«Ministro das Finanças ameaça despedir-se»
Seria bom para Portugal que passasse das palavras aos actos!
Blog da nossa consciência, do n/ umbigo, da solidariedade, da ética, do egoísmo, da ganância, da corrupção, do faz de conta, do desinteresse, do marketing, das sondagens, da elite do poder, do poder dos sem poder, do abuso do poder, da miscigenação com o poder, da democracia participativa, do igualitarismo, dos interesses, do desprezo pelos excluídos...da política, da democracia de partidos e da classe política Portuguesa séc.XXI! A VOZ DA MAIORIA SILENCIOSA AO SERVIÇO DA CONSCIÊNCIA PÚBLICA!
«Ministro das Finanças ameaça despedir-se»
«The European Commission will recommend on Wednesday that Greece’s socialist government should “cut average nominal wages, including in central government, local governments, state agencies and other public institutions”, according to a draft proposal.
[...]
The Commission’s recommendations will be passed to eurozone and EU finance ministers for approval on February 15-16, and Greece will have four months to show it is putting the measures into practice.
If it is judged not to have done so, the other 15 eurozone governments could under EU law impose financial sanctions. No country has been subjected to such punishment since the euro’s birth in 1999.»
“Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.“
E o outro: «José Sócrates disse esta segunda-feira que o aumento do défice para 9,3% não resultou de um «descontrolo» mas sim de uma decisão do Governo que está em linha com as principais economias mundiais.»
«Mário CrespoTerça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.»
«Ainda assim - e acima das emendas supra-mencionadas e urgentes - parece-me mais simples estabelecer uma percentagem justa ao desconto da segurança social, estável e proporcional ao valor dos recibos (digamos... 7\%, 9\%, 12\% - enfim, um valor exequível) ... ao invés destes ridículos 159 euros, arbitrários, estupidamente calculados e que tomam para a média, os recibos de engenheiros que assinam projectos para barracões. Incomportáveis por qualquer trabalhador independente, e claramente determinados como meio de extorsão pelo elo mais fraco. Acordai, meus pares, e reclamai pela injustiça que nos imputam!
Que os recibos verdes, quando o trabalho se verifica por um período superior a 6 meses, passem a contrato com as regalias devidas aos trabalhadoresdeveriam tb fazer uma pelas dividas do IVA pq é um flagelo termos que pagar uma coisa que não cobrámosÉ uma vergonha!
Todos os Artistas Precisam de Leis Fiscais Próprias, como no Mundo Sério, pelo seu contributo para a Cultura Portuguesa. Carteiras Profissionais, igualmente Urgentes, pois confundem-se Modelos e Carinhas Larocas com Actores e amadores com Profissionais.
Basta. Haja Vontade!Quero pagar impostos... mas também quero ter Saúde e Ensino com as qualidades mínimas e à altura dos países com TGV, Aeroportos Modernizados, "Choques" Tecnologicos, Grandes Estádios de Futebol, Verdadeiras Autoestradas e Exposições Mundiais cheias de boa Arquitectura e Design...Já chega do abuso das empresas e da conivência do estado. BASTA!!!Temos que reaver o nosso estatuto!
Mais igualdade se faz favor...»Completamente de acordohaja vergonha!
«Defendo um direito de protecção às testemunhas colaborantes e aos que denunciam desde a origem a existência de ilícitos financeiros e penso que neste casos exige até uma compensação financeira, caso a denúncia resulte em benefícios financeiros para o Estado», disse Vítor Constâncio.»
«O descontentamento está na rua…
Colocado por Luís Moreira em 29 de Janeiro de 2010
Os enfermeiros estão em pé de guerra. Os Sindicatos da Função Pública afiam as facas, na ponte 25 de Abril (de onde se atirou o Cavaco…) há protestos contra o aumento das portagens…Não é possível enganar toda a gente durante o tempo todo, as contas públicas estão aí e estão uma desgraça maior do que a se previa, a despesa aumenta e muito, há que ir buscar dinheiro aos mesmos de sempre, a quem trabalha!São as portagens, as SCUTs, os combustíveis (o petróleo está ao nível de 2007 mas o preço no consumidor, não baixa…), 60% das margens são receita do Estado, os telefones mais caros que noutro qualquer país da Europa, os serviços bancários…tudo formas encapotadas de “sacar” dinheiro.Congelar salários e pensões ao mesmo tempo que vamos pagando tudo mais caro!E diz o Teixeira dos Santos que não há aumento de impostos. Pois não, chamam-lhe outra coisa, como sempre fizeram na sua relação com os contribuintes…Nós, aqui no Aventar, já tínhamos dito que o acordo na Educação era o abrir “a caixa da Pandora”, e também há muito que vínhamos avisando que as contas públicas estavam num estado deplorável, muito pior do que o governo admitia.Acabou a festa para Sócrates…»
«Fronteira da segurança de Portugal está no Afeganistão», Luís Amado diz que há uma «batalha a travar»
DN: «Orçamento não inclui 460 milhões dos submarinos»
Governo decidiu não inscrever, na proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2010, os cerca de 500 milhões de euros relativos à compra do submarino Tridente, confirmou o DN
«Tomada de posição da SEDES
“Um Problema de Todos”
Lisboa, 23 de Janeiro de 2010
A situação das finanças públicas nacionais exige medidas imediatas e uma postura de responsabilização por parte de todos. A situação das finanças públicas nacionais é grave, porque o Estado português, com um nível de endividamento directo de cerca de 80% do PIB, é um Estado excessivamente endividado.
Esta situação, a continuar, conduzirá à necessidade de medidas mais drásticas, no futuro próximo, sob pena de, a largo prazo e qualquer que seja o Governo, se deixar de poder garantir as pensões ou os salários da função pública, para não referir os apoios sociais nas áreas da saúde, desemprego ou educação. A situação das finanças públicas é, pois, um problema que diz respeito a cada português.
Não cabe exclusivamente ao Governo, seja ele qual for e mesmo que acompanhado por uma oposição democrática responsável, a resolução destes problemas. A verdade é que nunca alcançaremos uma criteriosa e prudente gestão dos recursos públicos sem uma auto-responsabilização de todos os cidadãos, num exercício de cidadania esclarecida, exigente, interveniente e escrutinadora.
É nesse sentido que a SEDES pretende dar o seu contributo.
Um Estado Fraco
Um Estado excessivamente endividado é um Estado fraco. Mesmo aos Estados Unidos, nas suas relações com a Ásia, é constantemente recordado que os seus maiores credores estão na China. No caso português, o endividamento do Estado é o problema económico mais grave, na medida em que bloqueie o crescimento e a criação de emprego. E o endividamento externo de toda a economia é também explicado, em larga medida, pelo endividamento pública.
Quando o Governo negoceia contratos (ou quando renegoceia PPP, concessões ou outros contratos já existentes, como o tem feito nos tempos recentes) está sempre a negociar em estado de necessidade. Isto significa que não está em boas condições financeiras para recusar exigências muito favoráveis para os privados, com prejuízo do interesse geral.
Um Estado Incapaz
Um Estado endividado é um Estado incapaz de realizar adequadamente as funções essenciais que só o Estado pode desempenhar. A provisão de bens públicos, incluindo a redistribuição do rendimento, e a adopção de políticas contra-cíclicas exigem um Estado com finanças públicas sólidas. No nosso caso, o exemplo mais citado é a justiça; mas também poderíamos acrescentar a segurança, tanto interna como externa, cada vez mais importante nos tempos em que vivemos.
Um Estado Injusto
Um Estado endividado é um Estado injusto. Os apoios sociais, nomeadamente aos desempregados, a saúde, o ensino, são exemplos de funções que um Estado excessivamente endividado não pode realizar adequadamente. Para proteger os mais fracos o Estado necessita de capacidade financeira que um Estado endividado não tem.
Um Estado parte do Problema
Um Estado excessivamente endividado é parte do problema e não parte da solução. Um Estado endividado é também um Estado que naturalmente terá de enfrentar condições de financiamento nos mercados mais gravosas do que um Estado pouco endividado. É um Estado que prejudica toda a economia com juros mais altos e menos crédito, para as famílias e empresas.
A SEDES defende…
Por tudo isto, o Conselho Coordenador da SEDES considera que a aprovação do Orçamento de Estado para 2010 e, mais importante, a discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento, com um horizonte mais alargado, devem ser um marco para o verdadeiro e credível reequilíbrio das contas públicas.
Qualquer aumento de impostos, no contexto actual, e o crescimento económico previsível não irão alterar de forma relevante a situação das finanças públicas. É, necessariamente, pela redução da despesa que o reequilíbrio das contas públicas se poderá realizar. Para tal é imperioso aprofundar a contenção das despesas correntes e garantir que a decisão sobre o investimento público salvaguarde adequadamente a sustentabilidade económico-financeira dos projectos e a demonstração do seu real e efectivo interesse público.
Os investimentos públicos devem também ser avaliados na sua capacidade para substituir a procura dirigida à actividade económica interna, na rapidez da sua aplicação e, em particular, na sua capacidade directa de serem geradores de emprego.
Mas é também necessário pensar a prazo mais dilatado e fazer uma reavaliação das funções do Estado, bem como determinar os meios necessários para as desempenhar. O Estado tem, antes de mais, de ter a capacidade para realizar as funções que só ele pode realizar. Para tal é preciso não só determinação política mas também uma sólida capacidade financeira.
Do mesmo modo, é necessário discutir alternativas de forma clara e directa e ter a capacidade de fazer opções, sem colocar em causa as funções sociais do Estado e o investimento público adequado.
Os cortes de despesa dependem das opções ideológicas que os partidos representam, mas as funções que só ao Estado cabe realizar, qualquer Governo tem obrigação de as assegurar. Aliás, nessa avaliação das funções de um Estado moderno e orientado para o mercado, deve caber uma avaliação da qualidade dos serviços prestados, para que o Estado não seja um travão mas um facilitador da economia e do crescimento.
De qualquer modo e independentemente de opções ideológicas, parece cristalino que a reforma da Administração Pública, a redução da burocracia, onde já houve avanços claros, bem como a reforma da justiça, ainda não atingiram os resultados indispensáveis a um Estado moderno.
É sintomático que o futuro próximo do País esteja hoje mais dependente do que nunca da notação de empresas de rating, do desenlace da crise grega, ou da eventual falência de um banco estrangeiro, e, aparentemente, menos dependente de nós próprios.
Cabe primeiramente ao Governo a responsabilidade da resolução dos problemas do País. Mas, sendo um problema que a todos diz respeito, mal iríamos, portanto, se pensássemos e agíssemos no pressuposto de que essa responsabilidade exclusivamente sua.
O facto é que o endividamento do sector público não pode continuar, tenha ele origem em políticas governamentais ou em exigências e reivindicações da oposição. E que, sem as medidas adequadas, cada um dos portugueses vai pagar, no futuro, com juros mais altos e mais impostos, e, consequentemente, com menor crescimento e mais desemprego. Cabe, portanto, também à oposição ter em conta este problema, e propor uma política alternativa, clara e concreta, para a sua resolução.
A concluir…
Exige-se, portanto, de todos os agentes políticos, nesta fase de grande importância para o combate aos efeitos sociais da crise e de relançamento da economia, acrescidas responsabilidade e honestidade políticas, no respeito pela sustentabilidade do Estado, a quem cabe preparar, hoje, o amanhã das gerações vindouras. Cabe à sociedade civil assumir também as suas responsabilidades, sendo mais exigente, menos corporativa e socialmente mais activa. A SEDES continuará a ser, com independência, uma voz a chamar a atenção dos problemas da nossa sociedade.
Tudo isto a todos responsabiliza, porque um Estado excessivamente endividado é um Estado dependente, fraco, incapaz e injusto.
O Conselho Coordenador da SEDES
Luís Campos e Cunha (Presidente), Amilcar Theias, Fátima Viegas, Fernando Ribeiro Mendes, Henrique Neto, Luís Barata, Manuel Alves Monteiro, Paulo Sande, Pedro Magalhães, Pedro Pita Barros»
- Está? É da Bloomberg?
- ?
- Ah, bom dia! Fala aqui José Pinto de Sousa!
- Quem?
- José Pinto de Sousa!
- ?
- Sócra...!
- Ah! Bom dia! Como está!
- Eu estou bem. O País é que não...!
- Sim, sim ...
- ...não, não! Não entendeu! O País está bem, está com saúde económica e financeira. Há para aí 700.000 com fome e sem pão, mas... O que não está nada bem é igualarem-nos à Grécia, esse berço de Atenienses milenares cheios de pó. Isto aqui é diferente. Demos novos mundos aos mundos. Aqui é só políticas de nova geração! Não ouviu falar do Magalhães?
- Sim, sim! O da circum - navegação!
- Não é nada disso homem. Esse é passado! Então, homem! Suba-me mas é lá esse rating. Olhe que não fica bem visto por cá se não o fizer!
- Ah, ah, ah!
- Quem é que está aqui também na linha ...?
- Ah, sou eu sr. Engenheiro. O Teixeira!
- Ah, Teixeira, desligue lá isso, homem! Então que o deficit estava controlado, heim? 5%, heim! Ainda há quem acredite em si, homem?
- Ah, eu também fiquei surpreso! Foi a receita fiscal!
- Ah, Teixeira, tanto apertou, tanto apertou, que estrangulou a galinha! Se não fosse o nunca me engano e raramente tenho dúvidas, não sei, não. Não gosto de ser contrariado! Mas desligue lá, homem. Já não tem idade para aventuras. E aqui o amigo da Bloomberg não se vai esquecer de nós, que nós também não nos esquecemos deles! E olhe lá,Teixeira, o que é que foi aquela de diminuirmos o salário? Está louco, homem, o Constante já me telefonou a pedir explicações! Olhe que lhe lanço os tansos do BPP e do BPN! Saloio!
Sell Euro on Concern Over Greek, Portuguese Deficits, UBS Says
«O caso (noticiado pelo DN) das reformas, privilégios, regalias, mordomias, prebendas retirados a ex-administradores do BCP promove a indignação daqueles que, embora sabendo-o, não possuíam a verdadeira extensão do escândalo. Porque de escândalo se trata. Os particularismos do "mercado" criaram novas visões do mundo e desviaram, do seu sentido verdadeiro, padrões e valores que fundamentaram o essencial das nossas sociedades. Parece que tudo é permitido e, pior, admitido como normalidade o que constitui aberração e indecência.
O modelo saído da globalização trouxe inesperadas formas de violência, vulgarizou-as, simplificou- -as, através de uma bem urdida manipulação das consciências que propunha a relatividade e o anacronismo dos valores até então vigentes. Quase nenhuma força política se opôs a esta ideologia da exclusão. A grande aventura do espírito humano, que se criou e desenvolveu com as contribuições dos esforços partilhados e das experiências culturais variadas e diferentes, parece ter entrado num denso período crepuscular - de que apenas tiram proveito os "escolhidos" e os "eleitos".
E quem são estes? Que sinais distintivos os definem e notabilizam? Pouco ou nada diferem de todos nós. No entanto, a medida das suas intenções e a capacidade de metamorfose que revelam, além da sua quase inverosímil habilitação para a mentira e para a dissimulação, tornam-os os vencedores do momento. O "domínio da presença" manifesta-se, sem equívoco, como demonstração de força e de poder.
Porém, essa força e esse poder são ilusórios, por momentâneos. Eles não têm uma fortíssima crença em si mesmos. As fragilidades e temores emergem logo que as suas actividades são postas em causa. Não só é relevante o caso de Jardim Gonçalves, o todo-poderoso banqueiro dos vencimentos faraónicos, dos jactos particulares, dos não sei-quantos guarda-costas; significativo tem sido o aluir das aparências, quando a mentira é desmascarada e a pequenez do mentiroso é exposta.
O nosso desenvolvimento moral também depende muito da exemplaridade das relações entre pessoas e instituições. Há muito que perdemos a confiança nas estruturas e nas organizações do sistema. A cedência à tentação da irresponsabilidade nasceu na crença da impunidade dos prevaricadores. Cabe à educação, à Imprensa, à sociedade a tarefa de reabilitar o espírito público.
Este episódio não põe fim às desigualdades afrontosas, mas pode iluminar as obscuridades arrogantes. E, eventualmente, despertar as consciências para a revelação de que, afinal, tudo isto anda ligado, sendo a disjunção privado e público a pura hipótese de uma mistificação.»
«Confrontado com o corte de 20% do rendimento do primeiro-ministro irlandês e questionado se faria o mesmo, o responsável respondeu: «Sim. Estaria disposto a abdicar de parte do meu salário se fosse preciso».
«OE 2010: incentivo para carros eléctricos limitado . Só as primeiras cinco mil unidades terão bonificação de 5 mil euros»
«Saúde: seis em cada 10 famílias «fogem» de tratamentos
Inquérito da DECO revela que motivos económicos afastam portugueses do médico»
“O GOVERNO PORTUGUÊS ANDA MENDIGANDO EM LONDRES UM NOVO EMPRÉSTIMO. OS NOSSOS CHARLATÃES FINANCEIROS NÃO SABEM SENÃO ESTES DOIS MÉTODOS DE GOVERNO: EMPRÉSTIMOS E IMPOSTOS…È DINHEIRO EMPRESTADO E DINHEIRO ESPOLIADO…E POR FIM NÃO É DINHEIRO APLICADO A NENHUM MELHORAMENTO PÚBLICO DIGNO DESSE NOME; É SÓ DINHEIRO PARA PAGAR JUROS DA DIVÍDA E ENDIVIDAR-NOS CADA VEZ MAIS E MAIS….É A DIVIDA A MULTIPLICAR-SE PARA NÃO FALTAREM Á CORTE BANQUETES, FESTAS, CAÇADAS E FOLIAS.”
in Jornal a lanterna 17/12/1870 -ADAPTADO
O presidente do Governo Regional da Madeira pediu a todos os «candidatos-almofadinhas» que «não tenham ilusões»: «Não invoquem o interesse de Estado, porque o interesse nacional é estes senhores se irem embora e passarmos adiante a uma alternativa credível.»
«Se quer aumentar os impostos e continuar a somar asneiras monumentais, arranje um pretexto mais sério, tenha coragem de, no Parlamento, explicar aos portugueses e levar à votação dos deputados»