domingo, 20 de junho de 2010

PORTUGUESES NA AUSTRÁLIA

Excelente o programa de ontem da RTP sobre a nova diáspora.
Diáspora hoje feita dos nossos melhores, daqueles que com raiva  e arreganho partem para terras onde simplicidade, justiça e distribuição soam mais correcto. Onde o fazer não coincide com dificuldade, onde o saber não sofre de inveja mesquinha, onde... Desta feita para a terra dos cangurus, onde não se vislumbram à distância snobismos bacocos, absurdos e racismo, de classe, baseado no poder.
Em Portugal, paradoxal e hipocritamente, estas diferenças são às vezes guindadas ao populismo mais rasteiro e ordinário, quando algumas vozes de quem esteve, e está, do lado dos problemas se lembra de limpar a consciência.
Desgraça e decadência para Portugal é, entretanto, o resultado de uma pseudo democracia económica que já está a fazer um brain drain pior em quantitativo que o ancien régime.
E ainda há alguém que se pergunte porque há países que teimam ao longo dos séculos em não fazer o take off?

2 comentários:

joãoeduardoseverino disse...

Caro Pedro Sande

Acontece que os portugueses e os outros emigrantes na Austrália são gente. E aqui no nosso país somos tratados abaixo de cão.
Na Austrália seria impossível a minha situação: desempregado sem qualquer subsídio e sem casa. Por isso, vou regressar.
Abraço

(c) maioria quase silenciosa: Pedro Almeida Sande disse...

Caro Severino

Não calcula como lamento e me dói a alma de ver tão bons Portugueses a serem tão mal tratados por uma click parasitária, que não percebe a própria essência das palavras decência, competência e solidariedade.
Um país que rejeita cidadãos em catadupa para manter os privilégios infindos de uns poucos é um país já sem presente e sem futuro.
O seu regresso coincide com a notícia de conhecidos meus a irem fazer o mesmo percurso.
Aspiro também a uma cidadania simples e focada no essencial: as pessoas, sem excepção de formação, nível etário ou condição. O meu percurso possível e brevemente será o mesmo.
O apartheid político económico e social reinante, alicerçado na partidarite está a matar Portugal aos poucos. Decadência e infelicidade será o reino de Portugal na razão inversa da repulsão dos seus cidadãos!

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