sexta-feira, 15 de março de 2013

PARA QUÊ A EUROPA COM ESTE NÍVEL DE DESEMPREGO E RECESSÃO?

«Vítor Gaspar apresentou hoje o novo cenário económico do Governo após a última avaliação da 'troika'.
No final de 2013, 18,2% da população activa em Portugal vai estar desempregada, reconheceu hoje o ministro das Finanças, na conferência de apresentação dos resultados do sétimo exame regular. Vítor Gaspar assumiu também que a recessão será superior aos 2% previstos por Bruxelas há apenas três semanas.
O Orçamento do Estado apontava para uma taxa de 16,4% em 2013, uma previsão que havia sido fechada com a ‘troika' na quinta avaliação, em Setembro. No entanto, no final do ano passado, a taxa atingiu os 16,9%, arrasando as perspectivas do Executivo e das autoridades internacionais que, ao longo de 2012, por várias vezes admitiram ter sido surpreendidas pelo aumento mais rápido do que o esperado do número de desempregados.
A nova projecção do Governo e da ‘troika' aponta agora para uma taxa de 18,2%, acima dos 17,3% apontados pela Comissão Europeia nas previsões de Inverno, publicadas a 22 de Fevereiro. Bruxelas também esperava uma recessão de 2% - o Governo previu uma quebra do PIB de 1% no Orçamento do Estado -, mas afinal será superior. A nova estimativa do Governo aponta para uma recessão de 2,3% este ano.
Recorde-se que ontem, à entrada para a cimeira de líderes que está a decorrer em Bruxelas - onde está presente o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho -, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sublinhou que os chefes de Estado europeus "estão conscientes"dos custos sociais da austeridade. Já Durão Barroso, presidente da Comissão, disse que muitas das medidas de combate ao desemprego que hoje são necessárias terão de ser feitas "a nível nacional", pelos próprios países.»
Um dos maiores bens de uma sociedade é o emprego. 
O desemprego é destrutivo e indigno de uma sociedade moderna. 
Não há mesmo num sociedade moderna razões para o desemprego, já que os mecanismo de repartição e de libertação dos agentes económicos é totalmente possível, haja para isso vontade.
Nunca Portugal como país soberano teve taxas desta dimensão quantitativa a nível de desemprego.
E elas acontecem por taxas brutais de impostos que têm um efeito destrutivo.
Há quem pense que as desvalorizações cambiais que levavam à inflação eram tão ou mais negativas que uma situação de deflação salarial desigual.
Desigual porque estado e monopólios (os preços de comodities como gás, eletricidade, combustíveis, água, continuam a aumentar, contrariando as leis da oferta e da procura) mantêm situações de privilégio (o estado continua a aumentar os impostos em ambiente de deflação salarial, gerando cada vez mais pobreza e miséria, esbulhando até...) face aos agentes económicos que vivem em concorrência. 
Por esse motivo numa economia em recessão e destruição os grandes grupos continuam a apresentar lucros cada vez mais positivos (e pouco passados para a sociedade) e o fenómeno da concentração a aumentar.  
Não seria a diminuição de impostos e o combate cerrado à concentração o verdadeiro caminho?
Não seria a saída da moeda única e a deflação horizontal pela desvalorização cambial um caminho mais justo e igual, que evitasse estes níveis de desemprego
E ainda por cima sem qualquer tipo de apoio social, que acabará por desagregar a sociedade e criar problemas de violência inimaginados?       

Sem comentários:

Publicar um comentário