequenos accionistas e das suas pequenas poupanças, carne para canhão do apregoado capitalismo popular, que devia ter nas entidades de supervisão os seus defensores ?

SOCIEDADE A VÁRIOS TEMPOS

Vindo da SEDES o rapto:

«Quando as eleições despertam no horizonte em Portugal, logo os partidos políticos mais importantes tratam de reivindicar uma parte daquilo a que erradamente chamam “sociedade civil”: personalidades com destaque nas respectivas profissões ou actividades são convidadas a integrar grupos, grupinhos, movimentos, missões e quejandos; neles reflectem e opinam sobre o futuro da governação e o destino das estrelas.»

É verdade! O rapto dos cidadãos não é muito diferente do rapto da Europa, uma espécie de rapto iluminado e voluptuoso, onde se congregam mitos e forjam incertezas e demasiadas certezas identitárias.

E essa é a originalidade Portuguesa! A sociedade da angústia identitária, é angustiada porque é frágil de pequena, muralhada e não partilhada.

Porque não somos uma sociedade e muito menos uma comunidade, somos um conjunto de esparsas, desconfiadas e fechadas tribos de Lusitanos, sedentos e orgulhosos de si e esquecidos dos outros, ordenadas por pequenos e astutos Viriatos, sempre com medo do partilhar da gamela e da traição dos seus também pequenos e astutos lugares tenentes.

Abra-se a sociedade à sociedade e talvez de lá saia uma inevitável e estrondosa surpresa ... a verdadeira comunidade Portuguesa!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

666: O APÓSTATA DA LUSITÂNIA



O Magalhães é J.P.Couto, sou eu, és tu, é Português, Europeu, Ibero, Americano, Ibero - Americano, Global, Universal.

O Magalhães é esmurrado, abanado, dependurado, assaltado, esbofeteado, derrubado, ridicularizado, bebe, chora, ri, fuma, até arrota, defeca, desconversa, irrita, impreca, calúnia e arrota: porreio, pá, porreiro!

O Magalhães é incapaz de bondosas emoções, ferve em pouca água, incógnita e preconceita, manipula e batota, mente, é triste, é mau, é vilão, é a besta, é tomado do demónio, exorcista, simulado, farsante e disfarçado, mal amado, é oportunista pela calada, é cínico, é hipócrita, é apóstata, tudo isto é o Magalhães!

O Magalhães é o que tu quiseres ser: criança, ancião, sábio, poeta, jornalista, celebridade, artista, mágico, palhaço, escritor, vendedor, o estado democrático, engenheiro e até ... primeiro-ministro dos outros pequeninos Magalhães!

A TESE DO PORTUGAL DOS PEQUENINOS

Da tese e da recensão do Portugal dos pequeninos , a antítese desta Causa Vossa:

P... que finalmente perceberam quem é o P. Sousa e a sua iminência parda. Como os gatos, só sai de noite e foge do dia, para não se lhe ver a "cor da pele". Articula e gesticula, mas tudo lhe sai nasalado e descompassado pelo nariz! E acreditem quem viu e quem me contou, que não é bonita de se ver!

Cheira tanto a sapo que queria ser boi!

Mas a peçonha continuará por mais cem anos, porque do outro lado a M.F.L., já ressona mais que entusiasma e o Zé Portuga, ressonará com ela por mais cem anos!

Não há já aí um sapo "pront à porter", já devidamente transformado em Princípe?

A EUROPA PÓS-SHUMAN E J.MONNET OU
QUO VADIS EUROPA FILHA MIA?

Sendo eu agora já quase um apóstata da "Nova Europa", NESTES TEMPOS DO NOVO MITO DA EUROPA, "FILHA MIA" RUMANDO A NOVAS PARAGENS RAPTADA POR NOVO MARIDO, "entreolham-se-me" as entranhas de ler a estranha unidade da Europa.

A crise financeira mundial é grave e global, é um facto! A crise é mesmo real, mas de uma realidade feita de um estranho pavor, de uma espécie de "monstrengo do fim do mundo", de um pavor de "perda de valor do vil metal" (mas será que já ninguém se lembra de Lavoisier, "nada se perde tudo se transforma" ... ou neste caso retorna!), perdido em "bonds e futuros", tão longe do padrão metal!

Por um canudo vejo também a minha parcela de poupança do capitalismo popular a definhar no medo irracional ... mas não me assusto (ou devia?)! Pois no mercado, do desespero à euforia vai um passo! Será, assim, desta vez ( pelo menos foi o que in illo tempore me ensinaram em economia, sobre a volatilidade dos mesmos)?

Mas o que mais me revolta as entranhas, é a Europa Orwelliana do "todos são iguais mas alguns são mais iguais que outros", a Europa a 4 vozes e meia ou a 4 velocidades e meia (mesmo que escondida a malfeitoria dos directórios nos meandros do G8), a União do "puto" (e aí vai ele montado no seu novo libré!) a 23 mais a Europa BBMS (Berlusconi,Brown, Merkel-Sacorzy - que bonito casal este par dava!), e ouvir o diáfono "linguarejar multicultural" de Merkel à agência EFE:

«Merkel diz que reunião do G20 deve trazer soluções à crise»

Berlim, 29 out (EFE) - A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que a próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Washington não deve ser apenas uma reunião, mas dela deve sair um "mandato claro" para que sejam fixadas as novas regras dos mercados financeiros.

"Deve haver um mandato para que se inicie um processo de negociações", ressaltou Merkel no congresso anual da Federação Alemã das Empresas Atacadistas e de Exportação (BGA).

Essas negociações, ressaltou, não devem se prolongar "além de um ano" e, no final deste período, deverão ter sido marcadas
"as novas regras para os mercados internacionais".

Merkel considera ainda que a Europa (?) desempenhará "um papel diretriz" na cúpula do G20, grupo que reúne as grandes potências econômicas e as emergentes.

A chanceler alemã anunciou também que seu Governo aprovará na próxima quarta-feira um programa "muito definido" de fomento aos investimentos para atenuar o impacto da crise financeira.

As medidas de incentivo serão "muito definidas, corajosas e sustentáveis", afirmou Merkel.

A governante rejeitou reiteradamente a aprovação de um grande pacote de ajudas à economia, como pedem parte da oposição e do setor empresarial, mas não um pequeno programa de incentivos.

Entre as medidas previstas estão investimentos dedicados a melhorar a eficiência energética, por exemplo, no saneamento de edifícios ou incentivos fiscais no setor do automóvel.

A cúpula do G20 foi convocada por ocasião da crise financeira internacional e se desenvolverá entre 14 e 15 de novembro em Washington.

O G20 é formado pela União Européia (UE) (?), o Grupo dos Oito (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), além de Brasil, Coréia do Sul, Argentina, Austrália, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia.»

REPÚBLICA DOS DESESPERADOS

A propósito da mensagem do 4R-Quarta república e de alguns dos seus comentários:

«Falta de consideração...

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas abriu “guerra” à actualização em 2009 do salário mínimo nacional anunciada pelo governo, com a ameaça de que, se o aumento for para a frente, vai “determinar junto dos associados que não renovem os contratos”. Está em causa um aumento de 426 € para 450 €, ou seja, de 27 €. A ameaça abrange 43.720 trabalhadores com contratos a termo certo, de um total de 200.000 que auferem o salário mínimo nacional.
Considero inqualificável a total ausência de sentido de responsabilidade social retratada nas palavras daquele responsável.
O aumento pode gerar desemprego, mas abordar a medida da forma como o fez demonstra não apenas falta de tacto relativamente à justeza de um aumento ínfimo, mas também, do meu ponto de vista, uma imoralidade, por incitar publicamente à dispensa dos trabalhadores.»

Com todo o respeito pelos comentadores antecessores do artigo colocado no 4R, o que este senhor me parece que "queria" dizer era (reflectindo estados de alma, de desespero, de quem vê um governo que não governa para eles mas para um qualquer umbigo e garotice:

-Chega de liquidar, de inventar taxas, multas, de perseguir as pequenas e médias empresas, que num ambiente de dificuldade não suportam mais agravamentos, vindos de quem os devia apoiar!

Por outro lado, a resposta de outros será:

-Mas até é bom que as empresas acabem, revigora o tecido económico, cria um novo fenómeno de concentração, os mais fracos desaparecem!

E isto é que é o busílis, meus senhores: é que ninguém quer desaparecer, ou fazerem-no desaparecer (principalmente porque para além de enfrentar o mercado, ainda se tem de enfrentar o governo por nós eleito), e para mais num ambiente de depressão global.

E quando, um pequeno empresário que não vive dos impostos dos outros, vive do seu trabalho, paga a sua segurança social e depois apertam a sua empresa, lhe dizem: sóis os mais fracos, senhores!

Ah, não se esqueçam, também, gravidade das gravidades, como vivem depois se este Estado de "chulões" nem um subsídio de desemprego lhes dá: do ar, de consultadorias, de contratos viciados?

E é por isso que é muito, muito perigoso, sobrecarregar o tecido (e o desespero) das pequenas e médias empresas, só para manter os que vivem do Estado, risonhos e anafados! E mesmo, esses, a prazo sofrerão as consequências do desaparecimento das colectas dos primeiros! Ou aposta-se tudo na concentração dos grandes grupos económicos?

O prestigitador perante a diminuição das audiências e das sondagens tira, então, da cartola: que tal indignar-me com o que dizem os pequenos patrões, dá muitos votos e podemos continuar a "chular" ... ora venha lá mais multas para quem não paga o IVA daquilo que ainda não recebeu! É encher, meus senhores, é encher o saco do governo e dos deputados da nação!

É DIFÍCIL DE PERCEBER OS GRITOS DE DESESPERO, OU PREFEREM CONTINUAR A COZINHAR UMA NOVA COLIGAÇÃO MFA-POVO?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FIGUEIRA DE P.S. ... E OS BIMBOS SOMOS NÓS?


Geneologia de Oliveira da Figueira: trata-se de uma personagem portuguesa que, apesar de aparecer poucas vezes, consegue salvar Tintim e o Capitão Haddock de várias situações muito complicadas. É que, como bom português que é, Oliveira da Figueira é um rei do "desenrasca".

Invulgarmente esperto, este comerciante de Lisboa consegue vender tudo, mas tudo, mesmo em pleno deserto. Até mesmo areia ... já para não falar no M ...!

Ah, perdão isso é noutro álbum!

Aparece em "Os Charutos do Faraó", "No País do Ouro Negro", "Carvão no Porão" e "As Jóias de Castafiore", sempre a falar pelos cotovelos.

"GOLPE DE ESTADO MILITAR NÃO É UTOPIA"


Estranha notícia esta veiculada por Loureiro dos Santos, num aparente regime democrático, destes estranhos tempos de desespero e aflição! Mensagem, forma de pressão ou aviso por terceiros?

Seria estranho na Europa a 27?
Seria!
Seria injusto?
Talvez não!
E porquê?
Porque a iniquidade, a injustiça e o desespero campeiam ... e não só na família militar!

A quase esquizofrénica obsessão pelo déficit, a total incompetência do ministro das finanças e de Sócrates ao apoiar anos a fio diminuições reais de rendimentos, levou a este estado de coisas. A economia Portuguesa precisa de se tornar mais competitiva.

Mas não é pela via do empobrecimento geral, destruindo toda a melhoria efectuada nas décadas anteriores, amarfanhando a pouca auto-estimativa e poupança dos Portugueses. Só os Portugueses podem construir um Portugal melhor. Só as empresas Portuguesas podem produzir um Portugal melhor, devidamente enquadradas pelo Estado, não garrotadas por ele.

Sócrates andou a brincar aos primeiros-ministros! A cometer erros sobre erros à custa dos Portugueses. Com arrogância, jactância e paternalismo! Hoje, apercebendo-se do autismo e dos erros cometidos até já se tornou um comercial vendedor de computadores!

E apoiou os grandes grupos económicos (quase todos especulativos) contra as pequenas e médias empresas (destruindo o equilíbrio das cidades), contra a classe média que crescia e se alargava em Portugal, criando um regime mais desigual, fazendo precisamente o contrário daquilo que apregoa e um socialista devia fazer, sob o falso e bisonho argumento do socialismo moderno.

A solução para Portugal é uma diminuição dos custos de contexto! E isso significa diminuir o Estado, diminuir a "burrocracia". Criou as lojas do cidadão? Pois criou, mas entretanto os tiros nos pés sucedem-se! O retrocesso chegou! A burrocracia dos fazedores de leis a metro, totalitários no espírito, democráticos só na língua, ocasionam (como exemplo) filas de horas para se renovar a carta de condução, porque uns senhores se lembraram de obrigar os cidadãos a renovarem-na vezes a fio! O mal no Estado mantêm-se: impede a economia de funcionar, de se tornar mais competitiva, de combater com as mesmas armas no mercado internacional.

A segurança social é outro exemplo. Para manter o sistema, retiram-se subsídios de desemprego, muda-se a lei laboral para promover a desprotecção social, obrigam-se as pessoas a tornarem-se prestadores de serviços e a pagar para a segurança social não lhes dando protecção de desemprego. O objectivo não é o equilíbrio do sistema, o objectivo é a continuação de chorudas reformas. O sistema não é democrático!

Gente a quem deixam sem o mínimo de proveitos, desempregados sem subsídios, recibos verdes sem subsídios ... e viagens de deputados a subir, mordomias a subir, roubos descarados na E.M's e similares ... empresas e empresários afogados ... autismo declarado ... se apoiava um golpe de Estado? Não sei! Sei que a Constituição da República Portuguesa consagra o direito à justiça e à indignação ... e esses direitos estão-nos a ser sonegados por uma classe política rasteira e vilã! E esse dado, esse sim está consagrado!

Como a estupidez anda à solta e a deturpação é um exercício, gostaria de acrescentar que apenas apoiaria um auto golpe de Estado pacífico e ... mental (das consciências), onde a estupidez, a corrupção e a ganância fossem substituídas pela honradez, a justiça, a igualdade e a esperança ... mas esse, verdadeiramente democrático, estará sempre a mil-anos luz, numa qualquer unidade de missão, desprovida de brilhantes assessores, aferrolhoada numa qualquer catacumba para nunca ver a luz do dia!

Políticos diferentes precisam-se: honrados, com sentido de justiça, com sentido de missão e, esses, estarão sempre a salvo de gente injustiçada e desesperada!

APLAUSOS PARA ANA GOMES

?

VARINHA DE CONDÃO


Pudesse eu ter uma varinha de condão
e tudo o que nos incomoda,
e é excremento,
seriam definitivamente varridos da terra!

Pudesse eu ter uma varinha de condão
e esta criança,
nascida ao mesmo tempo que outros meninos,
menino ainda rosado e puro,
não se pareceria nunca mais
com aqueles meninos-velhos gordos,

sudentos e anafados,
que se realizam a semear a tristeza

entre os presentes,
com os seus grandes tridentes
em forma de grande

e reluzente cifrão
que tudo ceifa,
metendo o garfo em toda a seara!

Pudesse eu ter uma varinha de condão,
e decretaria que todo o novo homem
só se realizaria na solidariedade e amizade!

Pudesse eu ter uma varinha de condão,
que se sobrepusesse à varinha de mandão
do outro homem,que da solidariedade
só conhece a espada e o bastão,
a força e a ilusão
do seu desmando,

pudesse eu ter uma varinha de condão
e a fome, a violência, a corrupção e a guerra,
eram apenas formas de canção
em tom piano,
fininho, fininho,
até à extinção e explosão
num grande solfejo!

COMO SERIA ESTA CIDADE, LISBOA ... COM GENTE!



Olhar de forasteiro é sempre mais benevolente!

Mas, ao menos, podia viajar montado na minha bicicleta camarária, sem tropel ou atropelamento e com a doce ignorância do desconhecimento ... da miséria, do aproveitamento, da insensibilidade e da ganância!

A luz e o sol da nossa cidade, é verdade, é a nossa coroa e o nosso encantamento, mas reflecte tão mal na pobreza e no abandono de uma cidade nua, despida ou vestida de ... velha abandonada doente!

É Lisboa, uma cidade, ou apenas um ajuntamento à hora de almoço?

TEATRINHO BUFO DE PORTUGAL

Do dono do cavalo não nos haveremos de esquecer.
Quando menos esperar, espera-o um valente coice, pois quem trata mal os seus animais, ao reino dos mesmos não merece pertencer!


Arre, arre meu burrinho
que as costas vou-te alforjar,
quanto menos dinheirinho,
maior a leveza no andar!

Dou-te há vinte, trinta anos
mais três, quatro ou cinco,
mas tiras de cima dos manos
por conta, os mesmo cinco.

Não vês que fico indignado
com o patrão do moinho,
porque eu não sou o zangado
sou amigo do pequenininho.

Por conta da tua jactância
quando nada te fizer esperar,
com enorme elegância
valente coice te vou dar.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

E A VIDA AQUI TÃO PERTO

Mais um ida e regresso a uma melhor irmandade.

Barcelona estava quente, nestes idos de Outubro, mais quente que Lisboa! As praças e ruas cheias, os restaurantes e cafés nem tanto, as ruas quadriculadas e direitas decoradas de indígenas saracoteando nas "pasteleiras" do ajuntamento. Havia um ténue cheiro a crise, embora a cidade cheirasse a vida! Mas um cheiro leve, tão diferente da tristeza e do cheiro a injustiça do nosso ajuntamento!

Barcelona continua a ser uma cidade acolhedora, organismo vivo tão distante desta linda Lisboa, morta, sem vida, destruída por multitudes de homens e Gebalis que a crucificam, que a parasitam, que a sugam como vampiros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ERCS E O REGRESSO DA CENSURA

Liberdade de imprensa: Portugal desce no ranking!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

OBVIAMENTE DEMITA-SE!


«O ministro Vieira da Silva citou esta terça-feira dados da União Europeia para sustentar que entre 1995 e 2006 Portugal foi o país que mais reduziu a taxa de pobreza, contrapondo que os dados da OCDE estão desactualizados».

«Vieira da Silva afirmou ainda que as políticas do Governo para o combate à pobreza estão a passar por uma aposta «na melhoria dos salários», lembrando, depois, o acordo em sede de concertação».

Ter compatriotas destes, é duro, muito duro! Num dia em que Sócrates, primeiro ministro de Portugal e não do P.S., vira as costas ao País, assumindo com vigor as jornadas parlamentares do seu descaracterizado partido, Vieira da Silva perante os dados da OCDE e a constatação na dura praxis dos cidadãos, nega a evidência que todos os seus compatriotas sentem na pele!

Ou se calhar não são todos, sobra num pequeno pedaço da Lusitânia um pequena tribo de gente esforçada a quem a poção mágica de um mágico druída lhes dá sucesso, força e aumentos acima da inflacção!

Mas ainda, mais grave, é a perda de 200 milhões de euros do fundo de estabilização da segurança social, investido em capital especulativo e definitivamente perdido.

Quem se demite, quem é o responsável deste crime económico quando se esbulharam empresas e empresários, que por perda de dados da segurança social, foram espoliados pela mesma e obrigados a pagaram em duplicado.

SOFRIMENTO DIVINO

«Uma mulher de 57 anos foi detida pela PSP, no Bairro do Lagarteiro, há cerca de uma semana por não ter pago uma multa de 50 euros, confirmou o PortugalDiário junto de fonte policial.»

Essa mulher é nada mais nada menos que uma ... freira que não pagou uma multa de 50€, por falta de bilhete em transporte público!

Entretanto cometem-se as maiores malfeitorias no financiamento de partidos políticos, criminosos violentos são soltos ... Não está em causa o Estado laico, está em causa o Estado "Animal", desproporcional, desumanizado e desrespeitoso!


L' EUROPE DES CITOYENS




Quais são as semelhanças entre Nicolas e o grande Louis de Funès para além da nacionalidade?

É que ambos serão sempre lembrados como uns grandes ... pândegos!