quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O RESULTADO!

Inquérito

MELHOR nacional 2008

Nélson Évora (23%, 128 Votes)
Francisco Louçã (11%, 61 Votes)
José Sócrates (8%, 48 Votes)
Manuel Alegre (8%, 46 Votes)
Jerónimo de Sousa (8%, 44 Votes)
Ana Drago (8%, 43 Votes)
Maria de Lurdes Rodrigues (7%, 42 Votes)
Quique Flores (6%, 36 Votes)
Ana Gomes (5%, 29 Votes)
Aníbal Cavaco Silva (4%, 24 Votes)
Mário Nogueira (4%, 22 Votes)
Pedro Passos Coelho (3%, 15 Votes)
Paulo Portas (2%, 14 Votes)
Manuela Ferreira Leite (1%, 8 Votes)
Fernando Teixeira dos Santos (1%, 7 Votes)

Vale a pena determo-nos uns segundos neste inquérito patrocinado pelo Arrastão. Porque vai à frente Nelson Évora? Presumivelmente porque salta mais longe que todos os outros, sendo o seu salto símbolo dos saltos diários dos Portugueses, seja no salto do trabalho para casa, seja nos constantes saltos para equilibrar o orçamento familiar!

As outras figurinhas com excepção de Quique Flores, que alimenta as frustrações semanais em catadupa, são apenas exemplo isso: ornamentos da nossa mais profunda desilusão!

PARA REFLECTIR II

«Revista Focus: não pode ser verdade»

«Conheci há momentos uma jovem que está a terminar o curso de jornalismo. E o que me contou não dá para acreditar. Que esteve a estagiar na revista Focus e que gostaram muito do seu trabalho. Convidaram-na a ficar mas ... de borla! Que a revista apenas tem na redacção dois jornalistas efectivos. O resto é exercido por estagiários a recibos verdes precários que entram e saem em catadupa. Deve ser devido à "dieta do pensamento" dos responsáveis da revista...»

Quando se governa, por efeito de assessores que constróiem cortinas e gaiolas douradas, esvaziando a sociedade civil e o tecido económico com uma visão despesista e controlista do estado (embora só aparentemente dirigida às pequenas e médias empresas!) ou se possui ou promove a expensas próprias uma visão torpe e desfocada da realidade, alicerçada em um grande «bigo» presumidamente identitário, o resultado só pode ser um: este, bem denunciado pelo PPTAO!

Aliás a inteligência económica deste governo, face à apregoada diminuição em 2,5% do IVA Inglês e dos demais que se lhe seguirão, só merece deste governo uma resposta: «vamos arranjar um modo original que não passa pela diminuição do IVA!, Teixeira dos Santos dixit!».

Ou seja, «pela baixa do IVA não, porque o objectivo não é atacar a crise económica, o objectivo é este meu interesse doentio em poder, mesmo que destrua o resto da economia Portuguesa, em cumprir o que me propus face à diminuição do deficit público. Assim, terei sempre alguma coisinha para dirimir em praça pública, e me posicionar para a medalhinha ou comenda que me será atribuída pós-ministério!», pensará dos Santos, um dos "melhores" e mais originais ministros das finanças de 19 dos 27 (mesmo que tenha sido este objectivo alcançado à custa do aumento das receitas e da extorsão pública!).

Aliás é curiosa a resposta do comissário do pelouro à pergunta da associação das pequenas e médias empresas da possibilidade do pagamento do IVA ser feito contra o recebimento e não como actualmente da facturação, a que o comissário respondeu «não haver qualquer impedimento por parte da comissão!».

PARA REFLECTIR

«Metade dos deputados em part-time
Em 230 deputados, existem 115 que acumulam função com outras profissões»

«Portugueses insatisfeitos com qualidade da democracia
Estudo mostra que cidadãos nacionais estão desinteressados da política
Os portugueses estão descontentes com a qualidade da democracia e desinteressados da política, constata o Inquérito Social Europeu, na edição de 2006, que apresentado esta quinta-feira em Lisboa.
O ESS (na sigla em inglês), desenvolvido em 23 países europeus, comunitários e fora da União Europeia, indica que só os russos, húngaros, ucranianos e búlgaros estão mais descontentes que os portugueses com o funcionamento da democracia e politicamente mais desinteressados. No extremo oposto encontram-se a Dinamarca, a Suíça e a Finlândia.»

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A PROPÓSITO DE MUSEUS

«Por isso, os museus são uma fundamental responsabilidade do Estado moderno. Pensar na sua rentabilidade económica directa ...» «Transformá-los em repartições do Estado, não lhes outorgando a autonomia e o dinamismo de que necessitam é o resultado de um pensamento pré-moderno, centralizador e paroquial.», diz neste post Delfim Sardo.

Dinamizá-los na autonomia, sem esperar de mão estendida do estado mais verbas, e exigindo do Estado investimento na aquisição de património museológico disperso, de acordo!

Mas será que não é possível fazer mais e melhor com aquilo que existe actualmente? Será que não é possível dar vida aos nossos museus, a exemplo aliás do que acontece em Inglaterra, na Irlanda, fazendo dos espaços organismos actuais vivos, alegres, modernos, com espectáculos, com cruzamento de tecnologias multimédia, onde o actual conviva com o antigo, despidos de literais fungos, bolores e ambientes conventuais!

Depois de ultimamente ter visitado Queluz, Mafra, a Pena, Óbidos, mas também museus em Stirling, Limmerick, Dublin, York, Edimburgh and so on, apercebo-me de como não podemos continuar a atirar dinheiro para cima daquilo que com vontade, imaginação, promoção, autonomia e criatividade permitiria ser auto suficiente e não mais um encargo para o depauperado Estado Português!

Quando será que os Portugueses aprenderão que viver sistematicamente encostado ao Estado é um princípio de manutenção de pauperização profunda, de desigualitarismo e compadrio retrocessional?

Como diria alguém deixem-nos arregaçar as mangas e trabalhar, afogem o paternalismo, dêem-nos "crédito", voz e autonomia, não nos passem é a vida a levar mangas para alpacas, depauperizando e nivelando a dignidade humana para que se possa cerzir Portugal!

FRAUDE PSEUDO SOCIALISTA


DREN ameaça professores com processos disciplinares.
A directora regional de Educação do Norte garante que será «inflexível» se detectar professores a pressionar colegas a boicotar o processo de avaliação de desempenho e avançará com processos disciplinares contra estes docentes.
Em declarações à TSF, Margarida Moreira garante: «Se for uma situação de coacção não hesitarei». Aliás, disse, na segunda-feira já esteve reunida com alguns colegas e avisou-os: «É melhor não continuarem por aí».
Da leitura dos «prós e contras» da última noite-madrugada, duas ilações se podem tirar. A primeira é a falta de inteligência no processo; a segunda é que essa falta de inteligência só terá como fim último a destruição daquilo que dizem defender.

Que sociedade é esta que cria dificuldades a si própria, com governantes que mais parecem estar votados a alimentar uma surda guerra civil.

E o que dizer deste estilo agressivo pouco próprio de um regime democrático desta senhora responsável pela DREN, de seu nome Margarida Moreira?

Como esta gente se enquadraria igualmente bem em qualquer regime totalitário!

Se este estilo Socratiano continuar a fazer escola, estilo tapar com agressividade as inúmeras impreparações e insuficiências, tempos graves e pouco democráticos se aproximam a passos largos!

Para os detractores do estilo Guterres, quantas saudades devem hoje sentir!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DISSONÂNCIA COGNITIVA

Curioso este post e esta dissonância cognitiva! Dado que se parece muito verdadeiro no palco das vaidades dos actores, a força do seu princípio parece em Portugal, por maioria de razão e de visão, directamente proporcional à afirmação unisonante cognitiva, do peremptório e sem mácula!

Ainda há alguém que ouça sem reservas o que o outro tem para dizer? Não seria nessa diversidade que nos poderíamos afirmar? Mas é aquilo que, verdadeiramente do alto da nossa cátedra, praticamos todos sem sobranceria e quantos vezes desprezo?

A examinar, e examinarmo-nos, cuidadosamente!

A GUERRA CIVIL DA INFORMAÇÃO



A propósito disto, ou de quando os
os jornalistas se tornaram elementos comunicadores de propaganda.

Há uma cadeira, educação para a ética, que nas faculdades de comunicação social ou de jornalismo, deviam ter precedência sobre todas as restantes, só estando o discente apto à passagem literal depois de uma espécie de omissão de inquérito sobre o seu carácter, sentido de ética e assumpção da percepção da palavra comunicar. Afinal há muito mais áreas para exercer o verbo avaliar que a corporação dos professores!

Aliás os estatutos das Faculdades de Jornalismo e Comunicação Social, deviam ser fornecidos à priori, a todos os putativos candidatos a profissão tão nobre, com um pedido de auto percepção informativa se tal seria possível de cumprir, devendo realçar de uma forma rigorosa e transparente que comunicação não é deturpação ou manipulação de informação, mas a nobre arte de bem transmitir factos do nosso quotidiano.

E é por esse motivo que as nossa televisões, com as excepções que confirmam as regras, se têm tornado espaços exíguos de boa informação, bem como espaços de olhares vagos, tristes, amordaçados, impotentes e outros profícuos de enorme desinformação e mediocridade.

O MUNDO DA BOATARIA

"O mundo da imprensa é um mundo da boataria", por Miguel Júdice.

Não há nada mais pungente do que ver almas aparentemente brilhantes a completarem o círculo e a retrocederem no índice do brilhantismo humano. O brilhantismo, produto do carisma humano não se mede na necessidade de afirmação e comparação constante face ao outro, no sucesso, no mediato, no autoapanágio humano. A simplicidade, o desmaterialismo, vive connosco no tempo em que de curvados endireitamos a vista e começamos a ver mais longe, dentro do nosso e dos corações dos outros.

Ao mundo, o que excede hoje em autocomprazimento pessoal, sobeja em desprendimento e simplicidade secular. Ao mundo o que sobeja hoje é um comunitarismo novo, não fundado em lutas de classes ou relações de conflito, mas na dialéctica do homem com o seu semelhante, dialéctica de afirmação da felicidade fundada no enobrecimento da irmandade da entreajuda.

O que é que isto tem a ver com a boataria? É esta a dialéctica dos homens novos, ou é assim que se constrói um melhor futuro?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

TEMPO DE PARTICIPAR!

Fechei há tempos a minha pequena empresa. Porque era disso mesmo que se tratava: uma empresa deveras difícil de manter!
Mas era a minha empresa, o meu esforço, o meu suor! Não vivia de apoios, de esquemas, nem de tráfico de influências ou favores.

Era apenas uma empresa, uma pequena empresa feita de carinho, de produtividade, de suor. Mas este suor foi pouco face à empresa de ser empresa em Portugal. Porque do outro lado estavam um multidão de gente gananciosa e mesquinha apostada em nada fazendo, ou melhor fazendo nada de palpável e utilitário, parasitar!

Os senhores da banca, na sua magistral capacidade de enriquecer, manipular, e nos empobrecer; os senhores do fisco na sua imensa capacidade de extorquir, destruir e feudalizar; os senhores dos monopólios e dos oligopólios na sua imensa capacidade de explorar, deprimir e destruir; os senhores do governo e dos partidos na sua imensa capacidade de não ouvir, confundir e tudo irrepresentativamente dominar!

Afinal o que é isso de produtividade? É alguma manha para contrariar a felicidade de criar, ou um novo jogo nas mãos de um povo suicidário?

A CAUSA DAS COISAS!


"O castigo por não participares na política é acabares por ser governado por quem te é inferior."Platão

Como Platão a tantos mil anos luz, tinha razão! Inferior em sentimentos, humanidade, solidariedade, sentido humano!

O desprezo pela história leva a estas coisas! Ou alguém no seu materialismo e egoísmo militante, pensa, que a suprema negritude da história do mundo se esgotou no nacional-socialismo Hitleriano?

A FRAUDE DA SEGURANÇA SOCIAL

Em baixo o resultado de uma política criminosa de um ministro da segurança social com políticas criminosas, de um Estado que atira as pessoas insensível e indiscriminadamente, com ou sem formação, para a miséria, com o objectivo único de manter uma minoria de reformas chorudas e privilegiadas.

«Arquitecta há mais de dez anos (a recibos verdes claro) num atelier internacionalmente reconhecido, deparo-me agora com uma situação que nunca passei atravessar: um cancro de mama.

Sempre descontei para a segurança social (do meu bolso claro) e esta oferece-me agora uma "baixa" ridícula: posso ficar em casa até 12 meses, sem pagar a prestação à Segurança Social e sem direito a qualquer tipo de remuneração.

Deve-se ter em conta que um tratamento oncológico deste tipo demora cerca de um ano e meio... e a pseudo-baixa é de um ano!

No entanto, se trabalhasse por conta de outrem a mesma baixa poderia alongar-se até três anos. Deduzo então que o Estado parte do princípio que os profissionais liberais (forçados ou não) têm mais saúde e podem alegremente trabalhar entre quimioterapias e nos pós-operatórios.

Vivo neste momento da caridade. Da família e da entidade patronal, apesar das suas ameaças de despedimento. Para que não seja despedida tenho ido trabalhar quando na verdade só me apetece ficar em casa a descansar e a enjoar...

Para além do processo de cura ser doloroso, passo os dias a pensar que não escolhi ter um cancro mas alguém escolheu não me fazer a m**da de um contrato de trabalho e, mais uma vez, não posso contar com o Estado.

Acrescento ainda que tenho um bebé.

Vou iniciar uma acção jurídica contra a "entidade patronal" pois acredito que todo o dinheiro que me devem será o meu meio de subsistência nos próximos tempos.»

terça-feira, 18 de novembro de 2008

PRÉMIO MEDIOCRIDADE FINANCEIRA INTERNACIONAL

Now in its third year, the FT survey benchmarks performance by drawing both on data and a panel of economists and commentators to reveal who is best [Europe's finance ministers ] at the job and the most respected - and to point to potential future stars.(…)Amid the worst conditions for at least a generation, finance ministers had to spot early the scale of the global crisis, avoid misjudgments, remain credible as politicians - at home and abroad - while keeping a grip on public finances as economic growth collapsed around them. How did they fare?(…)Bottom of the pile came Portugal’s Fernando Teixeira dos Santos, dragged down by a poor national economic performance and his low European profile.

Para quem ainda tinha dúvidas vindo de fora (porque sempre mais credível) o prémio do pior ministro das finanças entre 19. É que as finanças e a economia não é só "sacar" impostos como pensa Teixeira dos Santos e dificultar a vida aos Portugueses e às empresas em geral!

Aliás num ambiente de grande pujança económica, o aumento brutal do preço dos carros a diesel é mais um instrumento da liquidação da economia nacional, pelo que trás de arrastamento, com a chancela das inteligências pardas!

- Eles estão enganados, eles estão enganados, dirá o primeiro na sua constante postura de denial.
- Olhe que não, olhe que não!, dirá o povo

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

SHOW DE PRECARIEDADE

Para quem pensa que os jovens andam distraídos, desengane-se!

Para quem pensa que não há responsabilidades no País e gente verdadeiramente gananciosa, mesquinha e "criminosa", desengane-se!

Para quem pensa que a precariedade é um crime e um factor de atraso, não se engana!

Assim, todos ao grande espectáculo, dos precários inflexíveis, da entrega dos prémios aqui num País debaixo de si:

sábado, 15 de novembro de 2008

NÃO ME COMPROMETAM!


Quando se percorre algumas opiniões de ex-quaisquer coisa deste país, chega-se à feliz e estonteante conclusão que Portugal é um país extraordinário, verdadeira pérola, estereótipo e "o berço" da mão invisível.

Aqui neste vaporoso, esponjoso e escorregadio lugar, ninguém viu nada, ninguém sabe nada, ninguém contribuiu para nada, ninguém é responsável por nada!

No tribunal da opinião pública onde ex-post, ex-acto(s) se movimentam, estarrecidos por uma humanidade que desconheciam, é vê-los verdadeiramente surpreendidos, quantas vezes incomodados, com o resultado dos seus próprios ... erros e barbaridades!

Ah, "ganda" quintal à beira-mar pasmado! Será por isto que cada vez mais nos convencemos que a única necessária e útil qualidade do político é o bom senso!

E será por isto, também, que a srª ministra quer à viva força, de forma afinal não sinistra, conjugar o verbo ... avaliar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CRESCIMENTO DUPLICADO A TREZENTOS E TRINTA E TRÊS ANOS!

«No terceiro trimestre deste ano Portugal escapa ao cenário de recessão ... Tudo indica que a economia portuguesa apresentará crescimento de 0,3%»

Podem os do salário mínimo espumar de felicidade. Daqui a trezentos e trinta e três anos, quatro meses e alguns dias, a este frenético ritmo, poderão auferir perto de 900€.

Comiseração estatística, indigência estatística ou apenas política e assessoria política ... À PORTUGUESA?

DAS DUAS ... TRÊS!

«Com Nicolas Sarkozy no leme e uma notável sede de protagonismo, a União Europeia aposta forte nesta reunião, procurando imprimir um guião transformador à reunião. Bruxelas quer elevar o FMI a ‘pivot’ da supervisão financeira, apertar cerco às agências de ‘rating’, harmonizar regras contabilísticas e deixar tudo às claras – produtos, instituições e estados debaixo de regulação. Um economista da Universidade de Maryland, Peter Morici, sintetiza à AFP o pensamento americano: “Os europeus têm expectativas irrealistas; aqui não há apoio para uma regulação à europeia que conduza a 10% de desemprego e 1% de crescimento”. De Washington a tónica continua a ser mercado livre.»

A pensar, fortemente, nas opções! O que é que preferimos? Ou haverá uma via média entre um mercado aparentemente desregrado e à mão de gente sem escrúpulos, e um mercado demasiado estrangulado, com altas taxas de desemprego e crescimento? Aquilo que eu preferia era uma nova geração de políticos, diferentes de Sacorzy e quejandos.

Sobra, assim, aos homens a esperança Barac Obama (pelo menos enquanto não responsável ou simples mito sebastiânico!).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

AS PIRITES DO DESEMPREGO

«Norte atinge número recorde de 186 mil desempregados»


E o Sul, e o deserto fronteiriço e as grandes metrópoles? Para um observador atento da realidade a situação actual já se adivinhava pouco depois da entrada deste governo em funções. O excesso de regulamentação e controle governamental, o ataque constante ao micro e pequeno tecido empresarial, a obsessão destruidora do défice, assim como a total dessintonia do país real com o país imaginário e dirigista do governo Sócrates, apenas em sintonia e vista grossa com as grandes empresas, levaram o país a este estado caótico, agora agravado pela crise internacional. Os números aliás devem pecar, em muito, por defeito, dada a vaga de emigração que já assola inúmeras regiões de Portugal.

Sócrates já devia ter aprendido, se quisesse confirmar a asua autoapregoada inteligência, que o país é pequeno demais para se esconder de si próprio. O que é triste, é que os últimos 20 anos tenham representado uma aproximação de Portugal aos seus mais directos parceiros, estando agora pelo retorno ao empobrecimento de uma parte substancial da sua população todo o capital necessário para o "take off" de mentalidades e inercias desbaratado! Não há nada pior para o afundamento de um país que uma parte substancial da sua população a contar os tostões até ao fim do mês! Ou o aparelho de propaganda de Sócrates consegue negar esta evidência?

Aquilo que se pergunta é: porque é que em Portugal os governos são cegos, surdo e mudos e teimam em governar não ouvindo as preocupações daqueles que deviam representar e proteger? Para quem olha à sua volta, pensa pela sua cabeça e não se deixa enganar, percebe que a falta de preparação democrática e de conteúdo de Sócrates só poderia degenerar nesta situação. Pode-se manipular muitos durante algum tempo, mas não todos a todo o tempo!

Para além de alguns poucos passos dados, embora com uma sanha louca de intervenção e legislação, o duo Sócrates/Pedro S.Pereira (como evidente figura parda), pouco acrescentaram ao País de positivo que algumas pseudo aproximações de justiça remunerativa público privada, muito menos que o mais negativo, um País desmotivado e medroso por tiques de prepotência, alicerçado na visível impreparação, cultural, profissional (e numa ética própria Socratiana) para primeiro-ministro.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

OS SINISTROS

«Alegre está sempre disponível a dar razão menos ao Governo»

Já se tinha percebido que Sócrates tinha um problema grave de má convivência com a humildade. Isto para não falar da má relação com o ensino e com os professores.

Incapaz de se retratar tem de haver por detrás deste traço de carácter, uma frustração, um trauma, algo que o tenha marcado para a vida, tornando-se um case studie dos políticos da "sua geração" conflituosos, tortuosos, infelizes e que espalham a infelicidade.

Noutros tempos, graças a Deus já passados, nos tempos dos homens de carácter e de coragem, Sócrates acabaria mal, por já há muito ter saltado por uma qualquer janela, ajudado por exasperados conspiradores ou amigos da Pátria.

Assim, será um case studie de um político da "sua geração" muito parecido com políticos de gerações totalitárias de um poder velho, passadista e criminoso do "quero, posso ou mando", podendo-se gabar de ter levado a política a parecer-se mais com os velhos, novos, anos trinta.

Para um político que está no poder "fraudulentamente", porque a mentira é uma fraude, é obra e ficará nos anais da democracia pouca ou nada representativa e participativa.

A diferença entre Alegre e Sócrates é que Alegre acredita no socialismo, Sócrates acredita no poder do umbigo.

CONSTÂNCIO O DISPENSADO DE AVALIAÇÃO

E viram-lhe os tiques?
O faz que não com os olhos?
O menear de cabeça de criança apanhada em falta?
A ironia no céu da boca?
O revirar de olhos e as ondas no ar?

Quanta ingratidão, meu Deus, para com este ser supremo!

Entretanto, onde param as minhas poupanças reforma, suor do meu corpo, roubadas pelos senhores do capitalismo popular?

Possivelmente, em algum paraíso fiscal ou em algum bolso, direi eu!

A CONDIÇÃO MILITAR VISTA POR UM CANUDO


Se é verdade que há muitos militares (não serão estes oficiais e sargentos profissionais necessários em caso de recrutamento generalizado, porque ainda não foi decretado o fim da história e as guerras vivem de "Kondratieffs" de mau estares e injustiças generalizados), também é verdade que há demasiados advogados para demasiados Portugueses sem acesso à justiça, porque excluídos dos rankings dos mais afortunados de Portugal.

Aliás penso que há infelizmente mesmo para alguns Portugueses, demasiados Portugueses incómodos no trânsito, no espaço público, na palavra e na expressão de egos e indiferenças do tamanho inverso do conhecimento dos outros.

A palavra de ordem, então, será aquilo que há de menos em Portugal: o respeito, a humildade, o estado de graça da "Baracobamização" necessária de Portugal?

Assim, a quartelada, será assim a expressão do mau estar da relação de uns com outros, construção de um mundo de uns e outros, e que alastra a cada vez mais desafortunados na relação directa da fortuna de poucos, "com as armas que temos nas mãos"!

E é nesse espaço que se enquadram os militares. Num mundo virtual, virtuoso e justo, seriam por certo, e por tudo, excedentários! Assim, abramo-nos aos outros e desconstruamos esta nova frase constante do aburguesamento indiferente: temos pena!

Será que vivemos e criámos para nós e para os outros o melhor dos mundos, ou será que traímos no caminho, com medo do reflexo da nossa imagem, as nossas esperanças !


NASCI PARA TE INFERNIZAR A VIDA

«Deverá, agora, suspender:
· A elaboração escrita do Plano de Aula assistida?
· A entrega do mesmo?
· A assistência da aula?
· A elaboração do Portfólio?
Deste constam:
1. O Projecto Educativo de Escola;
2. O Plano Anual de Actividades;
3. Os programas das disciplinas e níveis que lecciona:
4. A Planificação Anual das disciplinas e níveis que lecciona;
5. A Planificação Trimestral das disciplinas e níveis que lecciona;
6. A Planificação das Unidades didácticas das disciplinas e níveis que lecciona;
7. As grelhas de avaliação, a partir das quais vai ser avaliada;
8. A redacção da reflexão crítica de todas as aulas que deu até ao momento;
9. A redacção da reflexão crítica de todas as leituras que fez até ao momento,
10. A análise dos resultados anteriores dos alunos, para verificação do cumprimento da taxa final de sucesso escolar.
11. Não constam as taxas de abandono escolar, por terem sido consideradas desprezíveis nesta Escola.»

Portugal está cheio de uma espécie de gente "pequenina" que para fugir ao "trabalho criador de riqueza" se refugia numa espécie de sacrosanta "ética" reformadora e reformuladora.

O País avança pois nesta linha pequenina, a linha da "burrocracia" da hierarquia mandante, que para fingir que não faz coisa nenhuma delicia-se com a feitura de pérolas "aos seus porcos"

E, é por isso, que andamos todos a "grunhir" há muitos anos!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

À VOL D' OISEAU

«Com o beneplácito do PORTUGAL DOS PEQUENINOS»
«A presidência francesa da UE quer à viva força "obrigar" a Irlanda a ratificar o malfadado "tratado de Lisboa". Como não é possível ao respectivo e crédulo primeiro-ministro irlandês, a braços com uma recessão, chamar os seus concidadãos a repetir o referendo para ver se dá "sim", brilhou na cabeça dos mandantes da UE a possibilidade de o Parlamento local "mudar" a constituição de forma a que a aprovação do "tratado" possa ser realizada a preceito. A União Europeia é suposto ser um espaço de liberdade e não um imenso campo de sentido único, atafulhado em burocracia e articulados mistificadores. Infelizmente tem sido este último o caminho escolhido pelas digníssimas cabeças que gerem a coisa e onde pontifica a nossa glória nacional, o dr. Barroso. Sarkozy quer o seu "momento Pirâmide do Louvre" à conta da pobre Irlanda. Não chega lá. Não vale a pena.»




O mundo é e continua isto!

Depois de um período brando de aparente felicidade face à bruta adversidade da segunda guerra mundial, o homem voltou ao seu melhor. À estupidez natural, ao olhem para mim, que eu é que mereço a condecoração ... à insensibilidade, à individualidade!

Nova guerra precisa-se, com urgência, mais bruta e brutal que as anteriores, alicerçada na maldade ainda mais bestial do homem mais civilizado e mais maquiavélico, de artes cada vez mais requintadas, nova guerra precisa-se que o mundo está a precisar de se encontrar com a dor e humanidade de si próprio!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

RESPOSTA AO GURU DA ECONOMIA CÉSAR DAS NEVES

Para "o microeconomista" César das Neves a solução é simples. Mantenha-se os ordenados minímos a nível da miséria, pois assim o equilíbrio do mercado rapidamente se dará com alguns milhões a morrerem de fome. Aí, então, os ordenados subirão por equilíbrio natural!

Mas, César das Neves, não haverá outra solução diminuindo as ganâncias secularmente instaladas, destruindo monopólios, custos de contexto, aumentando produtividades por via de minímos reais de subsistência? Onde está o mercado perfeito justo redistribuidor? Será este possível na sociedade da desigualdade dos homens, nos homens desiguais e na ganância, na relação do homem lobo do homem? O mundo já não é do "Magalhães", o mundo será dos filhos do "Magalhães"!

Não é essa a esperança corporizada em Obama? Um mercado mais amigo da igualdade, contribuindo para a felicidade dos povos? Ou temos que continuar a comer e calar, sob a falsa candura e inexorabilidade dos mercados os milhões das Edp´s, Constâncio´s, Teixeira Pinto's, Cadilhe´s e muitos outros milhares de exemplos de um mercado dito perfeito?

Se se "decreta" o fim da história porque é que não se decreta o fim da desigualdade?

Ah, pois é, só algumas "patifarias" é que se fazem por decreto! Uma nova democracia precisa-se!

OBVIAMENTE, VÁ-SE TRATAR!

De tanta luta política este governo ensandeceu de vez! Do excesso de "porreirismo" de António Guterres, passou-se para o "porreiro pá musculado, arrogante e autista" de Sócrates e da sua equipa, contaminada pela arrogância do "patrão". Não se pode governar contra as pessoas! Não se pode mesmo querer impor modelos sob um falso manto de Cristos salvadores! Duas, três, quatro pessoas não podem mesmo querer pensar melhor que centenas de milhar ou milhões que dizem representar! A democracia representativa está em perigo, por uma "clique" que se legitimou na mentira. O simplex degenerou em "burrocracia", diz-se uma coisa e faz-se outra! Nunca tão poucos, dificultaram a vida a tantos, em tão pouco tempo!

Quem se legitima na mentira não tem legitimidade nem representatividade, quanto mais moral, para se achar mandata!

As palavras de Valter Lemos sobre o novo estatuto do aluno e as manifestações de desagrado são exemplo disso.

«Significa que as faltas deixaram de ser um direito. Não há um direito a faltar. A assiduidade é um dever que tem de ser cumprido pelos alunos», afirmou o secretário de Estado da Educação.»

Pois é, sr. Secretário de Estado, não há um direito a faltar! Mas também não há o direito à punição e ao castigo cego! Não se pode estar doente? A partir de agora, doentes levantai-vos e andai! Obviamente, sr. Secretário de Estado o sr. e a sua equipa estão a precisar de se irem tratar! Pare, afrouxe a sua frenética hiperactividade normativa! Vá para fora cá dentro! Há quanto tempo é que não tira umas férias?

domingo, 9 de novembro de 2008

DEFINIÇÃO DO POETA


Excelente Eloah,
a definição do poeta,
o poeta e o momento,
porque na poesia da vida
e na vida da poesia,
está a vida encarcerada
numa longa e funda escarpa,
onde só escapa...
alcandorada pela maresia,
a rainha das rainhas,
a nossa formidável ...
poesia!

E o que seria a vida,
mecânica, nua e trágica,
sem a mágica desse instante,
vida só, pobre e fria
descarregada de poesia?

E a rosa é o abraço,
um miminho da poesia,
ténue traço,
formidável e esparsa via,
desta insólita emérita raça,
provida da vida que cria!

Que a vida te continue a fluir,
desta única e bela forma,
porque o poeta é o momento,
com o poder do iluminar...

feliz forma de evangelizar
desprovidos e infelizes,
alegre e única forma
de caminhar desfrutando,
pelas praias da poesia,
semeando nossas raízes...

desta nossa curta,
mas feliz e trágica vida,
sempre em forma de despedida!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MUDAM-SE OS TEMPOS, MANTÊM-SE OS VÍCIOS

Ao ler More, Thomas, enunciar que uma sociedade estruturada hierarquicamente não pode constituir um commonwealth virtuoso já que em todas as hierarquias, são sempre os piores que ganham poder e o usam em benefício próprio, para além da existência das hierarquias encorajar o orgulho, que é o pior dos vícios, já que destrói todo o sentido de justiça e equidade, pergunto-me: afinal estamos assim tão perto de 1535?

T.M.:
- O orgulho é lixado, vicia e inebria, dá-nos uma falsa sensação de superioridade sobre os outros, de imparidade, tão inteiramente ignorante e mesquinho de gente fraca!

P.S.:
- Mas e as hierarquias?

T.M.:
- As hierarquias tem de ser hierarquias paritárias de verdadeira superioridade moral e humanitária! Todo o resto não são hierarquias, são orgulho de poder em comprimido!

P.S.:
- Mas desconfio tanto dos moralistas!

T.M.:
- Desconfias, desconfias porque verdadeiramente só conheces ... os falsos moralistas!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OBVIAMENTE, NÃO ME DEMITO!


«Constâncio reage a acusações de Miguel Cadilhe
BdP diz que erros no BPN foram detectados antes de actual direcção»

Na luta dos privilégios do que é de todos, os privilegiados defendem-se e os que o querem ser atacam-nos.

Num país de valores o obviamente demito-me também se exercia. Mas este não é um país de valores, nem um país onde se percam privilégios!

À cause de ça quem é que se lembra dos pequenos accionistas e das suas pequenas poupanças, carne para canhão do apregoado capitalismo popular, que devia ter nas entidades de supervisão os seus defensores ?

SOCIEDADE A VÁRIOS TEMPOS

Vindo da SEDES o rapto:

«Quando as eleições despertam no horizonte em Portugal, logo os partidos políticos mais importantes tratam de reivindicar uma parte daquilo a que erradamente chamam “sociedade civil”: personalidades com destaque nas respectivas profissões ou actividades são convidadas a integrar grupos, grupinhos, movimentos, missões e quejandos; neles reflectem e opinam sobre o futuro da governação e o destino das estrelas.»

É verdade! O rapto dos cidadãos não é muito diferente do rapto da Europa, uma espécie de rapto iluminado e voluptuoso, onde se congregam mitos e forjam incertezas e demasiadas certezas identitárias.

E essa é a originalidade Portuguesa! A sociedade da angústia identitária, é angustiada porque é frágil de pequena, muralhada e não partilhada.

Porque não somos uma sociedade e muito menos uma comunidade, somos um conjunto de esparsas, desconfiadas e fechadas tribos de Lusitanos, sedentos e orgulhosos de si e esquecidos dos outros, ordenadas por pequenos e astutos Viriatos, sempre com medo do partilhar da gamela e da traição dos seus também pequenos e astutos lugares tenentes.

Abra-se a sociedade à sociedade e talvez de lá saia uma inevitável e estrondosa surpresa ... a verdadeira comunidade Portuguesa!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

666: O APÓSTATA DA LUSITÂNIA



O Magalhães é J.P.Couto, sou eu, és tu, é Português, Europeu, Ibero, Americano, Ibero - Americano, Global, Universal.

O Magalhães é esmurrado, abanado, dependurado, assaltado, esbofeteado, derrubado, ridicularizado, bebe, chora, ri, fuma, até arrota, defeca, desconversa, irrita, impreca, calúnia e arrota: porreio, pá, porreiro!

O Magalhães é incapaz de bondosas emoções, ferve em pouca água, incógnita e preconceita, manipula e batota, mente, é triste, é mau, é vilão, é a besta, é tomado do demónio, exorcista, simulado, farsante e disfarçado, mal amado, é oportunista pela calada, é cínico, é hipócrita, é apóstata, tudo isto é o Magalhães!

O Magalhães é o que tu quiseres ser: criança, ancião, sábio, poeta, jornalista, celebridade, artista, mágico, palhaço, escritor, vendedor, o estado democrático, engenheiro e até ... primeiro-ministro dos outros pequeninos Magalhães!

A TESE DO PORTUGAL DOS PEQUENINOS

Da tese e da recensão do Portugal dos pequeninos , a antítese desta Causa Vossa:

P... que finalmente perceberam quem é o P. Sousa e a sua iminência parda. Como os gatos, só sai de noite e foge do dia, para não se lhe ver a "cor da pele". Articula e gesticula, mas tudo lhe sai nasalado e descompassado pelo nariz! E acreditem quem viu e quem me contou, que não é bonita de se ver!

Cheira tanto a sapo que queria ser boi!

Mas a peçonha continuará por mais cem anos, porque do outro lado a M.F.L., já ressona mais que entusiasma e o Zé Portuga, ressonará com ela por mais cem anos!

Não há já aí um sapo "pront à porter", já devidamente transformado em Princípe?