segunda-feira, 15 de março de 2010

O PRINCÍPIO DO FIM DA UNIÃO OU O FIM DO PRINCÍPIO DA COESÃO E DA UNIÃO?


A solução passa por maior coesão, algo que o ministro das finanças Alemão parece não compreender!

6 comentários:

ricardo disse...

Compreende e muito bem!
A palavra "coesão" tem servido para nalguns países os cidadãos trabalharem e produzirem riqueza , em benefício de outros países que vivem acima das suas posses à custa das poupanças dos primeiros.
E compreende também aquilo que outros não entendem:
É que se continuarem a transigir com os países financeiramente irresponsáveis, a médio prazo o euro como moeda forte está condenado.

(c) maioria silenciosa: P.A.S. disse...

Caro Ricardo

A União não se esgota no monetarismo puro e duro. Países como a Alemanha têm beneficiado no processo de construção do mercado interno ao se tornarem centros polarizadores. O que seria de um Estado como o Português se zonas periféricas como a Madeira ou Açores não sofressem discriminações positivas no processo de coesão nacional?

ricardo disse...

Não sei o que é "monetarismo puro e duro", mas sei que nada aterroriza mais um trabalhador alemão do que ver os euros, que poupou para a reforma durante uma vida de trabalho, perderem valor por irresponsabilidade alheia.
Os trabalhadores portugueses que descontaram durante décadas para reformas que não vão ter, parecem não se importar.
Realmente os povos são diferentes...

causa vossa disse...

Caro Ricardo

Quando entrámos na Moeda única os Alemães já conheciam a nossa estrutura produtiva, as nossas fragilidades bem como a dos Gregos. Por isso a política de coesão que obviamente não modifica em tão pouco tempo as estruturas produtivas dos países mais frágeis. A capacidade instalada sobredimensionada no mundo também configura que muitos países estão em situação mais frágil pelo processo natural de globalização e deslocalização. As externalidades criadas neste processo são assim uma inevitabilidade. Somos financeiramente irresponsáveis com a nossa dependência e muito mais numa crise mundial de tais proporções? Talvez, mas possivelmente em dimensões mais irrelevantes do que aquilo que pode parecer! O nosso problema é estrutural e quando se inicia um processo como o das Comunidades e mais tarde o da União Europeia, têm que perceber - os povos - que há ganhos e perdas para todos, e que esses ganhos e perdas tenderão no curto prazo muito para uma soma de grau zero! E isto não invalida o que penso ser o problema número um de Portugal: a desigualdade na distribuição de rendimentos!

P.S. o monetarismo puro e duro é esta tendência anacrónica Alemã, para viver num ambiente de regularidade e de disciplina Bismarkiana, mesmo quando a diminuição da procura exigiria uma alteração dos critérios de Estabilidade para induzir Crescimento. É que com a diminuição do consumo nestes países "internos", a Alemanha sofrerá a prazo por tabela na sua força de venda.

ricardo disse...

Caro causa vossa
É precisamente essa regularidade e disciplina "anacrónica" que faz com que o crescimento económico se processe de forma sustentada e saudável através de aumentos de produtividade (a tal palavra competitividade)e não através de crédito e endividamento.
Tem razão quando fala de ganhos e perdas, no entanto Portugal não pode querer os benefícios do euro e ignorar as suas obrigações.
Quanto aos ganhos económicos, para um país como a Alemanha, são pouco evidentes.
Por sua vez os custos podem vir a tornar-se políticamente insuportáveis.

causa vossa disse...

Caro Ricardo

Tem muita razão quando diz que não podemos querer os benefícios do Euro e ignorar as suas obrigações, principalmente quando tivemos uma pequena margem para esse exercício. Infelizmente agora não a temos e temo que com a carga do peso da dívida, estejamos definitivamente nas mãos dos credores externos.

Enviar um comentário