terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A RIA E O LIVRO

 ... e afinal não era Pessoa,
nem o mar,
ali tão perto,
eram apenas palavras
que nos confortam,
seja ao longe
seja ao perto.

Pudesse eu ter uma ria,
assim num dia perfeito,
que as lágrimas do meu Portugal
eram só e apenas poemas
que desaguavam no mar.

2 comentários:

Anónimo disse...

Gostei do teu blogue. Fazes parte do 1% de portugueses que é lúcido. Os outros 99% são ignorantes, coitados, a herança terrível do nosso passado católico e salazarista. Eu tenho pouca esperança em Portugal, mas ao ver o teu blogue ainda me surgem um bocadinho de esperança de um dia, quando for velho, ver o meu Portugal renascer.

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

Obrigado Anónimo. Como diria Saramago, a cegueira não induz a falta de lucidez e tenho a certeza que quando fores velho poderás voltar a sorrir e a acreditar. É mantermo-nos no nosso caminho, sem lealdades que não as da nossa consciência e com um aguçado sentido crítico (que não sentido da crítica), mas humano o mais possível.

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