sábado, 2 de fevereiro de 2013

AÍ AGUENTA, AGUENTA! CONTINUAÇÃO OU PRELÚDIO?


PARTIDOS POLÍTICOS: LOCAIS DE PURA PODRIDÃO!

Os trastes socráticos querem reabilitar o governo criminoso de Sócrates! Ai Seguro, Seguro que perdes o apoio de quem te julgava impoluto!

«O secretário-geral do PS vai dar ao seu quase-adversário a "unidade" que este lhe pediu em troca da paz no próximo Congresso.
As "bases programáticas" comuns que estão a ser trabalhadas incluem uma reabilitação dos anos de governação de José Sócrates.»

OS MISERÁVEIS DA POLÍTICA!

«Rajoy: «Nunca recebi dinheiro negro»
Presidente do Governo espanhol anunciou que vai tornar públicas todas as suas declarações de rendimento»
Como em Portugal não são eles que colectam: tem quem lhe faça isso por eles!Basta olharem para o lado. Miseráveis da política

TENHAM ÉTICA!

AÍ, AGUENTAM, AGUENTAM DIZ O BÉBE!

Há uns quantos crescidos neste quintal mal frequentado que dizem que os meus pais, «aguentam, aguentam!»; mesmo que eles tenham uma cada vez maior impossibilidade de me fornecer fraldas, leite em pó, cuidados médicos essenciais, o teto onde me abrigo, a luz que me ilumina, a água que querem privatizar - para me matar à sede? a penhora da casa, do carro, do ordenado e tudo o mais que consideram gordura, desperdício, impossibilidade passada que querem resgatar.mesmo uns quantos que dizem que se os sem abrigo aguentam, porque não devemos nós aguentar? Eles aguentaram, transformaram as dívidas que há quem diga que eram deles e dizem ser nossas - os lucros já há muito evoluem em lugares que chamam de paraísos - em 250 milhões para distribuir a gente importante, uma elite a que chamam de administradores e accionistas
Os meus pais, que queriam no futuro que eu fosse um educado economista e não tinham dinheiro para me levar a ver os animais no zoo, deixaram-me mesmo a ver este vídeo ( http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/02/como-fazer-dinheiro-do-nada-gerar.html) que explica, muito bem explicado, como me tornar num desses que dizem: «, aguentam, aguentam!»  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SOBRE COSTA E AS SUAS DESMOBILIZADAS TROPAS VERSA CUICO

Não vejo no horizonte
O que aos políticos almejo:
Serem levados à ponte
E atirados ao Tejo.

Sem nos causar arrepio
Alegrava muita gente
O vê-los descer o rio
Levados pela corrente.

Levados pela corrente
No cimo de enorme vaga
Que aparecesse de repente
E destruísse essa praga.

Essa praga de terror
Que põe o Zé aflito
Só uma, mas é pior
Que as sete do Egipto.

A essa súcia farsista
Sórdida, pífia e cega
Nem Láquesis a conquista
Nem o Diabo a carrega.

(Um escrevente do SOL de nome Cuico)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AGUENTAM, AGUENTAM!

«Ulrich: «Se os sem-abrigo aguentam, por que é que nós não aguentamos?»
Banqueiro, depois ou antes dos 250 M€ de um país raptado pela banca, explica declaração polémica com... outra declaração polémica»
- Somos todos iguais, ou não? 
- Não, não somos! Há uns que são muito, mas mesmo muito mais iguais que outros!  
E há, ainda, os desumanos que vivem acima das nossas posses e os outros! 
Há também os párias, os abutres e os parasitas!
E estes são como as verdades do sr de La Palisse, porque estão à mostra para quem os não gosta de ver.  

A HIPOCRISIA A DESCOBERTO

«As negociações não vão ser fáceis porque a Itália vai claramente defender os seus interesses», afirmou Merkel ao lado do primeiro-ministro demissionário italiano, que hoje está na capital alemã para um encontro bilateral, cita a Lusa.

Os dois líderes pretendem preparar o próximo Conselho europeu em Bruxelas, agendado para os dias 07 e 08 de fevereiro.

Os líderes dos 27 Estados-membros da UE deverão assumir na cimeira um compromisso para o orçamento plurianual comunitário para o período de 2014-2020.

«Não é segredo que Mario Monti defende firmemente os interesses de Itália e isso resulta, por vezes, em problemas difíceis que temos de resolver, mas estou otimista que iremos chegar a acordo sobre a questão do financiamento a meio prazo» da UE, acrescentou a chanceler alemã.»
Há alturas em que as palavras fogem para onde menos se espera: quando Merkel fala em interesses soberanos próprios, ficamos com a certeza de que a Europa ainda está longe do projecto comum sonhado pelos pais fundadores.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CUSTE O QUE CUSTAR: A IDIOTICE; O DESCALABRO; O CRIME; A EXPLOSÃO SOCIAL...

«Crise
Castello-Lopes encerrará até quinta-feira 49 salas de cinema... "Não conseguimos chegar a acordo [com a Sonae Sierra] para dar continuidade à exploração de cinema. Eram condições impossíveis de continuar dada a quebra no sector", justificou João Paulo Abreu, da administração da exibidora.»

A RESULTANTE DA VACUIDADE DE OPINIÃO DO PP E DE MOTA SOARES. O REGRESSO DO FASCISMO?

«Desempregados tratados como "bandidos" em centros de emprego

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza denunciou, esta sexta-feira, que há centros de emprego que tratam os desempregados como "bandidos" e esquecem-se que, para terem direito a subsídio de desemprego, essas pessoas já descontaram para a Segurança Social.
 

Desempregados tratados como "bandidos" em centros de emprego
Centro de Emprego
 
Sérgio Aires falava no decorrer do debate promovido pela rádio Antena 1 sobre "Estado Social. Que futuro?", em Lisboa, no qual criticou o facto de alguns centros de emprego tratarem os desempregados como "bandidos".
No final do debate, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal admitiu à agência Lusa que alguns centros de emprego, em algumas zonas do país, estão a passar por situações "que os próprios funcionários nunca imaginaram", "desde o número de pessoas que acorre aos centros de emprego até ao volume de trabalho que também aumentou".
Sérgio Aires frisou que se trata de um "trabalho meramente burocrático" porque as "pessoas vão aos centros de emprego marcar presença" em vez de irem procurar ofertas de emprego ou mostrar que andam à procura de emprego.
"É provável que o cansaço de alguns funcionários de alguns centros de emprego ajude a que esta interpretação seja feita, principalmente em cidades onde o desemprego é mais acutilante, como Setúbal ou o Porto, mas a verdade é que os ecos que nos chegam é que as pessoas são tratadas como se não tivessem direito a receber aquele valor e estão a tirar dinheiro a alguém", criticou.
Sublinhou que esta é uma situação "emocionalmente muito pesada" para alguém que não contava estar desempregada, que tem outras pessoas a cargo e que muitas vezes para terem algum rendimento extra têm de fazer coisas "inimagináveis" como ir buscar um familiar a um lar para poder ter acesso ao valor da pensão e complementar assim o rendimento mensal do agregado familiar.
"Tudo isso em cima desta mesma pessoa e ainda por cima vai a um centroi de emprego e é tratado como se o dinheiro que está a receber no estivesse a roubar a alguém, não é positivo", apontou, apesar de admitir que os centros de emprego também estão atualmente "numa situação muito complicada".
Sérgio Aires alertou também que, se muitas vezes as pessoas desempregadas recorrem à economia informal, "não é porque são bandidos, mas porque têm contas para pagar e pessoas para alimentar".
"O que os nossos políticos têm de pensar é que se não se fizer nada no sentido de criar e reforçar a economia formal, a economia informal vai crescer", apontou.
Acrescentou que há preconceito em relação ao desemprego, às pessoas desempregadas, a quem recebe o Rendimento Social de Inserção (RSI), com todas as pessoas "que ficam nesta dependência do Estado como se o Estado não tivesse obrigação de lhes pagar".
O responsável deixou ainda um alerta em relação ao caminho que se está fazer em matéria de reforma do Estado Social e de como se pode estar a caminhar para o fim do Estado democrático dado que "a coesão social está em risco".»
          Jornal de Notícias

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O RESULTADO DA POLÍTICA DESUMANA E CRIMINOSA DESTE GOVERNO. UM VERDADEIRO GENOCÍDIO SILENCIOSO

«Dois irmãos de 12 e 13 anos foram encontrados mortos no interior de um carro, nas imediações da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), na Cruz Quebrada, Oeiras, na noite de domingo, disse fonte policial, à agência Lusa.

«As crianças estavam no banco traseiro de um carro tapadas com uma capa amarela. Não apresentavam ferimentos e no local havia bolos, o que pode dar a entender que foram envenenados», explicou.

A mesma fonte acrescentou que estão a decorrer buscas com equipas cinotécnicas [homem e cão], pois há suspeitas de que o corpo da mãe das crianças possa estar também no local. Os dois irmãos moravam em Linda-a-Velha, concelho de Oeiras.

As autoridades policiais foram alertadas, cerca das 19:30 de domingo, por um segurança, o qual informou que se encontrava, desde o dia anterior, uma viatura nas imediações dos dormitórios da FMH.

«Quando lá chegaram, os polícias encontraram um corpo debaixo de um oleado no interior do veículo, com vestígios de sangue. Depois de destaparem, constataram tratar-se de dois corpos», adiantou a mesma fonte.

Os agentes da PSP ficaram «impressionados» com o «cenário macabro», com o qual se depararam.

A mesma fonte acrescentou que a avó, quando foi ouvida pelas autoridades, disse que a mãe das crianças tinha problemas de depressão.

A investigação passou para a Polícia Judiciária com a ajuda da PSP.»

PRIVATIZAÇÃO DAS ÁGUAS, PSD E CDS, MAIS UMA TRAIÇÃO A PORTUGAL!

A privatização das águas é um crime, uma traição a Portugal.
Assunção Cristas e estes deputados do CDS e PSD teimam em ir pelo caminho da traição a Portugal. Devem ser futuramente julgados como tal! Apenas nas urnas?
Um bem essencial como a água, mesmo para um social democrata, é um crime.
A democracia representativa tem limites: os limites da decência e do mínimo de verdade dos argumentos na tomada do poder.
Os actuais partidos no poder tornaram-se ilegítimos, mesmo a quem sempre votou na sua área ideológica, estando a perder todo o capital de seriedade e ideologia conquistado por gente digna como Sá Carneiro e Amaro da Costa.
A ideologia foi, no entanto, corrompida pelos negócios, pela corrupção, de incompetentes, de funcionários, irresponsáveis e gente de uma indignidade e frivolidade que fere cada português de bem.
Portugal está nas mãos de criminosos da coisa pública e inconscientes: literalmente a saque.
A reportagem de uma cadeia de TV alemã mostra um país a definhar, com empresas a fechar diariamente, e o futuro nos seus jovens e menos jovens, não enfeudados a partidos, de portugal a fugir porta fora, das hordas do novo Nero, que incendeia portugal esperando reconstruí-lo das cinzas.
Entretanto, não contente com diminuir a torto e direito rendimentos, este desgoverno de portugal, privatiza com a consequência imediata de aumentos de preços: sobem as portagens nas autoestradas; os combustíveis; os impostos; todo o tipo de taxas com sobreposição de impostos - IMI's; esgotos; águas; custas judiciais... ao mesmo tempo que desprotege todos com o argumento hipócrita que é preciso disciplinar.
Portugal, para a grande maioria do povo português deixou de existir: menos por omissão, do que por efeito de um governo criminoso são, diariamente, despojados e esbulhados do pouco que já tem, entrando em incumprimento material e de esperança...
Um crime de quem alimenta grandes grupos económicos com o único fito de abrir a porta a lugares futuros em administrações; a benefício dos utentes? Obviamente que não!
Qualquer estudante do 1 ano de uma faculdade de economia, ou gestão, sabe que o trade-off entre lucro e prestação de serviço só se desfaz na concorrência.
Sectores de bens essenciais à vida, e ainda por cima monopolistas, ficam sempre nas mãos do poder do mais forte na relação de comércio - e isto apesar de uma ficção chamada reguladores - gente que mais não serve para alimentar uma ficção e a ilusão de poder do consumidor e, novamente, criadores de lugares dourados de alternância.
A história de Portugal registará o vosso nome em letras garrafais como: criminosos e anti-patriotas!
Portugal precisa de um novo sistema político participativo em que cada deputado não seja um inerte a mando e responda a cada diploma a cada português que o elegeu, com o seu lugar não escudado em quatro anos de mandato corrompido.
Isto, a que assistimos, de um país que tudo quer alienar, não passa de uma fraude de um mau filme de terror.
Assunção, como mãe de filhos devia ter a consciência e a humanidade de uma mãe para além dos seus. Perceber que o mundo do serviço público vai para além da sua comodidade. O argumento da qualidade de serviço nas águas é falso, quando o argumento excluirá tantos que perderão acesso a um bem que há séculos é público e essencial à vida - por algum motivo.
A ignorância desta gente, da história das conquistas da dignidade humana é avassaladora e assustadora; bem como a sua ganância e falta de humanidade; esvaziarão o país de mais gentes - de quase todos - e dos mais capazes, criando um país de mortos vivos ao serviço de uns poucos.
A obra de Hugo, «Os Miseráveis», mostra, no entanto, que há sempre uma altura em que a omissão se torna em acção popular, de revolta, dos limites: e nessa altura é bom que quem tem tomou atitudes criminosas dando tanta dor a um povo, se cuide!
Hoje, eu consigo perceber revoltas recorrentes como as protagonizadas nas barricadas de Paris.
Esse tempo não mais devia ser necessário!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

OS CORTES NUNCA PENSADOS QUANTO MAIS ANUNCIADOS!

«Nas áreas chave que o executivo propõe: saúde, educação e Segurança Social.
3%
Sobretudo nas pensões e subsídios porque é aí que está a maior fatia da despesa.
4%
Nos «excessos», como o número de deputados, gestores públicos, etc.
94%»

SISTEMA JUDICIAL E SISTEMA POLÍTICO, O MESMO CANCRO

«Sou um deputado condenado por falar verdade», disse José Manuel Coelho na tribuna do parlamento madeirense.

O líder do PTP-M argumentou ter sido condenado pelas entidades judiciais por intervir em nome da «democracia» e acusou o Ministério Público e os tribunais de não o fazerem em relação ao «imaculado Alberto João Jardim que deixou a Madeira e os madeirenses na bancarrota».

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

JUÍZES QUE DITAM SENTENÇAS E RETIRADA DE FILHOS E POLÍCIAS QUE LANÇAM GAS PIMENTA CONTRA CRIANÇAS: QUE DESUMANIDADE CHEGOU AO PODER?

Juízes que ditam sentenças de retirada de filhos por pobreza; polícias que lançam gás pimenta contra crianças... que país é este? Que gente é esta a quem deram o poder da desumanidade?

GOVERNO SÓ CAI SE MAIORIA QUISER: ENGANA-SE SE O POVO, ENTRE ELE MUITO SOCIAL DEMOCRATA, O QUISER


A um governo usurpador da legitimidade; a um governo incompetente; fantoche; arrogante e criminoso o povo se levantará porque os limites da sua resistência e da destruição do seu futuro já foram ultrapassados.

LOBOS, OVELHAS E CAPITALISMO

O capitalismo em si, seja ele de estado ou privado,  não é um papão mas uma matriz dos nossos dias. O que está em causa não é o capital, mas o seu uso e a sua não deriva para a usura «sem coração.» 
O seu controlo deve, no entanto e para não recuarmos a tempos de capitalismo selvagem e inumano, ser feito amarrando-o a limites razoáveis. Limites, que permitam a existência de regimes democráticos tão iguais quanto possíveis, na diversidade, no esforço e no empenho, criando sociedades inclusivas e paritárias com responsabilidade social.
A globalização facilitou, no entanto, a busca do lucro por todo o planisfério de um modo mais agressivo obliterando o poder do povo através do estado - a soberania. 
A financeirização mundial está sempre à procura das oportunidades mais rentáveis, para não se tornar «capital morto».
Já todos tínhamos percebido que o ataque colossal às economias sobre pressão, tinha a ver - também - com o abocanhar de empresas apetecíveis nos periféricos. Os «lobos» caçam hoje em manada, sempre à espreita, à frente dos seus monitores coloridos. Os tostões não se jogam nas «múltiplas bolsas», essas são deixadas para a produção, para o denominado transaccionável. Aqui, jogam-se milhões, abocanham-se partes de pecúlios dos novos pobres camponeses urbanos. Com a manipulação como objectivo (ontem mesmo com o regresso de portugal aos mercados, empresa de rating afadigou-se rapidamente em colocar nuvens negras sobre o estado económico da «ovelha portuguesa»), a própria banca «derivou» os seus negócios para oportunidades bem mais lucrativos do que construir bens materiais. A imaterialidade é bem mais lucrativa; o custo de oportunidade faz parte da equação de ganho.
Este ataque colossal faz-nos lembrar o aumento colossal de impostos de um novo profeta de academia. Um paradoxo tanto maior, quanto se professa os ideais da necessidade da assumpção da competitividade, que faz suspeitar por agendas e interesses escondidos, sejam eles internacional - carreiristas, sejam eles motivados por mentes excessivamente brilhantes: «impressionantes!?» é o termo mais adequado e que se presta a duplicidades colossais.
Há na história da economia alemã «uma impressão» bem vincada: uma matriz bem vincada de capitalismo forte e dominador. O interesse de todos não converge, no entanto, quase sempre, com o interesse de poucos.  
Com o crescimento da economia chinesa, os custos emergentes e a sua internalização, o capital financeiro e industrial alemão, agora robustecido por nova acumulação de capital de antigas economias emergentes, volta-se novamente para a periferia. Termos como financeirização ou acumulação de capital parecem provindas de ideários marxistas e de manuais de economia política de estudantes de económicas do passado - podendo mesmo confundir quem as profere. Mas não o são, já que o capitalismo, verdadeiro leitmotiv do povo comum que aspira ao conforto da posse e ao elevador social (que confunde quantas vezes com o material, mesmo quando não abdica do confronto diário passivo da bola e da novela) já há muito os incorporou.
Os custos acrescidos de uma sociedade em enriquecimento e a ascensão de um patronato cada vez mais forte e cada vez menos dependente do investimento externo na China e no denominado Terceiro Mundo do passado, faz com que espaços de terciarização intensiva a ocidente colapsem - para se «oferecerem» como novos espaços de arregimentação de investimento do transaccionável.  
Desse modo, como noutras alturas da história, pressão é feita sobre os custos laborais no sentido de criação de novas migrações de capitais para as periferias menos longínquas dos centros financeiros mundiais. A hora é de contracção de custos nas periferias, neste trade - off entre remuneração do capital e remuneração de trabalho. Alguém (povos inteiros!) vai ter de assegurar novas massas de trabalho a um capital que procura remunerações mais atractivas.
A história do mundo sempre foi construída nessa relação, nessa dicotomia do ser com o ter. O bom senso, no entanto, exige equilíbrio, aquilo a que hoje se chama concertação.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

AVENÇA MENSAL DE ESTACIONAMENTO NO PORTO, UM SÓ NOME: ABECULIDADE, MONSTRUOSIDADE!

Não as gorduras do estado é o estado social. Não os energúmenos que se dizem políticos para bem da polis!

SILVA PENEDA, UM GIGANTE AO LADO DO ANÃO PASSOS



Vale a pena ler o que diz Silva Peneda. Um homem com visão e bom senso.

             «Silva Peneda
"País não está preparado para reformas tão radicais"
Cristina Oliveira da Silva  
17/01/13 00:06
O relatório “é um factor de divergência e não de convergência o que, do ponto de vista de reformas, é sempre mau”, alerta o presidente do CES.
O presidente do Conselho Económico e Social é crítico em relação ao relatório do Fundo Monetário Internacional sobre a reforma do Estado não só porque "ignora o que é a realidade portuguesa", mas também porque permite a leitura de que se trata de "um ataque ao Estado Social", uma vez que "não há uma análise mais completa e exaustiva da despesa social no seu todo, focaliza-se nos sectores Educação, Saúde e Segurança Social". Silva Peneda alerta ainda para os riscos que este tipo de reformas pode ter no consenso social e aponta o dedo ao método seguido pelo Executivo.
As alternativas propostas pelo FMI põem em causa o Estado Social?
São vários os pontos que aqui estão replicados. Temos de ver quais as condições de aplicabilidade. Há muita coisa que não é exequível. Dá ideia que o Estado Social é o responsável pela crise, quando não é verdade. O Estado Social é vítima da crise. Pensar que é pelos cortes do Estado Social que se vai resolver a crise é uma via errada.
Há medidas que não devem ser tomadas?
Por exemplo, fala-se de aproximar o sistema da Função Pública com o da Segurança Social, isto tem sido feito... Há muita coisa que é ignorada do ponto de vista real. Cerca de metade dos desempregados de hoje não recebe subsídio de desemprego. Pensar em cortar mais neste tipo de questões, em termos de acesso, não faz sentido. O desemprego é mais estrutural do que conjuntural. Este relatório, tal como foi apresentado e está concebido, é um factor de divergência e não de convergência o que, do ponto de vista de reformas, é sempre mau. As reacções que têm aparecido, a forma como isto apareceu, leva a que se acentuem mais as divergências.
Que medidas devem ser postas em prática?
Portugal é dos países que, em termos de projecção para o futuro, menos problema vai ter com as pensões. O relatório reconhece-o numa nota. O problema vem fundamentalmente do crescimento económico. Se houver crescimento económico, todos estes problemas acabam por se mitigar. As pessoas dizem que isto é um ataque ao Estado Social e o relatório permite essa leitura, provavelmente injusta, porque não há uma análise mais completa e exaustiva da despesa social no seu todo, focaliza-se nos sectores Educação, Saúde e Segurança Social.
Porque não incluir outros sectores neste tipo de análise, como por exemplo, o Sector Empresarial do Estado, que é importante em termos de despesa pública?»
Destas medidas há alguma que devia ser trazida ao terreno?
Há muitas matérias que devem ser analisadas. O problema do aumento da idade da reforma e da aproximação entre a Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social... Mas surge a ideia de que haverá um corte nas pensões em termos nominativos, e isto pode levar a que os mais jovens achem que não vale a pena descontar; isto pode fomentar a fuga. Estas coisas têm de ser também pela criação de expectativas. É preciso ter muito cuidado. Espero que haja uma análise cuidada, sejam expurgadas as opções mais radicais, para concentrar se naquilo que deve ser incremental e mais consensual possível.
As alterações que possam ser feitas devem incidir só nas futuras prestações ou o nível de poupança vai exigir efeitos nas actuais?
Estamos a mexer em algo que tem a ver com um contrato que foi feito. É preciso cuidado. Não gostaria que fosse para trás. Mas não se pode isolar as questões e dizer que nas pensões temos de poupar X mil milhões. É errado partir desse pressuposto. Guardaria as pensões para último recurso. Não seria esse o primeiro ponto a atacar em termos de controlo da despesa.
O problema do nosso país é retoma e crescimento económico.
Não é prioritário mexer nas pensões...
Não é um problema de ser prioritário, é um problema de opções políticas em termos de futuro.
Defende que não se mexa aí?
Estamos a jogar com fatalismos e tipo de números. Não vamos à génese do problema e como o podemos mitigar para não sermos obrigados a fazer cortes com esta dureza e brutalidade [quatro mil milhões].
Haveria outras prestações a reformular?
O que deve ser reformulado é a forma como o memorando com a ‘troika' está a ser feito. Não digo que não haja espaço para mexer [em prestações] no sentido da equidade, mas quando falamos em pensões, o grande esforço é nas pensões pequenas. Quando se fala em pensões milionárias, não sei se serão milionárias as pensões com três ou quatro mil euros, mas a percentagem de pessoas que tem isso é mínima. Estamos a falar de estratos sociais de níveis de rendimento muitíssimo baixos. E isso preocupa-me porque estamos a atingir os mais vulneráveis, que não têm defesa.
Há prestações que poderiam ser mais equitativas?
Há sempre espaço para melhorar e isso tem sido feito. Tem havido convergências e compromissos ao longo de vários governos, correntes políticas e ideológicas. Algumas propostas quebram esse tipo de compromisso.
Teme que o Governo avance sem o consenso da concertação social?
Espero bem que não, espero que haja um esforço para evitar isso. Aqui há muitas contradições. O próprio FMI e instituições internacionais elogiaram a última reforma feita na Segurança Social. E agora são os membros que vêm dizer que é preciso cortar... O grande objectivo é atingir um determinado número e, portanto, não há uma lógica consensual de futuro... É a pior maneira...
Estas alterações podem conduzir a uma ruptura social?
Interpreto este relatório como um relatório técnico. Depende da forma como o Governo o utilizar e o que vai sair daqui. Neste momento, estou perfeitamente convencido de que há aspectos que vão ser afastados liminarmente.
Quais?
Muitos destes cortes horizontais nas pensões, 20%...
Esses cenários não vão acontecer?
O país não está preparado para aceitar reformas tão radicais como essa e isso seria muito mau. É bom que haja um período de diálogo para que isto saia de forma tão equilibrada quanto possível.
Uma ruptura dependeria da forma como o Governo conduzisse a questão e as medidas que adoptasse?
É o próprio método... Começou mal... Ter uma instituição internacional, não haver uma posição do Governo já sobre isto...
Como devia ter sido feito de base?
Devia ter começado há mais tempo.
E não com um relatório internacional?
Não com um relatório internacional. Economistas convidados são bem vindos e têm análises e informação importante, não nego. Mas para começar uma negociação tem de haver uma primeira proposta, primeira abordagem, afastando algumas opções radicais que não têm qualquer hipótese.
Considera que o Governo está mandatado para esta questão?
Esse problema não se põe. O mandato para estudar e preparar decisões não existe. Nestas propostas mais radicais até se põe a hipótese de existirem problemas de inconstitucionalidade em algumas. O relatório ignora muito o que é a realidade portuguesa, a exemplo do próprio memorando da ‘troika'. Compete-nos a nós agora aproveitar o que pode ser aproveitado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ATÉ TU, ESLOVÉNIA!

«a reação de Janša faz lembrar um disco riscado. [...] Ninguém tinha chegado ao ponto de usurpar o Estado e de fazer os cidadãos reféns servindo-se deles para chantagear a vida política e a sua própria coligação. À semelhança do que aconteceu a 21 de dezembro, não será o fim do mundo se Janša se for embora, bem pelo contrário! Pode ser que se consiga um Governo capaz de utilizar o relatório com as conclusões do FMI publicado no passado mês de outubro e de dizer: “É verdade que nos enganámos e calculámos mal o impacto das medidas de austeridade no crescimento. Devíamos ter agido de outra maneira sem tanta pressa em relação à recuperação orçamental.”»

BAPTISTA BASTOS, UM GRANDE PORTUGUÊS

«Dizer-se, de Pedro Passos Coelho, que é muito corajoso traduz, unicamente, uma interpretação do homem e da sua circunstância: não traz mal ao mundo, e somente compromete o autor ou os autores da afirmação. Mas a "circunstância" é bem mais pesada e cruel do que a amável frase parece querer significar. Ortega discreteou, em lições proferidas em Lisboa, sobre os factos colaterais por ela obrigados, talvez para explicar a natureza das suas próprias opções. A coragem não é mensurável; porém, a coragem de quem é martirizado adquire uma dimensão mais significativa do que aquela dos dispensados de mau passadio.
Reconhecendo a experiência de uma sociedade como a nossa, em que os conflitos não param de surgir, em extensão cada vez mais fatídica, as vozes de protesto contra esse comportamento, dito "corajoso", assumem a configuração de requisitórios. À lista juntam-se, agora, os nomes de Adriano Moreira, de recato e sensatez reconhecidos, e de Alfredo José de Sousa, provedor de Justiça, cujas funções tem exercido com extrema prudência. O que leva homens como estes a resistir à tentação irresponsável do silêncio é, creio, o apelo à consciência moral. E a noção dos perigos iminentes corridos pela pátria, já coberta de vexames e desfeitas desde que a "coragem" se tornou num veículo de hipocrisia e de dissolvência.
A situação tornou-se insustentável. À dissipação do horizonte secular da esperança sucedeu-se um tempo sombrio, sem promessas nem sonhos. Estamos rodeados de economistas muito sábios, mas que têm reduzido o humano a gélidas equações, como se o poder fosse uma substância e não uma relação de identidade. A vida existe, com particulares qualidades éticas, para lá do discurso subjectivo do "mercado", que desleixa esses valores. Talvez seja oportuno gritar: "Não é só economia, estúpido!"
"Para viver, toda a Terra; para morrer, Portugal." Escreveu o padre António Vieira, moldando o País a uma demonstração de aflitos. Raramente fomos felizes, e a nossa literatura é um desfile de grandes angústias. Porém, sempre obtivemos uma certa independência, caracterizada por compromissos políticos e sociais. Desta vez, o ciclo é mais pesado e trágico. Constitui a expulsão de um todo: físico, espiritual, cultural e moral, como se poderosa amnésia se houvesse abatido nesses modos de entidade. Ser português, para estes senhores da "nova" ideologia, tornou-se num quase pecado que terá de ser punido com rude severidade. É isso que está em causa: a modificação radical do que somos, em nome de uma "normalização" que nos torne iguais aos outros e a todos. Um mundo tenebroso e negro, no qual a dança das culturas e das diversidades é absolutamente proibida. Um mundo dirigido por um poder distante e inacessível. Eis o que se nos propõe.»

Baptista Bastos

MOEDAS O OUTRO EX-GOLDMAN SACHS

«Carlos Moedas
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro
Carlos Moedas nasceu em Beja em 1970, tendo-se licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1993. Fez o último ano do curso na Ecole Nationale des Ponts et Chaussées de Paris e trabalhou até 1998 na área de engenharia para o grupo Suez Lyonnaise des Eaux, em França.
Obteve um MBA (Master in Business Administration) pela Harvard Business School (E.U.A.) em 2000. Regressou à Europa para trabalhar na área de fusões e aquisições no Banco de Investimento Goldman Sachs.»

CINISMO E HIPOCRISIA DA AUTORIDADE T

«Não se esqueça de que ao exigir sempre fatura está a prestar um importante serviço a Portugal e a cumprir um dos mais importantes deveres de cidadania. O seu papel é decisivo no combate à evasão fiscal. Se o cumprir, a AT faz o resto. Não colabore com a evasão, a fraude, a economia paralela e a corrupção do sistema.»
Hoje o excelso AT enviou-me isto no seu papel excelso de ética tributária. Pena que se esqueça de pedir isto aos BPN'S, BPP's, PPP'S desta vida e ao estado de partidos, num país onde nem há uma verdadeira contabilidade pública analítica e onde a manjedoura pública serve aos verdadeiros criminosos da coisa pública. E estes em grande medida vêm do mesmo sítio de onde se escolhem as múltiplas autoridades castradoras do cada vez mais longínquo desenvolvimento português.     

A CRISE E OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS POR COSTA (ANTÓNIO DE SEU NOME)

Clap, Clap... aplausos e subscrição...  na íntegra!

«...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.

E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.

Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."»

MOEDAS, COELHO, MOREIRA E OS MISERÁVEIS

Num país onde um passe de transporte (para vir trabalhar!) para quem mora na margem Sul custa 80€; onde a alimentação de um só elemento da família não custa menos de 150€; onde água, gás, electricidade não custa menos de 100€; onde a tudo isto se tem de acrescentar vestuário, calçado, ... pergunta-se: quem se esqueceu de ver os miseráveis?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PORQUE CARLOS COTTALLERI DIZ QUE É PREFERÍVEL AUSTERIDADE GRADUAL


Carlo Cottarelli, diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais do Fundo Monetário Internacional

A primeira mudança recente no pensamento do FMI ocorreu em 2008, no pico da crise financeira. "Houve um acontecimento ainda menos habitual nesse ano: o FMI, pela primeira vez, apelou a uma expansão orçamental. Isto foi novidade, pois a política monetária era, então, encarada como a ferramenta adequada para a resposta ao declínio da atividade económica", afirmou Cottarelli.
Subitamente, o FMI virou keynesiano, apostou numa política orçamental expansionista "apesar do estado das finanças públicas em muitas economias desenvolvidas não ser particularmente bom", frisou. "Este era um mundo em que o livro relevante de estudo era "A Teoria Geral" de John Maynard Keynes", confessou o italiano em San Diego, quatro anos depois do sucedido. "Primeiro, sentiu-se que a magnitude do choque era tal que havia o risco das coisas ficarem fora de controlo - não se tratava de uma recessão normal. Em segundo lugar, percebeu-se que, apesar de a recessão ter nascido num boom do preço do imobiliário e de derivar de uma disfunção do sector financeiro, rapidamente se transformou num recessão na procura - uma recessão em que a falta de procura agregada estava a causar mais e mais declínio da atividade, e, como resultado, o desemprego estava a aumentar e crescia muita incerteza sobre as perspetivas económicas de futuro. Em terceiro lugar, entendeu-se que, com os mercados de crédito a não funcionarem adequadamente, a política monetária esgotou a sua margem com taxas de juro diretoras nominais perto de zero por cento".
No calor do debate em San Diego, Cottarelli adiantou mesmo: "Tínhamos a ideia, claramente, que o dinheiro canalizado para os sectores de mais baixo rendimento tem um efeito multiplicador mais elevado. Esse era o tipo de estímulos que estávamos a recomendar em 2008 e 2009 - transferir dinheiro para os pobres"»

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

PEDRO ROSA MENDES E O REGIME DE INDIGÊNCIA COLECTIVA ASSINADA COM A TROIKA: A VISÃO DE UM HOMEM AO LADO DOS CEGOS

«O dogma de quem governa hoje em Lisboa é que não há alternativa ao regime de indigência colectiva assinado com a troika. O Orçamento de Estado português para 2013 é um marco histórico. Põe fim a uma época ao rasgar o contrato com uma sociedade que, após a Revolução dos Cravos, sonhou ser outra coisa do que aquilo que hoje, sem dó, a «Europa» lhe diz que é: já não o novo-rico entre os pobres mas o velho-pobre entre os ricos. O orçamento, corolário de uma inclemência ideológica lancinante, anuncia uma era de trevas. É o réquiem pela III República. É um orçamento que concretiza o desmantelamento acelerado do Estado social construído em e pela democracia. Isto, em si, não é apenas uma tragédia portuguesa mas, em primeiro lugar, um ruidoso fracasso europeu. Na construção como na demolição, os maiores sonhos e as maiores loucuras em Portugal têm e tiveram as oportunidades e os limites permitidos pelos interesses dos nossos fiéis amigos estrangeiros. Foi assim que tivemos o nosso império e que, acessoriamente, mantivemos o holograma a que chamamos a independência nacional.

Excerto do ensaio-manifesto «Portugal - finis terrae», de Pedro Rosa Mendes, publicado na edição de janeiro da LER.»