Para quando a alteração do sistema político?
É que se o nosso regime parlamentar já não é mais do que um regime presidencial de primeiro-ministro, poupávamos "esforço, cabedais e paciência" com um regime presidencial!
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
Taipé, 11 Set (Lusa) - O ex-presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, foi hoje condenado a prisão perpétua por corrupção, segundo um porta-voz do tribunal local.
A mulher de Shui-bian, Wu Shu-chen, foi também condenada a prisão perpétua pelo mesmo crime, adiantou o porta-voz do tribunal Huang Chun-ming.
Chen admitiu ser culpado de desvio de fundos, branqueamento de capital e de receber subornos, refere a estação de televisão local ETTV.»
Dois Países, duas éticas!


The Collège de France, which is an institute of higher education where basic research is jointly pursued and taught, was founded by François I, King of France from 1515 to 1547. In 1530 he appointed the first Royal Readers : three for Hebrew, two for Greek and one for mathematics. Their function was to teach subjects that were not yet accepted by the University.
In the 18th century, the number of Readers was increased to twenty and then to forty at the end of the 19th century. It was not until 1870 that this institution took on the name of Collège de France after having been called Collège Impérial under both Empires.
Today, the Readers have become fifty-two Professors working with several hundred researchers, engineers, technicians and administrative staff. The chairs cover a wide range of subjects : mathematics, physics, chemistry, biology, history, archaeology, linguistics, oriental studies, philosophy, the social sciences... In addition, two chairs are reserved for foreign scholars who are invited to give lectures. Two further chairs were then created, one in 1989 for a European scholar for a year-long series of lectures ; the other International chair was created in 1992 for scientists and scholars from any part of the world, also for one whole academic year. Since then the Collège is allowed to elect a foreign scientist or scholar to one of the existing fifty-two ordinary chairs.
Since its foundation, the role of the Collège has been conditioned by two factors :
its members are elected by the Professors from amongst eminent French scholars in a wide range of subjects (no particular qualifications are required);
it does not set examinations nor does it award diplomas.
The teaching does not deal with established knowledge but with knowledge in the making ; it changes every year, in accordance with the latest research and has no pre-established pattern. Part of the teaching may be given in French institutions of higher education, outside Paris, in France or other countries ; or in Universities and research centres abroad. Most Professors are in charge of a laboratory or a research centre. The Collège houses a number of libraries which are open, under certain conditions, to both French and foreign researchers.
The chairs are not of a permanent nature. It is at the initiative of the Assemblée des Professeurs (the full congregation of elected professors) that the title of a chair which has become vacant is maintained or (more often than not) changed. Thus, the Collège enjoys not only considerable freedom in teaching and research, but can also adapt to progress and the latest developments in all fields of knowledge.
Admission to the lectures and seminars is free and open to all. About five thousand people attend the various lectures each year. Access to the laboratories and research centres, on the other hand, is reserved to research staff.
Once a year the Collège publishes an Annuaire that gives a résumé of the teaching given by each Professor and of the research carried out by his or her chair, research centre or laboratory. The Annuaire also contains a brief history of the Collège that includes the succession of chairs since the beginning of the 19th century. The Collège de France also publishes the texts of all the inaugural lectures.
«Quem contesta este volume de penhoras e acusa o Executivo de perseguição fiscal às empresas e aos pequenos empresários é Augusto Morais, presidente da Associação Nacional das PME. "Nesta legislatura", afirma, "o Governo efectuou seis milhões de actos de coerção, dos quais mais de 4,4 milhões em penhoras". Morais recorda que a população activa se "situa nos 5,3 milhões de contribuintes" e afirma que as Finanças cobraram "ilegalmente" mais de 500 milhões de euros de "impostos indevidos".
Muitas das penhoras são "impostos indevidos", de valores baixos que se situam "entre os 100 e os 300 euros", mas que os empresários preferem não contestar, "considerando que as novas taxas de justiça, estupidamente inflacionadas por este Governo, são mais elevadas que o valor da reclamação"»
Isto é a realidade de Portugal. É contra isto que MFL se indigna, e bem, ao dizer que não haverá crescimento sem alívio de carga fiscal. Os empresários que fazem a riqueza do país estão de acordo. Então o que faz Portugal estar nesta situação? Uma administração e leis pouco flexíveis que desmotivam o empreendedorismo!
«Apesar da suspensão do «Jornal de Sexta» apresentado por Manuela Moura Guedes - caso que levou à demissão em bloco da direcção de informação do canal - os portugueses mostraram qual é o seu canal de eleição.»Esta pérola da Agência Financeira é demonstrativa daquilo que é necessário e urgente mudar na formação de acesso à profissão de jornalista. A ética, de facto, é um valor supremo.
O ministro da Economia e Inovação apelou ontem ao esforço dos empresários para que apostem na exportação dos seus produtos e ponham em prática um processo de internacionalização "ambicioso" e "agressivo"»
Como? Com tau-tau, oferta de kit-kats ...?
É pena é que TS se esqueça que Portugal tem hoje dos custos mais elevados dos inputs industriais, seja energia, seja combustíveis e que não se fazem omeletes sem ovos no quadro da concorrência internacional. Obviamente poderá sempre manter e reforçar as prestigiantes condições de trabalho e a aproximação aos salários Chineses, como advogava o eufórico comendador Pinho na estreia da Avenida da sua vida ou agravar ainda mais o estupendo e atraente quadro fiscal.
Veremos ainda TS, a quem o poder deslumbrou duplamente forte e feio, depois de ter ajudado a liquidar a economia nacional, a descerrar a placa: auto-estrada Teixeira dos Santos!
Por vezes, a descontracção pode ser uma forma válida de lidar com a adversidade. É possível encontrar nos lados mais negros da vida uma ou outra razão para sorrir. Mas quando Paulo Sousa, de 42 anos, o faz é porque a experiência lhe tem mostrado que há coisas ainda piores do que perder o ganha-pão. É assim, sorrindo, que se senta à nossa frente: "Estou no activo do desemprego".
Não serão aqui chamadas as vicissitudes pessoais que levam a tal atitude, mas a circunstância de algum optimismo persistir neste homem que, posto sem trabalho pelo fecho da unidade de Valongo de uma multinacional americana, a Lear, tem visto fechadas as portas de regresso à vida activa, quantas vezes por a idade, sendo pouca de facto, pesar como chumbo no recrutamento pelas empresas. Desde Março de 2007, Paulo é um dos que engrossam as fileiras do desemprego, que recentemente ultrapassaram a barreira psicológica das cinco centenas de milhares. Para o Governo, que iniciou a legislatura prometendo 150 mil postos de trabalho, este revés é um dos mais duros efeitos da crise internacional. Para a Oposição, trata-se da falência das políticas do Executivo. Para os desempregados, é a escuridão de um túnel sem fundo à vista.
Naquela empresa, especializada em componentes eléctricos para automóveis, Paulo, que fez de tudo um pouco ao longo de 17 anos, da produção ao trabalho de escritório, foi delegado sindical durante três anos e diz que tal lhe valeu "muitos problemas": "Fui para o escritório e ouvia muita coisa. Então, mandaram-me para a produção outra vez".
Isso de ouvir pouco ou muito relaciona-se, em boa parte, com o controverso processo de encerramento da fábrica de cablagens, corolário de um processo de redução de pessoal que passou por rescisões por mútuo acordo e pelo despedimento colectivo de 45 trabalhadores, entre os quais a mulher dele, que permanece igualmente no desemprego. "Estamos os dois em casa, com duas filhas, de 14 e oito anos, e uma casa por pagar", descreve Paulo Sousa, explicando que os dois estão a receber o subsídio social, uma espécie de prolongamento da prestação de desemprego. No caso dele, a procura de trabalho vai sendo acompanhada da frequência de cursos de formação, cujos resultados práticos estão ainda por ver: "Já fiz um de formação de empresas, no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), fiz de informática e estou agora a tirar um de metalomecânica, concretamente de programação de máquinas de corte. Disseram-me que há mercado de trabalho nesta área, pode ser que esteja aí a minha saída".
Ainda tentou avançar com a criação do próprio emprego, através dos programas disponíveis no IEFP, mas assustou-o o risco que tal acarretava: deixar o subsídio para entrar num período três anos de ligação umbilical àquela entidade, que poderia significar a perda de pau e bola em caso de fracasso do projecto. "Vem qualquer pessoa de fora e tem mais ajuda do que um português", desabafa.
A área da carpintaria, em que trabalho em tempos, chegou a ser uma saída aventada, mas também aí não encontrou oportunidade. Ao longo deste tempo, diz que o IEFP apenas lhe apresentou uma proposta de trabalho, "para substituir uma pessoa doente, durante um mês". Nada de durável, portanto, que o fizesse largar a situação actual: "Em casa estou a ganhar mais e posso tirar cursos, para ver se tenho oportunidades melhores. Se não pensasse bem nas coisas, já tinha feito muita asneira na vida".
"Pelas leis que temos, os patrões fazem o que querem e lhes apetece. Foi o que a Lear fez", diz Paulo Sousa, lembrando que o encerramento da empresa gerou situações absolutamente dramáticas: "Tenho colegas que já entregaram a casa e o carro ao banco. Alguns já se separaram por causa desta situação. Havia muitos casais naquela fábrica".
Embora tarde em encontrar saída, recusa-se a ceder. "Nasci morto, já fui operado ao coração... Sempre consegui brincar com as adversidades da minha vida, e esta é só mais uma", diz. O que o move? A necessidade de garantir às filhas aquilo de que necessitam e, também, a esperança de que as coisas mudem: "Acho que isto vai virar para melhor, um dia. Este curso que eu estou a fazer, por exemplo, dá equivalência ao 12.º ano. Estou a fazer Matemática, a ver se deixo de ser velho para trabalhar, que é o mais importante".
É na religião, também, que encontra forças, ou, por reflexo, ao dirigir o grupo coral da capela de N.ª Senhora da Saúde, em Susão: "Faz passar o tempo e ajuda muito a cabeça. E ainda consigo dar apoio a muita gente".»
Para aqueles que tem uma enorme capacidade de nos inundar com lágrimas de crocodilo quando o que está em causa é a manutenção em cargos públicos a negra realidade é esta. Poderá Sócrates e quem tem falta de visão pensar que o problema é exclusivo da crise internacional. Esses, obviamente, são aqueles que desconsideram as competências, a experiência e a opinião dos outros.
A peça acima demonstra que Portugal só tem um caminho a seguir, e que passa por devolver aos Portugueses a sua capacidade de fazer, removendo as enormes peias que lhes tem sido criadas.
Quando os homens preferem ficar no desemprego a assumir o risco de criação do próprio emprego, algo se passa. Tentem lá adivinhar porquê, ou perguntar a quem podia criar riqueza e trabalho!
Um pequeno exemplo: para todos os que já se relacionam com as finanças através do seu portal, fica uma enorme vontade de permanecer no desemprego ao verificar a preocupação máxima desta entidade. O enunciado eventual de todos os bens à penhora, como se todos os contribuintes (mais tarde ou mais cedo tenham obrigatoriamente de cair nas malhas da brutal complexidade do sistema fiscal e da sua tolerância zero), fossem para o Estado apenas um enorme mealheiro sem fim para alimentar as ineficiências de um grande empresa monopolista de elites do poder, são um convite pleno ao baixar de braços de todos os que sentem que passaram a ser carne para canhão da engorda parasitária - de uma elite que acha que a formação in illo tempore, lhe dá direito e privilégio ad eternum de viver à custa do esforço de todos os outros.
Afinal quando é que deixamos de ser uma sociedade de antigo regime e de notáveis, onde o que conta é a via estreita do privilégio e do dinheiro?
