segunda-feira, 21 de maio de 2012

A HISTÓRIA DAS ALEIVOSIAS DE PORTUGAL CONTADA AOS PEQUENINOS

«Só puderam fazer isso porque, naturalmente, contaram com a conivência dos governadores que
Portugal mandava, apesar do “escândalo extraordinário” que era aquela situação – para se usar uma
expressão que consta de um códice do Arquivo Público Mineiro (Gonçalves, 1999: 103). Quer dizer:
quem podia roubava o erário. Ainda hoje é assim no Brasil. O Estado serve para financiar partidos,
campanhas políticas e, obviamente, dar boa vida a muita gente que posa de “pai” da pátria.
Quando pressionados a pagar o que deviam, aqueles “grossos devedores” de Minas Gerais lembraram-
se de que poderiam ficar livres das dívidas. Bastava se livrar do jugo de Lisboa. Mas a quem...»

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ENTRE FERREIRA LEITE E PASSOS COELHO

«Tudo o que seja alterar ou violar, não cumprir este contrato, é algo que é extremamente delicado, direi que de alguma forma perigoso e que se tem que levar a que não haja uma definitiva quebra de confiança entre os cidadãos e o Estado».

Sobre a consolidação orçamental, defendeu «categoricamente que, se não houver crescimento económico, não há a possibilidade de se conseguir consolidar as contas públicas».
Entre PC e FL vai um espaço enorme de experiência e bom senso. Sempre achei que foi um erro não ouvir FL, uma voz verdadeiramente social democrata. Os Portugueses pouco atentos acharam-na velha. 
Mas velhas e imberbes são as receitas de Passos.
O futuro dará razão a MFL. 
E depois. Que consequências? 
Como de costume nada e isso é que é o busílis. 
É que o povo Português aposta sempre no cavalo errado.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

GERAÇÃO RAPAZOLA

«Em Portugal, há uma geração de políticos que gosto de brincar com tudo. Com a Pátria, com os portugueses, com o dinheiro dos contribuintes que através do seu trabalho honesto fazem (tanto quanto possível!) pela vida. Eles brincam porque tratam o País como se fosse a sua loja maçónica (a que legitimamente pertencem, desde que não interfira com os interesses de Portugal) ou o seu clube restrito de amigos - no fundo, comportam-se como se fossem gestores de condomínio de um grande espaço, sobre o qual dispõem de um poder absoluto e isento (julgam eles!) de críticas. Mas Portugal é uma Nação secular e com uma História que a todos nos orgulha - não, não é o clube privado desta geração de líderes que nasceu a contar fichas de militantes nas secções partidárias, nunca se dignou a pensar o futuro da respectiva freguesia (quanto mais do País!) e inventaram nomes ou usaram o nome de pessoas que já nem sequer se encontravam entre nós para "medir forças" nas votações internas dos partidos. Miguel Relvas é um modelo clássico, inequívoco desta nova geração de "políticos funcionais" que nos levaram ao abismo. E que são a causa imediata, estrutural e real da crise nacional e europeia (principalmente). Só que Miguel Relvas e os seus pares devem perceber, de uma vez por todas, o seguinte: há limites para a brincadeira. Já aumentaram impostos para níveis sufocantes, já retiraram subsídios de férias e de Natal, empobrecendo os portugueses, andam à deriva quanto ao desemprego - mas atenção: não nos vão negar o respeito pelos nossos direitos, liberdades e garantias mais elementares! É que ter comissários políticos a chefiar as secretas, tendo acesso à informação detalhada de todos os portugueses, à nossa vida privada, podendo utilizá-la para chantagear tudo e todos para alcançar os seus objectivos, isso ultrapassa todos os limites razoáveis! Isso é um atentado contra o Estado de Direito Democrático!»
Por João Lemos Esteves

UM RAPAZOLA A QUEM CHAMARAM PM

Por Daniel Oliveira

Daniel Oliveira é nesta crónica duro. Muito duro! Mas a dureza que utiliza, esbate na leveza de um PM que nos defraudou a quase todos, verdadeiros sociais democratas incluídos.
Passos tem de mudar rapidamente de agulha sob pena de obrigar o PSD a mais vinte anos de jejum do poder.
Em Itália os pequenos empresários já se começam a suicidar por um ataque do fisco sem precedentes. 
O ajustamento e a chamada austeridade é necessária nas economias europeias, mas não o esbulho feudal que mata a democracia.  

O QUE COBRAM A PASSOS OS PORTUGUESES



«Como é claro que o é. O Peter Step Rabbit deveria ter feito aquilo que se prometeu: Acabar com os Institutos, Fundações, acabou? Não. Acabar com as rendas da EDP/PPP. Acabou? Não. Não tem capacidade de fazer nada. já queimou o credito politico que tinha disponível para fazer algo. Razão tinha a "velha" em não querer o gajo. Não tem experiência de vida»

«vão ser sobretudo os assistentes técnicos e operacionais os mais afectados", isto é lapidar, ou seja o governo prescinde da mão-de-obra e deixa ficar os quadros intermédios, médios e as chefias, em vez de reduzir nas chefias que são excedentárias e cujos vencimentos são obviamente mais altos, sinceramente não estou a ver os quadros intermédios e médios a fazerem limpezas e todo o trabalho que faziam os assistentes operacionais e técnicos. Este governo é só tiros nos pés, parece um bando de gente que não tem cérebro, para eles há que reduzir a todo o custo não olhando a meios para o fazer, depois queixam-se que o número de desempregados aumenta e a receita fica aquém do esperado, é claro que todas as medidas têm consequências, é preciso é haver um estudo sério, rigoroso e competente antes de avançar, e o País tem pago um preço muito elevado devido á impreparação e falta de competência dos políticos para funções governativas pois não basta ter uma licenciatura para se ser membro do governo há que ter maturidade e experiência, e o resultado está á vista e o pior de tudo é que governam mal e não são julgados pelos erros que cometem»


«O problema é que o Estado não tem dinheiro para mandar as pessoas embora. Para além do mais, se o decidir fazer, temos que pensar no impacto económico que isso vai ter na economia, porque vão ser mais pessoas no desemprego, mais casas a entregar aos bancos, mais famílias destroçadas, menos consumo no sector privado e por aí fora. Na minha opinião, o Estado devia era acabar com a mama da classe política (como dito no comentário anterior) e com o fim do incentivo da economia, passando a deixar as empresas privadas serem competitivas, o que não tem acontecido. O Estado tem adjudicado um n.º sem fim de obras públicas em que os beneficiados são sempre as grandes empresas do sector privado português. Mais uma sugestão: já que não cumprem com maior parte dos acordos que fizeram com o povo português, não cumpram também com os pagamentos das parcerias público-privadas e não dêem mais do nosso dinheiro a essa gente (grandes empresas de construção e banca) que engordou à nossa custa. Desempregados já temos muitos e se é uma oportunidade, como diz o 1º ministro, ele e a equipa dele que dêem o exemplo».

PASSOS NA FEIRA DO LIVRO. EU ESTAVA LÁ!

Passos foi ontem verdadeiramente vaiado na Feira Do Livro de Lisboa.
Perante a geração com mais formação da história de Portugal, muita dela com mais formação do que o actual PM, Passos viu o amor que o povo lhe têm.
Há quem o ache arrogante, bétinho, provinciano, cobarde, teimoso ou impreparado para a função.
Cobarde não me parece que seja, já que enfrentou, embora com os guarda-costas que nós pagamos, os seus conterrâneos.  
Tudo o resto já me parece mais viável. Passos não têm estaleca intelectual, nem de formação, nem de conhecimento da realidade para ser PM. 
Como social democrata é um pobre social democrata, de uma ala que não me parece possível de se encaixar num partido da social democracia europeia.
Como economista e gestor falta-lhe a experiência de 360º capaz de perceber que meteu a "pata na poça" quando aumentou impostos e não atacou apenas cirurgicamente do lado da despesa sem efeitos no frágil equilíbrio da sociedade Portuguesa.
Como político falta-lhe a compreensão que a política como arte do possível não pode ser esvaziada do fazer o óbvio e puxar os seus concidadãos para cima.
Foi bem vaiado? Foi, porque está na altura de ouvir, mais do que teimar ou falar, muitos dos seus compatriotas que têm mais experiência e mais conhecimentos sobre a realidade do que aquilo que demonstra.
Não é PM quem quer, mas quem pode...

ESTADO DE ESPÍRITO DOS PORTUGUESES


«Lex T: Uma oportunidade? Mas você acredita mesmo naquilo que diz? Você pode ler os livros que quiser e tirar as conclusões que quiser, aliás parece que a prática corrente neste é procurar respostas em obras, muitas delas desactualizadas, para os problemas que surgem. Mas isso é um engano, cada caso é um caso diferente, e quanto a Portugal o desemprego é uma oportunidade para quê? Para os portugueses se endividarem mais com empréstimos para abrirem um negócio que vai acabar por falir devido à recessão, ficando as dividas por pagar? Ou uma oportunidade para para o governo se ver livre de mais alguns portugueses que imigrarão à procura de melhores condições e acabam por ou fazer trabalho escravo ou por serem considerados trabalhadores excepcionais. Será essas as oportunidades? É que olhando para os dias de hoje (e deixando para trás obras dos anos 30) não vejo mais nenhuma.»

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NÓS CONHECEMOS OS PROBLEMAS DO PAÍS

Passos disse ontem que conhece os problemas do país.
Se ainda por cá andasse AC diria "Olhe que não, olhe que não!"
Porque infelizmente depois dos desgovernos de Sócrates este desgoverno está a completar-lhe a obra.

CRISE LEVA A ABANDONO DA INTERNET

«Crise leva ao abandono da Internet
Praticamente 4% dos portugueses que já tiveram Net acabaram por desistir. Maioria são desempregados»

Com este governo fraquinho e pouco inteligente, o retrocesso está garantido!

terça-feira, 8 de maio de 2012

UM CRIME CHAMADO CIMPOR

«CGD - VENDA DA SUA PARTICIPAÇÃO NA CIMPOR "EVAPORA" A CIMPOR: É O "POTE" A FUNCIONAR!»

Se a CIMPOR for desmantelada é porque se justifica o título acima! Como a seguir se desmantelará a TAP, subirá astronomicamente os custos da água, etc... 

 

PORTUGAL EMPAREDEDADO

No século XVII o Padre António Vieira tinha a ambição de desenhar uma História do Futuro.
Uma História do Futuro que desse peso específico a Portugal e desse alma às profecias de um Quinto Império.
As misérias de Portugal estavam já no entanto na seiva que alimenta esse corpo chamado Portugal: a corrupção, a intolerância, a mesquinhez. 
Ontem um dos homens da luta lembrou fora de horas que se define como um homem de direita e de esquerda. 
Mas que vivemos tempos estranhos.
Temos o pior da esquerda, que é um estado que esmaga a iniciativa dos cidadãos e que todos os dias, mas todos os dias mesmo, inventa novas maneiras de os esbulhar do pouco que já têm, (ontem foi uma nova idiotice do governo dito liberal, um seguro de renda),
e o pior da direita que é a redução da pessoa humana às migalhas do assistencialismo que esmaga a dignidade humana.
E é, aí, que Portugal tem de se reequacionar. 
Na de que a todo e qualquer homem podem-lhe tirar tudo menos a dignidade.
E muitos, e cada vez mais, sentem que depois do pão é o que nos tentam tirar todos os dias.

RUI MACHETE, AVELÃS NUNES, ANTÓNIO CAPUCHO E JERÓNIMO DE SOUSA

Schauble ao disser que,

«Schäuble diz que Gaspar tem perfil para liderar Eurogrupo»

, já disse tudo de Gaspar, o eurocrata. 

É que na óptica de Gaspar, primeiro que uma lealdade soberana há uma lealdade comunitária.

Tudo estaria bem se se conseguisse perceber «quem está por detrás dos interesses que movimentam hoje a lealdade Europeia?» 

«A quem serve esta comunidade global?» 

«Serve todos por igual?»

Obviamente que a resposta é negativa. 

E esses interesses são hoje cada  vez menos coincidentes com o interesse de pequenas soberanias como Portugal.

O debate de ontem que colocou frente a frente Rui Machete e Avelãs Nunes, demonstrou como uma Europa conformada e conformista se antepõe a uma Europa de causas. 

E o problema não é em Portugal fundamentalmente ideológico, mas um problema de um controlo de órgãos por parte de uma elite geracional parasitária.  

E é muito triste ouvir Rui Machete a dizer que todos vivemos acima das nossas posses, porque é mentira. 

Como o futuro irá provar!

domingo, 6 de maio de 2012

CIMPOR DESMANTELADA

Obrigado!
Seguir-se-à a TAP!
 

sábado, 28 de abril de 2012

CARTA AOS FANÁTICOS

Carlos Abreu é um nome por estes dias muito conhecido em jornais electrónicos. Começa a ser cansativo "ouvi-lo" como apaniguado de serviço. 
Acusa ele todos os que criticam o actual estado de coisas a descambar para o retrocesso de décadas civilizacional de serem Seguristas e invectiva-os à exposição de medidas, como se a expressão da opinião própria nos remetesse para os fanáticos de partido - esses sim, expressão de um bairrismo que extrapolou para o clubismo e agora para o partidarismo incondicional do mais papista que o papa ou como agora se vê  mais Troikista que a Troika. 

Eu posso dizer por onde se pode ir e não falo nem por Seguro, nem por Passos, nem por Louçã, nem por qualquer outro líder político. 
Falo pela minha cabeça, pelos resultados das medidas e pela análise e antevisão das consequências das receitas.
 
Podia começar por exemplo por reverter todas as taxas de IVA e uniformizá-las numa faixa de 15 a 17%. Aumentos do IVA geram destruição económica, falta de confiança, diminuição de receitas fiscais, numa espiral sem fim de aumento de taxas de impostos, esbulho fiscal, desmotivação empreendedora, emigração.
Podia por exemplo não mexer nas tabelas do IMI que criam situações dramáticas de perda do bem mais essencial das famílias, desestruturação social.
Podia por exemplo acelerar a reforma das instituições onde as despesas são despesas de lugares de rotatividade partidárias. Empresas municipais, organismos públicos, órgãos do poder autárquico.
Podia por exemplo poupar na contratação de escritórios de advogados, empresas de comunicação - que bem deve conhecer - e uma mão cheia de outros expedientes de pretensos especialistas e parasitas do estado, que custam os olhos da cara ao estado e que fogem ao escrutínio social e comunitário. 
A bem da administração pública que tem de ser despartidarizada e dos cofres do estado.
Podia por exemplo já ter enfrentado os lobbies que geraram contratos blindados, desblindando-os com argumento de má fé e enriquecimento sem causa, em sectores que não sentem a crise e que repercutem custos nos consumidores - criando verdadeira concorrência. Em caso de tal ser impossível por serem sectores muito concentrados não se deviam vender monopólios do estado ou empresas essenciais à economia nacional lucrativas (por mais que sejamos liberais qualquer asno vê que há sectores cujo valor acrescentado tem de estar ao serviço da comunidade).
Podia enumerar-lhe mais uma enorme lista de medidas sociais democratas e de cariz patriótico e nacional, mas não sei se o não ia enfartar. 
 
De resto um bom dia, e viva Portugal, que não consta que tenha no símbolo a rosa, as setas ou qualquer outro para além das quinas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ASSUNÇÃO CRISTAS: UMA MINISTRA BALOFA!

Sim eu sei que não é bonito chamar nomes a ninguém. 
Mas numa altura em que muitos já estão ao nível da subsistência querer vir taxar o grande consumo que se vai repercutir em nós e em toda a cadeia produtiva nacional é suicidário e criminoso.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER

«Deixem-me pedir-lhes para que os que escolheram a actividade política como a mais nobre de todas as carreiras não se deixem cair cegamente nas mãos de uns tantos tecnocratas, que são certamente excelentes pessoas e profissionais, mas para quem as pessoas são números”, afirmou Manuel Lemos». 

«Quanto a assuntos da governação, Santana Lopes considera “urgente” a renegociação das parcerias público-privadas (PPP) e diz mesmo que devia ter sido feita antes de congelar pensões. O ex-primeiro-ministro diz que as PPP são “imprescindíveis”, mas que a sua renegociação é “urgente” até para a retoma da credibilidade externa de Portugal.
Santana elogia António José Seguro, que chama de líder da oposição “patriota” e aconselha o Governo a aproximar-se mais do líder do PS e a “fazer tudo” para envolver “permanente” o PS nas principais decisões que têm de ser tomadas. “É irresponsável” enfraquecer as possibilidades de cooperação com os socialistas, alerta o antigo primeiro-ministro.»

«Portugal no pódio dos países que mais subiram impostos na OCDE. Os portugueses são também os que menor salário auferem.»

«O teatro não faz revoluções mas pode ajudar', João Mota, director do D.Maria II».

HIPOCRISIA SUPREMA

Numa altura em que todas as conquistas de Abril, não as que são de esquerda ou direita, são colocadas em causa, a Assembleia da República houve extasiada o Grândola Vila Morena.

Maior hipocrisia não há neste sistema que esse sim já não sabe a sua idade!

MIGUEL PORTAS

Não o conheci pessoalmente mas tenho memória de um homem bom e sério, PREOCUPADO COM O SEU SEMELHANTE e com as injstiças que são o primeiro dos combates que merecem a nossa vida.
Também não me espanta vindo de uma magnífica Portuguesa como Helena Sacadura Cabral a quem, sem conhecer pessoalmente, endereço aquilo que posso dar num momento dramático para uma mãe: um grande abraço solidário para uma mãe cujo filho se orgulharia dela.    

Porque é que são sempre os homens bons os primeiros a deixarem-nos?


 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O QUE DIZ JORGE SOROS!

«Os dirigentes do Velho Continente estão a levar a Europa à ruína... a ortodoxia Alemã está a levar a Europa para a deflação... não se pode pagar dívida sem crescer»

GOVERNO ACTUAL. BURRICE OU ANTI PATROTISMO?

Ontem no negócios da semana todo o painel foi unânime em considerar uma asneira algumas das privatizações que se avizinham.
Falo da TAP naquilo que será uma tragédia com a destruição de um nicho importante de manutenção de Know - How de pilotos e técnicos, promoção do país, entrada de divisas, como podia falar da ANA. 
Bastava ver o que vai acontecer à Cimpor, que desaparece como grande multinacional Portuguesa, como basta ver a transferência de proveitos via dividendos que a própria EDP já está a fazer para a China.

GASPAR ENGANOU-SE?

«Numa conferência citada pelo «Wall Street Journal», o chefe da pasta da pasta mais crítica do país disse ainda que os cortes na despesa são preferíveis ao aumento de impostos, porque não afetam o crescimento económico. Assim, é necessário um nível baixo de tributação «para proporcionar incentivos certos ao crescimento».
Gaspar acrescentou ainda que Portugal está protegido, a curto prazo, das oscilações dos mercados pelo programa de assistência financeira.»
Saberá Gaspar que o seu governo que poderia ter alterado medidas do acordo firmado com a Troika de diminuição de despesa por aumento de receita, foi lesto no destruir da confiança dos Portugueses ao ter aumentado os impostos em áreas de pequenos negócios?

TAXAR O GRANDE COMÉRCIO OU IMPOR UMA % DE COMPRAS NUM RAIO DE 50 KM?

Em vez de taxar o grande comércio, taxa que vai ser  paga pelos consumidores, que tal mudá-la para a obrigatoriedade destas grandes superfícies consumirem produtos produzidos num raio de 50 KM?

VENTURA LEITE

Ventura Leite, ex deputado do PS mostrou que nem todos os deputados são cegos.

EFEITO PASSOS

«Dez por cento dos portugueses admite deixar a sua casa este ano
O Eurobarómetro de Dezembro revela que mais do dobro dos portugueses admite deixar a sua casa este ano do que no passado.
Perto de um milhão de pessoas admite deixar a casa onde vive ainda este ano, um cenário que é projetado por um estudo do Eurobarómetro realizado em Dezembro e que foi divulgado nas últimas horas.»

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JÁ NÃO BASTA FALAR, É PRECISO NÃO NOS CONTRADIZERMOS NA OBRA

(Sobre a diversificação das geografias do comércio externo e o seu aumento quantitativo).
É interessante verificar como as crises e o instinto de sobrevivência trás à tona novas forças até agora aparentemente adormecidas (não se percebia realmente como muitas das nossas empresas, com produtos e serviços de excelência pareciam temer, ou estavam acomodados à globalização).
Falo dos agentes económicos, não dos políticos profissionais ou à procura de profissionalização em exercício, que estes parecem continuar estranhamente adormecidos nas suas cátedras de medidas incongruentes, muitas vezes contraditórias na prática e no discurso. 
Nesse aspecto Passos que têm virtudes e defeitos diferentes do senhor anterior (esperemos que o saldo esteja a seu favor, mas esse só o veremos pela resultante final do índice de felicidade Português) devia pelo menos assumir para si uma (das poucas?) virtudes (públicas) do senhor anterior: a sua capacidade para agregar e peneirar com uma pequena task force todas as medidas, de molde a evitar-se contradições de medidas incongruentes com o discurso.

É que custa muito ouvir Passos falar nos rentistas e depois ver que estes continuam incólumes, enquanto os atomizados vão dando à costa afogados pela maré de um estado cada vez mais castrador e que resolve todos os problemas com aumentos e proibições. 
É que a libertação da sociedade civil que Passos propõe através de um novo paradigma de "economia mecânica", não pode ter como consequência uma sociedade só liberta do Estado no topo e cada vez mais estrangulada na base.

PPP, CASOS DE POLÍCIA?

A leitura do modo como evoluíram as PPP são demonstrativas de serem aparentes casos de polícia. 
A economia da concorrência obriga a que os promotores assumam o risco dos seus investimentos. 
As autoestradas Portuguesas eram bem vindas se o investimento fosse privado, as portagens privadas com preços estabelecidos pelos concessionários (obviamente para seu bem respeitando as leis do mercado) e o prazo de concessão devidamente estabelecido.
Ganhavam os cidadãos através do Estado por terem melhores estradas, e os concessionários se conseguissem acomodar os seus legítimos interesses de conseguirem algum lucro no prazo concessionado.
Todas as outras negociações conexas para acomodar o interesse dos concessionários já não são PPP, são casos de polícia baseadas em favores ou trade - offs!
Curiosamente, como muita gente chama a atenção, este ajustamento está a ser o último que o estado está a querer fazer através dos seus governantes!

A situação actual contratual é difícil de reverter porque está blindada? 

Não parece, se se provar, o que parece fácil, que foi feito em bases perversas!   

O MERCADO

A racionalidade do mecanismo de mercado não é um superstição, mas apenas quando alguns fazem questão de não esquecer que tem aqui e ali que ser domada. 

É que a racionalidade do mercado é real e eficiente para o produtor e consumidor na atomização , nos grandes números, não quando o tipo de mercado passa de atomizado a englobado. 

Aqui a racionalidade do mercado passa para a lei do mais forte, e o interesse do produtor e do consumidor deixa de estar em linha.

SOCIAL DEMOCRACIA PRECISA-SE!

Ao ler-se estas afirmações de Passos Coelho, que deixam ficar mal o país na sua afirmação soberana (uma espécie de afastamento, de nojo do país, de masoquismo que denigre a imagem de Portugal e dos Portugueses no exterior) acumuladas com outras, percebe-se que Passos enganou os portugueses com uma ultraliberal e nada social democrata afirmação pré - eleitoral, questionando-se hoje muitos sociais democratas "pela perda do seu voto". 

Todos os Portugueses mais velhos sabem que as privatizações anunciadas, que não digam respeito à economia atomizada e verdadeiramente concorrencial, trarão mais abusos e rendas privadas em desfavor do consumidor e da afirmação da cidadania, monopolização da economia e não o seu contrário. Para os gestores de interesses privados dos grandes monopólios nacionais, este quadro é, no entanto, pessoalmente para futuro, positivo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

GRANDE GRÉCIA!


«Ex-ministro da Defesa da Grécia detido por corrupção nos submarinos; Tsochatzpoulos estava à frente do Ministério da Defesa quando a Grécia comprou, em 2000, quatro submarinos à Alemanha. O ex-ministro grego da Defesa, Akis Tsochatzpoulos, não resistiu às acusações de corrupção das autoridades alemãs e gregas na compra de submarinos e foi detido na passada quarta-feira.»

NÃO SE GANHA UM PAÍS SEM SE GANHAR UM POVO

Não é com jactância e arrogância que se ganha um povo.
É com humildade e escutar! Escutar muito!