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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

DE REGRESSO À TERRA?

Há seis meses, mais coisa menos coisa, também regressava de Dublin ... e de Limerik ... e de ... embalado pelo sono daquela "Air Língua", visonava os frondosos campos Irlandeses, povoados de rebanhos, alazões Irlandeses a dar "com pau", cliffs of Mohers, vibrantes castelos e sonhava com um país próprio assim verde, com troços de estradas rurais, desprovido de auto-estradas, desprovido de grandes obras, mas rodeado de grinaldas, de homens e mulheres bem tratados, rodeados de greens ... grandes homens e mulheres in situ, rodeados e aperfumados de verde!

Foi assim no Eire, mas foi assim também no "reino de Copenhaga", como foi assim na clara meia-noite dos lagos da Suécia, nas frondosas florestas de coníferas da Finlândia e nos fiordes da Noruega.

Há muito que nós, os Portugueses, escolhemos as nossas muralhas e os nossos castelos, as nossas vibrantes e despidas autoestradas, os nossos "colombos", os nossos elefantes brancos voltados para o Tejo. Há muito que estamos desprovidos das proporções e vivemos não para os homens e para as mulheres deste povo, mas para as nossas tristes ilusões.

E assim o nosso regresso como o de João Tordo , cava sempre mais profundo o nosso implexo de incomodidade, a nossa alienação da felicidade da terra!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A EUROPA PÓS-SHUMAN E J.MONNET OU
QUO VADIS EUROPA FILHA MIA?

Sendo eu agora já quase um apóstata da "Nova Europa", NESTES TEMPOS DO NOVO MITO DA EUROPA, "FILHA MIA" RUMANDO A NOVAS PARAGENS RAPTADA POR NOVO MARIDO, "entreolham-se-me" as entranhas de ler a estranha unidade da Europa.

A crise financeira mundial é grave e global, é um facto! A crise é mesmo real, mas de uma realidade feita de um estranho pavor, de uma espécie de "monstrengo do fim do mundo", de um pavor de "perda de valor do vil metal" (mas será que já ninguém se lembra de Lavoisier, "nada se perde tudo se transforma" ... ou neste caso retorna!), perdido em "bonds e futuros", tão longe do padrão metal!

Por um canudo vejo também a minha parcela de poupança do capitalismo popular a definhar no medo irracional ... mas não me assusto (ou devia?)! Pois no mercado, do desespero à euforia vai um passo! Será, assim, desta vez ( pelo menos foi o que in illo tempore me ensinaram em economia, sobre a volatilidade dos mesmos)?

Mas o que mais me revolta as entranhas, é a Europa Orwelliana do "todos são iguais mas alguns são mais iguais que outros", a Europa a 4 vozes e meia ou a 4 velocidades e meia (mesmo que escondida a malfeitoria dos directórios nos meandros do G8), a União do "puto" (e aí vai ele montado no seu novo libré!) a 23 mais a Europa BBMS (Berlusconi,Brown, Merkel-Sacorzy - que bonito casal este par dava!), e ouvir o diáfono "linguarejar multicultural" de Merkel à agência EFE:

«Merkel diz que reunião do G20 deve trazer soluções à crise»

Berlim, 29 out (EFE) - A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que a próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Washington não deve ser apenas uma reunião, mas dela deve sair um "mandato claro" para que sejam fixadas as novas regras dos mercados financeiros.

"Deve haver um mandato para que se inicie um processo de negociações", ressaltou Merkel no congresso anual da Federação Alemã das Empresas Atacadistas e de Exportação (BGA).

Essas negociações, ressaltou, não devem se prolongar "além de um ano" e, no final deste período, deverão ter sido marcadas
"as novas regras para os mercados internacionais".

Merkel considera ainda que a Europa (?) desempenhará "um papel diretriz" na cúpula do G20, grupo que reúne as grandes potências econômicas e as emergentes.

A chanceler alemã anunciou também que seu Governo aprovará na próxima quarta-feira um programa "muito definido" de fomento aos investimentos para atenuar o impacto da crise financeira.

As medidas de incentivo serão "muito definidas, corajosas e sustentáveis", afirmou Merkel.

A governante rejeitou reiteradamente a aprovação de um grande pacote de ajudas à economia, como pedem parte da oposição e do setor empresarial, mas não um pequeno programa de incentivos.

Entre as medidas previstas estão investimentos dedicados a melhorar a eficiência energética, por exemplo, no saneamento de edifícios ou incentivos fiscais no setor do automóvel.

A cúpula do G20 foi convocada por ocasião da crise financeira internacional e se desenvolverá entre 14 e 15 de novembro em Washington.

O G20 é formado pela União Européia (UE) (?), o Grupo dos Oito (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), além de Brasil, Coréia do Sul, Argentina, Austrália, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia.»

REPÚBLICA DOS DESESPERADOS

A propósito da mensagem do 4R-Quarta república e de alguns dos seus comentários:

«Falta de consideração...

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas abriu “guerra” à actualização em 2009 do salário mínimo nacional anunciada pelo governo, com a ameaça de que, se o aumento for para a frente, vai “determinar junto dos associados que não renovem os contratos”. Está em causa um aumento de 426 € para 450 €, ou seja, de 27 €. A ameaça abrange 43.720 trabalhadores com contratos a termo certo, de um total de 200.000 que auferem o salário mínimo nacional.
Considero inqualificável a total ausência de sentido de responsabilidade social retratada nas palavras daquele responsável.
O aumento pode gerar desemprego, mas abordar a medida da forma como o fez demonstra não apenas falta de tacto relativamente à justeza de um aumento ínfimo, mas também, do meu ponto de vista, uma imoralidade, por incitar publicamente à dispensa dos trabalhadores.»

Com todo o respeito pelos comentadores antecessores do artigo colocado no 4R, o que este senhor me parece que "queria" dizer era (reflectindo estados de alma, de desespero, de quem vê um governo que não governa para eles mas para um qualquer umbigo e garotice:

-Chega de liquidar, de inventar taxas, multas, de perseguir as pequenas e médias empresas, que num ambiente de dificuldade não suportam mais agravamentos, vindos de quem os devia apoiar!

Por outro lado, a resposta de outros será:

-Mas até é bom que as empresas acabem, revigora o tecido económico, cria um novo fenómeno de concentração, os mais fracos desaparecem!

E isto é que é o busílis, meus senhores: é que ninguém quer desaparecer, ou fazerem-no desaparecer (principalmente porque para além de enfrentar o mercado, ainda se tem de enfrentar o governo por nós eleito), e para mais num ambiente de depressão global.

E quando, um pequeno empresário que não vive dos impostos dos outros, vive do seu trabalho, paga a sua segurança social e depois apertam a sua empresa, lhe dizem: sóis os mais fracos, senhores!

Ah, não se esqueçam, também, gravidade das gravidades, como vivem depois se este Estado de "chulões" nem um subsídio de desemprego lhes dá: do ar, de consultadorias, de contratos viciados?

E é por isso que é muito, muito perigoso, sobrecarregar o tecido (e o desespero) das pequenas e médias empresas, só para manter os que vivem do Estado, risonhos e anafados! E mesmo, esses, a prazo sofrerão as consequências do desaparecimento das colectas dos primeiros! Ou aposta-se tudo na concentração dos grandes grupos económicos?

O prestigitador perante a diminuição das audiências e das sondagens tira, então, da cartola: que tal indignar-me com o que dizem os pequenos patrões, dá muitos votos e podemos continuar a "chular" ... ora venha lá mais multas para quem não paga o IVA daquilo que ainda não recebeu! É encher, meus senhores, é encher o saco do governo e dos deputados da nação!

É DIFÍCIL DE PERCEBER OS GRITOS DE DESESPERO, OU PREFEREM CONTINUAR A COZINHAR UMA NOVA COLIGAÇÃO MFA-POVO?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

MÁRIO, MÁRIO, MÁRIO ... CRESPO!
E TU, VÊS ALGUMA COISA COM ESSES ÓCULOS? ... MÁRIO, ... MÁRIO ... CRES...


Imagine all the top people ...
«2008-08-04
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.»

Dez por cento? Porque não trinta, quarenta ou cinquenta ... e o sorriso voltaria a estas bocas, todas elas, até a quem perderia os trinta, quarenta ou cinquenta %, porque usufruiriam do contacto da alegria dos outros ... rostos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

FAÇA-SE PORTUGAL!

Se Pinho tenta destruir os contribuintes com milionários gastos de pseudo promoção de Portugal, se a marca Allgarve se passeia pelos Euroturismos, pergunta-se nesta altura de aprofundamento eleitoral da abstenção, para quando a criação do Partido Portugal, aquele que fala para todos os Portugueses e não para minorias e clientelas partidárias?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

MANIFESTO ANTI-SÓCRATES

No meio do Câmara dos Lordes, The Right Honourable, the Lords Spiritual and Temporal... encontrei esta preciosidade, ESTE MANIFESTO ANTI-DANTAS ... PERDÃO ANTI-SÓCRATES! A ouvir com atenção ...